Na lição passada, você aprendeu sobre aplicações e principais orientações de marketing. Primeiramente, destacamos a importância de compreender as necessidades e desejos dos consumidores, aplicando estratégias de segmentação de mercado e posicionamento para diferenciar-se da concorrência. Em seguida, exploramos a utilização das ferramentas de comunicação e promoção, buscando alcançar o público-alvo de forma atrativa e persuasiva. Além disso, abordamos a necessidade de avaliar e monitorar os resultados do marketing, garantindo a eficiência das ações implementadas. Por fim, ressaltamos os desafios enfrentados, como a identificação precisa das necessidades dos consumidores, a competição no mercado, a adaptação às mudanças tecnológicas, a responsabilidade social e a gestão eficiente dos recursos. Com conhecimento, criatividade e estratégia, podemos superar esses desafios e alcançar o sucesso no mundo do marketing dentro do mercado agrícola.
Hoje, você, estudante, vai mergulhar no mundo do marketing, mas relaxa que não vai ter nenhum vocabulário estranho ou complicado por aqui. Vamos falar do famoso "Composto de Marketing", que é tipo o kit de ferramentas que as empresas usam para vender seus produtos e conquistar a galera. Bora lá!
Para tanto, esta lição tem como objetivo, compreender a Relevância da Análise de Mercado: Vamos explorar porque a análise de mercado é crucial para o êxito de uma empresa e entender como a ausência dessa análise pode prejudicar suas operações.
Além disso, nesta lição, iremos explorar os Componentes do Composto de Marketing: identificaremos e examinaremos os quatro pilares do composto de marketing – produto, preço, praça e promoção – e compreenderemos como eles se entrelaçam para criar estratégias eficazes.
Por fim, essa lição ainda objetiva promover Conexões entre Teoria e Prática: incentivaremos a aplicação prática dos conceitos, por meio de estudos de caso e atividades que permitam aos alunos desenvolverem planos de composto de marketing adequados a cenários reais no agronegócio.
Com esses objetivos em mente, você está pronto para embarcar em uma jornada de aprendizado que une teoria e aplicação prática, explorando o papel crucial do composto de marketing na indústria do agronegócio.
Vender um produto ou serviço no mercado pode parecer uma tarefa simples e direta, envolvendo apenas a escolha de um local, a fixação de um preço e alguma divulgação. Contudo, a realidade é mais complexa do que essa ideia inicial. É interessante notar que diversas empresas, mesmo possuindo produtos de alta qualidade, encontram dificuldades para se manterem no mercado. E a razão para isso é evidente: a falta de uma análise de mercado abrangente. Isso significa que não conduziram pesquisas ou procuraram compreender se existia um espaço para comercializar seu produto ou serviço. Além disso, não obtiveram uma compreensão precisa do público-alvo nem avaliaram seus concorrentes, o que acaba sendo determinante.
Tente lembrar quantas empresas você já viu que não duraram muito tempo no mercado. Talvez tenha até alguma de que você gostava muito e até hoje não entendeu o que aconteceu para que ela fechasse suas portas. Um dos motivos pode ter sido pela falta de conhecimento de mercado.
Vamos explorar os principais desafios associados aos tópicos que discutimos nas lições, compreendendo como eles afetam os conceitos abordados e as esferas sociais, econômicas e políticas.
No âmbito do agronegócio, o desafio reside na seleção criteriosa dos produtos a serem cultivados. Isso requer uma análise profunda das demandas do mercado, das condições ambientais e das tendências de consumo. As escolhas têm reflexos econômicos, influenciando os preços das commodities, e sociais, definindo a disponibilidade de alimentos.
Estabelecer preços no agronegócio é uma equação complexa. O equilíbrio entre custos de produção, lucratividade e acessibilidade ao consumidor é um desafio delicado. Precificação inadequada pode reverberar tanto no mercado, impactando a renda dos agricultores, quanto na sociedade, influenciando o acesso a alimentos nutritivos.
A distribuição apresenta desafios multifacetados. Garantir a chegada eficiente e fresca dos produtos aos consumidores é uma tarefa intrincada. Logística, transporte, regulamentações governamentais são variáveis a serem consideradas. Uma distribuição ineficaz pode ter implicações sociais, limitando o acesso a alimentos, e econômicas, devido a custos elevados e desperdício.
O marketing eficaz é uma construção complexa de percepções. Criar uma mensagem que ressoe com o público e ao mesmo tempo autentique a marca é um desafio criativo. O êxito na promoção transcende vendas; ele molda a imagem da marca, influencia escolhas dos consumidores e pode até fomentar debates políticos sobre práticas sustentáveis.
Nesse cenário, técnicos em agronegócio assumem o papel de navegadores experientes. Eles devem traçar uma trajetória cuidadosa por meio desses desafios intrincados, ponderando os aspectos sociais, econômicos e políticos. Cada decisão tomada pode causar reverberações notáveis no panorama do agronegócio.
Portanto, caros exploradores, vocês adentram em um território repleto de desafios interligados. Cada passo que tomarem terá um impacto que se propagará como ondas. Compreender esses desafios é crucial para navegar com sucesso nessa empolgante jornada no agronegócio.
Imagine uma jornada deliciosa pela história da "Goiabadas Goiabaderia", uma fábrica dedicada a criar goiabadas artesanais que conquistam os corações dos consumidores. Vamos explorar como essa empresa aplicou de forma equilibrada os quatro elementos do composto de marketing para alcançar uma posição de destaque no mercado.
A essência da "Goiabadas Goiabaderia" residia em sua paixão por produzir goiabadas autênticas e irresistíveis. Utilizando goiabas frescas colhidas de fazendas locais, a empresa imprimiu autenticidade e sabor genuíno em cada pedaço. Isso resultou em goiabadas de alta qualidade, sem a adição de corantes ou conservantes artificiais, que conquistaram os paladares dos consumidores. A embalagem cuidadosamente projetada transmitia a atenção meticulosa aos detalhes e às tradições enraizadas na produção.
Ao determinar o preço de suas goiabadas, a empresa optou por uma abordagem que equilibrava o valor dos ingredientes superiores e a acessibilidade ao público. Estabeleceram um preço que refletia a qualidade excepcional e a produção artesanal, sem excluir os consumidores por questões de preço. Essa estratégia cultivou um vínculo de confiança com os clientes, pois eles sabiam que estavam adquirindo algo excepcional a um custo justo.
A presença da "Goiabadas Goiabaderia" nos pontos de venda foi cuidadosamente planejada. Além de estar disponível em lojas de alimentos naturais e mercados locais, a empresa participou de feiras e eventos culturais para estabelecer conexões diretas com os consumidores. Isso proporcionou uma oportunidade única de compartilhar a história por trás de cada goiabada e se envolver emocionalmente com a marca.
A promoção das goiabadas foi conduzida de maneira autêntica e envolvente. A "Goiabadas Goiabaderia" utilizou as redes sociais para contar histórias das fazendas locais, os métodos tradicionais de produção e as receitas que atravessaram gerações. Além disso, a empresa realizou eventos onde os clientes podiam degustar as goiabadas e conhecer os artesãos por trás de cada etapa do processo. Isso gerou um vínculo emocional com a marca, resultando em uma comunidade engajada de entusiastas da qualidade.
A estratégia de marketing integrada da "Goiabadas Goiabaderia" foi um verdadeiro sucesso. As goiabadas não apenas se tornaram uma preferência para os consumidores que valorizam autenticidade e qualidade, mas também levaram a fábrica a expandir sua presença em novas regiões. Além disso, a empresa recebeu reconhecimento pela sua dedicação à qualidade e ao resgate das tradições, contribuindo para o fortalecimento da produção local e da cultura.
O case ilustra como a análise de mercado, a compreensão do público-alvo, a escolha de canais de distribuição estratégicos e a promoção autêntica podem resultar em um produto bem-sucedido que ressoa emocionalmente com os consumidores e contribui para o crescimento sustentável da marca.
Kotler e Keller (2019) destacam como é vital entender e analisar o mercado onde uma empresa atua. A razão é simples: se queremos acertar nas jogadas, é preciso dar um destaque especial ao planejamento estratégico. Dentro desse esquema, rola definir como vamos examinar o mercado. E aí é que os gurus do marketing entram em cena, usando suas ferramentas – uma delas é o famoso Composto de Marketing. Segundo Las Casas (2019, p. 27):
O composto de marketing, ou mix de marketing, consiste nos quatro pês criados por McCarthy, que são: produto, preço, ponto de venda (distribuição) e promoção (divulgação). Esses elementos determinam as estratégias e as ações mercadológicas, que visam atender as necessidades e os desejos dos consumidores. Sendo estas utilizadas com o objetivo de proporcionar informações que auxiliem na definição, no planejamento e na organização das atividades mercadológicas de uma empresa, uma marca e um serviço.
Agora é hora de focar em estratégias que ajudam as empresas a entenderem como seus produtos se encaixam no mercado e, dessa forma, como podem ser vendidos para as pessoas certas. Uma das ferramentas estratégicas para isso, com um olhar voltado para o produto, é a análise do Ciclo de Vida do Produto, que consiste em quatro fases: Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio (KOTLER; KELLER, 2019).
No estágio de Introdução, o produto ainda não é muito procurado pelos consumidores, resultando em vendas baixas e crescimento lento (KOTLER; KELLER, 2019). Uma vez que é algo novo no mercado, os consumidores ainda têm receio de comprar algo desconhecido (KOTLER; KELLER, 2019).
Na fase de Crescimento, o produto começa a ganhar aceitação, pois os consumidores já estão familiarizados com ele. Esse é um momento de rápido aumento na aceitação e nos lucros da empresa, com um aumento nas vendas. Além disso, os gastos e as estratégias de marketing aumentam, focando em promoções e fortalecimento da marca (KOTLER; KELLER, 2019). Com isso, os concorrentes também surgem, enxergando no novo produto uma chance de mercado.
Quando chegamos à fase de Maturidade, o produto já conquistou a maioria dos consumidores e é reconhecido no mercado. Os lucros se estabilizam e o foco muda mais para a marca do que para o próprio produto. Grandes nomes como Coca-Cola, Nike e Apple representam bem essa etapa de Maturidade no Ciclo de Vida do Produto (KOTLER; KELLER, 2019).
Por último, temos a etapa de Declínio, na qual as vendas caem e os lucros diminuem. É nesse momento que é necessário repensar o produto, podendo retirá-lo do mercado ou dar uma nova direção para que ele atenda às demandas dos consumidores (KOTLER; KELLER, 2019). Exemplos dessas etapas incluem produtos como discos de vinil, máquinas de escrever e outros que saíram de cena com o avanço da tecnologia.
Hoje em dia, a grande maioria das pessoas costuma olhar para o preço como só aquele valor que sai do bolso para comprar um produto ou serviço. Contudo, no universo do marketing, o preço não se limita a isso – ele também abrange o valor que a pessoa enxerga, ou seja, os benefícios que o consumidor vai levar para casa ao fazer a compra, comparados aos custos que essa jornada implica. Portanto, podemos dizer que o preço engloba tanto o lado financeiro quanto aqueles aspectos que não envolvem dinheiro, como você pode conferir na Figura 1 logo a seguir:
E como é que as empresas decidem qual vai ser o preço de um produto? Olha só, não é só um número que a empresa escolhe na sorte. Aqui entra uma fase em que, além de pensar nos lucros, temos que levar em conta os custos de produção, matéria-prima, impostos, salários dos funcionários e outras coisas. Tudo que é necessário para fazer o produto e colocá-lo na prateleira (KOTLER; KELLER, 2019).
Mas tem mais! Para definir o preço, a empresa precisa primeiro ter um objetivo. Kotler e Keller (2019) apontam 5 objetivos principais:
Quando a concorrência é acirrada, a empresa precisa se destacar de alguma forma. É um movimento de curto prazo para chamar a atenção, mas se não cuidar, pode dar prejuízo no longo prazo.
Aqui, a empresa quer ganhar o máximo possível. Mas para isso acontecer, precisa analisar se tem consumidores interessados em comprar e se isso vai render lucro.
Isso acontece quando a empresa quer aumentar seu volume de vendas, então baixa o preço unitário. Comum ser utilizado em empresas que querem entrar em um mercado. Os lucros podem vir mais tarde, mas a ideia é atrair consumidores.
Aqui é um truque diferente. A empresa coloca o preço alto para filtrar os consumidores. Só quem realmente estiver a fim e disposto a pagar vai levar o produto, como, por exemplo, a Apple.
Empresas que focam na imagem e qualidade colocam preços altos. É tipo pagar por um pacote de vantagens e benefícios que vem com o produto.
Agora, pensa bem: a concorrência também tem seu preço. Imagina que o consumidor faz uma pesquisa e comparação antes de comprar. Será que as outras empresas olharam para o preço da concorrência? Talvez não, e isso pode custar vendas e espaço no mercado.
E quando a empresa conhece bem o mercado, é possível definir as estratégias de preço. Kotler e Armstrong (2015) destacam algumas estratégias de preço:
O preço geográfico, por exemplo, leva em conta o local que a empresa está, porque os custos de produção variam de lugar para lugar.
Tem também os preços com desconto e concessão. É quando a empresa dá uma vantagem para o consumidor, como um desconto à vista ou descontos por quantidade comprada. Até descontos sazonais, que dão aquele empurrãozinho nas vendas quando a demanda está baixa.
Agora, os preços promocionais, de acordo com Kotler e Armstrong (2015), são para atrair a clientela. É quando a empresa abaixa o preço abaixo do mercado. Tipo um super desconto de volta às aulas para incentivar os consumidores a comprarem antes do semestre começar.
Por fim, tem o preço diferencial ou discriminatório. Isso rola quando a empresa coloca preços diferentes para grupos de consumidores, versões do produto ou épocas de venda.
Independentemente da estratégia, as empresas precisam entender que sempre é importante conhecer e definir o público-alvo. Isso ajuda a analisar o motivo da compra e se a galera está disposta a pagar o preço estipulado.
A partir de agora, vamos explorar o tópico da Praça, também conhecida como Ponto de Venda ou Canal de Distribuição. Vamos usar esses termos durante a nossa conversa. Escolher o canal de venda e distribuição certo vai ser um dos fatores que vão decidir se a empresa vai ter sucesso ou não, juntamente com as outras partes do Composto de Marketing e levando em conta o público do mercado agrícola.
Kotler e Armstrong (2015) explicam que a praça é o local onde as empresas vão disponibilizar seus produtos para os consumidores. Além disso, Las Casas (2019, p. 531) determina que “os processos de distribuição podem acontecer via e-commerce ou por meio de intermediários, que podem ser representantes, distribuidores, atacadistas ou varejistas, dentre outros”.
E, para isso, as empresas têm diferentes tipos de canais de vendas, ou seja, diferentes maneiras de entregar o produto ao consumidor. Algumas dessas maneiras podem envolver intermediários de vendas, outras não. Las Casas (2019) mostra as diferentes formas como os canais de vendas e a distribuição ao consumidor podem funcionar como apontado na Figura 2.
Cada canal deve passar por uma análise pela empresa, levando em consideração como vai ser o acesso e o contato com o consumidor. É essencial entender que, quanto mais intermediários estiverem envolvidos, menos controle a empresa terá sobre as vendas. Vale a pena frisar que esses intermediários não são só parceiros de venda, mas também colaboram na promoção e na distribuição dos produtos até chegar nos consumidores finais.
Uma das opções de intermediário usadas pelas empresas, segundo Kotler e Armstrong (2015), é o varejo, que basicamente é onde a venda direta ao consumidor final acontece. Kotler e Armstrong (2015) indicam vários tipos de varejo, sendo os principais:
Lojas especializadas: vendem uma seleção limitada de produtos, mas com muita variedade.
Lojas de departamento: oferecem diversas linhas de produtos diferentes.
Supermercados: o nome já diz tudo, né? São as lojas onde rola a compra dos mantimentos.
Lojas de conveniência: aquele cantinho onde você encontra as coisas que precisa no dia a dia.
Lojas de desconto: vendem produtos com preços mais baixos e em maior quantidade.
Lojas de ponta de estoque ou liquidação: como as lojas direto da fábrica, por exemplo, com preços mais em conta.
Superlojas: elas têm o objetivo de serem completas, atendendo todas as necessidades dos consumidores.
Além de entender como os consumidores vão ter acesso e visitar o lugar escolhido, é importante também calcular o nível de cobertura de mercado. Isso quer dizer quantos pontos de venda (praças) são necessários para que o produto ou serviço seja vendido de forma lucrativa e de sucesso para empresa. Churchill Júnior e Peter (2012) frisam três tipos de cobertura de mercado:
Distribuição exclusiva: o produto é vendido num lugar só, sem outras marcas.
Distribuição seletiva: a empresa escolhe quais canais de venda vão ter seus produtos, normalmente poucos e bem selecionados.
Distribuição intensiva: o produto está em todos os lugares possíveis, porque o foco é vender muito.
Independentemente do lugar ou da forma de distribuição, é fundamental que as empresas façam pesquisa de mercado para garantir que o produto esteja onde o consumidor pode alcançar. E lembre-se, todos esses estudos se encaixam na parte de Praça do Composto de Marketing.
Quando pensamos na Promoção, as empresas devem responder a essa pergunta: o que querem transmitir? Parece simples e básico, mas na prática, muitas vezes essa ferramenta de marketing não é usada da forma certa. Aprofundaremos um pouco mais sobre comunicação na lição 6.
Agora é a vez de discutirmos as ferramentas de comunicação e marketing que as empresas podem usar no mercado, sempre pensando no mercado agrícola. Kotler e Keller (2019) e Las Casas (2019) identificam oito ferramentas principais de comunicação e marketing que as empresas podem utilizar.
Vamos começar com a Propaganda (1), que inclui qualquer tipo de comunicação paga, seja na rádio, televisão ou internet. Nesse momento, as empresas buscam apresentar seus produtos ou serviços ao mercado e aos consumidores. Pense no seu público consumidor, do mercado agrícola. Que tipo de comunicação paga eles costumam consumir?
A Promoção de Vendas (2) é toda forma de incentivo à compra, como um desconto, amostra grátis ou prêmio. É importante não confundir promoção com promoção de vendas, pois existe uma diferença. Promoção de Vendas é uma ação que visa impulsionar a compra através de benefícios e incentivos ao consumidor.
Eventos (3) e Experiências (4) são ações, sejam elas próprias da empresa ou patrocinadas, que buscam criar uma interação entre o consumidor e a marca, produtos ou serviços. As atividades de eventos são planejadas para chamar a atenção da mídia e dos consumidores, podendo incluir patrocínio de concursos e ações sociais.
A ferramenta de Relações Públicas (5) envolve a criação de boas relações com diversos públicos, a fim de construir uma imagem positiva da empresa no mercado e perante os consumidores.
O Marketing On-line e de Mídias Sociais (6) tem sido muito utilizado pelas organizações. Essa ferramenta oferece várias vantagens, como comodidade para o consumidor, já que as ações chegam até eles onde quer que estejam, sem a necessidade de se deslocar. Além disso, as informações são disseminadas rapidamente, os custos são menores em comparação a outras mídias e o relacionamento com o consumidor é mais próximo, permitindo uma coleta de informações mais abrangente (LAS CASAS, 2019).
O Mobile Marketing é definido por Kotler e Keller (2019, p. 616) como uma "[...] forma especial de marketing online que envia comunicações aos consumidores por meio de seus celulares ou tablets".
O Marketing Direto e Interativo (7) utiliza canais diretos de comunicação, como telefone e e-mail, para transmitir a mensagem aos consumidores, buscando uma resposta direta ou diálogo (Las Casas, 2019).
E por último, a Venda Pessoal (8), que ocorre quando a organização interage com seus consumidores por meio de sua equipe de vendas.
Aqui, você teve um vislumbre de algumas das ferramentas de comunicação que as empresas podem usar no mercado. O essencial é entender que a comunicação entre a empresa e o mercado acontece por diversas razões e formas, e é responsabilidade da empresa descobrir a melhor maneira de realizar essas atividades, por meio do seu planejamento de marketing.
Vamos agora mergulhar nessa aventura no mundo do agronegócio e ver como o composto de marketing se encaixa nessa jornada. Imagina só: a teoria que a gente explorou ganhando vida na prática do campo! No coração do agronegócio, o Composto de Marketing não fica de fora. Ele é como o trator que guia as ações das empresas do campo. Vamos dar uma olhada nessa história:
No centro da fazenda, temos o produto em destaque, seja o cultivo ou a criação. É a qualidade da terra, das sementes, dos animais - tudo isso é o nosso produto especial.
Quando se trata de preço, a história é diferente. Não é só uma grana que você guarda no bolso. É também sobre o valor sustentável, entender os custos, desde a plantação até a colheita.
Aqui entra o desafio de levar o produto até a galera que vai consumir. Pensa só: os produtos têm que chegar fresquinhos e seguros. É como uma rede de entregas do campo direto para sua mesa, e os agentes do agronegócio têm que planejar as rotas, os canais e garantir que tudo chegue inteirinho.
E agora, como divulgar? Aqui é a hora do espetáculo. Eventos no campo, feiras, divulgação on-line. É mostrar para o pessoal o que está sendo feito no campo e como isso chega até eles.
E com tudo isso, o profissional técnico em agronegócio é um verdadeiro herói da lavoura. Eles conhecem os desafios do campo, sabem o momento certo de plantar e colher, estão por dentro das melhores técnicas e tecnologias.
Mas não é só isso, os desafios também são grandes. Clima imprevisível, pragas, mercado instável – tudo isso faz parte do jogo. Os técnicos em agronegócio precisam estar sempre atualizados, preparados para lidar com qualquer reviravolta e tomar decisões que vão impactar a colheita e o bolso.
Aqui está um desafio que vai levar vocês ainda mais fundo na prática do marketing. Este é um desafio que vocês podem realizar tanto em casa quanto em sala de aula, então todos a postos!
Desafio do Marketing Experience: Conheça e Crie
Escolha uma Marca do Agronegócio que seja Familiar: comece escolhendo uma marca que todos na turma conheçam. Pode ser uma marca de alimentos, roupas, eletrônicos, o que preferirem.
Análise Detalhada: agora é hora de colocar a lupa! Pesquise sobre essa marca. Visite o site oficial, acompanhe suas redes sociais, veja propagandas, se tiverem. Anote como eles se comunicam, que tipo de produtos ou serviços oferecem, qual é o tom da mensagem.
Estudo de Concorrentes: não podemos esquecer dos "rivais". Pesquise outras marcas que competem diretamente com a escolhida. Comparem suas estratégias de marketing. Quais são as semelhanças e diferenças? Como eles se destacam uns dos outros?
Brainstorm de Estratégias Criativas: agora vem a parte divertida! Em grupo, ou individualmente, pense em novas estratégias de marketing para a marca escolhida. Como ela poderia melhorar sua presença nas redes sociais? Que tipo de promoções interessantes poderiam oferecer? Como eles poderiam envolver mais a comunidade local?
Apresentação Criativa: e agora, transforme essas ideias em uma apresentação criativa. Pode ser um vídeo curto, uma apresentação de slides ou até um painel físico. Compartilhe as estratégias que criaram, expliquem por que acreditam que seriam eficazes e como poderiam impactar o público.
Discussão e Reflexão: apresente suas ideias à turma. Depois, tenha uma discussão sobre as diferentes abordagens que cada grupo teve. Reflitam sobre como as estratégias de marketing podem fazer a diferença na percepção do público em relação a uma marca.
Este desafio vai além dos livros e direto para a prática! Você terá a chance de mergulhar profundamente no mundo real do marketing, entender como as marcas se comunicam e ainda soltar a criatividade com estratégias novas e interessantes. Mãos à obra e divirta-se explorando o mundo do marketing na prática!
CHURCHILL JUNIOR, G. A.; PETER, J. P. Marketing: Criando valor para os clientes. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. 15. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Pearson, 2019.
LAS CASAS, A. L. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2019.
URDAN, F. T.; URDAN, A. T. Gestão do composto de marketing. São Paulo: Atlas, 2012.