COMPÊNDIO COMPLETO
(FRASES DE LAUDOS DE DIVERSOS TIPOS DE PATOLOGIAS DESCRITAS NA PRÁTICA DA MEDICINA DIAGNÓSTICA POR IMAGEM)
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ESTEATOSE :
Fígado de volume e contorno normais, apresentando redução difusa dos coeficientes de atenuação do parênquima, compatível com esteatose.
ESTEATOSE COM PARÊNQUIMA POUPADO:
Fígado de volume e contorno normais, apresentando redução difusa dos coeficientes de atenuação do parênquima, compatível com esteatose, notando-se pequena área de parênquima poupado junto ao leito vesicular.
ESTEATOSE FOCAL:
Fígado de volume e contorno normais, apresentado tênue área levemente hipodensa, de limites pouco precisos, na periferia dos segmentos VI/VII, medindo cerca de cm, de difícil caracterização devido à não-administração do contraste venoso (esteatose focal?).
Fígado de volume e contorno normais, apresentando pequena imagem ovalada, hipodensa, hipocaptante de contraste, localizada na borda lateral do segmento IV, medindo cerca de 19 x 9 mm, de aspecto inespecífico (pequena área de esteatose focal?). A critério clínico correlacionar com dados de Ressonância Magnética para melhor avaliação.
LOBO DE RIEDEL:
Fígado de contornos regulares, apresentando proeminência do lobo direito, podendo corresponder à variação anatômica
CISTOS:
Fígado de volume normal e contornos regulares, apresentando pequenas lesões hipodensas esparsas pelo parênquima, a maior localizada no segmento , medindo cm, podendo corresponder a cistos.
Pequenas imagens hipodensas arredondadas esparsas pelo parênquima, sem impregnação evidente pelo meio de contraste, podendo corresponder a cistos, uma das maiores no segmento IV, medindo cerca de cm.
Notam-se, também, duas lesões ovaladas hipocaptantes de contraste, localizadas no segmento II e na transição dos segmentos IV/VIII, medindo respectivamente cerca de cm e cm, de aspecto inespecífico.
Nota-se diminuta imagem ovalada, hipodensa, situada no segmento VII, medindo cm, sem captação evidente pelo meio de contraste, podendo corresponder a cisto.
Nota-se pequena imagem hipodensa ovalada, sem captação evidente de contraste, medindo cerca de cm, localizada no segmento , devendo corresponder a pequeno cisto.
LESÕES HIPODENSAS INESPECÍFICAS:
Há, ainda, diminutas imagens arredondadas hipodensas esparsas, de aspecto inespecífico, devido às suas reduzidas dimensões.
Fígado de volume, contorno, densidade e impregnação pelo meio de contraste normais, à exceção de foco hipodenso milimétrico no segmento IV-A, de difícil caracterização por suas reduzidas dimensões, porém possivelmente relacionado a microcisto.
Há, também, alguns diminutos focos hipodensos esparsos pelo parênquima, de aspecto inespecífico, devido às suas reduzidas dimensões.
Notam-se, também, duas lesões ovaladas hipocaptantes de contraste, localizadas no segmento II e na transição dos segmentos IV/VIII, medindo respectivamente cerca de cm e cm, de aspecto inespecífico.
Destaca-se, lesão hipodensa ovalada, com contorno levemente lobulado e comportamento hipovascular, localizada na transição dos segmentos VII/VIII, medindo cerca de cm.
Notam-se, ainda, outras pequenas imagens ovaladas hipodensas, situadas no segmento VII (cm), e na porção ântero-medial do segmento V (cm), de difícil caracterização devido às suas reduzidas dimensões.
IMAGEM INESPECÍFICA:
Fígado de dimensões e contorno normais, apresentando pequena imagem arredondada, hipodensa, medindo cerca de cm, localizada no segmento , de difícil caracterização devido às suas reduzidas dimensões.
Nota-se, diminuto foco de calcificação localizado no segmento , sugestivo de granuloma residual.
Nota-se, pequena imagem arredondada, com densidade semelhante à dos vasos em todas as fases, situada no segmento , medindo cerca de cm, podendo corresponder a hemangioma.
Formação expansiva, de contornos lobulados, hipercaptante do meio de contraste na fase arterial, tornando-se isodensa ao restante do parênquima nas demais fases, medindo cerca de cm, com crescimento exofítico (pediculado), localizada no segmento do fígado, podendo corresponder à hiperplasia nodular focal.
LESÃO FÍGADO SEM CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS:
Fígado de volume e contorno normais, apresentando imagem ovalada, hipodensa, com comportamento hipovascular, em situação subcapsular no segmento , onde determina mínima retração do contorno hepático, medindo cerca de cm, de difícil caracterização devido ao padrão não característico de impregnação. Sugerimos correlação com dados de ressonância magnética para melhor avaliação.
HEMANGIOMA:
Imagem arredondada, isodensa ao restante do parênquima hepático, captante de contraste, em situação subcapsular na transição dos segmentos II/IV-A, medindo cerca de cm (hemangioma?).
Nota-se, volumosa formação expansiva de contorno lobulado, medindo cerca de cm, acometendo os segmentos V e VI, que apresenta captação globular, periférica e centrípeta de contraste, tornando-se isodensa ao restante do parênquima na fase tardia, exceto por área central hipodensa não captante de contraste ( degeneração cística/necrótica), compatível com hemangioma.
Apresentando lesão hipodensa com captação globular, periférica e centrípeta do meio de contraste, localizada no segmento II, medindo cerca de cm, compatível com hemangioma.
Há, pequenas imagens hipodensas, captantes de contraste, tornando-se praticamente isodensas ao parênquima na fase tardia, situadas nos segmentos VI e VII, medindo cerca cm, respectivamente, podendo também corresponder a hemangiomas.
Fígado de volume normal e contornos regulares, apresentando lesão hipodensa com captação globular, periférica e centrípeta do meio de contraste, localizada no segmento II, medindo cerca de cm, compatível com hemangioma.
PROEMINÊNCIA ESPAÇO PERIPORTAL:
Proeminência do espaço periportal no segmento VI hepático.
Baço de volume e contorno normais, apresentando foco hipodenso na porção posterior do seu terço médio/superior, medindo cerca de cm, de aspecto inespecífico devido às suas dimensões.
LESÃO HIPERVASCULAR:
Fígado de volume e contornos normais, apresentando pequeno foco hipercaptante de contraste na fase arterial, situado na transição dos segmentos VI e VII, medindo cerca de cm, de natureza hipervascular.
LESÃO QUE CAUSA RETRAÇÃO CAPSULAR:
Nota-se, imagem ovalada, hipodensa, de limites parcialmente definidos, em situação subcapsular no segmento VI, onde determina discreta retração do contorno hepático, medindo cerca de cm, também de de aspecto inespecífico, devido às suas reduzidas dimensões.
MTX:
Fígado de volume normal, contorno lobulado e densidade heterogênea, destacando-se múltiplos nódulos hipocaptantes de contraste, de contornos lobulados, distribuídos difusamente pelo parênquima, alguns de aspecto confluente, os maiores nos segmentos II e IV, medindo cerca de cm, respectivamente. O aspecto sugere implantes secundários.
Fígado de volume normal e contorno algo lobulado, apresentando lesões nodulares esparsas no parênquima, algumas confluentes, captantes de contraste, apresentando centro hipodenso, podendo corresponder a degeneração cística/necrótica, a maior localizada nos segmentos IV e VIII, medindo cerca de cm nos maiores eixos axiais.
EX SEM CONTRASTE:
Fígado apresentando redução volumétrica do lobo direito e hipertrofia dos lobos esquerdo e caudado, de contorno irregular, apresentando múltiplas lesões arredondadas hipodensas, distribuídas difusamente pelo parênquima. NOTA: A análise comparativa com o exame anterior datado de 14/04/2011 mostra aumento do número das lesões nodulares, heterogêneas, captantes de contraste, algumas apresentando degeneração cística/necrótica, difusamente distribuídas pelo parênquima hepático, mais numerosas no lobo esquerdo, persistindo a área de confluência nos segmentos IV e VIII, que mede cerca de cm nos maiores eixos axiais no presente estudo.
IMPLANTES SECUNDÁRIOS:
Fígado de volume e contorno normais, apresentando múltiplas lesões nodulares, com comportamento hipovascular, de limites parcialmente definidos, difusamente distribuídas pelo parênquima hepático, a maior localizada no segmento VIII, medindo cerca de cm, sugestivas de implantes secundários.
Fígado de volume normal, contorno lobulado e densidade heterogênea, destacando-se múltiplos nódulos hipocaptantes de contraste, de contornos lobulados, distribuídos difusamente pelo parênquima, alguns de aspecto confluente, os maiores nos segmentos II e IV, medindo cerca de cm, respectivamente. O aspecto sugere implantes secundários.
Fígado de volume normal, contorno levemente lobulado, apresentando múltiplas lesões nodulares, hipocaptantes de contraste, de contornos irregulares, distribuídas difusamente pelo parênquima, algumas de aspecto confluente, a maior na transição dos segmentos IV/VII, medindo cerca de cm. O aspecto é sugestivo de implantes secundários.
Observam-se, lesões nodulares hipodensas e hipocaptantes de contraste esparsas pelo parênquima, uma das maiores medindo cerca de cm, situada na transição dos segmentos VII/VIII. O aspecto é sugestivo de implantes secundários.
Embora inespecíficas, não é possível afastar a possibilidade de tais lesões se correlacionarem à implantes secundários hipervasculares, dentro do contexto clínico, admitindo, nos seus diagnósticos diferenciais, corresponderem à lesões hipervasculares de outras naturezas (shunts artério-portais? hemangiomas capilares?).
MTX C/ DEGENERATIVO:
Volumosa lesão expansiva, com realce heterogêneo pelo meio de contraste e áreas hipodensas de permeio, sugestivas de degeneração cística/necrótica, acometendo quase todo o lobo esquerdo, medindo cerca de cm.
HEPATECTOMIA:
Sinais de hepatectomia parcial direita, notando-se aumento vicariante dos lobos caudado e esquerdo remanescentes, os quais apresentam contorno regular e densidade normal no presente estudo.
HEPATECTOMIA COM COLEÇÃO PÓS CIR:
Sinais de hepatectomia parcial direita, notando-se pequena coleção líquida junto à borda posterior do fígado remanescente, medindo cerca de cm, sugestivo de alteração pós-cirúrgica. Restante do parênquima hepático com impregnação homogênea pelo meio de contraste.
PSEUDOLIPOMA DA CAPSULA DE GLISSON:
Nota-se, ainda, pequena imagem ovalada com densidade de gordura junto à superfície visceral do segmento VI, medindo cerca de cm, podendo corresponder a pseudolipoma da cápsula de Glisson.
TROMBOSE RAMO VEIA PORTA:
Fígado de contorno normal, apresentando redução volumétrica do lobo esquerdo associada a opacificação irregular do ramo esquerdo da veia porta (trombose crônica?).
VIAS BILIARES ALTERADAS:
Hepatocolédoco com calibre bastante aumentado ( cm) atá a sua porção intrapancreática.
STATUS PÓS-COLECISTECTOMIA:
Observa-se discreta ectasia do hepatocolédoco, o qual mede cerca de cm no seu terço médio, devendo corresponder a status pós-colecistectomia.
ALT. PERF. SEM LESÕES FOCAIS
Fígado de topografia, morfologia e dimensões normais, exibindo impregnação levemente heterogênea do parênquima na fase arterial, sugerindo alterações perfusionais, sem evidências de lesões focais.
ESTEATOSE HEPÁTICA
Fígado de topografia e morfologia normais, exibindo discreta redução difusa da densidade do parênquima, relacionada a infiltração gordurosa/discreta esteatose hepática.
Fígado de dimensões aumentadas, apresentando acentuada redução difusa dos seus coeficientes de atenuação relacionados a infiltração gordurosa (esteatose hepática), com algumas áreas de preservação focal.
Fígado exibe queda de sinal na sequência T1 fora de fase, inferindo infiltração gordurosa (esteatose hepática).
Fígado de dimensões aumentadas, a custa de formações nodulares mal delimitadas esparsas pelo lobo direito, sem significativo realce após contraste, com padrão indeterminado, porém podendo representar áreas de esteatose nodular. Um estudo complementar por ressonância magnética poderá auxiliar no diagnóstico.
Fígado com dimensões pouco aumentadas, contornos regulares e bordos finos, destacando-se áreas nodulares mal definidas, sem efeito expansivo, esparsas pelo lobo direito, caracterizadas pela queda de sinal na sequência fora de fase e ausência de impregnação pelo gadolínio, compatíveis com esteatose multinodular. Ausência de lesões focais definidas.
TRAUMA
Parênquima com coeficientes de atenuação preservados, exceto por áreas hipoatenuantes confluentes no segmento VIII, medindo cerca de <> x <> cm, sem realce ao meio de contraste, compatível com contusão intraparenquimatosa neste contexto clínico.
Parênquima com coeficientes de atenuação preservados, exceto por pequena área linear hipoatenuante compatível com laceração no segmento IV / II, sem evidência de sangramento ativo. Veias hepáticas e ramos portais preservados.
Extenso hematoma hepático acometendo praticamente todo o lobo direito, de maneira mais acentuada nos segmentos VI e VII, associada a lacerações nos segmentos IV, V, VIII, algumas mais profundas no parênquima hepático junto o segmento IV, tendo amplo contato com o segmento anterior do ramo portal direito, porém não se caracterizam nítido extravasamento de contraste.
ABSCESSO HEPÁTICO
Parênquima com coeficientes de atenuação heterogêneos à custa de volumosa formação irregular, multiloculada, heterogênea, com áreas centrais de necrose/liquefação, que após a injeção do meio de contraste iodado apresenta intenso realce capsular nas fases mais tardias, associada a distúrbio perfusional do parênquima hepático circunjacente, por provável processo inflamatório perilesional. A lesão localiza-se nos segmento IV, V, e VIII e mede cerca de <> x <> x <> cm. Tal formação determina deslocamento e compressão das estruturas vasculares e das vias biliares adjacentes, destacando-se sinais de trombose / invasão do ramo portal e veia hepática esquerdas e discreta dilatação das vias biliares intra-hepáticas. Observa-se ainda compressão da porção mais proximal da veia cava inferior, associado a sinais de trombose desde o seu segmento proximal até a bifurcação com as veias ilíacas, destacando-se conteúdo heterogêneo luminal, que pode estar relacionado a trombose parcial destes vasos. Considerar a possibilidade de volumoso abscesso hepático como principal diagnóstico diferencial, não se podendo descartar a possibilidade de lesão de natureza neoplásica com processo infeccioso associado.
CISTO HIDÁTICO
Volumosa formação cística de paredes espessas e regulares, que apresentam realce ao meio de contraste, acometendo praticamente todo o lobo hepático esquerdo e determinando compressão do restante do parênquima hepático, das veias hepáticas média e esquerda e do ramo portal esquerdo da porta. Esta formação apresenta alguns finos septos de permeio (lesões-filhas?) e mede cerca de 17 x 15,3 x 16 cm. Considerar a possibilidade de lesão de natureza infecciosa (mais provavelmente cisto hidático, ou mesmo abscesso amebiano), não se afastando por completo outras possibilidades.
HEMOCROMATOSE
Parênquima com coeficientes de atenuação aumentadas, podendo estar relacionado à sobrecarga férrica/tratamento com amiodarona.
Parênquima com intensidade de sinal difusamente reduzida em todas as sequencias podendo estar relacionado a depósito férrico (hemocromatose). Correlacionar com dados clínicos / laboratoriais e a critério clinico, proceder a avaliação complementar com RM com técnica específica para quantificação de ferro hepático.
Decréscimo da intensidade de sinal do parênquima hepático nas sequências de eco mais longo, relacionada a sobrecarga férrica.
Sinais de leve/ moderada / acentuada sobrecarga férrica hepática. Valor estimado em <> µmol/g (normal até 36,0 µmol/g).
HEPATOPATIA
Fígado apresentando contornos discretamente regulares, com acentuação de suas fissuras e proeminência dos segmentos laterais do lobo esquerdo, achados relacionados a hepatopatia crônica.
Fígado com contornos lobulados, exibindo alargamento suas fissuras e hipertrofia do lobo caudado, exibindo realce heterogêneo pelo contraste, relacionado a hepatopatia crônica.
CONCLUSÃO: Sinais de hepatopatia crônica OU Alterações morfológicas hepáticas sugerindo hepatopatia crônica.
Alterações morfoestruturais hepáticas caracterizadas por redução volumétrica predominante do lobo direito, e distúrbios perfusionais. Sinais de transformação cavernotamosa dos ramos portais direito e esquerdo. Acentuação da circulação periesplênica com sinal de “shunt” fisiológico esplenorrenal esquerdo. Proeminência de estruturas vasculares perigástricas e periesofágicas (varizes).
CIRROSE + HP
Fígado apresentando redução das dimensões do segmento lateral do lobo esquerdo, hipertrofia do lobo caudado, contornos irregulares e serrilhados, bordos rombos e densidade heterogênea. Não se caracterizam lesões hipervasculares.
Veias porta e esplênica de calibre aumentado.
Circulação colateral de médio calibre no plexo gastro-esofágico, no trajeto das veias gástricas curtas e esquerda, periesplênica, peripancreática e mesentérica.
Pequena quantidade de líquido livre nos espaços peri-hepático, periesplênico, nas goteiras paracólicas, entre alças intestinais e na escavação pélvica (ascite).
Infiltração difusa da gordura na raiz do mesentério, provavelmente relacionada a hipertensão portal decorrente da hepatopatia crônica.
Baço com dimensões aumentadas.
Fígado de dimensões reduzidas, principalmente à custa do lobo direito, apresentando contornos irregulares e bordos rombos, com acentuação das fissuras, destacando-se áreas de distorção arquitetural periportal, devendo corresponder à fibrose. Parênquima com intensidade de sinal heterogênea, destacando-se formação cística de aspecto simples junto ao domus hepático, medindo 1,1 cm.Sinais de transformação cavernomatosa portal no hilo hepático associada a aumento do calibre da veia esplênica, dilatação significativa da veia gástrica esquerda, colaterais no hilo esplênico, fundo gástrico e periesofágicas. Hepatopatia crônica com sinais de hipertensão portal e fibrose periportal.
TROMBOSE VEIA PORTA
Dilatação da veia porta e seus principais ramos, contendo material hipodenso luminal, sem opacificação ao meio de contraste. Há circulação colateral proeminente periportal e seus principais ramos.
Falha de enchimento no tronco da veia porta e nos seus ramos direito e esquerdo, que determina aumento do calibre dos vasos, com realce pós-contraste sugerindo trombose tumoral.
Trombose parcial excêntrica envolvendo a confluência da veia esplênica e mesentérica superior e porta principal.
Oclusão do segmento anterior do ramo portal direito, provavelmente relacionado a trombo hemático, com alteração perfusional do parênquima hepático adjacente.
HIPERTENSÃO PORTAL
Colaterais venosas de grosso calibre no esplênico, perigástricas, periesofágicas e retrocrurais.
Presença de circulação colateral caracterizada por varizes esofágicas, periesofágicas de fundo gástrico, peri-esplênica, observando-se recanalização da para-umbilical, bem como proeminência da veia gástrica esquerda.
CONCLUSÃO: Sinais de hipertensão portal caracterizados por varizes esofágicas, periesofágicas, de fundo gástrico, peri-esplênicas, bem como proeminência da veia gástrica esquerda e recanalização da para-umbilical, associada esplenomegalia e ascite moderada.
Dilatação e tortuosidade da veia gástrica esquerda, determinando varizes no fundo gástrico e periesofágicas.
CONCLUSÃO: Sinais de hipertensão portal com esplenomegalia e circulação colateral, com acentuada ectasia e tortuosidade da veia gástrica esquerda e varizes de fundo gástrico e periesofágicas.
FÍSTULA PORTOSSISTÊMICA
Fígado de dimensões normais, contornos regulares e bordos discretamente rombos. Parênquima com coeficientes de atenuação preservados, exceto por hipoatenuação subcentimétrica no segmento II / III, bem como área nodular hipoatenuante mal definida, com realce na fase portal, adjacente à vesícula biliar, no segmento V/VIII, medindo cerca de 2,0 cm no maior eixo, e em íntimo contato com a veia hepática média e ramo portal anterior direito. Demais veias hepáticas e ramos portais preservados.
OPINIÃO: Área nodular mal definida com realce na fase portal, adjacente à vesícula biliar, em íntimo contato com a veia hepática média e ramo portal anterior direito, não se podendo descartar a possibilidade de fístula porto sistêmica.
NÓDULO HIPERVASCULAR
Nódulo hepático hipervascular, habitualmente relacionado a hiperplasia nodular focal, não se podendo afastar a possibilidade de adenoma como diagnóstico diferencial.
Formação nodular hipervascular no segmento IV do fígado, com realce precoce na fase arterial sem correspondente na fase portal, medindo cerca de 1,0 cm.
ID: Pequena formação nodular hipervascular no lobo hepático esquerdo, indeterminada pelas suas reduzidas dimensões.
Fígado de topografia, morfologia e dimensões preservadas, exibindo múltiplas pequenas formações nodulares hipervasculares, envolvendo ambos os lobos hepáticos, identificadas apenas na fase arterial, medindo até cerca de 0,5 cm.
ID: Pequenas formações nodulares hipervasculares envolvendo ambos os lobos hepáticos, inespecíficas, provavelmente benignas.
Nódulos hepáticos, com alto sinal nas sequências T1 e T2, sem queda de sinal na sequência fora de fase e com padrão de realce hipervascular, localizadas nos segmentos V, VI, VII e VIII. Tais lesões podem representar adenomas, hiperplasia nodulares focais ou lesões hipervasculares de outra natureza.
HEMANGIOMA
Fígado com dimensões normais apresentando grande lesão com marcado hipersinal em T2 comprometendo os segmentos V, VI, VII e VIII (principalmente segmentos posteriores) medindo <> x <> cm nos maiores eixos. A lesão apresenta realce globular com enchimento progressivo, aspecto compatível com hemangioma.
Formações nodulares esparsas pelo parênquima hepático, com realce nodulariforme pelo contraste, tendendo a homogeneização nas fases tardias, as maiores localizadas na transição dos segmentos VII /VIII (medindo cerca de 7,7 cm), transição dos segmentos II / IV (4,2 cm) e segmento V (2,1 cm).
CONCLUSÃO: Formações nodulares hepáticas, com características de realce sugestivas de hemangiomas.
ADENOMA
Nódulo circunscrito, hipoatenuante, localizado no domus hepático, medindo cerca de <> x <> cm, que apresenta realce arterial pelo meio de contraste iodado, não sendo caracterizado nas fases portal e tardia.
Destaca-se formação nodular hiperintensa em T2, com diminutos focos de gordura intracelular e realce hipervascular, circunscrito e capsulado, localizado na região subcapsular do segmento III. Mede cerca de <> x <> cm. Pode representar um adenoma hepático, hiperplasia nodular focal ou nódulo hepático hipervascular de outra natureza. Conveniente controle evolutivo entre 3 e 6 meses (no estudo controle, pode-se realizar RM do abdome superior com contraste hepatoespecífico – Primovist).
Formação expansiva heterogênea, com material espontaneamente hiperatenuante no interior de provável natureza hemática, sem realce significativo pelo contraste, ocupando os segmentos mediais do lobo esquerdo hepático, medindo 9,4 x 8,4 x 7,7 cm. Formação expansiva hepática, devendo-se considerar a possibilidade de lesão nodular com hemorragia associada, entre os principais diferenciais adenoma entre outros.
HNF
Formação nodular pedunculada, adjacente ao segmento V, caracterizada por hiperrealce precoce após a administração do meio de contraste iodado, delimitando pequena área central com hipocontrastação (achado esse observado nas fases arterial e portal), a qual apresenta homogeneização na fase de equilíbrio. Essa lesão mede <> x <> x<> cm. O conjunto desses achados é compatível com hiperplasia nodular focal.
Parênquima com coeficientes de atenuação preservados, exceto por nódulo isoatenuante de contornos lobulados, apresentando realce arterial e cicatriz central, localizado no segmento III, onde determina abaulamento capsular
Nódulo sólido de contornos labutados, limites bem definidos, realce intenso pelo meio de contraste na fase arterial, com cicatriz central que realça tardiamente, medindo <>, no segmento <>. Nódulo hipervascular com cicatriz cirúrgica caracterizando hiperplasia nodular focal.
METÁSTASE
Múltiplos nódulos hipovasculares, de limites mal definidos, por vezes confluentes, distribuídos difusamente por todo o parênquima.
Fígado de dimensões aumentadas, contornos lobulados e bordos rombos a custa de múltiplos nódulos hipoatenuantes, a maioria com realce periférico, acometendo todos os segmentos hepáticos, compatíveis com lesões de natureza neoplásica secundária. Destaca-se formação expansiva com realce heterogêneo pelo meio de contraste, acometendo os segmentos III/IV, que determina compressão da cabeça do pâncreas, segunda porção do duodeno. Tal formação mede cerca de 11 x 10 x 8,2 cm e deve corresponder a nódulos hepáticos confluentes. Imagem hipoatenuante no segmento VIII, medindo 0,5 cm, sugestiva de cisto hepático. Veias hepáticas e ramos portais preservados.
OPINIÃO: Nódulos hepáticos de provável etiologia neoplásica secundária, alguns confluentes.
NÓDULO HIPODENSO PEQUENO INDETERMINADO
Pequenas formações hipodensas nos segmento IV e V do figado, medindo ate cerca de 0,5 cm, indeterminadas, pelas suas reduzidas dimensões.
ID:Pequenas formações hipodensas em ambos os lobos hepáticos, indeterminadas pelas suas reduzidas dimensões.
HCC
Formação nodular com hipervascularização na fase arterial e lavagem ao meio de contraste (“washout”), medindo <> x <> cm nos maiores eixos transversos, localizada na periferia posterior do segmento VI do lobo hepático direito.
Imagem nodular com hipossinal em T1 e sinal intermediário em T2, com hipervascularização na fase arterial e posterior homogeneização ao meio de contraste, medindo <> x <> cm, no segmento IV.
Nódulo hipervascularizado no lobo hepático esquerdo. Considerar entre as hipóteses diagnósticas a de processo neoplásico primário.
Massa/Nódulo sólido no segmento, hipervascularizado na fase arterial e com clareamento nas fases tardias, suspeito para processo primário.
Volumosa lesão expansiva, heterogênea, envolvendo os segmentos II, III, IV, V e VIII, que exibe áreas de hipervascularização de permeio e outras hipodensas, sugerindo necrose / degeneração cística, medindo cerca de 14,0 cm no maior eixo, no plano axial, com áreas de clareamento na fase tardia.
CONCLUSÃO: Volumosa lesão expansiva hepática, heterogênea, hipervascular e com áreas de clareamento na fase tardia, sugerindo a possibilidade de carcinoma hepatocelular.
Lesão expansiva / infiltrativa, de limites parcialmente indefinidos, acometendo os segmentos II e IV do lobo hepático esquerdo e o segmento V do lobo direito. Essa lesão mede grosseiramente 10,0 cm, no seu maior eixo no plano axial, apresenta realce precoce e difusamente heterogêneo pelo meio de contraste, com áreas centrais sem realce provavelmente relacionadas a necrose, com áreas de clareamento, nas fases tardias.
CONCLUSÃO: Lesão expansiva / infiltrativa, de limites parcialmente indefinidos, acometendo os segmentos II e IV do lobo hepático esquerdo e o segmento V do lobo direito, apresentando realce precoce, heterogêneo, com áreas de clareamento nas fases tardias, sugerindo carcinoma hepatocelular.
Fígado de dimensões discretamente aumentadas, bordos rombos e contornos regulares, apresentando coeficientes de atenuação difusamente heterogêneos à custa de múltiplas formações nodulares mal definidas, algumas tendendo à confluência, comprometendo praticamente todo o lobo hepático direito e apresentando realce heterogêneo precoce ao meio de contraste endovenoso, com wash-out nas fases tardias. A maior lesão mede cerca de XXXX cm, localizada no segmento XXXX. Há invasão do ramo portal direito, o qual apresenta ainda falha de enchimento, denotando trombose.
HCC + FIBROSE CONFLUENTE
Fígado de dimensões reduzidas, a custa do lobo esquerdo, contornos serrilhados e bordos rombos. Parênquima com intensidade de sinal difusamente heterogênea, destacando-se nódulo com hipossinal em T1, hipersinal em T2 e impregnação arterial pelo gadolínio, no segmento VII, medindo 2,5 x 1,9 cm. Nota-se ainda área mal delimitada de distorção arquitetural, que se estende do hilo à periferia hepática, envolvendo parcialmente os segmentos anteriores do lobo direito e medial do esquerdo, que pode corresponder a fibrose confluente. Veias hepáticas e ramos portais preservados.
OPINIÃO: Nódulo hepático com realce arterial no segmento VII, que pode corresponder a lesão de natureza neoplásica primária.Sinais de hepatopatia crônica, com área de distorção da arquitetura hepática, sugestiva de fibrose focal confluente.
DOENÇA DE CAROLI
Fígado de dimensões aumentadas, contornos lobulados e bordos rombos. Múltiplas imagens císticas lobuladas distribuídas difusamente pelo parênquima hepático, a maior medindo 5,8 cm no segmento lateral do lobo esquerdo, algumas circundando ramos portais (“central dot sign”), que sugerem dilatações císticas das vias biliares intra-hepáticas. Nota-se, ainda, dilatação das vias biliares extra-hepáticas (colédoco com diâmetro máximo de 2,0 cm). O conjunto das alterações císticas das vias biliares sugerem doença de Caroli como principal hipótese diagnóstica.
CIRROSE CARDÍACA
Ectasia da veia cava inferior e das veias hepáticas, bem como aumento das dimensões cardíacas, achados que devem estar relacionados à sobrecarga cardíaca. Realce difusamente heterogêneo do parênquima hepático, possivelmente relacionado à congestão passiva.
Fígado de dimensões aumentadas, parênquima exibindo realce heterogêneo pelo meio do contraste, identificando-se ainda, aumento do calibre das veias hepáticas. Achados que podem estar relacionados a congestão venosa passiva relacionada a insuficiência cardíaca.
CONCLUSÃO: Sinais de congestão venosa hepática passiva.
HEPATOBLASTOMA
Formação expansiva heterogênea, hipervascular, nutrida pelo ramo esquerdo da artéria hepática, bem delimitada, com aparente cápsula, septos e fibrose de permeio, localizada no segmento IV, medindo cerca de <> x <> x <> cm. Tal formação comprime a vesícula biliar e os ramos portais, sem sinais de invasão dos mesmos. Restante do parênquima com coeficientes de atenuação preservados.
HAMARTOMA
O parênquima esboça múltiplos cistos de distribuição difusa medindo até <> cm no segmento VIII, sem comunicação aparente com a árvore biliar.
Fígado de dimensões preservadas, apresentando inúmeras formações hipoatenuantes homogêneas, bem delimitadas, medindo até XXXX cm de diâmetro, esparsas pelo parênquima. Dentre os diagnósticos diferenciais, considerar a possibilidade de hamartomas biliares.
BUDD CHIARI
Fígado apresentando contornos bocelados e acentuado aumento volumétrico do lobo caudado, com sinal discreta e difusamente heterogêneo e realce com padrão em mosaico do parênquima. Nota-se importante compressão da veia cava inferior retro hepática pelo lobo caudado. Contrastação satisfatória da veia hepática direita. Veias hepáticas média e esquerda não caracterizadas no presente estudo. Tais alterações sugerem a possibilidade de Budd Chiari.
ESQUISTOSSOMOSE
Fígado com dimensões reduzidas, redistribuição volumétrica e predomínio dos lobos esquerdo e caudado, contornos lobulados e bordos finos. Parênquima com coeficientes de atenuação preservados. Ausência de lesões focais. Veias hepáticas preservados. Acentuada dilatação do tronco da veia porta e de seus ramos, bem como da veia esplênica. Sinais de recanalização da veia paraumbilical que apresenta-se bastante dilatada, associado à múltiplas colaterais na parede abdominal anterior, no hilo esplênico, hilo hepático, junto à pequena curvatura gástrica e periesofágicas.
Baço de dimensões bastante aumentadas, apresentando múltiplos focos de calcificação puntiforme esparsos pelo parênquima, residuais (corpúsculos de Gamna-Gandy). Calcificações no terço médio/distal da veia esplênica, de aspecto residual.
Sinais de hepatopatia crônica e acentuada hipertensão portal com extensa rede de circulação colateral.
Acentuada esplenomegalia.
COLANGIOCARCINOMA
Fígado com dimensões aumentadas e contornos bocelados. Inúmeras lesões sólidas confluentes com necrose central comprometendo difusamente todos os segmentos hepáticos, com exceção do lobo caudado, as maiores lesões agrupadas comprometendo os segmentos V, VI, VII e VIII, medindo até 9,2 cm. As lesões envolvem os ramos portais, sem promover trombose. Há ainda envolvimento circunferencial da vesícula, que apresenta leve espessamento parietal. Associa-se extensa retração capsular no segmento V e VIII. Considerar inicialmente a possibilidade de colangiocarcinoma intra-hepático multifocal.
Exame realizado através da técnica FSE, com imagens multiplanares ponderadas em T1 e T2. Obtidas sequências ponderadas em T1 após administração do meio de contraste paramagnético endovenoso.
Realizada colangiopancreatografia por ressonância magnética através da técnica de projeção de intensidade máxima (MIP), com reconstruções tridimensionais.
Dilatação das vias biliares intra-hepáticas e do ducto hepático comum até próximo à junção com o ducto cístico, observando-se espessamento circunferencial, estenosante, com extensão aproximada de cerca de XXXX cm, compatível com processo expansivo primário da via biliar.
NÓDULOS TRATADOS POR RADIOABLAÇÃO
Múltiplos nódulos heterogêneos de limites mal definidos e sem definitivo realce ao contraste, o maior medindo 4,6 x 3,6 x 3,1 cm localizada no segmento VI. Destaca-se lesão na transição entre os segmentos VIII e IV, que determina afilamento do ramo esquerdo da veia porta, medindo 3,4 x 2,7 x 3,8 cm.
Área nodular heterogênea com leve hipersinal em T2 da periferia do segmento VI, medindo 7,5 x 2,5 cm, grosseiramente alongada e apresentando um discreto realce heterogêneo na fase portal, inespecífico e que pode representar tecido neoplásico viável.
OPINIÃO: Múltiplos nódulos hepáticos sugestivos de lesões tratadas, sem sinais definitivos de tumor viável. Lesão nodular alongada na periferia do segmento VI hepático, esboçando discreto realce na fase portal, inespecífico podendo representar tecido neoplásico viável. Conveniente controle evolutivo ou correlação histopatológica.
METÁSTASES / COLANGIOCARCINOMA / HEMANGIOENDOTELIOMA EPITELIÓIDE
Fígado de dimensões aumentadas, contornos lobulados, bordos rombos e coeficientes de atenuação heterogêneos à custa de múltiplas formações nodulares irregulares, com tendência a confluência, difusamente distribuídas pelo parênquima, a maior delas medindo cerca de XXXX cm, no segmento VII / VIII. Tais alterações admitem como diagnósticos diferenciais as seguintes possibilidades: lesões secundárias, colangiocarcinoma e hemangioendotelioma epitelióide.
CHC FIBROLAMELAR
Fígado de dimensões aumentadas, apresentando volumosa formação expansiva heterogênea, predominantemente hipoatenuante, com cicatriz central calcificada, medindo cerca de 11,4 x 8,7 x 9,2 cm, que ocupa principalmente o lobo hepático esquerdo (segmentos II, III e IV) e parte do segmento VIII. Após a injeção EV do meio de contraste iodado observa-se distúrbio perfusional ao redor da massa, decorrente da invasão do ramo esquerdo da veia porta. Observamos ainda amputação das veias hepáticas média e esquerda.
Linfonodomegalias periaórticas, interaortocaval, no ligamento hepatogástrico, mesentéricos e diafragmáticos. Linfonodomegalia heterogênea com centro hipoatenuante de necrose/liquefação em íntimo contato com o corpo/cauda pancreáticos medindo cerca de 6,0 x 5,7 x 6,7 cm, sem planos de clivagens com o parênquima do corpo do pâncreas.
Vesícula biliar pouco distendida.
Vesícula biliar não visibilizada.
Sinais de colecistectomia.
Vesícula biliar bastante distendida, com aparente espessamento parietal na região fúndica.
Vesícula biliar normodistendida, contendo múltiplos pequenos cálculos.
Presença de cateter biliar estendendo-se do ducto hepático direito ao duodeno.
Vesícula biliar apresentando imagem de configuração nodular e aparentemente captante de contraste, medindo cerca de 1,0 cm, junto da parede do fundo vesicular, que admite, como diferencial, representar lesão polipoide da parede vesicular ou menos provavelmente litíase. Correlacionar com o estudo de ultrassonografia.
CISTO DE COLÉDOCO
Dilatação fusiforme do hepatocolédoco, com calibre máximo de 1,1 cm, sem sinais de cálculos no seu interior.
COLELITÍASE
Imagens sugestivas de cálculos, bem como de lama biliar no interior da vesícula biliar.
Vesícula biliar normodistendida, de paredes finas e regulares. Apresenta falhas de enchimento com hipossinal na sequência T2 em seu interior, sugestivas de cálculos, medindo até 7,0 mm.
COLECISTITE
No leito da vesícula biliar identificam-se múltiplas estruturas de aspecto cístico enoveladas, com aparentes septações, associadas a distúrbios perfusionais do parênquima hepático adjacente e intensa obliteração da gordura no recesso hepatogástrico. Tais estruturas se estendem para a região do ligamento hepatogástrico / hepatoduodenal, determinando compressão da região antropilórica e da primeira porção duodenal. Achados compatíveis com processo inflamatório da vesícula biliar, com possível rotura bloqueada.
Vesícula biliar de paredes difusamente espessadas e irregulares com múltiplos cálculos hiperatenuantes no seu interior, medindo até <> cm. Destaca-se aparente descontinuidade no fundo vesicular com coleção de paredes espessas e alguns cálculos, no parênquima hepático (segmentos IV e V).
COLEDOCOLITÍASE
Moderada dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, até a porção distal do colédoco, onde se observa cálculo impactado medindo <> cm.
Vesícula biliar hiperdistendida, com paredes aparentemente finas, apresentando diminutas imagens hiperdensas depositadas na região fúndica, medindo até 0,4 cm, possivelmente relacionadas a cálculos.
Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, notando-se material espontaneamente denso no colédoco intrapancreático, medindo 0,7 cm, sem nítido realce pelo contraste.
OPINIÃO: Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, notando-se material espontaneamente denso no colédoco intrapancreático, inespecífico por este estudo, possivelmente relacionada a cálculo. Sugere-se complementação com Colangio-Ressonância para a confirmação desta hipótese.
Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas com ectasia difusa do colédoco (calibre máximo de 0,9 m) em consequência a falha de enchimento sugestiva de cálculo, no interior do segmento distal intrapancreático, medindo 5,8 mm.
Cálculo residual no colédoco distal determinando dilatação a montante da árvore biliar intra e extrahepática.
MIRIZZI
Vesícula normodistendida, contendo grande cálculo lamelado em seu interior, medindo cerca de <> cm. Tal cálculo encontra-se no infundíbulo, junto ao cístico, promovendo também compressão sobre o ducto hepático e dilatação das vias biliares intra-hepáticas. O aspecto sugere síndrome de Mirizzi. Associa-se uma imagem arredondada discretamente densa no interior do ramo biliar esquerdo (na topografia do segmento IV), podendo representar cálculo intra-hepático.
COLANGITE
Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas associada a pequeno espessamento parietal e realce pelo contraste iodado (esses achados favorecem a possibilidade de colangite). Colédoco com calibre de <> cm. Destaca-se pequena imagem hiperdensa na papila duodenal, além de importante realce da mesma pelo contraste iodado, que pode estar relacionado a cálculo impactado e/ou papilite.
Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas (colédoco com <> cm de diâmetro), apresentando múltiplas imagens com hipossinal em T2 compatíveis com cálculos intra-hepáticos de até <> cm, associado à hiperintensidade em T2 e realce periférico das vias biliares intra-hepáticas. Há ainda múltiplas áreas de estenose esparsas pelas vias biliares intra e extra-hepáticas. Conteúdo espesso / cálculos em topografia do colédoco distal. O conjunto das alterações acima descritos favorece a possibilidade de processo inflamatório / infeccioso crônico das vias biliares (colangite), associado a litíase intra-hepática e conteúdo espesso / cálculos no colédoco distal.
Sinais de aerobilia, associada a moderada dilatação das vias biliares intra-hepáticas (um pouco mais proeminente do que encontrado em pacientes colecistectomizados), sem fator obstrutivo detectável no presente estudo, sendo o hepatocolédoco mede cerca de 1,2 cm. Discreto espessamento e realce parietal do hepatocolédoco, podendo estar relacionado a processo inflamatório na dependência de estreita correlação com dados clínicos e laboratoriais.
Imagem ovalada com marcado hipossinal em T2, localizada no colédoco inferior (intrapancreático), medindo cerca de 1,5 cm, determinando moderada dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas à montante. Nota-se discreto espessamento das paredes do ducto colédoco, podendo estar relacionado a processo inflamatório, decorrente da migração do cálculo.
O ducto colédoco apresenta calibre de cerca de 1,1 cm.
Imagem ovalada com hipersinal interno na sequência T2, de paredes espessadas, situada junto ao leito da vesícula biliar, que pode corresponder à vesícula biliar esclero-atrófica.
Observa-se discreta hiperintensidade de sinal ao redor dos ductos biliares intra-hepáticos do lobo esquerdo, achado que, no contexto clínico, pode estar relacionado à colangite.
Formações ovaladas hiperintensas em T2 localizadas no lobo hepático esquerdo e caudado, a maior medindo cerca de 1,3 cm. Associa-se alteração de sinal do parênquima nestas topografias, que se apresenta mais hiperintenso em relação ao lobo direito.
Impressão diagnóstica:
Coledocolitíase distal associada a moderada dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas à montante.
Sinais de colangite no lobo hepático esquerdo, conforme correlação com dados clínicos.
Pequenas imagens ovaladas com alto sinal em T2, associadas à alteração de sinal do parênquima do lobo hepático esquerdo e caudado, que podem, no contexto clínico, estar relacionadas a micro-abcessos.
Vesícula biliar esclero-atrófica.
BILIOMA
Houve redução das dimensões do hematoma intraparenquimatoso no segmento VI hepático que agora se encontra mais organizado e mede <> x <> x <> cm. O componente subcapsular, no entanto, aumentou de dimensões. Há aparente comunicação do hematoma com área linear hipodensa na transição dos segmentos VI e VII, aspecto que pode representar pequena fístula biliar e bilioma associado.
ESPESSAMENTO PARIETAL FÚNDICO INDETERMINADO
Espessamento parietal na região fúndica da vesícula biliar ,de natureza indeterminada. A critério clinico sugere-se correlação com estudo ultrassonográfico.
CARCINOMA DE VB
Formação expansiva comprometendo o fundo da vesícula biliar, sem sinais de infiltração do parênquima hepático adjacente associado à cálculos no interior da vesícula que medem até <> cm.
Formação infiltrativa com coeficientes de atenuação heterogêneos localizada na região da vesícula biliar, com extensão ao parênquima hepático perivesicular, que se apresenta heterogêneo e com retrações. A vesícula biliar apresenta-se de paredes espessadas e apresentando áreas heterogêneas no seu interior. Nota-se extensão da massa a região hilar hepática, envolvendo a artéria hepática, porém sem condicionar trombose. A formação mede cerca de 9,2 x 7,4 x 6,2 cm, nos maiores eixos. Nota-se associado, acentuada dilatação das vias biliares intrahepáticas, por provável invasão da massa pouco abaixo da união dos ramos biliares.
Linfonodomegalias no hilo hepático e na região peripancreática medindo a maior 2,2 cm.
OPNIÃO: Os achados supramencionados sugerem neoplasia da vesícula biliar com invasão da artéria hepática e da via biliar.
Linfonodomegalias no hilo hepático e na região peripancreática.
CARCINOMA COLÉDOCO
Lesão intraluminal de aspecto estenosante na topografia do colédoco médio-distal, distando cerca de <> cm da confluência dos ductos biliares intra-hepáticos numa extensão de aproximadamente <> cm, promovendo acentuada dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas à montante, e discreto hiperrealce parietal das mesmas. Colédoco distal pérvio e de paredes espessadas na sua porção intra-pancreática.
TU KLASTKIN
Formação infiltrativa com coeficientes de atenuação heterogêneos localizada na região da vesícula biliar, com extensão ao parênquima hepático perivesicular, que se apresenta heterogêneo e com retrações. A vesícula biliar apresenta-se de paredes espessadas e apresentando áreas heterogêneas no seu interior. Nota-se extensão da massa a região hilar hepática, envolvendo a artéria hepática, porém sem condicionar trombose. A formação mede cerca de <> x <> x <> cm, nos maiores eixos. Nota-se associado, acentuada dilatação das vias biliares intrahepáticas, por provável invasão da massa pouco abaixo da união dos ramos biliares. Os achados supramencionados sugerem neoplasia da vesícula biliar com invasão da artéria hepática e da via biliar.
ÍLEO BILIAR
Vesícula biliar murcha, com cálculo de <> cm em seu interior e aparente trajeto fistuloso com a primeira porção do duodeno, notando-se pequena quantidade de contraste oral no interior da vesícula biliar. Notam-se múltiplas falhas de enchimento na segunda e terceira porções do duodeno, medindo até 0,8 cm, sugerindo cálculos. Cálculo de <> cm no interior de alça ileal distal, associado a distensão líquida de alças a montante. Os segmentos de delgado a jusante, bem como o colon encontram-se afilados, não sendo opacificados pelo contraste iodado oral. Achados compatíveis com íleo biliar, associado a fístula colecistoduodenal.
PAPILITE
Dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas associada a pequeno espessamento parietal e realce pelo contraste iodado (esses achados favorecem a possibilidade de colangite). Colédoco com calibre de 1,1 cm. Destaca-se pequena imagem hiperdensa na papila duodenal, além de importante realce da mesma pelo contraste iodado, que pode estar relacionado a cálculo impactado e/ou papilite.
PÓS OP
Discreta alteração de sinal no colédoco imediatamente acima da confluência biliopancreática, que pode corresponder a pequena cálculo residual ou fibrose local.
BAÇO ACESSÓRIO:
Pequeno baço acessório, adjacente à margem esplênica medial/junto à borda esplênica ântero-inferior.
Presença de baços acessórios junto a borda esplênica ântero-inferior.
HEMANGIOMA BAÇO:
Baço de dimensões normais, apresentando pequena imagem hipodensa, arredondada, a qual se torna isodensa ao parênquima na fase tardia, situada no terço médio, medindo cerca de cm (hemangioma?).
Baço com dimensões normais, apresentando lesão discretamente hipodensa com impregnação intensa do meio de contraste na fase venosa e isodensa às estruturas vasculares na fase tardia, medindo cerca de 14 mm, situada no terço superior. O aspecto sugere hemangioma.
Baço com dimensões normais, apresentando lesão discretamente hipodensa com impregnação intensa do meio de contraste na fase venosa e isodensa às estruturas vasculares na fase tardia, medindo cerca de 14 mm, situada no terço superior. O aspecto sugere hemangioma.
CISTO BAÇO:
Baço de dimensões normais, apresentando pequenas imagens arredondadas hipodensas, não captantes de contraste, sugestivas de cistos, na periferia de sua porção ântero-superior.
Baço de volume e contorno normais, apresentando imagem hipodensa ovalada, com contorno lobulado, hipocaptante de contraste, localizada no seu terço médio, medindo cerca de cm.
Baço de volume e contorno normais, apresentando foco hipodenso na porção posterior do seu terço médio/superior, medindo cerca de cm, de aspecto inespecífico devido às suas dimensões.
ESPLENOMEGALIA + CIRCULAÇÃO COLATERAL:
Esplenomegalia homogênea, medindo cerca de 205 x 162 x 69 mm (LxAPxT). Destacam-se sinais de circulação colateral no hilo esplênico, peri-esplênica, junto ao fundo gástrico, bem como presença de varizes esofageanas, associadas ao aumento de calibre das veias esplênica (15mm) e porta (16mm), bem como dos ramos portais, não sendo evidenciadas falhas de enchimento nos mesmos. Notam-se, ainda, sinais de recanalização da veia para-umbilical.
ESPLENOMEGALIA:
Esplenomegalia homogênea medindo cerca de 160 x 115 x 89 (LxAP xT), com índice esplênico de 1637. ÍNDICE ESPLÊNICO: NORMAL ATE 480
DILATAÇÃO VEIA PORTA:
Dilatação da bifurcação da veia porta, medindo cerca de cm.
TROMBOSE VEIA PORTA:
Notam-se, falhas de enchimento nos ramos portais direitos, sugestivas de trombos.
Destaca-se, ainda, extensa falha de enchimento, com captação heterogênea pelo meio de contraste estendendo-se da veia hepática esquerda até a veia cava inferior junto à sua confluência no átrio direito, sugerindo trombo tumoral.
FORMAÇÃO HIPODENSA PEQUENA INDETERMINADA (CISTO)
Baço com dimensões aumentadas, exibindo pequenas formações hipodensas, sem realce significativo pelo contraste, a maior delas no aspecto posterior medindo cerca de 0,8 cm, indeterminadas pelas suas reduzidas dimensões, podendo estar relacionadas a cistos.
HEMANGIOMA/FÍSTULA
Destacam-se áreas hipervasculares no terço médio medindo <> x <> cm e <> x <> cm, que podem representar fístulas artério-venosas ou hemangiomas.
ESPLENOSE
Múltiplos nódulos de dimensões variadas, esparsos sobretudo no hipocôndrio esquerdo, alguns deles em contato ao peritônio parietal, que apresentam realce predominantemente portal, medindo até <> cm. Destacam-se ainda dois nódulos de características semelhantes em contato com a face posterior do lobo hepático direito, medindo <> cm cada.
TRAUMA
Baço de dimensões normais e coeficientes de atenuação difusamente heterogêneos, com múltiplas áreas irregulares, hipoatenuantes intraparenquimatosas, que se estendem até a superfície capsular, associado à densificação dos planos gordurosos adjacentes e sem a formação de coleções evidentes. Observa-se na fase pré contraste, algumas áreas nodulares espontaneamente hiperatenuantes, notadamente no aspecto posteromedial, devendo corresponder a coágulo sentinela.
Baço de dimensões normais, apresentando área de laceração no segmento anterior, desde a superfície capsular até a região hilar, sem evidência de sangramento ativo.
INFARTO ESPLÊNICO
Baço de dimensões aumentadas, contornos regulares e coeficientes de atenuação homogêneos, exceto por área geográfica hipodensa junto ao pólo esplênico superior, de limites imprecisos, que pode corresponder a pequeno infarto.
Lesão nodular com baixa densidade (cerca de ... UH), medindo cm, localizada na coluna lateral/corpo da adrenal esquerda/direita. O aspecto deve corresponder à lesão de origem adenomatosa.
Observa-se, pequena imagem ovalada medindo cerca de cm localizada no vértice da adrenal esquerda, com coeficientes de atenuação variando entre 7 e 11 UH, podendo corresponder a adenoma.
Espessamento difuso da adrenal esquerda.
Espessamento difuso da adrenal esquerda, com área de configuração grosseiramente nodular na sua coluna lateral, medindo cerca de cm, com baixa densidade (cerca de 1 UH), devendo corresponder a lesão de natureza adenomatosa.
ESPESSAMENTO NODULAR:
Pequeno espessamento nodular da coluna medial da adrenal esquerda, medindo cerca de cm.
Nota-se discreto espessamento do terço médio da glândula adrenal esquerda.
ADENOMA
Nódulo na haste medial da adrenal direita, medindo cerca de <> cm, apresentando queda de sinal nas seqüência fora de fase, compatível com adenoma.
Nódulo na adrenal esquerda com sinal discretamente heterogêneo em T1 e T2 e perda de sinal homogênea na sequência fora de fase, medindo 4,2 x 3,4 x 2,8 cm, também compatível com adenoma.
Nódulos nas adrenais bilaterais, medindo à direita 3,0 cm e à esquerda 2,7 cm, com baixa densidade na fase pré-contraste (<10 HU) e com impregnação após a utilização do mesmo, sugestivos de adenomas.
Formação nodular de limites definidos localizada na glândula adrenal direita, com coeficiente de atenuação heterogêneos, predominantemente hipodensa, com realce significativo pelo contraste e clareamento do mesmo em cerca de 60% na fase venosa tardia, medindo cerca de 3,5 cm.
PARAGANGLIOMA
Formação expansiva retroperitoneal situada posteriormente à veia cava inferior, na topografia da loja da adrenal direita, estabelecendo íntimo contato com o hilo hepático, caracterizada predominantemente por hipersinal em T2, destacando-se pequenos focos ovalados de hipossinal nesta sequência (“flow voids”), observando-se também alguns focos de alto sinal T1 (conteúdo hemático), a qual demonstrou intensa impregnação heterogênea após a injeção do agente paramagnético. Tal lesão mede cerca de <> x <> x <> cm nos eixos crânio-caudal, ântero-posterior e látero-lateral. Apesar do contato com estruturas vasculares retroperitoneais, não há sinais de trombose evidente.
Formação sólida, bem delimitada, medindo <> x <> x <> cm, apresentando sinal heterogêneo (com predomínio de hipersinal T2), com intensa impregnação pelo agente paramagnético.
MIELOLIPOMA
Nódulo bem delimitado, com coeficientes de atenuação de gordura, <> x <> x <> cm, localizado na haste lateral da adrenal direita.
HEMANGIOMA
Nódulo heterogêneo, com conteúdo central hipodenso, e realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, progressivo e periférico, tendendo à homogeneização na fase venosa tardia, localizado no istmo/haste medial da adrenal esquerda, medindo <> x <> x <> cm, não preenchendo critérios para adenoma, estável em relação ao estudo anterior. Dadas as características aqui apresentadas, considerar, no diagnóstico diferencial, a possibilidade de hemangioma, não se descartando completamente feocromocitoma.
NEUROBLASTOMA
Volumosa formação expansiva, com origem presumida na adrenal esquerda, sólida, heterogênea e apresentando calcificações de permeio. A lesão desloca inferiormente o rim esquerdo, estendendo-se da região subfrênica ao epigástrio. Tal lesão mede <> x <> x <> cm. Considerar a hipótese de neuroblastoma.
CA ADRENAL
Formação expansiva heterogênea localizada na topografia da glândula suprarrenal direita, com pequenos focos de gordura e calcificação e pequenas áreas de hemorragia no seu interior, medindo <> x <> x <> cm. Tal formação apresenta sinal e realce heterogêneos e promove afilamento da veia cava inferior retrohepática com falhas de enchimento no seu interior que pode estar relacionado a fluxo lento ou invasão tumoral. Apresenta ainda extenso contato com o segmento VII hepático, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo, aspecto que pode significar invasão parenquimatosa. Formação expansiva na topografia da glândula adrenal direita, que não preenche os critérios de adenoma, podendo representar carcinoma adrenal ou feocromocitoma.
CARCINOMA X FEOCROMOCITOMA
Formação expansiva heterogênea localizada na topografia da glândula suprarrenal direita, com pequenos focos de gordura e calcificação e pequenas áreas de hemorragia no seu interior, medindo 6,5 x 6,3 x 6,1 cm. Tal formação apresenta sinal e realce heterogêneos e promove afilamento da veia cava inferior retro-hepática com falhas de enchimento no seu interior que pode estar relacionado a fluxo lento ou invasão tumoral. Apresenta ainda extenso contato com o segmento VII hepático, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo, aspecto que pode significar invasão parenquimatosa. Formação expansiva na topografia da glândula adrenal direita, que não preenche os critérios de adenoma, podendo representar carcinoma adrenal ou feocromocitoma.
Pâncreas atrófico, apresentando dilatação difusa do ducto pancreático
Leve redução da espessura do corpo e cauda pancreáticos.
CISTO PÂNCREAS:
Pâncreas de dimensões normais, notando-se diminuta imagem ovalada, com baixa atenuação, sem sinais evidentes de impregnação de contraste, localizada na face anterior da transição do corpo/cauda, medindo aproximadamente cm, podendo corresponder a diminuto cisto.
Pâncreas de morfologia e dimensões normais, apresentando pequena imagem hipodensa ovalada localizada no processo uncinado, sem evidente captação de contraste, medindo cerca de cm (cisto?).
Pâncreas com espessura parenquimatosa preservada e contorno regular, notando-se pequena imagem hipodensa alongada, sem evidente impregnação de contraste, sugerindo aspecto cístico, na porção anterior da transição corpo/cabeça pancreáticos, medindo cerca de 22 x 8 x 6 mm (Lx TxAP).
Pâncreas de volume normal, observando-se diminuta imagem hipodensa, medindo cerca de cm, localizada na cabeça, podendo corresponder a cisto.
NEO PÂNCREAS + ENDOPRÓTESE:
Sinais de aerobilia, notando-se a presença de endoprótese na via biliar extra-hepática, estendendo-se desde o terço médio-proximal do colédoco até a segunda porção duodenal.
Observa-se, ainda, pequena dilatação das vias biliares, destacando-se acotovelamento do ducto hepático comum junto à extremidade proximal da endoprótese.
Observa-se formação expansiva com densidade de partes moles e limites mal definidos, localizada na topografia da cabeça e processo uncinado do pâncreas, medindo aproximadamente cm em seus maiores eixos axiais, associada a acentuada ectasia do ducto pancreático principal a montante, com atrofia do parênquima de seu corpo e cauda.
Presença de linfonodo portocaval com dimensões limítrofes (cm).
Presença de lesão expansiva com densidade de partes moles envolvendo a cauda e parte do corpo do pâncreas, com impregnação heterogênea do meio de contraste, medindo cerca de cm, associada a discreta infiltração dos planos gordurosos circunjacentes.
Presença de pequenas linfonodomegalias peripancreáticas.
PÂNCREAS DIVISUM
Anomalia ductal pancreática caracterizada por ducto pancreático dorsal com drenagem na papilar menor e ducto pancreático ventral com drenagem na papilar maior, em conjunto com o colédoco. Os ductos pancreáticos não se comunicam.
LIPOSSUBSTITUIÇÃO
Lipossubstituição adiposa do parênquima pancreático, notadamente na porção cefálica.
PÂNCREAS ANULAR
Pâncreas com morfologia anelar (parênquima ao redor da parede inferior da primeira porção duodenal), com aumento das dimensões da cabeça, a qual envolve parcial a primeira porção duodenal. Associa-se atrofia do corpo e cauda pancreáticos, e dilatação regular do ducto pancreático principal, com diâmetro de <> cm, sem caracterização do fator obstrutivo. O sinal do parênquima pancreático é reduzido nas sequências T1, inferindo pancreatopatia. A drenagem pancreática se faz no aspecto superior da parede lateral da primeira porção duodenal.
PANCREATITE COM NECROSE
Pâncreas de dimensões difusamente aumentadas, com coeficientes de atenuação heterogêneos e áreas hipoatenuantese sem realce após contraste, compatível com liquefação/necrose, notadamente no corpo e cauda. Associam-se moderada quantidade de líquido livre peripancreático , pararrenais esquerdos, nas goteiras parietocólicas, bem como na pelve e densificação dos planos adiposos adjacentes.
Pâncreas de dimensões aumentadas e coeficientes de atenuação heterogêneos à custa de área hipoatenuante mal delimitada que não se realça após a infusão do agente de contraste iodado, localizada na porção cefálica e do colo / corpo, medindo cerca de 4,8 x 3,5 cm, compatível com liquefação / necrose, estimada em menos que 30% do parênquima. Nota-se intensa densificação dos planos adiposos adjacentes e líquido peripancreático não organizado (coleções líquidas agudas relacionadas à pancreatite). Adjacente a área de necrose acima descrita, observa-se conteúdo líquido com material semi-sólido de permeio, podendo corresponder à necrose periglandular.
Pâncreas de dimensões aumentadas, coeficientes se atenuação heterogêneos, a custa de duas áreas que não apresentam realce ao meio de contraste iodado, localizados no colo pancreático, medindo 4,5 x 4,2 cm e no corpo / cauda , medindo 2,0 x 1,4 cm, correspondendo a necrose glandular menor que 30%. Associam-se densificação dos planos adiposos pancreatíticos e pequena quantidade de liquido livre nos espaços pararrenal anterior bilateral e anteriormente ao pâncreas.
PANCREATITE
Pâncreas de dimensões normais e coeficientes de atenuação heterogêneos, destacando-se aumento volumétrico da região cefálica, que demonstra heterogeneidade de concentração do contraste, em área que se estende até à região do colo. Observa-se obliteração da gordura peripancreática adjacente, e discreto espessamento da fáscia pararrenal anterior. Existe também pequena quantidade de líquido livre no espaço pararrenal anterior direito, nos espaços infrarrenais e na goteira parietocólica esquerda, bem como moderada quantidade de líquido na escavação pélvica, sem coleções organizadas.
PANCREATITE DO SULCO
Formação tecidual de limites imprecisos com cistos e calcificações de permeio, localizada junto à cabeça pancreática, com maior componente no sulco do duodeno- pancreático, associada a espessamento das paredes duodenais (segunda porção) e obliteração da gordura adjacente. O restante do parênquima pancreático apresenta dimensões normais e coeficientes de atenuação homogêneos. Não há dilatação do ducto pancreático principal. Observam-se ainda linfonodos proeminentes peripancreáticos e portocavais, com até <> cm menor eixo transverso. Dentre as hipóteses diagnósticas, considerar a de processo inflamatório (pancreatite do sulco duodenopancreático, na dependência de correlação com dados clínicos e laboratoriais), não se afastando completamente lesões de outra etiologia.
PANCREATITE CRÔNICA AGUDIZADA
Múltiplas calcificações, envolvendo o parênquima pancreático, provavelmente relacionadas a processo inflamatório crônico.
Ducto pancreático principal mostrando tortuoso, com calibre aumentado, exibindo calcificações intra ductais.
Múltiplas formações hipodensas, de aspecto cístico, envolvendo a cabeça, corpo e cauda pancreática, algumas exibindo aparente comunicação entre si e com o ducto pancreático principal, bem como focos de calcificação interna, sem outros sinais de complexidade, a maior delas na porção cefálica medindo cerca de 4,1 x 3,2 cm.
Coleções líquidas em situação peripancreática, uma delas no corpo insinuando-se anteriormente ao espaço pararrenal anterior medindo cerca 3,2 x 4,9 x 2,7 cm, e outra na cauda estendendo-se ao aspecto inferior do parênquima esplênico, medindo cerca 5,5 x 1,6 cm.
Nota-se ainda pequena coleção líquida, localizada adjacente à pequena curvatura gástrica lobo hepático esquerdo, medindo cerca de 2,7 x 2,1 cm.
Infiltração difusa da gordura peripancreática, adjacente ao corpo e cauda, observando-se espessamento das fáscias pararrenais anteriores bilateralmente e lateroconal a esquerda.
ID:Múltiplas formações de aspecto cístico intra e peripancreáticas, algumas exibindo comunicação com ducto pancreático principal, associada a calcificações parenquimatosas, líquido livre e infiltração da gordura peripancreática, mais provavelmente relacionadas a processo inflamatório crônico pancreático, com sinais de reagudização.
As formações císticas intrapancreáticas, estão mais provavelmente relacionadas ao processo inflamatório do paciente (pseudocisto) não se afastando, contudo, lesões de outra natureza.
NEOPLASIA
Massa complexa predominantemente cística e com áreas sólidas de permeio comprometendo a cauda pancreática e apresentando sinais de invasão do hilo esplênico, do pólo superior do rim esquerdo e da loja adrenal. A lesão mede grosseiramente <> cm e pode representar pseudomixoma peritoneal ou eventualmente processo neoplásico primário pancreático (neoplasia cística mucinosa).
Pâncreas apresentando massa hipoatenuante com finos septos internos, localizada na cauda, medindo cerca de <> x <> x <> cm no plano axial. Apesar de indeterminada, a lesão pode representar neoplasia cística serosa do pâncreas (conveniente correlação com RM do abdome superior).
Pâncreas de dimensões reduzidas. Formação nodular sólida hipoatenuante medindo <> x <> x <> cm, na cabeça do pâncreas, determinando dilatação do ducto pancreático principal, bem como do colédoco e das vias biliares intra-hepáticas. Tal formação não apresenta significativo contato com as veia e artéria mesentérica superior, e nem com o tronco portal. Há acentuada atrofia parenquimatosa corporocaudal. Características sugestivas de lesão de natureza neoplásica primária.
Formação expansiva predominantemente hipovascular na cabeça do pâncreas medindo cerca de <> x <> x <> cm, que determina moderada dilatação das vias biliares a montante, bem como dilatação do ducto pancreático principal e atrofia do corpo e cauda pancreáticos. Tal lesão exerce acentuada compressão sobre as junções venosas porto-mesentérica e porto-esplênica, com sinais de invasão vascular caracterizados por acentuado afilamento do tronco portal e trombose dos segmentos distais das veias mesentérica superior e esplênica. Nota-se também invasão da artéria mesentérica superior, que se encontra pérvia, porém envolvida circunferencialmente por tecido tumoral sólido. Associa-se ainda densificação da gordura peripancreática adjacente a lesão e linfonodos aumentados em número no espaço portocaval e hilo hepático medindo até <> x <> cm nos maiores eixos axiais. – COM INVASÃO VASCULAR.
Formação expansiva heterogênea, hipovascular, com cistos associados de até 2,9 cm, localizada no corpo e colo pancreáticos, medindo cerca de 5,5 x 4,7 x 4,7 cm. Determina estenose abrupta do ducto colédoco com dilatação das vias biliares a montante, inclusive intra-hepáticas, e hiperdistensão da vesícula biliar. Oblitera o ducto pancreático principal, com acentuada dilatação do mesmo e atrofia do parênquima pancreático nos segmentos distais. Determina importante redução no calibre da veia mesentérica superior e da confluência da mesma com a veia esplênica. Não há sinais de acometimento da artéria mesentérica superior. Mantém íntimo contato com a margem inferior da artéria hepática comum, sem sinais de comprometimento da mesma. Anteriormente mantém contato com a face posterior do antro gástrico/bulbo duodenal. Formação expansiva pancreática, devendo-se considerar a possibilidade de neoplasia primária com sinais de invasão da veia mesentérica superior.
Massa sólida hipoatenuante na cauda do pâncreas medindo <> x <> x <> cm apresentando sinais de invasão das estruturas vasculares do hilo esplênico, bem como do parênquima medial do baço. Notam-se algumas colaterais perigástricas e na região do omento. O restante do pâncreas apresenta-se aumentado e nota-se discreta dilatação do ducto de Wirsung, aspecto que pode representar uma pancreatite aguda discreta. Ausência de coleções peripancreáticas.
Formação expansiva infiltrativa, heterogênea, localizada na cabeça e corpo pancreático, insinuando-se no hilo hepático, com áreas hipodensas centrais podendo estar relacionadas a necrose, de difícil mensuração pelo presente estudo, medindo grosseiramente cerca de 5,5 x 5,0 cm nos seus maiores eixos transversos, promovendo importante dilatação das vias biliares a montante, bem como do ducto pancreático principal.
A formação expansiva acima descrita envolve circunferencialmente o tronco celíaco e porção proximal da artéria mesentérica superior, promovendo leve/moderado afilamento na origem da artéria hepática comum, da artéria esplênica, bem como do terço proximal da artéria mesentérica superior e importante afilamento da porção proximal da arteria gástrica esquerda.
Note-se também envolvimento circunferencial, com importante afilamento da veia porta extra-hepática, da porção distal da veia mesentérica superior e inferior e trombose da extremidade distal da veia esplênica.
CONCLUSÃO: Formação expansiva, localizada na cabeça e corpo pancreático, com as características acima descritas, devendo-se considerar a possibilidade de adenocarcinoma pancreático, como principal hipótese diagnostica.
IPMT
Pâncreas de dimensões normais, contornos regulares, apresentando múltiplas formações císticas de paredes finas e conteúdo homogêneo localizadas no processo uncinado, corpo e cauda, algumas delas apresentando continuidade do sistema ductal. A maior delas mede cerca de <> cm (localizada no colo). Não há dilatação do ducto pancreático principal.
Imagem cística no corpo do pâncreas, sem realce significativo pelo contraste, medindo <> x <> cm, condicionando atrofia parenquimatosa a montante e dilatação do ducto pancreático principal. A possibilidade de neoplasia intraductal produtora de mucina de ducto principal deve ser considerada (entre outras possibilidades – por exemplo, neoplasia cística mucinosa).
Calcificações parietais ateromatosas aorto-ilíacas.
Aorta ateromatosa, de curso e calibre normais.
Aorta ateromatosa, apresentando pequena ectasia focal, com trombo mural, no segmento infra-renal, medindo cerca de 23 x 21 mm de diâmetros.
Aorta ateromatosa, observando-se dilatação aneurismática fusiforme da porção infra-renal, notando-se endoprótese aorto-ilíaca.
Aorta ateromatosa, apresentando ectasia na sua transição tóraco-abdominal, medindo cerca de 37 mm de diâmetro.
Aorta ateromatosa, apresentando ectasia no segmento infra-renal, medindo cerca de 30 x 23 mm.
FILTRO VEIA CAVA INFERIOR:
Presença de filtro de veia cava inferior, ao nível do corpo vertebral de L3, um pouco acima da confluência da veia renal esquerda, a qual apresenta trajeto retro-aórtico.
Veias renais pérvias, sem falhas de enchimento evidentes.
Artérias renais únicas, com calibre preservado.
Veia renal esquerda retro-aórtica.
Porção infra-renal da veia cava inferior situada à esquerda da aorta (variação anatômica).
ANEURISMA:
Aorta e artérias ilíacas bastante ateromatosas, destacando-se dilatação aneurismática fusiforme da aorta infra-renal, estendendo-se ate à bifurcação aorto-ilíaca, com trombo mural, medindo cerca de cm nos maiores diâmetros axiais, e diâmetro luminal de cm.
Aorta ateromatosa, apresentando dilatação aneurismática fusiforme no segmento infrarrenal, medindo cerca de cm de diâmetro.
FLAP INTIMAL:
Nota-se, ainda, ectasia do terço médio-distal da artéria ilíaca comum direita (cm), com aparente flap intimal nesta topografia. A critério do médico assistente sugerimos correlação com dados de angiotomografia para melhor avaliação.
STENT ARTÉRIAS RENAIS:
Calcificações ateromatosas nas artérias renais, notando-se, ainda, stents nos seus terços proximais.
AUSÊNCIA DA VCI
Ausência dos segmentos suprarrenal da veia cava inferior, com proeminência da veia ázigo. O segmento infrarrenal da veia cava tem trajeto e calibre habitual (variação anatômica).
FILTRO DE VEIA CAVA COM TROMBOS
Filtro de veia cava inferior localizado abaixo da confluência das veias renais, exibindo falhas de enchimento circundando a extremidade inferior do mesmo, provavelmente relacionadas a trombose.
PSEUDOANEURISMA
Formação na topografia da cabeça do pâncreas compatível com pseudoaneurisma, com sinais de sangramento recente, medindo cerca 6,1 x 5,6 x 5,4 cm. Tal formação mantém contato com a segunda porção do duodeno, bem como com a junção esplenomesentérica e as veias esplênica e mesentérica superior, sem nítidos planos de clivagem com estas estruturas. Tal lesão mede cerca de 6,1 x 5,6 x 5,4 cm.
PÓS OP
Densificação difusa da gordura mesentérica, provavelmente relacionada a manipulação cirúrgica prévia.
COLEÇÃO
Formação hipoatenuante de paredes regulares, apresentando calcificações parietais e conteúdo levemente heterogêneo, medindo <> x <> x <> cm, com localização intraperitoneal no flanco esquerdo, em contato e deslocando medialmente as alças jejunais e superiormente a flexura esplênica e o segmento lateral esquerdo do cólon transverso, que admite entre os diferenciais implante peritoneal ou coleção organizada com conteúdo hemático / hiperproteico.
CARCINOMATOSE
Densificação dos planos adiposos da região do flanco direito, identificando-se algumas imagens nodulares junto ao plano peritoneal, de aspecto inespecífico, não se podendo afastar a possibilidade de envolvimento secundário (carcinomatose)
Implante peritoneal anterior nos hipocôndrios, região umbilical, na pelve (superfície peritoneal do fundo de saco e regiões anexiais). Apresentam realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, hipoatenuação central compatível com área de necrose / liquefação.
Massas peritoneais comprometendo de maneira difusa o abdome, em especial na região do omento, onde formam massa com espessura de até <> cm na região do flanco direito. Associam-se nodulações sólidas aderidas ao peritônio parietal em fundo de saco pélvico e também na região subcapsular hepática.
Grande quantidade de líquido livre nos espaços subdiafragmáticos, peri-hepático, periesplênico, nas goteiras paracólicas, entre alças intestinais e na escavação pélvica (ascite) , associado a espessamento e realce do peritôneo/ nodular do grande omento, por vezes formando massa.
CARCINÓIDE
Formação nodular heterogênea, predominantemente hipoatenuante, com alguns focos de calcificação de permeio localizada na raiz do mesentério, medindo cerca de <> x <> x <> cm. Associa-se ingurgitamento vascular adjacente bem como densificação da gordura mesentérica. Tal lesão mantém contato com os vasos adjacentes, com nítidos planos de clivagem com os mesmos e apresenta impregnação heterogênea pelo meio de contraste. Lesão nodular na raiz do mesentério, inespecífica. Considerar as possibilidades de linfonodomegalia, mesenterite esclerosante ou carcinóide.
APENDAGITE
Estrutura tubular com densidade de gordura junto a borda antimesentérica do segmento proximal do sigmóide, associado a densificação dos planos adiposos adjacentes, aspecto compatível com torção do apêndice epiplóico (apendagite). Ausência de coleções ou pneumoperitônio.
Formação ovalada com densidade gordura localizada junto a borda antimesentérica do cólon descendente, na região da fossa ilíaca esquerda, associada a densificação da gordura adjacente, provavelmente relacionada a processo inflamatório do apêndice epiplóico (apendagite) conforme correlação com dados clínicos.
Discreto barramento focal dos planos gordurosos na borda antimesentérica do segmento proximal do cólon sigmóide com tênue área de preservação gordurosa de permeio, inespecífico, podendo estar relacionado a apendagite epiplóica.
INFARTO OMENTAL
Estrutura alongada heterogênea, com densidade de gordura, junto à borda mesentérica do cólon ascendente, medindo <> x <> x <> cm, associada a densificação dos planos adiposos e espessamento do peritônio e da musculatura da parede abdominal adjacentes. Há espessamento parietal difuso do ceco e cólon ascendente de provável etiologia reacional.
PANICULITE
Tecido com atenuação de partes moles envolvendo os vasos mesentéricos superiores, porém sem trombosá-los, associado a pequena densificação da gordura mesentérica adjacente.
Discreta densificação dos planos gordurosos com linfonodos infracentimétircos de permeio, localizado adjacente aos vasos mesentéricos superiores, podendo relacionar-se a paniculite mesentérica.
ADENITE
Proeminência volumétrica numérica de linfonodos mesentéricos, associados a discreta obliteração do omento maior de maneira difusa e do mesentério. Estes achados podem representar processo inflamatório (adenite/paniculite), na dependência de correlação com dados clínicos.
PSEUDOMIXOMA
Grande quantidade de líquido na cavidade peritoneal, determinando indentações sobre a superfície hepática, associado a múltiplas áreas de espessamento nodular do peritônio parietal, notadamente nas regiões subfrênicas e na pelve. Observa-se ainda espessamento de aspecto micronodular do grande omento. Esses achados são compatíveis com carcinomatose peritoneal com possível pseudomixoma associado.
Ausência de massas ou linfonodomegalias retroperitoneais ou pélvicas.
pequenos linfonodos porto-cavais e peri-cavais inferiores a 1,0 cm de diâmetro transverso.
Linfonodos e pequenas linfonodomegalias mesentéricos, a maior medindo cerca de cm.
Múltiplos linfonodos e linfonodomegalias no hilo hepático, portocavais, pericelíacas, intercavo-aórticas e paraaórticas à esquerda, as maiores nas últimas topografias, medindo cerca de cm e cm.
Conglomerados linfonodais intercavo-aórticos, ao nível das veias renais (cm), em íntimo contato com a veia cava inferior, e um pouco antes da bifurcação aórtica (cm), com realce heterogêneo pelo meio de contraste, apresentando diminutos focos cálcicos de permeio.
Múltiplas linfonodomegalias intercavo-aórtica e pericelíacas, medindo a maior nesta última topografia cerca de cm.
CÁLCULO RENAL:
Rins tópicos, de configuração e dimensões normais, concentrando e eliminando o meio de contraste simetricamente e sob boa densidade, ambos apresentando cálculos calicianos, o maior localizado no terço inferior do rim direito, medindo cerca de cm, com densidade de cerca de UH.
CÁLCULOS:
Presença de cálculos calicianos, o maior situado no terço superior do rim esquerdo, medindo cerca de cm, com densidade de cerca de UH.
….o direito apresentando cálculos calicianos, os maiores localizados no terço superior, medindo cerca de cm, com densidade de 1200 UH, e no terço médio medindo cerca de cm, com densidade de 750 Uh.
CÁLCULO CORALIFORME:
Observa-se, ainda, volumoso cálculo coraliforme moldando os cálices do terço superior/médio/inferior e parte da pelve renal deste lado, medindo cerca de cm nos diâmetros longitudinal, transversal e ântero-posterior respectivamente, e com densidade média de UH. Nota-se, discreta ectasia dos cálices superiores deste rim.
Destaca-se cálculo coraliforme moldando os grupamentos calicianos e pelve do rim direito, com densidade média estimada em 760UH, medindo cerca de 55 x 34 mm (L x T), notando-se leve dilatação de seu grupamento superior. O cálice do grupamento inferior deste rim é o mais perpendicular à pelve renal.
Há, também, cálculo coraliforme moldando o grupamento superior do rim esquerdo, com densidade média estimada em 582 UH, medindo cerca de 23 x 17 mm (L x T).
Nota-se cálculo coraliforme moldando parcialmente os grupos calicianos dos terços superior, médio e inferior, bem como da pelve renal direita, medindo o maior componente cerca de 37 x 15 mm e com densidade média de 581 UH, determinando discreta dilatação dos cálices a montante.
RIM COM RETARDO NA ELIMINAÇÃO:
Retardo na concentração e eliminação do meio de contraste deste lado.
Não se observa opacificação do ureter direito, mesmo na fase excetora realizada cerca de 30 min após a fase nefrográfica.
Rim direito tópico, de dimensões normais, concentrando o meio de contraste fisiologicamente. Não há sinais de dilatação do sistema pielocaliciano à direita.
Rim esquerdo reduzido de volume, apresentando retardo na concentração do meio de contraste.
A análise comparativa com o estudo anterior, datado de 19/11/2010 demonstra que houve redução progressiva da espessura do parênquima renal direito, bem como discreto aumento da dilatação pielocaliciana e ureteral deste lado, sem se observar eliminação de contraste nas fases estudadas, mesmo após 60 minutos da administração do contraste. O ureter segue dilatado até seu terço distal, após o cruzamento com os vasos ilíacos, quando se observa afilamento súbito, porém sem evidências de litíase ou outros fatores obstrutivos.
CÁLCULO??
Nota-se diminuto foco cálcico no terço distal do ureter direito, sem determinar dilatação do sistema coletor a montante, podendo corresponder a cálculo.
NEFROCALCINOSE:
Observam-se ainda, focos de calcificação de pequenas dimensões situados nas topografias das papilas renais, podendo corresponder a nefrocalcinose, na dependência de correlação clínico-laboratorial.
Notam-se, ainda, focos hiperdensos na topografia das papilas renais bilateralmente (nefrocalcinose?)
PIELONEFRITE:
Rim esquerdo tópico, aumentado de volume, apresentando nefrograma heterogêneo, destacando-se múltiplas pequenas áreas hipocaptantes de contrate difusas pelo parênquima renal, associadas a discreta infiltração da gordura perirrenal e espessamento das fáscias pararrenais e látero-conal.
ANGIOMIOLIPOMA:
Lesões com densidade de gordura, localizadas ..., a maior medindo cerca de cm, sugerindo angiomiolipomas.
CISTOS BOSNIAK I:
Notam-se, também, pequenos cistos corticais simples no terço inferior do rim esquerdo, o maior medindo cerca de 14 x 9 mm (Bosniak I).
Rins tópicos, de configuração e dimensões normais, concentrando o meio de contraste simetricamente, ambos apresentando múltiplos cistos corticais simples, a maioria com crescimento exofíticos, os maiores no terço superior do rim esquerdo medindo 98 x 60 mm e nos terços médio e inferior desse mesmo rim medindo 91 x 63 mm (Bosniak I).
Imagem hipodensa medindo cerca de 7 mm, sugestiva de cisto cortical simples.
….o esquerdo apresentando pequenos cistos peri-piélicos.
Há, também, algumas diminutas imagens ovaladas, hipodensas, nas corticais de ambos os rins, de aspecto inespecífico devido às suas dimensões, que podem corresponder a pequenos cistos.
Rins tópicos, com formas e dimensões normais, apresentando algumas retrações cicatriciais corticais bilaterais e algumas imagens circunscritas hipodensas, infracentimétricas, esparsas em ambos os rins, podendo se correlacionar a pequeno cistos, sem complexidades significativas no estudo de tomografia.
CISTOS BOSNIAK II:
Cisto cortical, com componente exofítico e fino septo no seu interior, localizado na face anterior do terço médio do rim direito, medindo cerca de cm ( Bosniak II )
Notam-se ainda, imagens arredondadas corticais, espontaneamente densas, bilaterais, podendo corresponder a cistos com conteúdo hemático ( Bosniak II ), a maior delas situada no terço superior do rim esquerdo medindo cerda de cm.
Imagem arredondada, espontaneamente densa, sem realce evidente pelo meio de contraste, parcialmente exofítica,localizada na face posterior do terço médio do rim direito, medindo cerca de cm, sugestivo de cisto com alto conteúdo proteico/hemático (Bosniak II).
Observa-se, ainda, pequena imagem ovalada, espontaneamente densa, na cortical da face posterior do terço médio do rim direito, medindo cerca de cm, podendo corresponder a cisto com conteúdo espesso.
CISTO BOSNIAK II F:
Há, ainda, imagem arredondada densamente calcificada, com crescimento exofítico na borda lateral do terço médio do rim esquerdo, medindo cm, devendo corresponder a cisto Categoria II-F de Bosniak.
LESÃO SOLIDA:
Nota-se em contiguidade com a borda superior dessa lesão cística, imagem arredondada, isodensa ao parênquima na fase pré-contraste, com impregnação pelo meio de contraste, variando de 28 a 74 UH, que mede cerca de cm.
CISTO INSINUANDO PARA O SEIO RENAL:
Rins tópicos, de configuração e dimensões normais, ambos concentrando o meio de contraste simetricamente e sob boa densidade, o direito apresentando cisto medindo cerca de cm no seu terço médio, insinuando-se para o seio renal.
CISTO COM CONTEÚDO DENSO:
Observa-se, ainda, pequena imagem arredondada, espontaneamente densa, também localizada no terço superior deste rim, medindo cerca de cm ( cisto com conteúdo denso?).
Rins tópicos, apresentando múltiplas lesões arredondadas hipodensas, de crescimento exofítico, bilateralmente, as maiores localizadas , medindo cm.
Imagens arredondadas hiperdensas, sem evidência de impregnação pelo meio de contraste, localizadas , a medindo cerca de cm, devendo corresponder a cistos com conteúdo denso.
CA RIM:
Presença de lesão expansiva com configuração arredondada e contorno lobulado, apresentando impregnação intensa e heterogênea pelo meio de contraste, situada na face lateral do terço inferior do rim direito, em situação parcialmente exofítica, medindo aproximadamente cm nos diâmetros longitudinal, transversal e ântero-posterior, respectivamente. A lesão insinua-se para o seio renal no terço inferior deste rim, promovendo compressão dos cálices renais nesta topografia.
Observam-se estruturas vasculares de pequeno calibre levemente ectasiadas na gordura perirrenal junto ao pólo inferior do rim direito.
Observam-se, ramos da artéria segmentar inferior direita, dirigindo-se para a lesão renal descrita.
Destaca-se formação expansiva, heterogênea, sem evidência de realce significativo pelo meio de contraste, com componente exofítico, localizada na face lateral do terço inferior do rim esquerdo, medindo cerca de cm. IMPRESSÃO: A lesão renal esquerda com densidade heterogênea pode representar cisto categoria II-F de Bosniak. A critério clínico, correlacionar com Ressonância Magnética para descartar completamente a possibilidade de pequenas áreas de captação de contraste.
Observam-se, imagens corticais ovaladas, discretamente hipodensas em relação ao restante do parênquima renal, parcialmente exofíticas na face anterior do terço médio do rim esquerdo, a maior delas apresentando aparente e discreto espessamento parietal, bem como foco de calcificação periférico, medindo cerca de cm (cistos com alto conteúdo proteico?).
Destaca-se, lesão expansiva nodular com densidade de partes moles e realce heterogêneo pelo meio de contraste, situada na face ântero-lateral do terço médio/inferior do rim esquerdo, parcialmente exofítica, medindo aproximadamente cm (APxLxT). Nota-se discreta insinuação desta lesão para o seio renal no terço inferior deste rim, bem como mínimo borramento da gordura peri-renal circunjacente.
Veias renais e cava inferior de calibre preservado, sem falhas de enchimento evidentes.
CICATRIZ PARÊNQUIMA:
Nota-se, afilamento e irregularidade focal do parênquima na face posterior do terço médio do rim esquerdo, de provável natureza cicatricial.
Nota-se, discreto afilamento e irregularidade focal do parênquima nas faces posterior do terço médio e anterior do terço inferior do rim esquerdo, de provável natureza cicatricial.
Rins tópicos, concentrando e eliminando o meio de contraste simetricamente e sob boa densidade, o direito apresentando dimensões reduzidas, com afilamento irregular de sua espessura parenquimatosa, notadamente no terço inferior.
Rins tópicos, concentrando meio de contraste simetricamente e sob boa densidade, o direito com dimensões preservadas e esquerdo apresentando áreas de afilamento irregular de sua cortical, mais evidentes nos seus terços médio e superior, de aspecto sequelar. Também se observam tênues retrações da cortical nos terços médio e superior do rim direito.
ALT. POS-CIRÚRGICAS:
Observa-se, irregularidade da borda anterior do terço inferior do rim direito, com fios densos de permeio, indicativo de alterações pós-cirúrgicas.
ALT. POR CIR RESSECÃO TUMOR:
Rins de dimensões normais, concentrando o meio de contraste simetricamente e sob boa densidade, o direito discretamente desviado anteriormente, notando-se irregularidade da cortical na borda anterior do seu terço médio, associada à presença de estruturas lineares densas e tecido com densidade de partes moles, o qual não capta o meio de contraste, compatíveis com alterações pós-cirúrgicas. Há, ainda, densidade dos planos adiposos perirrenais desse lado, bem como junto ao terço proximal do ureter direito, observando-se pequena dilatação do sistema coletor a montante.
COLEÇÃO PERIRRENAL:
Imagem alongada hipodensa medindo cerca de 31 x 27 x 12 mm (vol.: 5,2 cc), a qual mantém íntimo contato com o terço proximal do ureter deste lado, associada à infiltração dos planos gordurosos circunjacentes, podendo também estar relacionada a alteração pós-cirúrgica (coleção?).
Sinais de nefrectomia esquerda, observando-se ocupação na loja renal deste lado por alças intestinais, notando-se ainda, coleção alongada, hipodensa, situada junto à borda inferior da cauda pancreática e anteriormente à musculatura lombar em correspondência, sem captação evidente de contraste, medindo cerca de cm nos diâmetros longitudinal e ântero-posterior, respectivamente. O aspecto deve corresponder a seroma.
Observa-se ainda, tecido de configuração irregular e com densidade de partes moles, envolvendo a gordura perivascular adjacente à emergência da artéria mesentérica superior, a qual se encontra levemente reduzida de calibre, e estendendo-se à borda posterior da cauda pancreática, também sugerindo alterações pós-cirúrgicas.
GRANDE REPLEÇÃO VESICAL:
Pequena dilatação do sistema pielocaliciano bilateralmente, um pouco mais evidente à esquerda, não sendo observados fatores obstrutivos evidentes, podendo estar relacionado à estase devido à alta repleção vesical.
DEFEITO CONGÊNITO DE ROTAÇÃO:
... o direito apresentando defeito congênito de rotação.
...o esquerdo levemente mal rodado, notando-se anteriorização da pelve renal.
Pequeno defeito de rotação do rim direito, que tem posição um pouco mais baixa que o habitual, com anteriorização da pelve renal deste lado.
RIM EM FERRADURA
Rins fundidos pelos polos inferiores (“em ferradura”), apresentando vicio de rotação caracterizado por anteriorização das pelves renais.
VEIA RENAL RETROAÓTICA:
Veia renal esquerda retroaórtica (variação anatômica).
DUPLICIDADE PIELO-URETERAL:
Observa-se duplicidade pielo-ureteral à esquerda.
Sinais de duplicidade pielo-ureteral completa à esquerda.
ECTOPIA RENAL CRUZADA:
Rins direito ectópico, localizado no flanco esquerdo, notando-se fusão do seu polo superior com o polo inferior do rim esquerdo. O ureter direito cruza a linha média, implantando-se na topografia vesical habitual. Os rins concentram e eliminam o meio de contraste simetricamente e sob boa densidade. O aspecto é compatível com ectopia renal cruzada.
RIM VICARIANTE:
Rim esquerdo vicariante, apresentando cistos peri-piélicos.
COLUNA DE BERTIN:
Observa-se imagem ovalada, com densidade e realce pelo meio de contraste semelhante a do parênquima renal, localizada no terço médio do rim esquerdo, insinuando-se ao seio renal correspondente, sugestivo de coluna de BertiN
Múltiplas áreas de retrações corticais esparsas bilateralmente, a maior no pólo inferior do rim direito (sequela de pielonefrite)
Rins com padrão multicístico, alguns com conteúdo hemorrágico.
CÁLCULOS NÃO OBSTRUTIVOS
Pequeno cálculo em grupo calicinal médio do rim esquerdo, que não atinge 0,3 cm, sem efeito obstrutivo.
Cálculo não obstrutivo no grupo calicinal inferior do rim direito, medindo cerca de 1,2 x 1,0 cm nos seus maiores eixos, com densidade aproximada de 1461 UH, com distância cálculo-pele estimada em cerca de 8,9 cm.
Rins de topografia e morfologia normais, identificando-se cálculos não obstrutivos nos grupos caliciais dos terços superior, médio e inferior bilateralmente, não ultrapassando 5 mm.
Cálculos calicinais bilaterais não obstrutivos o maior deles no grupamento calicinal médio do rim esquerdo, medindo cerca de 0,5 cm.
CÁLCULOS OBSTRUTIVOS
PELVE – Cálculo em topografia da pelve renal direita, medindo 0,8 cm, exibindo contornos levemente irregulares, aspecto homogêneo e densidade aproximada de 1000 UH, não determinando dilatação significativa do sistema coletor a montante. A distância pele-cálculo aproximada é de 10,0 cm.
URETER MÉDIO – Cálculo obstrutivo no terço médio do ureter esquerdo, logo acima do cruzamento com os vasos ilíacos, medindo cerca de 0,6 x 0,5 cm, com densitometria estimada de 1000 U.H., determinando espessamento parietal do ureter , com densificação da gordura adjacente, podendo estar relacionado a edema pelo processo obstrutivo, não se afastando processo inflamatório concomitante.
URETER DISTAL – Cálculo localizado na extremidade distal do ureter esquerdo, medindo cerca de 0,6 cm, com densidade aproximada de 1236 U.H., distando cerca de 1,0 cm do meato vésico-ureteral deste lado, promovendo pequena / moderada dilatação sistema coletor à montante.
O rim direito apresenta dimensões aumentadas e retardo do nefrograma e excreção do meio de contraste, secundário ao processo obstrutivo acima citado.
CÁLCULO CORALIFORME
Cálculo com aspecto coraliforme, envolvendo a pelve, grupamentos calicinais médio e inferior do rim esquerdo, medindo nos seus maiores eixos cerca de 4,5 x 2,6 x 1,0 cm, com densitometria estimada em 1524 UH, promovendo leve dilatação dos cálices inferiores a montante, exibindo distância cálculo-pele estimada em 11,8 cm.
NEFROPATIA PARENQUIMATOSA CRÔNICA
Rim esquerdo tópico, de dimensões reduzidas, apresentando afilamento do parênquima, sugerindo nefropatia parenquimatosa crônica.
PIELONEFRITE COM NEFROGRAMA ESTRIADO
Áreas com redução na impregnação de forma focal no rim direito, de formatos grosseiramente triangulares, envolvendo a cortical e medular, caracterizando nefrograma estriado.
Conclusão: Áreas de redução da impregnação do parênquima renal direito, caracterizando nefrograma estriado, sugerindo a possibilidade de processo inflamatório (pielonefrite), na dependência de estreita correlação com dados clínicos e laboratoriais.
Múltiplas áreas de formatos grosseiramente triangulares envolvendo a cortical e medular de forma difusa nos parênquimas renais, com menor impregnação pelo contraste, observadas nas fases córtico-medular e nefrográfica, e com aspecto homogêneo de impregnação, na fase excretora, caracterizando nefrograma estriado.
Conclusão: Áreas com redução da impregnação dos parênquimas renais de forma difusa e bilateral, caracterizando nefrograma estriado, sugerindo a possibilidade de pielonefrite aguda, na dependência de correlação com dados clínicos e laboratoriais.
PIELONEFRITE + ABSCESSO + COLEÇÃO SUBCAPSULAR
Rim esquerdo exibindo realce heterogêneo pelo contraste, delimitando área hipodensa grosseiramente nodular no aspecto lateral do terço médio, com áreas de liquefação central sugestivas de abscessos, a maior delas medindo cerca de 2,6 cm.
Nota-se ainda espessamento das fáscias pararrenais anterior e posterior e látero-conal, a esquerda com pequena coleção líquida em situação subcapsular renal, medindo cerca de 2,2 x 2,0 x 0,8 cm nos seus maiores eixos.
Discreto espessamento e realce do urotélio da pelve renal à esquerda, provavelmente relacionado a processo inflamatório.
CONCLUSÃO: Rim esquerdo exibindo realce heterogêneo pelo contraste, delimitando área hipodensa grosseiramente nodular no aspecto lateral do terço médio, com áreas de liquefação central sugestivas de abscessos. A possibilidade processo inflamatório/infeccioso (pielonefrite aguda) deve ser considerada como principal hipótese diagnóstica. A critério clínico sugere-se controle evolutivo.
Pequena coleção subcapsular renal à esquerda, adjacente a área de processo inflamatório-infecioso acima descrita, associado a espessamento das fáscias pararrenais à esquerda.
TRAUMA RENAL
Rins tópicos, de dimensões normais, contornos regulares e coeficientes de atenuação preservados, exceto por área de laceração na região posterior do terço médio do rim esquerdo, envolvendo toda a espessura do parênquima nesta topografia, sem extensão para as estruturas do hilo. Pequeno hematoma subcapsular renal, com espessura de <> cm.
Rins tópicos, de dimensões normais, contornos regulares e coeficientes de atenuação preservados, exceto por área de hipocontrastação do parênquima renal direito no seu aspecto posteromedial, desde o pólo superior até o terço inferior, medindo <> x <> x <> cm. Associa-se falha de enchimento e obliteração da gordura adjacente ao ramo secundário da artéria renal direita (no terço médio da artéria), possivelmente relacionada à área de isquemia por injúria vascular traumática.
NEFROCALCINOSE
Observa-se hiperatenuação das medulares dos rins, que podem estar relacionados à nefrocalcinose.
ANGIOMIOLIPOMA
Formação expansiva hipervascular, com áreas de gordura de permeio, no terço médio/inferior, abaulando os contornos dos grupamentos calicinais correspondentes e da pelve renal, que pode corresponder a angiomiolipoma.
FORMAÇÃO HIPODENSA PEQUENA (PROVÁVEL CISTO)
Pequena formação hipodensa no terço médio da cortical renal direita, medindo cerca de 0,6 cm, incaracterística devido suas reduzidas dimensões (provável cisto renal).
TUMOR
Formação expansiva / infiltrativa no terço médio / superior do rim direito, com componente exofítico, com intenso realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, delimitando áreas centrais de necrose / liquefação, medindo cerca de <> x <> x <> cm. Nota-se ainda circulação colateral perirrenal e discreta densificação dos planos gordurosos adjacentes. Não há sinais de comprometimento das estruturas vasculares do hilo renal.
Rim direito tópico, de dimensões normais, contornos bosselados, com formação expansiva cortical no seu terço médio, exofítica, estendendo-se até a pelve renal e fazendo contato com o sistema coletor, apresentando realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, e foco de calcificação de permeio, medindo <> x <> x <> cm. Esta formação determina discreta dilatação do grupamento calicinal superior do rim direito. Não há sinais de invasão dos vasos do hilo renal ou da gordura perirrenal. Formação expansiva no rim direito, determinando discreta dilatação do grupamento calicinal superior, compatível com processo neoplásico primário.
Formação expansiva / infiltrativa no sistema coletor do rim esquerdo, acometendo os cálices, a pelve e com extensão ao ureter proximal, com coeficientes de atenuação e realce heterogêneos, determinando áreas centrais hipoatenuantes que devem representar necrose / liquefação. Nota-se ainda densificação dos planos gordurosos perirrenais e das fáscias pararrenal anterior e posterior, bem como sinais de extensão do processo à veia renal homolateral. Achados compatíveis com neoplasia primária do sistema coletor renal esquerdo, com extensão à veia renal. – INVASÃO VEIA RENAL
Formação expansiva / infiltrativa no terço médio / inferior do rim esquerdo, com componente exofítico, com focos de calcificação de permeio e com intenso realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, medindo cerca de <> x <> x <> cm. Nota-se extensão da lesão à pelve renal. Observa-se material espontaneamente hiperatenuante preenchendo parcialmente o sistema coletor, que se estende da pelve renal até a bexiga, que deve corresponder a material hemático (coágulo). – COM INFILTRAÇÃO SISTEMA COLETOR
Formação expansiva heterogênea localizada no aspecto anterior do terço médio do parênquima renal direito, com componente predominantemente exofítico, tocando também o seio renal, sem sinais nítidos de invasão do mesmo, apresentando áreas de hiperdensas e necrose de permeio, medindo cerca 3,7 x 2,6 cm nos seus maiores eixos axiais.
A formação expansiva acima descrita exibe intima relação com a terceira porção duodenal, bem como com o segmento VI do fígado, sem sinais nítidos de invasão dos mesmos.
CONCLUSÃO: Formação expansiva heterogênea no parênquima renal à direita, de provável etiologia neoplásica primária.
Formação expansiva heterogênea, lobulada, no terço superior/médio do rim direito, com componente exofítico, que mantem íntimo contato com a superfície hepática, sem sinais evidentes de invasão. Tal lesão mede 7,6 x 6,4 x 6,4 cm e apresenta impregnação heterogênea, bem como áreas de hipersinal em T1 que podem corresponder a áreas de hemorragia. Notam-se sinais de invasão do sistema coletor, caracterizados por extensão da lesão na pelve renal e ureter proximal. Há pequena dilatação pielocalicinal com conteúdo hemático sedimentado em seu interior.
Linfonodomegalias retroperitoneais, com impregnação semelhante da lesão primária, por vezes formando conglomerados, acometendo as cadeias retrocrural direita, interaortocaval, pericaval, retrocaval, periaórtica, hilo renal esquerdo e ilíacas comuns, o maior conglomerado (periaórtico esquerdo) mede cerca de 13,2 cm seu maior eixo.
OPINIÃO: Lesão expansiva no pólo superior do rim direito com características de lesão neoplásica primária. Considerar a possibilidade carcinoma células renais.
BOSNIAK IIF
Formações císticas em ambos os rins, destacando-se um no terço inferior à direita com septações internas que não exibem realce significativo pelo contraste, medindo 1,8 cm.
CISTO RENAL COMPLEXO (BOSNIAK III)
Formação nodular cística complexa, caracterizada múltiplos septos grosseiros espessos e irregulares, foco de calcificação, que apresentam intenso realce ao meio de contraste, localizada na face lateral do terço superior do rim direito, com componente exofítico maior que 50%, que mede <> x <> x <> cm. A lesão não apresenta extensão para a gordura perirrenal adjacente e dista cerca de <> cm do seio renal. Destaca-se ainda outra formação cística adjacente à formação supradescrita, porém de aspecto simples e exofítico.
Cisto cortical exofítico, com septos grosseiros de permeio, que apresentam realce ao meio de contraste, localizado no terço inferior do rim esquerdo, medindo 2,8 x 2,8 cm.
BOSNIAK IV
Formação exofítica e septada, com intenso realce, na cortical do terço médio do rim esquerdo, medindo cerca <> cm. A possibilidade de lesão neoplásica deve ser considerada (Bosniak IV).
TUMOR DE WILMS
Formação expansiva / infiltrativa do rim direito, que se insinua além da linha média e desloca as estruturas adjacentes, mas sem sinais de invasão / infiltração. Apresenta coeficientes de atenuação heterogêneos, com áreas de hipoatenuação central (necrose / liquefação), associado a realce pelo meio de contraste iodado das porções sólidas. Medidas <> x <> x <> cm.
Volumosa formação expansiva, sólida, heterogênea envolvendo o parênquima renal superior esquerdo, estendendo-se da região subfrênica ao hipogástrio. Tal lesão mede <> x <> x <> cm cruza a linha média e desloca as estruturas adjacentes. Notam-se ainda outras duas formações com as mesmas características envolvendo o terço médio e inferior do rim esquerdo, medindo <> x <> x <> cm e <> x <> x <> cm em íntimo contato com a formação supra citada estendendo-se para região pélvica e promovendo importante deslocamento das estruturas adjacentes. – COM NEFROBLASTOMATOSE
ECTASIA PIÉLICA
Dilatação da pelve renal esquerda com leve espessamento das suas paredes e afilamento com opacificação completa do ureter ipsilateral.
ESTENOSE DE JUP
Moderada dilatação pielocalicinal no rim esquerdo, associado a estreitamento da junção ureteropiélica (JUP).
Rins exibindo realce satisfatório pelo agente paramagnético, identificando-se moderada dilatação pielocalicinal à esquerda, sem dilatação do ureter correspondente. Associa-se afilamento da cortical renal esquerda, sugerindo cronicidade do processo. Ausência de hidronefrose à direita. Os achados descritos no rim esquerdo são sugestivos de estenose de junção ureteropiélica.
ECTOPIA RENAL CRUZADA
O rim direito encontra-se em posição mais inferior que o habitual, e o esquerdo encontra-se deslocado inferiormente e fundido no seu terço superior com o direito, caracterizando ectopia renal cruzada com fusão, identificando-se discreta ectasia pielocalicinal à esquerda, sem sinais de dilatação ureteral.
Os ureteres têm implantação tópica na bexiga urinária.
RIM EM FERRADURA
Rins fundidos pelos polos inferiores (“em ferradura”), apresentando vicio de rotação caracterizado por anteriorização das pelves renais.
URETER RETROCAVA / VEIA CAVA INFERIOR PRÉ-URETERAL
Ureter direito com trajeto posterior a veia cava inferior, entre os níveis de L3-L5, emergindo distalmente no espaço interaortocaval para assumir sua posição habitual anteriormente aos vasos ilíacos direitos, com leve dilatação a montante do sistema coletor correspondente.
TB RENAL
Rins tópicos, de dimensões normais e contornos bocelados, apresentando acentuada dilatação calicinal bilateral, com afilamento da cortical, principalmente à direita onde se caracteriza conteúdo espesso formando nível líquido-líquido no cálice médio. Associa-se espessamento da parede pieloureteral, acentuado à esquerda. Bexiga de pequenas dimensões, com paredes espessadas e discreta densificação dos planos gordurosos adjacentes.
Hidronefrose bilateral com espessamento circunferencial difuso do sistema coletor (mais acentuado à esquerda), associado à linfonodomegalias. Bexiga com paredes espessadas e capacidade volumétrica reduzido. Tais alterações, analisadas em conjunto, favorecem o diagnóstico de processo inflamatório / infeccioso crônico, devendo-se considerar inicialmente a possibilidade de tuberculose.
RIM EM FERRADURA
Rins de contornos e ecogenicidade normais, apresentando boa dissociação parênquimo-sinusal, destacando-se fusão de seus polos inferiores (“em ferradura”), apresentando vício de rotação caracterizado por anteriorização das pelves renais.
CATETER DUPLO J:
Presença de cateter ureteral "duplo J" à esquerda.
IMPLANTAÇÃO URETER:
Ureteres pérvios, sem falhas de enchimento evidentes, o direito exibindo trajeto mais curto que o contralateral, implantado na face póstero-superior da bexiga deste lado. Nota-se discreto espessamento parietal no terço distal deste ureter, podendo corresponder a alteração pós-cirúrgica.
Presença de clipes cirúrgicos na fossa ilíaca direita, próximo ao trajeto ureteral e aos vasos ilíacos deste lado.
CÁLCULO URETERAL:
Nota-se cálculo medindo cerca de cm, situado no terço distal do ureter direito, um pouco antes da junção uretero-vesical, determinando pequena dilatação do sistema coletor a montante. Observa-se, ainda, discreta infiltração da gordura adjacente ao terço mais distal deste ureter.
Rim esquerdo tópico, de dimensões aumentadas, notando-se cálculo situado no terço proximal do ureter deste lado, no nível do corpo vertebral de L3, medindo cerca de cm, determinando retardo da concentração e eliminação do meio de contraste e moderada dilatação do sistema coletor a montante, observando-se, ainda, discreta infiltração dos planos gordurosos perirrenais.
Não se observa opacificação do ureter esquerdo, mesmo na fase excretora, realizada cerca de 120 min após a fase nefrográfica. IMPRESSÃO: Litíase ureteral esquerda, com sinais de uropatia obstrutiva deste lado.
Bexiga repleta, de paredes finas, sem falhas de enchimento no seu interior.
Bexiga parcialmente repleta, sem alterações evidentes.
Bexiga pouco repleta, sem alterações evidentes.
Bexiga vazia.
Bexiga parcialmente repleta, apresentando aparente e leve espessamento parietal difuso.
Bexiga normodistendida, notando-se espessamento nodular focal, captante de contraste, situado na parede superior à direita, medindo cerca de 13 x 10 mm no plano axial.
Bexiga parcialmente repleta, sem evidência de espessamento parietal, notando-se alargamento na topografia do colo vesical, sugerindo alterações pós-ressecção transuretral da próstata.
NEOPLASIA BEXIGA:
Bexiga repleta, apresentando múltiplas lesões parietais nodulares, de aspecto vegetante, captantes de contraste, nas paredes ântero-lateral e póstero-inferior à direita, e ântero-inferior, a maior nesta última topografia, medindo cerca de cm.
MTX :
Tecido com densidade de partes moles, de limites mal definidos, na topografia do terço distal do ureter direito, captante de contraste, medindo cerca de cm, determinando moderada dilatação do sistema coletor a montante e retardo na concentração e eliminação do meio de contraste deste lado.
Acentuado espessamento parietal irregular da parede vesical póstero-lateral direita, associado a linfonodomegalias na gordura perivesical em correspondência, a maior medindo cerca de cm, bem como densificação da gordura perivesical nesta topografia.
DIVERTÍCULOS:
Bexiga repleta, de paredes espessadas, apresentando múltiplas formações diverticulares, a maior na parede póstero-lateral à direita, contendo pequenas calcificações.
Bexiga parcialmente repleta, notando-se discreta trabeculação da parede posterior do assoalho vesical, observando-se, ainda, formações diverticulares nesta topografia.
NEOBEXIGA ILEAL:
Sinais de cistectomia radical, observando-se neobexiga ileal, opacificada pelo meio de contraste na fase tardia e observando-se boa anastomose dos ureteres com a mesma.
LACERAÇÃO VESICAL EXTRAPERITONEAL
Hematoma extraperitoneal envolvendo o espaço perivesical anterior, estendendo-se até à região infra-umbilical, por segmento de cerca de <> cm. Após a injeção do contraste iodado pela sonda uretral observa-se este extravasamento do meio de contraste da bexiga urinária para a referida topografia e demais aspectos do retroperitôneo, como os espaços pararrenais posteriores, sugerindo laceração vesical.
Extenso hematoma pélvico extraperitoneal, com maior componente anteriormente ao aspecto inferior da bexiga urinária, onde mede aproximadamente 8,0 x 6,0 cm nos maiores eixos transversos. Observa-se aparente extravasamento do meio de contraste para a referida topografia, salientando-se ainda que não se pode definir com clareza as paredes do aspecto ântero-inferior da bexiga urinária, achados que podem estar relacionado a lesão da mesma. Observa-se também extensão do hematoma para a região perineal, junto ao bulbo peniano, com áreas de extravasamento de contraste nesta topografia, não se podendo afastar a hipótese de lesão concomitante de uretra posterior.
PNEUMATOSE VESICAL
Bexiga com morfologia habitual, apresentando pneumatose e nível hidroaéreo no seu interior.
ESPESSAMENTO DIFUSO
Bexiga urinaria com boa repleção, mantendo forma usual, exibindo discreto espessamento difuso e regular de suas paredes.
CONCLUSÃO: Bexiga urinaria exibindo discreto espessamento parietal difuso e regular, não podendo afastar pelo método, processo inflamatório / infeccioso, na dependência de correlação com dados clínicos.
PÓLIPOS
Lesão vegetante, medindo <> em seus maiores diâmetros, localizada no assoalho vesical lateral direito, determinado falha de enchimento vesical, aparentemente sem sinais de extensão transmural.
Notam-se ainda outras lesões vegetastes localizadas na parede posterior do teto vesical à direita, medindo <> e outra menor de <> cm, localizada no assoalho vesical, posteriormente a maior lesão. Existem ainda discutíveis diminutas lesões localizadas no assoalho vesical. Na maioria das lesões não foram visibilizados sinais de envolvimento da gordura perivesical que pudesse ser detectado por este método propedêutico, havendo somente uma área discutível na lesão localizada na parede posterossuperior direita do teto vesical.
TUMOR
Formação expansiva / infiltrativa, com intenso realce ao meio de contraste iodado, localizada na parede vesical posterolateral direita, com grande componente exofítico que infiltra a gordura perivesical, medindo cerca de <> x <> x <> cm. A lesão determina encarceramento do ureter distal direito, com acentuada dilatação e tortuosidade do sistema coletor a montante, além de afilamento cortical renal e retardo na excreção deste rim. Tal lesão infiltra a fáscia e gordura mesorretal à direita e mantém íntimo contato com a parede anterior do reto. Moderada dilatação do sistema coletor à esquerda, identificando-se ponto de estreitamento e falha de enchimento no terço distal do ureter homolateral.
Acentuado espessamento da parede posterior do assoalho vesical, e de suas paredes laterais, que determina obstrução dos meatos ureterais, determinando dilatação dos sistemas coletores à montante, mais acentuado à direita (lesão neoplásica primária).
Volumosa formação heterogênea, espontaneamente hiperatenuante, com realce ao meio de contraste, localizada no interior da bexiga urinária, medindo cerca de <> x <> cm, bem como áreas hiperatenuantes de permeio à lesão e no interior da bexiga, sem realce ao meio de contraste, que devem corresponder a material hemático. Há espessamento da parede do órgão com sinais de invasão da mesma, mais notadamente na região parietal posterior, junto às inserções dos ureteres, determinando moderada dilatação ureteropielocalicinal à montante. Não há nítidos planos de clivagem com a próstata.
Espessamento parietal circunferencial do terço distal do ureter direito, próximo à junção ureterovesical, podendo estar relacionado a envolvimento neoplásico.
CISTO DE ÚRACO
Formação cística, uniloculada, de paredes finas e conteúdo com alto sinal homogêneo em T2, sem realce pelo meio de contraste, medindo 8,4 cm, localizada no espaço vesicouterino, com amplo contato com a parede anterossuperior da bexiga.
Formação expansiva de contornos bocelados, com tênues calcificações de permeio e intenso realce ao meio de contraste iodado, delimitando áreas centrais de necrose/liquefação localizada junto à parede anterosuperior da bexiga urinária, medindo <> x <> x <> cm nos maiores eixos, com pequeno foco gasoso adjacente. Tais achados favorecem a possibilidade de lesão neoplásica primária do remanescente uracal.
CISTO URETRAL
Formação cística contendo pequenas formações cálcicas no seu interior, envolvendo a uretra e com aparente comunicação com a mesma, medindo <> x <> cm seus maiores eixos.
DIVERTÍCULO
Pequeno divertículo na parede póstero-lateral direita da bexiga urinária.
Imagem cística de aspecto alongado compreendida no espaço entre a uretra e canal vaginal, com cerca de <> cm de espessura, devendo-se considerar a possibilidade de divertículo da uretra no diagnóstico diferencial.
Útero de dimensões e densidade normais.
Útero não visibilizado (relato de antecedentes cirúrgicos).
Útero de dimensões normais e densidade heterogênea.
Útero não visibilizado (histerectomia).
Sinais de histerectomia.
Útero com dimensões normais, apresentando hipodensidade mediana, sugerindo espessamento endometrial ou líquido na cavidade. Há também imagem cística sugestiva de cisto de Naboth no canal cervical.
Útero com dimensões normais, apresentando calcificação na região fúndica, podendo corresponder a mioma calcificado.
SALPINGITE:
Útero com dimensões preservadas. Destaca-se, na região anexial direita, imagem tubular com paredes totalmente espessadas e captante de contraste, estendendo-se na região conal uterina até o ovário deste lado (processo inflamatório pélvico?).
CORPO LÚTEO:
Nota-se, ainda, no ovário direito, pequena imagem de aspecto cístico, com paredes espessadas e captantes de contraste, medindo cerca de cm, nível de aspecto pouco especifico (cisto de corpo lúteo?).
LIPOLEIOMIOMA:
Útero de dimensões aumentadas, com contornos lobulados, notando-se aparente formação nodular heterogênea em sua parede corporal posterior, com focos de densidade de gordura de permeio, podendo representar lipoleiomioma.
Nódulo sólido anexial direito cujas características podem sugerir leiomioma pediculado / do ligamento largo ou lesão de linhagem fibrosa ligamentar.
TC
Cisto anexial direito sem sinais de complexidade, que pode ser monitorado adequadamente através de estudo ultrassonográfico específico da pelve.
CISTO DE CORPO LÚTEO
Ovário direito com dimensões aumentadas, contornos regulares, contendo cisto de paredes finas, com conteúdo homogêneo, com impregnação periférica pelo agente paramagnético, medindo <> cm, compatível com cisto de corpo lúteo.
TORÇÃO OVARIANA BILATERAL
O ovário direito com dimensões aumentadas apresentando múltiplos folículos e estroma heterogêneo, com discreto realce da parede de alguns folículos após a injeção venosa do contraste, porém sem significativa contrastação do parênquima. Nota-se ainda torção do pedículo vascular ovariano deste lado. O ovário mede 5,0 x 4,0 x 3,7 cm, com volume de 38 cm³ (normal até 9,0 cm³).
Ovário esquerdo bastante aumentado com folículos dispostos perifericamente e predomínio do estroma, exibindo grande componente hemorrágico interno e ausência de realce pós-contraste. O ovário mede 8,9 x 6,1 x 4,7 cm, com volume de 132 cm³ (normal até 9,0 cm³).
OPINIÃO: Ovários com dimensões aumentadas, apresentando sinais de torção ovariana bilateral, à esquerda com componente hemático (infarto hemorrágico).
ENDOMETRIOMA
Ovário direito de dimensões aumentadas a custa de cisto com hipersinal homogêneo em T1, com discreto sombreamento à sequência T2, na região anexial direita, que mantém contato com alças de delgado e mede 3,9 x 3,7 x 3,5 cm.
OPINIÃO: Formação cística hemática com sombreamento às sequências T2, sugerindo a possibilidade de endometrioma no diagnóstico diferencial.
Ovário direito medializado, com dimensões aumentadas, contornos regulares e intensidade de sinal habitual. Apresenta folículos habituais de até <> cm (provavelmente funcional) e cisto com alto sinal em T1 e queda do sinal em T2 (“shadding”) medindo cerca de <> cm no maior eixo.
ENDOMETRIOSE
Não se observam focos de endometriose profunda no presente exame, contudo, salienta-se que a existência de focos superficiais podem não ser detectados por este método propedêutico.Lesão em placa no recesso vaginal superior e outro pequeno foco no recesso vesico-uterino, ambas com componente hemático associado, devendo representar focos de endometriose.
Há ainda outras finas estrias com baixo sinal em T2 na região retrouterina em contato com alça de cólon que se encontra levemente retraída e também nas regiões anexiais em contato com os ovários que estão medianizados, também podendo corresponder a focos de endometriose.
Lesão endometriótica, de aspecto retrátil, com maior componente fibrótico e hipossinal em T2, localizada na região retrocervical, com componentes nas regiões paracervicais laterais direita e esquerda, mais evidente à direita. A lesão mede cerca de <> x <> x <> cm, estende-se posteriormente à parede anterior do reto, a cerca de <> cm da borda anal, não se podendo descartar acometimento da camada muscular. Acentuada coproestase deste segmento intestinal limita a avaliação do mesmo.
Espessamento do ligamento uterossacro direito.
Espessamento dos ligamentos redondos, maior à esquerda.
Lesão de aspecto retrátil com baixo sinal na sequência T2 localizada na região do tórus uterino, estabelecendo contato com a parede anterior do reto médio / superior, sem infiltrações profundas parietais. Tal lesão mede cerca de 1,8 x 1,2 cm e dista cerca de 16,0 cm da borda anal.
Lesão em placa no recesso vaginal superior e outro pequeno foco no recesso vesico-uterino, ambas com componente hemático associado, devendo representar focos de endometriose.
Há ainda outras finas estrias com baixo sinal em T2 na região retrouterina em contato com alça de cólon que se encontra levemente retraída e também nas regiões anexiais em contato com os ovários que estão medianizados, também podendo corresponder a focos de endometriose.
Discreto espessamento dos ligamentos uterossacros junto à inserção uterina, notadamente à direita, devendo-se considerar tecido endometriótico. Nota-se também espessamento tecidual do tórus uterino, aderido ao ovário esquerdo, e traves aderenciais no espaço retouterino, que determinam deslocamento anterior do reto superior, achados também relacionados à endometriose.
Destaca-se ainda lesão endometriótica, de aspecto retrátil, em contato com a trave aderencial acima descrita, estendendo-se posteriormente à parede anterior do retossigmóide, a cerca de <> cm centímetros da borda anal, sem nítidos sinais de acometimento da camada muscular.
Espessamento tecidual na região retrocervical uterina/serosa uterina fundocorporal posterior, em contiguidade com as porções insercionais dos ligamentos uterossacros e com ambas as cápsulas ovarianas, determinando desvio medial e posterior do eixo dos ovários, que infiltra as camadas profundas do reto a cerca de cm da borda anal, compatível com endometriose profunda.
Extensa lesão de aspecto retrátil com baixo sinal na sequência T2 localizada na serosa do tórus uterino com extensão ao fórnice vaginal, medindo 2,3 x 2,0 cm. Tal lesão compromete as paredes do retossigmóide, desde 12,0 cm da borda anal, por uma extensão de cerca de 7,0 cm, com sinais de envolvimento parietal profundo deste segmento intestinal (envolve cerca de 110 graus da circunferência da alça). Estabelece também contato com a parede posterior do útero. Na sua porção anterosuperior, assume aspecto espiculado em leque, com retração dos segmentos intestinais adjacentes e do segmento superior da parede vesical.
Os segmentos ureterais médio e distal encontram-se medianizados, em íntimo contato com a lesão endometriótica, que determina dilatação ureteropielocalicinal bilateral à montante. A jusante aos anexos, nota-se dilatação dos segmentos ureterais distais, com discreto afilamento junto a suas implantações na bexiga. Não se pode excluir a possibilidades megaureteres congênitos – COM URETERHIDRONEFROSE
MIOMA
Miométrio com intensidade de sinal difusamente heterogênea, apresentando pelo menos três formações nodulares miometriais com hipossinal em T1 e T2, compatíveis com miomas, assim descritos:
N1: intramural/subseroso/submucoso/transmural, com componente subseroso, corporal anterior/posterior/fúndico, com áreas centrais de degeneração hialina, medindo <> x <> x <> cm, com manto interno de <> cm e externo de <> cm, iso/hipo/hipervascular.
Formação nodular na região anexial direita, sem planos de clivagem com o ovário direito ou com a região corporal lateral uterina, caracterizada por hipossinal heterogêneo em T2 e impregnação pelo gadolínio semelhante aos nódulos uterinos intramurais, medindo 3,4 x 3,1 x 3,0 cm.
ID: Formação nodular parauterina direita, com mesma intensidade de sinal em T2 e padrão de impregnação dos nódulos miometriais, sendo que a hipótese de liomioma pediculado deve ser considerada no diagnóstico diferencial.
Miométrio com intensidade de sinal habitual, exceto por nódulo miometrial subseroso corporal anterior / lateral esquerdo, com manto interno de 1,7 cm, medindo 4,8 x 4,2 x 3,7 cm. Tal nódulo apresenta sinal discretamente elevado em T1 e ausência de realce ao contraste EV, sugerindo degeneração.
ABCESSO TUBOOVARIANO/ENDOMETRIOMA
Volumosa formação cística de paredes espessadas, uniloculada, apresentando conteúdo com sinal heterogêneo em T2 e discreto hipersinal em T1, formando pequeno nível líquido, localizada na região anexial direita, exibindo intenso realce pós-contraste. A formação se estende a fossa ilíaca e ao hipogástrio bilateral, determinando compressão e deslocamento inferior do útero e da bexiga, bem como compressão do reto, posteriormente. A lesão ainda comprime os ureteres distais, determinando moderada hidronefrose à montante. Mede cerca de <> x <> x <> cm.
Formação cística multiloculada e multisseptada, localizada na região anexial esquerda e com origem presumida no ovário esquerdo, com conteúdo caracterizado por hipersinal em T1 e hipossinal em T2, compatível com cisto hemorrágico ou endometrioma. Mede cerca de <> x <> x <> cm.
ADENOMIOSE
Espessamento difuso da zona juncional com áreas císticas de permeio, aspecto compatível com adenomiose.
Miométrio heterogêneo com aumento da espessura da parede posterior.
Foco cístico na zona juncional da parede corporal anterior à direita da linha média, podendo corresponder a ectopia glandular endometrial, sugestiva de adenomiose focal.
ABSCESSO TUBO-OVARIANO
Coleção na região anexial direita. Considerar a possibilidade de processo inflamatório / infeccioso de provável natureza tubo-ovariana.
HIDROSSALPINGE
Observamos também estrutura tubular com espessura de <> cm, exibindo conteúdo espesso / hemorrágico, contornando a porção lateral do anexo esquerdo (deve representar tuba dilatada com conteúdo espesso ou hemático).
HEMATOSSALPINGE/SALPINGITE
Formação tubular cística alongada, apresentando cisto formando nível espesso / hemático e realce periférico ao gadolínio, localizada superolateralmente à esquerda da parede anterior do corpo uterino, que pode corresponder à tuba uterina com conteúdo espesso / hemático.
ENDOMETRITE
Endométrio homogêneo, com espessura de 0.9 cm.
heterogêneo, com áreas e irregularidades de alto sinal em T2, com restrição as moléculas de água à difusão e discreto realce heterogêneo pós-contraste, atingindo espessura de <> cm. Imagem linear, em forma de T (DIU) localizada dentro da cavidade uterina com extremidade distal a <> cm do final do endométrio e a <> cm da serosa do fundo uterino
TERATOMA
Formação expansiva heterogênea com origem presumida no ovário esquerdo com extensão para o hipogástrio, associada à calcificações grosseiras de permeio, bem como com conteúdo de gordura, sem realce significativo ao meio de contraste iodado, medindo <> x <> x <> cm. Associa-se discreta densificação da gordura adjacente. O aspecto da lesão é compatível com tumor de células germinativas (teratoma e suas variantes histológicas).
Ovário esquerdo com dimensões aumentadas à custa de imagem cística ovalada, com hipersinal em T1 (conteúdo hemático/hiperproteico), medindo 2,1 x 1,4 cm. Apresenta, ainda, formação nodular exibindo queda de sinal na sequência T1 gradiente “fora de fase” (conteúdo lipídico), sem impregnação significativa pelo gadolínio. O ovário esquerdo mede 4,6 x 3,7 x 3,8 cm, com volume de 33cc.
Formação nodular heterogênea, uniculada, com origem presumida no ovário direito, apresentando formação de nível líquido-líquido e componente gorduroso intralesional. A lesão não apresenta realce ao agente paramagnético endovenoso. A lesão exerce efeito compressivo e desloca as estruturas adjacentes.
Formação expansiva heterogênea, com paredes espessas e irregulares, as quais apresentam realce ao meio de contraste, com áreas centrais hipoatenuantes de provável necrose / liquefação, e focos de calcificação, bem como gordura, de permeio, medindo cerca de XXXX cm, localizada no flanco / fossa ilíaca direita. Tal lesão exerce efeito compressivo local, determinando compressão da veia cava inferior e de algumas alças de intestino delgado, determinando distensão líquida a montante, inclusive do duodeno. Dentre os diagnósticos diferenciais, considerar a possibilidade de teratoma imaturo.
Nota-se ainda outra lesão nodular, com predominância de tecido gorduroso, apresentando calcificação parietal e nódulo sólido mural, medindo cerca de XXXX cm, localizada na região anexial esquerda. Dentre os diagnósticos diferenciais, considerar a possibilidade de teratoma maduro.
Ovário direito com dimensões aumentadas, à custa de formação expansiva com hipersinal espontâneo em T1 e queda de sinal nas sequências com supressão de gordura, medindo 4,1 x 3,9 cm nos maiores eixos axiais. Não foram caracterizadas projeções sólidas no seu interior. Formação expansiva no ovário direito com características de sinal compatíveis com neoplasia de células germinativas (teratoma e suas variantes histológicas).
TERATOMA TORCIDO
Volumosa formação cística complexa e multiloculada, paramediana esquerda, de septos espessados, por vezes com formação de nível líquido-líquido e com componente gorduroso, não apresentando realce ao agente paramagnético endovenoso. A lesão exerce efeito compressivo e desloca as estruturas adjacentes. Mede cerca de <> x <> x <> cm, com volume de <> cm³.
CISTO COMPLEXO
Formação sólido-cística heterogênea, com origem presumida na região anexial direita, ocupando praticamente toda a cavidade pélvica, apresenta com áreas de hipossinal e hipersinal em T1 e T2, focos de sangramento no seu interior, intensa impregnação heterogênea ao agente paramagnético e áreas de restrição a livre movimentação das moléculas de água, provavelmente relacionado a maior celularidade. A lesão mede cerca de <> x <> x <> cm. Considerar a possibilidade de processo neoplásico primário ovariano.
Volumosa formação cística complexa, com septos espessos de permeio e raras áreas sólidas com realce ao contraste iodado, ocupando quase todo o abdome e pelve, medindo cerca de <> x <> x <> cm. Tal lesão ocupa a região pélvica, circundando o útero miomatoso que apresenta várias nodulações e calcificações de permeio. Tal lesão deve ter origem ovariana e pode representar um cistoadenocarcinoma mucinoso.
KRUKENBERG
Duas volumosas formações expansivas, de aspecto sólido-cístico, com realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, com provável epicentro na pelve, que se estendem superiormente à cavidade abdominal, na região mesogástrica direita. A formação expansiva mais superior, à direita, mede cerca de <> x <> x <> cm e aquela à esquerda mede <> x <> x <> cm. Formações expansivas pélvicas bilateral, de provável origem neoplásica anexial.
ÚTERO DIDELFO
Útero de dimensões bastante aumentadas, didelfo. Cavidade vaginal direito com provável septo transverso, promovendo grande hematometrocolpo, com acentuada distensão vaginal e da cavidade uterina deste lado.
Introduzido gel na cavidade vaginal esquerda, com distensão normal da mesma. Não há hematometrio à esquerda.
OPINIÃO: Útero didelfo com um septo vaginal transverso à direita promovendo acentuado hematometracolpo.
ÚTERO ARQUEADO
Alteração da cavidade uterina com achatamento / concavidade do fundo uterino e septo mínimo residual.
ÚTERO BICORNO/SEPTADO
Útero em anteversoflexão e pouco lateralizado para a esquerda, com dimensões aumentadas e contornos regulares. Apresenta duplicidade completa da cavidade endometrial, com colo único, caracterizando útero bicorno / septado.
ÚTERO SEPTADO
Útero aumentado (mede 9,6 x 4,4 x 6,7 cm, com volume estimado em 147 cm3), e sinal homogêneo. Morfologia septada, com distância intercornual de 3,7 cm. Conteúdo hemático no interior da cavidade uterina, com extensão a tuba uterina esquerda, que se encontra dilatada (hematometra e hematossalpinge).
ÚTERO UNICORNO
Alteração morfológica uterina caracterizada por corno funcionante lateralizado para a esquerda e corno rudimentar à direita, sem comunicação com o corno funcionante, medindo <> x <> x <> cm. A cavidade endometrial do corno rudimentar encontra-se distendida por conteúdo hemático.
Alteração morfológica do útero, caracterizando dois cornos uterinos distintos, o da esquerda isolado, sem evidente comunicação da sua cavidade endometrial com o componente uterino direito e consequente distensão por material de aspecto hemático.
O corno uterino esquerdo mede cerca de <> nos maiores eixos (volume estimado em cc).
O corno uterino direito mostra comunicação permeável com o canal endocervical e endométrio preservado.
O corno uterino direito mede cerca de <> nos maiores eixos (volume estimado em cc).
Conclusão:
Achados compatíveis com malformação Mülleriana, caracterizada pela presença de útero unicorno não comunicante com obstrução do componente esquerdo que mostra-se distendido por material hemático.
Útero unicorno com corno esquerdo dominante e corno direito rudimentar não cavitário e não comunicante.
LEIOMIOMA VAGINAL
Formação nodular sólida, com intensidade de sinal e padrão de realce semelhantes ao miométrio, com origem presumida na parede anterolateral direita da vagina, ocupando o espaço vesicovaginal. A lesão entra em contato com a parede posterolateral direita da bexiga, determinando sua compressão, sem sinais de invasão da mesma. inferiormente, a lesão se estende ao intróito vaginal e toca o osso púbico direito. A lesão determina redução da sua amplitude vaginal posteriormente. Apresenta ainda contato com a parede lateral direita da uretra, em menos de 180º, determinando sua compressão, porém sem sinais de invasão. Não há sinais de agressividade radiológica local. O conjunto de achados acima descrito favorece a hipótese de leiomioma vaginal.
POLIPO ENDOCERVICAL
Formação alongada, com hipossinal em T2, localizada no canal endocervical, com aparente impregnação, medindo cerca de <> cm, sugestiva de pólipo.
TU COLO
Formação expansiva acometendo a totalidade do colo uterino, com extensão superior até ao corpo uterino, medindo <> x <> x <> cm, sem sinais de invasão dos paramétrios ou da vagina. Após injeção do agente paramagnético observa-se impregnação heterogênea da lesão. Formação expansiva no colo uterino com características de neoplasia primária.
Formação expansiva/infiltrativa com alto sinal heterogêneo em T1 e T2, com impregnação homogênea ao agente paramagnético, acometendo os dois terços superiores do colo uterino, com extensão para a região ístmica uterina, medindo cerca de <> x <> x <> cm. A lesão aparentemente está contida pela camada muscular.
Lesão infiltrativa na topografia do colo uterino, heterogênea, apresentando extensão para os fórnices vaginais que estão obliterados e espessados; para a região retrouterina, sem nítidos planos de clivagem com a gordura mesorretal, determinando afilamento luminal no reto por cerca de 4.0 cm distando 14 cm da borda anal. Também há sinais de infiltração vesical com retração desta e acometimento dos ureteres distais, determinando uretero-hidronefrose bilateral.
CA ENDOMÉTRIO
No interior da cavidade uterina nota-se formação heterogênea invadindo a parede corporal posterior do miométrio, deslocando anteriormente o endométrio e se estendendo até próximo a serosa miometrial, com espessura máxima de 3,6 cm. O aspecto deve representar neoplasia primária do endométrio, sem sinais definitivos de extensão extra uterina. Formação expansiva / infilitrativa no interior da cavidade uterina, sugestiva de neoplasia primária do endométrio.
INSUFICIÊNCIA GONADAL
Proeminência das veias gonadais, com refluxo à esquerda.
ACRETISMO PLACENTÁRIO
Duas placentas, uma delas fúndica nutrindo o feto pélvico, normalmente inserida, e outra corporal anterior nutrindo o feto cefálico, ocluindo completamente o orifício interno do colo (placenta prévia), esta última com espessura máxima de <> cm e apresentando extensão além do miométrio na região do colo uterino à direita, com possível extensão além da serosa miometrial junto à gordura perivesical. Não há sinais de invasão da bexiga (acretismo placentário).
CISTOS PERINEAIS
Cistos na região perineal bilateral, alguns com hipersinal em T1 (conteúdo hemático hiperproteico), o maior medindo 1,6 cm (cistos de Bartholin).
CISTO DE NABOTH
Imagem cística com alto sinal em T1 na parede posterior do colo uterino medindo 3,3 x 2,0 x 2,8 cm, sem realce após a injeção do contraste paramagnético, devendo corresponder a cisto de Naboth com conteúdo hemático.
Ausência de massas ou coleções nas topografias anexiais.
Volumosa ascite, associada a espessamento peritoneal captante de contraste, um pouco mais evidente e de aspecto nodular no hipocôndrio e flanco esquerdos, compatível com carcinomatose peritoneal.
Nota-se ainda, lesão nodular, de contorno lobulado e densidade de partes moles, situada na topografia do ligamento gastro-hepático, medindo cerca de cm, devendo corresponder a implante secundário.
Nota-se imagem arredondada hipodensa na topografia anexial direita, podendo corresponder a cisto ovariano( ou de provável origem ovariana)
CISTOS CORPO LÚTEO:
Pequenas imagens ovaladas císticas nas regiões anexiais, com paredes minimamente espessadas e captantes de contraste, a maior à esquerda medindo cerca de cm, de provável origem ovariana (cistos de corpo lúteo?).
Presença de formação expansiva, com densidade de partes moles, heterogênea, de contorno lobulado, localizada na topografia anexial direita, medindo cerca de cm no plano axial (lesão de origem ovariana ?).
Formação expansiva heterogênea, com captação irregular pelo meio de contraste, situada na linha média da pelve, medindo cerca de cm (L x AP x T), devendo corresponder a lesão de origem ovariana.
Observa-se formação arredondada, com densidade de partes moles, medindo cerca de cm, situada na região anexial esquerda (parênquima ovariano?). A critério clínico correlacionar com dados ultrassonográficos para melhor avaliação.
NEOPLASIA:
Lesão ovalada com densidade heterogênea, apresentando componentes sólidos e císticos, medindo cerca de..., localizada na região anexial direita, provavelmente de origem ovariana.
ESTROMA OVARIANO?
Observa-se imagem ovalada, com densidade de partes moles, com foco cálcico periférico, situado junto à parede lateral esquerda do sigmóide, medindo cerca de cm, exibindo íntima relação com a veia ovariana deste lado, devendo corresponder a estroma ovariano.
VARIZES PÉLVICAS:
Notam-se varizes pélvicas, notadamente à esquerda, associadas a ectasia da veia gonadal deste lado.
HPB
Próstata com contorno irregular e densidade levemente heterogênea.
Próstata com densidade heterogênea, dimensões aumentadas e contorno lobulado, determinando elevação do assoalho vesical.
Próstata com densidade heterogênea e dimensões levemente aumentadas.
Próstata com dimensões aumentadas e densidade heterogênea, condicionando elevação/abaulamento do assoalho vesical.
Notam-se calcificações parenquimatosas em topografia periuretral.
Próstata globosa e heterogênea, condicionando elevação do assoalho vesical.
Próstata volumosa, determinando elevação do assoalho vesical e com densidade heterogênea, apresentando calcificações de permeio.
Próstata de dimensões muito aumentadas, determinando elevação do assoalho vesical, com contorno lobulado e densidade heterogênea, apresentando focos cálcicos periureterais. Nota-se, ainda, moderada dilatação dos sistemas pielocalicianos e dos ureteres (compressão pela próstata?).
Próstata com densidade heterogênea, de contorno lobulado, notadamente em sua porção mediana, condicionando elevação do assoalho vesical.
VESÍCULAS SEMINAIS
Vesículas seminais discretamente assimétricas a direita mais evidente.
Vesículas seminais assimétricas, sendo maior a direita.
Vesículas seminais simétricas.
Vesículas seminais sem alterações detectáveis ao método.
Vesículas seminais sem alterações apreciáveis.
REMANESCENTE DO ÚRACO:
Imagem alongada, tubuliforme, estendendo-se da porção ântero-superior da bexiga até a cicatriz umbilical, podendo corresponder a remanescente do úraco.
AUMENTO VOLUMÉTRICO
Aumento volumétrico da próstata, que determina impressão no assoalho da bexiga urinária.
Próstata com dimensões aumentadas, insinuando-se assoalho vesical.
Próstata de dimensões discretamente aumentadas, exibindo focos de calcificações na glândula interna.
CISTO PROSTÁTICO
Cisto unilocular, de paredes regulares, sem evidente impregnação, na linha mediana da base prostática, em aparente com a luz uretral, medindo 0,7 cm (cisto de utrículo).
AUMENTO DA PRÓSTATA COM BEXIGA DE ESFORÇO
Volumoso aumento difuso da próstata, a qual apresenta realce difusamente heterogêneo ao contraste, destacando-se área de liquefação na glândula interna à esquerda, medindo <> x <> cm. A glândula prostática mede <> x <> x <> cm, com peso estimado em <> g, abaulando o assoalho vesical. Bexiga urinária em pequena repleção, com paredes difusamente espessadas.
HPB
Aumento volumétrico da zona de transição com intensidade de sinal heterogênea a custa de áreas de hipersinal na sequência T2, sem sinais de restrição à difusão. Existe compressão com deslocamento posterior da uretra e com redução da espessura da zona periférica.
PROSTATITE
Áreas hipointensas em T2 de configuração triangular e outras reticulares, inespecíficas ao método.
NEOPLASIA
Próstata de topografia habitual, medindo 3,6 x 3,2 x 3,8 cm (volume aproximado de 23 cm³). A glândula central apresenta sinal heterogêneo a custa de áreas de baixo sinal em T1 e T2, provavelmente representando calcificações. A zona periférica tem baixo sinal difuso com área avaliada com restrição à difusão localizada na zona periférica posteromedial do terço médico à direita medindo 1,3 cm.
Vesículas seminais de topografia e morfologia habituais, porém com conteúdo hemático bilateralmente.
Bexiga urinária de forma e capacidade normais.
Não foram observadas linfonodomegalias na escavação pélvica ou no retroperitônio
ID:Nódulo prostático sugestivo de lesão primária (PI-RADS 4).
Próstata mostrando difusamente envolvida por uma formação infiltrativa, que determina redução difusa do seu sinal, com perda da diferenciação zonal, envolvendo praticamente toda a sua extensão, determinando restrição à difusão da água e alteração perfusional. Esta formação exibe sinais de comprometimento capsular bilateral, com mínima extensão para a gordura adjacente, além de comprometimento do aspecto central das vesículas seminais e da porção posterior da bexiga urinária, incluindo as regiões dos meatos ureterais.
Caracterizam-se múltiplas linfonodomegalias na escavação pélvica, mais proeminentes na região do mesorreto, onde mostram-se agrupadas, medindo até 1,6 cm no menor eixo.
Ossos avaliados exibindo sinal muito heterogêneo, caracterizando-se múltiplas formações nodulares distribuídas de maneira difusa pela região da bacia, determinando restrição à difusão da água
Discreto acúmulo de líquido livre na região superior da pelve.
Não há sinais de coleções na cavidade.
Dilatação das porções focalizadas dos ureteres, particularmente o esquerdo.
ID: Os achados são compatíveis com extensa área de neoplasia envolvendo difusamente a glândula prostática, com sinais de extensão extracapsular e envolvimento das vesículas seminais e do aspecto posterior da bexiga urinária. A região dos meatos ureterais também mostram-se comprometida, determinando obstrução dos ureteres com dilatação à montante, particularmente do esquerdo.
Linfonodomegalias suspeitas para comprometimento secundário, envolvendo as cadeias ilíacas e a região do mesorreto.Lesões ósseas nodulares difusas na região da bacia, suspeitas para envolvimento secundário.
nódulo circunscrito na zona periférica, nas imagens ponderadas em T2 (A), com moderada restrição à difusão no mapa de coeficiente de difusão aparente (B) e hipervascularização precoce na sequência dinâmica pós-contraste
lesão mal definida na área periuretral da zona de transição (A), com moderada restrição à difusão no mapa de coeficiente de difusão aparente (B), e hipervascularização precoce na sequência dinâmica pós-contraste
nódulo bem definido, com intensidade de sinal muito baixa na zona periférica, nas imagens ponderadas em T2 (A e C), intensa restrição à difusão demonstrada por baixo sinal em mapa de coeficiente de difusão aparente (B) e padrão hipervascularizado, com um fluxo precoce seguido por uma curva de lavagem
PÓS BX
Focos hemorrágicos na zona periférica prostática e nas vesículas seminais sobretudo à esquerda, possivelmente relacionados a manipulação cirúrgica prévia.
PÓS OP
Próstata não caracterizada (status pós-prostatectomia).
Formação tecidual com baixo sinal em T2 e realce pelo contraste localizada no leito prostático/ junto a uretra e parede posterior da bexiga urinária, de limites imprecisos, medindo cerca de 2,8 x 3,0 x 1,3 cm, indeterminada, devendo-se considerar a possibilidade de tecido neoplásico viável.
DIVERTÍCULOS/DIVERTICULITE:
Presença de formações diverticulares esparsas nos cólons.
Múltiplos divertículos nos segmentos cólicos, notadamente no sigmoide.
Formações diverticulares no sigmoide, sem sinais de diverticulite.
Presença de formações diverticulares nos cólons, notadamente no sigmoide, observando-se impregnação parietal de contraste de um divertículo situado na borda posterior do terço médio no sigmoide, notando-se infiltração dos planos gordurosos adjacentes e espessamento do meso-sigmoide em correspondência, podendo corresponder à diverticulite, na dependência da correlação clínica.
Presença de divertículos nos cólons descendente e notadamente no sigmoide, observando-se infiltração dos planos gordurosos junto ao terço proximal deste último, notando-se, ainda, nesta topografia área hipodensa de contorno irregular, medindo 24 x 23mm de diâmetros, sugestiva de coleção. O aspecto pode corresponder à diverticulite aguda.
Numerosas formações diverticulares cólicas, mais evidentes no cólon sigmoide, sem sinais de diverticulite no presente estudo.
Formações diverticulares ao longo dos cólons, sem sinais de processo inflamatório agudo no presente estudo.
Clipes cirúrgicos na topografia da raiz do mesentério, na transição epi / mesogástrica, em topografia peripancreática e perigástrica.
Sinais de ressecção do cólon direito, com anastomose íleo-cólica, no flanco / hipocôndrio direitos, evidenciando-se estrias densas nos planos gordurosos mesentéricos e omentais e alguns linfonodos pericólicos, sem aumentos volumétricos, adjacentes.
NEOPLASIA CÓLON ASCENDENTE:
Espessamento parietal irregular, captante de contraste, acometendo circunferencialmente o terço proximal do cólon ascendente, medindo cerca de 60mm de extensão, observando-se, ainda, densificação dos planos gordurosos em correspondência, bem como linfonodos de dimensões limítrofes adjacentes. A hipótese de lesão de origem neoplásica deve ser considerada.
ANASTOMOSE ALÇAS:
Sinais de hemicolectomia direita e de anastomose no terço médio do cólon transverso.Moderada quantidade de fezes ocupando todo o trajeto cólico.
Sinais de anastomose na topografia reto-sigmóide.
Sinais de anastomose na topografia do reto.
Espondilolistese de L5 sobre S1, associado a espondilólise bilateral de L5.
APÊNDICE CECAL:
Apêndice cecal de calibre preservado.
Apêndice vermiforme com calibre preservado, notando-se diminuto apendicolito no seu terço médio. Planos gordurosos periapendiculares preservados
Apêndice vermiforme curto, situado medialmente ao ceco, de calibre preservado. Planos gordurosos periapendiculares sem alterações.
MUCOCELE DE APÊNDICE:
Apêndice alongado, estendendo-se à cúpula vesical, aumentado de calibre, medindo cerca de 39mm de espessura, com conteúdo líquido, com densidade estimada em 19 UH, sugestivo de mucocele apendicular.
Apêndice alongado, estendendo-se até o teto vesical, bastante aumentado de espessura (63mm), preenchido por material com densidade líquida (20 UH), apresentando diminutas calcificações parietais, sugestivo de mucocele apendicular.
APENDAGITE:
Destaca-se formação ovalada com densidade de gordura, circundada por halo denso, medindo cerca de 31 x 10 mm nos eixos axiais, localizada junto à borda anti-mesentérica da porção distal do colon descendente, associada ao borramento dos planos gordurosos circunjacentes, sendo o aspecto compatível com apendagite (apendicite epiplóica).
ABSCESSO:
Destaca-se, no presente estudo, formação alongada irregular de paredes espessadas, contendo gás no seu interior, medindo cerca de 40 x 25 mm nos eixos axiais, situada no hipogástrio, em íntimo contato com a parede anterior do terço médio do colon sigmoide, e próxima à parede súpero-lateral esquerda da bexiga, a qual encontra-se espessada, associado à infiltração dos planos gordurosos circunjacentes (volumoso divertículo? formação abscedada?).
LIPOMA ALÇA:
Notam-se duas pequenas imagens ovaladas, com densidade de gordura na porção proximal do cólon ascendente, medindo cerca de 9mm cada, sugestivas de lipomas.
Nota-se imagem ovalada com densidade de gordura, de limites bem definidos, medindo cerca de ... mm, localizada no hipocôndrio esquerdo, junto à borda ântero-lateral do cólon descendente (apêndice epiplóico?).
Pequena imagem ovalada, com densidade de gordura, localizada adjacente ao piloro, medindo cerca de 16 x 10mm.
SINAIS DE LAPAROTOMIA:
Sinais de laparotomia mediana.
FEZES:
Presença de moderada quantidade de material fecal nos cólons.
OBSTRUÇÃO INTESTINAL:
Distensão de alças de jejuno por líquido no flanco e fossa ilíaca esquerdos, associado a sinais de ectasia gástrica, observando-se cone de transição na fossa ilíaca esquerda, notando-se alças de íleo de calibre normal após este segmento e até o plano da anastomose íleo-cólica.
INVAGINAÇÃO INTESTINAL:
Sinais de invaginação intestinal ilío-ileal no presente estudo, sem evidência de dilatação das alças intestinais a montante.
NOTA:Pequeno foco de consolidação parenquimatosa na língula. A possibilidade de pneumopatia inflamatória pode ser considerada.
Opacidade nodular com densidade de partes moles e limites bem definidos, localizada no segmento basal lateral do lobo inferior esquerdo, medindo cerca de 5 mm.
Colapso parcial da porção anterior do platô vertebral superior de L3, com discreto retrodesvio de seu muro posterior.
CIRURGIA DE WHIPPLE
Sinais de duodenopancreatectomia parcial e gastrectomia parcial caracterizados por não identificação do antro gástrico, cabeça e processo uncinado do pâncreas e alças duodenais. Aparente alça jejunal exclusa ocupando a fossa da vesícula biliar com anastomose bilio-digestiva.
Meteorismo intestinal fisiológico com moderado acúmulo de resíduos fecais no intestino grosso, sem sinais de obstrução intestinal.
Resíduos fecais distribuídos de maneira fisiológica pelos cólons.
O meio de contraste administrado por via oral progrediu até o íleo distal, persistindo resíduos fecais no íleo terminal.
CHILAIDITI
Interposição temporária ou permanente do cólon ou intestino delgado no espaço hepatodiafragmático.
ÚLCERA GÁSTRICA
Estômago com espessamento parietal na região do antro e piloro, notando-se perfuração na porção anterior de sua parede nesta topografia, com extravasamento de contraste ingerido por via oral, para o interior da cavidade abdominal, ficando o contraste coletado entre o lobo esquerdo do fígado e a parede do estômago. Esse padrão é sugestivo de ulcera perfurada, associado à pneumoperitônio e moderada quantidade de líquido na cavidade abdominal.
MÁ ROTAÇÃO
Sinais de má-rotação intestinal, caracterizados por predominância do delgado no flanco direito, do cólon à esquerda e por ausência do arco duodenal.
HEMATOMA PERIDUODENAL
Material espontaneamente hiperdenso circunscrevendo a terceira porção do duodeno, estendendo-se às adjacências do processo uncinado do pâncreas, possivelmente relacionado a hematoma.
HEMANGIOMA GÁSTRICO
Formação expansiva de contornos lobulados acometendo as paredes do fundo, corpo e antro gástrico, principalmente junto a pequena curvatura, com preservação da camada mucosa. Tal formação se estende através do ligamento hepatogástrico, hilo hepático, ligamento falciforme, espaço porto-cava e flanco direito. Após injeção de contraste iodado observamos discreto realce além de um pequena área sugestiva de malformação vascular em seu aspecto superior. Observam-se algumas pequenas áreas de descontiniudade mucosa, principalmente na pequena curvatura, além de alguns flebólitos esparsos.
GIST
Formação expansiva de aspecto polipóide, com provável base de implantação na parede posterior do ceco, próximo ao nível da válvula ileocecal, medindo aproximadamente <> x <> x <> cm em seus maiores eixos.
Formação expansiva lobulada, hipoatenuante com realce periférico ao meio de contraste, localizada na raiz do mesentério, anteriormente à bifurcação da aorta, medindo <> x <> x <> cm. Apresenta intimo contato com alças de intestino delgado, sem planos de clivagem, onde há aparente espessamento parietal. Inferiormente a esta há outra lesão com as mesmas características medindo <> x <> x <> cm, sem contato com alça. A hipótese de neoplasia estromal intestinal deve ser incluída nos diagnósticos diferenciais.
Formação nodular intramural, localizada na transição corpo/antro anterior do estômago, que apresenta impregnação periférica ao meio de contraste iodado com áreas centrais hipoatenuantes de necrose/liquefação, medindo <> x <> x <> cm.
Volumosa formação expansiva heterogênea, com necrose central, localizada na topografia do estomago, notadamente na parede anterior do antro e pequena curvatura, aparentemente mural exofítca. A formação determina deslocamento das alças e das estruturas vasculares adjacentes. Mede cerca de <> x <> x <> cm. O conjunto de achados favorece a hipótese de neoplasia gástrica primaria.
Volumosa formação expansiva sólida, com intenso realce pelo meio de contraste iodado, que margeia área de necrose/liquefação, localizada na cavidade menor dos epíplons, entre o corpo gástrico e o pâncreas, sem planos nítidos de clivagem com a terceira porção do duodeno e com a grande curvatura gástrica, deslocando inferiormente o cólon transverso, estendendo-se caudalmente à raíz do mesentério, e envolvendo parte do trajeto da artéria mesentérica superior, que se encontra pérvia. A lesão estabelece também contato em ao menos 180 graus com a veia mesentérica superior. Tal formação mede 10,6 x 9,6 x 8,2 cm e é compatível como lesão neoplásica primária.
TB
Espessamento parietal estenosante do ílleo distal, estendendo-se por cerca de <> cm, determinando distensão por suboclusão das alças ileais a montante. O conjunto dos achados acima mencionados sugere a possibilidade de processo inflamatório de natureza granulomatosa entre os diagnósticos diferenciais, em correlação com dados clínicos.
GECA
Maior acúmulo de líquido, de forma parcial em alças ileais, na altura do mesogástrio e flanco esquerdo, sem sinais de distensão significativa.
CONCLUSÃO: Maior acúmulo de líquido, de forma parcial em alças ileais, na altura do mesogástrio e flanco esquerdo, sem sinais de distensão significativa, de natureza indeterminada, devendo ser considerada a possibilidade de enterite, apenas na dependência de estreita correlação com dados clínicos.
ILEÍTE
Acentuado espessamento parietal de segmento distal do íleo, determinando redução luminal, estendendo-se por cerca de <> cm, distando cerca de <> cm da válvula iliocecal. Associa-se densificação da gordura mesentérica adjacente com ingurgitamento de vasos e linfonodomegalias regionais, medindo até <> cm no menor eixo.
CROHN
Múltiplas áreas de estenoses salteadas associadas a realce parietal comprometendo desde a transição jejunoileal até o ceco, com importante distensão de alguns segmentos ileais, com espessamento e hiper-realce parietal. Trajeto fistuloso se estendendo à pele na região infra-umbilical, com pequeno acúmulo líquido e espessura de <> cm.
Distensão de extenso segmento de alça jejunal, com algumas áreas de espessamento parietal desde a fossa ilíaca até hipocôndrio esquerdos, com duas áreas de estenoses sequenciais, uma na fossa ilíaca esquerda e outro no mesogástrio (associadas a realce parietal), apresentando linfonodomegalias adjacentes, bem como densificação da gordura mesentérica. Há passagem do contraste para os segmentos à jusante. Considerar inicialmente a possibilidade de doença inflamatória intestinal (Crohn), não se afastando outras possibilidades
COLITE CRÔNICA
Discreto espessamento parietal do segmento distal do sigmóide e do reto, com hipertrofia da camada submucosa, aspecto que sugere colite crônica. Nota-se também proliferação da gordura pericólica, indicativo de cronicidade. Não há sinais inflamatórios agudos.
DIVERTÍCULOS
Divertículos em alças cólicas sem sinais inflamatórios adjacentes.
DIVERTICULITE
Divertículos em alças cólicas, destacando-se um deles proeminente no terço proximal do sigmóide, associada a tênue infiltração da gordura adjacente e espessamento mesossigmoide, achados estes que podem estar relacionados a processo inflamatório diverticular (diverticulite aguda), na dependência de estreita correlação com dados clínico .
Divertículos em alças cólicas, com redução do espessamento parietal do sigmóide, bem como da obliteração da gordura adjacente.
COLITE PSEUDOMEMBRANOSA
Importante espessamento parietal difuso do cólon, observando-se acentuado edema da camada submucosa, que em associação à história do paciente a possibilidade de colite pseudomembranosa deve ser considerada.
VOLVO
Acentuada dilatação intestinal predominantemente de alças cólicas salientando-se provável alça de sigmóide mais dilatada em forma de arco (“grão de café”) que pode corresponder a volvo.
Transição abrupta do calibre do cólon sigmóide no mesogástrio, onde se identifica torção da alça e do mesentério adjacente, determinando acentuada distensão gasosa dos segmentos cólicos à montante. Destaca-se também obliteração difusa da gordura do mesentério.
TIFLITE
Espessamento parietal concêntrico do íleo distal, ceco e metade proximal do cólon ascendente, com redução luminal significativa, sem determinar obstrução do transito intestinal, associado a discreta densificação dos planos adiposos adjacentes. Os achados não são específicos, mas deve-se considerar entre as principais hipóteses as possibilidades de colite neutropênica (tiflite) ou comprometimento secundário da doença de base (linfoma).
APENDICITE AGUDA DISCRETA / DUVIDOSA
Apêndice cecal com dimensões limítrofes, sem sinais de infiltração da gordura adjacente, achado este que deverá ser valorizado na dependência de estreita correlação com dados clínicos.
Apêndice cecal com dimensões nos limites superiores da normalidade (0,7 cm), exibindo discreto espessamento parietal, com pequeno acúmulo de líquido na sua porção mais distal. Identificam-se também múltiplos apendicolitos no interior.
Não há sinais de densificação da gordura adjacente ao apêndice cecal, bem como de líquido livre, coleções líquidas ou de pneumoperitônio. Não há sinais de distensão de alças intestinais.
Conclusão: Apêndice cecal com dimensões nos limites superiores da normalidade, exibindo apendicolitos no interior, discreto espessamento parietal difuso, com pequeno acúmulo de líquido na sua porção mais distal, sem sinais de densificação da gordura adjacente. Esse achado é inespecífico, devendo ser valorizado apenas na dependência de estreita correlação com dados clínicos e laboratoriais.
APENDICITE COMPLICADA /PERFURADA
Coleção líquido-gasosa de limites parcialmente definidos localizada junto ao plano peritoneal posterior na fossa ilíaca direita, póstero-medialmente ao ceco, na topografia da base do apêndice cecal, medindo cerca de 5,0 x 4,5 x 5,0 cm nos maiores eixos, com volume estimado em cerca de 60 ml. O apêndice é identificado apenas em seus terços médio e distal. Observa-se intensa obliteração da gordura do mesoapêndice e pericecal, bem como espessamento parietal segmentar envolvendo o íleo terminal e ceco.
Conclusão: Coleção líquido-gasosa na topografia da base do apêndice cecal, o qual não é totalmente individualizado. Associa-se obliteração intensa da gordura do mesoapêndice e pericecal, bem como espessamento segmentar do íleo e ceco, e ainda do teto vesical de aspecto reacional. Os achados mencionados sugerem a hipótese de processo inflamatório agudo do apêndice complicado.
Apêndice cecal em situação retrocecal na fossa ilíaca direita, com dimensões aumentadas (1,3 cm), exibindo discreto espessamento parietal, associado a importante infiltração da gordura adjacente, e pequena quantidade líquido na goteira parieto cólica.
Identifica-se ainda discreta irregularidade extremidade distal do apêndice, associada pequena coleção, de limites imprecisos, medindo cerca de 2,1 x 2,2 cm.
Espessamento difuso do ceco e cólon ascendente, associada a edema da submucosa, provavelmente relacionada a alteração inflamatória adjacente.
Linfonodos discretamente proeminentes no mesentério da fossa ilíaca direita medindo cerca até 0,6 cm, provavelmente reacionais.
Conclusão: Apêndice cecal em situação retrocecal na fossa ilíaca direita, com dimensões aumentadas, associado a importante infiltração da gordura adjacente, bem como pequena coleção líquida junto a sua extremidade distal, achados estes provavelmente relacionados a apendicite aguda complicada na dependência de correlação com dados clínicos e laboratoriais. Espessamento parietal regular do ceco e cólon ascendente, associada a edema da submucosa, provavelmente relacionada a alteração inflamatória adjacente.
TU GÁSTRICO
Espessamento parietal concêntrico do antro e parte do corpo gástricos, com redução luminal e distensão gástrica a montante. Densificação do grande omento, sem nódulos definitivos, não sendo possível afastar a possibilidade de acometimento neoplásico.
Espessamento parietal difuso do corpo e antro gástricos. Associam-se linfonodos aumentados em número com realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, alguns de dimensões também aumentadas, localizados no hilo hepático, ligamento hepatogástrico e peripancreáticos, o maior no hilo hepático medindo <> cm no menor eixo transverso.
Importante espessamento parietal concêntrico do estômago, com realce ao meio de contraste iodado, acometendo desde a transição esofagogástrica até a região do corpo, associado a extensa ulceração.
Linfonodomegalias peripancreáticas, junto a pequena curvatura gástrica, ligamento gastrohepático e no hilo hepático, medindo até 3,4 x 2,0 cm.
TU DE CÓLON
Espessamento parietal concêntrico do ângulo esplênico do cólon, determinando redução luminal, em um segmento de aproximadamente <> cm. Nota-se linfonodomegalia regional, com <> x <> cm.
Espessamento parietal concêntrico e segmentar do cólon ascendente, em seu terço inferior, com realce ao meio de contraste iodado e associado à densificação dos planos gordurosos adjacentes e linfonodos regionais aumentados em número.
Lesão estenosante / infiltrativa no cólon ascendente com extensão aproximada de <> cm. Observa-se espessamento mural segmentar no íleo distal.
Espessamento parietal irregular do cólon sigmóide promove obliteração de grande parte de sua luz, exibindo realce heterogêneo após a infusão do contraste endovenoso, delineando áreas hipodensas (necrose / liquefação), com extensão extramural, em seu aspecto superior, achado de natureza indeterminada, a possibilidade de processo neoplásico pode ser considerada no diagnóstico diferencial, na dependência de correlação com dados clínicos e laboratoriais.
Espessamento mural irregular concentrico na transição do retossigmoide, com extensão estimada em <> cm, associados a pequenos linfonodos homogêneos subcentimétricos locorregionais.
TU RETO
Formação expansiva vegetante, estenosante, de morfologia polipódio, comprometendo a parede <> do reto <>, determinado acentuada redução luminal, por uma extensão estimada de cm, sendo que seu bordo inferior encontra-se a <> cm da borda anal.
Espessamento parietal concêntrico e estenosante do reto, distando cerca de <> cm da borda anal, com extensão aproximada de <> cm. Associa-se densificação da gordura mesorretal adjacente, bem como linfonodos mesorretais, medindo até <> cm no menor eixo, mais proeminentes na região lateral direita.
Espessamento excêntrico do reto médio/alto, com importante redução da sua luz, distando cerca de 9,5 cm da borda anal e se estendendo por cerca de 4,7 cm. Irregularidade nos contornos do reto (9-11h), com perda do sinal da serosa, sem sinais definitivos de invasão da gordura mesorretal.
Linfonodos mesorretais, adjacentes à lesão, um deles com contornos irregulares medindo 0,7 cm no menor eixo.
Notam-se outros pequenos linfonodos com manutenção de suas características habituais, medindo até 0,5 cm, não suspeitos para acometimento secundário.
Não há sinais de comprometimento do complexo esfincteriano.
Id Espessamento excêntrico no reto médio/alto, de provável natureza neoplásica, e com pelo menos um linfonodo suspeito para acometimento secundário.
Espessamento parietal circunferencial e estenosante do reto baixo, desde a borda anal, com extensão cranial por cerca de 6,0 cm, apresentando impregnação ao gadolínio. Há sinais de descontinuidade da camada muscular própria do reto na região lateral esquerda (3-6 h) e irregularidade da gordura adjacente, sugerindo invasão da gordura mesorretal. Nota-se ainda íntimo contato da lesão com o músculo elevador do ânus homolateral. A distância mínima à fáscia mesorretal é de 1,5 cm às 3h no plano axial.
Associam-se pelo menos 6 linfonodos mesorretais com sinal homogêneo, medindo até 0,7 cm no menor eixo transverso.
Linfonodomegalias nas cadeias mesentérica inferior e obturatória, com baixo sinal em T2 e medindo 1,2 cm no menor eixo axial.
OPINIÃO: Espessamento parietal estenosante do reto baixo, de provável etiologia neoplásica primária. Associam-se linfonodos mesorretais e mesentéricos inferiores e na cadeia obturatória interna esquerda.
TU RETO POS RTX
O tumor tratado (não mostra fibrose – TRG5 / mostra menos que 25% de fibrose, com predomínio do sinal do tumor – TRG4 / mostra 50% de tumor e 50% de fibrose – TRG3 / mostra mais que 75% de fibrose, com mínimo sinal de tumor – TRG2 / mostra somente sinal baixo de fibrose, sem sinal intermediário de tumor – TRG1).
MUCOCELE DO APÊNDICE
Na região anexial direita há formação cística, de paredes finas, conteúdo homogêneo, apresentando alguns focos parietais de calcificação, sem realce após injeção do meio de contraste, medindo <> x <> x <> cm. Tal formação exibe íntimo contato com a base do apêndice, e também encontra-se adjacente ao ovário direito. Formação cística na região anexial direita, admitindo como principais diagnósticos diferenciais o de mucocele do apêndice, ou mesmo cisto ovariano/para-ovariano direito.
Formação cística de morfologia alongada, levemente lobulada junto à parede posterior do ceco, com finas calcificações parietais, medindo 3,5 cm, devendo representar mucocele do apêndice.
LIPOMA DUODENAL
Formação intraluminal localizada na quarta porção do duodeno, com atenuação de gordura, que deve corresponder a lipoma.
DIVERTÍCULO DUODENAL
Destaca-se imagem com formação de nível hidroaéreo inferior a cabeça do pâncreas e medial a segunda porção do duodeno, medindo <> x <> x <> cm, que pode corresponder a divertículo duodenal.
ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO ADERENCIAL
Transição abrupta de calibre em alça de delgado na linha média da região mesogástrica, associada à distensão de segmentos de alças jejunais, duodeno e câmara gástrica, com conteúdo liquido, por vezes formando nível hidroaéreo, associado a ingurgitamento dos vasos e densificação da gordura mesentérica, sugerindo a possibilidade de abdômen obstrutivo de provável natureza aderencial.
Moderada distensão líquida gasosa da câmara gástrica e de alças intestinais delgadas, com formação de níveis hidroaéreos, evidenciada até íleo distal, região da fossa ilíaca direita, onde se observa área de afilamento abrupto, não sendo possível afastar processo suboclusivo (brida?)
INTUSSUSCEPÇÃO
Extensa dilatação de alças intestinais delgadas, inclusive com formação de níveis hidoaéreos consequente a sinal do “pseudorim” ao nível do flanco / fossa ilíaca direita com formação expansiva com atenuação de partes (complexo intussuscepto-intussuscepiente) com centro adiposo em continuidade com a gordura mesentérica em topografia ileocólica.
Espessamento parietal concêntrico do íleo dista, ceco e mato próxima do cólon ascendente, com redução luminal associado a densificação dos planos adiposos e pequena quantidade de líquido livre adjacente. Associado a estes achados, nota-se invaginação do íleo distal para o interior do ceco / cólon ascendente, com sinais de pneumatose intestinal, associado a discreta densificação liquida de alças de delgado, nã obstrutivo.
POLIPOSE
Múltiplas formações polipóides que se projetam na luz do duodeno, alças de delgado, bem como nas alças cólicas, que apresentam realce após a administração intravenosa do meio de contraste iodado.
DEISCÊNCIA DE ANASTOMOSE
Sinais de retossigmoidectomia parcial, com deiscência da anastomose na parede posterior, com extravasamento do contraste formando pequena coleção medindo 3,6 x 2,2 x 2,8 cm, e pequeno pneumoperitôneo adjacente
LINFANGIOMA/CISTO DE DUPLICAÇÃO
Formação cística de paredes finas com finos septos internos, de localização retroperitoneal entre a cabeça pancreática, hepatocolédoco, duodeno e a veia cava inferior, determinando deslocamento das estruturas adjacentes, porém sem sinais de invasão, medindo 5,5 x 3,5 x 4,8 cm em seus maiores eixos.
FISTULA PERIANAL
Trajeto fistuloso transesfinctérico descendente, de morfologia em ferradura, acometendo o espaço interesfinctérico posterior mediano com extensão lateral direita e esquerda (posição de 5 a 9 horas), transecção do esfíncter externo na posição de 6 horas, em continuidade com coleção organizada de paredes regulares na fossa isquianal direita (3,0 x 1,6 x 1,2 cm – volume de 3,0 ml) e oríficio externo de drenagem na margem direita do sulco interglúteo.
Fistula transesfincteriana às <> horas, cursando com coleção interesfincteriana em “ferradura” entre <> e <> horas, medindo cerca de <> cm e trajeto descendente pela fossa isquioanal <> com abertura na região glútea <>, lateralmente ao sulco interglúteo.
Ausência de líquido livre na cavidade peritoneal.
Moderada ascite.
CARCINOMATOSE PERITONEAL:
Tecido com densidade de partes moles e captante de contraste, situado no tecido celular subcutâneo, estendendo-se à musculatura da parede abdominal anterior, ao nível da cicatriz umbilical, medindo cerca de 31 x 35 x 20 mm (L x T x AP). Há outro tecido com aspecto semelhante junto a porção interna da parede abdominal do hipocôndrio esquerdo, medindo cerca de 20 x 16 mm no plano axial.
Nota-se, ainda, espessamento irregular do peritôneo e nódulos esparsos na cavidade peritoneal, podendo corresponder a carcinomatose.
A análise comparativa com o exame anterior realizado em 07/12/2010 mostra aumento das dimensões das lesões arredondadas, com densidade de partes moles, captantes de contraste, esparsas na cavidade peritoneal, a maior delas descrita na fossa ilíaca direita, adjacente ao ceco, medindo cerca de 31 x 23 mm no presente estudo.
Notam-se, também, surgimento de outras lesões com características semelhantes, distribuídas difusamente na cavidade peritoneal, uma das maiores localizadas no hipocôndrio esquerdo, junto ao ângulo esplênico, medindo cerca de 46 x 21 mm.
Destaca-se, ainda, lesão peritoneal de contorno irregular na fossa ilíaca esquerda, adjacente à artéria ilíaca externa deste lado, medindo cerca de 34 x 23 mm, em íntimo contato com o terço médio/distal do ureter ipsilateral, determinando redução de seu calibre nesta topografia, com consequente dilatação do sistema coletor a montante.
Observa-se, ainda, surgimento de lesão com densidade de partes moles, de contorno lobulado e limites pouco precisos, captante de contraste, no tecido celular subcutâneo ao nível da cicatriz umbilical, medindo cerca de 37 x 9 mm.
Nota-se, também, importante espessamento parietal irregular no antro gástrico, associado à infiltração dos planos gordurosos circunjacentes, com destaque para extensão da lesão ao parênquima hepático em contiguidade nesta topografia (porção medial do segmento IV-B).
Observam-se, ainda, alterações perfusionais nos segmentos hepáticos adjacentes.
Volumosa ascite loculada, mais evidente nos espaços supra e infra-mesocólico, que se insinua no espaço subepático, determinando indentação na superfície hepática ântero-lateral do lobo hepático direito. Há rechaço das alças intestinais posteriormente. Nota-se, também, espessamento irregular das reflexões peritoneais, com focos de calcificação de permeio, notadamente no omento maior e fundo de saco posterior.
Observam-se, ainda, imagens nodulares calcificadas, com contorno lobulado, localizadas no tecido celular subcutâneo, estendendo-se à musculatura da parede abdominal anterior, na região epigástrica à esquerda, junto à parede vesical ântero-lateral esquerda e junto a porção interna da parede abdominal do hipogástrio, a maior na primeira topografia medindo 58 x 42 mm, nos maiores eixos.
Há, também, pequenas imagens ovaladas, com densidades de partes moles esparsas pela cavidade peritoneal, bem como linfonodos e linfonodomegalias, alguns com focos cálcicos de permeio para-aórticos, pericelíacos e nas cadeia ilíacas comuns e externas, a maior na cadeia ilíaca externa direita, medindo cerca de 16 x10mm.
Múltiplas lesões nodulares, com densidade de partes moles, situadas no peritôneo, distribuídas nos flancos, na topografia do ligamento gastrocólico, na borda anterior da fáscia de Gerota à esquerda, e junto às superfícies hepática e esplênica, sugestivas de implantes secundários.
Densificação da gordura peritoneal, notando-se pequenas imagens ovaladas com densidade de partes moles esparsas pela cavidade peritoneal, podendo corresponder a implantes.
FLEBOLITOS PÉLVICOS:
Flebolitos pélvicos à direita.
DENSIFICAÇÃO RAIZ DO MESENTÉRIO:
Mínima infiltração da gordura da raiz do mesentério.
Discreta densificação da gordura na raiz do mesentério, com pequenos linfonodos de permeio.
LIPOMA PAREDE:
Imagem ovalada com densidade de gordura, intermuscular adjacente à porção anterior dos últimos arcos costais esquerdos, medindo cerca de 36 x 13 mm, sugestivo de lipoma.
DIASTASE:
Diastase dos músculos reto abdominais, com discreta insinuação das alças intestinais na região umbilical.
Diastase dos retos abdominais, com insinuação de gordura abdominal e alças intestinais no mesogástrio.
HERNIA PAREDE:
Importante afilamento e atrofia da musculatura da parede abdominal lateral à direita, e principalmente do músculo reto abdominal deste lado. Observa-se, ainda, abaulamento no terço médio da parede abdominal lateral, com insinuação de gordura e de pequena porção do cólon direito nessa topografia, através de orifício herniário, que mede cerca de 23mm.
Hérnia incisional na linha média, com insinuação de alças intestinais e gordura.
Observa-se volumosa hérnia parietal mediana, na transição tóraco-abdominal, imediatamente inferior ao apêndice xifóide, com insinuação de gordura.
Hérnia epigástrica parcialmente visibilizada, com protrusão de conteúdo gorduroso através da linha média da parede abdominal.
HERNIA INGUINAL:
Pequena hérnia inguinal contendo gordura à direita.
Pequena hérnia inguinal contendo gordura à esquerda.
Pequenas hérnias inguinais bilaterais, contendo gordura, um pouco maior à esquerda.
Hérnia inguinal bilateral com insinuação de gordura e de alças ileais à direita.
ALT. PÓS CIRÚRGICA PAREDE ABDOMINAL:
Discreta densificação do tecido celular subcutâneo do terço inferior da parede abdominal anterior, associada a assimetria dos músculos reto-abdominais, devendo corresponder a alterações pós cirúrgicas.
Afilamento e lipossubstituição parcial da musculatura da parede abdominal lateral à esquerda, podendo corresponder a alterações pós-cirúrgicas.
Afilamento e atrofia da musculatura dos retos abdominais, principalmente à direita, contudo não há sinais de hérnias parietais mesmo com a manobra de Valsalva.
Descontinuidade muscular na parede anterior do quadrante inferior esquerdo do abdome, em local onde encontrava-se colostomia no exame prévio.
ALT. PÓS CIR:
Discreto tecido com densidade de partes moles de limites mal definidos, localizado no espaço pré-sacral, sugerindo alterações pós cirúrgicas.
Sinais de manipulação cirúrgica com material de rafia no reto e clipes metálicos na gordura mesentérica, no hemiabdome esquerdo.
Sinais de manipulação cirúrgica, com fios de rafia na câmara gástrica, em alças do andar superior do abdome e na transição reto-sigmóide.
HERNIA EPIGÁSTRICA:
Observa-se, ainda, pequena hérnia parietal epigástrica na linha média, em correspondência com o marcador cutâneo, notando-se insinuação de gordura nesta topografia.
GRANULOMAS SC:
Pequenos focos de calcificação no tecido celular subcutâneo da região glútea bilateralmente, sugestivos de granulomas residuais.
COLEÇÃO PAREDE:
Presença de coleção alongada hipodensa, com impregnação periférica do meio de contraste no epigástrio, medindo cerca de cm no plano axial.
Há, ainda, infiltração do tecido celular subcutâneo da parede abdominal.
Nota-se afilamento da musculatura reto abdominal do mesogástrio, com insinuação de gordura e de alças intestinais.
HÉRNIA UMBILICAL
Pequena hérnia umbilical com colo de <> cm e conteúdo gorduroso.
Diástase da musculatura retoabdominal na região infraumbilical, com insinuação de alças de delgado e conteúdo gorduroso na cicatriz umbilical, sem sinais inflamatórios agudos, medindo <> x <> cm, com colo de <> cm.
HÉRNIA INCISIONAL
Volumosas hérnias incisionais mediana e paramediana direita, contíguas, que estende-se por cerca de 16 cm, com colo mais estreito medindo 4,5 cm no aspecto mais inferior. Há insinuação gástrica, do cólon transverso, de alças jejunais e principalmente de alças ileais, sem sinais de obstrução ou de isquemia.
HÉRNIA ENCARCERADA
Hérnia infraumbilical, apresentando colo de <> cm, com protusão do mesentério e de alças de delgado compreendendo desde o jejuno proximal até o íleo distal, as quais se apresentam moderada / acentuadamente distendidas. Observa-se alças ileais distais afiladas dentro do saco herniário, e ainda obliteração focal da gordura mesentérica e pequeno foco gasoso entremeado. A análise do realce parietal das alças e dos demais órgãos viscerais foi prejudicada neste estudo.
ÚLCERA DE PRESSÃO
Destaca-se pequena coleção de 3,6 x 3,0 x 1,6 cm junto à extremidade distal do cóccix, com conteúdo gasoso e líquido, associado a densificação difusa dos planos gordurosos adjacentes. Tal coleção aparentemente comunica-se com a superfície cutânea, através de segmento fistuloso, sem porém comunicar-se com a luz do reto.
OPINIÃO: Coleção junto à extremidade distal do cóccix, com trajeto fistuloso até à superfície cutânea.
PAGET:
Espessamento da cortical, associado a trabeculado grosseiro acometendo o ilíaco, ísquio, acetábulo e púbis à direita. ( Doença de Paget? ).
SARCOMA:
Alteração morfoestrutural da musculatura da raiz da coxa direita, notadamente dos músculos pectíneo e adutores, notando-se de permeio a estes grupos musculares formação expansiva com densidade de partes moles e captação heterogênea pelo meio de contraste, de aspecto infiltrativo e de difícil delimitação, que se estende desde a raiz da coxa até os músculos do compartimento medial da coxa ao nível do coto femoral, associada a densificação dos planos gordurosos adjacentes. Nota-se, ainda, aparente insinuação superior desta lesão para o interior do canal inguinal deste lado.
Observa-se, também, formação expansiva com densidade de partes moles, contorno levemente lobulado e realce irregular pelo meio de contraste, localizada na porção superior da bolsa escrotal direita, anteriormente ao cordão espermático, medindo cerca de 40 x 38mm. O testículo direito encontra-se rechaçado inferiormente por esta lesão. A critério clínico correlacionar com ressonância magnética da bolsa escrotal para melhor avaliação.
PRÓTESE PENIANA:
Imagem hipodensa amorfa, de aspecto cístico, situada na gordura perivesical à direita, em íntimo contato com a estrutura tubular densa que insinua-se ao canal inguino-escrotal deste lado, sugerindo material relacionado à colocação de prótese.
ENTEROGRAFIA:
Alças de delgado de calibre preservado, sem evidência de espessamento parietal.
Sinais de anastomose em topografia de alças ileais proximais, sem evidência de obstáculo ao fluxo do contraste oral neutro.
ESCLEROSE TUBEROSA:
-Fígado de volume e contornos normais, apresentando várias pequenas imagens com densidade predominante de gordura esparsas pelo parênquima, uma das maiores medindo cerca de 9 x 7 mm na transição dos segmentos IV - A/IV - B, indicativo de lesões de linhagem gordurosa, podendo representar lipomas/angiomiolipomas hepáticos.
-Também se observa imagem com densidade heterogênea e limites parcialmente definidos, apresentando áreas com densidade de gordura de permeio, localizada no segmento IV - A, medindo cerca de 20 x 13 mm, também sugestiva de angiomiolipoma hepático.
-Rins tópicos, de dimensões normais, concentrando e eliminando simetricamente o meio de contraste, ambos apresentando numerosas lesões corticais com densidade de gordura, compatíveis com angiomiolipomas, difusamente distribuídos pela córtex renal, um dos maiores em situação predominantemente exofítica na face lateral do terço inferior do rim direito, medindo cerca de 16 x 14 mm.
-Também observamos lesões nodulares predominantemente sólidas, captantes de contraste, localizadas na cortical do rim esquerdo, destacando-se as duas maiores localizadas em situação predominantemente exofítica ao polo renal superior, medindo cerca de 55 x 35 mm no eixo axial, e a outra na borda medial do terço inferior, medindo cerca de 17 x 16 mm.
-Ambas as lesões apresentam mínimos focos com densidade de gordura de permeio, sugerindo a possibilidade de angiomiolipomas pobres em gordura, não se podendo afastar, entretanto, a possibilidade de lesões sólidas de outra natureza (carcinoma renal), motivo pelo qual sugerimos correlação com dados de ressonância magnética.
-NOTA: Tênues focos escleróticos esparsos pela estrutura óssea visualizada, provavelmente relacionadas a doença de base da paciente.
LINFONODOMEGALIA
Linfonodomegalias heterogêneas, nas cadeias periaórtica, interaortocaval e retrocaval, a maior na cadeia periaórtica medindo cerca de <> cm no menor eixo transverso. Algumas linfonodomegalias periaórticas não apresentam nítidos planos de clivagem com a aorta.
Linfonodomegalias nas cadeias mesentéricas, periaortocaval, para-aórtica, peripancreáticos e peritoneais, alguns apresentando centro necrótico e por vezes confluente, envolvendo a artéria mesentérica superior, sem sinais infiltrativos nas estruturas adjacentes. A maior linfonodomegalia mede <> x <> cm mesentérica, no mesogástrio. Nota-se também nódulo arredondando homogêneo, com discreto realce pelo meio de contraste iodado (<>UH), medindo cerca de <> cm, localizado na adrenal direita, de características inespecíficas no presentes estudo. O conjunto dos achados acima descritos é inespecífico, porém deve-se considerar entre as principais hipóteses diagnósticas diferenciais a de processo inflamatório / infeccioso granulomatoso.
Formações nodulares com predominância de componente cístico multisseptado e áreas sólidas periféricas, que apresentam impregnação significativa ao gadolínio, localizadas junto aos vasos ilíacos e extra-peritoneais à esquerda, a maior medindo 6,0 x 2,9 x 2,3 cm. –SECUNDÁRIA A CEC COLO UTERINO
SARCOMA
Formação expansiva sólida, com hipossinal em T2, apresentando intenso realce ao meio de contraste paramagnético (hipervascular), delimitando áreas centrais de necrose, caracterizadas por restrição as moléculas de água nas sequências de difusão, medindo cerca de 8.8 x 5.3 x 5.1 cm, localizada a esquerda da aorta, com invasão do psoas, estruturas vasculares do hilo e da pelve renal, determinando acentuada hidronefrose com afilamento cortical. A lesão ainda apresenta íntimo contato com a aorta abdominal adjacente, em até 180 graus, não sendo possível descartar invasão tumoral da mesma e estende-se à loja adrenal porém esta encontra-se preservada. Tal achado não é específico, devendo-se considerar dentre as possibilidades, a hipótese de sarcomas do retroperitônio não se afastando a possibilidade de lesão secundária. Conveniente prosseguir investigação diagnóstica.
ATROFIA
Redução do volume do parênquima cerebral com proeminência compensatória do espaço liquórico subaracnoide, usualmente observado na faixa etária.
Redução (leve/moderada/acentuada) dos hipocampos. Correlacionar com dados / testes clínicos para adequada valorização deste achado.
Redução volumétrica do parênquima cerebral, com desproporcional comprometimento dos lobos temporais em relação ao acometimento do restante do parênquima encefálico, envolvendo as estruturas temporais mesiais de forma simétrica, pouco mais exuberante à esquerda.
Acentuação global dos sulcos corticais, fissuras e cisternas encefálicas. Observa-se discreta assimetria no comprometimento, pouco mais evidente nos lobos frontais e parietais na alta convexidade.
Redução volumétrica do parênquima cerebral, com discreto desproporcional comprometimento dos lobos frontais em relação ao acometimento do restante do parênquima encefálico.
ALZHEIMER INICIAL
Não foram observados sinais de redução volumétrica ou alterações do sinal significativos na região hipocampal bilateralmente.
Discreta micronagiopatia supratentorial.
O estudo por espectroscopia de prótons encefálica realizado sobre a porção posterior do giro do cíngulo não evidenciou alterações significativas no pico e nas relações da colina (marcador de proliferação celular) ou do N-Acetil aspartato (marcador de população neuronal), apenas discreto aumento do pico e das relações do Mio-inositol (Mio), provavelmente relacionado a reação astrocitária (gliose).
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Avaliação por ressonância magnética e espectroscopia do encéfalo evidencia discreta microangiopatia e/ou focos de gliose na substância branca cerebral e discreto aumento do pico e das relações do Mio-inositol.
ALZHEIMER
Destaca-se o comprometimento dos lobos temporais, desproporcional ao acometimento do restante do parênquima encefálico, envolvendo as estruturas temporais mesiais. Há sinais de afilamento cortical, com hipersinal nas sequências pesadas em T2, com perda da diferenciação córtico-subcortical.
ID: Redução volumétrica do parênquima cerebral, com desproporcional comprometimento dos lobos temporais em relação ao acometimento do restante do parênquima encefálico, envolvendo as estruturas temporais mesiais.
O aspecto de imagem é sobreponível àquele observado nos quadros degenerativos corticais com envolvimento dos lobos temporais.
DFT
Destaca-se o comprometimento dos lobos temporais e principalmente dos frontais, desproporcional ao acometimento do restante do parênquima encefálico, com marcado afilamento cortical e perda da diferenciação córtico-subcortical. Há nítido predomínio à esquerda.
OPINIÃO: Redução volumétrica do parênquima cerebral, com desproporcional comprometimento dos lobos temporais e principalmente dos lobos frontais em relação ao acometimento do restante do parênquima encefálico. O aspecto de imagem é sobreponível àquele observado nos quadros degenerativos corticais com envolvimento frontotemporal, com predomínio frontal esquerdo.
HPN
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, associado a arredondamento dos cornos frontais dos ventrículos laterais e sinais discretos de transudação liquórica. Ha turbilhonamento do fluxo liquórico no III e IV ventrículos que deve estar relacionado a hiperfluxo. A dilatação é desproporcional a acentuação dos sulcos da convexidade cerebral. Os achados acima descritos não são específicos, porem são superponíveis aos observados na hidrocefalia crônica do adulto.
Dilatação não hipertensiva do sistema ventricular supratentorial.
Acentuação dos sulcos e fissuras encefálicas, com exceção dos sulcos da alta convexidade hemisférica que se encontram relativamente apagados.
ID:Dilatação não hipertensiva do sistema ventricular supratentorial associado a acentuação dos sulcos e fissuras encefálicas, com exceção dos sulcos da alta convexidade hemisférica que se encontram relativamente apagados. O padrão de imagem, não específico, é usualmente observado em casos de hidrocefalia crônica do adulto (hidrocefalia de pressão normal), no contexto clínico apropriado.
Acentuação global dos sulcos e fissuras encefálicos, associada a relativo apagamento dos sulcos nas altas convexidades frontoparietais.
Discreta ectasia do sistema ventricular, predominando no compartimento supratentorial.
Os forames de monro, aqueduto de Sylvius, forames de Luschka e forames de Magendie encontra-se pérvios.
Focos de restrição à difusão das moléculas de água na substância branca subcortical do giro frontal superior esquerdo, na coroa radiada deste lado, na substância branca adjacente ao corno occipital do ventrículo lateral ipsilateral e no putâmen direito, compatíveis com lacunas isquêmicas agudas.
A análise qualitativa do fluxo liquórico no sistema ventricular demonstra turbilhonamento deste no III ventrículo, fluxo hiperdinâmico através do aqueduto cerebral e turbilhonamento liquórico no IV ventrículo.
ID: Alteração volumétrica encefálica difusa, não habitual para a idade.
Discreta ectasia do sistema ventricular, associada a apagamento dos sulcos e fissuras nas convexidades frontoparietais, achados que não preenchem os critérios diagnósticos radiológicos, mas que neste contexto clínico, podem corresponder a hidrocefalia crônica do adulto (hidrocefalia de pressão normal). Há sinais de fluxo hiperdinâmico do III ventrículo ao IV ventrículo.
Acentuada alteração de sinal na substância branca cerebral, provavelmente relacionada a microangiopatia, porém neste contexto clínico pode corresponder também a transudação liquórica.
PSP
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, sem sinais de transudato liquórico.
Acentuação dos sulcos e das fissuras encefálicas.
Destaca-se desproporcional acometimento do tronco encefálico em relação à redução volumétrica dos hemisférios cerebrais, em especial acometendo o mesencéfalo, com redução de seus diâmetros ântero-posteriores, afilamento do seu aspecto mais cranial, com marcado adelgaçamento da lâmina quadrigêmea.
Destaca-se ainda discreta redução volumétrica dos hemisférios cerebelares.
OPINIÃO:O acometimento desproporcional do tronco encefálico, especialmente do mesencéfalo, merece destaque. O padrão de imagem, embora não específico, é usualmente observado em quadros parkinsonianos atípicos, principalmente relacionados a paralisia supranuclear progressiva, cujo diagnostico carece de correlação com dados clínicos
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, sem sinais de transudato liquórico.
Acentuação global dos sulcos e fissuras encefálicos.
Destaca-se a redução volumétrica do mesencéfalo, principalmente do contorno superior da porção tegmentar e da placa tectal. O diâmetro ântero-posterior do mesencéfalo mede 1,3 cm. Nota-se ainda a presença de concavidade lateral do contorno dos pedúnculos cerebrais e tênue hiperintensidade de sinal T2 na região mediana periaquedutal.
Não foi demonstrada a presença de atrofia assimétrica, particularmente nas regiões perirrolândicas.
ID: Redução volumétrica global do parênquima encefálico.
Destaca-se a redução volumétrica do mesencéfalo, principalmente do contorno superior da porção tegmentar e da placa tectal. Apesar deste padrão não ser específico, o conjunto das alterações locais permite incluir a possibilidade de paralisia supranuclear progressiva entre os diagnósticos diferenciais.
PARKINSON
Discreto afilamento e indefinição dos limites da pars compacta da substância negra bilateral nas sequências ponderadas em T2. Tais achados, correlacionados aos dados clínicos, favorecem a hipótese clínica de doença de Parkinson.
HUNTIGTON
Acentuada atrofia dos núcleos caudados e putames, associada à hipersinal na sequência T1 SE / MTC, com alargamento e arredondamento dos cornos frontais.
OPINIÃO:Sinais de atrofia dos núcleos caudados e putames, associado a hipersinal na sequência T1 Se / MTC, com alargamento e arredondamento dos cornos frontais dos ventrículos laterais. Tais achados são superponíveis àqueles observados na doença de Huntington e na neuroacantocitose.
AMSC
Acentuação dos sulcos entre as folhas cerebelares, mais evidente nos segmento superiores dos hemisférios cerebelares e verme.
Destaca-se a presença de hipersinal bilateral em T2, DP e FLAIR nos pedúnculos cerebelares médios, que apresentam sinais de atrofia, sobretudo à direita.
Sinais de degeneração da rafe mediana da ponte, bem como das fibras pontinas transversas que se caracterizam por áreas lineares de hipersinal em T2 e DP, que assumem aspecto cruciforme (“hot crossbunsign”). Associa-se discreta redução volumétrica da protuberância pontina.
Destaca-se ainda mínimo hipersinal na aquisição DP observado na região póstero-lateral do putame esquerdo, que se associa a hipossinal linear na imagem T2 SE (“putaminalslit”), mais evidente à esquerda.
OPINIÃO: O conjunto das alterações mencionadas, particularmente o padrão de atrofia seletiva do parênquima infratentorial favorece a possibilidade de atrofia pontocerebelar esporádica. A associação de comprometimento incipiente do putame esquerdo reforça a possibilidade de atrofia de múltiplos sistemas com predomínio cerebelar (AMS-C), no contexto clínico apropriado.
AMSP
Alargamento dos sulcos e das fissuras encefálicas, discretamente mais proeminente junto da fissura sylviana direita.
Destacam-se sinais de atrofia putaminal bilateral, assimétrica, mais exuberante na região póstero-lateral do putâmen direito. Destaca-se a presença de hipersinal em T2/FLAIR e na aquisição DP na região póstero-lateral do putame direito, que se associa a hipossinal linear na sequência T2 SE (“putaminal slit”).
OPINIÃO: O conjunto das alterações mencionadas, particularmente o padrão de alteração putaminal bilateral, assimétrica, mais exuberante à direita, favorece a possibilidade de atrofia de múltiplos sistemas com predomínio putaminal (AMS-P), no contexto clínico apropriado.
AMS
Hipersinal nas sequências T1 SE/MTC, T2 e FLAIR acometendo os tratos corticospinais com comprometimento da substância branca subcortical dos giros pré-centrais, os centros semiovais e as coroas radiadas.
Observa-se atrofia cerebelar, com alargamento compensatório dos espaços liquóricos entre as folhas cerebelares. Associam-se sinais de atrofia dos pedúnculos cerebelares médios e superiores com discreto hipersinal em T2/FLAIR, que se estende ao córtex cerebelar. Observa-se ainda atrofia da ponte, com perda da convexidade anterior da protuberância e alargamento compensatório do IV ventrículo e das cisternas pontocerebelares. Associam-se sinais de degeneração da rafe mediana da ponte, bem como das fibras pontocerebelares transversas que se caracterizam por áreas lineares de hipersinal em T2/FLAIR, assumindo aspecto cruciforme (“hot cross bun sign“).
Nota-se ainda sinais de atrofia com hipersinal linear externo em T2/FLAIR e hipossinal em T2 da margem interna da região posterolateral dos putames (“putaminal slit”).
ID Os achados acima descritos são compatíveis com atrofia de múltiplos sistemas com comprometimento por imagem dos putames, cerebelo, tronco encefálico e tratos corticospinais.
AMS PC
Acentuação dos sulcos entre as folhas cerebelares, mais evidente nos segmentos superiores dos hemisférios cerebelares e verme. Destaca-se a ocorrência de hipersinal nas imagens FLAIR no córtex cerebelar.
Destaca-se a presença de hipersinal bilateral em T2, DP e FLAIR nos pedúnculos cerebelares médios, que apresentam sinais de atrofia, ainda mais evidente à direita.
Sinais de degeneração da rafe mediana da ponte, bem como das fibras pontinas transversas que se caracterizam por hipersinal linear, mais bem visto em T2 e DP, que assumem aspecto cruciforme (“hot cross bun sign”). Associa-se a redução volumétrica da protuberância pontina.
Destaca-se ainda a presença de hipersinal em DP, T2/FLAIR e T1 SE/MTC na região póstero-lateral do putame esquerdo, que se associa a hipossinal linear na imagem T2 SE (“putaminal slit”). Associa-se a atrofia da região acometida, caracterizada pela retificação do contorno póstero-lateral do putame. O acometimento do putame direito é muito tênue e não se associa a atrofia.
Nota-se tênue hipersinal em T1/SE MTC e FLAIR na topografia dos tratos corticospinais, mais bem caracterizado nas regiões subcorticais pré-centrais e nos centros semiovais, principalmente à direita. Associa-se tênue hipossinal em T2 SE na superfície cortical dos giros pré-centrais, principalmente na sua convexidade paramediana.
ID: O conjunto das alterações mencionadas, particularmente o padrão de atrofia seletiva do parênquima infratentorial favorece a possibilidade de doença degenerativa relacionada à atrofia pontocerebelar esporádica. A associação de comprometimento incipiente do putame esquerdo reforça a possibilidade de atrofia de múltiplos sistemas (AMS), no contexto clínico apropriado. A avaliação das imagens de RM demonstra o predomínio cerebelar, apesar do comprometimento putaminal esquerdo evidente e da alteração sutil dos tratos corticospinais, um pouco mais evidente à direita.
SD JOUBERT
Chama atenção no presente estudo a hipoplasia do verme cerebelar e hipertrofia dos pedúnculos cerebelares superiores e do teto mesencefálico, configurando o aspecto em dente molar do mesencéfalo.
Mielinização habitual para faixa etária.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Avaliação por ressonância magnética do encéfalo evidenciando como achado principal a malformação da fossa posterior, caracterizada pelo aspecto em dente molar do mesencéfalo.
Este achado não é patognomônico, podendo ser encontrado em situações como a síndrome de Joubert.
Desproporção craniofacial com predomínio craniano.
Sinais de invaginação vértebro-basilar incipiente com horizontalização do clivo.
Osteoma séssil subcentimétrico na tábua cortical externa parietal direita, determinando discreto abaulamento do tecido celular subcutâneo. Demais estruturas ósseas cranianas com textura e configuração consideradas normais.
MTX
Alteração difusa do sinal da medular óssea da calota craniana, destacando-se o comprometimento do osso occipital esquerdo, de aspecto infiltrativo, com extensão extra-óssea determinando espessamento do tecido celular subcutâneo adjacente, com impregnação heterogênea pelo gadolínio, compatível com lesão de natureza secundária.
Alteração de sinal e espessamento difuso e heterogêneo da díploe de toda a calota craniana, destacando-se duas lesões expansivas extra-axiais com isossinal heterogêneo em T1 e T2, uma delas localizada no osso frontal direito com invasão do seio frontal homolateral e pequeno componente intracraniano, medindo cerca de 2,3 x 2,5 x 2,4 cm, e a outra localizada na linha mediana da alta convexidade parietal, medindo cerca de 1,6 x 5,5 x 6,2 cm. As lesões apresentam impregnação pelo agente de contraste paramagnético e restrição à livre movimentação das moléculas de água nas sequências em difusão. Associa-se o extenso comprometimento da paquimeninge encefálica. Destaca-se ainda o comprometimento e alteração de sinal das vértebras cervicais visualizadas. O conjunto de achados descritos não determina significativo efeito compressivo sobre o parênquima encefálico adjacente.
ID Múltiplas lesões ósseas comprometendo a calota craniana e as vértebras cervicais com extensão ao revestimento paquimeningeo encefálico, de provável natureza neoplásica secundária.
Formação expansiva insuflativa, blástica, localizada no espaço diploico do osso parietal direito, caracterizada por hipossinal em T1 e T2/FLAIR, medindo cerca de 3,1 x 2,0 cm nos seus maiores eixos transversos, apresentando pequenas áreas de impregnação periférica pelo agente de contraste paramagnético. A lesão determina abaulamento da tábua interna da calvária, com consequente impressão sobre o parênquima do lobo parietal adjacente, o qual mantém intensidade de sinal preservada, determinando espessamento e impregnação da paquimeninge adjacente. Observa-se ainda outra lesão com características semelhantes no côndilo mandibular direito, determinando redução da interlinha articular deste lado.
DISPLASIA FIBROSA
Nota-se espessamento da díploe, que se associa à rarefação das corticais ósseas, apresentando aspecto em vidro despolido, que acomete a asa maior do osso esfenóide direito com extensão para a porção esfenoidal do clivus e processos pterigoides.
Alteração da morfologia da fossa posterior, sem alteração de sinal nos hemisférios cerebelares ou no tronco encefálico, achado que é constitucional da paciente e provavelmente sem relevância clínica.
CHIARI I
Ectopia das tonsilas cerebelares e da transição bulbo-medular caracterizando malformação de Chiari 1.
Sinais de invaginação vértebro-basilar incipiente com horizontalização do clivo.
Achados compatíveis com malformação de Chiari tipo I com ectopia das tonsilas cerebelares através do forame magno determinando compressão da face posterior e lateral da transição bulbo-medular.
CHIARI II
Alteração morfo-estrutural óssea das estruturas da transição crânio-vertebral e da base do crânio caracterizadas por horizontalização do clivus (platibasia), retroflexão do processo odontóide com subluxação atlanto-axial, além de ectopia cranial do processo odontóide (invaginação basilar), que reduzem a amplitude do forame magno, comprimem a face ventral do bulbo e da transição bulbo-medular e ocasionam consequente ectopia caudal das amígdalas cerebelares através do forame magno por cerca de 1,7 cm, apagando a coluna liquórica posterior da transição crânio-vertebral.
Alteração morfo-estrutural óssea da as estruturas da base do crânio e transição cranial vertebral caracterizadas por platibasia, invaginação basilar e retroflexão do processo odontóide com subluxação atlanto-axial, ocasionando importante redução da amplitude do forame magno com conseqüente compressão sobre a transição bulbo-medular e herniação caudal das amígdalas cerebelares através do forame magno, caracterizando má-formação de Chiari secundária.
DISGENESIA CORPO CALOSO
Sinais de disgenesia do corpo caloso, caracterizando-se apenas as porções anteriores (joelho e rostro).
Sinais de disgenesia parcial do corpo caloso caracterizado por ausência do rostro, associado a discreta hipertrofia da comissura anterior e discreto dismorfismo dos cornos frontais dos ventrículos laterais.
Observa-se disgenesia calosal, apresentando espessamento do rostro e joelho, agenesia do tronco e do esplênio.
VENTRICULOMEGALIA + CISTO INTERHEMISFÉRICO
Acentuada dilatação do sistema ventricular supratentorial, notadamente do ventrículo lateral esquerdo, destacando-se volumoso cisto interhemisférico com finas septações internas e que apresenta comunicação com o sistema ventricular.
Há deslocamento periférico do parênquima encefálico pela dilatação ventricular, com discreto apagamento difuso dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas.
DISPLASIA SEPTO-OPTICA
Ausência do septo pelúcido, com rebaixamento das colunas dos fórnices e aspecto quadrangular dos cornos frontais dos ventriculos laterais.
Afilamento difuso dos nervos ópticos e do quiasma óptico.
MALFORMAÇÃO
Malformação complexa da calvária, hemisférios cerebrais e estruturas da fossa posterior, caracterizada por fossa posterior de dimensões reduzidas, cerebelo hipoplásico e dismórfico com aparente continuidade com o mesencéfalo, que tem aumento de suas dimensões, não sendo possível caracterizar os pedúnculos cerebelares.
Não se caracteriza o verme cerebelar, o IV ventrículo ou o aqueduto mesencefálico.
A ponte é hipoplásica com redução predominante da protuberância.
ESTENOSE DE AQUEDUTO
Sinais de estenose do aqueduto mesencefálico causada por membrana localizada no nível dos colículos inferiores. Associa-se moderada dilatação do sistema ventricular supratentorial, mais acentuada nos cornos occipitais dos ventrículos laterais, sem sinais de transudato liquórico.
Não foi demonstrado fluxo liquórico através da cisterna interpeduncular (III ventriculostomia).
Fina membrana no interior do aqueduto cerebral, na altura do sulco intercolicular.
Acentuada dilatacao dos ventriculos supra tentoriais, sem sinais de ransudacao liquorica, determinando afilamento e abaulamento do corpo caloso.
Sinais de III ventriculostomia com fluxo patente e filiforme, turbilhonando no III ventriculo e cisterna supra-selar.
ID:Sinais de estenose do aqueduto cerebral, associada a hidrocefalia do istema supra-tentorial.
III ventriculostomia patente com fluxo filiforme.
DANDY WALKER
Proeminência do espaço liquórico da cisterna magna associado a alargamento da valécula e aumento das dimensões do IV ventrículo, determinando deslocamento póstero-superior do verme cerebelar o qualo qual se apresenta aparentemente hipoplásico, devendo-se considerar a possibilidade do espectro de malformação de Dandy-Walker.
ANEURISMA DA VEIA DE GALENO
Formação aneurismática inter-hemisférica comprimindo o terceiro ventrículo, o corpo e o istmo do corpo caloso, compatível com malformação da veia cerebral magna (de Galeno), que exibe marcado hipossinal nas sequências ponderadas em T2, associada a importante dilatação de sua drenagem através do seio reto ou da veia mediana do prosencéfalo e daí aos seios transversos e sigmóides, mais dilatados à direita.
ID: Malformação da veia de Galeno com dilatação segmentar ocupando e dilatando o terceiro ventrículo, afilando o corpo e o istmo do corpo caloso.
AGENESIA CORPO CALOSO
Sinais de agenesia do corpo caloso, caracterizada por colpocefalia e paralelismo dos ventrículos laterais. Destaca-se acentuada dilatação do sistema ventricular supratentorial, com redução da substância branca adjacente, porém sem sinais de transudato liquórico.
DISPLASIA CORTICAL + ETM
Distorção da anatomia do córtex e substância branca subcortical da profundidade do sulco occipitotemporal lateral direito, com espessamento cortical e elevado sinal da substância branca subcortical nas sequências ponderadas em T2/FLAIR, com perda da diferenciação córtico subcortical, cujo aspecto de imagem sugere a possibilidade de alteração de natureza displásica.
Discreta assimetria das dimensões dos hipocampos, pouco reduzidas à direita, sem significativa alteração morfológica ou de sinal. Alteração semelhante é observada na assimetria das dimensões dos corpos mamilares, pouco menor à direita. Demais estruturas temporais mesiais de morfologia, volume e sinal preservado.
OPINIÃO: Distorção da anatomia do córtex e substância branca subcortical da profundidade do sulco occipitotemporal lateral direito, com espessamento cortical e elevado sinal da substância branca subcortical nas sequências ponderadas em T2/FLAIR, com perda da diferenciação córtico subcortical, cujo aspecto de imagem sugere a possibilidade de alteração de natureza displásica.
Discreta assimetria das dimensões dos hipocampos, pouco reduzidas à direita, sem significativa alteração morfológica ou de sinal. Alteração semelhante é observada na assimetria das dimensões dos corpos mamilares, pouco menor à direita. Demais estruturas temporais mesiais de morfologia, volume e sinal preservado.
DISPLASIA CORTICAL + POLIMICROGIRIA/PAQUIGIRIA
Sinais de displasia cortical em ambos os hemisférios cerebrais, caracterizada por superfície cerebral lisa, com sulcos rasos e redução do volume da substância branca adjacente.
Opercularização incompleta que resulta em fissuras sylvianas rasas e verticalizadas.
Os giros corticais são largos e espessos, com córtex espesso. A substância branca subjacente apresenta múltiplos focos de elevado sinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR esparsos por ambos os hemisférios cerebrais.
Aspecto semelhante compromete os hemisférios cerebelares, com redução volumétrica e distorção da arquitetura das folhas, especialmente nos seu aspecto mais inferior.
O tronco encefálico tem aspecto retificado, com redução volumétrica da ponte.
OPINIÃO: Sinais de displasia cortical em ambos os hemisférios cerebrais e cerebelares, com aspecto de imagem compatível com displasia cortical não-lisencefálica, relacionada ao complexo paquigiria / polimicrogiria, com sinais de hipomielinização caracterizado por muito focos de elevado sinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR esparsos por ambos os hemisférios cerebrais.
Achados compatíveis com malformação cortical, com aspecto polimicrogírico das regiões perissylvianas, de padrão simétrico, associado a espessamento cortical e sulcos rasos.
O comprometimento é evidente nas porções operculares, com alargamento das fissuras sylvianas e orientação vertical das mesmas, estendendo-se às regiões perirrolândicas. Nota-se discreta elevação do sinal subcortical nas sequências ponderadas em T2, com perda parcial da diferenciação corticossubcortical.
OPINIÃO: Sinais de malformação cortical, com polimicrogiria perissylviana e perirrolândica bilateral.
ESQUIZENCEFALIA
Cavidades comunicando os ventrículos laterais com o espaço periencefálico bilateralmente, os quais apresentan-se alargados. As cavidades são recobertas por córtex, caracterizando esquizencefalia de lábio aberto bilateral.
WALKER WARBURG
Cateter de derivação ventricular com trajeto parietal direito e extremidade na fissura inter-hemisférica, adjacente ao terço posterior do seio sagital superior.
Acentuada dilatação do sistema ventricular supratentorial, sem transudato liquórico.
Acentuado afilamento do parênquima encefálico, que apresenta alteração morfológica do córtex (cobblestone) com poucos sulcos rasos e irregularidades na junção branco-cinzenta, assumindo aspecto lisencefálico. Notam-se múltiplos nódulos de heterotopia da substância cinzenta na superfície interna dos ventrículos laterais e nas regiões periventriculares, confluentes nos lobos frontais. Associa-se hipo / agenesia do corpo caloso, não se caracterizando também o septo pelúcido.
Fossa posterior de pequenas dimensões, apresentando cerebelo hipoplásico e dismórfico, com diminutos cistos subcorticais.
Não se caracteriza o verme cerebelar.
O mesencéfalo está espessado, associado a obliteração do aqueduto mesencefálico, bem como a ponte apresenta-se afilada e dismórfica (com aspecto “em Z”).
Imagem cística no plexo coróide, com 1,0 cm.
ID: O conjunto dos achados é compatível com distrofia muscular congênita com o fenótipo da síndrome de Walker-Warburg.
DYKE-DAVIDOFF-MASSON
Seios frontais assimétricos e maior à direita.
Calota craniana assimétrica e difusamente espessada à direita.
Ventrículos laterais assimétricos, alargado à direita. III tópico e levemente dilatado.
Sulcos cerebrais difusamente alargados à direita.
ID: As alterações tomográficas descritas são compatíveis com Síndrome de Dyke-Davidoff-Mason.
ESTENOSE DE AQUEDUTO – NÃO MEMBRANA
Chama a atenção a presença de hipertrofia da placa tectal ocasionando conseqüente estenose concêntrica do aqueduto cerebral, determinando marcada hidrocefalia supratentorial sem sinais de transudação liquórica transependimária, inalterado em relação ao estudo prévio.
Salienta-se a marcada hipoplasia da substância branca supratentorial secundária a hidrocefalia acima descrita, além de apagamento difuso dos sulcos entre os giros corticais, também inalterado em relação ao exame prévio.
Cateter de derivação ventricular inserido na região parietal direita com extremidade no interior do ventrículo lateral ipsilateral.
Observamos ainda depósito de hemossiderina em situação subependimária nos cornos occipitais e temporais dos ventrículos laterais, notadamente à direita, por provável hemoventrículo prévio.
Não individualizamos o corpo caloso por provável afilamento difuso do mesmo.
Desproporção crânio facial, fazendo-se necessário correlação com o perímetro encefálico.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Avaliação por ressonância magnética do encéfalo evidenciando hidrocefalia obstrutiva determinada por hipertrofia da placa tectal com estenose do aqueduto cerebral, sem alterações significativas em relação ao exame anterior.
ELA
Observa-se hipersinal seletivo na sequência T1/SE/MTC comprometendo o trato córtico-espinal, desde a região subcortical dos giros pré-centrais até ao tronco cerebral. Não há efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio.
OPINIÃO: Alteração de sinal seletiva dos tratos córtico-espinais cujas características de imagem são sobreponíveis àquelas observadas nos processos degenerativos do neurônio motor superior.
Hipersinal nas sequência ponderadas em T2 e na sequência T1 MTC no córtex dos giros pré-centrais e ao longo dos tratos corticoespinhais, desde a substância branca subcortical à base dos pedúnculos cerebrais.
Medula espinhal cervical com calibre normal, presentando hipersinal nas sequência ponderada em T2 nos fascículos laterais. Existe ainda foco com hipersinal nas sequências ponderadas em T2 no funículo posterior no nível C6-C7.
ID: Alteração de sinal no córtex dos giros pré-centrais e dos tratos corticoespinhais, achados que neste contexto clínico configuram disfunção do neurônio motor superior.
Alteração de sinal nos funículos laterais na medula cervical espinhal, achado que neste contexto clínico provavelmente decorre de degeneração Walleriana dos tratos corticoespinhais
PSEUDOTUMORAL
Lesão expansiva com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, acometendo a substância branca do centro semioval e a região subcortical perirrolândica, do lóbulo parietal superior e pré-cúneo esquerdos, bem como o giro do cíngulo homolateral com extensão ao istmo do corpo caloso. A lesão mede cerca de 5,6 x 4,1 x 3,8 cm (L x AP x T) e exibe impregnação periférica e descontínua ao meio de contraste paramagnético, além de restrição à difusão nas áreas de impregnação, com área de hipersinal em T2/FLAIR adjacente que pode corresponder à edema vasogênico. Não há evidente extensão da lesão para o interior do ventrículo lateral esquerdo, assim como não há sinais de disseminação ependimária.
O conjunto de achados descritos determina efeito expansivo local, caracterizado pelo discreto apagamento dos sulcos corticais regionais e pela compressão sobre o corpo do ventrículo lateral esquerdo. Não há desvio das estruturas centromedianas ou sinais de herniações parenquimatosas. O efeito expansivo observado é desproporcional (menor) ao tamanho da lesão descrita.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, observa-se que os componentes lesionais não demonstram aumento da densidade capilar.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam pico de mioinositol (marcador de proliferação/reparação astrocitária), bem como discreta redução do pico de NAA, com inversão das relações colina/creatina (1.7) e colina/NAA (1.1), determinada pela elevação dos picos de colina, traduzindo o aumento local da atividade de membrana ou turnover celular. Nota-se ainda a presença do pico de lípides e lactato, marcadores de necrose / anaerobiose.
ID: Lesão expansiva / infiltrativa acometendo a substância branca das regiões perirrolândica, lóbulo parietal superior, centro semioval, pré-cúneo e giro do cíngulo esquerdos, com extensão ao istmo do corpo caloso. A análise das características de imagem convencional, em conjunto com os métodos funcionais, favorece a possibilidade de lesão tumefativa de substrato desmielinizante (desmielinização pseudotumoral com padrão infiltrativo) como principal diagnóstico diferencial.
Lesão expansiva com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, acometendo a substância branca do centro semioval e a região subcortical perirrolândica, do lóbulo parietal superior e pré-cúneo esquerdos, bem como o giro do cíngulo homolateral com extensão ao istmo do corpo caloso. A lesão mede cerca de 5,6 x 4,1 x 3,8 cm (L x AP x T) e exibe impregnação periférica e descontínua ao meio de contraste paramagnético, além de restrição à difusão nas áreas de impregnação, com área de hipersinal em T2/FLAIR adjacente que pode corresponder à edema vasogênico. Não há evidente extensão da lesão para o interior do ventrículo lateral esquerdo, assim como não há sinais de disseminação ependimária.
O conjunto de achados descritos determina efeito expansivo local, caracterizado pelo discreto apagamento dos sulcos corticais regionais e pela compressão sobre o corpo do ventrículo lateral esquerdo. Não há desvio das estruturas centromedianas ou sinais de herniações parenquimatosas. O efeito expansivo observado é desproporcional (menor) ao tamanho da lesão descrita.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, observa-se que os componentes lesionais não demonstram aumento da densidade capilar.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam pico de mioinositol (marcador de proliferação/reparação astrocitária), bem como discreta redução do pico de NAA, com inversão das relações colina/creatina (1.7) e colina/NAA (1.1), determinada pela elevação dos picos de colina, traduzindo o aumento local da atividade de membrana ou turnover celular. Nota-se ainda a presença do pico de lípides e lactato, marcadores de necrose / anaerobiose.
OPINIÃO:Lesão expansiva / infiltrativa acometendo a substância branca das regiões perirrolândica, lóbulo parietal superior, centro semioval, pré-cúneo e giro do cíngulo esquerdos, com extensão ao istmo do corpo caloso. A análise das características de imagem convencional, em conjunto com os métodos funcionais, favorece a possibilidade de lesão tumefativa de substrato desmielinizante (desmielinização pseudotumoral com padrão infiltrativo) como principal diagnóstico diferencial.
ESCLEROSE MÚLTIPLA
Focos ovoides de hipersinal nas sequências T1SE/MTC, T2 e FLAIR localizados na substância branca periventricular e justacortical, alguns com orientação perpendicular ao tronco do corpo caloso, o que denota disseminação perivenular das lesões. Observam-se áreas de alteração de sinal semelhantes acometendo os pedúnculos cerebelares médios. Há acometimento da interface caloso-septal.
Destaca-se foco de hipossinal na sequência T1 SE / MTC localizado na substância branca do centro semi-oval esquerdo, adjacente ao corpo dos ventriculo lateral homolateral, compatível com lesão irreversível (“black holes”).
ID Múltiplos focos de alteração de sinal na substância branca dos hemisférios cerebrais e tronco encefálico, com características de sinal e distribuição compatíveis com substrato desmielinizante.
As lesões com baixo sinal em T1 SE/MTC na substância branca periventricular são compatíveis com lesões irreversíveis (“blackholes”).
Não há lesões com atividade inflamatória aguda/ atividade inflamatória desmielinizante.
Destacam-se dois diminutos focos com impregnação nodular pelo agente de contraste paramagnético, localizada na substância branca periventricular frontal esquerda e peritrigonal homolateral, denotando sinais de atividade inflamatória aguda.
Múltiplos focos confluentes de hipersinal nas sequências T1 SE/MTC, T2 e FLAIR, localizados na substância branca dos centros semiovais, na interface calososseptal, periventricular, estendendo-se para os lobos temporais, e regiões justacorticais dos hemisférios cerebrais, alguns com orientação perpendicular ao tronco do corpo caloso, denotando a disseminação perivenular das lesões.
ID Os focos de alteração de sinal descritos na substância branca dos hemisférios cerebrais têm características de sinal e distribuição compatíveis com substrato desmielinizante.
Focos de hipersinal nas sequencias T1SE/MTC, T2 e FLAIR localizados na substância branca periventricular, inclusive ao redor do corno temporal do ventriculo lateral direito, e regiões subcorticais dos hemisférios cerebrais, algumas com orientação perpendicular ao tronco do corpo caloso, denotando disseminação perivenular das lesões.
Nota-se ainda lesão semelhante acometendo a porção posterior medula cervical, com extensão menor que um corpo vertebral, na topografia de C2.
A sequência sagital FLAIR evidencia estriações com hipersinal na porção inferior do corpo caloso, compatível com comprometimento da interface caloso-septal.
Destacam-se lesões focais ovóides na substância branca periventricular, adjacente ao corpo dos ventriculos laterais, com hipossinal na sequência T1 SE/MTC, compatíveis com lesões irreversíveis (blackholes).
OPINIÃO: Os focos de alteração de sinal descritos nos compartimentos supra e infratentorial não são específicos, mas têm características de sinal e distribuição compatíveis com substrato desmielinizante.
Destacam-se lesões focais ovóides na substância branca periventricular, adjacente ao corpo dos ventriculos laterais, com hipossinal na sequência T1 SE/MTC, compatíveis com lesões irreversíveis (blackholes).
EM ATIVIDADE
Observam-se três lesões com impregnação pelo gadolínio localizadas na substância branca periventricular adjacente ao corno frontal e ao átrio do ventrículo lateral direito e na substância branca subcortical frontal esquerda.
OPINIÃO: As lesões com quebra de barreira hematoencefálica denotam atividade inflamatória da doença.
Destacam-se múltiplas lesões com impregnação anelar e anelar incompleta pelo agente de contraste, denotando atividade inflamatória aguda.
NMO
O nervo óptico esquerdo apresenta sinal hiperintenso em T2 ao longo de toda sua extensão com impregnação pelo agente contraste paramagnético desde a cabeça do nervo óptico até o quiasma. Nota-se ainda a alteração focal do sinal do quiasma em T2/FLAIR.
OPINIÃO:Sinais de extensa neurite óptica à esquerda. A possibilidade de comprometimento desmielinizante deve ser considerada, particularmente no contexto da NMO.
Lesão de aspecto tumefativo caracterizada por hipossinal em T1 e hipersinal em T2/FLAIR, localizada na substância branca do centro semioval direito e subcortical da região perirrolândica homolateral. Destaca-se área de restrição à livre movimentação das moléculas de água no aspecto medial da lesão supradescrita. A lesão mede cerca de 4,2 x 3,1 x 2,6 cm (AP X LL X CC) nos seus maiores eixos e apresenta impregnação puntiforme pelo gadolínio com padrão de distribuição perivenular.
O conjunto de achados descritos determina mínimo efeito expansivo local, caracterizado pelo discreto apagamento dos sulcos corticais regionais e compressão do corpo do ventrículo lateral direito.
ID: Lesão de aspecto tumefativo localizada na substância branca do hemisfério cerebral direito, com padrão de impregnação puntiforme com distribuição perivenular. A análise evolutiva, considerando a ocorrência prévia de mielite longitudinalmente extensa, permite incluir entre os diferenciais a possibilidade de desmielinização cerebral tumefativa no contexto da neuromielite óptica.
ESCLEROSE MESIAL
Observa-se redução volumétrica da cabeça da formação hipocampal bilateral, notadamente à direita, com alteração morfológica caracterizada pela perda das suas irregularidades superiores habituais, apresentando discreto hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR. A redução volumétrica determina ectasia compensatória dos cornos temporais dos ventrículos laterais adjacentes.
ID: Alterações morfológicas e alteração de sinal nos hipocampos, mais evidentes à direita, compatíveis com esclerose mesial.
Observa-se redução volumétrica do hipocampo direito, com alteração morfológica caracterizada por perda das suas irregularidades superiores habituais, apresentando discreto hipersinal nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR. A redução volumétrica determina ectasia compensatória do corno temporal do ventrículo lateral adjacente.
Os núcleos amigdaloides, as colunas dos fórnices e os corpos mamilares têm dimensões assimétricas, menor à direita.
ID Alterações morfológicas de sinal do hipocampo direito, coluna do fórnix e corpo mamilar homolaterais compatíveis com esclerose temporal mesial.
Observa-se redução volumétrica do hipocampo direito, com alteração morfológica caracterizada por perda das suas irregularidades superiores habituais, apresentando discreto hipersinal nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR. A redução volumétrica determina ectasia compensatória do corno temporal do ventrículo lateral adjacente.
OPINIÃO: Alterações morfológicas de sinal do hipocampo direito, compatíveis com esclerose temporal mesial.
ESCLEROSE TUBEROSA
Múltiplos nódulos subependimários no corpo dos ventrículos laterais, alguns calcificados e com discreta impregnação pelo gadolínio, o maior medindo <> x <> x <> cm localizado no aspecto posterior do corpo do ventrículo lateral esquerdo.
A sequência T1 SE/MTC evidencia linhas de hipersinal que se estendem do córtex em direção aos ventrículos, compatíveis com bandas radiais de distúrbios de migração neuronal.
A sequência FLAIR evidencia múltiplas áreas de espessamento cortical que assumem aspecto triangular com ápice voltado para o ventrículo, associadas a hipersinal da substância branca subcortical, com perda da diferenciação cortico-subcortical, compatíveis com túberes corticais.
NF1
Persistem sem alterações significativas as áreas focais de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca de ambos os hemisférios cerebelares, bem como pedúnculo cerebelar médio direito, verme cerebelar, teto do mesencéfalo e joelho da cápsula interna. Tais achados não apresentam impregnação pelo agente paramagnético e não são visualizadas nas sequências ponderadas em T1, podendo corresponder a focos de vacuolização da mielina.
Tortuosidade e espessamento dos nervos ópticos, desde a papila até o quiasma, determinando alargamento dos canais ópticos, sendo mais acentuado à direita, sem realce significativo ao meio de contraste paramagnético. Tais achados são compatíveis com glioma do nervo óptico bilateral.
Área de espessamento e realce do tecido subcutâneo na região palpebral e intraorbitária direitas, que neste contexto pode corresponder a neurofibroma plexiforme.
ID: Achados de ressonância magnética compatíveis com neurofibromatose tipo I .
Múltiplos focos de alteração de sinal caracterizados por hipersinal nas sequências T1 SE/MTC e T2/FLAIR, sem efeito expansivo significativo e sem impregnação pelo agente de contraste paramagnético, acometendo os globos pálidos, o pulvinar dos tálamos, o mesencéfalo, ponte e a substância branca dos hemisférios cerebelares, bem como o pedúnculo cerebelar médio esquerdo e as formações hipocampais.
ID: Os focos de alteração de sinal no parênquima encefálico são compatíveis com focos de vacuolização da mielina no contexto de neurofibromatose tipo 1.
Persistem sem alterações significativas as áreas focais de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca de ambos os hemisférios cerebelares, verme cerebelar e teto do mesencéfalo bem como no pedúnculo cerebelar médio e úncus direitos, globos pálidos e formações hipocampais. Tais achados não apresentam impregnação pelo agente paramagnético e não são visualizadas nas sequências ponderadas em T1, podendo corresponder a focos de vacuolização da mielina.
Tortuosidade e espessamento dos nervos ópticos, desde a papila até o quiasma, determinando alargamento dos canais ópticos, sendo mais acentuado à direita, sem impregnação significativa pelo agente paramagnético. Tais achados são compatíveis com glioma do nervo óptico bilateral.
Opinião:Achados de ressonância magnética compatíveis com neurofibromatose tipo I.
Nota-se discreto aumento nas dimensões das áreas de hipersinal em T2/FLAIR, compatíveis com zonas de vacuolização de mielina, notadamente as localizadas nos globos pálidos. As alterações focais vistas no cerebelo e no tronco encefálico encontram-se inalteradas.
Persistem o aumento volumétrico e a tortuosidade do nervo óptico direito, comprometendo os segmentos intra-orbital e pré-quiasmático, apresentando isossinal em T1 e T2/FLAIR, que não apresenta impregnação significativa pelo agente de contraste paramagnético, compatível com glioma óptico.
NF2
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por craniotomia frontopariteal esquerda e frontal bilateral, associado a espessamento e impregnação pelo gadolínio da paquimeninge subjacente.
Áreas de encefalomalácia / gliose comprometendo os giros frontal superior e médio esquerdos, com efeito atrófico associado, caracterizado pela acentuação dos sulcos e fissuras cerebrais regionais, bem como pela dilatação compensatória do corno frontal do ventrículo lateral desse lado.
Espessamento irregular de aspecto nodular localizado sobre a crista galli, lâminas cribiformes e teto orbitário esquerdo, com extensão ao aspecto superomedial do espaço extraconal desse lado, apresentando intensa impregnação heterogênea pelo gadolínio. Há moderada / acentuada proptose esquerda.
Múltiplas lesões expansivas extra-axiais com ampla base de implantação dural, infra e supratentoriais, caracterizadas por isossinal em T1 e T2, com intensa impregnação nodular pelo agente paramagnético.
Espessamento nodular associado a impregnação pelo gadolínio das porções intracanaliculares dos nervos vestibulares, bem como dos nervos oculomotores e dos nervos trigêmeos.
Aumento volumétrico com marcado baixo sinal na sequência T2 FFE no plexo corioide direito (calcificações), associado a impregnação heterogênea pelo gadolínio, que atualmente assume configuração nodular, podendo resultar de meningioma intraventricular.
Restante do sistema ventricular com morfologia e dimensões normais.
OPINIÃO:
Exame controle pós-operatório.
Espessamento irregular associado à intensa impregnação pelo gadolínio da fossa craniana anterior, com extensão ao espaço orbitário extraconal esquerdo, compatível com remanescente / recidiva tumoral.
Múltiplas lesões expansivas extra-axiais com ampla base de implantação dural, infra e supratentoriais, que no contexto clínico de NF-2, são sugestivas de múltiplas lesões de origem meningotelial (meningiomas).
Espessamento nodular associado a impregnação pelo gadolínio das porções intracanaliculares dos nervos vestibulares, bem como dos nervos oculomotores e dos nervos trigêmeos, cujo aspecto é compatível com lesões de bainha nervosa (schwannomas).
Aumento volumétrico associado à calcificações no seu interior do plexo corioide direito, com impregnação heterogênea pelo gadolínio, sugerindo meningioma intraventricular.
AVCH
Presença de foco espontaneamente hiperatenuante (sangue) em região ____________, compatível com hematoma intraparenquimatoso agudo, associado a halo de edema adjacente, promovendo efeito expansivo caracterizado por desvio das estruturas da linha mediana para a _______ (direita/esquerda).
Dilatação do sistema ventricular supra e infra-tentorial, observando-se conteúdo espontaneamente hiperatenuante no interior dos ventrículos laterais, aqueduto cerebral e terceiro e quarto ventrículos (inundação ventricular).
HEMATOMA
Múltiplos hematomas intraparenquimatosos comprometendo os hemisférios cerebrais, a maior delas localizado na região frontal direita, medindo 3,5 x 2,5 x 2,3 cm (volume= 10 ml), que determinam efeito expansivo significativo, caracterizado por apagamento dos sulcos corticais.
Hematoma intraparenquimatoso comprometendo o lobo temporal direito, medindo algo próximo de 3,0 x 2,2 x 1,3 cm, determinando efeito compressivo sobre o parênquima encefálico adjacente, associado a fratura linear da porção escamosa do osso temporal deste lado, com pequeno fragmento ósseo deslocado para o interior da fossa média.
HEMATOMA SUBAGUDO
Hematoma intraparenquimatoso em fase de reabsorção parcial, localizado em praticamente toda extensão do lobo temporal direito, circunscrito por halo hipodenso da substância branca circunjacente sugestiva de edema vasogênico, promovendo efeito compressivo, caracterizado por colapso dos cornos temporal e occipital e do átrio do ventrículo lateral ipsilateral, além de apagamento dos sulcos entre giros corticais adjacentes.
ID: Hematoma intraparenquimatoso em fase de reabsorção parcial no lobo temporal direito, circunscrito por halo de edema vasogênico, com as características foram acima descritas. Considerar no diagnóstico diferencial a possibilidade de angiopatia amilóide.
Área heterogênea, com predominante hipersinal em T1 e T2/FLAIR, e marcado hipossinal na sequência SWI, que deve resultar da presença de produtos de degradação da hemoglobina (componente hemático), associado a discreto edema vasogênico adjacente, localizada no aspecto posterolateral esquerdo da ponte, no nível dos pedúnculos cerebelares médios, sem determinar evidente efeito expansivo local. Após a injeção intravenosa do agente paramagnético, observa-se discreta impregnação, predominantemente perilesional.
ANGIOPATIA AMILOIDE
Observam-se múltiplos focos de hemorragia em diferentes estágios de evolução com dimensões variadas, as menores petequiais e as maiores com até 2,0 cm em seus maiores diâmetros. O comprometimento é predominantemente periférico, cortical e subcortical, comprometendo ambos hemisférios cerebrais e cerebelares, principalmente nas regiões posteriores.
O comprometimento cortical determina múltiplas áreas de encefalomalácia e gliose, por vezes associada a sinais de deposição de hemossiderina na superfície cortical (siderose superficial), mais evidente no lobo frontal direito.
Destaca-se foco hemorrágico subagudo com elevado sinal na sequência T1 na região peritrigonal direita, medindo 1,5 cm de diâmetro, determinando leve deslocamento da superfície ependimária adjacente.
Observam-se ainda múltiplos focos de hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca dos hemisférios cerebrais, sem efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio.
Merece destaque o comprometimento da região peritrigonal direita, cuja alteração de sinal ao redor de focos hemorrágicos peritrigonais assume aspecto edematoso, digitiforme, sem impregnação pelo gadolínio.
OPINIÃO: O conjunto dos achados descritos é sobreponível ao observado nos pacientes com angiopatia amiloide cerebral, com múltiplos focos de hemorragia em diferentes estágios de evolução em ambos hemisférios cerebrais e cerebelares associada a múltiplas áreas de encefalomalácia, gliose e siderose superficial.
Merece destaque o comprometimento da região peritrigonal direita, cuja alteração de sinal ao redor de focos hemorrágicos assume aspecto edematoso, digitiforme, sem impregnação pelo gadolínio. Este padrão de imagem, no contexto clínico adequado, pode resultar de superposição de componente inflamatório vascular decorrente da presença dos depósitos de material amiloide (angiopatia inflamatória amiloide).
Chama atenção no presente estudo pequenos focos de hipossinal na sequência Gradient Echo na periferia dos hemisférios cerebrais, sugestivas de sequela de micro-hemorragia, notando-se ainda sinais de siderose superficial preenchendo sulcos entre giros corticais, principalmente na região perirrolândica e frontal à direita, sugerindo sequela de hemorragia subaracnóide.
Sinais de redução volumétrica encefálica difusa, simétrica, sem predomínio lobar.
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, levemente desproporcional a redução encefálica, sugerindo distúrbio do manejo do liquor.
ID: pequenos focos de hipossinal em Gradient Echo na periferia dos hemisférios cerebrais, sugestivas de sequela de micro-hemorragia havendo ainda siderose superficial principalmente na região frontal direita, por sequela de hemorragia subaracnóide. Tais achados são bastante sugestivos, nesta faixa etária, de angiopatia amilóide.
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, desproporcional aos sinais de redução encefálica, sem aspecto hipertensivo, sugerindo distúrbio do manejo do liquor.
HEMOVENTRÍCULO
Material espontaneamente hiperatenuante preenchendo parcialmente o ventrículo lateral esquerdo com extensão ao III ventrículo, determinando desvio das estruturas da linha média em cerca de 0,8 cm bem como dilatação dos ventrículos laterais, com sinais de transudato liquórico incipiente além de apagamento dos sulcos corticais frontoparietais bilateral. Achados compatíveis com hemoventrículo no ventrículo lateral esquerdo associado a sinais de hipertensão liquórica incipiente.
SEQUELA
Sequela de hemorragia intraparenquimatosa no corpo estriado / cápsula externa esquerdos, topografia frequentemente relacionada a hemorragia secundária a hipertensão arterial sistêmica.
Parênquima adeno-hipofisário com morfologia globosa e intensidade de sinal preservadas, apresentando impregnação discretamente heterogênea pelo gadolínio, sem evidências de lesões focais.
Sela parcialmente vazia. Este achado geralmente não tem significado clínico nesta faixa etária.
Sela turca turca parcialmente vazia, achado frequentemente visto nesta faixa etária.
Sela turca turca parcialmente vazia, preenchida por liquor e com compressão do tecido hipofisário contra o assoalho selar.
MICROADENOMA
O parênquima hipofisário encontra-se restrito ao assoalho da sela turca, onde se destaca imagem nodular na margem lateral esquerda do parênquima adeno-hipofisário, medindo cerca de 0,9 x 0,6 x 0,5 cm de diâmetro, com elevado sinal nas sequências ponderadas em T1 e T2, compatível com adenoma, com evidências de degeneração cística de elevado teor protéico.
MACROADENOMA COM INVASÃO SEIO
Sela turca alargada por lesão expansiva selar com componente suprasselar, heterogênea, com isossinal em T1 e predominante hipersinal em T2, medindo cerca de 2,1 x 1,2 x 2,3 cm (L x AP x T). A lesão apresenta impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético e determina invasão do sulco carotídeo dos seios venosos, principalmente à esquerda. O limite posterior da lesão expansiva projeta-se à cisterna pré-pontina e mantém íntimo contato com a superfície anterior da artéria basilar. A extensão inferior da lesão ocupa parcialmente o seio esfenoidal. Lobo posterior aparentemente posicionado junto ao aspecto posterolateral direito do assoalho selar. Lesão expansiva selar / suprasselar compatível com macroadenoma hipofisário, com sinais de invasão dos seios cavernosos.
Volumosa lesão expansiva selar / suprasselar, bem delimitada, lobulada, com isossinal em T1 e T2/FLAIR, e impregnação homogênea pelo agente de contraste paramagnético, além de pequenos focos de hipossinal na sequência SWI que podem representar depósitos de produtos de degradação da hemoglobina ou calcificações, medindo cerca de <> x <> x <> cm. A lesão determina alargamento da cavidade selar e apresenta crescimento retroquiasmático, com deslocamento da haste hipofisária para direita.
Há sinais de invasão dos seios cavernosos com envolvimento circunferencial das artérias carótidas internas, notadamente à esquerda, sem estreitamento luminal significativo destes vasos. Anteriormente a lesão determina erosão do tubérculo anterior da sela turca e se insinua para o ápice orbitário esquerdo através da fissura orbital superior deste lado, notando-se ainda ectasia das veias oftálmicas superiores. Inferiormente, observa-se deiscência da parede posterior do seio esfenoidal à esquerda com insinuação da lesão para o interior desta cavidade, onde se observa acúmulo de material hiperintenso em T2 formando nível hidroaéreo.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento da densidade capilar, que deve resultar de neoangiogenese capilar, com acentuado extravasamento de contraste pela ausência de barreira hematoencefálica (lesão extra-axial). Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
ID: Lesão expansiva selar com componente suprasselar cujas características favorecem a possibilidade de macroadenoma hipofisário. Há sinais de invasão dos seios cavernosos com envolvimento das artérias carótidas internas, notadamente à esquerda.
Formação expansiva selar, com componentes supra e infrasselares, com sinal discretamente heterogêneo, predominantemente isointenso em relação à substância cinzenta em T1 e hiperintenso em T2/FLAIR, com diminutas áreas císticas de permeio. Apresenta intensa impregnação pelo agente paramagnético e mede cerca de 3,0 x 2,2 x 2,6 cm. Superiormente a lesão oblitera a cisterna suprasselar, com compressão do quiasma óptico, apresentando padrão de crescimento retroquiasmatico, e abaula o assoalho do III ventrículo. Inferior e anteriormente, alarga a cavidade selar, erode o dorso da sela e o corpo do esfenóide posterior, ocupando o seio esfenoidal. Posteriormente se insinua para a cisterna pré-pontina, com mínimo contato com a artéria basilar, porém sem determinar redução do seu calibre. Lateralmente, há invasão do seio cavernoso esquerdo, caracterizada, inferiormente, por extensão tumoral para o compartimento carotídeo do seio venoso homolateral e, superiormente, pelo contato maior que 67% com a artéria carótida interna. À direita, não há sinais de invasão do seio cavernoso, porém a lesão apresenta íntimo contato com a carótida interna deste lado, porém menor do que 50%.
ID: Controle pós-operatório evidencia formação expansiva selar, com componentes supra e infrasselares, cujas características favorecem a possibilidade de macroadenoma hipofisário residual / recidivado, com sinais de invasão do seio cavernoso esquerdo e do seio esfenoidal.
Lesão expansiva extra-axial com isossinal heterogêneo em T1 e T2, ocupando as cisternas selar e suprasselar, de contornos lobulados com áreas císticas de conteúdo hemorrágico no seu interior, formando nível líquido-líquido, e intensa impregnação pelo meio de contraste paramagnético. A lesão mede cerca de 7,5 x 7,5 x 6,5 cm (L x AP x T) e determina erosão do osso esfenóide, da sela turca, do clivo e da base do crânio à esquerda com invasão do seio esfenoidal, e comprometimento do canal carotídeo e dos forames oval e espinhoso esquerdos, bem como dos processos clinoides anteriores e o ápice orbitário esquerdo. A lesão invade os seios cavernosos com envolvimento circunferencial dos segmentos cavernoso e supraclinoideo das artérias carótidas internas, bem como comprometimento menor que 180 graus do segmento petroso destas artérias, notadamente à esquerda. Nota-se extensão às cisternas interpeduncular, ambiens esquerda e pré-pontina, determinando importante compressão e deslocamento da ponte e do mesencéfalo. A lesão determina deslocamento superior da região hipotalâmica e III ventrículo, apresentando íntimo contato e sem nítidos planos de clivagem com o quiasma ópitico e segmentos cisternais dos nervos ópticos, notadamente à esquerda.
O conjunto de achados descritos determina efeito expansivo regional caracterizada pelo apagamento dos sulcos e das fissuras encefálicas adjacentes, além de compressão sobre o corpo do ventrículo lateral esquerdo e desvio contralateral das estruturas centromedianas em cerca de 0,6 cm. Nota-se ainda compressão do aqueduto mesencefálico e do IV ventrículo, o que determina discreta ectasia do sistema ventricular supratentorial à montante com discreto transudato liquórico adjacente aos átrios dos ventrículos laterais.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV) com extravasamento de contraste pela ausência de barreira hematoencefálica na lesão (extra-axial). Destaca-se ainda aumento da permeabilidade capilar, caracterizada pela elevação da permeabilidade T1.
MACROADENOMA DEGENERAÇÃO CÍSTICA
Cavidade selar de dimensões aumentadas a custa de formação expansiva, medindo cerca de 3,7 x 2,8 x 2,6 cm de diâmetro, com alto sinal em T1 e T2, compatível com conteúdo hiperproteico/hemático, que determina abaulamento do diafragma selar, com crescimento suprasselar ocupando a respectiva cisterna, e determinando compressão com afilamento do quiasma óptico e assoalho do terceiro ventrículo, com deslocamento superior das artérias cerebrais anteriores. Lateralmente, mantém contato com as artérias carótidas internas, principalmente à direita, sem sinais de invasão dos seios cavernosos.
TB
Aumento das dimensões do parênquima contido na cavidade selar, que tem sinal heterogêneo em T1 e T2, com impregnação também heterogênea, que se estende à haste hipofisária e ao limite da junção desta com o hipotálamo. Destacam-se áreas centrais de menor impregnação, que podem corresponder a zonas de conteúdo cístico ou necrose. Não há comprometimento dos seios cavernosos e a lesão não se estende além dos limites da junção infundíbulo-hipotalâmica. Observa-se, entretanto, compressão discreta do contorno posterior do quiasma óptico.
ID: Aumento volumétrico com sinal heterogêneo do conteúdo selar, estendendo-se ao infundíbulo hipofisário, com características infiltrativas e intensa impregnação pelo agente contraste paramagnético. As características observadas não são específicas, permitindo incluir entre os diagnósticos diferenciais a possibilidade de processo neoplásico, principalmente de tumor de células germinativas, além de lesões inflamatório-infecciosas.
Exame do encéfalo sem alterações significativas.
CISTO DA BOLSA DE RATHKE
Formação cística na topografia da pars intermedia com hipersinal em T1 e hipossinal em T2, sem impregnação pelo gadolínio, medindo cerca de 0,4 cm.
ID: Formação cística na topografia da pars intermedia (remanescente cístico da bolsa de Rathke).
EMPIEMA
Coleções extra-axiais subdurais, localizadas na região frontotemporal direita e na convexidade do hemisfério cerebral esquerdo, apresentando hipersinal em T2 / FLAIR, com espessura máxima de 0,3 cm em ambos os lados, determinando discreta retificação dos giros corticais adjacentes. Destaca-se área com hipossinal em T1 e hipersinal em T2 / FLAIR, localizada na região frontal esquerda, medindo cerca de 1,4 x 0,8 x 0,7 cm (AP, LL, CC), apresentando realce periférico após administração do gadolínio e com restrição à livre movimentação das moléculas de água no seu interior, compatível com conteúdo hiperproteico. Outros focos com restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência difusão são observadas de forma esparsa no interior de ambas as coleções subdurais.
MENINGITE E EMPIEMA
Aumento das dimensões da coleção extra-axial localizada na convexidade frontoparietal esquerda, agora de aspecto multiloculado e com espessura máxima de 1,3 cm, apresentando intenso realce capsular irregular pelo meio de contraste iodado. Destaca-se realce das leptomeninges da convexidade frontotemporoparietal esquerda, mais conspícua em relação ao estudo anterior.
Aumento das dimensões da hipoatenuação corticossubcortical comprometendo os giros frontais superior, médio e inferior esquerdos, bem como o aspecto posterior do giro temporal superior e o cúneo homolaterais, além do lobo parietal desse lado. Estes achados determinam maior efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas adjacentes, assim como compressão do corpo e do átrio do ventrículo lateral esquerdo, promovendo herniação uncal esquerda e desvio das estruturas centromedianas para a direita por cerca de 0,5 cm. Houve realce dos giros corticais dessas topografias acima descritas após a administração do meio de contraste iodado.
MENINGITE EM RESOLUÇÃO
A sequência FLAIR após a injeção intravenosa do agente de contraste paramagnético evidencia áreas de impregnação paquimeníngea na convexidade frontoparietal bilateral. Não foi demonstrada a presença de conteúdo purulento, evidenciado por zonas de restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência ponderada em difusão.
EMPIEMA INTRAVENTRICULAR
Sinais de manipulação cirúrgica, caracterizada por orifício de trepanação frontal esquerdo, com interposição de cateter de derivação ventricular, que apresenta trajeto pelo lobo frontal homolateral e extremidade distal no corno frontal do ventrículo do mesmo lado.
Mínima coleção extra-axial, com morfologia subdural, localizada ao longo da convexidade frontotemporoparietal esquerda, medindo 0,2 cm de espessura, sem compressão significativa do parênquima.
Alargamento e abaulamento de todas as fontanelas.
Acentuada dilatação de todo o sistema ventricular, elevando e afilando o corpo caloso. Os ventrículos são preenchidos por material com hipersinal em T1 e T2/FLAIR, formando nível líquido-líquido nos cornos temporais e frontais, que apresenta restrição à livre movimentação de moléculas de água, associado a impregnação pelo meio de contraste de todo o epêndima que reveste os ventrículos, compatível com ventriculite com sinais de provável empiema ventricular. Há sinais de hemorragia ventricular pregressa, vista como hipossinal marcado na superfície ependimária do VLE.
Lesão nodular preenchendo o quarto ventrículo com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, medindo 0,8 x 0,7 x 0,7cm, que pode resultar de hemorragia em organização ou conteúdo infeccioso.
Apagamento difuso dos sulcos e fissuras, com afilamento importante do parênquima encefálico, mais importante no hemisfério esquerdo, com áreas corticais laminares no lobo parietal e occipital esquerdos de marcado hipossinal nas sequências SWI, associado à depósitos de hemossiderina/calcifcação.
Sinais de herniação uncal descendente anterior à esquerda.
Substituição cística do parênquima dos lobos parietal e occipital direitos, de aspecto sequelar (leucomalácia cística). Nota-se comprometimento semelhante do lobo frontal esquerdo, com menor extensão.
Formação cística de paredes finas, preenchida por material com mesma intensidade de sinal do líquor, ocupando a topografia do cavo do véu interposto, podendo resultar de aprisionamento liquórico ou cisto de aracnóide.
Nas sequências dedicadas ao fluxo liquórico, não se observa fluxo através do aqueduto mesencefálico.
CEREBRITE
Área de alteração de sinal heterogênea e de contornos irregulares, localizada na substância branca dos giros orbitais, frontais médio e inferior direitos, bem como o aspecto anterior da ínsula, estendendo-se à porção anterior da cabeça do núcleo caudado homolateral, apresentando impregnação periférica e irregular pelo agente paramagnético. Destaca-se área central com hipossinal em T2, que apresenta focos de restrição à livre movimentação das moléculas de água. Nota-se tênue impregnação subependimária do aspecto inferior do corno frontal do ventrículo lateral direito, compatível com disseminação do processo inflamatório (ependimite). Tais achados determinam discreto efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais regionais.
A sequência SWI evidencia pequenos focos de marcado hipossinal de permeio à alteração de sinal supramencionada, que deve resultar de focos hemorrágicos.
O estudo de espectroscopia na área supradescrita evidencia acentuada elevação do pico de lípides/lactato, denotando necrose / liquefação no interior da lesão.
ID: Achados compatíveis com processo inflamatório / infeccioso do parênquima cerebral do lobo frontal direito (cerebrite), com sinais de ependimite associada.
A sequência ecoplanar ponderada em difusão evidencia ainda focos de restrição à livre movimentação das moléculas de água, localizados na superfície giral / leptomeníngea da convexidade dos giros frontais superior direito e médio esquerdo, que podem resultar de conteúdo purulento, neste contexto clínico.
ROMBOENCEFALITE
Destaca-se alteração focal do sinal, de aspecto puntiforme, localizada na região segmentar lateral direita da ponte, próxima à junção do pedúnculo cerebelar médio homolateral, caracterizada por sinal hiperintenso em T2/FLAIR, com impregnação tênue pelo agente contraste paramagnético, principalmente caracterizada nas imagens FLAIR pós-gadolínio. Considerando os dados clínicos informados e a suspeita de processo inflamatório no tronco encefálico, esta alteração focal poderá ser interpretada no contexto de uma rombencefalite.
NEUROCISTICERCOSE
Duas lesões císticas localizadas na transição corticossubcortical do giro pós-central e da ínsula direitos, com componente nodular no seu interior que apresentam hipersinal em T1 e hipossinal no T2, medindo cerca de 1,1 cm. Os componentes nodulares das lesões exibem restrição à difusão, devendo corresponder a escólex. Destaca-se tênue impregnação pelo meio de contraste paramagnético.
ID: Duas lesões císticas com escólex no seu interior, localizadas no giro pós-central e na ínsula direitos, compatíveis com doença parasitária do parênquima encefálico (neurocisticercose na fase vesicular coloidal).
Múltiplos focos de calcificação esparsos pelo parênquima cerebral, com predomínio nas regiões corticossubcorticais, sem efeito atrófico ou expansivo significativos.
Múltiplos focos de marcado hipossinal na sequência T2 FFE, esparsos pelo parênquima cerebral, com predomínio nas regiões corticossubcorticais, sem efeito expansivo ou atrófico significativos, compatíveis com calcificação (correlação com tomografia computadorizada do crânio do dia 28/04/2014). Destacam-se raras lesões na substância branca com halo de hipersinal nas sequências T2 / FLAIR, sem impregnação pelo meio de contraste paramagnético, que deve corresponder a gliose perilesional.
ID: Múltiplos focos de calcificação esparsos pelo parênquima cerebral, de aspecto residual.
Lesão nodular com hipossinal na sequência T2*, localizada na região subcortical do giro lingual esquerdo, sem edema adjacente ou efeito expansivo associado, entretanto, após a injeção do meio de contraste paramagnético observa-se tênue impregnação da lesão.
ID: Lesão nodular no giro lingual esquerdo, predominantemente calcificada, em concordância com a evolução esperada do processo do granulomatoso descrito nos exames anteriores. Entretanto, a presença de tênue impregnação ao gadolínio da lesão, favorece a possibilidade de lesão residual com sinais de reativação.
Calcificações puntiformes esparsas na transição branco-cinzenta dos lobos temporais, parietais, frontal e occipital direitos.
Na convexidade do hemisfério cerebral direito, no lóbulo paracentral, observa-se imagem de configuração cística e conteúdo homogêneo, sub centimétrica, com um foco punctiforme hiperatenuante em sua periferia, que pode representar vesícula com escólex..
OPINIÃO:Calcificações esparsas nos hemisférios cerebrais, residuais, que podem corresponder a neurocisticercose na fase nodular calcificada. Provável vesicula com escólex na convexidade frontal direita.
NEUROTOXO
Múltiplas lesões expansivas nodulares esparsas com distribuição predominante na transição corticossubcortical dos hemisférios cerebrais e cerebelares, região núcleocapsular/tálamo bilateral, corpo caloso e tronco encefálico, com hipossinal em T1, hipersinal em T2 / FLAIR, apresentando impregnação anelar irregular pelo gadolínio, muitas delas com aspecto de “nódulo excêntrico”, as maiores localizadas no lóbulo parietal superior e giro parahipocampal esquerdos, medindo respectivamente 2,8 x 2,0 cm e 1,8 x 1,2 cm. Associa-se edema vasogênico perilesional, o conjunto determinando efeito expansivo local, caracterizado por apagamento dos sulcos corticais regionais. Destacam-se as múltiplas lesões acometendo o mesencéfalo e ponte, cujo edema se estende para os pedúnculos cerebelares, bulbo e medula espinal cervical.
Destacam-se ainda sinais de leptomeningite caracterizada pela presença de material hiperintenso em T2/FLAIR nos sulcos corticais e fissuras encefálicas, associado à impregnação leptomeníngea difusa pelo agente paramagnético. A impregnação anômala se estende pela leptomeninge que envolve a medula cervical no segmento analisado, que poderá ser mais bem avaliada por estudo dirigido, a critério clínico.
OPINIÃO: Múltiplas lesões nodulares esparsas pelo parênquima encefálico, que podem decorrer de processo inflamatório / infeccioso oportunista, no contexto de imunodepressão. A possibilidade de neurotoxoplasmose deve ser incluída entre os diagnósticos diferenciais.
Achados compatíveis com processo inflamatório /infeccioso leptomeníngeo (leptomeningite) e com sinais de ependimite. Este padrão de achados não é usual no contexto de neurotoxoplasmose e impõe o diagnóstico diferencial de concomitância de outras infecções oportunista associadas.
ABSCESSO
Redução da área de alteração de sinal heterogênea, de contornos irregulares, localizada na substância branca dos giros orbitais, frontais médio e inferior direitos, bem como o aspecto anterior da ínsula, estendendo-se à porção anterior da cabeça do núcleo caudado homolateral, apresentando impregnação periférica e irregular pelo agente paramagnético, delimitando área central com hipossinal nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR. Nota-se também redução da área de restrição à livre movimentação das moléculas de água, compatível com necrose / liquefação.
Redução da área de hipersinal em T2 / FLAIR na substância branca adjacente, com diminuição do efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais regionais.
HERPES
Extensa área hipoatenunante acometendo o córtex e a substância branca do lobo temporal e ínsula direitos, bem como a porção inferior do lobo frontal homolateral, que se apresentam de volume aumentado. O conjunto de achados determina efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento de sulcos corticais adjacentes.
Persiste a possibilidade de encefalite herpética, no contexto clínico apropriado.
LESÃO ANELAR
Lesões nodulares na transição corticossubcortical, com isossinal em T1, hipersinal em T2 / FLAIR, algumas com impregnação anelar irregular pelo gadolínio, localizadas nos giro pré-central, giro do cíngulo e fusiforme direitos, no giro para-hipocampal esquerdo, bem como no núcleo lentiforme esquerdo e hemisfério cerebelar homolateral, associadas a edema vasogênico perilesional. Destaca-se a presença de efeito expansivo nas lesões hemisféricas à direita, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais adjacentes, além de mínima compressão sobre o ventrículo lateral direito.
ID: Múltiplas lesões nodulares esparsas pelo parênquima encefálico, que podem decorrer de processo inflamatório / infeccioso oportunista, no contexto de imunodepressão.
Múltiplas lesões expansivas nodulares esparsas com distribuição predominante na transição corticossubcortical dos hemisférios cerebrais e cerebelares, região núcleocapsular/tálamo bilateral, corpo caloso e tronco encefálico, com hipossinal em T1, hipersinal em T2 / FLAIR, apresentando impregnação anelar irregular pelo gadolínio, muitas delas com aspecto de “nódulo excêntrico”, as maiores localizadas no lóbulo parietal superior e giro parahipocampal esquerdos, medindo respectivamente <> x <> cm e <> x <> cm. Associa-se edema vasogênico perilesional, o conjunto determinando efeito expansivo local, caracterizado por apagamento dos sulcos corticais regionais. Destacam-se as múltiplas lesões acometendo o mesencéfalo e ponte, cujo edema se estende para os pedúnculos cerebelares, bulbo e medula espinal cervical.
ID: Múltiplas lesões nodulares esparsas pelo parênquima encefálico, que podem decorrer de processo inflamatório / infeccioso oportunista, no contexto de imunodepressão. A possibilidade de neurotoxoplasmose deve ser incluída entre os diagnósticos diferenciais.
EMBOLIA SÉPTICA
Múltiplas lesões cortico-subcorticais com hipersinal nas sequências T2/FLAIR e sinal heterogêneo em T1, com algumas áreas de hipersinal de permeio, que pode corresponder a presença de meta-hemoglobina, acometendo os giros frontais médio e inferior esquerdos, giros curtos da ínsula, giro pós-central e lóbulo parietal inferior homolaterais, bem como os giros pós-central e supramarginal direitos, cúneos e centros semiovais bilaterais. Há restrição à livre movimentação das moléculas de água das lesões e impregnação heterogênea, predominantemente periférica, pelo agente paramagnético. As áreas de alteração de sinal determinam efeito expansivo local caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas regionais.
ID: Lesões cortico-subcorticais esparsas pelos hemisférios cerebrais, com padrão de distribuição sugestivas de disseminação hematogênica. As características observadas favorecem a possibilidade de processo inflamatório/ infeccioso de origem embólica (embolia séptica).
PAQUIMENINGITE
Espessamento difuso da paquimeníngeo, aspecto inespecífico, admitindo-se apenas referência, neste contexto clínico, com comprometimento secundário.
LEPTOMENINGITE
Destacam-se ainda sinais de leptomeningite caracterizada pela presença de material hiperintenso em T2/FLAIR nos sulcos corticais e fissuras encefálicas, associado à impregnação leptomeníngea difusa pelo agente paramagnético. A impregnação anômala se estende pela leptomeninge que envolve a medula cervical no segmento analisado, que poderá ser mais bem avaliada por estudo dirigido, a critério clínico.
Hipersinal na sequência FLAIR acometendo a profundidade dos sulcos corticais e das folhas cerebelares, bem como na superfície pial do tronco encefálico, associado à intensa impregnação leptomeníngea difusa. Associa-se discreta impregnação do segmento cisternal dos nervos oculomotores, notadamente à esquerda, bem como do complexo VII / VIII no interior do conduto auditivo à direita.
ID: Achados compatíveis com processo inflamatório /infeccioso leptomeníngeo (leptomeningite). As características observadas podem resultar do comprometimento difuso inflamatório ou neoplásico (leptomeningite difusa).
Acentuada impregnação difusa da leptomeninge que reveste as superfícies do encéfalo, sem áreas de espessamento ou nodulações, podendo estar relacionada a disseminação infecciosa (leptomeningite).
Impregnação difusa da leptomeninge que reveste as convexidade cerebrais, notadamente nas regiões frontais, bem como de forma mais incipiente nas cisternas da base, compatível com processo inflamatório / infeccioso (leptomeningite).
EPENDIMITE
Sistema ventricular de formas e dimensões habituais, destacando-se impregnação anormal difusa da superfície do epêndima dos ventrículos laterais, notadamente nos cornos occipital e temporal esquerdos, compatível com ependimiteependimite.
EMPIEMA E MENINGITE
Coleções extra-axiais subdurais, localizadas na região frontotemporal direita e na convexidade do hemisfério cerebral esquerdo, apresentando hipersinal em T2 / FLAIR, com espessura máxima de 0,3 cm em ambos os lados, determinando discreta retificação dos giros corticais adjacentes. Destaca-se área com hipossinal em T1 e hipersinal em T2 / FLAIR, localizada na região frontal esquerda, medindo cerca de 1,4 x 0,8 x 0,7 cm (AP, LL, CC), apresentando realce periférico após administração do gadolínio e com restrição à livre movimentação das moléculas de água no seu interior, compatível com conteúdo hiperproteico. Outros focos com restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência difusão são observadas de forma esparsa no interior de ambas as coleções subdurais.
Impregnação difusa da leptomeninge que reveste as convexidade cerebrais, notadamente nas regiões frontais, bem como de forma mais incipiente nas cisternas da base, compatível com processo inflamatório / infeccioso (leptomeningite).
Foco nodular de marcado hipossinal na sequência T2*, localizado no giro pré-central esquerdo, sem efeito expansivo.
O restante do parênquima encefálico tem morfologia e sinal normais.
Sistema ventricular com morfologia e dimensões normais.
Material com hipersinal em T1 preenche parcialmente o seio sagital superior, bem como uma veia cortical da convexidade cerebral parietal direita, determinando falha de enchimento destedeste seio venoso e desta veia cortical, compatível com trombose venosa.
ID: Sinais de processo inflamatório / infeccioso na leptomeninge das convexidades cerebrais (leptomeningite) e de forma mais incipiente nas cisternas da base.
Coleções subdurais frontotemporal direita e frontotemporoparietooccipital esquerda, com focos de restrição na sequência difusão no interior das mesmas, compatível com empiema.
Achados de imagem compatíveis com trombose venosa superficial.
HIV
Alteração difusa do sinal dos ossos da calota craniana, clivus e dos corpos vertebrais cervicais altos, caracterizados por hipossinal nas sequências ponderadas em T1, destacando-se focos anômalos esparsos de impregnação ao gadolínio.
Aumento das dimensões dos seios cavernosos, de forma assimétrica, maior à esquerda, apresentando marcado hipossinal nas sequências ponderadas em T2 e com intensa impregnação ao agente de contraste paramagnético.
Espessamento paquimeníngeo do tentório cerebelar, notadamente à direita, que apresenta discreta impregnação ao gadolínio. Observa-se ainda espessamento focal e nodular junto a porção posterior da foice inter-hemisférica à direita.
Aparente impregnação anômala pelo agente paramagnético no interior dos condutos auditivos internos, notadamente à direita.
OPINIÃO: Alteração de sinal difusa dos ossos da calota craniana, clivus e corpos vertebrais altos que pode estar relacionado a reconversão medular ou infiltração da medular óssea.
Espessamento da paquimeninge, notadamente do tentório cerebelar a direita, associado ainda a comprometimento de ambos os seios cavernosos, de forma mais exuberante do lado esquerdo.
Impregnação anômala no interior dos condutos auditivos internos, notadamente à direita.
Este conjunto de alterações, acima relatados, sugere a possibilidade de acometimento do sistema nervoso central por doença linfoproliferativa, na correlação com os dados clínicos e laboratoriais.
Raros e diminutos focos de hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca dos hemisférios cerebrais, de aspecto inespecífico, mas que devem corresponder a microangiopatia/gliose.
HIV
Múltiplos focos de hipersinal em T2/FLAIR na substância branca periventricular, dos centros semiovais e nas regiões subcorticais da convexidade pré central bilateral e dos lóbulos paracentrais, que em alguns locais apresenta restrição à livre movimentação das moléculas de água, compatíveis com áreas de edema citotóxico (cerebrite ou isquemia).
Sinais de leptomeningite na convexidade cerebral, caracterizada por hipersinal em FLAIR e impregnação difusa pelo agente de contraste nos sulcos e fissuras cerebrais, presente também nas cisternas da base e ao redor do tronco encefálico.
Sistema ventricular de formas e dimensões dentro da normalidade. Há sinais de ventriculite e plexite corióide, com impregnação pelo agente de contraste da superfície ependimária dos corpos e átrios ventriculares, bem como do glômus corióide bilateral. Nota-se restrição à livre movimentação das moléculas de água, no conteúdo ventricular, que pode resultar da presença de conteúdo purulento.
Observa-se discreta impregnação pelo agente de contraste dos segmentos cisternais e canaliculares dos nervos vestibulococleares, bem como da cóclea, mais evidente à direita.
Discreto realce e espessamento paquimeníngeo difuso, que pode estar relacionado à punção liquórica prévia.
Acentuado afilamento com irregularidades parietais e impregnação parietal pelo agente de contraste, nos segmentos A1 direito, M1 e P1 bilaterais, sugestivo de processo inflamatório (vasculopatia inflamatória). Notam-se ainda focos de hipersinal em T2/FLAIR nas regiões nucleocapsulares, alguns com impregnação micronodular pelo agente de contraste, de aspecto confluente, que pode resultar do comprometimento inflamatório do parênquima associado aos vasos perfurantes anteriores.
Restante do parênquima encefálico de morfologia e sinal normais.
As artérias carótidas internas e seus demais ramos principais têm trajeto, calibre e sinal de fluxo preservados.
Artérias do sistema vertebrobasilar com morfologia, trajeto e sinal de fluxo habituais.
Não há sinais de aneurismas ou malformações vasculares.
Falhas de enchimento esparsas no terço médio/posterior do seio sagital superior e em uma veia da convexidade parietal direita (Trolard), associada a material com isossinal em T1 e hipersinal em T2 no seu interior, compatível com trombose recente. Não há sinais de hemorragia intraparenquimatosa.
Demais seios venosos durais e veias corticais principais com morfologia, trajeto e sinal de fluxo habituais.
ID:Sinais de leptomeningite cisternal e da convexidade cerebral.
Múltiplas áreas de edema citotóxico na substância branca dos hemisférios cerebrais, que podem resultar de isquemia ou zonas de cerebrite, mais provavelmente decorrentes da meningite bacteriana com diagnóstico laboratorial de meningococo.
As alterações das artérias proximais do polígono arterial cerebral devem resultar de vasculopatia inflamatória associada ao comprometimento meníngeo. Há maior possibilidade de associação com o diagnóstico laboratorial de lues meningovascular.
O comprometimento coclear, mais evidente à direita, deve estar também associado à leptomeningite.
Sinais de trombose venosa recente.
AGUDA RM
Dois pequenos focos de hipersinal na região anterior da substância branca de ambos os centros semi-ovais, que apresentam restrição à livre movimentação das moléculas da água na sequência de difusão, compatíveis com focos de evento isquêmico recente, que não determinam efeito expansivo significativo.
Área de alteração de sinal caracterizada por hipersinal nas sequências T2/FLAIR acometendo a região corticossubcortical do terço superior do hemisfério cerebelar esquerdo, bem como os pedúnculos cerebelares superior e médio homolaterais, que exibem restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência em difusão e sem impregnação significativa pelo agente de contraste paramagnético. O conjunto de achados exerce discreto efeito expansivo regional, caracterizado pelo apagamento dos espaços liquóricos entre as folhas cerebelares adjacentes e pelo discreto abaulamento na parede lateral do IV ventrículo.
ID: Áreas de insulto isquêmico recente no território das artérias cerebelares superiores, notadamente à esquerda.
Áreas de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR e restrição à livre movimentação das moléculas de água, comprometendo os giros temporais superior e médio direitos, bem como a região corticossubcortical da ínsula e o núcleo estriado homolateral, determinando discreto efeito expansivo local, com apagamento dos sulcos corticais adjacentes e compressão do corpo do ventrículo lateral deste lado, compatível com insulto isquêmico recente no território da artéria cerebral média direita.
Notam-se, ainda, focos com características de sinal semelhante comprometendo a zona fronteira interna direita, compatível com focos isquêmicos recentes.
Sinais de oclusão/trombose do segmento M1 direito com paucidade dos ramos insulares e operculares homolaterais.
Área de hipersinal em T2 e FLAIR medindo 3,2 x 1,1 cm na região posterior da cápsula interna à esquerda, estendendo-se à coroa radiada homolateral, na região periventricular, com discreto efeito expansivo local, determinando restrição à livre movimentação das moléculas de água, compatível com isquemia parenquimatosa aguda com edema citotóxico.
Hipersinal nas sequências T2 / FLAIR delineando o aspecto posterolateral do giro pré-central esquerdo, com tênue impregnação pelo agente de contraste paramagnético, porém sem restrição à livre movimentação das moléculas de água, bem como sem efeito expansivo ou atrófico associado.
Nota-se também tênue hipersinal na sequência T1 SE / MTC do trato corticospinal esquerdo, desde a substância branca subcortical até o aspecto posterior da cápsula interna deste lado.
OPINIÃO: Alteração de sinal no córtex do giro pré-central esquerdo, com tênue impregnação pelo agente de contraste paramagnético, de aspecto inespecífico. Associa-se discreta alteração de sinal do trato corticospinal esquerdo, favorecendo a possibilidade de isquemia.
AGUDA COM NECROSE CORTICAL
Área de hipersinal em T2/FLAIR com restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência de difusão, acometendo os giros pré-central, subcentral, ínsula e frontais inferior e médio direitos, além da substância branca adjacente da coroa radiada e do centro semioval, determinando efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento regional dos sulcos e fissuras, alargamento dos giros e redução do volume do corno frontal do ventrículo lateral homolateral. Nota-se ainda discreto hipersinal giriforme em T1/MTC no território comprometido, relacionado a necrose cortical laminar.
AGUDA TC
Área hipoatenuante corticossubcortical comprometendo parcialmente os lobos parietal e temporal esquerdos, bem como a ínsula e núcleo lentiforme homolaterais, que determina perda da diferenciação córtico-subcortical e discreto apagamento dos sulcos e fissuras encefálicas adjacentes bem como compressão extrínseca do corpo do ventrículo lateral esquerdo, sem desvio das estruturas centromedianas. Não há evidências de transformação hemorrágica
ID: Sinais de insulto vascular isquêmico recente comprometendo parcialmente os lobos parietal e temporal esquerdos, bem como a ínsula e núcleo lentiforme homolaterais, sem desvio das estruturas centromedianas.
Discreta hipoatenuação do aspecto superior do núcleo lentiforme e do núcleo caudado direitos, associada a hiperatenuação da artéria carótida interna supraclinóide e do segmento inicial (M1) da cerebral média deste lado, achados que neste contexto clínico são compatíveis com isquemia aguda, associada a trombo recente nestes vasos.
Tênue área hipoatenuante corticossubcortical comprometendo o terço superior do hemisfério cerebelar esquerdo e o pedúnculo cerebelar superior homolateral, com discreto efeito expansivo regional caracterizado pelo apagamento dos espaços liquóricos entre as folhas cerebelares adjacentes.
Houve progressão do efeito de massa pela extensa área de injúria isquêmica aguda acometendo quase a totalidade do hemisfério cerebral esquerdo, comprometendo predominantemente o território de cerebral média associada a apagamento dos sulcos entre os giros corticais e compressão do ventrículo lateral ipsilateral, sem desvio significativo das estruturas da linha média ou sinais de transformação hemorrágica.
AGUDA – PERFUSÃO TC
A avaliação da perfusão cerebral por tomografia computadorizada evidencia assimetria no fluxo e no volume cerebral sanguíneo nos hemisférios cerebrais, sendo discretamente menor à esquerda, principalmente no lobo temporal esquerdo, onde há maior redução do fluxo sanguíneo e a aumento do tempo de trânsito médio, achados que no contexto clínico adequado são compatíveis com isquemia aguda.
Existe ainda redução do fluxo sanguíneo no lobo occipital esquerdo, porém não acompanhado de alteração significativa no volume e no tempo de trânsito médio, denotando oligoemia.
ID: Redução do fluxo e do volume cerebral sanguíneo no lobo temporal esquerdo, associado a aumento do tempo de trânsito sanguíneo médio, achados que no contexto clínico adequado são compatíveis com isquemia aguda. Sinais de oligoemia no lobo occipital esquerdo.
O estudo perfusional encefálico evidenciou aumento dos índices de MTT e TTD, além de redução dos índices de CBF, no território de irrigação das artérias cerebrais posteriores, da artéria basilar e de seus ramos perfurantes, comprometendo os tálamos, mesencéfalo, parte dos hipocampos e o pré-cúneus/cúneus bilateralmente, configurando áreas de isquemia.
Há importante redução do CBV (abaixo de 2 ml) em ambos os tálamos e em parte do hipocampo esquerdo, configurando áreas de injúria isquêmica irreversível. Nos demais segmentos dos territórios das artérias cerebrais posteriores não há redução significativa no volume cerebral sanguíneo, denotando áreas de penumbra (mismatch).
ID: Sinais de isquemia recente nos territórios irrigados pelas artérias cerebrais posteriores, com alterações nas variáveis hemodinâmicas da perfusão encefálica que denotam irreversibilidade nos tálamos e no hipocampo esquerdo e áreas de penumbra nos demais segmentos destes territórios.
AGUDA – ZONAS DE FRONTEIRA
Melhor delimitação das lesões hipodensas, isquêmicas, comprometendo a região córtico-subcortical dos lobos frontal e parietal direitos, no território de fronteira vascular interna e posterior, bem como no lobo occipital bilateral, em território da cerebral posterior (envolvimento occipital, talâmico e para-hipocampal), sem sinais de transformação hemorrágica, observando-se discreta melhora no edema vasogênico previamente existente.
Também existe comprometimento do braço posterior da cápsula interna esquerda.
ID: Estudo tomográfico computadorizado crânio-encefálico evidenciando como achados principais lesões sugestivas de injúria isquêmica recente comprometendo o território de fronteira vascular interna e posterior, bem como o território da artéria cerebral posterior esquerda, de provável etiologia embólica / hemodinâmica.
SUBAGUDA RM
Achados compatíveis com insulto isquêmico recente no território de irrigação da artéria cerebral posterior direita, comprometendo o lobo occipital, o lóbulo parietal inferior e o giro angular, bem como o aspecto posterior dos giros parietooccipitais medial e lateral, os giros temporais superior, médio e inferior homolaterais, destacando-se também o comprometimento isquêmico do aspecto dorsomedial do tálamo desse lado. Essas áreas apresentam elevado sinal nas sequências ponderadas em T2 / FLAIR, com restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência em difusão. Observam-se ainda sinais de transformação hemorrágica, caracterizados por múltiplos focos de marcado baixo sinal na sequência T2 FFE, localizados nos giros lingual e occipitotemporais medial e lateral direitos. O conjunto dessas alterações determina efeito expansivo, caracterizado pelo apagamento dos sulcos e fissuras regionais, com compressão do átrio e do corno temporal do ventrículo lateral direito. Nota-se impregnação de aspecto giriforme pelo gadolínio dessas áreas de acometimento isquêmico recente acima descritas.
OPINIÃO: Achados compatíveis com lesão isquêmica subaguda no território de irrigação da artéria cerebral posterior direita, com sinais de transformação hemorrágica associada.
Alteração de sinal caracterizada por hipersinal em T2/FLAIR e na seqüência ponderada em difusão, denotando restrição à livre movimentação das moléculas de água, comprometendo o córtex e a substância branca subcortical dos giros temporais médio e superior esquerdos, lóbulo parietal inferior homolateral, bem como límen da ínsula e amígdala do mesmo lado (território vascular da artéria cerebral média). Destaca-se impregnação cortical de aspecto giriforme adjacente, bem como efeito expansivo regional, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais adjacentes.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da susceptibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento do tempo médio de trânsito (MTT) na circulação capilar do território da artéria cerebral média esquerda, destacando-se redução do rCBV nas áreas com restrição à difusão supradescritas, denotando áreas de lesão isquêmica subagudas irreversíveis.
Os estudos por espectroscopia de prótons com volume de interesse na região do lóbulo parietal esquerdo, caracterizam acúmulo de lípides / lactato, marcadores de metabolismo anaeróbico / necrose.
ID: Achados compatíveis com insulto isquêmico recente (subagudo) comprometendo parcialmente o território da artéria cerebral média esquerda.
Observa-se ainda área de alteração de sinal corticossubcortical, comprometendo parte do cúneo e pré-cúneo direitos, caracterizada por hipersinal em T2/FLAIR, restrição a livre movimentação das moléculas de água e impregnação giriforme pelo gadolínio, compatível com evento isquêmico subagudo.
Área de hipersinal nas sequências ponderadas em T1 e T2 / FLAIR, com impregnação periférica pelo meio de contraste paramagnético, acometendo a região córticossubcortical do polo temporal direito, o giro temporal superior e o córtex da ínsula, com discreto efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais adjacentes. Associa-se marcado hipossinal delineando a área cortical adjacente à fissura sylviana, podendo corresponder a hemorragia subaracnóide subaguda, com impregnação leptomeníngea pelo agente de contraste paramagnético.
SUBAGUDA TC
Permanece sem alterações significativas a área de isquemia subaguda comprometendo o território de irrigação da artéria cerebral média direita, envolvendo o lobo frontal e a ínsula direitos, bem como a porção lateral do putâmen, coroa radiada e claustrum deste lado, promovendo efeito compressivo sobre o parênquima encefálico adjacente, caracterizado por apagamento dos sulcos entre giros corticais e redução das dimensões do ventrículo lateral deste lado. Não há sinais de transformação hemorrágica.
CRÔNICA RM
Área de alteração de sinal na face póstero-lateral do bulbo e no território irrigado pela artéria cerebelar póstero-inferior direita, compatível com infarto antigo.
CRÔNICA TC
Sequela de injúria isquêmica acometendo a região frontotemporoparietal direita, com extensão próximo à substância cinzenta profunda, no território da artéria cerebral média ipsilateral, associado a leve proeminência compensatória do ventrículo lateral direito e acompanhada de sinais de degeneração walleriana do trato corticoespinhal ipsilateral.
INFARTO BASILAR
Alteração de sinal caracterizada por discreto hipossinal em T1, hipersinal nas sequências ponderadas em T2 / FLAIR e difusão, denotando restrição à livre movimentação das moléculas de água, acometendo o aspecto superior do hemisfério cerebelar direito (território de irrigação da artéria cerebelar superior). Notam-se também outras áreas de restrição à difusão acometendo a região periaquedutal, aspecto anterolateral direito do mesencéfalo, a porção paramediana esquerda da protuberância, bem como os pedúnculos cerebelares médio e superior direitos (territórios de irrigação da artéria basilar).
As sequências 3D TOF e MIP para o estudo das artérias intracranianas evidenciam irregularidade parietal com trombose / oclusão do segmento distal da artéria basilar.
Demais artérias do sistema vertebrobasilar com trajeto, calibre e sinal de fluxo habituais.
Persistência do padrão fetal de origem da artéria cerebral posterior esquerda (variação anatômica).
Imagem sacular em adição ao contorno medial do segmento oftálmico da artéria carótida interna direita, com orientação inferomedial e colo de 0,2 cm, medindo 0,2 x 0,2 cm, compatível com aneurisma sacular.
OPINIÃO: O conjunto de achados acima mencionado é compatível com infarto vascular isquêmico recente comprometendo o território de irrigação das artérias perfurantes da basilar e cerebelar superior (ACS) direita, secundária à trombose / oclusão do segmento distal da artéria basilar.
INFARTO X TUMOR
Área de alteração do sinal cortical e subcortical dos giros pré-central e paracentral à direita, com impregnação giriforme pelo gadolínio.
Destaca-se, no presente estudo, a extensão do comprometimento cortical e subcortical ao giro frontal médio direito e às regiões subcorticais e periventriculares do hemisfério cerebral direito, com alteração do sinal da substância branca do centro semioval direito, do tálamo, braço posterior da cápsula interna, pedúnculo cerebral e mesencéfalo homolaterais, com discreta elevação do sinal na sequência ponderada em difusão e com mínimo efeito expansivo local, sem impregnação pelo gadolínio. Destaca-se ainda a extensão da alteração ao globo pálido direito e à radiação óptica, a partir do corpo geniculado lateral direito.
OPINIÃO: Área de alteração do sinal cortical e subcortical dos giros pré-central e paracentral à direita, com impregnação giriforme pelo gadolínio que pode resultar de insulto isquêmico subagudo, conforme referido na indicação clínica. Todavia, a indisponibilidade de estudo prévio para a análise comparativa limita a especificidade dos achados atuais.
A extensão da alteração do sinal ao giro frontal médio direito e às regiões profundas do hemisfério direito, particularmente à substância branca do centro semioval direito, tálamo, braço posterior da cápsula interna, pedúnculo cerebral e mesencéfalo homolaterais, com discreta elevação do sinal na sequência pesada em difusão, sem impregnação pelo gadolínio, constitui achado inespecífico, que pode ser atribuído às extensão da lesão isquêmica ou ainda estar relacionada a fenômeno de degeneração Walleriana. Contudo, o mínimo efeito expansivo observado e a extensão ao globo pálido e à radiação óptica permitem incluir a possibilidade de lesão infiltrativa no diagnóstico diferencial. Sugere-se o seguimento por imagem, se possível com a realização de estudos funcionais por RM (perfusão e espectroscopia) visando o diagnóstico diferencial.
LEUCODISTROFIA
Permanece de aspecto inalterado a redução volumétrica e hiperintensidade de sinal em T2/FLAIR envolvendo a substância branca predominantemente periventricular e notadamente nos lobos parietais e occipitais, com dilatação compensatória dos átrios e cornos occipitais dos ventrículos laterais.
Também existe comprometimento do tegmento pontino e mesencefálico, bem como dos tálamos (pulvinar) e do braço anterior das cápsulas internas.
Também notamos padrão de hipomielinização, havendo alteração de sinal predominantemente subcortical dos hemisférios cerebrais.
O estudo de espectroscopia de prótons na substância branca periventricular e nos núcleos da base revelou discreta redução dos picos de N-Acetil aspartato, inferindo neste contexto perda neuronal, sem alteração nos demais picos metabólicos e principalmente sem elevação dos picos de lactato.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: A hipótese de lesão com substrato metabólico (leucodistrofia) é a principal consideração diagnóstica, porém com padrão de imagem não específico, podendo ser encontrado por exemplo em doenças mitocondriais e aminoacidopatias.
PELIZEUS
Hipersinal difuso e simetrico nas sequencias ponderadas em T2/FLAIR da substancia branca dos hemisferios cerebrais (acometendo as fibras em ¨U¨,centros semiovais,coroa radiada e capsula interna ), tronco cerebral e hemisferios cerebelares, associado a sinais de reducao volumetrica do parenquima encefalico caracterizados por ectasia do sistema ventricular supra-tentorial e acentuacao de sulcos e fissuras cerebrais bem como dos espacos entre as folias cerebelares e reducao da substancia branca dos hemisferios cerebelares.
Nas sequencias ponderadas em T2 observa-se hipointensidade de sinal nos nucleos da base e talamos, de aspecto inespecifico mas que deve corresponder a deposito de ferro.
Nota-se ainda isossinal da substancia branca dos hemisferios cerebrais nas sequencias ponderadas em T1, denotando sinais de hipomielinizacao.
ID: Achados compativeis com leucoencefalopatia difusa, associado a reducao volumetrica do parenquima encefalico caracterizada por hipomielinização difusa.
KRABBE
Áreas de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal em T2/FLAIR comprometendo a substância branca dos centros semiovais e das regiões periventriculares com aspecto confluente, que não exibem impregnação pelo agente de contraste paramagnético, destacando-se tênues focos de preservação de sinal de permeio à substância branca dos hemisférios cerebrais com padrão “tigróide”, o que pode corresponder à preservação da mielinização perivenular. Nota-se ainda alteração de sinal comprometendo o corpo caloso, notadamente o esplênio, e a substância branca dos hemisférios cerebelares, bem como os tratos corticospinais, acometendo os braços posteriores das cápsulas internas, pedúnculos cerebrais, ponte e pirâmides, destacando-se áreas de restrição à difusão na substância branca parietal dos hemisférios cerebrais, no corpo caloso e nos tratos corticospinais.
As imagens T2 evidenciam hipossinal nos tálamos, em correspondência com a área de hiperatenuação observada no estudo tomografia computadorizada sem contraste.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam diminuição da relação NAA/creatina e aumento da relação colina/creatina, determinadas pela elevação dos picos de colina, indicando redução da população neuronal viável e desmielinização das áreas acometidas. Nota-se ainda a elevação do pico de mioinositol.
ID: O conjunto das alterações observadas favorece a possibilidade de doença de Krabbé (leucodistrofia de células globoides).
WVM
Alteração de sinal difusa e simétrica da substância branca dos hemisférios cerebrais, substância branca profunda, tronco e hemisférios cerebelares, bem como do esplênio do corpo caloso, caracterizada por hipossinal em T1 e hipersinal em T2.
A substância branca profunda apresenta marcado hipossinal na sequência FLAIR, assumindo padrão tigroide, compatível com áreas de rarefação mielínica e/ou degeneração cística, com áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água na sua periferia.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética mostram sinais de depressão / disfunção neuronal caracterizada por redução dos picos de NAA e suas relações. Destaca-se ainda a presença de pequena quantidade de lactato, marcador de metabolismo anaeróbio.
ID: Achados compatíveis com leucoencefalopatia difusa, de aspecto inespecífico. O conjunto dos achados de imagem, no contexto clínico apropriado, sugere a possibilidade de leucoencefalopatia com substância branca evanescente no diagnóstico diferencial.
Alteração de sinal difusa da substância branca dos hemisférios cerebrais, tronco encefálico e hemisférios cerebelares, bem como do corpo caloso, caracterizada por hipossinal em T1 e hipersinal em T2.
A substância branca profunda apresenta marcado hipossinal na sequência FLAIR, compatível com áreas de rarefação mielínica e/ou degeneração cística.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética mostram sinais de depleção / disfunção neuronal caracterizada pela redução dos picos de NAA e suas relações. Destaca-se ainda a presença de pequena quantidade de lactato, marcador de metabolismo anaeróbio. Destaca-se ainda a elevação de mioinositol relacionado a mecanismos de reparação astrocitária.
Nota-se atrofia do parênquima encefálico, caracterizado por dilatação do sistema ventricular supra e infratentorial.
WERNICKE
Hipersinal simétrico e bilateral nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR acomentendo o córtex dos giros pré-centrais e frontais superiores, o aspecto dorsomedial dos tálamos, a substância negra, a substância branca periquedutal e os pedúnculos cerebelares superiores e médios, assim como a ínsula, o globo pálido, a cabeça da formação hipocampal bilateral, sem efeito expansivo significativo. Associa-se hipersinal na seqüência ponderada em difusão, denotando restrição à livre movimentação das moléculas da água.
Alteração focal do sinal da região núcleo-capsular anterior esquerda, com hipersinal em T2/FLAIR e restrição à livre movimentação das moléculas de água, além de áreas puntiformes de hemorragia.
OPINIÃO: Hipersinal simétrico e bilateral nas sequências ponderadas em T2 e FLAIR associado à restrição à livre movimentação da moléculas de água acomentendo o córtex dos giros pré-centrais e frontais superiores, o aspecto dorsomedial dos tálamos, a substância negra, a substância branca periquedutal e os pedúnculos cerebelares superiores e médios, assim como a ínsula, o globo pálido, a cabeça da formação hipocampal bilateral, sem efeito expansivo significativo, que são compatíveis com alterações metabólicas do encéfalo, particularmente relacionadas à deficiência de vitamina B1 (encefalopatia de Wernicke). No diagnóstico diferencial pode ser considerada a possibilidade de ventriculoencefalite por CMV, no contexto clínico apropriado.
Alteração focal do sinal da região núcleo-capsular anterior esquerda, com hipersinal em T2/FLAIR e restrição à livre movimentação das moléculas de água, além de áreas puntiformes de hemorragia.
FAHR
Observa-se deposição de material com T1 e T2 curtos, possivelmente calcificações, de forma bilateral e simétrica comprometendo os núcleos caudados, putamens, tálamos e núcleos subtalâmicos, núcleos denteados e substância branca subcortical dos hemisférios cerebrais e cerebelares. Não há significativo efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética denotam discreta despopulação neuronal nos núcleos da substância cinzenta profundos à esquerda, caracterizada por discreta redução do pico NAA e suas relações. Não se observam outras alterações metabólicas nas curvas espectrais realizadas.
OPINIÃO: A demonstração de tecido com T1 e T2 curtos com deposição bilateral e simétrica, possivelmente decorrente de calcificações, admite como principal diagnóstico diferencial a possibilidade de calcinose estriopaliodentato bilateral (doença de Fahr).
Os diagnósticos diferenciais, menos prováveis, incluem as doenças relacionadas a distúrbios metabólicos da paratiroide (hipoparatiroidismo ou pseudo- hipoparatiroidismo).
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética denotam discreta despopulação neuronal nos núcleos da substância cinzenta profundos à esquerda, caracterizada por discreta redução do pico NAA e suas relações. Não se observam outras alterações metabólicas nas curvas espectrais realizadas.
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA
Alteração de sinal caracterizada por hipersinal nas sequências ponderadas em T1 nos globos pálidos, adeno-hipófise, núcleos subtalâmicos e substância negra.
Na sequências complementares de espectroscopia nota-se aumento dos picos glutamina-glutamato (complexos β e α-Glx) nas frequências 2,1 – 2,4 ppm e 3,8 ppm, principalmente nos núcleos da base, respectivamente. Nota-se ainda, redução do pico de mioinositol e em menor intensidade de colina.
ID: Hipersinal nas sequências ponderadas em T1 nos globos pálidos, adeno-hipófise, núcleos subtalâmicos e substância negra compatível com depósito de manganês por provável shunt portossistêmico. As alterações observadas à espectroscopia de prótons são compatíveis com hiperamonemia relacionada à hepatopatia.
Destaca-se marcada elevação simétrica e bilateral do sinal palidal bilateral nas sequências pesadas em T1, com extensão do comprometimento aos núcleos subtalâmicos, putâmens e substância negra do pedúnculo cerebral. Destaca-se ainda o comprometimento difuso da substância branca dos hemisférios cerebrais e da adenohipófise.
OPINIÃO: As alterações descritas dos núcleos da base, substância branca dos hemisférios cerebrais e adenohipófise são compatíveis com encefalopatia porto-sistêmica, no contexto clínico e laboratorial apropriados.
HALLERVODEN SPTAZ
Hipersinal nas sequências T1 MTC e hipossinal em T2 SE acometendo os globos pálidos, com marcado hipossinal na sequência SWI, compatível com depósito de ferro. Destaca-se área de hipersinal em T2/FLAIR na porção anteromedial dos globos pálidos, com discreta restrição à livre movimentação das moléculas de água, caracterizando o sinal do “olho do tigre”.
As sequências T2 SE demonstra ainda hipointensidade de sinal na substância negra bilateral, principalmente na sua porção reticular, compatível com depósito de ferro.
O estudo por espectroscopia não demonstrou alterações significativas em relação ao parênquima normal.
ID: O conjunto das alterações observadas permite caracterizar o comprometimento pálido-nigral bilateral e simétrico com depósito anormal de material ferromagnético. A presença do sinal do “olho de tigre” favorece a possibilidade de neurodegeneração com depósito de ferro no contexto das mutações da pantotenatoquinase2 (PANK2), no contexto clínico apropriado.
DEFICIÊNCIA DE B12
Áreas de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal nas sequências T2/FLAIR, comprometendo a substância branca periventricular e dos centros semiovais com aspecto confluente, estendendo-se aos tratos corticospinais até o segmento posterior das cápsulas internas.
Nota-se ainda o comprometimento do córtex de ambos os hemisférios cerebelares, com padrão bilateral e discretamente assimétrico. As lesões cerebelares apresentam restrição à livre movimentação das moléculas de água nas sequências em difusão (DWI-EPI), e tênue impregnação pelo agente de contraste paramagnético.
OPINIÃO: Alteração de sinal comprometendo a substância branca periventricular e os centros semiovais com aspecto confluente, bem como o córtex de ambos os hemisférios cerebelares. A possibilidade de comprometimento metabólico da substância branca hemisférica e do córtex cerebelar deve ser considerada, particularmente no contexto de deficiência da vitamina B12.
Áreas de alteração de sinal caracterizadas por hipersinal nas sequências T2/FLAIR, comprometendo a substância branca periventricular e dos centros semiovais com aspecto confluente, estendendo-se aos tratos corticospinais até o segmento posterior das cápsulas internas.
Nota-se ainda o comprometimento do córtex de ambos os hemisférios cerebelares, com padrão bilateral e discretamente assimétrico. As lesões cerebelares apresentam restrição à livre movimentação das moléculas de água nas sequências em difusão (DWI-EPI), e tênue impregnação pelo agente de contraste paramagnético.
ID: Alteração de sinal comprometendo a substância branca periventricular e os centros semiovais com aspecto confluente, bem como o córtex de ambos os hemisférios cerebelares. A possibilidade de comprometimento metabólico da substância branca hemisférica e do córtex cerebelar deve ser considerada, particularmente no contexto de deficiência da vitamina B12.
XANTOMATOSE CEREBROTENDÍNEA
Focos de marcado hipossinal nas sequências T2 e, principalmente, SWI, nos núcleos denteados, de forma assimétrica, maior à esquerda, sem impregnação ao agente paramagnético.
Hipersinal em T2 e FLAIR da substância branca periventricular e dos centros semiovais, com efeito atrófico, caracterizado pela ectasia dos átrios dos ventrículos laterais, com extensão ao esplênio do corpo caloso, às regiões periatriais.
Nota-se ainda hipersinal em T2/FLAIR dos tratos corticospinais, das cápsulas internas e tronco encefálico.
ID: O conjunto destes achados favorece a possibilidade de distúrbio de acúmulo de colesterol (xantomatose cerebrotendínea).
LIPOFUCINOSE
Tênue alteração de sinal na substância branca periventricular, notadamente adjacente aos cornos posteriores dos ventrículos laterais e nas coroas radiadas.
Sinais de atrofia dos hemisférios cerebelares e do verme, com acentuação do espaço liquórico entre suas folhas e dilatação do quarto ventrículo.
ID: Os achados acima descritos são inespecíficos, porém a associação de atrofia cerebelar progressiva com alteração tênue do sinal da substância branca periventricular supratentorial permite incluir a possibilidade de lipofucinose ceroide neuronal entre os diferenciais.
MITOCONDRIOPATIA – DOENÇA DE LEIGH
Destaca-se no presente estudo alteração de sinal acometendo a região dos núcleos lentiformes de forma bilateral e simétrica, nos dois segmentos, mais inferiormente com extensão às regiões das substâncias perfuradas anteriores. Tais alterações determinam restrição à livre movimentação das moléculas de água próximo às substâncias perfuradas anteriores e nos núcleos lentiformes de forma assimétrica, mais evidente à esquerda.
Também se evidenciaram alterações semelhantes nos segmentos inferiores dos hemisférios cerebelares, de forma assimétrica, predominando à direita.
Alteração de sinal também são evidenciadas nos pedúnculos cerebrais mesencefálicos próximo aos tratos córtico-espinhais, porém sem restrição à livre movimentação das moléculas de água.
Não foi evidenciada alteração de sinal da substância branca dos hemisférios cerebrais ou focos hemorrágicos associados.
Proeminência dos espaços extra-axiais predominando nas regiões frontoparietais que podem estar relacionados a imaturidade das granulações aracnoideas.
Principais troncos arteriais intracranianos com sinal de fluxo preservado segundo o critério spin echo.
Não se observam áreas de realce anômalo pelo agente de contraste paramagnético.
ID: Foco de alteração de sinal comprometendo a substância cinzenta profunda, substância branca cerebelar/região córtico-subcortical direita e região mesencefálica, cujas características de imagem não são específicas mas favorecem neste contexto a possibilidade de encefalomielite disseminada aguda (ADEM) embora não seja possível descartar outras etiologias, dentre elas doença neurometabólica no contexto de encefalopatia crônica evolutiva (mitocondriopatias) ou ainda de forma remota eventuais isquemias decorrentes de encefalite viral. É imprescindível correlação com dados clínicos e laboratoriais para avaliação apropriada dos achados de imagem.
Achados compatíveis com líquido aprisionado no ápice petroso direito, achado habitualmente desprovido de significado clínico.
persistência cística do cavum do velum interpositum.
persistência do cavum do septo pelúcido e do velum interpositum.
achados compatíveis com banda escleral à direita, associados a material hiperproteico no interior do bulbo ocular.
Achados compatíveis com sela turca parcialmente vazia.
Anomalia do desenvolvimento venoso parietal à esquerda (variação anatômica da drenagem venosa).
Hipersinal em T2/FLAIR e discreto aumento volumétrico do esplênio do corpo caloso, sem restrição à livre movimentação das moléculas de água ou impregnação pelo agente paramagnético, de aspecto inespecífico, mas que pode estar relacionado à quimioterapia instituída.
Notam-se focos de calcificação subcentimétricos corticais esparsos pelo parênquima e no verme cerebelar, de aspecto residual.
LIPOMA CORPO CALOSO
Presença de lipoma tubular curvilíneo por sobre o esplênio do corpo caloso.
HERNIAÇÕES
Sinais de herniação subfalcina do giro do cíngulo para a direita, herniação transtentorial descendente do giro parahipocampal esquerdo, bem como insinuação das tonsilas cerebelares para o interior do canal cervical alto, abaixo do forame magno por cerca de 1,2 cm.
HIC
Sinais de hipertensão intracraniana, caracterizados por ectasia das bainhas dos nervos ópticos, com abaulamento das papilas ópticas, associado a sela túrcica parcialmente vazia.
HIDROCEFALIA ESTENOSE DE AQUEDUTO
Fina membrana no interior do aqueduto cerebral, na altura do sulco intercolicular.
Acentuada dilatação dos ventrículos supra tentoriais, sem sinais de transudação liquórica, determinando afilamento e abaulamento do corpo caloso.
IV ventrículo centrado e de aspecto morfologico habitual.
Sinais de III ventriculostomia com fluxo patente e filiforme, turbilhonando no III ventrículo e cisterna supra-selar.
ID: Sinais de estenose do aqueduto cerebral, associada a hidrocefalia do sistema supra-tentorial.
III ventriculostomia patente com fluxo filiforme.
HIDROCEFALIA COMUNICANTE
Dilatação do sistema ventricular supratentorial, com arredondamento dos cornos frontais e temporais, destacando-se área linear de hipersinal periventricular, compatível com transudaçãotransudação liquórica. Observa-se ainda apagamento dos sulcos das convexidades cerebrais. O estudo do fluxo liquórico evidencia aqueduto mesencefálico pérvio, com fluxo habitual através do mesmo. Achados de imagem compatíveis com hidrocefalia comunicante, que determina sinais de transudação liquórica e apagamento difuso dos sulcos das convexidades cerebrais.
PSEUDOTUMOR CEREBRAL
Achados compatíveis com inversão das papilas ópticas, notando-se proeminência dos espaços liquóricos ao redor dos nervos ópticos, cujas bainhas apresentam-se tortuosas e com ectasias focais. Este conjunto de achados, associados a estenose dos seios sigmóides, é habitualmente visto em pacientes com hipertensão intracraniana benigna do adulto (pseudotumor cerebral), no contexto clínico apropriado.
HIPOTENSÃO LCR
Persiste importante espessamento e impregnação homogênea da paquimeninge em ambos os hemisférios cerebrais associadas a coleções laminares subdurais que circunscrevem ambos os hemisférios, decorrente de hipotensão liquórica.
CISTO XANTOGRANULOMATOSO
Imagens císticas no interior dos glomus dos plexos corioides bilaterais, que apresentam restrição à difusão, sem impregnação pelo gadolínio ou mesmo efeito expansivo significativo, sugestivo de cistos xantogranulomatosos, achado este desprovido de significado clínico.
CISTO ARACNOIDE
Formação cística na linha média da fossa craniana posterior, medindo cerca de <> x <> x <> cm nos maiores eixos transversos, de localização retrovermiana/hemisfério cerebelar esquerdo, determinando discreto efeito compressivo local, sem alargamento do 4º ventrículo. Formação cística na fossa craniana posterior, cujas características favorecem a possibilidade de cisto aracnóide.
Cisto de aracnóide adjacente ao polo temporal direito, medindo cerca de <> x <> x <> cm, associada a hipoplasia do lobo temporal homolateral. Imagem compatível com cisto de aracnóide na fossa craniana média direita.
Formação cística extra-axial com intensidade de sinal semelhante ao líquor em todas as sequências, localizada na fossa craniana média esquerda. Destaca-se fina membrana, provavelmente aracnóide separando essa formação cística de outra coleção liquórica, cujas características são compatíveis com higroma subdural na convexidade frontoparietal do mesmo lado, determinando efeito expansivo caracterizado pelo desvio contralateral do hemisfério cerebral esquerdo, com herniação subfalcina com cerca de <> cm.
Volumosa formação cística suprasselar, com sinal semelhante ao do líquor em todas as sequências, apresentando padrão de crescimento retroquiasmático, determinando importante compressão e deslocamento das estruturas adjacentes, com elevação do assoalho do III ventrículo e estruturas hipotalâmicas, medindo cerca de 7,3 x 5,4 x 4,8 cm em seus maiores diâmetros.
Anteriormente, determina deslocamento da haste hipofisária e do quiasma óptico. Posteriormente, determina deslocamento das estruturas vasculares, alargando a cisterna pré-mesencefálica, aparentemente delimitada pela membrana de Liliequist. Superiormente, a lesão cística insinua-se ao III ventrículo, com obliteração parcial dos forames de Monro, determinando dilatação do sistema ventricular supratentorial, não hipertensiva.
Permanece estável a dilatação do sistema ventricular supratentorial, sem sinais de transudato liquórico.
OPINIÃO:Volumosa formação cística suprasselar, com sinal semelhante ao do líquor em todas as sequências, compatível com cisto de aracnóide suprasselar, desenvolvendo-se no interior da membrana de Liliequist, estável em relação ao estudo de referência.
Pequena formação arredondada, de aspecto cístico, na fissura coroidea direita, que deve resultar de cisto neuroepitelial (aracnoide).
Cisto de aracnoide retrocerebelar localizado na região mediana / paramediana direita da fossa posterior, medindo cerca de 3,5 x 2,7cm, sem efeito compressivo importante.
CISTO PINEAL
Imagem com hipossinal em T1, hipersinal em T2 e sinal intermediário em FLAIR, com mínima impregnação fina e periférica pelo gadolínio, medindo 1,3 cm no maior eixo transverso, localizada no recesso pineal, compatível com cisto pineal.
CISTO BOLSA DE BLAKE
Dilatação não hipertensiva do IV ventrículo, que apresenta ampla comunicação com imagem cística que ocupa o aspecto inferior da fossa posterior, comunicando-se com o IV ventrículo, com discreto efeito expansivo que determina deslocamento superior dos hemisférios cerebelares e verme, com retificação das folhas da superfície inferior dos hemisférios cerebelares.
Observam-se sinais de hipoplasia dos hemisférios cerebelares, bem como dos pedúnculos cerebelares médios, que encontram-se afilados, sem significativa alteração de sinal.
OPINIÃO: Achados compatíveis com persistência cística da bolsa de Blake, associada a hipoplasia dos hemisférios cerebelares, bem como dos pedúnculos cerebelares médios.
Proeminência do espaço liquórico da cisterna magna associado a IV ventrículo de dimensões aumentadas e retificação do aspecto inferior dos hemisférios cerebelares, porém com fossa craniana posterior de dimensões habituais.
FÍSTULA LIQUÓRICA
Destacam-se insinuação do espaço subaracnóideo e de parte do parênquima encefálico para o teto orbitário direito, bem com para algumas células etmoideas, não se podendo afastar a possibilidade de fístula liquórica nesta topografia.
4º VENTRÍCULO APRISIONADO
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por trepanação parietal direita, com interposição de cateter de derivação ventricular com trajeto pela topografia do lobo parietal homolateral e extremidade distal no átrio do ventrículo lateral deste lado.
Deformidade da calvária e da base do crânio, apresentando sinais de microcefalia e hipopneumatização do seio esfenoidal, além de verticalização do clivo, associada a sela turca de dimensões reduzidas.
A haste hipofisária tem espessura normal e o parênquima hipofisário não apresenta alterações focais.
Alteração arquitetural dos giros parietais e occipitais, que apresentam padrão de sulcação assimétrico, com giros curtos e sulcos pouco profundos, que pode resultar de alterações secundárias à destruição da substância branca regional (leucomalácia periventricular).
Acentuado afilamento da porção posterior do tronco e do esplênio do corpo caloso, também de aspecto secundário à leucomalácia periventricular acentuada.
Há dismorfia dos ventrículos laterais com dilatação dos átrios e corpos dos ventrículos laterais com áreas de estreitamento por provável coarctação (adquirida) ou aprisionamento segmentar, mais evidente no corno occipital esquerdo. Este aspecto deve resultar de sequela de ventriculite.
Deformidade da ponte com acentuado afilamento da protuberância, a custa de dilatação cística do quarto ventrículo exercendo efeito expansivo, deslocando e comprimindo anteriormente a ponte, o bulbo e a medula espinal cervical, deslocando superiormente o tentório cerebelar e anterossuperiormente o mesencéfalo. O cerebelo encontra-se deslocado e comprimido póstero-lateralmente. Há sinais de obstrução dos forames de saída do IV ventrículo, na ausência de turbilhonamento liquórico no interior da dilatação cística, confirmando tratar-se de IV ventrículo aprisionado.
Nota-se membrana no aqueduto mesencefálico, não sendo evidenciado fluxo liquórico pelo aqueduto nas sequências dedicadas para fluxo.
CISTO DE ARACNOIDE/LIQUOR APRISIONADO
Formação cística de paredes finas, preenchida por material com mesma intensidade de sinal do líquor, ocupando a topografia do cavo do véu interposto, podendo resultar de aprisionamento liquórico ou cisto de aracnóide.
HEMORRAGIA PERINATAL
Acentuada dilatação de todo o sistema ventricular, elevando e afilando o corpo caloso. Os ventrículos são preenchidos por material com hipersinal em T1 e T2/FLAIR, formando nível líquido-líquido nos cornos temporais e frontais, que apresenta restrição à livre movimentação de moléculas de água, associado a impregnação pelo meio de contraste de todo o epêndima que reveste os ventrículos, compatível com ventriculite com sinais de provável empiema ventricular. Há sinais de hemorragia ventricular pregressa, vista como hipossinal marcado na superfície ependimária do VLE
CISTO COLOIDE
Presença de cisto colóide no terceiro ventrículo, na topografia dos forames de Monro, medindo cerca de 1,2 cm de diâmetro, determinando leve dilatação dos ventrículos laterais, com arredondamento dos cornos ventriculares, sem sinais de transudato ependimário.
MORTE ENCEFÁLICA
Hipoatenuação difusa do parênquima encefálico, associada a perda da diferenciação entre as substâncias branca e cinzenta e discreto efeito expansivo, com apagamento de alguns sulcos e fissuras cerebrais e redução volumétrica dos ventrículos.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Hipoatenuação difusa do parênquima encefálico, associada a perda da diferenciação entre as substâncias branca e cinzenta e discreto efeito expansivo, com apagamento de alguns sulcos e fissuras cerebrais e redução volumétrica dos ventrículos, achados que neste contexto clínico denotam dano estrutural difuso.
ENCEFALOMALACIA
Pequena área de encefalomalácia / gliose corticossubcortical no giro frontal médio esquerdo, compatível com sequela de isquemia.
Área de encefalomalácia / gliose localizada em situação corticossubcortical no lóbulo parietal inferior , pré-cúneo e cúneo esquerdos, associada a retração do corno occipital do ventrículo lateral deste lado.
Extensas áreas de encefalomalácia e gliose substituindo córtex e substância branca subcortical têmporo-parieto-occipital bilateral e no polo temporal esquerdo, de aspecto sequelar. Destaca-se foco de deposição de hemossiderina nas margens da lesão têmporo-parieto-occipital à esquerda, com discreta impregnação pelo gadolínio.
Área de encefalomalácea / gliose acometendo a região insular e nucleocapsular direitas, caracterizado por acentuação dos sulcos corticais regionais e da fissura Sylviana, bem como ectasia do corpo e corno frontal do ventrículo lateral homolateral. Associa-se redução volumétrica do pedúnculo cerebral direito, provavelmente secundária à degeneração Walleriana.
Área de encefalomalácia / gliose córtico-subcortical, comprometendo a região perirrolândica, giros longos da ínsula e o lóbulo parietal inferior à direita, bem como o giro frontal médio ipsilateral, por sequela de injúria isquêmica, ocasionando consequente dilatação compensatória das porções correspondentes do ventrículo lateral além de degeneração walleriana do trato córtico-espinhal ipsilaterais.
Hipersinal em T1 SE/ MTC e T2/FLAIR ao longo dos tratos corticospinais intracranianos, estendendo-se da transição corticossubcortical dos giros pré-centrais aos centros semiovais e segmento posterior das cápsulas internas. Nota-se ainda hipersinal em T1 SE/ MTC e T2/FLAIR acometendo parte do tronco do corpo caloso. O sinal dos tratos corticospinais na ponte tem aspecto preservado.
Extensas áreas de encefalomalacea / glicose comprometendo o lobo frontal, a ínsula e lobo temporal direitos, determinando efeito atrófico local com acentuação dos sulcos corticais e ectasia do ventrículo lateral direito. Existem sinais de degeneração walleriana do trato corticoespinhal direito caracterizado por assimetria dos pedúnculos cerebrais, de menor dimensão à direita.
PÓS HIP
Área de encefalomalácia / gliose em “fenda” no aspecto lateral do corpo estriado e da cápsula externa esquerdos, compatível com sequela de hemorragia intraparenquimatosa, com extensão ao giros orbitários posterior e lateral e à coroa radiada ipsilaterais.
HIPOSSINAL T2*
Múltiplos focos de marcado hipossinal na sequência T2* em topografia subcortical nos lobos occipitais, que devem resultar de calcificações residuais ou depósitos de hemossiderina.
Observam-se múltiplos focos de marcado hipossinal na sequência SWI em topografia subcortical nos hemisférios cerebrais, mesencéfalo à direita e no pedúnculo cerebelar médio esquerdo, sem efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio que devem resultar de depósitos focais de hemossiderina ou, menos provavelmente, calcificações residuais..
SIDEROSE
Nota-se deposição de material com marcado hipossinal na sequência ponderada em T2* na cortical cortical, de aspecto giriforme, na sequência T2* no giro pós-central, e lóbulo parietal superior esquerdo, compatível com depósito de produtos de degradação da hemoglobina (siderose superficial).
Sinais de siderose leptomeníngea caracterizada por marcado hipossinal na sequência SWI no contorno das folhas cerebelares e, principalmente, do verme superior.
CAVERNOMA
Lesão expansiva com hipossinal em T1, hipersinal heterogêneo e halo de hipossinal nas sequências T2/FLAIR, além de marcado hipossinal na sequência T2*, acometendo o aspecto anterior do tálamo direito. Não há efeito expansivo local significativo. Mede 1,1 x 0,9 cm. O aspecto de imagem é compatível com angioma cavernoso (cavernoma)/ admite diagnóstico diferencial com hemangioma cavernoso
Área de alteração de sinal acometendo a região ântero-medial do lobo temporal direito, incluindo o uncus e o hipocampo homolaterais, caracterizada por isosinal em T1, hipersinal com halo de marcado hipossinal em T2, sem impregnação pelo gadolínio, medindo 1,1 x 1,1 cm. A sequência SWI evidencia exacerbação da fenômeno de susceptibilidade magnética com marcado hipossinal local em decorrência da presença de produtos de degradação da hemoglobina. + DVA
A injeção intravenosa do agente contraste paramagnético evidencia anomalia do desenvolvimento venoso adjacente à lesão supracitada.
O conjunto das alterações observadas na região ântero-medial do lobo temporal direito é compatível com a associação de anomalia do desenvolvimento venoso e angioma cavernoso.
CAVERNOMA + DVA
Lesão nodular heterogênea com focos de hipersinal em T1 e T2/FLAIR, além de marcado hipossinal na sequência SWI, que deve resultar da presença de produtos de degradação da hemoglobina, localizada no pedúnculo cerebral esquerdo, medindo cerca de 1,0 cm. Após a injeção intravenosa do agente paramagnético, observa-se discreta impregnação, predominantemente perilesional. Associa-se anomalia do desenvolvimento venoso adjacente à lesão descrita.
MICROANGIOPATIA
Focos de hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca dos hemisférios cerebrais, sem efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio, que devem representar focos de gliose/microangiopatia.
Presença de lesões hipodensas na substância branca periventricular e do centro semi-oval de ambos os hemisférios cerebrais, sem caráter expansivo e de limites bem definidos.
Focos hipodensos na substância branca periventricular e do centro semioval de ambos os hemiférios cerebrais, sem efeito expansivo, relacionados a doença de pequenos vasos.
Focos de hipersinal nas sequências T2/FLAIR acometendo a substância branca periventricular e os centros semiovais, sem efeito atrófico ou expansivo significativos.
ID: Alteração inespecífica nas sequências T2/FLAIR acometendo a substância branca, mas podem corresponder a gliose / microangiopatia.
EPV/IL
As pequenas áreas isoidensas ao liquor localizadas póstero-lateralmente a comissura anterior e inferiormente ao putâmen em ambos os hemisférios cerebrais, representam apenas espaços perivasculares de Virchow-Robin ligeiramente proeminentes (variação anatômica).
Lacunas isquêmicas antigas no aspecto inferior do hemisfério cerebelar direito e no núcleo lentiforme deste lado e subinsular esquerdo.
Hipodensidades nucleocapsulares, que pode representar espaços perivasculares proeminentes ou mesmo lacunas isquêmicas antigas.
Dilatação focal dos espaços perivasculares junto a extremidade lateral direita da comissura anterior (variação anatômica).
Dilatação focal dos espaços perivasculares junto a extremidade lateral esquerda da comissura anterior (variação anatômica).
Dilatação focal dos espaços perivasculares junto as extremidades laterais da comissura anterior.
Alargamento do espaço subaracnoide, com predomínio nas regiões frontais, que mede até 7,0 mm de espessura, sem sinais de efeito expansivo associado, compatível com proeminência do espaço liquórico benigno da infância.
Parênquima cerebral com hipoatenuação difusa da substância branca cerebral, devendo ser compatível com o grau de mielinização do paciente (recem-nascido).
HIPOXIA NEONATAL
Áreas de alteração de sinal nas seqüencias T2/FLAIR, que acometem o córtex perirrolândico bilateral, bem como substância branca subcortical da região posterior dos centros semiovais e coroa radiada, na topografia dos tratos corticospinais, estendendo-se as regiões peritrigonais. Notam-se ainda alterações semelhantes na região ventrolateral dos tálamos, nos globos pálidos e putames.
Afilamento na transição entre o istmo e esplênio do corpo caloso, de aspecto sequelar.
ID: Áreas de alteração de sinal corticossubcortical bilateral na topografia dos tratos corticospinais, bem como dos globos pálidos, putames e da região ventrolateral dos tálamos. Tais achados são compatíveis com áreas sequelares secundárias á encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal, de padrão central.
HEMORRAGIA PERINATAL + HIDROCEFALIA
Desproporção crânio-facial com predomínio do crânio.
Focos de marcado hipossinal nas sequências SWI, localizados no glomus corióide bilateral, na superfície ependimária, principalmente na região posterior dos cornos occipitais. Nota-se ainda a presença de se gliose superficial caracterizada pelo depósito de hemossiderina na superfície leptomeníngea da cisterna interpeduncular e entre as folias cerebelares.
Sinais de redução volumétrica da substância branca dos hemisférios cerebrais associado a arqueamento e afilamento difuso do corpo caloso.
Fina membrana localizada no terço médio/distal do aqueduto mesencefálico, determinando acentuada dilatação do sistema ventricular supratentorial, principalmente dos cornos temporais e occipitais dos ventrículos laterais.
Nas sequências adicionais sensíveis a fluxo não se observa fluxo liquórico através do aqueduto mesencefálico.
ID: Desproporção crânio-facial com predomínio do crânio.
Sinais de hemorragia intraventricular pregressa com siderose ependimária, corióide e leptomeníngea.
Fina membrana localizada no terço médio/distal do aqueduto mesencefálico, determinando acentuada dilatação do sistema ventricular supratentorial, provavelmente secundário a aderência por hemorragia prévia.
Redução volumétrica da substância branca dos hemisférios cerebrais.
Cateter de derivação ventricular com entrada parietal direita e extremidade distal na alta convexidade frontal deste mesmo lado.
Destaca-se no presente exame a marcada ventriculomegalia supra e infratentorial com consequente redução volumétrica da substância branca, havendo importante dilatação cística do IV ventrículo, determinando marcada compressão sobre o dorso do tronco encefálico, o qual se apresenta afilado.
Coleção subdural que acompanha a intensidade de sinal do liquor em todas sequências realizadas, compatível com higroma na convexidade frontotemporoparietal direita, condicionando efeito compressivo sobre o parênquima encefálico adjacente, apresentando espessura máxima de 2,1 cm, apresentando ainda pertuito que se continua em situação extracraniana, formando pequena coleção em ao nível do orifício de trepanação parietal direito que se continua caudalmente com extensão à região cervical.
Existe marcado hipossinal na sequência Gradient Echo relacionado a sangramento previo de matriz germinativa em situação subependimária nos corpos dos ventrículos laterais bem como em plexo coróide e ao nível da fossa posterior.
Cavidade hidrossiringomiélica no segmento cervical visibilizado.
O estudo de fluxo liquórico evidencia certo turbilhonamento ao nível de ventrículos laterais e IV ventrículo.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Avaliação por ressonância magnética do encéfalo e estudo de fluxo liquórico revelando reabsorção parcial dos sinais sangramento prévio em situação intraventricular em relação ao exame de referência de junho de 2012 de outro serviço.
Permanecem achados compatíveis com higroma subdural na convexidade frontotemporoparietal direita condicionando efeito compressivo sobre o parênquima encefálico adjacente sem desvio das estruturas centro-medianas para o lado contralateral, ressaltando-se ainda haver pertuito que comunica a coleção com o compartimento extracraniano ao nível do orifício de trepanação com extensão à região cervical ao longo do trajeto da derivação ventriculoperitoneal.
Permanece marcada ventriculomegalia supra e infratentorial com consequente redução volumétrica da substância branca, havendo importante dilatação cística do IV ventrículo, determinando marcada compressão sobre o dorso do tronco encefálico, o qual se apresenta afilado.
CISTO PORENCEFÁLICO – SEQUELA DE HEMORRAGIA DA MATRIZ GERMINATIVA
Persiste estável a imagem compatível com cisto poroencefáfico no lobo frontal esquerdo, que comunica com o corpo e corno anterior do ventrículo lateral deste lado.
Não houve alteração na área compatível com depósito de hemossiderina (sequela de hemorragia) no sulco caudotalâmico esquerdo, que neste contexto clínico provavelmente esta realcioanada a hemorragia da matriz germinativa.
Também não houve alteração na moderada ectasia do sistema ventricular supratentorial, não associada a transudação liquórica, e o estreitamento do aqueduto cerebral no nível dos colículos inferiores.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por trepanação frontal esquerda, descontinuidade do septo pelúcido e descontinuidade do assoalho do III ventrículo (tuber e infundíbulo), associados a turbilhonamento liquórico no III ventrículo e nas cisternas interpeduncular e pré-pontina (ventriculostomia pérvia).
Permanecem as membranas em situação pré-pontina, assim como junto ao forame de Magendie e na cisterna magna, aparentemente sem repercussões significativas na drenagem liquórica do IV ventrículo, porém, formando pequenas formações císticas inferiormente ao cerebelo.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Exame controle de terceiro ventriculostomia sem alterações evolutivas significativas em relação estudo de referência, persistindo cisto porencefálico no lobo frontal esquerdo, a sequela de hemorragia da matriz germinativa no sulco caudotalâmico esquerdo e a moderada ectasia compensada do sistema ventricular supratentorial.
TORCH
Múltiplos focos de calcificação esparsos nos hemisférios cerebrais, predominantemente nas regiões corticossubcorticais, observando-se alguns com localização periventricular.
Hipoatenuação difusa da substância branca, predominando nas regiões subcorticais dos lobos temporais e frontais.
Entre os diagnósticos diferenciais, a possibilidade de lesões decorrentes de infecção congênita (TORCH) deve ser considerada.
MIELINIZAÇÃO TERMINAL
Áreas de hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR e hipossinal em T1, sem impregnação pelo meio de contraste ou restrição à livre movimentação das moléculas de água na sequência de difusão, acometendo a subtância branca dos centros semiovais e a coroa radiada adjacente ao átrio dos ventrículos laterais e na substância branca adjacente ao corno frontal do ventrículo lateral direito, sem representar efeito expansivo ou atrófico significativo.
O estudo de especroscopia demonstrou discreto aumento dos picos de lactato/lípides. O aspecto é inespecífico, podendo representar áreas de mielinização terminal.
LEUCOMALÁCIA CÍSTICA
Substituição cística do parênquima dos lobos parietal e occipital direitos, de aspecto sequelar (leucomalácia cística). Nota-se comprometimento semelhante do lobo frontal esquerdo, com menor extensão.
Persistem os sinais de craniotomia bifrontal, com espessamento da superfície dural adjacente, decorrente da manipulação cirúrgica antiga.
Também persistem as áreas de encefalomalácia com focos de hemorragia cicatricial (hemossiderina) comprometendo as regiões corticossubcorticais dos lobos frontais, inclusive os giros retos, devendo corresponder à alteração pós-cirúrgica.
“Status” pós-cirúrgico caracterizado por craniectomia frontotemporoparietal direita, com extensa área de encefalomalácia / gliose corticossubcortical e pequeno hematoma subdural adjacente, associados a focos hiperdensos de permeio que sugerem componente hemáticos, provavelmente relacionados ao procedimento cirúrgico.
Cateter de derivação ventricular com orifício de entrada na região parietal direita e extremidade interna na topografia do giro frontal superior ipsilateral.
Status pós-cirúrgico de cranioestenose, com múltiplas osteotomias frontoparietais e presença de molas bilaterais.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por craniotomia parietoccipital esquerda, coleção epidural fluidogasosa adjacente, sem efeito expansivo significativo, e encefalomalácia / gliose corticosubcortical no cuneus e no pólo occipital deste lado, bem como no fórceps maior ipsilateral, associadas a pequenas hemorragias corticossubcorticais de permeio e hemorragia subaracnóide adjacente, medialmente ao cuneus e depositada no corno occipital do ventrículo lateral ipsilateral.
Status pós-cirúrgico caracterizado por craniectomia occipital mediana baixa com área de encefalomalácia / gliose do hemisfério cerebelar esquerdo, provavelmente relacionado ao procedimento cirúrgico prévio.
Orifício de trepanação na região frontal direita.
Status pós-cirúrgico caracterizado por craniotomia frontoparietal e orifício de trepanação frontal direitos.
Houve passagem de cateter de derivação ventricular com entrada na região parietal direita e extremidade distal projetada no corno anterior do ventrículo lateral e contralateral, notando-se sangramento em seu trajeto, notadamente na substância branca da região parietal e na região núcleo capsular posterior à direita, envolvendo o tálamo e porção posterior do putâmen.
Sinais de manipulação cirúrgica com craniotomia frontotemporal esquerda. Observa-se espessamento da paquimeníngeo adjacente, decorrente da manipulação cirúrgica.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por craniotomia parietal direita. Observa-se no parênquima subjacente, cavidade cirúrgica que ocupa o lóbulo parietal inferior, apresentando impregnação ao gadolínio de suas paredes, bem como da paquimeninge adjacente, relacionado ao procedimento cirúrgico. Destacam-se ainda focos de marcado hipossinal na sequência T2* circundando a cavidade cirúrgica, compatíveis com depósitos de hemossiderina. Área de hipersinal nas sequências T2/FLAIR compromete o parênquima parietal circunjacente, que deve estar relacionada a área de encefalomalácia/gliose. Não há sinais de efeito compressivo ou lesões que sugiram recidiva tumoral no leito cirúrgico.
REMANESCENTE TU GLIAL
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por craniectomia pterional esquerda, com reposição de retalho ósseo, associada ao espessamento e impregnação paquimeníngea adjacente. Não se observam significativas coleções extra-axiais.
Sinais de ressecção parcial da formação expansiva de características infiltrativas temporal à esquerda, cujos remanescentes apresentam limites imprecisos, apresentando impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético, delimitando áreas centrais de necrose / liquefação. Apresenta contornos lobulados e extensão ao espaço subdural, estendendo-se por sobre a asa maior do esfenóide homolateral, determinando deslocamento do giros frontal inferior e orbitários adjacentes.
Destaca-se redução do efeito expansivo em comparação com o estudo de referência, não havendo significativo desvio das estruturas centromedianas.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam depleção da população neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, pequena quantidade de lactato, marcador de necrose/anaerobiose.
ID: Controle pós-operatório com sinais de remanescentes tumorais, de características infiltrativas, comprometendo o lobo temporal esquerdo. As características de imagem, somadas aos achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central, com alto grau de agressividade biológica.
REMANESCENTE MACROADENOMA
Sinais de manipulação cirúrgica transesfenoidal.
Houve ressecção parcial da formação expansiva selar descrita no estudo de referência. Observam-se sinais de remanescentes da lesão, com sinal discretamente heterogêneo, predominantemente isointenso em relação à substância cinzenta em T1 e hiperintenso em T2/FLAIR, com diminutas áreas císticas de permeio no seu aspecto posterior, estendendo-se inferiormente ao clivus, parcialmente substituído. Destaca-se ainda remanescentes parasselares, com sinais de invasão dos seios cavernosos, com envolvimento circunferencial das artérias carótidas internas, sem redução significativa de seu calibre.
A ressecção foi ampla do componente selar e supra-selar, já não havendo sinais de compressão do quiasma óptico ou do assoalho do III ventrículo.
Observa-se herniação do conteúdo da cisterna supra-selar a sela turca, com dilatação compensatória do recesso infundibular do III ventrículo.
Lobo posterior reposicionado junto à base da haste hipofisária, que se encontra deslocada para a direita.
RECIDIVA + RADIONECROSE
Sinais manipulação cirúrgica caracterizada por craniotomia parietal esquerda com cavidade cirúrgica preenchida por conteúdo líquido, levemente hiperproteico, com sinal maior que o liquor nas imagens FLAIR.
Destaca-se extensa área de alteração de sinal no parênquima encefálico adjacente ao leito cirúrgico, principalmente demonstrada na face medial do lobo temporal esquerdo, nos giros temporais médio e superior esquerdos, bem como na substância branca e no córtex do lobo parietal remanescente, estendendo-se às regiões periatriais e ao esplênio do corpo caloso.
Destaca-se o comprometimento temporal mesial demonstrado pelo aumento volumétrico da formação hipocampal e do giro para-hipocampal esquerdos, que exibem hipersinal nas imagens FLAIR com intensa impregnação heterogênea após a injeção intravenosa agente contraste paramagnético. Os estudos de espectroscopia realizados nesta topografia demonstram acentuada elevação do pico de colina com inversão de suas relações (Co/NAA e Co/Cre), favorecendo a aumento do turnover celular local pela multiplicação de membranas celulares. Nota-se ainda aumento discreto de lípides / lactato, bem como a acentuada redução de NAA. O estudo de perfusão por RM com avaliação da susceptibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstra o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV), corroborando a hipótese do predomínio de tecido neoplásico viável (recidiva/remanescente tumoral) nesta topografia.
Nota-se ainda o comprometimento da região periatrial esquerda e, principalmente, do esplênio do corpo caloso, caracterizado por efeito expansivo local e pela intensa impregnação heterogênea que delimita múltiplas zonas de necrose. Nestas topografias é possível demonstrar a redução dos valores de ADC, principalmente no corpo caloso, que deve resultar da presença de conteúdo hipercelular tecidual. Destaca-se ainda a presença de aumento do rCBV denotando a proliferação microvascular local por neoangiogênese. A avaliação das regiões periatriais, principalmente da substância branca parietal esquerda pelos métodos não convencionais demonstra valores menores de ADC e rCBV, que podem resultar do predomínio de alterações induzidas pela terapia (radionecrose local).
A extensão lesional ao hemisfério direito é demonstrada principalmente pelo comprometimento do corpo caloso e da substância branca da do fórceps maior, sem impregnação significativa nesta última topografia.
Destaca-se ainda a presença extenso edema vasogênico adjacente às áreas de impregnação anormal pelo gadolínio, que se estendem à coroa radiada e ao centro semi-oval esquerdos, bem como à substância branca das regiões capsulares homolaterais
ID: Extensa área de alteração do sinal adjacente ao leito cirúrgico comprometendo principalmente as regiões temporal mesial esquerda, periatriais homolaterais, estendendo-se ao esplênio do corpo caloso e ao hemisfério contralateral. Destaca-se o comprometimento da região mesial do lobo temporal esquerdo e do esplênio do corpo caloso onde o conjunto das alterações mencionadas favorece a possibilidade de tecido neoplásico viável (recidiva / remanescente tumoral). A área de comprometimento parietal esquerda, principalmente da substância branca, deve representar o predomínio de alterações induzidas pela terapia instituída (radionecrose).
PÓS OP SELA
Persistem sinais de manipulação cirúrgica por via transesfenoidal, caracterizados por etmoidectomia bilateral, ressecção das paredes anteriores dos seios esfenoidais e do septo entre os seios, bem como ampla descontinuidade do assoalho da sela turca, com tecido de provável natureza fibrocicatricial ou material de inclusão cirúrgica de permeio.
É menos evidente e tem menores dimensões o nódulo na porção lateral direita do parênquima hipofisário, persistindo área de alteração de sinal de configuração nodular, de características císticas, medindo cerca de 0,6 x 0,5 cm em seus maiores diâmetros, sem impregnação significativa pelo gadolínio.
RECIDIVA
Status pós-cirúrgico caracterizado por craniectomia occipital direita e pela presença de cavidade cirúrgica na periferia do hemisfério cerebelar direito, com depósito de subprodutos de degradação da hemoglobina em seu interior.
Presença de lesões nodulares em aparente situação extra-axial localizadas anteriormente à cavidade cirúrgica junto a superfície petrosa do osso temporal direito e adjacente a porção medial e posterior da mesma, que sofre impregnação intensa e algo heterogênea pelo agente paramagnético.
A possibilidade de lesões residuais / recidivadas relacionadas com a doença de base da paciente deve ser incluída no diagnóstico diferencial como primeira hipótese.
HEMATOMA SUBGALEAL
Aumento de partes moles extracraniano na região <>, compatível com hematoma subgaleal.
Aumento de partes moles extracraniano na região frontotemporoparietal esquerda, que se associa à focos gasosos de permeio, compatível com hematoma subgaleal associado a enfisema de permeio.
FRATURAS
Traço de fratura oblíqua <>, que se estende através da sutura parieto-occipital direita até a sutura temporo-occipital homolateral, determinando discreta diástase óssea.
Traços de fratura nos ossos nasais e processos frontais dos ossos maxilares, com desalinhamento significativo. Material hiperatenuante preenche parcialmente os seios da face e as vias aéreas superiores, que pode corresponder a material hemático relacionado ao trauma.
Traço de fratura comprometendo o osso parietal direito e as porções escamosa, mastóidea e timpânica do osso temporal homolateral, sem desalinhamento ósseo significativo. Nota-se material discretamente hiperatenuante preenchendo algumas células mastóideas, bem como parcialmente a cavidade timpânica e o conduto auditivo externo direitos, que pode corresponder a material hemático neste contexto clínico. Tais achados poderão ser mais bem avaliados por estudo dirigido.
EDEMA
Redução da diferenciação entre substâncias branca e cinzenta nos hemisférios cerebrais, sugestivo de edema cerebral difuso, associado a efeito expansivo, que determina apagamento dos sulcos e fissuras encefálicas bem como obliteração difusa das cisternas da base.
CONTUSÃO
Contusões parenquimatosas cortico-subcorticais comprometendo o giro frontal inferior esquerdo, a maior delas medindo cerca de 1,9 x 1,2 x 1,5 cm (volume 1,8 mL), associadas à halo hipoatenuante, que pode decorrer de edema vasogênico. Tais achados determinam discreto efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais regionais. Não há sinais de extravasamento do meio de contraste no interior das lesões.
CONTUSÃO HEMORRÁGICA
Material espontaneamente hiperatenuante junto a superfície cortical associado a preenchimento parcial dos sulcos corticais dos aspectos <>, sugestivo de contusão cortical associado a hemorragia subaracnoide traumática adjacente.
Pequeno foco hiperatenuante, sem efeito expansivo associado, localizado no pólo temporal esquerdo, compatível com área de contusão hemorrágica.
LESÃO AXONAL DIFUSA
Múltiplos diminutos focos de hipossinal na sequência T2*, com predomínio na substância branca subcortical dos lobos frontais, notadamente à direita, e outro diminuto foco no esplênio do corpo caloso deste mesmo lado. Associa-se área de hipersinal nas sequências T2 e FLAIR observada na substância branca do giro frontal superior direito.
Destaca-se foco nodular apresentando também marcado hipossinal na sequência T2*, localizado no giro orbitário lateral direito, compatível com contusão hemorrágica, quando analisada em conjunto a tomografia computadorizada do crânio do dia 14/06/2014, sem efeito expansivo significativo. Observa-se nos sulcos adjacentes, material com hipersinal nas sequências ponderadas em T1 preenchendo os sulcos orbitais direitos, sem efeito expansivo associada, compatível com conteúdo hemático.
Observam-se múltiplos focos de hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca dos hemisférios cerebrais, sem efeito expansivo associado ou impregnação pelo gadolínio. Muitos deles apresentam sinais de hemorrágica petequial, caracterizadas pela presença de focos de marcado hipossinal nas sequências gradiente eco, que se distribuem de forma relativamente simétrica em ambos os hemisférios cerebrais, de topografia predominantemente subcortical, comprometendo principalmente os lobos frontais.
OPINIÃO:Alterações focais de sinal da substância branca dos hemisférios cerebrais, muitas delas hemorrágicas, compatíveis com alterações sequelares à lesão axonal difusa.
HEMATOMA SUBARACNOIDE
Achados compatíveis com hemorragia subaracnoidea, caracterizada por preenchimento do sulco frontal superior direito por material com hipersinal na sequência FLAIR.
Sinais de hemorragia subaracnóide depositada na cisterna ambiens esquerda, bem como na cisterna interpeduncular.
Material espontaneamente hiperdenso obliterando as porções esfenoidais e opercular da fissura sylviana bilateralmente, assim como alguns sulcos da alta convexidade fronto-parietal bilateral, provavelmente relacionada a hemorragia subaracnóide.
Sinais de hemorragia subaracnóide traumática preenchendo parcialmente a fissura Sylviana esquerda, bem como os sulcos corticais da convexidade frontoparietal e a cisterna pontocerebelar esquerdas.
Sinais de hemorragia subaracnoide, preenchendo alguns poucos sulcos temporoparietais, porém predominando nas porções esfenoidais das fissuras Sylvianas e na foice inter-hemisférica anterior. Destaca-se ainda sinais de hemoventrículo, caracterizado por conteúdo hemático no interior do III ventrículo.
HEMATOMA SUBDURAL
Hematoma subdural de convexidade fronto têmporo parieto occipital à direita, com espessura máxima de 0,6 cm, que promove discreto apagamento dos sulcos entre os giros corticais, sem promover desvios significativos das estruturas da linha média, no entanto, determina colapso parcial do corpo do ventrículo lateral ipsilateral.
Achados compatíveis com hematoma subdural agudo/subagudo na convexidade fronto-parietal direita, medindo 2,8 cm na sua maior espessura, que determina efeito expansivo, apagando os sulcos e fissuras adjacentes, comprimindo o ventrículo lateral deste lado, desviando as estruturas centromedianas em cerca de 1,0 cm e promovendo herniação subfalcina do giro do cíngulo ipsilateral para a esquerda.
Estudo comparativo demonstra redução da espessura do hematoma subdural na convexidade frontoparietal direita, com componentes hiperdensos de permeio, bem como componente gasoso na convexidade frontal e região frontobasal direita, com espessura máxima de 1,1 cm, que exerce efeito compressivo sobre o parênquima encefálico subjacente em menor grau que no exame prévio caracterizado por redução e apagamento dos sulcos entre os giros corticais, compressão parcial sobre o corno frontal do ventrículo lateral direito e desvio de estruturas da linha média por cerca de 5,0 mm ao nível do septo pelúcido.
Achados compatíveis com hematoma subdural frontoparietal à direita, com espessura máxima de 0,7 cm, apresentando produtos de degradação da hemoglobina em diferentes fases, retificando o parênquima encefálico adjacente, com certo apagamento dos sulcos regionais. Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se realce capsular deste hematoma.
Nota-se outro pequeno hematoma extra-axial occipital direito, sem compressões significativas sobre o parênquima encefálico adjacente.
Coleção subdural frontotemporoparietoocciptal direita, de conteudo heterogêneo, com áreas espontaneamente hiperatenuante de permeio, com espessura máxima de 0,6 cm, determinando efeito expansivo caracterizado por retificação dos giros corticais adjacentes, sem desvio das estruturas da linha mediana
Coleção extradural, com morfologia subdural, localizada na convexidade frontoparietal direita, compatível com hematoma.
Coleção subdural na convexidade frontoparietal direita, com conteúdo de hipersinal em T1 e T2 / FLAIR, espessura máxima de <> cm, que determina discreto efeito expansivo, caracterizado pela retificação do contorno dos giros corticais adjacentes.
Coleções extra-axiais com morfologia subdural, caracterizadas por hipersinal em T1 e T2/FLAIR, localizadas na convexidade frontoparietal direita e parietal esquerda, determinando mínimo efeito expansivo local, apresentando espessura máxima de 1,1 cm e 0,3 cm, respectivamente, medidas no plano coronal. Não há desvio das estruturas centromedianas.
Coleção extraxial hiperatenuante, com morfologia subdural, que determina discreto efeito compressivo local, caracterizado por apagamento dos sulcos corticais e retificação dos giros adjacentes, localizado na convexidade parietotemporal direita, com espessura máxima de 0,3 cm. Não há deslocamento das estruturas centromedianas.
EPIDURAL
coleção extra-axial hiperatenuante, de morfologia epidural, apresentando espessura máxima de 0,2 cm, sobre a convexidade parietal posterior, sem efeito expansivo significativo.
CISTO PINEAL
Formação de aspecto cístico simples na glândula pineal, medindo aproximadamente 1 cm, estabelecendo contato com os colículos superiores.
CARCINOMATOSE MENÍNGEA
Hipersinal na sequência FLAIR acometendo a profundidade dos sulcos corticais e das folhas cerebelares, bem como na superfície pial do tronco encefálico, associado à intensa impregnação leptomeníngea difusa. Associa-se discreta impregnação do segmento cisternal dos nervos oculomotores, notadamente à esquerda, bem como do complexo VII / VIII no interior do conduto auditivo à direita.
OPINIÃO: Achados compatíveis com acometimento difuso das leptomeninges, com provável acometimento do segmento cisternal dos nervos oculomotores e do complexo VII/ VIII no interior do conduto auditivo direito. As características observadas podem resultar do comprometimento difuso inflamatório ou neoplásico (leptomeningite difusa).
CRANIOFARINGEOMA
Formação expansiva suprasselar caracterizada por sinal heterogêneo em todas as sequências, apresentando focos de marcado hipossinal em T2 ecogradiente, que pode resultar de calcificações ou depósito de hemossiderina, medindo cerca de 2,7 x 2,1 x 1,5 cm nos seus maiores eixos, com impregnação heterogênea pelo gadolínio. Inferiormente a lesão ocupa se estende à interpeduncular, mantendo íntimo contato com o quiasma óptico, dificultando a identificação da haste hipofisária. Não há extensão selar significativa. Superiormente a lesão estende-se a região hipotalâmica, abaulando o assoalho do III ventrículo e ocupando-o parcialmente.
OPINIÃO: Formação expansiva suprasselar com extensão hipotalâmica, compatível com craniofaringeoma, admitindo-se como principal diferencial a possibilidade de angioma cavernoso.
TUMOR GLIAL DE BAIXO GRAU
Formação expansiva, de características infiltrativas temporoinsular à direita, sem limites precisos, comprometendo os giros temporal superior e aspecto inferior da ínsula, sem impregnação pelo agente de contraste paramagnético.
Seu efeito expansivo é caracterizado por leve apagamento dos sulcos corticais adjacente e da fissura sylviana.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura não se observa significativa elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal que possa resultar de proliferação microvascular.
também não foi observado aumento da permeabilidade capilar caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam despopulação neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares.
OPINIÃO: Formação expansiva, de características infiltrativas, temporoinsular à direita. As características de imagem, somadas aos achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central. O diagnóstico diferencial deve incluir a possibilidade de lesão glial de baixo grau.
TUMOR GLIAL DE ALTO GRAU
Formação expansiva, de características infiltrativas centroencefálica à esquerda, sem limites precisos, apresentando impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético, com aparente comprometimento dos espaços perivasculares adjacentes. Presenta contornos irregulares, estendendo-se superiormente ao centro semioval homolateral e anteriormente ao sulco culdotalâmico. Lateralmente envolve o núcleo lentiforme e posteriormente os núcleos talâmicos anteriores e mediais. Sua extensão inferior compromete ainda o aspecto superior do pedúnculo cerebral homolateral.
Seu efeito expansivo é caracterizado por compressão do corpo do ventrículo lateral esquerdo e discreta deformidade do III ventrículo.
Apresenta-se circundada por extenso halo de edema/infiltração, caracterizado por hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR, que se estende da região subcortical dos giros pré e pós-central à região periventricular do lobo temporal esquerdo.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, destaca-se elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal, denotando proliferação microvascular.
Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam despopulação neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, pequena quantidade de lactato, marcador de necrose/anaerobiose.
OPINIÃO:Formação expansiva, de características infiltrativas, comprometendo os núcleos da substância cinzenta profundos à esquerda, com extensão ao centro semioval e, inferiormente, ao pedúnculo cerebral adjacente. As características de imagem, somadas aos achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central, com alto grau de agressividade biológica. O diagnóstico diferencial deve incluir a possibilidade de lesões gliais de alto grau, com diferencial para processo de natureza linfoproliferativa.
Formação expansiva, de características infiltrativas comprometendo a região subinsular direita, sem limites precisos, apresentando impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético, delimitando áreas de necrose / liquefação central. Presenta contornos irregulares, imprecisos, e apresenta-se circundada por extenso halo de edema/infiltração, caracterizado por hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR, que se estende superiormente ao centro semioval homolateral e região periventricular frontal direita e posteriormente ao segmento dorsal do braço posterior da cápsula interna.
Determina deslocamento medial da cápsula externa, putamen e globo pálido, sem que haja alteração expressiva do sinal da anisotropia fracionado destas estruturas, o que não sugere invasão.
As sequencias de tractrografia apontam, entretanto, para importante alteração arquitetural e da anisotropia fracionada do córtex insular, capsula extrema e claustro, sugerindo invasão tumoral.
Distorção arquitetural, menos pronunciada, porém também sugestiva de invasão, é observada no fascículo arqueado, porção anterior do feixo longitudinal superior e, em menor grau, no feixo fronto-occipital superior. Não se observam sinais de comprometimento do trato córtico-espinhal.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, destaca-se elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal, denotando proliferação microvascular. Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam despopulação neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, pequena quantidade de lactato, marcador de necrose/anaerobiose.
OPINIÃO: Formação expansiva, de características infiltrativas comprometendo a região subinsular direita. As características de imagem, somadas aos achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central, com alto grau de agressividade biológica. O diagnóstico diferencial deve incluir a possibilidade de lesões gliais de alto grau.
TUMOR GANGLIONEURAL
Persiste com dimensões inalteradas a formação expansiva de características infiltrativas comprometendo o verme cerebelar, com hipersinal nas sequências ponderadas em T2 e discreto efeito expansivo, caracterizado por discreta deformidade do IV ventrículo. A lesão apresenta múltiplos cistos no seu interior, com extensão superior ao pedúnculo cerebelar superior direito e mesencéfalo homolateral, ao redor do aqueduto mesencefálico. As características de imagem não são específicas, porém deve ser incluída a possibilidade de lesão neoplásica glial de baixo grau.
A administração do agente de contraste paramagnético, entretanto, evidencia a presença de foco anelar subcentimétrico de impregnação pelo gadolínio na margem lateral direita da porção superior da lesão, não observado nos estudos de referência.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, merece destaque que o novo foco de impregnação destacado apresenta elevação do rCBV em relação à substância branca de aparência normal, denotando o aumento da densidade capilar. Este deve ser o foco de eleição na eventual realização de biópsia dirigida.
Não há aumento significativo da permeabilidade capilar caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam leve depleção da população neuronal no local da lesão, caracterizada por redução dos picos de NAA. Não foi observada, entretanto, inversão das relações colina/creatina e colina/NAA. Nota-se apenas discreta elevação relativa do pico de mioinositol e de suas relações.
O conjunto das alterações observadas não é específico, mas permite incluir entre os diferenciais a possibilidade do tumor glioneuronal formador de rosetas do quarto ventrículo.
MENINGIOMA
Formação expansiva extra-axial lobulada, com ampla base de implantação dural caracterizada por isossinal em T1 e T2, localizado na regiao parassagital da convexidade frontal direita, em intimo contato com o seio sagital superior, medindo cerca de 7,0 x 4,8 x 2,4 cm. Ha sinais de hemorragia intratumoral.
A lesão determina compressão sobre o parênquima cerebral adjacente, associado a extenso edema perilesional com retificação do tronco do corpo caloso, e obliteração parcial do corpo do ventrículo lateral direito e desvio das estruturas centromedianas para esquerda por cerca de 0,6 cm no nível dos forames de Monro sem sinais evidentes de herniação.
Observa-se ainda sinais de remodelamento osseo da calota craniana adjacente com componente tumoral intra-ósseo medindo 2,0 x 0,8 cm.
A sequencia T2* apresentam focos de marcado hipossinal que devem corresponder a foco de calcificação ou hemorragia antiga.
Apos a injeção do agente de contraste magnético a lesão apresentou realce homogêneo com extensão paquimeningea adjacente (sinal da cauda dural).
Ha sinais de invasão do seio sagital superior que devera ser melhor evidenciado por estudo dirigido.
ID: Volumosa formação expansiva extra-axial na convexidade frontal direita, associada a componente intra-ósseo, devendo-se considerar como principal hipótese diagnostica neoplasia atípica do revestimento meningotelial (meningioma).
Lesão expansiva extra-axial, com base de implantação dural na foice interhemisférica, com crescimento predominante à esquerda e calcificações grosseiras de permeio, o conjuntoconjunto medindo <> x <> x <> cm, determinando efeito expansivo local caracterizado por apagamento dos sulcos e retificação dos giros adjacentes.
ID: Lesão expansiva extra-axial com base de implantação dural na foice interhemisférica, que pode corresponder a lesão de origem meningotelial (meningeoma).
Formação expansiva com hipossinal em T1 e hipersinal em T2 bem como impregnação intensa e homogênea pelo agente de contraste paramagnético, extra-axial com ampla base de implantação dural e limites bem definidos, na cisterna pontocerebelar direita. Superiormente se estende até o nível dos processos clinoides posteriores e desloca o pedúnculo cerebral homolateral para a esquerda. Inferiormente se estende até o nível do forame magno. Medial e posteriormente desloca e comprime o pedúnculo médio e hemisfério cerebelar direitos, bem como a ponte, mesencéfalo e quarto ventrículo com redução de suas dimensões. Destaca-se ainda o envolvimento de cerca de 180º da artéria basilar e circunferencial do segmento proximal da artéria cerebral posterior direita, determinando afilamento da mesma. Lateralmente há extensão para o interior do canal auditivo interno, com alargamento do mesmo. Anteriormente estende-se ao cavo de Meckel, ocupando o mesmo, sendo limitada pelo clivus, onde não se observa sinais de invasão. Mede 6,2 x 5,9 x 5,6 cm.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, destaca-se elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal, denotando proliferação microvascular.
Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam acentuada redução / ausência dos picos de NAA e creatina, além da elevação dos picos de colina, traduzindo maior multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, pequena quantidade de lípides/lactato, marcador de necrose/anaerobiose. Destaca-se a presença de alfa e beta-GLX.
ID: Volumosa formação expansiva centrada na cisterna pontocerebelar direita. As características de imagem, somadas aos achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica extra-axial. A possibilidade de tumor do revestimento meningotelial (meningioma) pode ser incluída no diagnóstico diferencial.
Formação expansiva extra-axial, com ampla base de implantação dural, mediana, ocupando o plano esfenoidal e a região do tubérculo da sela, estendendo-se a parede lateral dos seios cavernosos, mais evidente à esquerda. A lesão se estende à região suprasselar e a sela turca, bem como à região supraclinóide, com isossinal em T1 e T2/FLAIR e intensa impregnação pelo agente paramagnético. A lesão promove impressão sobre o aspecto inferior dos giros orbitais e retos e hipersinal subcortical destes nas seqüências T2/FLAIR (edema vasogênico), bem como deslocamento posterior da haste hipofisária, não se caracterizando o parênquima hipofisário.
Nota-se envolvimento pela formação em mais de 180 graus da artéria carótida interna direita em seu segmento supraclinóide. As artérias carótida interna esquerda, cerebrais anteriores e médias mantém íntimo contato com a lesão, sendo as ramificações carotídeas deslocadas superolateralmente.
Os canais ópticos estão invadidos pela lesão com envolvimento bilateral dos nervos e do quiasma ópticos, prinipalmente deste último que se apresenta circunferencialmente envolvido e difusamente afilado.
A lesão determina ainda hiperostose da placa cribiforme, do plano esfenoidal, do tubérculo da sela e, em menor grau dos processos clinóides anteriores, mais bem caracterizados no estudo de tomografia computadorizada realizado no dia 11/07/2014. Nota-se a extensão inferior do componente sólido da lesão que se projeta ao interior do seio esfenoidal.
Os estudos de perfusão por ressonância magnética demonstraram áreas de aumento da densidade capilar por neoangiogênese tumoral, com aumento da permeabilidade tumoral e sinais de ausência de barreira hemato-encefálica, característico de lesão extra-axial.
O estudo de espectroscopia demonstrou pico de Glutamato na frequência de 2,1e 3,8 ppm, favorecendo a possibilidade de lesão de origem meningotelial.
Nota-se ainda lesão expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural na tenda do cerebelo à direita, com extensão ao ligamento petroclinoide e ao seio cavernoso homolateral, caracterizada por isossinal nas sequências T1 e T2, e intensa impregnação pelo agente de contraste paramagnético, medindo cerca de 1,8 x 1,6 x 2,0 cm (L x AP x T). A lesão determina discreto deslocamento anterior da artéria carótida interna cavernosa homolateral, além do deslocamento e compressão da formação hipocampal e do giro parahipocampal direitos, onde se observa área de hipersinal em T2 / FLAIR, que pode decorrer de edema vasogênico por alteração da drenagem venosa ou infiltração pial.
OPINIÃO: Lesão expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural na tenda do cerebelo à direita com extensão ao ligamento petroclinoide homolateral, compatível com tumor do revestimento meningotelial (meningioma).
Formação expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural no bordo livre da tenda do cerebelo à esquerda, medindo cerca de 0,8 x 0,6 cm em seus maiores diâmetros, densamente calcificada (correlação tomográfica), determinando discreto deslocamento da margem inferior do pedúnculo cerebral homolateral. Após a injeção do agente paramagnético observa-se impregnação da margem da lesão, associada a discreto espessamento das margens adjacentes da tenda cerebelar.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, não se destaca elevação significativa do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal ou ainda significativo aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de tractografia não demonstram importante alteração arquitetural e da anisotropia fracionada do trato corticoespinhal.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética são prejudicadas dadas as diminutas dimensões da lesão e consequente contaminação do volume de amostra com o tecido cerebral adjacente. Não há sinais de metabólitos anômalos à curva espectral.
OPINIÃO: Formação expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural no bordo livre da tenda do cerebelo à esquerda, medindo cerca de 0,8 x 0,6 cm em seus maiores diâmetros, densamente calcificada (correlação tomográfica), determinando discreto deslocamento da margem inferior do pedúnculo cerebral homolateral. As características de imagem são compatíveis com lesão do revestimento meningotelial (meningeoma). Suas dimensões estão inalteradas em relação ao exame de 03/06/2011.
Formação expansiva intraventricular à esquerda, ocupando o átrio e corno occipital do ventrículo lateral, com contornos lobulados, apresentando impregnação intensa e relativamente homogênea pelo agente de contraste paramagnético. Apresenta marcado baixo sinal nas sequências ponderadas em T2, com diminutos focos de marcado hipossinal em T2* que deve resultar de calcificações ou depósitos de hemossiderina.
A lesão mede cerca de 5,6 x 3,5 x 3,2 cm nos seus maiores diâmetros e seu efeito expansivo determina aumento das dimensões deste segmento ventricular, com abaulamento e deslocamento da superfície ependimária. Observa-se discreto halo de elevado sinal nas sequências T2 do parênquima cerebral peritrigonal, não havendo, contudo, sinais inequívocos de infiltração do parênquima cerebral. Observa-se ampla margem de contato da lesão com o glômus do plexo corioide, deslocado inferiormente.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para a avaliação da microvasculatura, destaca-se a elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal, denotando proliferação microvascular. Destaca-se, ainda, o aumento da permeabilidade capilar, caracterizada pela elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam elevação da relação colina/creatina, determinada pela elevação dos picos de colina, traduzindo a multiplicação celular e de membranas celulares. Destaca-se o aumento de gama-Glx e o aumento de alfa-glutationa (3.8 ppm).
OPINIÃO: Formação expansiva intraventricular à esquerda, ocupando o átrio e corno occipital do ventrículo lateral. As características de imagem sugerem, dentre os diagnósticos diferenciais, a possibilidade de tratar-se de neoplasia do revestimento meningotelial (meningioma).
Lesão expansiva extra-axial na fossa média à direita, acometendo o seio cavernoso direito, obliterando o cavo de Meckel, envolvendo parcialmente o segmento cavernoso da carótida interna, que apresenta leve redução de calibre. A lesão apresenta isossinal em T1 e T2, com intensa impregnação pelo contraste paramagnético e focos de hipossinal em T2*, compatíveis com calcificações.
Estende-se inferiormente para o forame redondo, fissura orbital inferior e fossa pterigopalatina. Anteriormente acomete a fissura orbital superior direita até o limite do ápice orbitário. Lateralmente comprime o lobo temporal e posteriormente ocupa a cisterna pré-pontina, na topografia do segmento cisternal do nervo trigêmeo. Também está estável ou edema vasogênico dos lobos temporal e região insular à direita.
Persiste inalterada a outra lesão expansiva extra-axial, de características semelhantes, ocupando a goteira olfatória esquerda, estendendo-se ao trabeculado etmoidal subjacente, com mínima extensão contralateral.
Formação expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural no tubérculo selar anterior, medindo cerca de 0,8 x 0,6 cm em seus maiores diâmetros, tocando a margem inferior do quiasma óptico, sem sinais de compressão ou deslocamento do mesmo.
OPINIÃO: Formação expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural no tubérculo selar anterior, cujas características são compatíveis com lesão do revestimento meningotelial (meningeoma).
Lesão expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural envolvendo o osso frontal direito, junto à parede posterior do seio frontal homolateral, com hipossinal heterogêneo em T1 e T2, e intensa impregnação pelo agente de contraste paramagnético, medindo cerca de 2,7 x 2,7 x 2,8 cm (L x AP x T). Destaca-se impregnação paquimeníngea adjacente (cauda dural), além de focos de marcado hipossinal nas sequências SWI, que devem corresponder à focos de calcificação ou depósitos de produto de degradação da hemoglobina. A lesão determina deslocamento e compressão dos giros frontal superior e médio direitos, bem como dos giros orbitais e reto homolaterais, onde se observa área de hipersinal em T2 / FLAIR, que pode decorrer de edema vasogênico por alteração da drenagem venosa ou infiltração pial.
Formação expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural e aparente origem no seio cavernoso direito, com encurtamento de T1 e T2 e intensa impregnação pelo gadolínio, com características compatíveis com tumor do revestimento meningotelial (meningioma). Mede cerca de 3,2 x 2,5 x 2,7 cm em seus maiores diâmetros, pouco maiores que as observadas no estudo de 06/08/2013, guardadas as diferenças técnicas entre os dois exames.
Observam-se sinais de hiperostose óssea, com comprometimento da clinóide anterior, do teto do ápice orbitário e a asa menor do esfenóide direitos. O seio cavernoso tem dimensões aumentadas, com envolvimento circunferencial da artéria carótida interna cujo calibre é menor do que a contralateral.
Superiormente a lesão determina leve deslocamento dos giros corticais da fossa anterior direita, envolvendo o segmento pré-quiasmático do nervo óptico direito até o forame óptico. Anteriormente a lesão compromete e alarga a fissura orbitária superior, estendendo-se ao ápice orbitário. Lateralmente espessa a dura-máter que recobre a parede medial da fossa média. Inferiormente observa-se extensão da lesão ao forame redondo, determinando seu alargamento, sem haver comprometimento da fissura pterigopalatina. Medial e inferiormente a lesão apresenta extensão ao seio esfenoidal, determinando espessamento de seu contorno superior.
OPINIÃO: Formação expansiva extra-axial parasselar à direita, compatível com meningioma, com sinais de invasão do seio cavernoso e extensão ao seio esfenoidal e ápice orbitário adjacentes. Suas dimensões são pouco maiores quando comparadas ao estudo de referência.
Lesão expansiva sólida extra-axial petroclival à direita, associada a leve espessamento e realce da porção adjacente da tenda do cerebelo (provável cauda dural). Apresenta predomínio de isossinal em T1 e T2, exibindo impregnação intensa e relativamente homogênea pelo meio de contraste paramagnético.
A lesão ocupa o seio cavernoso direito, estendendo-se pelo aspecto póstero-inferior do cavo de Meckel, envolvendo a artéria carótida interna ipsilateral, esta última de calibre e fluxo mantidos. Lateralmente, exibe pequeno componente que se insinua na fossa média direita, determinando leve compressão sobre o giro para-hipocampal, porém sem alterações de sinal do mesmo. Posteriormente, há pequena extensão à cisterna pré-pontina, em contato com a porção cisternal do nervo trigêmeo direito.
OPINIÃO: Exame de controle de lesão expansiva extra-axial petroclival à direita, cujo aspecto de imagem favorece a possibilidade de um meningioma.
MENINGIOMA HIPOGLOSSO
Pequena lesão expansiva extra-axial na base do crânio, localizada entre o contorno anterolateral do forame jugular esquerdo e o contorno superior do canal do nervo hipoglosso homolateral, que se caracteriza por sinal hipointenso em T1 e hiperintenso em T2, com impregnação intensa e homogênea após a injeção intravenosa do agente contraste paramagnético. A lesão apresenta difusão facilitada das moléculas de água. Há sinais de osteólise local, sem evidência de extensão à mastóide homolateral. A porção basioccipital também se encontra de sinal preservado e não há componente cisternal da lesão. A lesão mede 1,7 x 1,8 cm, destacandose a relação do contorno inferior da lesão com o espaço carotídeo, com discreto deslocamento posterior da veia jugular, em íntima relação com o contorno da porção petrosa da artéria carótida interna homolateral.
Sistema ventricular de formas e dimensões dentro da normalidade.
Discreto alargamento global dos sulcos corticais e das fissuras cerebrais.
Pequenos focos hiperintensos em T2/FLAIR na substância branca das regiões periventriculares e subcorticais dos hemisférios cerebrais, que não se associam a efeito expansivo ou impregnação anormal pelo agente de contraste paramagnético.
O restante do parênquima encefálico tem morfologia e sinal normais.
A administração do agente paramagnético não evidencia focos de impregnação anômala.
ID: Pequena lesão expansiva na base do crânio à esquerda, em íntima relação com o forame jugular e o contorno superior do canal do nervo hipoglosso homolateral. As características observadas são inespecíficas, mas é possível incluir a possibilidade de tumor meningotelial ou de bainha nervosa entre os diagnósticos diferenciais. A possibilidade de tumor glômico nos parece menos provável.
SCHWANNOMA TRIGEMIO
Formação expansiva extra-axial, que apresentou impregnação heterogênea ao agente paramagnético, localizada no ângulo pontocerebelar esquerdo e lateralmente a cisterna pré-pontina, envolvendo o nervo trigêmio deste lado e se estendendo anteriormente ao cavo de Meckel e ao seio cavernoso adjacentes, inalterada em relação ao exame anterior, determinando compressão na ponte e deformidade do IV ventrículo, assim como deslocamento posterior do VII e VIII nervos cranianos ipsilaterais.
Persitem os sinais de atrofia da musculatura mastigatória à esquerda decorrente de denervação crônica.
Focos com hipersinal em T2/ FLAIR na substância branca periventricular e nos centros
ID:Avaliação por ressonância magnética do encéfalo para controle evolutivo de provável schwannoma do trigêmeo esquerdo, sem alterações significativas em relação ao exame anterior.
TU SUPRASSELAR GERMINOMA
Formação expansiva lobulada suprasselar, localizada na região hipotalâmica, isoatenuante em relação a substância cinzenta, com realce homogêno ao meio de contraste iodado, medindo cerca de <> x <> x <> cm nos seus maiores eixos ocupando o recesso infundibular do III ventrículo. A lesão mantém contato com o aspecto posterior do quiasma óptico.
Observa-se extensão do conteúdo da cisterna supra-selar à sela turca, determinando rebaixamento do parênquima adeno-hipofisário, restrito ao assoalho da sela (achados compatíveis com sela turca parcialmente vazia). O parênquima adeno-hipofisário tem coeficientes de atenuação heterogêneos, sem nódulos detectáveis por este método.
ID: Formação expansivas sólida suprasselar localizada na região hipotalâmica. Considerar a possibilidade de lesão neoplásica de natureza germinativa (germinoma) entre os principais diagnósticos diferenciais.
TUMOR SUPRASSELAR MENINGOTELIAL
Formação expansiva selar / suprasselar, bem delimitada, lobulada, com isossinal em T1 e T2/FLAIR, com pequenas áreas císticas na periferia da lesão, na sua margem posterossuperior, além de pequenos focos de hipossinal na sequência T2*, que podem corresponder a depósitos de produtos de degradação da hemoglobina ou calcificações. A lesão mede cerca de <> x <> x <> cm e apresenta impregnação levemente heterogênea pelo agente paramagnético. Nota-se remodelamento e alargamento da cavidade selar com sinais de descontinuidade da cortical óssea do dorso da sela e do canal óptico. Superiormente a lesão eleva e comprime o quiasma óptico, hipotálamo e assoalho do terceiro ventrículo, além de exercer compressão sobre os giros frontobasais bilaterais, onde se observa edema vasogênico perilesional. Destaca-se hipersinal no T2/FLAIR dos tratos ópticos em direção aos núcleos geniculados laterais. Anteriormente a lesão se estende para o interior da órbita esquerda obliterando o ápice orbitário, mantendo íntimo contato com a margem lateral do nervo óptico, que se apresenta deslocado medialmente. Inferiormente e lateralmente a lesão invade e expande o cavum trigeminal esquerdo e o seio cavernoso homolateral, insinuando-se para o forame oval homolateral. Lateralmente invade o seio cavernoso esquerdo, circundado a artéria carótida interna homolateral, que se apresenta com calibre e sinal de fluxo preservados, além de compressão e retificar as estruturas mesiais do lobo temporal deste lado. Posteriormente a lesão se estende para a cisterna pré-pontina, determinando compressão sobre a face ventral da ponte. Note baixo sinal nas imagens do mapa ADC sugerindo áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água por provável hipercelularidade lesional.
ID: Formação expansiva selar / suprasselar com sinais de invasão do seio cavernoso e do cavo trigeminal esquerdos, apresentando extensão para a órbita deste lado. A possibilidade de processo neoplásico primário deve ser considerada. Apesar de não individualizado o parênquima hipofisário, neste estudo, a possibilidade de tumor hipofisário nos parece menos provável, principalmente pela presença de invasão da órbita. A possibilidade de uma lesão meningotelial não pode ser excluída, particularmente o meningioma e o hemangiopericitoma.
TU GLIAL
Formação expansiva e infiltrativa corticossubcortical caracterizada por hipossinal em T1 e hipersinal em T2 / FLAIR com pequenos cistos periféricos de permeio, acometendo os giros suparamarginal, angular, pré e pós-centrais, lóbulo paracentral, giros frontal médio à direita, bem como o lóbulo parietal superior e a substância branca subcortical da insula homolaterais. Destaca-se área com restrição a livre movimentação das moléculas de água localizada na substância branca do centro semioval direito, que deve resultar de área com maior celularidade. Após a injeção intravenosa do meio de contraste paramagnético não se evidencia impregnação significativa. A lesão determina efeito expansivo local caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras cerebrais regionais, mínima compressão sobre ventrículo lateral direito e discreto desvio contralateral das estruturas centromedianas por cerca de 0,5 cm. Há sinais de herniação uncal incipiente à direita.
As sequências de espectroscopia de prótons por ressonância magnética caracterizam redução da população neuronal, com redução dos picos de NAA, além da inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada pela elevação dos picos de colina, traduzindo a multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, pico de mioinositol relacionado a processos expansivos ou reparativos astrocitários, além de pequeno pico de lactato, que pode corresponder à necrose/anaerobiose.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para a avaliação da microvasculatura observa-se significativa elevação do rCBV da referida lesão em relação a substância branca de aparência normal que deve resultar de proliferação microvascular (neoangiogênese tumoral). Também não foi observado aumento da permeabilidade capilar caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
ID: Formação expansiva e infiltrativa frontoparietal e insular à direita, compatível com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central. As características de imagem, interpretadas em conjunto com as sequências funcionais, permitem considerar como principal diagnóstico diferencial a possibilidade de lesão glial (glioma difuso). Destaca-se área com maior rCBV e sinais de restrição à livre movimentação das moléculas de água na substância branca do centro semioval direito, que deve ser considerada como foco de eleição para eventual biopsia, pois pode resultar de maior celularidade ou maior grau histológico da neoplasia.
XANTOASTROCITOMA/GANGLIOGLIOMA
Lesão expansiva intra-axial sólido-cística, localizada na região corticossubcortical do aspecto anterior do polo temporal direito, apresentando componente sólido periférico com hipossinal nas sequências T1 e T2. O componente sólido da lesão mede cerca de 1,0 x 0,8 x 1,0 cm (L x AP x T) e exibe intensa impregnação pelo agente de contraste paramagnético, que se estende à superfície meníngea adjacente, na sua margem lateral. Nota-se ainda restrição à livre movimentação das moléculas de água nas sequências em difusão, além de discreto efeito expansivo local, sem edema significativo.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, não houve significativa elevação do rCBV (DSC-MRI) da lesão no polo temporal direito em relação a substância branca de aparência normal, denotando a ausência de neoangiogenese significativa. Nota-se ainda o aumento da permeabilidade capilar, caracterizada pela elevação na perfusão T1 (DCE-MRI).
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética evidenciam redução da população neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares. Observa-se ainda discreta elevação do pico de mioinositol.
ID: Lesão expansiva intra-axial sólido-cistica acometendo o polo temporal direito com discreto efeito expansivo local, cujas características de imagem, interpretadas em conjunto com os achados funcionais, são compatíveis com lesão neoplásica primária do sistema nervoso central, devendo considerar a possibilidade de xantoastrocitoma pleomórfico ou ganglioglioma.
HEMANGIOMBLASTOMA/META HIPER
Lesão expansiva intra-axial sólido-cística com componente sólido periférico, estendendo-se à superfície pial, acometendo a região corticossubcortical do hemisfério cerebelar direito e o verme, caracterizada por hipossinal em T1 e hipersinal heterogêneo em T2, com intensa impregnação pelo agente de contraste paramagnético, medindo cerca de 2,6 x 2,6 x 3,0 cm (L x AP x T). Destaca-se a presença de múltiplos flow voids no componente sólido, além da facilitação à livre movimentação das moléculas de água nas sequências ponderadas em difusão, denotando a natureza hipervascular da lesão. Nota-se área de hipersinal em T2/FLAIR adjacente à lesão que deve corresponder a edema vasogênico / infiltração neoplásica.
O conjunto de achados determina efeito expansivo regional, caracterizado pelo apagamento dos espaços liquóricos entre as folhas cerebelares adjacentes e deslocamento anterior do tronco encefálico, com compressão do IV ventrículo e consequente dilatação do sistema ventricular supratentorial a montante e sinais de transudato liquórico periventricular. Não há sinais de herniações parenquimatosas.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular, demonstram o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV) com acentuado extravasamento do contraste pela ausência de barreira hematoencefálica nas lesões. Destaca-se ainda aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam redução da população neuronal, caracterizada pela diminuição dos picos de NAA, e elevação dos picos de colina, traduzindo o aumento local da atividade de membrana ou turnover celular. Nota-se ainda a presença do pico de lactato, marcador de necrose / anaerobiose.
ID: Lesão expansiva intra-axial sólido-cística acometendo a região corticossubcortical do hemisfério cerebelar direito e o verme, cujas características de imagem convencional e funcional sugerem a natureza hipervascular da lesão, podendo-se considerar a possibilidade de hemangioblastoma ou metástase hipervascular dentre os diagnósticos diferenciais.
METÁSTASES
Múltiplas lesões expansivas intra-axiais, distribuídas predominantemente na transição corticossubcortical dos hemisférios cerebrais e cerebelares, caracterizadas por hipossinal em T1 e T2, além de hipersinal na sequência ponderada em difusão, denotando restrição à livre movimentação das moléculas de água, a maior delas localizada no giro temporal inferior esquerdo, medindo cerca de 1,4 x 2,0 x 1,5 cm (L x AP x T). Destaca-se intensa impregnação heterogênea das lesões supradescritas, algumas apresentando espessamento e impregnação paquimeníngea adjacente, além de extensas áreas perilesionais caracterizadas por hipersinal em T2/FLAIR, compatíveis com edema vasogênico.
O conjunto de achados descritos determina efeito expansivo regional, notadamente no hemisfério cerebral esquerdo, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas adjacentes, bem como pela compressão do corpo do ventrículo lateral esquerdo e desvio das estruturas centromedianas para a direita em 0,5 cm.
Sinais de herniação subfalcina incipiente do giro do cíngulo para a direita e uncal à esquerda, com obliteração parcial da cisterna suprasselar homolateral.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular, demonstram o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV) com acentuado extravasamento do contraste pela ausência de barreira hematoencefálica nas lesões. Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam redução da população neuronal, caracterizada pela diminuição dos picos de NAA, e elevação dos picos de colina, traduzindo o aumento local da atividade de membrana ou turnover celular. Nota-se, ainda, a presença do pico de lactato, marcador de necrose / anaerobiose.
ID: Múltiplas lesões expansivas intra-axiais esparsas pelos hemisférios cerebrais e cerebelares, com padrão de disseminação hematogênica, cujas características de imagem, interpretadas em conjunto com os achados funcionais, são compatíveis com lesões de natureza neoplásica secundária.
Observam-se três lesões de características expansivas, de características compatíveis com lesões secundárias comprometendo o hemisfério cerebral esquerdo, assim distribuídas: Região subcortical do cuneos do lobo occipital esquerdomedindo 2,3 cm; lesão cortical do giro frontal médio esquerdo, medindo 1,3 cm; região subcortical do lóbulo parietal superior esquerdo, medindo 0,2 cm.
A maior das lesões, no lobo occipital, apresenta-se circundada por halo de edema vasogênico, com elevado sinal nas sequências ponderadas em T2, destacando-se área central de necrose / liquefação após a injeção endovenosa do gadolínio.
Após a injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para avaliação da microvasculatura, destaca-se elevação do rCBV das referidas lesões em relação a substância branca de aparência normal, denotando proliferação microvascular. Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética caracterizam despopulação neuronal, caracterizada por redução dos picos de NAA, com inversão das relações colina/creatina e colina/NAA, determinada por elevação dos picos de colina, traduzindo multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se, ainda, a presença de lactato, marcador de necrose/anaerobiose.
Imagem nodular com isossinal em T1, hipersinal T2 e intensa impregnação pelo agente paramagnético, localizada no osso parietal esquerdo, que determina erosão óssea com comprometimento da tábua óssea interna.
ID: Lesão lítica comprometendo o osso parietal esquerdo, de provável natureza neoplásica secundária.
Múltiplas lesões supra e infra-tentoriais, predominantemente localizadas na transição corticossubcortical, discretamente hiperatenuantes e com realce discretamente heterogêneo pelo meio de contraste iodado, localizadas no cúneo esquerdo, giro frontal inferior e no lobo parietal inferior direitos, bem como na ponte, verme cerebelar e no hemisfério cerebelar esquerdo. A maior delas está localizada no verme cerebelar, medindo cerca de 2,3 x 1,9 x 1,7cm (LL x CC x AP).
As lesões apresentam discreto efeito expansivo local, caracterizado pelo tênue apagamento dos sulcos corticais regionais, destacando-se discreto efeito compressivo da lesão do verme cerebelar sobre o aspecto inferior do IV ventrículo
Id: Múltiplas lesões nodulares no parênquima encefálico, notadamente na transição corticossubcortical, compatíveis com lesões de disseminação hematogênica, provavelmente de caráter secundário à lesão neoplásica primária conhecida
Lesão predominantemente expansiva intra-axial, infratentorial, com hipossinal em T1 e hipersinal em T2/FLAIR, com áreas necróticas de permeio e impregnação difusa pelo meio de contraste paramagnético em sua porção sólida, que apresenta intensa restrição à livre movimentação das moléculas de água, acometendo a porção mesial do hemisfério direito e verme cerebelar, medindo 3,6 x 3,6 x 2,9 cm. A lesão determina efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento regional dos sulcos entre as folhas cerbelares, além de discreta redução das dimensões do quarto ventrículo, associada a pequena área de edema vasogênico na substância branca adjacente.
A sequência de espectroscopia com voxel posicionado no centro da lesão englobando a área central de necrose evidenciou elevação do pico de Colina, com inversão de suas relações (Co/Cre e Co/NAA), denotando aumento do turnover celular e de proliferação de membranas, assim como acentuada redução do pico de NAA, denotando redução da população neuronal local e aumento dos picos de lípides/lactato com inversão na sequência de tempo de eco intermediário, compatível com a presença de áreas de anaerobiose/necrose.
Os estudos de perfusão demonstram o aumento da permeabilidade capilar com extravasamento de contraste.
ID: Lesão expansiva intra-axial, infratentorial, com hipossinal em T1 e hipersinal em T2/FLAIR, com áreas necróticas de permeio e impregnação difusa pelo meio de contraste paramagnético em sua porção sólida, que apresenta intensa restrição à livre movimentação das moléculas de água, acometendo a porção mesial do hemisfério direito e verme cerebelar, que apresenta características de sinal e análise funcional sugestiva de lesão neoplásica de natureza secundária.
TU CLÍVUS
Formação expansiva/infiltrativa com epicentro presumido no clívus e no corpo do osso esfenóide, apresentando extensa destruição óssea dos mesmos com hipossinal em T1 e T2/FLAIR, medindo aproximadamente 4,4 x 3,8 x 4,6 cm. Superiormente tal lesão erode o assoalho selar, mantem intimo contato com a superfície inferior do parênquima hipofisário, porem sem sinais de invasão da cavidade selar. Ha invasão do seio cavernoso direito e de ambos cavos de Meckel com envolvimento circunferencial da artéria carótida interna direita, porcao petrosa. A lesão determina invasão do ápice petroso bilateral. A Tomografia evidencia destruição óssea dos elementos supracitados. Anteriormente a lesao ocupa o seio esfenoidal, protruindo a parede posterior da nasofaringe. Posteriormente a lesão determina erosão da parede posterior do clívus, e mantem intimo contato com a arteria basilar e o contorno posterior da ponte. Apos a injeção do gadolínio ha intenso realce levemente heterogêneo de toda lesão.
ID: Formação expansiva/infiltrativa na topografia da base do crânio, que dentre as hipóteses diagnosticas deve-se considerar neoplasia óssea com características de alta agressividade (TGC), ou tumor de origem plasmocitaria ( plasmocitoma ). A localização favorece a hipotese de cordoma porem as características de sinal não favorece essa hipotese, exceto no cordoma condroide.
META
Lesão expansiva extra-axial com isossinal heterogêneo em T1 e T2, determinando infiltração e alteração de sinal dos ossos parietal, frontal, temporal e esfenoidal esquerdos, e acometimento da parede lateral e do teto da órbita homolateral, com intensa impregnação dos componentes de partes moles pelo meio de contraste paramagnético, medindo cerca de 8,0 x 8,5 x 6,0 cm (L x AP x T). Associam-se áreas com hipersinal em T1 na periferia da lesão que devem representar focos hemorrágicos, além de restrição à livre movimentação das moléculas de água nas sequências em difusão (DWI-EPI), que deve decorrer de conteúdo hipercelular. A lesão se estende para o plano subcutâneo da convexidade frontotemporoparietal esquerda, com abaulamento local, bem como para o espaço extraconal no ápice da órbita esquerda, sem nítidos planos de clivagem com os músculos retos superior e lateral, determinando proptose do globo ocular deste lado. Associam-se impregnação e espessamento da paquimeninge na convexidade frontotemporoparietal esquerda que pode corresponder à infiltração lesional ou estase venosa.
O conjunto de achados descritos determina compressão e deslocamento da ínsula e dos lobos frontal, temporal e parietal esquerdos, com áreas de hipersinal em T2/FLAIR compatíveis com edema vasogênico ou infiltração pial, associado a acentuado desvio contralateral das estruturas centromedianas em cerca de 1,3 cm, com compressão do ventrículo lateral e herniação subfalcina do giro do cíngulo para a direita, bem como herniação uncal esquerda.
Os estudos de perfusão por RM com avaliação da susceptibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV) com extravasamento de contraste na lesão. Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.
OPINIÃO: Lesão expansiva extra-axial centrada na região pterional esquerda, com infiltração dos ossos adjacentes e da órbita homolateral, cujas características de imagem convencional e funcional favorecem a possibilidade de lesão neoplásica de natureza secundária como principal diagnóstico diferencial. A possibilidade de neoplasia primária da próstata deve ser considerada.
Formação expansiva intra-axial localizada na transição corticossubcortical dos giros frontais superior e médio esquerdos, caracterizada por hipossinal na sequência ponderada em T1 e hipersinal em T2 / FLAIR, apresentando impregnação anelar pelo meio de contraste paramagnético, delimitando área central de necrose / liquefação, destacando-se componente parietal sólido no seu aspecto posterolateral, o qual apresenta restrição à livre movimentação das moléculas de água. Associam-se pequenas áreas de edema vasogênico perilesional, caracterizadas por hipersinal em T2 / FLAIR na substância branca circunjacente. O conjunto desses achados promove efeito expansivo, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas adjacentes, bem como compressão do corpo e do corno frontal do ventrículo lateral esquerdo. A lesão mede cerca de 4,4 x 4,1 x 3,6 cm.
Destaca-se também outra formação expansiva intra-axial localizada na transição corticossubcortical do pólo temporal direito, com intensidade de sinal e de impregnação pelo gadolínio semelhantes à lesão acima descrita, destacando-se componente parietal sólido no seu aspecto anterior, que também apresenta restrição à livre movimentação das moléculas de água. Associam-se discretas áreas de edema vasogênico perilesional, caracterizadas por hipersinal em T2 / FLAIR na substância branca circunjacente. O conjunto desses achados promove efeito expansivo, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e das fissuras encefálicas adjacentes, pela compressão e deslocamento posterior do corno frontal do ventrículo lateral homolateral, bem como pelo deslocamento do rostro e joelho do corpo caloso para a esquerda por cerca de 0,6 cm. A lesão mede cerca de 4,0 x 5,6 x 4,9 cm.
Observam-se ainda outras formações expansivas intra-axiais com intensidade de sinal e impregnação pelo gadolínio semelhantes às lesões acima descritas, localizadas na transição corticossubcortical do lóbulo parietal superior direito, o aspecto superior do verme cerebelar e a tonsila cerebelar esquerda.
A injeção dinâmica do agente de contraste paramagnético para a avaliação da microvasculatura evidencia elevação do rCBV dos componentes sólidos das referidas lesões em relação à substância branca de aparência normal (DSC-MRI), denotando a proliferação microvascular por neoangiogênese tumoral. Destaca-se ainda, aumento da permeabilidade capilar nas imagens T1 (DCE-MRI).
As sequências de espectroscopia por ressonância magnética demonstram redução dos picos de NAA e elevação dos picos de colina, com inversão das relações colina / creatina e colina / NAA, traduzindo depleção da população neuronal e multiplicação celular e de membranas celulares. Nota-se também aumento dos picos de lipídio / lactato, marcadores de necrose / anaerobiose.
OPINIÃO: Formações expansivas localizadas na transição corticossubcortical dos compartimentos supra e infratentoriais, as maiores comprometendo o pólo frontal direito e os giros frontais superior e médio esquerdos, com características de disseminação hematogênica, compatível com lesões neoplásicas secundárias.
PADRÃO FETAL
Ausência / hipoplasia do segmento A1 direito. Associa-se a origem da artérica cerebral anterior (ACA) direita do segmento A1 esquerdo (variação anatômica). Destaca-se imagem sacular em adição na face superomedial do segmento A1 esquerdo, medindo 0,2 cm e colo de 0,2 cm, compatível com aneurisma sacular.
Ausência / hipoplasia da artéria comunicante posterior (AcoP) esquerda.
Ausência / hipoplasia do segmento P1 direito. Associa-se artéria comunicante posterior (AcoP) direita proeminente, caracterizando o padrão fetal da origem da artéria cerebral posterior direita (variação anatômica).
Artéria vertebral direita hipoplásica (variação anatômica).
Artéria basilar hipoplásica, com terminação nas artérias cerebelares superiores (variação anatômica).
Segmentos P1 bilateral hipoplásicos, com persistência do padrão fetal (variação anatômica).
Segmento V4 esquerdo hipoplásico com terminação PICA (variação anatômica).
Segmento P1 esquerdo hipoplásico, com persistência do padrão fetal (variação anatômica).
Artéria vertebral direita hipoplásica, com sinais de recanalização e sinal fluxo preservado no segmento V2. Persiste a ausência de sinal de fluxo no segmento V4.
Persistência do padrão fetal da artéria cerebral posterior direita.
Persistência do padrão fetal de origem da artéria cerebral posterior direita, com hipoplasia do segmento P1 deste lado (variação anatômica).
Padrão fetal da origem da artéria cerebral posterior direita que se origina preferencialmente a partir da artéria carótida interna ipsilateral (variação anatômica).
DOLICO BASILAR
A artéria vertebral esquerda e a artéria basilar são tortuosas e ectasiadas. A artéria vertebral esquerda projeta-se nas cisternas cerebelo-medular e do ângulo ponto-cerebelar à direita deslocando posteriormente o nervo facial do mesmo lado, junto à origem aparente desta estrutura neural; a artéria vertebral direita se aprofunda no sulco bulbo-pontino ipsilateral, na origem aparente do sétimo e oitavo nervos cranianos, mantendo contato com estes nervos cranianos.
IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA: Alças vasculares em contato com a origem aparente do sétimo e oitavo nervos cranianos à direita; destacando-se a artéria vertebral esquerda que é ectasiada e tortuosa, ultrapassa a linha média, projetando-se nas cisternas cerebelo-medular e do ângulo ponto-cerebelar à direita deslocando posteriormente o nervo facial ipsilateral.
ATEROSCLEROSE
Irregularidades parietais das artérias das circulações anterior e posterior intracranianas, que determinam estreitamentos luminais focais intercalados com pequenas dilatações, porém mantendo sinal de fluxo preservado.
Sinais de ateromatose caracterizada pela presença de discretas irregularidades parietais, nos segmentos cavernosos das artérias carótidas internos, com pequenas placas calcificadas, sem estenoses significativas.
Discreta tortuosidade das artérias carótidas internas, destacando-se a presença de acotovelamento no segmento proximal da artéria carótida interna direita, sem a caracterização de áreas com estenoses significativas.
Discretas irregularidades parietais não estenosantes das artérias carótidas comuns, internas e externas, notadamente nos bulbos carotídeos e na carótida externa esquerda, sugestivas de placas de ateromas.
Irregularidades parietais não estenosantes das artérias carótidas internas sugestivas de placas de ateroma.
Placas mistas no segmento distal da artéria carótida comum e bulbo carotídeo direitos, bem como na emergência da artéria carótida interna direita, com contornos regulares, determinando redução luminal estimada cerca de 50% de sua luz.
Discretas irregularidades parietais não estenosantes das artérias carótidas comuns, internas e externas, notadamente nos bulbos carotídeos e na carótida externa esquerda, sugestivas de placas de ateromas. Destaca-se irregularidade focal na origem da artéria carótida interna direita, que deve resultar da presença de placa de ateroma, que determina estreitamento luminal menor que 50%.
Placa mista, predominantemente não calcificada, no bulbo carotídeo esquerdo, com pequena ulceração no seu segmento proximal, estendendo-se à emergência da carótida interna esquerda determinando estenose de 60% da emergência do vaso.
Sinais de ateromatose difusa dos vasos cervicais e intracranianos caracterizada pela presença de irregularidades parietais na coluna de sangue magnetizado, onde se destaca o comprometimento dos segmentos proximais das artérias carótidas internas, que apresentam fluxo filiforme por toda a extensão cervical das mesmas, sendo que nos segmentos supracavernosos há obstrução total das mesmas ao método. As artérias cerebrais médias e anteriores também apresentam fluxo filiforme provavelmente sendo reenchidas pelo polígono de Willis e principalmente pela circulação colateral proveniente da artéria das carótidas externas, que se apresentam exuberantes.
As artérias do sistema vértebro-basilar apresentam também irregularidades difusas, notadamente nos segmentos intracranianos das artérias vertebrais, com fluxo filiforme na artéria vertebral esquerda, decorrentes de ateromatose. A artéria basilar também apresenta-se irregular, porém sem estenoses significativas relevantes ao método.
Discretas irregularidades parietais não estenosantes das artérias carótidas internas, sugestivas de placas de ateromas.
Alongamento e tortuosidade das grandes artérias intracranianas.
HAS
Tortuosidade, alongamento e leve ectasia das grandes artérias intracranianas, achados estes usualmente encontrados no contexto de hipertensão arterial sistêmica e/ou aterosclerose.
Alongamento e tortuosidade das grandes artérias intracranianas.
AGENESIA ACI
Agenesia da artéria carótida interna esquerda, com ausência do canal carotídeo homolateral.
OCLUSÃO ACI
Não foi caracterizado sinal de fluxo das artérias carótidas internas, imediatamente após suas emergências dos bulbos carotídeos. Nota-se sinal de fluxo nas carótidas a partir dos segmentos supraclinóides, pela patência do poliogono arterial cerebral. Sinais de provável oclusão ou acentuada estenosa das artérias carótidas internas.
ANEURISMA
Imagem compatível com aneurisma sacular do segmento intracavernoso da artéria carótida interna esqueda, com aparente orientação posteroinferior, ocupando parcialmente a sela turca, com conteúdo de alto sinal na sequência ponderada em T1 e de marcado baixo sinal nas sequências T2 / FFE, medindo cerca de 1,3 x 1,1 cm.
ID:Aneurisma sacular trombosado do segmento intracavernoso da artéria carótida interna esqueda, com conteúdo de marcado hipossinal nas imagens T2*.
Pequena irregularidade focal, com cerca de 0,2 cm, de aspecto sacular, em adição ao contorno da artéria comunicante anterior, em íntimo contato com a transição A1-A2 direita, que pode corresponder a aneurisma sacular. Suas pequenas dimensões limitam a interpretação por este método, devendo ser correlacionado com estudo angiográfico digital.
Imagem de adição junto ao segmento comunicante posterior da artéria carótida interna direita, que apresenta orientação oblíqua posterior, com cerca de 0,8 cm em seu maior diâmetro. Observa-se densificação do espaço liquórico subaracnóide adjacente ao referido aneurisma, com elevado sinal nas sequências ponderadas em T2 e impregnação heterogênea pelo gadolínio. O aspecto de imagem, embora não específico, sugere a possibilidade de ruptura. Destaca-se ainda espessamento e impregnação anômala do segmento cisternal do terceiro nervo homolateral, em contato com a referida lesão.
ID: Aneurisma do segmento comunicante posterior da artéria carótida interna direita.
Observa-se densificação do espaço liquórico subaracnóide adjacente ao referido aneurisma, com elevado sinal nas sequências ponderadas em T2 e impregnação heterogênea pelo gadolínio. O aspecto de imagem, embora não específico, sugere a possibilidade de ruptura. Destaca-se ainda espessamento e impregnação anômala do segmento cisternal do terceiro nervo homolateral, em contato com a referida lesão.
Imagem compatível com aneurisma sacular em adição ao contorno do segmento M1 direito com orientação superior, medindo cerca de 2,1 x 1,9 cm. O aneurisma apresenta área interna de hipersinal em T1, compatível com trombose intraluminal, com impregnação periférica pelo gadolínio. Nota-se ainda área de hipersinal em T2/FLAIR no parênquima encefálico adjacente, que é compatível com edema vasogênico secundário à compressão parenquimatosa determinada pelo aneurisma parcialmente trombosado, exercendo discreto efeito expansivo regional caracterizado pelo apagamento dos sulcos e fissuras encefálicos adjacentes, bem como pela discreta compressão sobre o corno anterior do ventrículo lateral direito. O aneurisma tem colo largo, em adição ao contorno superior do segmento M1 estendendo-se até o nível da bifurcação. A artéria temporal anterior emerge junto do aneurisma, desde o contorno inferior de M1.
Destaca-se a presença de hipersinal em T1 e hipossinal no SWI adjacente ao aneurisma e no contorno da fissura silviana direita, secundário a siderose superficial por sangramento prévio.
ID: Aneurisma sacular parcialmente trombosado em adição ao contorno do segmento M1 direito, que determina efeito compressivo sobre o parênquima cerebral adjacente. A presença de edema vasogênico denota a presença de expansão do aneurisma.
Dilatação de aspecto fusiforme do segmento A2 esquerdo, com calibre máximo de 0,2 cm e se estendendo por cerca de 1,2 cm, que pode resultar de aneurisma.
Imagem compatível com aneurisma sacular em adição ao contorno do topo da artéria basilar com orientação posterossuperior, medindo cerca de 3,3 x 2,4 cm. O aneurisma apresenta trombo intraluminal com luz remanescente de 1,0 x 2,0 cm, e ocupa a cisterna interpeduncular, determinando compressão e deslocamento do mesencéfalo com obstrução do aqueduto mesencefálico e do terceiro ventrículo, com consequente dilatação do sistema ventricular supratentorial. Nota-se ainda área hipoatenuante com comprometimento do tálamo e da região núcleo-capsular direita que é compatível com edema vasogênico secundário compressão parenquimatosa determinado pelo aneurisma parcialmente trombosado.
Aneurisma fusiforme da artéria basilar, logo após a confluência das artérias vertebrais, estendendo-se por cerca de 1,8 cm e calibre máximo de 0,9 cm.
Aneurisma fusiforme do segmento supraclinoideo (C7) da artéria carótida interna direita com calibre máximo de 0,7 cm.
FÍSTULA CARÓTIDOCAVERNOSA
Seios cavernosos assimétricos, abaulado à direita, com intenso realce unilateral pelo meio de contraste iodado desde a fase arterial. Destacam-se sinais de refluxo vascular para a veia oftálmica superior direita, com aumento do seu calibre e proptose do globo ocular homolateral.
ID: Assimetria dos seios cavernosos, com abaulamento à direita, que associado ao intenso realce precoce pelo meio de contraste iodado, dilatação da veia oftálmica superior direita e proptose do globo ocular do mesmo lado pode estar relacionado à presença fístula carotidocavernosa, provavelmente indireta.
Após a administração intravenosa do gadolínio, observa-se impregnação precoce do seio cavernoso direito, principalmente na sua porção posterior e lateral, que se encontra abaulada. Associa-se impregnação e aumento do calibre da veia oftálmica superior direita por provável refluxo venoso e proptose do globo ocular deste lado. Destaca-se ainda o aumento da espessura dos ventres musculares extrínsecos à direita, por congestão.
MAV
Volumosa malformação arteriovenosa, com nido extenso localizado no lobo parietal esquerdo, que mede cerca de 7,0 x 6,9 x 3,9 cm em seus maiores diâmetros, com focos de calcificação de permeio ao nido. Anteromedialmente se estende para o esplênio do corpo caloso e insinua-se para o átrio do ventrículo lateral esquerdo com importante redução do volume deste e com extensão contralateral. Inferiormente nota-se extensão até o parênquima occipital adjacente a tenda cerebelar e posteriomente acomete o cúneo homolateral determinando atrofia do parênquima encefálico adjacente. Notam-se áreas de parênquima entremeando o nido.
A irrigação arterial é realizada principalmente por ramos das artéria cerebral média esquerda e da artéria cerebral posterior homolateral, com aparente envolvimento de ramificações terminais das artérias cerebrais anteriores. As artérias do polígono de Willis apresentam-se dilatadas, principalmente na fossa posterior, não sendo observados aneurismas nestes segmentos.
A drenagem venosa da malformação é realizada pelos sistemas superificial e profundo. A drenagem superificial se da por diversas veias corticais superficiais, que se encontram ectasiadas e tortuosas. Já na drenagem profunda dá-se pela veia de Galeno, que apresenta dilatação. Há aumento do seio sagital superior, que também colabora para a drenagem venosa. Observam-se ainda vasos venosos ectasiados na linha mediana, drenando para o seio sagital superior.
Observam-se ainda outra imagen semelhante, que pode fazer parte da malformação arteriovenosa principal, com parênquima entremeando o nido, medindo aproximadamente 2,3 cm, de localização parassagital frontal esquerda.
ID: Volumosa malformação arteriovenosa predominante no lobo parietal esquerdo, com extensão ao lobo occipital e sistema ventricular. A malformação apresenta drenagem venosa pelos sistemas superficial e profundo e irrigação arterial predominantemente pela artéria cerebral média. A critério clinico, o estudo de angiografia digital do encéfalo poderá trazer informações adicionais, particularmente para a análise dos critérios para o diagnóstico de angiopatia proliferativa.
Malformação arteriovenosa no hemisfério cerebelar direito, cujo nidus mede cerca de 3,3 x 3,2 x 2,7 cm em seus maiores diâmetros. Apresenta situação posterior e inferior no hemisfério cerebelar, com topografia superficial e com nutrição a partir de artérias do segmento intradural da artéria vertebral direita, que apresenta segmentos irregulares com dilatações fusiformes, e da artéria cerebelar póstero-inferior homolateral.
São observadas imagens compatíveis com dois aneurismas relacionados ao hiperfluxo, medindo 1,0 cm junto ao forame magno e o outro, de maiores dimensões e topografia superior, projetando-se no hemisfério cerebelar contralateral, medindo cerca de 1,4 cm de diâmetro.
A drenagem venosa da lesão predomina através de veia calibrosa para a região da tórcula de Herophilo.
O hemisfério cerebelar direito é atrófico. Destaca-se área de hipossinal na periferia do nidus, evidenciada na sequencia SWI, que deve resultar de hemorragia antiga.
OPINIÃO: Malformação arteriovenosa no hemisfério cerebelar direito com atrofia focal cerebelar e sinais de hemorragia antiga.
Achados compatíveis com malformação arteriovenosa parenquimatosa nos lobos occipital e parietal inferior esquerdos, cujo nidus mede cerca de 4,8 x 3,6 cm nos seus maiores eixos, apresentando nutrição por ramos da artéria cerebral média esquerda e, menos importante, a partir de ramos da artéria cerebral posterior homolateral.
Há sinais de drenagem venosa superficial através das veias corticais adjacentes, acentuadamente dilatadas, destacando-se aneurisma venoso com cerca de 3,5 x 3,1 cm. Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se impregnação desta malformação, mantendo áreas de flow void de permeio.
Destaca-se ainda extensa área de edema vasogênico adjacente, o conjunto determinando efeito expansivo com leve deslocamento do átrio ventricular adjacente.
OPINIÃO: Achados compatíveis com malformação arteriovenosa parenquimatosa parieto-occipital esquerda, com nutrição preferencial a partir de ramos da artéria cerebral média homolateral, apresentando drenagem venosa preferencialmente superficial, com volumoso aneurisma venoso. O melhor detalhamento destes achados poderá ser feito através de estudo angiográfico, a critério clínico.
MAV + HEMORRAGIA
Malformação arteriovenosa, localizada no esplênio do corpo caloso, cujo nido mede cerca de <> x <> x <> cm em seus maiores diâmetros. A irrigação arterial é realizada principalmente por ramos das artérias cerebrais posteriores, com aparente envolvimento de ramificações terminais das artérias cerebrais anteriores. As artérias do polígono de Willis apresentam-se acentuadamente dilatadas, principalmente na fossa posterior, não sendo observados aneurismas nestes segmentos. Sua drenagem venosa é realizada por veias varicosas do sistema profundo que drenam para a veia de galeno, que se encontra ectasiada e tortuosa. Observam-se ainda vasos venosos ectasiados na linha mediana, drenando para o seio sagital superior.
Nota-se coleção hemática hiperatenuante homogênea, de contornos regulares, medindo cerca de <> x <> x <> cm (volume: <> ml) na região talâmica direita, em íntimo contato com a porção latero-inferior da malformação arteriovenosa previamente descrita.
Inundação de todo o sistema ventricular por material hemático, que determina dilatação dos ventrículos laterais, com arredondamento dos cornos temporais e occipitais, sem sinais de transudato liquórico.
ID: Malformação arteriovenosa localizada no esplênio do corpo caloso, apresentando drenagem preferencial pela veia de galeno e irrigação arterial preferencial pelos ramos das artérias cerebrais posteriores e anteriores.
Hemorragia intraparenquimatosa na região talâmica direita, em contato com a malformação arteriovenosa, associada a hemoventrículo.
MAV + RADIONECROSE
Não mais se caracteriza os componentes da malformação arteriovenosa anteriormente evidenciados (artérias, nidus e veias de drenagem), sendo observada nesta topografia, lesão heterogênea e mal delimitada apresentando focos de hipersinal em T1 e marcado hipossinal na seqüência SWI, compatíveis com áreas de hemorragia. A lesão apresenta ainda impregnação difusa e irregular pelo agente de contraste paramagnético e múltiplos cistos periféricos, um com extensão subependimária para o átrio do ventrículo lateral esquerdo, de conteúdo hiperproteico. Estes achados são compatíveis com alterações relacionadas à reação inflamatória secundária induzida pelo tratamento, com zonas compatíveis com radionecrose associadas a cistos parenquimatosos.
Observa-se também extensa área de edema vasogênico adjacente a lesão descrita, com extensão aos lobos frontal, temporal e parietal deste lado.
A análise comparativa com o estudo de referência não demonstrou os componentes da malformação arteriovenosa anteriormente evidenciados (artérias, nidus e veias de drenagem), sendo caracterizados na sua topografia sinais de reação inflamatória secundária induzida pelo tratamento (radionecrose associada a cistos parenquimatosos e extenso edema vasogênico).
Volumosa malformação arteriovenosa, localizada no giro frontal superior esquerdo e no lóbulo parietal inferior esquerdo, comprometendo o giro supramarginal deste lado. O nido medindo cerca de 3,9 x 3,5 x 2,6 cm em seus maiores diâmetros.
A drenagem venosa da malformação é realizada pelo sistema superficial e profundo. A drenagem superficial se dá por veias corticais, notadamente para o sistema de Trolard, que se encontram ectasiadas e tortuosas. Já a drenagem profunda se dá para veia cerebral média esquerda que também se encontra discretamente ectasiada. Nota-se ainda discreta ectasia da veia basal de Rosenthal deste lado.
A irrigação arterial é realizada predominantemente pelos ramos da artéria cerebral média esquerda, que se encontram de calibre preservado, não sendo observados aneurismas nestes segmentos (relacionados ao fluxo).
Nota-se, adjacente a formação, extenso halo de hipersinal nas sequências T2 e FLAIR, comprometendo lobo parietal e temporal, que exerce pequeno efeito expansivo, caracterizado por leve apagamento dos sulcos corticais e fissuras cerebrais adjacentes, bem
como discreta redução das dimensões do ventrículo lateral deste lado, achado que pode ser decorrente de edema vasogênico e ou gliose.
Observam-se também algumas áreas anelares, delimitando áreas centrais de necrose de provável origem reacional ao tratamento (necrose induzida pela radioterapia).
Destaca-se insinuação das tonsilas cerebelares para o interior do canal cervical alto, abaixo do forame magno por cerca de 1,6 cm.
ID: Malformação arteriovenosa localizada no hemisfério cerebral esquerdo predominantemente no lóbulo parietal inferior, apresentando drenagem pelos sistemas superficial e profundo e irrigação arterial predominantemente pelos ramos da artéria cerebral média esquerda.
Insinuação das tonsilas cerebelares para o interior do canal cervical alto, abaixo do forame magno.
Destaca-se extenso edema vasogênico perinidal associado a algumas áreas anelares, com necrose central, de provável origem reacional ao tratamento (necrose induzida pela radioterapia).
Estudo controle. A análise comparativa com o estudo do dia 07/12/2012 demonstrou:
Não mais se caracteriza os componentes da malformação arteriovenosa anteriormente evidenciados (artérias, nidus e veias de drenagem), sendo observada nesta topografia, lesão heterogênea e mal delimitada apresentando focos de hipersinal em T1 e marcado hipossinal na seqüência SWI, compatíveis com áreas de hemorragia. A lesão apresenta ainda impregnação difusa e irregular pelo agente de contraste paramagnético e múltiplos cistos periféricos, um com extensão subependimária para o átrio do ventrículo lateral esquerdo, de conteúdo hiperproteico. Estes achados são compatíveis com alterações relacionadas à reação inflamatória secundária induzida pelo tratamento, com zonas compatíveis com radionecrose associadas a cistos parenquimatosos.
Observa-se também extensa área de edema vasogênico adjacente a lesão descrita, com extensão aos lobos frontal, temporal e parietal deste lado.
O conjunto dos achados promove efeito expansivo local, determinando apagamento dos sulcos e fissuras regionais e compressão sobre o terceiro ventrículo e ventrículo lateral homolateral, com desvio contra-lateral das estruturas centromedianas por cerca 0,7cm.
Destacam-se ainda, sinais de herniação subfalcina do giro do cíngulo para a direita, herniação transtentorial descendente do giro parahipocampal esquerdo, bem como insinuação das tonsilas cerebelares para o interior do canal cervical alto, abaixo do forame magno por cerca de 1,2 cm.
ID: A análise comparativa com o estudo de referência não demonstrou os componentes da malformação arteriovenosa anteriormente evidenciados (artérias, nidus e veias de drenagem), sendo caracterizados na sua topografia sinais de reação inflamatória secundária induzida pelo tratamento (radionecrose associada a cistos parenquimatosos e extenso edema vasogênico).
Desvio das estruturas centromedianas para a direita por cerca de 0,6 cm, com sinais de herniação subfalcina do giro do cíngulo para a direita, herniação transtentorial descendente do giro parahipocampal esquerdo, bem como insinuação das tonsilas cerebelares através do forame magno.
TVC
Imagem compatível com hematoma intraparenquimatoso comprometendo <>, medindo cerca de <> x <> x <> cm, com volume aproximado de <> ml, circundado por área de edema vasogênico nesta região. Não se caracterizam “spot sign” nesta região, que denotariam extravasamento do meio de contraste iodado. O conjunto de achados determina acentuado efeito expansivo, caracterizado pela compressão do ventriculo lateral homolateral, apagamento dos sulcos e fissuras encefálicas, bem como sinais de herniação uncal e herniação subfalcina do giro do cíngulo, que se associam a obliteração das cisternas suprasselar, ambiente e quadrigeminal. Observa-se ainda, deslocamento contralateral da artéria cerebral posterior esquerda e das estruturas centromedianas, em <> cm.
Destaca-se conteúdo hipoatenuante, determinando falhas de enchimento na topografia da veia de labbé esquerda que se estende pelos seios transverso, sigmóide e pela veia jugular interna homolateral.
ID: O conjunto de achados é compatível com trombose venosa superficial, comprometendo a veia de labbé esquerda e os seios transverso, sigmóide e veia jugular interna homolaterais, associado a infarto venoso hemorrágico, comprometendo a região parietotemporal deste lado, determinando sinais de hipertensão intracraniana com herniação uncal e subfalcina.
Persiste o hematoma intraparenquimatoso em fase subaguda tardia, de dimensões semelhantes em relação ao estudo de referência, medindo aproximadamente 2,5 cm no seu maior eixo, na face lateral do lobo temporal esquerdo, envolvendo o terço médio dos giros temporal médio e inferior, com intensidade de sinal heterogênea, representando as várias fases de degradação da hemoglobina, circundada por edema vasogênico, distribuído na substância branca do lobo temporal adjacente, determinando efeito compressivo sobre o corno temporal, com colapso parcial do mesmo.
Destacamos a hipoplasia da porção proximal do seio lateral esquerdo, vindo este seio a apresentar um calibre maior, em sua porção mais lateral, junto à transição do seio transverso com o seio sigmóide, onde existe a desembocadura de uma veia temporal calibrosa, aparentemente representando a veia de Labbé, sendo que este segmento do seio dural apresenta irregularidades em seus contornos e fina falha de enchimento linear, e arredondada junto ao local de desembocadura da veia de Labbé, aspectos estes bastante sugestivos de trombose venosa parcialmente recanalizada.
Existe assimetria no golfo jugular, sendo à esquerda de menor dimensão, assim como da veia jugular interna.
ID:A associação dos achados de imagem de ressonância magnética com os de angio-ressonância magnética venoso intracraniano sugerem portanto como possibilidade diagnóstica mais provável a presença de infarto venoso hemorrágico em topografia do território de drenagem da veia de Labbe a esquerda.
Material com hipersinal em T1 preenche parcialmente o seio sagital superior, bem como uma veia cortical da convexidade cerebral parietal direita, determinando falha de enchimento destedeste seio venoso e desta veia cortical, compatível com trombose venosa.
Sinais de trombose venosa cerebral, caracterizada pela presença de material com hipersinal em T1 no interior do terço médio do seio sagital superior, sem sinal de fluxo, com extensão as veias corticais adjacentes, da convexidade bilateral.
Presença de trombo intraluminal com falha de enchimento após a injeção intravenosa do gadolínio nos seios sagital transverso, sigmóide com extensão para o seio reto, veia de Galeno e veia cerebral interna esquerda associado a alteração de sinal, caracterizada por hipersinal em T1 e T2.
O tálamo esquerdo encontra-se com aumento de suas dimensões e com alteração do seu sinal, caracterizado por hipossinal em T1 e hipersinal no T2 associado a focos de hipersinal em T1 e marcado hipossinal na sequência T2*, compatível com hemorragia.
Na sequência FLAIR, observa-se hipersinal nas cápsulas interna, externa e extrema esquerdas, que se estende à coroa radiada homolateral e região subcortical insular adjacente, sugestivo de edema vasogênico. A injeção intravenosa de gadolínio evidencia impregnação
ID: Trombose venosa ao longo dos seios transverso e sigmóide esquerdo, bem como do seio reto, da veia de Galeno e da veia cerebral interna esquerda, associado a sinais sugestivos de infarto venoso nas zonas de drenagem profunda do encéfalo e áreas hemorrágicas no tálamo esquerdo.
Falhas de enchimento no seio sagital superior, notadamente no seu terço médio, compatível com trombose. Associa-se área de hipersinal em T2/FLAIR no giro frontal médio esquerdo, compatível com infarto venoso, bem como o preenchimento de alguns sulcos corticais adjacentes por material com hipersinal em FLAIR, compatível com hemorragia subaracnóidea.
Não há sinais de hemorragia intraparenquimatosa.
Destaca-se a presença de conteúdo hiperintenso em termos em algumas veias da convexidade frontal à esquerda, que deve resultar de trombo intraluminal.
ID: Sinais de trombose venosa recente, associada a infarto venoso no giro frontal médio esquerdo e hemorragia subaracnóide na convexidade do lobo frontal deste lado.
Falhas de enchimento acometendo o componente central da luz do seio transverso esquerdo (sobretudo os terços médio e lateral) bem como em parte do seio sigmoide ispilateral.
Recanalização parcial da trombose antiga ao longo dos seios transverso e sigmoide esquerdos.
PRES
Áreas hipoatenuantes corticossubcorticais bilaterais nos pré-cúneos e transições temporopatietais, que determina discreto apagamento dos sulcos encefálicos regionais, podendo corresponder a encefalopatia posterior reversível (PRES) ou evento isquêmico no território de fornteira vascular posterior, dentro de um contexto clínico adequado.
Áreas com hipersinal em T2 / FLAIR, predominantemente corticossubcorticais, simétricas e bilaterais, distribuídas no parênquima encefálico infra e supratentorial, notadamente nos lobos frontais, parietais e occipitais, bem como nos hemisférios cerebelares, que promovem discreto efeito expansivo local, caracterizado pelo apagamento dos sulcos corticais e fissuras encefálicas adjacentes.
DISPLASIA FIBROMUSCULAR
Espessamento parietal concêntrico associado a alongamento e tortuosidade de grande parte dos segmentos cervicais das artérias carótidas internas, determinando estenose luminal de cerca de 50%.
VASCULITE
Acentuado espessamento da paquimeninge inter-hemisférica e da convexidade frontoparietal, com marcado baixo sinal nas sequências pesadas em T2 e intensa impregnação pelo gadolínio. Destacam-se ainda sinais de congestão venosa das veias superficiais adjacentes, com sinal hiperintenso nas imagens T2/FLAIR. O comprometimento envolve o seio sagital superior, afilado em sua porção anterior, porém sem sinais de trombose.
Nota-se ainda hipersinal bilateral e simétrico nas sequências pesadas em T2 dos putames, núcleos caudados e tálamos, sem efeito expansivo ou impregnação pelo gadolínio.
Sequela de infarto pontino parassagital à esquerda, paramediano, com sinais de degeneração walleriana, com elevado sinal em T2/FLAIR das fibras pontinas e dos pedúnculos cerebrais médios. O comprometimento é simétrico.
OPINIÃO: O conjunto dos achados descritos, interpretados à luz dos dados clínicos apresentados, sugere a possibilidade de vasculite como principal hipótese diagnóstica, com comprometimento parenquimatoso e da paquimeninge. Considerando a história clínica relatada de acometimento pulmonar associado ao achado de alteração paquimeníngea, a possibilidade de granulomatose de Wegener deve ser incluída entre os diagnósticos diferenciais.
Sequela de infarto pontino parassagital à esquerda, com sinais de degeneração transaxonal com elevado sinal em T2 das fibras pontinas e dos pedúnculos cerebrais médios.
MOYA MOYA
Estenose suboclusiva (cerca de 95-99%) da artéria carótida interna direita logo após a origem da artéria oftálmica. Logo após a artéria carótida interna direita que tem seu calibre reduzido, e a bifurcação carotidea apresenta estenose severa, principalmente no segmento A1 direito. O território da artéria cerebral média está hipovascularizado, principalmente no tronco inferior e seus ramos temporais. A artéria cerebral média direita se opacifica parcialmente via artéria comunicante posterior direita, que está com seu fluxo invertido. Há hipertrofia das artérias lentículo-estriadas provenientes da artéria carótida interna (padrão Moya-Moya).
Estenose suboclusiva (cerca de 95-99%) do segmento P2 da artéria cerebral posterior direita. O seu território distal está hipovascularizado e a hipertrofia das artérias tálamo-perfurantes do mesmo lado (padrão Moya-Moya).
CONCLUSÃO: Estudo angiográfico cerebral compatível com doença oclusiva dos vasos proximais do polígono de Willis, compatível com Doença de Moya-Moya.
MOYA MOYA PERFUSÃO TC
Múltiplas áreas de encefalomalácia / gliose corticossubcorticais nos lobos frontais, parietais, temporais e occipital esquerdo, compatíveis com sequelas de isquemia, comprometendo as zonas de fronteira vascular anterior e interna bilaterais, posterior esquerda e parte dos territórios das artérias cerebrais médias.
O estudo perfusional revelou redução do fluxo e do volume cerebral sanguíneo nestas áreas, corroborando para os achados de seqüela de isquemia. Há aumento do tempo de trânsito médio, também nestas regiões, relacionado a autorregulação da circulação arterial.
DVA
Anomalia do desenvolvimento venoso localizada no giro frontal superior direito, associada à hipersinal em T2 e FLAIR na substância branca subcortical dessa topografia, sem efeito atrófico ou expansivo.
OPINIÃO: Anomalia do desenvolvimento venoso localizada no giro frontal superior direito, associada à alteração de sinal na substância branca adjacente, sugestiva de gliose.
MENINGOANGIOMATOSE
Focos de calcificações de aspecto curvilíneo delineando os sulcos corticais da transição temporooccipital direita, na topografia da incisura pré-occipital deste lado.
A sequência SWI demonstra focos de marcado baixo sinal (calcificações), de aspecto curvilíneo (giriforme), delineando os sulcos corticais da transição temporo-occipital direita, na topografia da incisura pré-occipital deste lado, com discreta impregnação leptomeníngea pelo agente de contraste paramagnético. Estas calcificações não exercem efeito expansivo significativo sobre o parênquima encefálico subjacente.
OPINIÃO: Os focos de calcificações localizados nos sulcos corticais da transição temporo-occipital direita, associados a tênue impregnação pelo gadolínio, são sugestivos de meningioangiomatose.
EXAME RESPIRADO:
NOTA: Artefatos de movimento respiratório, prejudicando parcialmente a análise de algumas imagens.
ALT. RELACIONADAS AO DECÚBITO:
Discretas opacidades com atenuação em vidro fosco, na porção posterior dos lobos inferiores, podendo corresponder a alterações relacionadas ao decúbito.
Tênues opacidades reticulares, periféricas, subpleurais, observadas nas porções pendentes, mais posteriores, dos lobos inferiores, mais provavelmente relacionadas à estase de decúbito.
Tênues áreas com atenuação em vidro fosco, associadas a espessamento dos septos interlobulares, na corticalidade posterior de ambos os lobos inferiores, podendo corresponder a alterações relacionadas ao decúbito.
Tênues opacidades lineares, subpleurais, na corticalidade posterior do lobo inferior direito, devendo estar relacionadas ao decúbito.
Áreas com atenuação em vidro fosco, associadas a discretas opacidades irregulares na corticalidade posterior dos lobos inferiores, que desapareceram após manobra em decúbito ventral, compatível com alterações relacionadas ao decúbito.
Discretas áreas com atenuação em vidro fosco, associadas a espessamento de alguns septos inter e intralobulares, na corticalidade posterior do segmento basal posterior bilateralmente, um pouco mais evidente à direita, que se mantiveram após manobra em decúbito ventral, sugerindo discretas alterações intersticiais
Opacidades lineares subpleurais descritas nas porções posteriores dos lobos inferiores, sugestivas de alterações relacionadas ao decúbito.
ÁPICE PULMONAR
Estriações de aspecto residual nos ápices pulmonares.
Opacidades estriadas nos ápices pulmonares, associadas a espessamento pleural em correspondência e focos cálcicos de permeio, sugerindo alterações residuais.
Opacidades irregulares nos ápices pulmonares, sugerindo alterações cicatriciais.
Discretas opacidades estriadas nos ápices pulmonares, associadas a espessamento pleural em correspondência, sugerindo alterações de natureza residual.
Opacidades irregulares, associadas a bronquioloectasia de tração e a espessamento pleural em correspondência no segmento ápico-posterior do lobo superior esquerdo, o qual encontra-se reduzido de volume, sugerindo alterações residuais.
Estriações de aspecto residual no ápice pulmonar direito. Há, ainda, nódulo calcificado, também residual, situado no segmento superior do lobo inferior do pulmão direito
Opacidades irregulares na interface pleuroparenquimatosa nos ápices pulmonares, provavelmente relacionado a alterações cicatriciais.
LESÕES RESIDUAIS:
Opacidades irregulares, associadas a bronquioloectasias de tração na língula, condicionando discreta distorção arquitetural do parênquima, sugerindo lesões residuais. Notam-se, também, tênues e esparsas opacidades centrolobulares nesta topografia.
Permanecem as opacidades irregulares com bronquiectasias de tração de permeio, situadas nos segmentos apical e posterior do lobo superior direito, determinando distorção da arquitetura do parênquima, bem como redução volumétrica deste lobo e retração cranial do hilo correspondente, compatível com alterações residuais.
Redução volumétrica do lobo superior direito, associada à presença de opacidade irregular com bronquiectasias de tração e focos cálcicos de permeio, determinando tração cranial do hilo pulmonar ipsilateral, associada também a espessamento das superfícies pleurais em correspondência, devendo corresponder a alterações residuais.
Opacidades estriadas nos ápices pulmonares, condicionando distorção arquitetural do parênquima, sugerindo lesões residuais.
Opacidades estriadas nos ápices pulmonares nos segmentos superior do lobo inferior ápico-posterior do lobo superior do pulmão direito esquerdo, condicionando distorção arquitetural do parênquima, sugerindo lesões residuais.
Opacidades estriadas nos ápices pulmonares nos segmentos superior do lobo inferior ápico-posterior do lobo superior do pulmão direito esquerdo, condicionando distorção arquitetural do parênquima, com bronquiectasias e nódulos cálcicos de permeio, sugerindo lesões residuais.
Opacidades irregulares com focos densos de permeio, associadas a bronquiolectasias de tração na língula, condicionando discreta distorção arquitetural do parênquima. Notam-se, também, opacidades centrolobulares esparsas nesta topografia.
GRANULOMAS
Nódulo cálcico, de aspecto residual, situado no segmento ............... posterior / anterior do lobo inferior / superior.
Nódulos cálcicos esparsos bilateralmente, de aspecto residual.
Diminuto nódulo cálcico, de aspecto residual, no segmento basal anterior ântero-medial lateral medial posterior ápico-posterior do lobo inferior médio superior do pulmão direito esquerdo.
Diminuto nódulo cálcico no segmento basal anterior ântero-medial lateral medial posterior ápico-posterior do lobo inferior médio superior do pulmão direito esquerdo, medindo cerca de mm, associado à linfonodos hilares homolaterais também calcificados.
ENFISEMA:
Sinais de enfisema centrolobular, com formação de bolhas subpleurais, predominando no lobo superior do pulmão direito / esquerdo.
Sinais de enfisema centrolobular leve difuso, associado a formação de bolhas subpleurais, predominando nos lobos superiores.
Sinais de enfisema centrolobular e parasseptal difuso, predominando nos lobos superiores, onde observamos formação de pequenas bolhas subpleurais.
Sinais incipientes de enfisema centrolobular difuso, com formação de pequenas bolhas subpleurais, mais evidentes nos lobos superiores.
Acentuados sinais de enfisema centrolobular e parasseptal difuso, com extensas áreas de confluência predominando nos lobos superiores.
Sinais de enfisema parasseptal no ápice pulmonar direito.Também se observam formações bolhosas subpleurais, uma com paredes finas, localizada no segmento basal lateral do lobo inferior direito, medindo 14 x 7 mm e outra com paredes espessas e irregulares, localizadas junto a pleura mediastinal do segmento basal ântero-medial do lobo inferior esquerdo, medindo 26 x 17 mm.
Sinais de enfisema centrolobular e parasseptal difuso, predominando nos lobos superiores.
CISTO:
Pequena imagem cística aérea, de paredes finas, medindo cerca de 5 mm, situada no segmento posterior do lobo superior direito.
Há, ainda, pequeno cisto de conteúdo aéreo e paredes finas, deste mesmo segmento.
Pequenas imagens císticas com conteúdo aéreo e paredes finas situadas na língula e no segmento basal lateral do lobo inferior esquerdo, ambas medindo 10 mm.
Imagem cística com conteúdo aéreo, medindo cerca de 11 x 8 mm, localizada no segmento basal posterior do lobo inferior do pulmão direito
VIDRO FOSCO
Opacidades em vidro fosco, associadas a pequenos focos de consolidação e espessamento de septos interlobulares no segmento posterior do lobo superior direito.
Tênues focos com densidade com atenuação em vidro fosco esparsos pelo parênquima do lobo inferior direito, mais evidentes no segmento superior, de provável natureza inflamatória.
Opacidades em vidro fosco esparsas pelo lobo superior do pulmão esquerdo.
Extensas opacidades com atenuação em vidro fosco, mal definidas, associadas a tênues reticulações, predominando nos lobos inferiores, mas também presentes nos superiores, estando os pulmões menos inspirados que no exame prévio, podendo representar alterações de natureza inflamatória (quimiotoxicidade?).
APRISIONAMENTO:
Os cortes realizados em expiração não mostram aprisionamento significativo de ar.
Os cortes realizados em expiração mostram focos de aprisionamento de ar esparsos em ambos os pulmões.
Os cortes realizados em expiração mostram áreas de aprisionamento de ar em ambos os pulmões.
Pulmões com densidade levemente heterogênea, um pouco mais evidente à esquerda, notando-se no lobo inferior deste lado tênues áreas com redução dos coeficientes de atenuação do parênquima, mais evidente à manobra expiratória, sugerindo pequenas áreas de aprisionamento aéreo.
ATELECTASIAS:
Bandas parenquimatosas nas bases.
Faixas de atelectasia nas bases pulmonares.
Atelectasia completa do lobo médio.
Atelectasia completa do lobo superior do pulmão deste lado, com desvio ipsilateral das estruturas mediastinais.
Faixas atelectásicas, nos segmentos lateral do lobo médio, basal posterior do lobo inferior direito e lingular inferior
Redução volumétrica do pulmão esquerdo, associado a presença de consolidação atelectásica no lobo inferior correspondente.
Tênues estriações fibroatelectásicas no lobo médio, língula e nas bases pulmonares
Opacidade de natureza atelectásica no parênquima paramediastinal basal do lobo inferior do pulmão esquerdo, provavelmente relacionados à ectasia e tortuosidade da aorta torácica descendente.
Estrias parenquimatosas justapleurais no lobo médio e nos segmentos lingulares.
Discretas faixas de atelectasia na língula
Mínimas bandas parenquimatosas, associadas a discreta atenuação em vidro fosco no parênquima paramediastinal no segmento basal anteromedial do lobo inferior esquerdo e no segmento lingular inferior, de aspecto inespecífico
Bandas parenquimatosas no segmento basal lateral do lobo inferior direito e no segmento lingular inferior do pulmão esquerdo.
ESPESSAMENTO PAREDE BRÔNQUICA:
Espessamento difuso das paredes brônquicas, com discretos sinais de impactação mucoide no segmento basal posterior do lobo inferior esquerdo.
Espessamento difuso das paredes brônquicas, com sinais de impactação mucoide esparsos.
Espessamento difuso das paredes brônquicas, com sinais de impactação mucóide no segmento posterior do lobo superior direito e no lobo médio, onde observamos tênues opacidades centrolobulares, por vezes ramificadas, sugerindo discreto preenchimento bronquiolar/acinar.
Espessamento difuso de paredes brônquicas
Espessamento difuso das paredes brônquicas, com sinais de impactação mucoide, mais evidente no lobo médio.
Discretos sinais de impactação mucoide no segmento lateral do lobo médio.
Espessamento difuso das paredes brônquicas, observando-se, ainda, pequena quantidade de secreção espessa na carina e no brônquio-fonte direito
ESPESSAMENTO SEPTAIS:
Espessamento dos septos interlobulares no lobo inferior direito.
Mínimo espessamento dos septos associado a tênue vidro fosco na corticalidade da base pulmonar direita.
Espessamento liso difuso dos septos interlobulares, sugestivos de congestão linfática, também mais pronunciado nos lobos inferiores, sobretudo à direita.
Espessamento do interstício peribroncovascular bilateralmente
SEQUELA DE BK
Lesões estriadas associadas a múltiplos nódulos, a maioria calcificada, condicionando distorção arquitetural do parênquima no segmento ápico posterior do lobo superior do pulmão esquerdo. O maior destes nódulos apresenta densidade de partes moles e contorno levemente irregular, medindo 15 x 8mm)
Opacidades estriadas nos lobos superiores, segmento superior do lobo inferior esquerdo e língula, condicionando distorção arquitetural do parênquima e redução volumétrica do lobo superior esquerdo, com bronquiectasias e nódulos cálcicos de permeio, sugerindo alterações residuais.
Opacidades centrolobulares, algumas com aspecto tipo árvore em brotamento e outras em vidro fosco, associadas a focos com atenuação em vidro fosco, acometendo os segmentos basais do lobo inferior esquerdo e a porção mais inferior do lobo superior direito, com algumas áreas de confluência nesta última topografia, formando pequenos focos de consolidação. O aspecto pode corresponder a pneumopatia inflamatória infecciosa de etimologia especifica. Correlacionar com os dados clínicos e laboratoriais.
PNEUMONIA
Múltiplas opacidades centrolobulares distribuídas difusamente em ambos os pulmões, mais evidentes no direito, com áreas de confluência formando pequenos focos de consolidação, associadas à opacidades em vidro fosco circunjacentes.(broncopneumonia).
Focos de consolidação parenquimatosa
Há, ainda, consolidação com componente atelectásico bronquiectasiados de permeio no lobo médio, determinando redução volumétrica deste.(pneumonia)
Consolidação pulmonar, irregular e localizada no segmento basal posterior do lobo inferior esquerdo com broncogramas aéreos de permeio, medindo aproximadamente (X X X cm - L x AP x T). Notam-se ainda, diminutos micronódulos centrolobulares adjacentes com atenuação em vidro fosco, bem como espessamento parietal dos respectivos brônquios regionais, achados estes que provavelmente estão relacionados a alterações inflamatórias / infecciosas, sendo necessário estrita correlação com dados clínicos / evolutivos para adequada valorização.
CONSOLIDAÇÃO:
Pequeno foco de consolidação com componente atelectásico no segmento anterior do lobo superior direito, associado a área com atenuação em vidro fosco no parênquima pulmonar adjacente.
Extensa consolidação parenquimatosa, com broncogramas aéreos de permeio no lobo inferior do pulmão direito, associado a opacidades centrolobulares e tênues opacidades em vidro fosco no parênquima adjacente.
Focos de consolidação parenquimatosa com broncogramas aéreos de permeio no segmento superior do lobo inferior esquerdo.
Consolidação parenquimatosa com broncogramas aéreos de permeio acometendo os segmentos basal lateral e basal posterior do lobo inferior esquerdo, associada à presença de pequeno derrame pleural deste mesmo lado. IMPRESSÃO: O aspecto tomográfico sugere pneumopatia inflamatória à esquerda, com pequeno derrame pleural associado.
Notam-se focos de consolidação parenquimatosa, com componente atelectásico, situados nos segmentos ápico-posterior e anterior do lobo superior esquerdo, no primeiro com tênues focos cálcicos de permeio.
Consolidação parenquimatosa com componente atelectásico associado e brônquios ectasiados de permeio, no segmento apical posterior do lobo superior esquerdo, associado a presença de estriações e micronódulos no parênquima circunjacente, bem como, a espessamento pleural apical em correspondência, podendo corresponder a sequela de processo inflamatório específico
Consolidações parenquimatosas irregulares, associadas a vidro fosco adjacente, acometendo os segmentos basais do lobo inferior direito, notadamente o medial e o anterior, bem como o segmento lingular inferior, indicativo de pneumopatia inflamatória.
OPACIDADE CENTROLOBULARES
Opacidades centrolobulares, algumas ramificadas, associadas a espessamento das paredes brônquicas e bronquiolares nos segmentos apical e posterior do lobo superior direito, indicando processo inflamatório com disseminação broncogênica
Presença de múltiplas opacidades centrolobulares distribuídas nos segmentos basais do lobo inferior esquerdo, com áreas de confluência formando pequenos focos de consolidação, associadas a opacidades em vidro fosco circunjacentes, faixas atelectásicas e áreas de ectasia brônquica de permeio, pouco específico, podendo corresponder a processo inflamatório/ infeccioso.
Opacidades centrolobulares agrupadas, sugerindo preenchimento bronquiolar, algumas confluentes formando pequenos focos de consolidação, esparsas em ambos os pulmões, mais evidentes nos segmentos anteriores dos lobos superiores, parênquima mediastinal da língula e no lobo médio, bem como no segmento basal ântero-medial do lobo inferior esquerdo
BRONQUIOLITE TABACO/ INFL
Espessamento difuso das paredes brônquicas, observando-se ainda, opacidades centrolobulares, notadamente nos lobos superiores, podendo corresponder a bronquiolite respiratória do tabagista.
Tênues opacidades centrolobulares em vidro fosco distribuídas em ambos os pulmões, predominando nos lobos superiores, devendo corresponder a bronquiolite respiratória relacionada ao tabagismo.
Espessamento difuso de paredes brônquicas, associado a opacidades centrolobulares, com atenuação em vidro-fosco, as quais predominam nos lobos inferiores, sugerindo bronquiolite inflamatória.
OPACIDADES em vidro fosco por osteofitose
Presença de osteófitos exuberantes nos corpos dorsais inferiores, determinando focos de opacidade em vidro fosco no parênquima em adjacência, mais evidentes no lobo inferior direito.
Presença de osteófitos exuberantes nos corpos dorsais inferiores, determinando focos de opacidade em vidro fosco no parênquima em adjacência, mais evidentes no lobo inferior direito.
Atelectasias subsegmentares no parênquima paravertebral do lobo inferior do pulmão direito, notando-se acentuada osteofitose marginal em correspondência.
Opacidades lineares subpleurais, relacionadas à atelectasias laminares compressivas, observadas na corticalidade paravertebral do lobo inferior direito, subjacentes a osteófitos dorsais hipertróficos ântero-laterais.
MICRONÓDULOS
Micronódulo não calcificado na região subpleural do segmento basal anterior ântero-medial lateral medial posterior ápico-osterior do lobo inferior médio superior do pulmão direito esquerdo, medindo cerca de mm, de aspecto inespecífico, provavelmente sem significado clínico.
Micronódulos não calcificados esparsos em ambos os pulmões, a maioria de distribuição subpleural, de aspecto inespecífico, provavelmente sem significado clínico.
Micronódulos não calcificados de distribuição randômica, esparsos em ambos os pulmões, os maiores medindo cerca de mm.
Nódulo com densidade de partes moles e contornos regulares irregulares espiculados no segmento basal anterior ântero-medial lateral medial posterior ápico-posterior do lobo inferior médio superior do pulmão direito esquerdo, medindo cerca de mm.
Presença de múltiplos nódulos com densidade de partes moles disseminados em ambos os pulmões, os maiores nos segmentos basal anterior ântero-medial lateral medial posterior ápico-posterior do lobo inferior médio superior do pulmão direito esquerdo.
NÓDULOS CÁLCICOS+ LNF CALCIFICADOS
Nódulo cálcico localizado no segmento basal posterior do lobo inferior esquerdo associado a linfonodos também calcificados no hilo pulmonar ipsilateral, bem como na região paraesofageana inferior, de aspecto residual.
NÓDULOS MENORES:
Diminutas opacidades nodulares, menores do que 3 mm, esparsas pelo parênquima pulmonar, de aspecto inespecífico devido às suas dimensões.
Diminutas opacidades nodulares, não calcificadas, esparsas por ambos os pulmões, a maior localizada no segmento anterior do lobo superior direito, medindo cerca de 3 mm.
Diminutas opacidades nodulares, com densidade de partes moles, esparsas em ambos os pulmões, a maior delas medindo cerca de 5 mm, localizada no segmento lateral do lobo médio.
Raras e diminutas opacidades nodulares, esparsas por ambos os pulmões, sem calcificações aparentes, uma das maiores no segmento ápico-posterior do lobo superior esquerdo, medindo 0,5 cm, inespecíficas devido às suas dimensões.
Raras diminutas opacidades nodulares, sem calcificações evidentes, em ambos os pulmões, as maiores nos segmentos basais laterais bilateralmente, medindo à direita 3 mm e à esquerda 4 mm, de aspecto pouco específico, em virtude de suas dimensões, usualmente sem significado clínico.
NÓDULOS ESCAVADOS:
Pequenas opacidades nodulares, não calcificadas, esparsas pelo parênquima pulmonar, as maiores localizadas no segmento superior do lobo inferior direito, medindo cerca de 6 mm cada, ambas apresentado focos de radioluscência de permeio ou na periferia (escavação?).
NÓDULOS SOLITÁRIO:
Opacidade nodular, com densidade de partes moles e contorno discretamente lobulado, em situação paramediastinal no segmento lingular inferior, medindo cerca de 11 x 9 mm.
Opacidade nodular com densidade de partes, e contorno discretamente lobulado, localizada no segmento apical do lobo superior direito, medindo cerca de 8 x 4 mm, associado a mínimo espessamento pleural costal em correspondência.
OPACIDADE IRREGULAR INESPECÍFICAS:
Pequena opacidade irregular, justapleural, localizada no segmento posterior do lobo superior do pulmão direito.
Há, ainda, discretas opacidades irregulares grosseiramente nodulares no segmento superior do lobo inferior esquerdo
OPACIDADES IRREGULARES:
Notam-se também, opacidades irregulares subpleurais na base deste lobo e na periferia da base pulmonar esquerda, associadas a infiltrado em vidro fosco no parênquima circunjacente. ( OBS: COMO SE FOSSE NODULO/MASSA- USADO PARA MTX)
Observa-se opacidade irregular, com áreas em atenuação em vidro fosco e broncogramas aéreos de permeio, associada a opacidades estriadas no parênquima pulmonar circunjacente, com extensão às superfícies pleural costal e cissural, localizada no segmento posterior do lobo superior direito, medindo cerca de 30 x 23 mm.
OPACIDADE GROSSEIRAMENTE NODULAR:
Pequena opacidade grosseiramente nodular, de contorno irregular e densidade de partes moles, localizada no segmento apical do lobo superior direito, sendo circundada por estrias densas que se estendem à superfície pleural mediastinal em correspondência, medindo cerca de 10mm.
Opacidade grosseiramente nodular com densidade de partes moles, de contornos espiculados, situada no segmento superior do lobo inferior do pulmão direito, medindo cerca de 14 x 12mm.( neo primário ou mtx)
Opacidade parenquimatosa alongada, grosseiramente nodular, de contorno algo irregular, com densidade de partes moles, situada no segmento medial do lobo médio, em íntimo contato com a superfície pleural mediastinal em correspondência, medindo aproximadamente 3,2 x 1,5cm. Notamos, ainda, linfonodomegalia hilar ipsilateral,
Opacidades grosseiramente nodulares associadas a micronódulos e opacidades em faixa adjacentes, condicionando discreta distorção arquitetural, nos segmentos basais anterior, lateral e posterior do lobo inferior direito. O aspecto pode corresponder a processo inflamatório/infeccioso granulomatoso em involução.
IMPLANTES SECUNDÁRIOS:
Múltiplas lesões nodulares, com densidade de partes moles e dimensões variadas, esparsas por ambos os pulmões, as maiores localizadas nos segmentos anterior do lobo superior direito e basal posterior do lobo inferior direito medindo cerca de 12 x 9 mm e 10 x 9 mm, respectivamente, sugestivas de implantes secundários.
Formações expansivas nodulares com densidade de partes moles e realce heterogêneo pelo meio de contraste, difusamente distribuídas por ambos os pulmões, as maiores subpleurais, localizadas no segmento basal medial do lobo inferior do pulmão direito (61 x 18 mm), segmento ápico-posterior do lobo superior do pulmão esquerdo (45 x 24 mm), e segmento lingular inferior (38 x 23 mm) .
Múltiplas lesões nodulares de contornos lobulados e tamanhos variados, difusamente distribuídas por ambos os pulmões, a maior delas localizada no lobo médio, medindo cerca de 14 x 13 mm nos seus eixos axiais, sendo o aspecto de imagem sugestivo de envolvimento neoplásico secundário.
Múltiplas opacidades nodulares com densidades de partes moles e de tamanhos variados, com distribuição randômica pelos pulmões, as maiores medindo em torno de 15 mm. O aspecto sugere implantes secundários.
Múltiplas lesões nodulares, com densidade de partes moles, contornos irregulares e dimensões variadas, distribuídas difusamente por ambos os pulmões, algumas associadas a opacidades em vidro fosco circunjacentes, a maior situada no lobo superior direito, medindo cerca de 34 x 22mm.
Múltiplas pequenas opacidades nodulares, com densidade de partes moles, de distribuição randômica em ambos os pulmões.
Múltiplas lesões nodulares, algumas com contorno irregular, distribuídas em ambos os pulmões, bem mais numerosas e confluentes à direita, destacando-se deste lado as maiores, medindo em conjunto 64 x 50 mm (lobo médio), 68 x 51 mm (porção medial do lobo inferior) e 63 x 46 mm (porção superior do lobo inferior). Observa-se, ainda, no pulmão direito, espessamento septal difuso, podendo estar relacionado a linfangite.
NEO:
Formação expansiva com densidade de partes moles, contorno lobulado e realce heterogêneo pelo meio de contraste, localizada no segmento anterior do lobo superior esquerdo, envolvendo as estruturas broncovasculares segmentares nessa topografia e estendendo-se ao hilo pulmonar deste lado, em intimo contato com o pericárdio adjacente, medindo no atual estudo cerca de 30 x 22 mm nos maiores eixos axiais.
Formação expansiva com densidade de partes moles, contorno irregular, realce heterogêneo pelo meio de contraste, apresentando focos de radioluscência de permeio (escavação?), localizada nos segmentos anterior e posterior do lobo superior direito, medindo cerca de 70 x 53 mm nos maiores eixos axiais. A lesão estende-se ao hilo direito, envolvendo as estruturas broncovasculares, notando-se redução do calibre dos brônquios e ramos da artéria pulmonar lobar e segmentares correspondentes, com sinais de oclusão do brônquio para o segmento anterior deste lobo.
Observa-se, ainda, espessamento de septos inter e intralobulares associado a opacidades com atenuação em vidro fosco no parênquima pulmonar circunjacente a lesão descrita acima, podendo corresponder a linfangite.
Opacidade nodular, com densidade de partes moles, de contorno irregular, circundada por estriações que se estendem às superfícies pleurais costal e cisural em correspondência, medindo cerca de 20 x 12mm, localizada na porção mais inferior do lobo superior direito. A hipótese de lesão de origem neoplásica não pode ser afastada.
Formação expansiva, com densidade de partes moles e limites mal definidos, estendendo-se da região cervical baixa ao mediastino superior à esquerda, mantendo íntimo contato com o arco aórtico e envolvendo a emergência dos troncos supra-aórticos homolaterais, bem como com o esôfago
Lesões nodulares com densidade de partes moles e contornos espiculados, distribuídas por ambos os pulmões, de tamanhos variados, as maiores localizadas no segmento superior do lobo inferior direito e no lobo médio, contíguas, determinando atelectasia completa do lobo médio e parcial do lobo inferior, prejudicando a sua adequada mensuração.
Destaca-se formação expansiva levemente heterogênea, com densidade de partes moles e limites parcialmente definidos, acometendo os segmentos superior e basal lateral do lobo inferior do pulmão esquerdo, medindo aproximadamente 54 x 45 mm no plano axial. A lesão descrita mantem íntimo contato com a parede torácica látero-posterior e estende-se ao hilo pulmonar esquerdo, observando-se redução do calibre de pequeno segmento do brônquio do lobo inferior deste lado.
DÇ DE PEQUENAS VIAS AÉREAS:
Tênues opacidades centrolobulares com atenuação em vidro fosco predominando na periferia de ambos os lobos superiores, bem como na corticalidade posterior dos segmentos superiores dos lobos inferiores, sugerindo doença de pequenas vias aéreas.
Notam-se, ainda, opacidades centrolobulares, algumas ramificadas, esparsas pelo parênquima pulmonar, sugerindo preenchimento bronquiolar/acinar.
Tênues opacidades micronodulares centrolobulares, de baixa atenuação, com aspecto em "árvore em brotamento" e discretas opacidades em "vidro fosco", observados no segmento basal lateral direito, podendo se correlacionar à alterações de natureza infecciosa / inflamatória, de pequenas vias aéreas (bronquiolites).
Espessamento do interstício peribroncovascular axial envolvendo os lobos inferiores, de forma um pouco mais marcada à direita e em seus segmentos basais, com leves ectasias brônquicas e espessamentos de suas paredes, alguns com impactações mucóides e associados, ainda, a nódulos centrolobulares com distribuição em "árvore em brotamento".
ALTERAÇÃO ACTÍNICA:
Opacidades irregulares associadas a espessamento pleural em correspondência, no segmento apical do lobo superior direito, o qual encontra-se discretamente reduzido de volume, sugerindo alterações actínicas.
Opacidades irregulares com bronquiolectasias de tração de permeio, situadas no parênquima paramediastinal do lobo superior direito e no segmento superior do lobo inferior deste pulmão, compatíveis com alterações relacionadas a tratamento radioterápico prévio.
Opacidades estriadas de aspecto fibroatelectásico, associadas a bronquiectasias de tração, localizadas na região paramediastinal bilateralmente, notadamente no lobos superiores e segmento superior dos lobos inferiores, compatível com alterações fibróticas actínicas.
Opacidades estriadas de aspecto fibroatelectásico, associadas a bronquiectasias de tração, localizadas na região paramediastinal bilateralmente, notadamente no lobos superiores e segmento superior dos lobos inferiores, compatível com alterações fibróticas actínicas.
BRONQUIECTASIAS
Múltiplas bronquiectasias, de paredes espessadas, difusas por ambos os pulmões, notando-se sinais de impactação mucóide nos lobos inferiores, médio e língula.
Discretas bronquiectasias cilíndricas no lobo médio, com sinais de impactação mucoide.
Bronquiectasia cística com parede discretamente espessa na porção medial do segmento basal posterior do lobo inferior esquerdo.
Bronquiectasias císticas e varicosas, de paredes espessadas, algumas com sinais de impactação mucoide e contendo broncolitos, no segmento superior do lobo inferior direito, bem como difusamente em todo o lobo inferior esquerdo, notadamente nos segmentos basais ântero-medial e superior deste último, bronquiectasias císticas e varicosas, de paredes espessadas, algumas com sinais de impactação mucoide e contendo broncolitos, no segmento superior do lobo inferior direito, bem como difusamente em todo o lobo inferior esquerdo, notadamente nos segmentos basais ântero-medial e superior deste último.
Há, também, espessamentos de paredes brônquicas e bronquiolares lobares e de alguns ductos segmentares dos lobos superiores, lobo médio e língula inferior, alguns com discretas bronquiolectasias.
FIBROSE PULMONAR:
Alterações intersticiais bilaterais e difusas caracterizadas por espessamento de septos inter e intralobulares e opacidades em vidro fosco, associadas a áreas de faveolamento, predominando na periferia e nos terços inferiores de ambos os pulmões.
ASBESTOSE:
Presença de placas pleurais calcificadas, distribuídas bilateralmente.
PERFUSÃO EM MOSAICO:
Pulmões com densidade discretamente heterogênea, apresentando esparsas áreas geográficas de redução dos coeficientes de atenuação das marcas vasculares, sugerindo perfusão em mosaico.
Pulmões com densidade heterogênea, apresentando áreas de redução dos coeficientes de atenuação do parênquima e das marcas vasculares, que se acentuam à expiração, compatível com perfusão em mosaico.
Os cortes obtidos em expiração não mostram aprisionamento aéreo significativo.
Parênquima pulmonar levemente heterogêneo, apresentando esparsas áreas com redução dos coeficientes de atenuação e das marcas vasculares, que se acentuam com os cortes em expiração, sugerindo perfusão em mosaico.
Pulmões hiperaerados, com densidade heterogênea, apresentando áreas de redução dos coeficientes de atenuação do parênquima e das marcas vasculares, compatível com perfusão em mosaico.
Área com atenuação em vidro fosco associada a espessamento dos septos inter e intralobulares, no lobo inferior direito, configurando padrão de pavimentação em mosaico.
SARCOIDOSE:
Alterações intersticiais caracterizadas por espessamento micronodular do interstício peribroncovascular, centrolobular e subpleural mais evidentes nos lobos superiores, notadamente nos segmentos posterior do lobo superior direito e ápico-posterior do lobo superior esquerdo.
Notam-se, também, nódulos com densidade de partes moles, alguns com calcificação central, de contornos irregulares, menores que 10mm, distribuídos por ambos os pulmões, notadamente ao longo do feixe peribroncovascular nos lobos superiores. IMPRESSÃO: O aspecto pode corresponder a doença com distribuição predominantemente perilinfática (sarcoidose?).
FIBROSE/FAVEOLAMENTO:
Alterações intersticiais bilaterais e difusas caracterizadas por espessamento de septos inter e intralobulares e opacidades em vidro fosco, associadas a áreas de faveolamento, predominando na periferia e nos terços inferiores de ambos os pulmões.
Alterações intersticiais bilaterais e difusas, caracterizadas por espessamento de septos inter e intralobulares e opacidades em vidro fosco, associadas à presença de bronquiectasias e bronquiolectasias de permeio, bem como áreas de faveolamento, predominando na periferia e nas bases pulmonares.
Alterações intersticiais caracterizadas por opacidades em vidro fosco e espessamento de septos inter e intralobulares, com bronquiolectasias de tração de permeio, mais evidentes na periferia e nas bases pulmonares, sugerindo pneumopatia intersticial com sinais de fibrose.
Alterações intersticiais bilaterais e difusas caracterizadas por espessamento de septos inter e intralobulares, opacidades em vidro fosco e bronquiolectasias de tração de permeio, predominando na periferia e nas bases pulmonares, sugerindo pneumopatia intersticial crônica, com sinais de fibrose.
Discretas áreas com atenuação em vidro fosco, associadas a espessamento de alguns septos inter e intralobulares, na corticalidade posterior do segmento basal posterior bilateralmente, um pouco mais evidente à direita, que se mantiveram após manobra em decúbito ventral, sugerindo discretas alterações intersticiais.
ALTERAÇÃO PÓS ACTÍNICAS
Discretas opacidades lineares subpleurais, associadas a tênues opacidades com atenuação em vidro fosco de permeio, no segmento anterior do lobo superior esquerdo, provavelmente correspondendo a sequela actínica.
Opacidades em vidro fosco associado ao espessamento de septos interlobulares no parênquima paramediastinal dos lobos superiores, mais evidentes à direita, sendo observadas também no segmento superior do lobo inferior deste pulmão no presente exame, sugestivas de alterações actínicas
ALTERAÇÃO PLEURAL
Mínima reação pleural à direita.
Pequena reação pleural na base esquerda associada a discretas estriações e opacidades em vidro fosco na base.
Discretos espessamento pleurais de baixa densidade, nos terços médios de ambos os hemitórax.
Discreto espessamento pleural nas bases.
Diminutos nódulos cálcicos residuais no pulmão esquerdo, associados a focos e espessamento pleural calcificados na pleura costal posterior deste lado.
Espessamento pleural irregular, com aspecto nodular, em todo o hemitórax esquerdo e da cissura obliqua deste lado, associado a pequeno derrame pleural e faixas de atelectasia, determinado redução volumétrica deste pulmão.
Sinais de pleurostomia aberta do lobo inferior direito, notando-se ressecção da porção posterior do 9º, 10º e 11º arcos costais.
Nota-se fina imagem linear radiolucente estendendo-se do brônquio segmentar do segmento basal posterior do lobo inferior direito até o espaço pleural em correspondência à área da pleurostomia, observando-se opacidades irregulares no parênquima pulmonar circunjacente (fístula broncopleural?).
Tênues reticulações e discreto vidro fosco na corticalidade posterior do lobo inferior direito, associado a mínimo espessamento pleural em correspondência, provavelmente relacionado à história patológica pregressa de drenagem de derrame pleural deste lado.
Espessamento pleural, com focos de calcificação de permeio, na porção superior de ambos os hemitórax, mais evidente à esquerda.
Discreto espessamento/reação pleural na face posterior de ambos os hemitórax.
Moderado derrame pleural à direita, associado a consolidação com broncogramas aéreos junto a superfície pleural do lobo inferior direito, com aspecto atelectásico, porém não sendo possível afastar componente inflamatório/infeccioso associado. Correlacionar com os dados clínicos.
ESPESSAMENTO CISSURA:
Discretos espessamentos focais das cissuras.
Discreto espessamento difuso da cissura horizontal.
Discreto espessamento focal das fissuras obliqua esquerda e horizontal direita.
Discretos espessamento focais das cissuras horizontal e oblíqua direita.
Há, ainda, discreto foco de espessamento da interseção das cissuras à direita.
LINFANGITE:
Espessamento dos septos interlobulares nos segmentos anterior do lobo superior e basal medial do lobo inferior do pulmão direito (linfangite?).
Espessamento dos septos inter e intralobulares no pulmão direito, sugerindo linfangite, um pouco mais evidente no lobo superior.
PREENCHIMENTO ACINAR/BRÔNQUICO:
Tênues opacidades centrolobulares com atenuação em vidro fosco, algumas ramificadas, esparsas no lobo inferior esquerdo, e menos evidentes no lobo superior esquerdo, sugerindo preenchimento brônquico/acinar.
ALT INTERSTICIAIS:
Alterações intersticiais caracterizadas por espessamento dos septos interlobulares em vidro fosco na periferia de ambos os pulmões.
Há, ainda, opacidades reticulares periféricas, subpleurais, com discreto "vidro fosco" associado, observados nas corticalidades pulmonares, bilateralmente, correspondendo à incipiente intersticiopatia.
Alterações intersticiais, caracterizadas por espessamento de septos inter e intralobulares, associado a mínimo vidro fosco, na periferia de ambos os pulmões, mais evidente nos lobos inferiores, notadamente no direito
discretas alterações intersticiais caracterizadas por reticulações irregulares dispostas preferencialmente na corticalidade dos terços pulmonares inferiores. Nota-se ainda, discreta heterogeneidade difusa do parênquima pulmonar, observando-se mínimas áreas com atenuação em vidro fosco esparsas.
Opacidades estriadas associadas a vidro fosco na corticalidade posterior de ambos os pulmões, mais evidentes nos lobos inferiores, provavelmente relacionadas ao decúbito, não sendo possível afastar completamente a possibilidade de alterações intersticiais em fase inicial
Alterações intersticiais bilaterais e difusas, caracterizadas pelo espessamento dos septos inter e intralobulares, opacidades em vidro fosco, associadas a bronquiectasias e bronquiolectasias de permeio, bem como áreas de faveolamento e focos de calcificação de permeio, predominando na periferia e nas bases pulmonares, podendo corresponder a pneumonia intersticial crônica com sinais de fibrose
Tênues alterações intersticiais, caracterizadas por espessamento de septos interlobulares e opacidades em vidro-fosco, situadas na base pulmonar esquerda e na porção inferior do segmento lateral do lobo médio.
Tênues opacidades reticulares subpleurais esparsas, podendo representar incipientes intersticiopatias, observadas nas corticalidades laterais de ambos os pulmões.
PÓS-CIR:
Opacidades em faixa nos lobos inferiores e língula, com fios densos de permeio, indicativo de alterações pós-cirúrgicas. Observam-se, ainda, sinais de ressecção das porções laterais do 6º ao 8º arcos costais esquerdos.
Opacidade em faixa com fios densos de permeio associada a espessamento pleural no lobo inferior esquerdo, sugestivo de alterações pós cirúrgicas
Sinais de lobectomia superior direita, observando-se discreto espessamento pleural nesta topografia com imagens densas alongadas de permeio, sugerindo alterações pós-cirúrgicas.
Sinas de pneumectomia à esquerda, notando-se desvio ipsilateral das estruturas mediastinais. Observa-se, ainda, presença de líquido distendendo a cavidade cirúrgica.
Sinais de lobectomia superior bilateral, já identificados no estudo anterior, persistindo com aspecto semelhante as opacidades em faixa com focos densos de permeio, de localização paramediastinal no lobo médio, na topografia do segmento basal lateral do lobo inferior direito, e junto à cissura horizontal à esquerda, devendo corresponder a alterações pós-cirúrgicas.
Sinais de pneumectomia esquerda, estando a cavidade cirúrgica preenchida por líquido. Nota-se vicariancia do pulmão direito e desvio das estruturas mediastinais para a esquerda
Permanece com aspecto semelhante o tecido com densidade de partes moles com configuração irregular, com fios cirúrgicos de permeio, ocupando o terço médio do hemitórax esquerdo com extensão ao hilo pulmonar correspondente, de difícil caracterização, podendo estar relacionado a alteração pós-cirúrgica, não sendo possível afastar a possibilidade de acometimento tumoral associado. Manter controle evolutivo.
Sinais de lobectomia média e inferior à direita, determinando redução volumétrica deste pulmão, associado a bandas parenquimatosas nas regiões inferiores, bem como elevação da hemicúpula diafragmática ipsilateral.
DERRAME PLEURAL:
Moderado derrame pleural esquerdo, associado a discreto espessamento e captação de contraste dos folhetos pleurais correspondentes, de aspecto loculado em sua porção póstero-lateral.
Nota-se, ainda, atelectasia compressiva do parênquima pulmonar adjacente no lobo inferior deste lado.
Moderado derrame pleural de aspecto loculado à esquerda.
Moderado derrame pleural à direita, de aspecto loculado, estendendo-se à cissura oblíqua, determinando atelectasia compressiva do parênquima pulmonar adjacente, no lobo inferior. Há, ainda, espessamento septal e opacidades em vidro fosco neste pulmão.
Pequeno derrame pleural à direita, associado a discreto espessamento irregular dos folhetos pleurais na porção posterior do hemitórax direito, notando-se, ainda, pequenas faixas de atelectasia no parênquima pulmonar adjacente.
Derrame pleural à direita, que apresenta sinais de loculação e espessamento dos folhetos pleurais, com focos densos de permeio, devendo corresponder à alterações relacionadas à pleurodese.
Fina lâmina de líquido pleural nas bases.
Moderado derrame pleural esquerdo, associado a discreto espessamento e captação de contraste dos folhetos pleurais correspondentes, de aspecto loculado em sua porção póstero-lateral.
Pequeno derrame pleural à direita, associado a aparente espessamento das superfícies pleurais adjacentes.
Pequeno derrame pleural à direita, associado a espessamento dos folhetos pleurais deste lado, com focos densos de permeio, o que pode estar relacionado a alterações pós-terapêuticas.
Volumoso derrame pleural à direita, condicionando atelectasia completa do lobo inferior direito e parcial do lobo médio, notando-se, ainda, faixas atelectásicas no lobo superior deste pulmão.
Observa-se desvio para a esquerda das estruturas mediastinais, em consequência ao volumoso derrame pleural direito
TRAQUEIA:
Traqueia e brônquios-fonte sem alterações.
Leve redução difusa do calibre do brônquio-fonte esquerdo.
Traqueia de trajeto e calibre preservados, apresentando pequena formação diverticular no terço inferior à direita.
LINFONODO:
Ausência de massas ou linfonodomegalias mediastinais e hilares.
Linfonodos calcificados no compartimento pré-vascular, na janela aorto-pulmonar e hilo pulmonar direito / esquerdo / subcarinais/ para-aórticos, paratraqueais.
Notam-se pequenos linfonodos com dimensões dentro dos limites da normalidade na cadeia paratraqueal direita.
Linfonodos com dimensões normais, alguns captantes de contraste, nas cadeias subcarinal e pré-vascular.
Pequenos linfonodos calcificados no hilo pulmonar esquerdo.
Linfonodos e linfonodomegalias com calcificações grosseiras de permeio na janela aorto-pulmonar, região infracarinal e nos hilos pulmonares bilateralmente.
Linfonodos de aspecto habitual esparsos no mediastino, o maior na janela aorto-pulmonar.
Linfonodos com dimensões normais, agrupados na janela aorto-pulmonar e região infracarinal.
Linfonodos limítrofes e de dimensões normais, com realce predominantemente periférico pelo meio de contraste, localizados nas cadeias paratraqueal e subcarinal, o maior nesta última topografia medindo cerca de 16 x 7 mm.
Pequenos linfonodos com dimensões dentro da normalidade, agrupados na janela aorto pulmonar, cadeias paratraqueais e traqueobrônquicos bilateralmente.
Formação expansiva na região paramediastinal do segmento basal medial do lobo inferior do pulmão direito, medindo cerca de 34 x 25 mm, apresentando impregnação heterogênea, predominantemente periférica pelo meio de contraste.
Notam-se linfonodomegalias com impregnação periférica de contraste situadas na região paratraqueal direita (16 x 12 mm) e subcarinais ( a maior medindo 26 x 27 mm).
As linfonodomegalias subcarinais determinam pequena redução do calibre do brônquio-fonte direito.
Linfonodos agrupados no espaço pré-vascular do mediastino e linfonodo com dimensões limítrofes na janela aorto-pulmonar
Pequenos linfonodos calcificados nas regiões paratraqueal direita, subcarinal e nos hilos pulmonares, compatível com alterações residuais.
GRANDES VASOS
Aorta e artérias pulmonares de curso e calibre normais.
Tronco da artéria pulmonar, artérias pulmonares principais e seus ramos segmentares opacificados, sem falhas de enchimento evidentes.
Aorta ateromatosa, levemente ectasiada, medindo cerca de 39 x 38 mm na sua porção ascendente.
Ectasia da aorta ascendente, medindo cerca de 53 x 50 mm nos maiores diâmetros axiais.
Aorta levemente ateromatosa, ectasiada na transição da croça com o segmento descendente, medindo cerca de 39 x 37 mm de diâmetros.
Artéria subclávia direita com trajeto aberrante, originando-se da borda posterior da croça aórtica e cruzando o mediastino posteriormente ao esôfago.
Placas ateroscleróticas calcificadas comprometendo vasos supra-aórticos, aorta torácica e território de artérias coronárias.
LOBO ACESSÓRIO AZIGOS:
Presença de lobo acessório da veia ázigos (variação anatômica).
LINFANGIOMA/ CISTO PERICÁRDICO:
Observa-se imagem alongada, com densidade cística e contorno levemente lobulado, localizada no mediastino anterior, junto ao folheto pericárdico ao nível da confluência da veia cava inferior no átrio direito, medindo cerca de 33 x 12mm (cisto pericárdico/ linfangioma?).
TROMBO VCI:
Extensa falha de enchimento, comprometendo a veia inominada direita e a veia cava superior, estendendo-se à porção superior do átrio direito, compatível com trombo, bem como a opacificação irregular de ramos arteriais pulmonares segmentares para o lobo inferior direito. Presença de cateter no interior da veia cava superior.
Presença de cateter no interior da VCS, observando-se extensa falha de enchimento comprometendo a veia inominada direita e veia cvaa superior, estendendo-se à porção superior do átrio direito, compatível com trombo.
Presença de cateter no interior da veia cava superior, observando-se extensa falha de enchimento, comprometendo a veia inominada direita e a veia cava superior, estendendo-se à porção superior do átrio direito, compatível com trombo.
TEP:
Observam-se falhas de enchimento, compatíveis com trombos, em ramos segmentares basais posterior e lateral do lobo inferior esquerdo.
ULCERAÇÕES:
Aorta ateromatosa, apresentando discretas lobulações na porção anterior do seu segmento ascendente e no arco aórtico, podendo corresponder a ulcerações.
Aorta ateromatosa, apresentando irregularidades parietais no seu arco.
SUBCLÁVIA ABERRANTE:
Presença de artéria subclávia direita anômala, emergindo da porção posterior da croça, cruzando o mediastino posteriormente ao esôfago.
CORAÇÃO
Coração de volume normal.
Sinais de revacularização miocárdica.
Calcificações ateromatosas nas artérias coronárias e valvares mitral e aórtica. Espessamento e/ou derrame pericárdico.
Coração de volume discretamente aumentado, notando-se calcificações na topografia dos planos valvares mitral e aórtico.
Há, também, calcificações no plano valvar da aorta.
Sinais de revascularização miocárdica
Coração com dimensões normais, notando-se moderado derrame pericárdico.
Presença de stent na artéria coronária descendente anterior.
Aumento das dimensões cardíacas, notadamente à custa do átrio esquerdo observando-se, ainda, calcificações na parede do ápice do ventrículo esquerdo.
Há, também, calcificação na topografia das artérias coronárias.
Discreto aumento das dimensões cardíacas, notadamente à custa das cavidades esquerdas.
Esternorrafia.
Marcapasso cardíaco bicameral.
Coração de dimensões preservadas, notando-se calcificações na topografia das artérias coronárias, bem como na topografia da válvula aórtica.
Espessamento do pericárdio / pequeno derrame pericárdico.
CATÉTER:
Cateter para infusão medicamentosa com reservatório nas partes moles do hemitórax direito, com extremidade no ventrículo direito.
Cateter de infusão quimioterápica com extremidade distal na veia cava superior.
Presença de cateter na jugular interna esquerda.
HÉRNIA/CÚPULA DIAFRAGMÁTICA:
Solução de continuidade na porção posterior da hemicúpula diafragmática direita, observando-se
insinuação de gordura abdominal para o hemitórax correspondente, determinando discreta
atelectasia compressiva no parênquima pulmonar adjacente.
Presença de hérnia de hiato esofageano.
Volumosa hérnia de hiato esofageano, com interposição gástrica no mediastino.
Volumosa hérnia de hiato esofageano, com interposição de grande parte do estômago no mediastino posterior.
Volumosa hérnia de hiato esofageano, com interposição do fundo gástrico no mediastino posterior.
Persiste a elevação da banda posterior da cúpula frênica esquerda, associada a faixas atelectásicas na base pulmonar em correspondência.
Elevação da hemicúpula diafragmática esquerda, notando-se estriações fibro-atelectásicas no parênquima pulmonar adjacente.
ADRENAIS
Adrenais anatômicas.
Espessamento nodular difuso do corpo da adrenal direita / esquerda.
Espessamento nodular com baixa densidade (variando entre -9 e 6 UH), medindo cerca de 16 mm, localizado na coluna medial da adrenal esquerda, sugerindo origem adenomatosa.
Espessamento difuso de baixa densidade das adrenais, sugerindo origem adenomatosa.
TIMO:
Discreto tecido com densidade de partes moles e de configuração triangular, situado no compartimento pré-vascular do mediastino, podendo corresponder a remanescente tímico.
Tecido com densidade de partes moles e configuração triangular localizado no compartimento pré-vascular do mediastino, sugerindo remanescente tímico.
Timo com dimensões e aspecto usual para a idade.
Discreto tecido com densidade de partes moles e configuração triangular, localizado no compartimento pré-vascular do mediastino, devendo corresponder a remanescente tímico.
TIREOIDE:
Lobo esquerdo da tireóide levemente heterogêneo, com dimensões aumentadas, insinuando-se pelo opérculo torácico ao mediastino anterior.
Tireoide levemente heterogênea
Tireóide com densidade heterogênea.
A tireoide persiste com densidade heterogênea, apresentando formações arredondadas hipodensas esparsos no parênquima, algumas com focos de calcificação.
NEO ESÔFAGO:
Espessamento parietal irregular e concêntrico, com impregnação heterogênea do meio de contraste, do terço proximal do esôfago, apresentando íntimo contato e abaulando a parede posterior da traqueia.
Esôfago torácico hipotônico e distendido, com nível líquido.
PARTES MOLES:
Imagem alongada, levemente heterogênea, com densidade predominante de gordura, situada no tecido subcutâneo pré-esternal, junto à cicatriz cirúrgica, medindo cerca de 5,7 cm no maior eixo longitudinal (necrose gordurosa?).
Observa-se pequena imagem nodular, com densidade de partes moles, localizada no tecido celular subcutâneo da região dorsal alta à esquerda, medindo cerca de 12 x 10 mm, com aspecto indeterminado
ARCOS COSTAIS:
Arcabouço torácico ósseo e cartilaginoso com estrutura preservada.
Articulações costo-vertebrais, costo-condrais e condro-esternais sem anormalidades evidentes ao método.
Pós-radioterapia: Alteração da densidade dos corpos vertebrais dorsais médio-inferiores, podendo estar relacionada à radioterapia.
Pequena imagem ovalada com baixa densidade (3 UH), medindo cerca de 14 x 9 mm, em situação para mediastinal, ao nível do lobo médio, com aparente base de implantação no pericárdio, de aspecto pouco específico (cisto pericárdico?).
Fraturas bem coaptadas, em fase de consolidação, com formação calo ósseo, na porção lateral do 7º e 8º arcos costais esquerdos, com discreto aumento das partes moles adjacentes.
VÉRTEBRA HEMANGIOMATOSA:
Acentuação do trabeculado óssea do corpo vertebral de D9, podendo corresponder a hemangioma.
Fratura da porção lateral do 11º arco costal esquerdo, com leve desvio dos fragmentos, observando-se pequeno aumento das partes moles adjacentes.
Colapso parcial do platô superior do corpo vertebral de D6.
Exuberantes osteofitos marginais nos corpos vertebrais dorsais.
SEQUELA TRAUMA ARCOS COSTAIS:
Alteração morfoestrutural de vários arcos costais à direita secundária a sequela de fraturas.
Fraturas consolidadas na porção lateral do quinto ao sétimo arcos costais esquerdos.
MTX ÓSSEA:
Múltiplas lesões escleróticas acometendo a estrutura óssea visibilizada.
Presença de lesões escleróticas acometendo vértebras e elementos dos arcos posteriores dorsais, sugerindo implantes secundários.
Presença de lesões escleróticas distribuídas difusamente pela estrutura óssea visualizada, notando-se traço de fratura na porção proximal do 2º arco costal à direita.
Observa-se, também, acentuada esclerose na topografia da lesão lítica previamente assinalada no manúbrio-esternal à esquerda, podendo corresponder a resposta terapêutica.
Destaca-se no estudo atual surgimento de múltiplas lesões ósseas líticas, por vezes associado a componente de partes moles, situadas na metáfise umeral e acrômio à direita, glenoide esquerda, vários arcos costais bilateralmente, bem como no corpo vertebral de C7, D6, D7, D11 e, notadamente, no corpo e pedículo esquerdo de D3 e corpo e pedículo direito de D10, nestes últimos com extenso componente de partes moles que se estende pelos foramens neurais correspondentes. O aspecto é compatível com acometimento secundário.
Há também sinais de fratura em consolidação, com formação de calo ósseo, nas porções mais anteriores do sétimo, oitavo e nono arco costais a direita.
Surgimento de lesões nodulares captantes de contraste no tecido subcutâneo da parede torácica bilateralmente, os maiores em situação paraescapular à direita, medindo 13 mm e inferiormente ao apêndice xifóide, medindo 5 mm, também suspeitos de implantes.
Seio frontal hipopneumatizado à ……………….. (variação anatômica).
Espessamento do revestimento mucoso do seio …………………..
Espessamento do revestimento mucoso dos seios …………………..
Espessamento do revestimento mucoso de todas as cavidades paranasais.
Destaca-se o comprometimento do seio ……………., que se encontra completamente preenchido por material hipoatenuante.
Destaca-se o comprometimento dos seios ……………., que se encontram completamente preenchidos por material hipoatenuante.
O espessamento mucoso do seio ……………… assume aspecto ondulado, podendo corresponder a cistos de retenção ou pólipos.
O espessamento mucoso dos seios ……………… assume aspecto ondulado, podendo corresponder a cistos de retenção ou pólipos.
Destaca-se a formação de nível hidroaéreo no seio ………………
Secreção desidratada na região anterior do seio maxilar direito, caracterizada por material amorfo de baixa densidade com bolhas gasosas de permeio.
Nota-se espessamento e esclerose das paredes do seio ………………, denotando cronicidade do processo.
O espessamento mucoso estende-se ao infundíbulo etmoidal ……………., sem promover alargamento do mesmo, determinando obliteração da respectiva unidade óstiomeatal.
O espessamento mucoso estende-se aos infundíbulos etmoidais, sem promover alargamento dos mesmos, determinando obliteração das respectivas unidades óstiomeatais.
O espessamento mucoso estende-se ao infundíbulo etmoidal ……………., com alargamento do mesmo, determinando obliteração da respectiva unidade óstiomeatal.
O espessamento mucoso estende-se aos infundíbulos etmoidais, com alargamento dos mesmos, determinando obliteração das respectivas unidades óstiomeatais.
Obliteração do recesso ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração dos recessos ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração e alargamento do recesso ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração e alargamento dos recessos ……………… por espessamento mucoso. O espessamento da mucosa estende-se ao infundíbulo etmoidal esquerdo, sem alargamento do mesmo, obliterando o respectivo complexo ostiomeatal.
Demais vias de drenagem dos seios paranasais pérvias.
Pneumatização da porção lamelar da concha nasal média ………….. (variação anatômica).
Pneumatização da porção lamelar das conchas nasais médias (variação anatômica).
Concha nasal média ………… com morfologia paradoxal (variação anatômica).
Conchas nasais médias com morfologia paradoxal (variação anatômica).
Espessamento do componente mucoso da concha nasal média ……………., com redução da coluna aérea da respectiva fossa nasal.
Espessamento do componente mucoso das conchas nasais médias, com redução da coluna aérea das respectivas fossas nasais.
Espessamento do componente mucoso das conchas nasais …………., com redução da coluna aérea das respectivas fossas nasais.
Aumento do componente mucoso das conchas direitas, determinando redução luminal da respectiva fossa nasal.
Aumento do componente mucoso das conchas esquerdas, determinando redução luminal da fossa nasal da coana homolaterais, promovendo também obliteração parcial dos meatos médio e inferior correspondentes.
Septo nasal com discreto desvio para …………………..
Septo nasal desviado para …………………..
Septo nasal sinuoso, desviado para …………….. no seu segmento anterior e para ……………… no seu segmento posterior.
Septo nasal desviado para …………….., com formação de esporão ósseo que se insinua entre as conchas nasais média e inferior homolaterais.
Septo nasal desviado para ……………., com formação de esporão ósseo que toca e deforma a concha nasal inferior homolateral.
Deiscência da lâmina papirácea ……………
Deiscência do canal óptico …………… (variação anatômica).
Deiscência do canal carotídeo …………… (variação anatômica).
Pneumatização do processo clinoide anterior ……………… (variação anatômica).
Pneumatização dos processos clinoides anteriores (variação anatômica).
Pneumatização do recesso inferolateral do seio esfenoidal ……………… (variação anatômica).
Célula de Onodi à ……………. (variação anatômica).
Célula de Haller à …………… (variação anatômica).
Material com atenuação de partes moles ocupando o meato superior esquerdo no seu segmento posterior, inespecífico.
ATRESIA COANAL
Estreitamento da abertura nasal posterior com impermeabilidade das coanas, retenção de secreção mucosa e placa atrésica óssea /membranosa.
SINUSOPATIA ODONTOGENICA
Não se caracteriza o segundo molar superior esquerdo, destacando-se descontinuidade óssea do assoalho do antro maxilar adjacente nesta topografia, por aproximadamente 0,4 cm, compatível com fístula oroantral. O seio maxilar esquerdo apresenta espessamento de sua mucosa de revestimento e está parcialmente preenchido por material com baixos coeficientes de atenuação que forma nível hidroaéreo compatível com secreção ou processo inflamatório agudo sinusal. Destaca-se extensão do material com baixos coeficientes de atenuação do seio maxilar esquerdo pelo óstio secundário, alargando-o, até a fossa nasal esquerda, obliterando o meato médio, onde assume aspecto polipóide. O conjunto dos achados descritos não permite excluir a possibilidade de sinusopatia maxilar esquerda de origem odontogênica.
SINUSITE FÚNGICA
Material hiperatenuante preenche parcialmente os seios ………………….., que pode corresponder a material hiperproteico e/ou estar relacionado a colonização fúngica.
PÓLIPOS
Imagens com atenuação de partes moles e aspecto polipoide preenchem ………………
O conjunto de achados acima descritos é compatível com polipose nasossinusal ………………
O seio maxilar direito está preenchido por material com densidade de partes moles que determina alargamento do infundíbulo etmoidal homolateral e estende-se até a fossa nasal direita, sem planos de clivagem com as conchas nasais média e inferior. A lesão da fossa nasal direita estende-se anteriormente até o vestíbulo nasal e posteriormente nota-se extensão pela coana homolateral até a rinofaringe, mantendo contato com a parede posterior da nasofaringe, bem como com discreta obliteração do forame esfenopalatino. A lesão da fossa nasal direita determina remodelamento ósseo do palato duro. Superiormente, nota-se extensão da lesão para células etmoidais anteriores e posteriores com erosão de algumas trabéculas ósseas. Após a administração do contraste endovenoso, observam-se focos heterogêneos de impregnação pelo contraste endovenoso, associado a calcificações de permeio. A lesão descrita não é específica, porém a possibilidade de lesão de origem vascular (hemangioma e pólipo angiomatoso) pode ser incluída no diagnóstico diferencial no contexto clínico apropriado. O estudo multiplanar de ressonância magnética poderá auxiliar no diagnóstico diferencial, a critério clínico.
POLIPOSE NASOSSINUSAL
Espessamento mucoso de todas as cavidades paranasais, destacando-se formações compatíveis com pólipos ou cistos de retenção nos seios maxilar e esfenoidal. Há discreta erosão de trabéculas etmoidais bilaterais. Nota-se extensão material com baixos coeficientes de atenuação pelos recessos esfenoetmoidais, alargando-os, bem como assumindo aspecto polipóide nos segmentos superiores e posteriores de ambas as fossas nasais. Formações polipóides semelhantes com baixos coeficientes de atenuação e sem nítida impregnação pelo contraste endovenoso são observadas nas fossas nasais, principalmente entre o septo nasal e as conchas nasais superiores e médias, sendo maiores e mais numerosas à direita. O conjunto dos achados é compatível com polipose nasossinusal.
MUCOCELE
Obliteração dos infundíbulos etmoidais bilaterais com aparente alargamento à direita. O antro maxilar direito apresenta-se preenchido por material com baixos coeficientes de atenuação com efeito expansivo, promovendo remodelamento ósseo de suas paredes. Superiormente remodela o assoalho orbital e desloca cranialmente o forame infraorbital sem encarceramento da musculatura extraocular. Há extensão anterior da lesão pela descontinuidade da parede do seio maxilar para partes moles adjacentes. Inferiormente se estende pela descontinuidade óssea do recesso alveolar, determinando remodelamento da maxila, abaulando o arco alveolar inferiormente, promovendo descontinuidade das eminências alveolares mais posteriores à direita, bem como determina protrusão para as partes moles adjacentes. Nota-se descontinuidade da parede posterior do seio maxilar com extensão para gordura retroantral. Medialmente determina extenso remodelamento ósseo com abaulamento da fossa nasal homolateral. O conjunto de achados favorece a possibilidade de mucocele maxilar direita.
Formação expansiva com coeficientes de atenuação de partes moles, sem realce ao meio de contraste iodado, com origem presumida no seio frontal à direita, que determina extenso remodelamento ósseo adjacente. Superiormente está restrita ao seio frontal. Há extensão anterior da lesão pela descontinuidade da parede do seio frontal para partes moles adjacentes frontal. Inferiormente se estende para a porção superior e posterior da órbita direita pela descontinuidade óssea, bem como determina deslocamento inferior dos músculos reto superior, oblíquo superior e elevador da pálpebra, do nervo óptico e veia orbital superior, com acentuada proptose homolateral. Nota-se descontinuidade da parede posterior do seio frontal e da fóvea etmoidal direitas com sinais de discreta extensão para a goteira olfatória. Não há sinais de extensão para o ápice orbitário. Medialmente oblitera o recesso frontal direito. O processo unciforme direito aparentemente está localizado junto à parede medial orbitária.
O conjunto de achados favorece a possibilidade de mucocele.
OSTEOMA
Imagem compatível com pequeno osteoma com cerca de ……………………. cm nos seus maiores eixos transversos no seio ………………………..
CISTO NASOPALATINO
Achados compatíveis com cisto do ducto nasopalatino medindo cerca de 1,8 x 1,7 x 1,6 cm nos seus maiores eixos, com tênues áreas de descontinuidade de suas paredes. Inferiormente tal formação abaula os contornos do processo alveolar da maxila, na topografia dos incisivos centrais. Superiormente determina discreto abaulamento do assoalho das fossas nasais. Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado, nota-se discreto realce mucoso desta formação cística, compatível com alterações de natureza inflamatória associadas.
CISTO NASOLABIAL
Formação cística insuflativa, hipoatenuante sem realce significativo ao meio de contraste iodado, acometendo os processos alveolar, frontal e palatino da maxila, paramediana à esquerda, com maior componente localizado na topografia dos incisivos e canino do processo alveolar da maxila, medindo 2,0 x 1,5 cm no plano axial, compatível com cisto globulomaxilar. Superiormente, a formação cística apresenta discreta extensão à fossa nasal e antro maxilar adjacente. Anteriormente e posteriormente, nota-se descontinuidade da cortical do processo alveolar da maxila com discreto abaulamento local. Medialmente, observa-se discreta erosão da parede do canal nasopalatino. Há pequeno foco de calcificação nos planos musculoadiposos anteriormente a lesão descrita, medindo 0,3 cm.
LEISHMANIOSE
Formação expansiva polipoide com realce heterogêneo pelo meio de contraste e com origem presumida na mucosa da região posterior da concha nasal inferior esquerda, medindo 2,5 x 2,0 x 1,5 cm. Esta formação polipóide oblitera a coana esquerda, estende-se posteriormente à coluna aérea da rinofaringe, obliterando também parte da coana direita e mantendo contato com a mucosa da concha nasal inferior homolateral.
Nota-se descontinuidade do segmento cartilaginoso inferior do septo nasal, em uma extensão ântero-posterior de aproximadamente 1,6 cm.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas não é possível afastar a possibilidade de lesões de natureza inflamatória granulomatosa crônica, nos contextos clínico e epidemiológico apropriados.
NASOANGIOFIBROMA
Formação expansiva de origem presumida no forame esfenopalatino direito, com realce intenso e heterogêneo pelo meio de contraste iodado, de aspecto hipervascular.
Anteriormente erode erodea parede póstero-lateral do seio maxilar direito, com invasão da sua luz, e erosão de grande parte de sua parede medial, comprometendo os meatos médio e inferior direitos, e obliterando grande parte da fossa nasal e dos meatos deste lado.
Posteriormente erode o platô e as lâminas pterigóides, e invade os espaços mastigatório e parafaríngeo direitos deslocando póstero-lateralmente as estruturas do espaço carotídeo homolateral. Há também extenso comprometimento da parede lateral direita da rinofaringe, com significativa redução de sua coluna aérea.
Superiormente invade o ápice orbitário direito, promovendo erosão das asas maior e menor do esfenóide deste lado, alargando parte do canal óptico e invadindo os seios esfenoidais, principalmente o direito, através de erosão da sua parede ínfero-lateral. Oblitera as fissuras orbitárias superior e inferior, e se estende através do espaço mastigatório ao forame oval, com uma erosão local, com grande componente invadindo a fossa craniana média direita e o seio cavernoso deste lado. Há pequeno comprometimento do aspecto anterior do cavum de Meckel direito.
Inferiormente compromete os canais palatinos direitos, muito alargados, por onde se estende para a cavidade oral.
Lateralmente invade o espaço mastigatório direito, com amplo comprometimento da musculatura local e extensão ao espaço mastigador suprazigomático. Invade a gordura do espaço bucal homolateral. Mantém íntimo contato com o ramo mandibular direito, sem erosão óssea.
Medialmente oblitera grande parte das coanas, inclusive da esquerda, com comprometimento do segmento mais posterior do septo nasal (vômer), e comprometimento do segmento posterior da fossa nasal contralateral, mantendo contato com as conchas nasais média e inferior deste lado.
NEOPLASIA DE NATUREZA VASCULAR
Formação expansiva sólida ocupando todo o antro maxilar esquerdo, determinando aumento das dimensões do mesmo com abaulamento de suas paredes, notadamente da parede medial, onde nota-se ampla descontinuidade, sem a caracterização do processo uncinado. Superiormente a lesão determina erosão de algumas trabéculas do labirinto etmoidal esquerdo. Inferiormente a lesão apresenta-se restrita pelo assoalho do antro maxilar esquerdo e pelo assoalho da fossa nasal homolateral. Lateralmente determina discreto abaulamento da parede lateral do antro maxilar esquerdo, sendo contida no interior desta cavidade paranasal. Medialmente a lesão estende-se à fossa nasal esquerda, ocupando-a quase totalmente, estendendo-se anteriormente ao vestíbulo nasal deste lado, com obliteração subtotal do mesmo, determinando também desvio contralateral do septo nasal. Anteriormente a lesão determina deformidade da pirâmide nasal, notadamente à esquerda. Posteriormente a lesão alcança o forame esfenopalatino esquerdo, insinuando-se de forma incipiente à fossa ptérigo-palatina homolateral, sem sinais de obliteração coanal. Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado nota-se intenso realce heterogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão de natureza neoplásica, no contexto clínico apropriado. Admite-se a possibilidade de lesão de natureza vascular como principal diagnóstico diferencial.
NEOPLASIA DE BAIXA AGRESSIVIDADE
Volumosa formação expansiva de aspecto polipóide e contornos lobulados, caracterizada por isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo nas sequências ponderadas em T2, com restrição à livre movimentação das moléculas de água pela sequência ponderada em difusão, denotando alta celularidade, com origem presumida na fossa nasal direita, com má definição das conchas nasais homolaterais.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho da fossa nasal direita.
Superiormente determina remodelamento e deslocamento superior do assoalho do labirinto etmoidal direito, sem sinais de erosão ou mesmo invasão aparente de suas células. A lesão por vezes mantém contato com a fóvea etmoidal e com a lâmina crivosa direitas, porém sem sinais de extensão intracraniana.
Lateralmente a lesão determina remodelamento da parede medial do antro maxilar direito, o qual apresenta dimensões reduzidas, promovendo também obliteração dos óstios de drenagem de todas as cavidades paranasais homolaterais, sendo que as mesmas apresentam acentuado espessamento de suas mucosas, sendo preenchidas por material hiperproteico impactado.
Medialmente determina acentuado deslocamento do septo nasal para a esquerda, sem sinais aparentes de erosão do mesmo.
Anteriormente estende-se ao vestíbulo nasal direito, determinando obliteração do mesmo e efeito expansivo local, com deformidade da pirâmide nasal deste lado.
Posteriormente oblitera a coana direita, bem como a coluna aérea da rinofaringe, estendendo-se inferiormente ao segmento superior da orofaringe, posterior ao palato mole.
Após administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce predominantemente homogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento lento, com baixa agressividade radiológica.
SCHWANNOMA NASAL
Volumosa formação expansiva de aspecto polipóide e contornos lobulados, caracterizada por isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo nas sequências ponderadas em T2, com restrição à livre movimentação das moléculas de água pela sequência ponderada em difusão, denotando alta celularidade, com origem presumida na fossa nasal direita, com má definição das conchas nasais homolaterais.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho da fossa nasal direita.
Superiormente determina remodelamento e deslocamento superior do assoalho do labirinto etmoidal direito, sem sinais de erosão ou mesmo invasão aparente de suas células. A lesão por vezes mantém contato com a fóvea etmoidal e com a lâmina crivosa direitas, porém sem sinais de extensão intracraniana.
Lateralmente a lesão determina remodelamento da parede medial do antro maxilar direito, o qual apresenta dimensões reduzidas, promovendo também obliteração dos óstios de drenagem de todas as cavidades paranasais homolaterais, sendo que as mesmas apresentam acentuado espessamento de suas mucosas, sendo preenchidas por material hiperproteico impactado.
Medialmente determina acentuado deslocamento do septo nasal para a esquerda, sem sinais aparentes de erosão do mesmo.
Anteriormente estende-se ao vestíbulo nasal direito, determinando obliteração do mesmo e efeito expansivo local, com deformidade da pirâmide nasal deste lado.
Posteriormente oblitera a coana direita, bem como a coluna aérea da rinofaringe, estendendo-se inferiormente ao segmento superior da orofaringe, posterior ao palato mole.
Após administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce predominantemente homogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento lento, com baixa agressividade radiológica.
TUMOR NASAL
Volumosa formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 em hipersinal heterogêneo em T2, com origem presumida na fossa nasal esquerda, sem nítidos planos de clivagem com as conchas nasais homolaterais, apresentando áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água pela seqüência ponderada em difusão, denotando alta celularidade.
Superiormente invade os labirintos e as fóveas etmoidais, bem como as lâminas etmoidal e cribriformes, notadamente à esquerda, determinando remodelamento e destruição óssea destas estruturas. A lesão se insinua para os recessos frontais e esfenoetmoidal esquerdo, obliterando os respectivos óstios de drenagem. Observa-se remodelamento e destruição óssea tanto das paredes anterior quanto posterior do seio frontal, crista gáli e lâminas papiráceas, destacando-se volumoso componente lesional intracraniano, extra-axial, ocupando a fossa anterior, notadamente à esquerda. A lesão apresenta-se aparentemente restrita pela dura-máter, mantendo contato com o aspecto anterior da foice cerebral, sem nítidos planos de clivagem com estas estruturas. Tais alterações exercem significativo efeito expansivo sobre os lobos frontais, notadamente o esquerdo, caracterizado por apagamento dos sulcos cerebrais adjacentes. O parênquima encefálico apresenta intensidade de sinal preservada.
Inferiormente apresenta-se aparentemente restrita pela concha nasal inferior esquerda.
Medialmente erode e desloca o septo nasal para a direita. Observam-se sinais de extensão da lesão para o labirinto e fóvea etmoidais direitos, bem como para a concha nasal superior homolateral, sem nítidos planos de clivagem com estas estruturas.
Lateralmente determina remodelamento e destruição óssea da parede medial do seio maxilar esquerdo, com aparente insinuação para o interior do mesmo, obliterando o infundíbulo etmoidal e o óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se remodelamento e destruição óssea bilateral das lâminas papiráceas, com componentes lesionais intraorbitais, predominantemente retrobulbares e à esquerda, determinando deslocamento inferolateral das estruturas da órbita, deste lado. Observa-se contato com os segmentos posteriores do músculo reto medial e complexo reto superior / levantador da pálpebra superior esquerdos, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos, todavia sem sinais de comprometimento dos bulbos oculares ou da musculatura extrínseca à direita. Destacam-se também sinais de invasão bilateral dos ductos e sacos nasolacrimais.
Anteriormente apresenta-se aparentemente restrita à fossa nasal esquerda, inferiormente, todavia com sinais de invasão da pele e tecido subcutâneo da fronte, notadamente à esquerda, superiormente, destacando-se artefatos de suscetibilidade magnética no aspecto mais anterossuperior, que podem corresponder a áreas de ulceração com interposição gasosa.
Posteriormente insinua-se para a coana esquerda. Observa-se aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo, através do recesso esfenoetmoidal homolateral. Destaca-se aparente obliteração da fissura orbital inferior esquerda, porém sem sinais de extensão para a fossa pterigopalatina.
Tais alterações determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, com conseqüente redução da coluna aérea nestas topografias.
Após a administração endovenosa do gadolínio, nota-se intenso realce heterogêneo da lesão, delimitando áreas centrais com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, compatíveis com áreas de necrose / liquefação.
O conjunto de achados acima mencionado, embora inespecífico, sugere a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento rápido, de alta agressividade radiológica.
Formação expansiva / infiltrativa com realce heterogêneo pelo meio de contraste e com origem presumida na fossa nasal esquerda.
Superiormente invade os labirintos etmoidais e as fóveas etmoidais, notadamente à esquerda, determinando acentuado remodelamento / destruição óssea dessas estruturas. Há aparente contato da lesão com os recessos olfatórios, principalmente à esquerda. Nota-se ainda componente lesional que se insinua para os recessos frontais, também mais evidente à esquerda.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho das fossas nasais, sem determinar erosão ou esclerose do palato duro.
Lateralmente determina remodelamento da parede medial do seio maxilar esquerdo, insinuando-se para o interior deste seio e determinando obliteração do infundíbulo etmoidal e óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se erosão da lâmina papirácea esquerda, com pequeno componente lesional intraorbitário, porém que não apresenta contato com o bulbo ocular ou invasão da musculatura extrínseca. Nota-se ainda invasão do ducto e saco nasolacrimal homolaterais. Há pequenos focos de deiscência da lâmina papirácea direita, porém sem sinais de invasão da órbita homolateral.
Medialmente erode e desloca para a direita o septo nasal, mantendo contato sem planos de clivagem com as estruturas da fossa nasal direita, bem como o labirinto e fóvea etmoidais direitos, que foram mais bem descritos acima.
Anteriormente insinua-se para os vestíbulos nasais, com maior componente à esquerda, bem como alarga a pirâmide nasal e os processos frontais das maxilas.
Posteriormente há insinuação para as coanas, notadamente à esquerda, bem como para a rinofaringe. Nota-se ainda aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo através do recesso esfenoetmoidal homolateral.
Tais achados determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, bem como acentuada redução da coluna aérea da fossa nasal e coana direitas e da rinofaringe.
Formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo em T2 (denotando alta celularidade), com origem presumida na fossa nasal esquerda, sem nítidos planos de clivagem com as conchas nasais homolaterais.
Superiormente invade os labirintos etmoidais, as fóveas etmoidais e laminas cribriformes, notadamente à esquerda, determinando acentuado remodelamento / destruição óssea dessas estruturas. Nota-se ainda componente lesional que se insinua para os recessos frontais, mais evidente à esquerda. Nestas topografias, a lesão apresenta-se aparentemente restrita pela dura-máter que recobre a fossa craniana anterior, sem nítidos planos de clivagem com a mesma.
Inferiormente apresenta-se aparentemente restrita ao assoalho das fossas nasais.
Lateralmente determina remodelamento da parede medial do seio maxilar esquerdo, insinuando-se para o interior deste seio e determinando obliteração do infundíbulo etmoidal e óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se erosão da lâmina papirácea esquerda, com pequeno componente lesional intraorbital, porém que não apresenta contato com o bulbo ocular ou invasão da musculatura extrínseca. Nota-se ainda invasão do ducto e saco nasolacrimal esquerdos. Há pequenos focos de deiscência da lâmina papirácea direita, porém sem sinais de invasão da órbita homolateral.
Medialmente erode e desloca para a direita o septo nasal, mantendo contato sem planos de clivagem com as estruturas da fossa nasal direita, bem como o labirinto e fóvea etmoidais direitos, que foram mais bem descritos acima.
Anteriormente insinua-se para os vestíbulos nasais, com maior componente à esquerda, bem como alarga a pirâmide nasal e os processos frontais das maxilas. Não há nítidos planos de clivagem da lesão com a mucosa que reveste a pirâmide nasal, notadamente à esquerda.
Posteriormente há insinuação para as coanas, notadamente à esquerda, bem como para a rinofaringe. Nota-se ainda aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo através do recesso esfenoetmoidal homolateral. A lesão oblitera a fissura orbital inferior e a fossa ptérigo-palatina esquerdas, porém sem sinais aparentes de invasão do cavum trigeminal ou mesmo do seio cavernoso homolaterais.
Tais achados determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, bem como acentuada redução da coluna aérea da fossa nasal e coana direitas e da rinofaringe.
Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce heterogêneo de toda a lesão.
TUMOR HIPERVASCULAR
Volumosa formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 em hipersinal heterogêneo em T2, com origem presumida no seio frontal e fossa nasal esquerda, apresentando áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água pela seqüência ponderada em difusão, denotando alta celularidade. Notam-se focos serpiginosas de ausência de sinal em todas as sequências que podem representar estruturas vasculares no interior da lesão. Após a administração endovenosa do gadolínio, nota-se intenso realce heterogêneo da lesão, delimitando áreas centrais com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, compatíveis com áreas de necrose / liquefação, bem como se observam sinais de hemorragia prévia (meta-hemoglobina e hemossiderina).
Superiormente a lesão compromete células etmoidais, fóveas etmoidais, as lâminas etmoidal e cribriformes, notadamente à esquerda, determinando remodelamento e destruição óssea destas estruturas. A lesão compromete os recessos frontais e esfenoetmoidal esquerdo, obliterando os respectivos óstios de drenagem. Observa-se destruição óssea das paredes anterior e posterior do seio frontal, crista gáli e lâminas papiráceas, destacando-se volumoso componente lesional intracraniano, extra-axial, ocupando a fossa anterior, notadamente à esquerda. A lesão determina espessamento da dura-máter e o aspecto anterior da foice cerebral, envolvendo o seio sagital superior. Tais alterações exercem significativo efeito expansivo sobre os lobos frontais, notadamente o esquerdo, caracterizado por apagamento dos sulcos cerebrais adjacentes. O parênquima encefálico apresenta intensidade de sinal preservada.
Inferiormente a lesão compromete as fossas nasais, envolve o septo nasal e as conchas nasais superiores e médias e apresenta-se aparentemente restrita pela concha nasal inferior esquerda.
Lateralmente determina remodelamento e destruição óssea da parede medial do seio maxilar esquerdo, com insinuação para o interior do mesmo, obliterando o infundíbulo etmoidal e o óstio secundário de drenagem correspondente com consequente acúmulo de secreção no interior desta cavidade paranasal. Destaca-se remodelamento e destruição óssea bilateral das lâminas papiráceas, com componentes lesionais intraorbitais, predominantemente retrobulbares e à esquerda, determinando deslocamento inferolateral das estruturas da órbita, deste lado. Observa-se contato com os segmentos posteriores do músculo reto medial e complexo reto superior / levantador da pálpebra superior esquerdos e reto medial e oblíquo superior direitos, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos, todavia sem sinais de comprometimento dos bulbos oculares. Destacam-se também sinais de invasão bilateral dos ductos e sacos nasolacrimais.
Anteriormente apresenta-se sinais de invasão da pele e tecido subcutâneo da fronte, notadamente à esquerda, superiormente, com irregularidade dos contornos do aspecto mais anterossuperior, que podem corresponder a áreas de ulceração com interposição gasosa.
Posteriormente insinua-se para a coana esquerda. Observa-se aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo, através do recesso esfenoetmoidal homolateral com secreção no interior desta cavidade paranasal.
Tais alterações determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, com conseqüente redução da coluna aérea nestas topografias.
O conjunto de achados acima mencionado, embora inespecífico, sugere a possibilidade de lesão neoplásica hipervascular de alta agressividade radiológica.
RABDOMIOSSARCOMA
Formação expansiva e infiltrativa com atenuação de partes moles e realce intenso e heterogêneo pelo meio de contraste iodado, com aparente origem no seio maxilar direito.
Formação expansiva e infiltrativa caracterizada por sinal intermediário em T1 e hipersinal heterogêneo em T2, com impregnação intensa pelo meio de contraste paramagnético, com aparente origem no seio maxilar direito.
Anteriormente há erosão da parede anteroinferior do seio maxilar, com extensão lesional para a região malar, promovendo abaulamento local.
Posteriormente erode a parede posterolateral do seio maxilar, com invasão dos espaços bucal, mastigatório e fossa pterigopalatina direitos, mantendo contato com os músculos pterigóides lateral e medial e temporal, e erode o platô pterigóide deste lado. Invade o seio esfenoidal direito, erodindo a sua parede anterior. Não há sinais de comprometimento do forame redondo e canal do nervo vidiano deste lado.
Superiormente erode o assoalho orbitário, invadindo o canal do nervo infraorbitário, e invade a órbita, mantendo íntimo contato com o ventre do músculo reto inferior. Invade o seio etmoidal direito, com erosão da lâmina papirácea e invasão da órbita, comprimindo o ventre do músculo reto medial e promovendo proptose. Há ainda comprometimento do ducto nasolacrimal, com invasão do saco lacrimal. Há aparente insinuação incipiente para o segmento inferior do seio frontal direito.
Inferiormente erode o processo alveolar da maxila direita, com invasão da mucosa jugal, promovendo abaulamento na cavidade oral, e invade o músculo bucinador.
Medialmente invade a fossa nasal direita, com obliteração da sua luz, com erosão das conchas e de parte da metade direita do palato duro. Comprime e remodela o septo nasal, desviado para esquerda.
Lateralmente invade o espaço mastigatório, mantendo contato com o aspecto anterior do músculo masseter.
Lesão expansiva / infiltrativa, vegetante, ulcerada, com realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas hipoatenuantes, compatíveis com necrose / liquefação, localizada na região malar direita, com comprometimento das regiões nasal e palpebral inferior homolaterais, medindo cerca de 4,0 x 3,2 x 4,0 cm (CC x AP x LL).
Superiormente íntimo contato com a pálpebra inferior direita, obliterando os planos musculoadiposos pré-septais. Não há sinais de extensão pós-septal. Superomedialmente mantém íntimo contato com o canto medial do olho homolateral, obliterando os planos musculoadiposos nesta topografia. Nota-se sinais de extensão para o saco lacrimal direito, bem como há realce assimétrico da mucosa do canal nasolacrimal direito, não sendo possível afastar a possibilidade de comprometimento do mesmo.
Medialmente infiltra os planos musculoadiposos da região nasal direita e mantém íntimo contato com o processo frontal da maxila direito e com a pirâmide nasal, porém sem sinais de erosão óssea ou cartilagínea.
Posteriormente, nota-se extensão para os planos musculoadiposos da região malar direita e mantém íntimo contato com a parede anterior do seio maxilar homolateral, porém sem sinais de erosão óssea.
LESÃO FIBRO-ÓSSEA
Volumosa formação expansiva insuflativa comprometendo a maior parte do osso maxilar esquerdo, de densidade heterogênea apresentando áreas internas hiperatenuantes e amorfas algumas com atenuação em “vidro fosco”, determinando adelgaçamento das paredes do antro maxilar, bem com áreas de rupturas corticais em sua porção anterior. Nota-se obliteração da gordura do subcutâneo adjacente por tecido com densidade de partes moles e impregnação pelo contrastre endovenoso, determinando abaulamento na região malar esquerda, que poderá ser mais bem avaliada por estudo de RM. Medialmente, oblitera o infúndibulo e determina discreto efeito compressívo sobre o ducto nasolacrimal e concha nasal inferior desse lado. Inferiormente envolve o processo alveolar, com sinais de erosão da raiz posterior do molar remanescente.
A lesão determina ainda desvio superior do assoalho orbital esquerdo, envolvendo o canal do nervo infraorbital correspondente com discreta redução de seu calibre. Posteriormente oblitera parcialmente a gordura retroantral esquerda, com pequeno deslocamento posterior do processo pterigóide e de suas lâminas, porém sem sinais de invasão dessas estruturas. Os forames palatinos maior e menor se encontram com aspecto habitual.
O conjunto dos achados acima mencionados favorece a possibilidade de lesão de natureza fibroóssea.
Permanece sem alterações relevantes a volumosa formação expansiva insuflativa comprometendo a maior parte do osso maxilar esquerdo, apresentando sinal heterogêneo nas diferentes sequências, destacando-se focos com marcado hipossinal que devem resultar das áreas hiperatenuantes de permeio a lesão, evidenciadas no estudo tomográfico de referência.
A lesão abaula a região malar esquerda e determina adelgaçamento das paredes do antro maxilar, bem com áreas de rupturas corticais em sua porção anterior, obliterando os planos gordurosos adjacentes, porém sem sinais de invasão dos planos músculo-adiposos nesta topografia.
Medialmente, oblitera o infúndibulo e determina discreto efeito compressívo sobre o ducto nasolacrimal e concha nasal inferior desse lado. Inferiormente envolve o processo alveolar, com sinais de erosão da raiz posterior do molar remanescente. Promove ainda desvio superior do assoalho orbital esquerdo, envolvendo o canal do nervo infraorbital correspondente com discreta redução de seu calibre. Posteriormente oblitera parcialmente a gordura retroantral esquerda, com pequeno deslocamento posterior do processo pterigóide e de suas lâminas, porém sem sinais de invasão dessas estruturas. Os forames palatinos maior e menor se encontram com aspecto habitual.
Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce heterogêneo da lesão acima mencionada.
O conjunto dos achados acima mencionados favorece a possibilidade de lesão de natureza fibro-óssea. Entretanto, a erosão da raiz posterior do molar remanescente superior esquerdo permite incluir a possibilidade de lesão oriunda do epitélio odontogênico, de provável natureza cementtal, como principal diagnóstico diferencial.
OUVIDO EXTERNO
Material hipoatenuante, lobulado, está no conduto auditivo externo …………………., associado a erosão do seu assoalho ósseo.
Material hipoatenuante, lobulado, está no conduto auditivo externo …………………., associado a erosão do seu assoalho ósseo, notando-se tênues fragmentos com atenuação cálcica de permeio.
Espessamento da membrana timpânica ………………
Espessamento das membranas timpânicas.
Espessamento e perfuração da membrana timpânica esquerda que apresenta área de densidade elevada possivelmente reacional à calcificação no aspecto mais anterior.
ID: Espessamento, perfuração e provável calcificação da membrana timpânica esquerda, sugerindo timpanoesclerose.
OUVIDO MÉDIO
Deiscência focal do canal semicircular superior direito.
Nota-se aparente deiscência focal dos canais semicirculares superiores, notadamente à esquerda, sendo que tal hipótese poderá ser confirmada através de estudo tomográfico dirigido das mastóides, a critério clínico.
Sinais de deiscência do segmento timpânico do canal do nervo facial esquerdo.
VASCULAR
Bulbo jugular ………………….. alto (variação anatômica).
Bulbos jugulares altos (variação anatômica).
Bulbo jugular ……………… alto e deiscente (variação anatômica).
Bulbos jugulares altos e deiscentes (variação anatômica).
Bulbo jugular direito alto, apresentando pequena área de deiscência óssea anterior com o hipotímpano homolateral.
COLESTEATOMA
Material hipoatenuante preenche a cavidade timpânica ……………., com sinais de erosão óssea do ………………….
Material hipoatenuante, com aspecto lobulado, está localizado junto ao promontório coclear ……………………., medindo cerca de …………………. cm, sem sinais de erosão óssea adjacente.
Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória crônica à ………………. A erosão da cadeia ossicular deste lado pode decorrer de processo inflamatório crônico, não se podendo afastar de forma inequívoca a possibilidade de componente colesteatomatoso associado.
Achados compatíveis com otomastoidopatia crônica colesteatomatosa à …………….
Sinais de mastoidectomia esquerda com preenchimento das células mastoideas remanescentes por material com baixos coeficientes de atenuação e esclerose de suas paredes, assumindo aspecto lobulado, inespecífico, podendo representar componente colesteatomatoso recidivado / remanescente neste contexto. Há sinais de remanescentes da cadeia ossicular esquerda, notadamente do manúbrio do martelo e cruras do estribo. Demais segmentos ossiculares não caracterizados, podendo representar comprometimento primário pela doença de base, ou mesmo alterações pós cirúrgicas.
Adelgaçamento do tegmento timpânico, sem descontinuidades evidentes.
Material hipoatenuante ocupa o antro mastoideo e a cavidade timpânica esquerdas, determinando espessamento do segmento proximal do conduto auditivo externo desse lado. Esse tecido ocupa as janelas redonda e oval esquerdas e promove erosão da cadeia ossicular e do esporão ósseo homolaterais, notando-se somente pequenos Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória crônica colesteatomatosa esquerda.
Material semelhante preenche parcialmente a cavidade timpânica esquerda, mais evidente no espaço epitimpânico lateral, com erosão do esporão ósseo, parte da cabeça do martelo, corpo e processos lenticular e curto e longo da bigorna, além de obliteração das janelas oval e redonda homolaterais, junto ao canal de nervo facial que tem sinais de deiscência em seu trajeto timpânico. Há sinais de erosão do tegmento timpânico deste lado. O material descrito estende-se ao antro, com alargamento do aditus ad antro, bem como erosão de células da mastóide em seu componente póstero-superior, com tênue descontinuidade da cortical junto à fossa média.
Opinião: Sinais otomastoidopatia crônica inflamatória à esquerda com erosão da cadeia ossicular e das paredes do ático e antro, favorecendo a possibilidade de colesteatoma.
Material com baixos coeficientes de atenuação ocupando o segmento medial do conduto auditivo externo esquerdo e principalmente a cavidade timpânica homolateral, determinando erosão do esporão do teto do ático, da cabeça e do colo do martelo, bem como do corpo e do processo curto da bigorna, alargando o espaço de Prussak e o aditus ad antrum, preenchendo completamente o antro mastóideo, com discreto aumento de suas dimensões. Este material determina erosão focal de cerca de 0,1 cm no canal semicircular lateral esquerdo, que pode decorrer de pequena fístula labiríntica neste contexto. Também mantém contato com a porção timpânica do canal do nervo facial esquerdo, sem nítidos planos de clivagem com a mesma. Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória crônica colesteatomatosa esquerda.
LABIRINTOPATIA PÓS TRAUMA
Preenchimento do vestíbulo e canais semicirculares direitos por material com hipersinal em T1, sem realce pelo contraste, que pode corresponder neste contexto a material hemático/inflamatório. A análise retrospectiva do exame anterior de tomografia computadorizada do dia 26/02/2014 demonstra fratura longitudinal da mastoide, com extensão para a cápsula ótica e luxação incudomaleolar.
LABIRINTOPATIA OSSIFICANTE
Material calcificado localizado em toda a cóclea direita e comprometendo todos os canais semicirculares à direita, com preservação parcial do canal semicircular superior e do vestíbulo, compatíveis com labirintopatia ossificante.
Material calcificado comprometendo parte da espira basal da cóclea esquerda, obliterando a janela oval. Material semelhante é observado em parte do canal semicircular lateral, superior e posterior à esquerda compatível com labirintopatia ossificante.
Opinião:Achados compatíveis com o labirintopatia ossificante bilateral, sendo o comprometimento mais acentuado à direita.
Redução do sinal da cóclea e canais semicirculares.
Fratura transversa na mastóide esquerda, comprometendo a janela redonda, canais semicirculares posterior e lateral, aqueduto vestibular e forame jugular homolaterais. Pequena fratura na porção anterior do conduto auditivo externo esquerdo, sem sinais de desalinhamento.
Fratura transversa da mastóide direita com extensão pela janela redonda, vestíbulo, canais semicirculares posteriores superior, aqueduto vestibular e segmento timpânico do canal do nervo facial homolaterais
Achados compatíveis com o labirintopatia fibro-ossificante comprometendo parcialmente os canais semicirculares lateral, posterior e superior direitos e posterior e superior esquerdos.
Perda do sinal do aspecto posterior do canal semicircular superior esquerdo na sequência T2 volumétrica.
OPINIÃO: Perda do sinal do aspecto posterior do canal semicircular superior esquerdo na sequência T2 volumétrica, que pode estar relacionado a artefato do método ou eventualmente labirintopatia ossificante, sendo conveniente correlação com estudo de tomografia computadorizada dos ossos temporais.
OTOSCLEROSE
Desmineralização óssea na cápsula ótica esquerda, anteriormente à janela oval, na topografia da fissula antefenestra. Não foram identificadas áreas de desmineralização óssea retrococleares. ID Otospongiose fenestral à esquerda.
Sinais de desmineralização da fissula antefenestram ………………..
Sinais de desmineralização da fissula antefenestram …………….. e pericoclear …………….
Sinais de desmineralização das fissulas antefenestram e pericoclear bilateral.
Pequenos focos hipoatenuantes localizados na topografia das fissulas antefenestram bilateral, sem obliteração das janelas ovais. Achados compatíveis com otosclerose fenestral bilateral.
TUMORES
Achados compatíveis com paraganglioma timpânico à ……………….
Achados compatíveis com paraganglioma jugular com extensão para a cavidade timpânica à ……………………
Achados compatíveis com schwannoma vestibular à …………………..
MASTÓIDE
Estenose do conduto auditivo externo direito com material inespecífico no seu interior. Espessamento da membrana timpânica homolateral.
Material de aspecto inflamatório ou secreção residual preenchendo algumas células da mastóide direita.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizada por ……………………..
Material hipoatenuante preenche a cavidade cirúrgica à …………….., sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche a cavidade cirúrgica à …………….., com sinais de erosão da ………………….
Material hipoatenuante reveste a cavidade cirúrgica, de aspecto inespecífico.
Apófise mastoidea ………………… hipopneumatizada (variação anatômica).
Apófises mastoideas hipopneumatizadas (variação anatômica).
Preenchimento de algumas células da mastoide …………….. por material hipoatenuante.
Preenchimento de células e do antro mastoideo …………….. por material hipoatenuante.
Mastoide ……………… hipopneumatizada, com esclerose de suas paredes e preenchimento de algumas células remanescentes por material hipoatenuante.
Mastoide ……………… hipopneumatizada, com esclerose de suas paredes e preenchimento das células remanescentes e do antro por material hipoatenuante.
Mastoides hipopneumatizadas, com esclerose de suas paredes e preenchimento de algumas células remanescentes por material hipoatenuante.
Mastoides hipopneumatizadas, com esclerose de suas paredes e preenchimento das células remanescentes e dos antros por material hipoatenuante.
Achados compatíveis com mastoidopatia inflamatória à ……………….
Achados compatíveis com mastoidopatia inflamatória crônica à ……………….
Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória à ……………….
Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória crônica à ……………….
ATRESIA CAE
Achados compatíveis com espectro da atresia do conduto auditivo externo direito, caracterizados por:
Malformação do pavilhão auricular direito, com apêndice cutâneo adjacente, baixa implantação do pavilhão auricular, estenose do conduto auditivo externo, redução das dimensões da cavidade timpânica, que se apresenta completamente preenchida por material hipoatenuante de aspecto inespecífico. Nota-se deslocamento lateral da cadeia ossicular, com aposição destes ossículos na parede lateral do epitímpano, não se podendo afastar formação de barra óssea com a bigorna. Há ainda encurtamento do segmento timpânico do canal do nervo facial com consequente anteriorização de sua porção mastoidea. A janela oval apresenta dimensões reduzidas.
Achados compatíveis com espectro da atresia do conduto auditivo externo esquerdo, caracterizados por:
Microtia, baixa implantação do pavilhão auditivo externo, atresia óssea do conduto auditivo externo, redução das dimensões da cavidade timpânica, que se apresenta completamente preenchido por material hipoatenuante de aspecto inespecífico. Os ossículos esquerdos não foram caracterizados, notando-se encurtamento da porção timpânica do nervo facial, com consequente anteriorização de seu segmento mastóideo. Mastóide esquerda hipodesenvolvida, com hipopneumatização e aspecto ebúrneo. Entretanto, os achados do espectro da atresia do conduto auditivo externo esquerdo poderão ser mais bem avaliados através de estudo tomográfico dirigido das mastóides, a critério clínico.
Discreto espessamento da mucosa dos seios maxilares e de algumas células etmoidais bilaterais, bem como do seio esfenoidal, sem sinais tomográficos de processo inflamatório agudo sinusal. Imagens compatíveis com pequenos cistos de retenção ou pólipos no antro maxilar direito e no seio esfenoidal.
Achados compatíveis com espectro da atresia do conduto auditivo externo esquerdo caracterizados por:
Redução das dimensões da mastóide, que se apresenta hipopneumatizada, microtia, atresia óssea do conduto auditivo externo, redução das dimensões da cavidade timpânica, com fusão incudomaleolar e aposição destes ossículos junto à parede lateral do epitímpano, aparente aspecto monocrural do estribo, encurtamento da porção timpânica do canal do nervo facial com consequente anteriorização de seu segmento mastóideo. A janela oval esquerda apresenta dimensões preservadas. A fusão incudomaleolar acima mencionada não apresenta nítidos planos de clivagem com a porção timpânica do canal do nervo facial.
OSTEOMA CAE
Imagem com atenuação cálcica de contornos lobulados, com pedículo ósseo ao aspecto anterossuperior da porção lateral do meato acústico externo ósseo direito, determinando estenose focal do respectivo conduto auditivo, medindo cerca de 1,2 x 0,8 x 0,9 cm nos maiores eixos, compatível com osteoma.
HEMAGIOMA CAE
Obliteração total do conduto auditivo externo direito por material hipoatenuante, polipóide, associado a calcificações de permeio, sem sinais de erosão óssea, com aparente realce ao meio de contraste iodado. Não há sinais de erosão óssea adjacente.
EXOSTOSE CAE
Discreto espessamento do revestimento do conduto auditivo externo direito. Pequena imagem compatível com exostose óssea localizada na porção medial da parede anterior do conduto auditivo externo esquerdo, medindo cerca de 0,3 cm, sem repercussão significativa sobre a amplitude do conduto
MAL FORMAÇÃO EXTERNA E MÉDIO
Sinais de malformação da orelha externa e média …………….. caracterizados por microtia, atresia do conduto auditivo externo, redução das dimensões da cavidade timpânica, fusão incudomaleolar com aposição destes ossículos na parede lateral do epitímpano, encurtamento da porção timpânica do nervo facial com consequente anteriorização da sua porção mastoidea. A janela oval apresenta morfologia preservada.
Sinais de malformação da orelha externa e média …………….. caracterizados por microtia, atresia do conduto auditivo externo, redução das dimensões da cavidade timpânica, fusão incudomaleolar com aposição destes ossículos na pareda lateral do epitímpano, encurtamento da porção timpânica do nervo facial com consequente anteriorização da sua porção mastoidea. A janela oval apresenta dimensões reduzidas.
MAL FORMAÇÃO OUVIDO INTERNO
Sinais de malformação das estruturas da orelha interna direita, com cóclea de pequenas dimensões, sem a caracterização de suas estruturas internas, associado à displasia dos canais semicirculares lateral e superior homolaterais, com formação de cavidade única entre o vestíbulo e o canal semicircular lateral. Considerar a possibilidade de malformação cística cócleo-vestibular.
Conduto auditivo interno direito de pequenas dimensões, que pode decorrer de aplasia/hipoplasia do nervo coclear, porém deve ser avaliado por estudo de RM dos ossos temporais.
Achados compatíveis com partição incompleta das espiras média e apical da cóclea direita, com modíolo hipoplásico e excêntrico. Associadamente há sinais de displasia do vestíbulo e do canal semicircular lateral direitos, com ilhota óssea central menor que 0,3 cm de diâmetro.
OPINIÃO: Achados compatíveis com partição incompleta do tipo 2 à direita. Associam-se sinais de displasia do vestíbulo e do canal semicircular lateral direitos, bem como alargamento do aqueduto vestibular homolateral.
OTITE EXTERNA
Aumento de volume e densificação dos planos musculoadiposos da região periauricular e de parte da hemiface à esquerda, principalmente no pavilhão auricular com extensão para o conduto auditivo externo deste lado, sem sinais de erosão óssea, porém com bolhas gasosas de permeio. Há espessamento da membrana timpânica esquerda, bem como tênue obliteração do espaço de Prussak que homolateral, sem sinais de erosão óssea ou deslocamento da cadeia ossicular. Inferiormente, a lesão determina obliteração do lobo superficial da glândula parótida esquerda. Superiormente, estende-se até ao tecido subcutâneo da região temporal homolateral. Lateralmente, nota-se obliteração da região periorbitária, pré-septal.
O conjunto dos achados descritos favorece a possibilidade de lesão inflamatória / infecciosa neste contexto clínico.
OMA
Material hipoatenuante preenche completamente a cavidade timpânica ……………., sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche completamente as cavidades timpânicas, sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche parcialmente a cavidade timpânica ……………., sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche parcialmente as cavidades timpânicas, sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche completamente a cavidade timpânica ……………. e parcialmente a cavidade timpânica ………………, sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche a cavidade timpânica ……………., com sinais de erosão óssea do ………………….
Material hipoatenuante, com aspecto lobulado, está localizado junto ao promontório coclear ……………………., medindo cerca de …………………. cm, sem sinais de erosão óssea adjacente.
Material hipoatenuante preenche as células remanescentes da mastóide direita, o aditus ad antrum e parcialmente a cavidade timpânica homolateral, obliterando a janelas oval, espaço de Prussak, bem como o recesso do nervo facial e o seio timpânico, sem sinais de erosão da cadeia ossicular homolateral. Este conjunto de achados favorece a possibilidade de otomastoidopatia inflamatória direita.
OM CRÔNICA
Material hipoatenuante semelhante ocupa parcialmente a cavidade timpânica direita, notadamente o meso e hipotímpano, obliterando as janelas redonda e oval desse lado. Esse tecido situa-se medialmente a cadeia ossicular direita, sem sinais de erosão óssea da mesma ou das demais estruturas da orelha média. Achados compatíveis com otomastoidopatia inflamatória crônica à direita.
OMA + ABSCESSO
Preenchimento da cavidade timpânica esquerda por material com densidade de partes moles, que determina abaulamento da membrana timpânica. Tal material se estende ao antro, bem como as células mastóideas homolaterais, que apresentam erosão de suas paredes, destacando-se erosão de sua parede medial da mastoide, junto à fossa craniana posterior com formação coleção com gás compatível com abscesso epidural, apresentando espessura máxima de 0,6 cm, junto ao seio sigmóide. O seio sigmóide esquerdo apresenta opacificação irregular pelo meio de contraste, com falhas de enchimento em seu interior, bem como não houve contrastação da veia jugular interna homolateral. O conjunto dos achados descritos permite incluir a possibilidade de trombose venosa nestas topografias. Há erosão também da parede lateral da mastoide esquerda com formação de abscesso subperiosteal, septado, com focos gasosos de permeio e realce periférico pelo meio de contraste na região retroauricular. Tal abscesso mede cerca de 4,9 x 4,0 x 1,2 cm (AP x CC x LL). Associa-se densificação dos planos musculoadiposos adjacentes, determinando abaulamento retroauricular esquerdo, bem como abaulamento da parede posterior do conduto auditivo externo homolateral, com discreta redução luminal do mesmo. Inferiormente, a coleção descrita mantém contato com a porção superior do músculo esternocleidomastóideo.
ID: Otomastoidopatia aguda complicada à esquerda com abscesso epidural junto ao seio sigmóide e abscesso subperiosteal retroauricular. O seio sigmóide esquerdo apresenta opacificação irregular pelo meio de contraste, com falhas de enchimento em seu interior, bem como não houve contrastação da veia jugular interna homolateral. O conjunto dos achados descritos permite incluir a possibilidade de trombose venosa nestas topografias.
IMPLANTE COCLEAR
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por mastoidectomia parcial direita com colocação receptor subcutâneo de implante coclear, situado no segmento posterior da região temporal direita, notando-se eletrodos através da janela redonda, com extremidade distal na espira média da cóclea homolateral.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por mastoidectomia parcial direita com colocação de receptor subcutâneo de implante coclear, situado no segmento posterior da região temporal direita, notando-se eletrodo através da janela redonda. A extremidade distal do eletrodo estende-se até o segmento proximal da espira basal direita, onde são observados acentuada curvatura e trajeto retrógrado do mesmo. Nota-se aparente pneumolabirinto na espira basal da cóclea direita.
ALÇA VASCULAR
Destaca-se pequena alça vascular que apresenta margem de contato com o segmento cisternal do V nervo direito, sem compressão ou deslocamento significativo do mesmo.
Artéria cerebelar anteroinferior esquerda tortuosa, notando-se impressão com deslocamento do segmento cisternal do nervo abducente esquerdo, e sua alça se insinua ao interior do conduto auditivo interno deste lado até o fundo do conduto, onde se observa contato com o nervo coclear, porém sem deslocamento significativo do mesmo.
PARALISIA DE BELL
Observa-se impregnação anômala da porção intracanalicular distal e timpânica do nervo facial esquerdo, sem efeito expansivo associado, cujo aspecto é compatível com alterações de natureza inflamatória.
Alteração de sinal caracterizada por impregnação anômala pelo gadolínio dos segmentos timpânico e labiríntico do nervo facial direito, bem como do gânglio geniculado homolateral, mais intensa em comparação ao contralateral. Achados compatíveis com processo inflamatório do nervo facial direito (neurite do facial).
LIPOMATOSE TRIGEMINAL
Não houve alterações evolutivas significativas do tecido com sinal de gordura de permeio às fibras do nervo trigêmeo esquerdo, obliterando o cavo trigeminal e estendendo-se de forma incipiente para seu segmento cisternal, com imagens que podem representar fascículos neurais de permeio. Após a administração endovenosa do gadolínio não foram observadas áreas de impregnação anômala.
CISTO DE ARACNÓIDE DO ÂNGULO PONTOCEREBELAR
Formação cística com intensidade de sinal semelhante ao do liquor em todas as sequências localizada na cisterna cerebelopontina direita, medindo cerca de 2,0 x 1,0 x 1,2 cm. Superiormente a formação cística descrita mantém contato com o trajeto cisternal do nervo vestíbulococlear direito, sem deslocamento significativo do mesmo. Inferiormente notam-se aparente contato com os IX, X e XI pares cranianos direitos. Achados compatíveis com cisto de aracnóide na cisterna cerebelo pontina direita.
GLOMUS JUGULAR
Formação expansiva caracterizada por sinal heterogêneo em T1 e T2, com focos de hipersinal em T1 (sugerindo meta-hemoglobina extracelular) e alguns flow voids vasculares de permeio (aspecto em “sal e pimenta”), com origem presumida no forame jugular direito, com impregnação intensa pelo meio de contraste paramagnético.
Superiormente estende-se através pelo assoalho do hipotímpano, ocupando toda a cavidade timpânica direita, com extensão ao segmento proximal do conduto auditivo externo. Nota-se extensão da lesão pelo aditus ad antrum até o antro. A lesão mantém contato com o tegmen timpânico, porém sem sinais de extensão intracraniana. Há sinais de englobamento da cadeia ossicular. A lesão estende-se inferiormente por cerca de 1,9 cm do nível do assoalho do hipotímpano com sinais de extensão ao espaço carotídeo direito, determinando deslocamento anterior deste vaso que apresenta calibre normal. A veia jugular interna direita não foi caracterizada na topografia do forame jugular podendo estar relacionado a compressão pela lesão descrita com sinais de fluxo lento a montante. A lesão mede cerca de 3,3 x 1,5 x 1,4 cm.
GLOMUS TIMPÂNICO
Formação expansiva caracterizada por sinal heterogêneo em T1 e T2, com focos de hipersinal em T1 (sugerindo meta-hemoglobina extracelular) e alguns flow voids vasculares de permeio (aspecto em “sal e pimenta”), medindo cerca de 2,8 x 1,5 x 1,4 cm, com origem presumida no forame jugular esquerdo, sem sinais de erosão evidente de suas paredes, com impregnação intensa pelo meio de contraste paramagnético.
Superiormente estende-se através do assoalho do hipotímpano, ocupando o segmento inferior da cavidade timpânica esquerda, com aparente extensão ao segmento proximal do conduto auditivo externo. Inferiormente apresenta sinais de extensão incipiente ao espaço carotídeo esquerdo.
Material caracterizado por hipersinal heterogêneo em todas as sequências preenchendo as células da mastóide, o antro, a porção pneumatizada do ápice petroso e as porções remanescentes da cavidade timpânica esquerdos, compatível com conteúdo hiperproteico ou hemorrágico neste contexto, apresentando realce heterogêneo pelo gadolínio.
Opinião: Achados compatíveis com glômus jugulotimpânico esquerdo, exteriorizando-se através do conduto auditivo externo. Material preenchendo as células da mastóide, o antro, a porção pneumatizada do ápice petroso e as porções remanescentes da cavidade timpânica esquerdos, compatível com conteúdo hiperproteico ou hemorrágico neste contexto.
SCHWANNOMA
Formação expansiva com atenuação de partes moles ocupando o forame jugular direita com extensão para a cisterna cerebelopontina homolateral, determinando remodelamento ósseo das estruturas adjacentes Inferiormente, estende-se ao segmento nasofaríngeo do espaço carotídeo supra-hióide, determinando deslocamento anteromedial do espaço parafaríngeo direito e lateral do processo estilóide homolateral. Anteriormente determina erosão do canal carotídeo direito, mantendo contato com a artéria carótida. Lateralmente promove remodelamento ósseo da parede jugular, insinuando-se para o hipotímpano e porção mais inferior do mesotímpano. Superiormente, nota-se extensão para o conduto auditivo interno direito, bem como com discreta erosão junto a espira basal da cóclea.
Análise da veia jugular interna direita e artéria carótida interna homolateral limitada pelo estudo sem contraste iodado endovenoso.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas pode corresponder a lesão de crescimento lento e de baixa agressividade radiológica, que poderá ser mais bem avaliada por estudo dirigido por ressonância magnética.
Formação expansiva caracterizada por sinal intermediário homogêneo em T1 e sinal heterogêneo, predominantemente hiperintenso, em T2, ocupando o forame jugular direito com extensão para a cisterna cerebelopontina e conduto auditivo interno homolaterais, determinando remodelamento ósseo com alargamento destas estruturas, medindo cerca de 4,2 x 1,7 x 2,4 cm (CC x AP x LL) e exibindo intensa impregnação homogênea pelo agente de contraste paramagnético. A lesão do condutivo interno direito oblitera a abertura coclear. Inferiormente, estende-se através do forame jugular, promovendo alargamento do mesmo, ao segmento nasofaríngeo do espaço carotídeo, determinando deslocamento anteromedial do espaço parafaríngeo direito e lateral do processo estilóide homolateral. A lesão promove distanciamento entre a artéria carótida interna direita e veia jugular interna homolateral e exerce, ainda, efeito compressivo sobre esta última, obliterando-a até a nasofaringe. Anteriormente mantém contato com o canal carotídeo direito, com sinais de descontinuidade óssea. Lateralmente promove remodelamento ósseo da parede jugular, insinuando-se para o hipotímpano e porção mais inferior do mesotímpano, obliterando a janela redonda direita. Não se observam áreas císticas intramurais ou espessamento paquimeníngeo adjacente à lesão.
Observa-se ainda lesão com características semelhantes com origem presumida no conduto auditivo interno esquerdo, promovendo alargamento do mesmo, estendendo-se à cisterna cerebelopontina homolateral, medindo cerca de 1,1 x 1,0 x 1,5 cm (CC x AP x LL). A lesão do conduto auditivo interno esquerdo oblitera a abertura coclear. O componente lesional da cisterna cerebelopontina, mede cerca de 0,9 cm no diâmetro anteroposterior e não determina compressão significativa sobre o hemisfério cerebelar adjacente.
Tais lesões deslocam os segmentos cisternais dos nervos faciais e vestibulococleares, mantendo contato com os segmentos canaliculares de ambos os nervos, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos.
O conjunto de achados favorece a possibilidade de lesões de natureza neoplásica de crescimento lento e de baixa agressividade radiológica, devendo-se considerar, entre os diagnósticos diferenciais, a possibilidade de tumores de bainha neural (schwannoma) como principal hipótese.
Processo expansivo na projeção da cisterna do ângulo ponto-cerebelar esquerdo e com componente intracanalicular, medindo cerca de 1,7 cm x 1,9 cm x 1,6 cm, determinando alargamento do meato acústico interno deste lado.
MENINGIOMA
Lesão com densidade de partes moles e impregnação homogênea pelo contraste endovenoso, localizada na fossa média craniana esquerda, associada a acentuada esclerose e espessamento ósseo adjacente, notadamente na grande asa do esfenóide e escama temporal homolaterais. A lesão descrita promove compressão e deslocamento do lobo temporal adjacente. Medialmente, a lesão descrita mantém contato com o seio cavernoso homolateral. A lesão estende-se à fossa infratemporal esquerda, possivelmente pelo forame oval homolateral, oblitera o espaço parafaríngeo, determina compressão e deslocamento anterior do músculo pterigóide lateral, medialmente comprime a parede lateral da rinofaringe e posteriormente mantém contato com o processo estilóide. Preenchimento da cavidade timpânica esquerda, bem como das células das mastóides por material com densidade de partes moles. Nota-se aparente em impregnação pelo contraste endovenoso na lesão da cavidade timpânica esquerda, com extensão ao conduto auditivo externo homolateral, porém sem evidências de erosão óssea associada.
Observa-se acentuado espessamento e esclerose ósseas / grande asa do esfenóide, bem como junto ao corpo do esfenóide, envolvendo o forame redondo e o canal do vidiano homolaterais.
CONCLUSÃO:Lesão expansiva na fossa média craniana, infratemporal, cavidade timpânica e conduto auditivo externo à esquerda, associada a acentuado espessamento e esclerose óssea adjacente. A possibilidade de lesão oriunda do revestimento meningotelial pode ser incluída no diagnóstico diferencial. O estudo por ressonância magnética poderá melhor avaliar a extensão para a cavidade timpânica, bem como possível extensão ao conduto auditivo interno homolateral.
Lesão expansiva extra-axial com ampla base de implantação dural, caracterizada por baixo sinal em T1 e T2 e impregnação intensa e heterogênea pelo agente de contraste paramagnético, localizada na fossa craniana média esquerda, associada a acentuado espessamento ósseo (hiperostose) adjacente, notadamente na asa maior do esfenóide e escama temporal homolaterais que mede cerca de 3,7 x 3,9 x 1,4 cm (AP x LL x CC). A lesão promove compressão e deslocamento do lobo temporal adjacente com área de edema vasogênico na substância branca do polo temporal. Medialmente, a lesão invade o seio cavernoso homolateral e mantém contato com o segmento cavernoso da carótida interna deste lado (180º), porém sem promover estreitamento luminal da mesma. A lesão estende-se à fossa infratemporal esquerda, provavelmente através do forame oval homolateral, até o espaço parafaríngeo e determina discreta compressão sobre a parede lateral da rinofaringe, deslocando posteriormente a artéria carótida interna. Nota-se ainda a extensão da lesão para a cavidade timpânica esquerda até o conduto auditivo externo deste lado, com hiperostose da face anterossuperior da pirâmide petrosa.
OPINIÃO:Lesão expansiva na fossa craniana média esquerda, que se estende à fossa infratemporal e à cavidade timpânica e conduto auditivo externo homolaterais, associada a sinais de invasão do seio cavernoso deste lado. A possibilidade de lesão oriunda do revestimento meningotelial (meningioma) deve ser primariamente considerada.
TUMOR TEMPORAL
Formação expansiva / infiltrativa na porção mastóidea do osso temporal direito, com intenso realce heterogêneo ao contraste iodado, associada à erosão de suas paredes.
Superiormente a lesão determina erosão da base da fossa craniana posterior infratentorial à direita, sem nítidos planos de clivagem com segmento distal do seio transverso e com todo o seio sigmóide, sem a caracterização de opacificação pelo meio de contraste nestas topografias. Também não se observa opacificação pelo meio de contraste iodado no bulbo jugular e no segmento cervical superior da veia jugular interna direitos, que pode resultar de trombose destas estruturas venosas. A lesão apresenta um componente intracraniano extra-axial que comprime a face lateral do hemisfério cerebelar direito, sem sinais de invasão parenquimatosa detectável por este método.
Inferiormente estende-se através da apófise mastóide direita, promovendo erosão de suas paredes, sem nítidos planos de clivagem com a inserção do músculo esternocleidomastóideo e com a musculatura perivertebral adjacente.
Medialmente infiltra a musculatura perivertebral direita, determinando erosão do segmento lateral da escama do osso occipital adjacente.
Lateralmente oblitera os planos músculo-adiposos da região retroauricular direita, promovendo abaulamento local.
Anteriormente apresenta contato com a face posterior da glândula parótida direita, sem sinais de extensão à mesma, promovendo também erosão do segmento ósseo do conduto auditivo externo, sem redução luminal significativa do mesmo.
Posteriormente determina erosão de parte da escama do osso occipital à direita, sem outras repercussões.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, não sendo possível afastar a possibilidade de lesão de natureza neoplásica agressiva, dentre as possibilidades diagnósticas, no contexto clínico apropriado.
PÓS OP SCHWANNOMA
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por craniotomia occipital retromastoidea esquerda, com leito cirúrgico na cisterna do ângulo ponto-cerebelar deste lado, com áreas de alteração de sinal e perda de substância do hemisfério cerebelar e pedúnculo cerebelar médio esquerdos, bem como nos aspectos laterais esquerdos da ponte e bulbo, com hipersinal em T2 e FLAIR e efeito atrófico caracterizado por alargamento dos espaços liquóricos ao redor, com dilatação compensatória do IV ventrículo, compatíveis com áreas de encefalomalácia e gliose sequelares.
Destacam-se aderências provavelmente decorrentes da manipulação cirúrgica nas cisternas dos ângulos ponto-cerebelar e bulbo-cerebelar deste lado.
Lesão expansiva extra-axial caracterizada por sinal intermediário em T1 e hipersinal em T2 e FLAIR, com impregnação intensa e discretamente heterogênea pelo meio de contraste paramagnético, comprometendo a cisterna do ângulo ponto-cerebelar esquerdo e se insinuando para o interior do conduto auditivo interno homolateral, obliterado, notando-se também extensão através dos segmentos labiríntico e timpânico do canal do nervo facial e joelho anterior.
A lesão na cisterna do ângulo ponto-cerebelar e conduto auditivo interno esquerdos mede cerca de 3,0 x 2,1 x 1,7 cm nos seus maiores eixos.
CONCLUSÃO: Exame controle pós-operatório na fossa posterior infratentorial à esquerda demonstra achados compatíveis com lesão persistente no leito cirúrgico, cujas características da imagem são sugestivas de lesão de bainha neural (schwannoma) originado no nervo facial esquerdo.
Destaca-se espessamento paquimeníngeo na cisterna cerebelopontina direita, no segmento superior do conduto auditivo interno, bem como do tentório cerebelar e na topografia do poro acústico homolaterais, podendo representar alterações induzidas pelo tratamento
PÓS OP TRAUMA
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por mastoidectomia parcial à direita, com ressecção parcial também da cápsula ótica, com retirada do canal semicircular lateral e parte do superior deste lado, com preenchimento de todo o vestíbulo e da crus communis, bem como da cavidade formada na cápsula ótica, por material hiperatenuante, que pode corresponder a produtos hemáticos ou relacionado a enxerto. Preenchimento da cavidade cirúrgica da mastoide por material hipoatenuante, que deve corresponder a enxerto.
Extensa falha do teto do osso temporal direito, decorrente da manipulação cirúrgica.
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por mastoidectomia direita, com labirintectomia homolateral, não sendo caracterizados os canais semicirculares e o vestíbulo deste lado. O segmento lateral da espira basal da cóclea direita também não é caracterizado, sendo tais achados compatíveis com labirintopatia fibrosante / ossificante, de aspecto inalterado.
Material caracterizado por hipersinal em T1 nas espiras da cóclea direita, que deve resultar de conteúdo hiperproteico ou mesmo hemorrágico neste contexto.
PÓS OP COLESTEATOMA
Sinais de manipulação cirúrgica caracterizados por mastoidectomia radical esquerda, notando-se ampla cavidade cirúrgica comunicando com o conduto auditivo externo homolateral.
Formação arredondada caracterizada por isossinal em T1 e hipersinal heterogêneo em T2, de aspecto lobulado, localizada no aspecto inferomedial da cavidade cirúrgica, junto ao promontório coclear, medindo cerca de 1,0 x 0,9 x 1,1 cm (CC x AP x LL), que após a injeção do agente de contraste paramagnético apresenta apenas impregnação periférica. Outra formação semelhante é observada no aspecto superior da cavidade cirúrgica, medindo aproximadamente 0,8 x 0,7 x 0,6 cm.
A sequência de difusão EPI não demonstra focos de restrição à livre movimentação das moléculas de água. Entretanto, esta sequência apresenta artefatos de susceptibilidade magnética que prejudicam parcialmente a sua sensibilidade.
Opinião: Exame de controle pós-cirúrgico evidencia dois focos ovalados de hipersinal em T T2 e tênue impregnação periférica pelo contraste endovenoso localizados na cavidade cirúrgica à esquerda, de características inespecíficas, entretanto, não é possível excluir a possibilidade de recidiva de colesteatoma no contexto clínico apropriado.
Seio frontal hipopneumatizado à ……………….. (variação anatômica).
Espessamento do revestimento mucoso do seio …………………..
Espessamento do revestimento mucoso dos seios …………………..
Espessamento do revestimento mucoso de todas as cavidades paranasais.
Destaca-se o comprometimento do seio ……………., que se encontra completamente preenchido por material hipoatenuante.
Destaca-se o comprometimento dos seios ……………., que se encontram completamente preenchidos por material hipoatenuante.
O espessamento mucoso do seio ……………… assume aspecto ondulado, podendo corresponder a cistos de retenção ou pólipos.
O espessamento mucoso dos seios ……………… assume aspecto ondulado, podendo corresponder a cistos de retenção ou pólipos.
Destaca-se a formação de nível hidroaéreo no seio ………………
Secreção desidratada na região anterior do seio maxilar direito, caracterizada por material amorfo de baixa densidade com bolhas gasosas de permeio.
Nota-se espessamento e esclerose das paredes do seio ………………, denotando cronicidade do processo.
O espessamento mucoso estende-se ao infundíbulo etmoidal ……………., sem promover alargamento do mesmo, determinando obliteração da respectiva unidade óstiomeatal.
O espessamento mucoso estende-se aos infundíbulos etmoidais, sem promover alargamento dos mesmos, determinando obliteração das respectivas unidades óstiomeatais.
O espessamento mucoso estende-se ao infundíbulo etmoidal ……………., com alargamento do mesmo, determinando obliteração da respectiva unidade óstiomeatal.
O espessamento mucoso estende-se aos infundíbulos etmoidais, com alargamento dos mesmos, determinando obliteração das respectivas unidades óstiomeatais.
Obliteração do recesso ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração dos recessos ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração e alargamento do recesso ……………… por espessamento mucoso.
Obliteração e alargamento dos recessos ……………… por espessamento mucoso. O espessamento da mucosa estende-se ao infundíbulo etmoidal esquerdo, sem alargamento do mesmo, obliterando o respectivo complexo ostiomeatal.
Demais vias de drenagem dos seios paranasais pérvias.
Pneumatização da porção lamelar da concha nasal média ………….. (variação anatômica).
Pneumatização da porção lamelar das conchas nasais médias (variação anatômica).
Concha nasal média ………… com morfologia paradoxal (variação anatômica).
Conchas nasais médias com morfologia paradoxal (variação anatômica).
Espessamento do componente mucoso da concha nasal média ……………., com redução da coluna aérea da respectiva fossa nasal.
Espessamento do componente mucoso das conchas nasais médias, com redução da coluna aérea das respectivas fossas nasais.
Espessamento do componente mucoso das conchas nasais …………., com redução da coluna aérea das respectivas fossas nasais.
Aumento do componente mucoso das conchas direitas, determinando redução luminal da respectiva fossa nasal.
Aumento do componente mucoso das conchas esquerdas, determinando redução luminal da fossa nasal da coana homolaterais, promovendo também obliteração parcial dos meatos médio e inferior correspondentes.
Septo nasal com discreto desvio para …………………..
Septo nasal desviado para …………………..
Septo nasal sinuoso, desviado para …………….. no seu segmento anterior e para ……………… no seu segmento posterior.
Septo nasal desviado para …………….., com formação de esporão ósseo que se insinua entre as conchas nasais média e inferior homolaterais.
Septo nasal desviado para ……………., com formação de esporão ósseo que toca e deforma a concha nasal inferior homolateral.
Deiscência da lâmina papirácea ……………
Deiscência do canal óptico …………… (variação anatômica).
Deiscência do canal carotídeo …………… (variação anatômica).
Pneumatização do processo clinoide anterior ……………… (variação anatômica).
Pneumatização dos processos clinoides anteriores (variação anatômica).
Pneumatização do recesso inferolateral do seio esfenoidal ……………… (variação anatômica).
Célula de Onodi à ……………. (variação anatômica).
Célula de Haller à …………… (variação anatômica).
Material com atenuação de partes moles ocupando o meato superior esquerdo no seu segmento posterior, inespecífico.
ATRESIA COANAL
Estreitamento da abertura nasal posterior com impermeabilidade das coanas, retenção de secreção mucosa e placa atrésica óssea /membranosa.
SINUSOPATIA ODONTOGENICA
Não se caracteriza o segundo molar superior esquerdo, destacando-se descontinuidade óssea do assoalho do antro maxilar adjacente nesta topografia, por aproximadamente 0,4 cm, compatível com fístula oroantral. O seio maxilar esquerdo apresenta espessamento de sua mucosa de revestimento e está parcialmente preenchido por material com baixos coeficientes de atenuação que forma nível hidroaéreo compatível com secreção ou processo inflamatório agudo sinusal. Destaca-se extensão do material com baixos coeficientes de atenuação do seio maxilar esquerdo pelo óstio secundário, alargando-o, até a fossa nasal esquerda, obliterando o meato médio, onde assume aspecto polipóide. O conjunto dos achados descritos não permite excluir a possibilidade de sinusopatia maxilar esquerda de origem odontogênica.
SINUSITE FÚNGICA
Material hiperatenuante preenche parcialmente os seios ………………….., que pode corresponder a material hiperproteico e/ou estar relacionado a colonização fúngica.
PÓLIPOS
Imagens com atenuação de partes moles e aspecto polipoide preenchem ………………
O conjunto de achados acima descritos é compatível com polipose nasossinusal ………………
O seio maxilar direito está preenchido por material com densidade de partes moles que determina alargamento do infundíbulo etmoidal homolateral e estende-se até a fossa nasal direita, sem planos de clivagem com as conchas nasais média e inferior. A lesão da fossa nasal direita estende-se anteriormente até o vestíbulo nasal e posteriormente nota-se extensão pela coana homolateral até a rinofaringe, mantendo contato com a parede posterior da nasofaringe, bem como com discreta obliteração do forame esfenopalatino. A lesão da fossa nasal direita determina remodelamento ósseo do palato duro. Superiormente, nota-se extensão da lesão para células etmoidais anteriores e posteriores com erosão de algumas trabéculas ósseas. Após a administração do contraste endovenoso, observam-se focos heterogêneos de impregnação pelo contraste endovenoso, associado a calcificações de permeio. A lesão descrita não é específica, porém a possibilidade de lesão de origem vascular (hemangioma e pólipo angiomatoso) pode ser incluída no diagnóstico diferencial no contexto clínico apropriado. O estudo multiplanar de ressonância magnética poderá auxiliar no diagnóstico diferencial, a critério clínico.
POLIPOSE NASOSSINUSAL
Espessamento mucoso de todas as cavidades paranasais, destacando-se formações compatíveis com pólipos ou cistos de retenção nos seios maxilar e esfenoidal. Há discreta erosão de trabéculas etmoidais bilaterais. Nota-se extensão material com baixos coeficientes de atenuação pelos recessos esfenoetmoidais, alargando-os, bem como assumindo aspecto polipóide nos segmentos superiores e posteriores de ambas as fossas nasais. Formações polipóides semelhantes com baixos coeficientes de atenuação e sem nítida impregnação pelo contraste endovenoso são observadas nas fossas nasais, principalmente entre o septo nasal e as conchas nasais superiores e médias, sendo maiores e mais numerosas à direita. O conjunto dos achados é compatível com polipose nasossinusal.
MUCOCELE
Obliteração dos infundíbulos etmoidais bilaterais com aparente alargamento à direita. O antro maxilar direito apresenta-se preenchido por material com baixos coeficientes de atenuação com efeito expansivo, promovendo remodelamento ósseo de suas paredes. Superiormente remodela o assoalho orbital e desloca cranialmente o forame infraorbital sem encarceramento da musculatura extraocular. Há extensão anterior da lesão pela descontinuidade da parede do seio maxilar para partes moles adjacentes. Inferiormente se estende pela descontinuidade óssea do recesso alveolar, determinando remodelamento da maxila, abaulando o arco alveolar inferiormente, promovendo descontinuidade das eminências alveolares mais posteriores à direita, bem como determina protrusão para as partes moles adjacentes. Nota-se descontinuidade da parede posterior do seio maxilar com extensão para gordura retroantral. Medialmente determina extenso remodelamento ósseo com abaulamento da fossa nasal homolateral. O conjunto de achados favorece a possibilidade de mucocele maxilar direita.
Formação expansiva com coeficientes de atenuação de partes moles, sem realce ao meio de contraste iodado, com origem presumida no seio frontal à direita, que determina extenso remodelamento ósseo adjacente. Superiormente está restrita ao seio frontal. Há extensão anterior da lesão pela descontinuidade da parede do seio frontal para partes moles adjacentes frontal. Inferiormente se estende para a porção superior e posterior da órbita direita pela descontinuidade óssea, bem como determina deslocamento inferior dos músculos reto superior, oblíquo superior e elevador da pálpebra, do nervo óptico e veia orbital superior, com acentuada proptose homolateral. Nota-se descontinuidade da parede posterior do seio frontal e da fóvea etmoidal direitas com sinais de discreta extensão para a goteira olfatória. Não há sinais de extensão para o ápice orbitário. Medialmente oblitera o recesso frontal direito. O processo unciforme direito aparentemente está localizado junto à parede medial orbitária.
O conjunto de achados favorece a possibilidade de mucocele.
OSTEOMA
Imagem compatível com pequeno osteoma com cerca de ……………………. cm nos seus maiores eixos transversos no seio ………………………..
CISTO NASOPALATINO
Achados compatíveis com cisto do ducto nasopalatino medindo cerca de 1,8 x 1,7 x 1,6 cm nos seus maiores eixos, com tênues áreas de descontinuidade de suas paredes. Inferiormente tal formação abaula os contornos do processo alveolar da maxila, na topografia dos incisivos centrais. Superiormente determina discreto abaulamento do assoalho das fossas nasais. Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado, nota-se discreto realce mucoso desta formação cística, compatível com alterações de natureza inflamatória associadas.
CISTO NASOLABIAL
Formação cística insuflativa, hipoatenuante sem realce significativo ao meio de contraste iodado, acometendo os processos alveolar, frontal e palatino da maxila, paramediana à esquerda, com maior componente localizado na topografia dos incisivos e canino do processo alveolar da maxila, medindo 2,0 x 1,5 cm no plano axial, compatível com cisto globulomaxilar. Superiormente, a formação cística apresenta discreta extensão à fossa nasal e antro maxilar adjacente. Anteriormente e posteriormente, nota-se descontinuidade da cortical do processo alveolar da maxila com discreto abaulamento local. Medialmente, observa-se discreta erosão da parede do canal nasopalatino. Há pequeno foco de calcificação nos planos musculoadiposos anteriormente a lesão descrita, medindo 0,3 cm.
LEISHMANIOSE
Formação expansiva polipoide com realce heterogêneo pelo meio de contraste e com origem presumida na mucosa da região posterior da concha nasal inferior esquerda, medindo 2,5 x 2,0 x 1,5 cm. Esta formação polipóide oblitera a coana esquerda, estende-se posteriormente à coluna aérea da rinofaringe, obliterando também parte da coana direita e mantendo contato com a mucosa da concha nasal inferior homolateral.
Nota-se descontinuidade do segmento cartilaginoso inferior do septo nasal, em uma extensão ântero-posterior de aproximadamente 1,6 cm.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas não é possível afastar a possibilidade de lesões de natureza inflamatória granulomatosa crônica, nos contextos clínico e epidemiológico apropriados.
NASOANGIOFIBROMA
Formação expansiva de origem presumida no forame esfenopalatino direito, com realce intenso e heterogêneo pelo meio de contraste iodado, de aspecto hipervascular.
Anteriormente erode erodea parede póstero-lateral do seio maxilar direito, com invasão da sua luz, e erosão de grande parte de sua parede medial, comprometendo os meatos médio e inferior direitos, e obliterando grande parte da fossa nasal e dos meatos deste lado.
Posteriormente erode o platô e as lâminas pterigóides, e invade os espaços mastigatório e parafaríngeo direitos deslocando póstero-lateralmente as estruturas do espaço carotídeo homolateral. Há também extenso comprometimento da parede lateral direita da rinofaringe, com significativa redução de sua coluna aérea.
Superiormente invade o ápice orbitário direito, promovendo erosão das asas maior e menor do esfenóide deste lado, alargando parte do canal óptico e invadindo os seios esfenoidais, principalmente o direito, através de erosão da sua parede ínfero-lateral. Oblitera as fissuras orbitárias superior e inferior, e se estende através do espaço mastigatório ao forame oval, com uma erosão local, com grande componente invadindo a fossa craniana média direita e o seio cavernoso deste lado. Há pequeno comprometimento do aspecto anterior do cavum de Meckel direito.
Inferiormente compromete os canais palatinos direitos, muito alargados, por onde se estende para a cavidade oral.
Lateralmente invade o espaço mastigatório direito, com amplo comprometimento da musculatura local e extensão ao espaço mastigador suprazigomático. Invade a gordura do espaço bucal homolateral. Mantém íntimo contato com o ramo mandibular direito, sem erosão óssea.
Medialmente oblitera grande parte das coanas, inclusive da esquerda, com comprometimento do segmento mais posterior do septo nasal (vômer), e comprometimento do segmento posterior da fossa nasal contralateral, mantendo contato com as conchas nasais média e inferior deste lado.
NEOPLASIA DE NATUREZA VASCULAR
Formação expansiva sólida ocupando todo o antro maxilar esquerdo, determinando aumento das dimensões do mesmo com abaulamento de suas paredes, notadamente da parede medial, onde nota-se ampla descontinuidade, sem a caracterização do processo uncinado. Superiormente a lesão determina erosão de algumas trabéculas do labirinto etmoidal esquerdo. Inferiormente a lesão apresenta-se restrita pelo assoalho do antro maxilar esquerdo e pelo assoalho da fossa nasal homolateral. Lateralmente determina discreto abaulamento da parede lateral do antro maxilar esquerdo, sendo contida no interior desta cavidade paranasal. Medialmente a lesão estende-se à fossa nasal esquerda, ocupando-a quase totalmente, estendendo-se anteriormente ao vestíbulo nasal deste lado, com obliteração subtotal do mesmo, determinando também desvio contralateral do septo nasal. Anteriormente a lesão determina deformidade da pirâmide nasal, notadamente à esquerda. Posteriormente a lesão alcança o forame esfenopalatino esquerdo, insinuando-se de forma incipiente à fossa ptérigo-palatina homolateral, sem sinais de obliteração coanal. Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado nota-se intenso realce heterogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão de natureza neoplásica, no contexto clínico apropriado. Admite-se a possibilidade de lesão de natureza vascular como principal diagnóstico diferencial.
NEOPLASIA DE BAIXA AGRESSIVIDADE
Volumosa formação expansiva de aspecto polipóide e contornos lobulados, caracterizada por isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo nas sequências ponderadas em T2, com restrição à livre movimentação das moléculas de água pela sequência ponderada em difusão, denotando alta celularidade, com origem presumida na fossa nasal direita, com má definição das conchas nasais homolaterais.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho da fossa nasal direita.
Superiormente determina remodelamento e deslocamento superior do assoalho do labirinto etmoidal direito, sem sinais de erosão ou mesmo invasão aparente de suas células. A lesão por vezes mantém contato com a fóvea etmoidal e com a lâmina crivosa direitas, porém sem sinais de extensão intracraniana.
Lateralmente a lesão determina remodelamento da parede medial do antro maxilar direito, o qual apresenta dimensões reduzidas, promovendo também obliteração dos óstios de drenagem de todas as cavidades paranasais homolaterais, sendo que as mesmas apresentam acentuado espessamento de suas mucosas, sendo preenchidas por material hiperproteico impactado.
Medialmente determina acentuado deslocamento do septo nasal para a esquerda, sem sinais aparentes de erosão do mesmo.
Anteriormente estende-se ao vestíbulo nasal direito, determinando obliteração do mesmo e efeito expansivo local, com deformidade da pirâmide nasal deste lado.
Posteriormente oblitera a coana direita, bem como a coluna aérea da rinofaringe, estendendo-se inferiormente ao segmento superior da orofaringe, posterior ao palato mole.
Após administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce predominantemente homogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento lento, com baixa agressividade radiológica.
SCHWANNOMA NASAL
Volumosa formação expansiva de aspecto polipóide e contornos lobulados, caracterizada por isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo nas sequências ponderadas em T2, com restrição à livre movimentação das moléculas de água pela sequência ponderada em difusão, denotando alta celularidade, com origem presumida na fossa nasal direita, com má definição das conchas nasais homolaterais.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho da fossa nasal direita.
Superiormente determina remodelamento e deslocamento superior do assoalho do labirinto etmoidal direito, sem sinais de erosão ou mesmo invasão aparente de suas células. A lesão por vezes mantém contato com a fóvea etmoidal e com a lâmina crivosa direitas, porém sem sinais de extensão intracraniana.
Lateralmente a lesão determina remodelamento da parede medial do antro maxilar direito, o qual apresenta dimensões reduzidas, promovendo também obliteração dos óstios de drenagem de todas as cavidades paranasais homolaterais, sendo que as mesmas apresentam acentuado espessamento de suas mucosas, sendo preenchidas por material hiperproteico impactado.
Medialmente determina acentuado deslocamento do septo nasal para a esquerda, sem sinais aparentes de erosão do mesmo.
Anteriormente estende-se ao vestíbulo nasal direito, determinando obliteração do mesmo e efeito expansivo local, com deformidade da pirâmide nasal deste lado.
Posteriormente oblitera a coana direita, bem como a coluna aérea da rinofaringe, estendendo-se inferiormente ao segmento superior da orofaringe, posterior ao palato mole.
Após administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce predominantemente homogêneo de toda a lesão.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento lento, com baixa agressividade radiológica.
TUMOR NASAL
Volumosa formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 em hipersinal heterogêneo em T2, com origem presumida na fossa nasal esquerda, sem nítidos planos de clivagem com as conchas nasais homolaterais, apresentando áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água pela seqüência ponderada em difusão, denotando alta celularidade.
Superiormente invade os labirintos e as fóveas etmoidais, bem como as lâminas etmoidal e cribriformes, notadamente à esquerda, determinando remodelamento e destruição óssea destas estruturas. A lesão se insinua para os recessos frontais e esfenoetmoidal esquerdo, obliterando os respectivos óstios de drenagem. Observa-se remodelamento e destruição óssea tanto das paredes anterior quanto posterior do seio frontal, crista gáli e lâminas papiráceas, destacando-se volumoso componente lesional intracraniano, extra-axial, ocupando a fossa anterior, notadamente à esquerda. A lesão apresenta-se aparentemente restrita pela dura-máter, mantendo contato com o aspecto anterior da foice cerebral, sem nítidos planos de clivagem com estas estruturas. Tais alterações exercem significativo efeito expansivo sobre os lobos frontais, notadamente o esquerdo, caracterizado por apagamento dos sulcos cerebrais adjacentes. O parênquima encefálico apresenta intensidade de sinal preservada.
Inferiormente apresenta-se aparentemente restrita pela concha nasal inferior esquerda.
Medialmente erode e desloca o septo nasal para a direita. Observam-se sinais de extensão da lesão para o labirinto e fóvea etmoidais direitos, bem como para a concha nasal superior homolateral, sem nítidos planos de clivagem com estas estruturas.
Lateralmente determina remodelamento e destruição óssea da parede medial do seio maxilar esquerdo, com aparente insinuação para o interior do mesmo, obliterando o infundíbulo etmoidal e o óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se remodelamento e destruição óssea bilateral das lâminas papiráceas, com componentes lesionais intraorbitais, predominantemente retrobulbares e à esquerda, determinando deslocamento inferolateral das estruturas da órbita, deste lado. Observa-se contato com os segmentos posteriores do músculo reto medial e complexo reto superior / levantador da pálpebra superior esquerdos, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos, todavia sem sinais de comprometimento dos bulbos oculares ou da musculatura extrínseca à direita. Destacam-se também sinais de invasão bilateral dos ductos e sacos nasolacrimais.
Anteriormente apresenta-se aparentemente restrita à fossa nasal esquerda, inferiormente, todavia com sinais de invasão da pele e tecido subcutâneo da fronte, notadamente à esquerda, superiormente, destacando-se artefatos de suscetibilidade magnética no aspecto mais anterossuperior, que podem corresponder a áreas de ulceração com interposição gasosa.
Posteriormente insinua-se para a coana esquerda. Observa-se aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo, através do recesso esfenoetmoidal homolateral. Destaca-se aparente obliteração da fissura orbital inferior esquerda, porém sem sinais de extensão para a fossa pterigopalatina.
Tais alterações determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, com conseqüente redução da coluna aérea nestas topografias.
Após a administração endovenosa do gadolínio, nota-se intenso realce heterogêneo da lesão, delimitando áreas centrais com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, compatíveis com áreas de necrose / liquefação.
O conjunto de achados acima mencionado, embora inespecífico, sugere a possibilidade de lesão neoplásica de crescimento rápido, de alta agressividade radiológica.
Formação expansiva / infiltrativa com realce heterogêneo pelo meio de contraste e com origem presumida na fossa nasal esquerda.
Superiormente invade os labirintos etmoidais e as fóveas etmoidais, notadamente à esquerda, determinando acentuado remodelamento / destruição óssea dessas estruturas. Há aparente contato da lesão com os recessos olfatórios, principalmente à esquerda. Nota-se ainda componente lesional que se insinua para os recessos frontais, também mais evidente à esquerda.
Inferiormente apresenta-se restrita ao assoalho das fossas nasais, sem determinar erosão ou esclerose do palato duro.
Lateralmente determina remodelamento da parede medial do seio maxilar esquerdo, insinuando-se para o interior deste seio e determinando obliteração do infundíbulo etmoidal e óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se erosão da lâmina papirácea esquerda, com pequeno componente lesional intraorbitário, porém que não apresenta contato com o bulbo ocular ou invasão da musculatura extrínseca. Nota-se ainda invasão do ducto e saco nasolacrimal homolaterais. Há pequenos focos de deiscência da lâmina papirácea direita, porém sem sinais de invasão da órbita homolateral.
Medialmente erode e desloca para a direita o septo nasal, mantendo contato sem planos de clivagem com as estruturas da fossa nasal direita, bem como o labirinto e fóvea etmoidais direitos, que foram mais bem descritos acima.
Anteriormente insinua-se para os vestíbulos nasais, com maior componente à esquerda, bem como alarga a pirâmide nasal e os processos frontais das maxilas.
Posteriormente há insinuação para as coanas, notadamente à esquerda, bem como para a rinofaringe. Nota-se ainda aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo através do recesso esfenoetmoidal homolateral.
Tais achados determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, bem como acentuada redução da coluna aérea da fossa nasal e coana direitas e da rinofaringe.
Formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 e hipossinal heterogêneo em T2 (denotando alta celularidade), com origem presumida na fossa nasal esquerda, sem nítidos planos de clivagem com as conchas nasais homolaterais.
Superiormente invade os labirintos etmoidais, as fóveas etmoidais e laminas cribriformes, notadamente à esquerda, determinando acentuado remodelamento / destruição óssea dessas estruturas. Nota-se ainda componente lesional que se insinua para os recessos frontais, mais evidente à esquerda. Nestas topografias, a lesão apresenta-se aparentemente restrita pela dura-máter que recobre a fossa craniana anterior, sem nítidos planos de clivagem com a mesma.
Inferiormente apresenta-se aparentemente restrita ao assoalho das fossas nasais.
Lateralmente determina remodelamento da parede medial do seio maxilar esquerdo, insinuando-se para o interior deste seio e determinando obliteração do infundíbulo etmoidal e óstio secundário de drenagem correspondente. Destaca-se erosão da lâmina papirácea esquerda, com pequeno componente lesional intraorbital, porém que não apresenta contato com o bulbo ocular ou invasão da musculatura extrínseca. Nota-se ainda invasão do ducto e saco nasolacrimal esquerdos. Há pequenos focos de deiscência da lâmina papirácea direita, porém sem sinais de invasão da órbita homolateral.
Medialmente erode e desloca para a direita o septo nasal, mantendo contato sem planos de clivagem com as estruturas da fossa nasal direita, bem como o labirinto e fóvea etmoidais direitos, que foram mais bem descritos acima.
Anteriormente insinua-se para os vestíbulos nasais, com maior componente à esquerda, bem como alarga a pirâmide nasal e os processos frontais das maxilas. Não há nítidos planos de clivagem da lesão com a mucosa que reveste a pirâmide nasal, notadamente à esquerda.
Posteriormente há insinuação para as coanas, notadamente à esquerda, bem como para a rinofaringe. Nota-se ainda aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo através do recesso esfenoetmoidal homolateral. A lesão oblitera a fissura orbital inferior e a fossa ptérigo-palatina esquerdas, porém sem sinais aparentes de invasão do cavum trigeminal ou mesmo do seio cavernoso homolaterais.
Tais achados determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, bem como acentuada redução da coluna aérea da fossa nasal e coana direitas e da rinofaringe.
Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce heterogêneo de toda a lesão.
TUMOR HIPERVASCULAR
Volumosa formação expansiva / infiltrativa com isossinal em T1 em hipersinal heterogêneo em T2, com origem presumida no seio frontal e fossa nasal esquerda, apresentando áreas de restrição à livre movimentação das moléculas de água pela seqüência ponderada em difusão, denotando alta celularidade. Notam-se focos serpiginosas de ausência de sinal em todas as sequências que podem representar estruturas vasculares no interior da lesão. Após a administração endovenosa do gadolínio, nota-se intenso realce heterogêneo da lesão, delimitando áreas centrais com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, compatíveis com áreas de necrose / liquefação, bem como se observam sinais de hemorragia prévia (meta-hemoglobina e hemossiderina).
Superiormente a lesão compromete células etmoidais, fóveas etmoidais, as lâminas etmoidal e cribriformes, notadamente à esquerda, determinando remodelamento e destruição óssea destas estruturas. A lesão compromete os recessos frontais e esfenoetmoidal esquerdo, obliterando os respectivos óstios de drenagem. Observa-se destruição óssea das paredes anterior e posterior do seio frontal, crista gáli e lâminas papiráceas, destacando-se volumoso componente lesional intracraniano, extra-axial, ocupando a fossa anterior, notadamente à esquerda. A lesão determina espessamento da dura-máter e o aspecto anterior da foice cerebral, envolvendo o seio sagital superior. Tais alterações exercem significativo efeito expansivo sobre os lobos frontais, notadamente o esquerdo, caracterizado por apagamento dos sulcos cerebrais adjacentes. O parênquima encefálico apresenta intensidade de sinal preservada.
Inferiormente a lesão compromete as fossas nasais, envolve o septo nasal e as conchas nasais superiores e médias e apresenta-se aparentemente restrita pela concha nasal inferior esquerda.
Lateralmente determina remodelamento e destruição óssea da parede medial do seio maxilar esquerdo, com insinuação para o interior do mesmo, obliterando o infundíbulo etmoidal e o óstio secundário de drenagem correspondente com consequente acúmulo de secreção no interior desta cavidade paranasal. Destaca-se remodelamento e destruição óssea bilateral das lâminas papiráceas, com componentes lesionais intraorbitais, predominantemente retrobulbares e à esquerda, determinando deslocamento inferolateral das estruturas da órbita, deste lado. Observa-se contato com os segmentos posteriores do músculo reto medial e complexo reto superior / levantador da pálpebra superior esquerdos e reto medial e oblíquo superior direitos, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos, todavia sem sinais de comprometimento dos bulbos oculares. Destacam-se também sinais de invasão bilateral dos ductos e sacos nasolacrimais.
Anteriormente apresenta-se sinais de invasão da pele e tecido subcutâneo da fronte, notadamente à esquerda, superiormente, com irregularidade dos contornos do aspecto mais anterossuperior, que podem corresponder a áreas de ulceração com interposição gasosa.
Posteriormente insinua-se para a coana esquerda. Observa-se aparente insinuação de pequeno componente lesional para o interior do seio esfenoidal esquerdo, através do recesso esfenoetmoidal homolateral com secreção no interior desta cavidade paranasal.
Tais alterações determinam obliteração da fossa nasal e coana esquerdas, com conseqüente redução da coluna aérea nestas topografias.
O conjunto de achados acima mencionado, embora inespecífico, sugere a possibilidade de lesão neoplásica hipervascular de alta agressividade radiológica.
RABDOMIOSSARCOMA
Formação expansiva e infiltrativa com atenuação de partes moles e realce intenso e heterogêneo pelo meio de contraste iodado, com aparente origem no seio maxilar direito.
Formação expansiva e infiltrativa caracterizada por sinal intermediário em T1 e hipersinal heterogêneo em T2, com impregnação intensa pelo meio de contraste paramagnético, com aparente origem no seio maxilar direito.
Anteriormente há erosão da parede anteroinferior do seio maxilar, com extensão lesional para a região malar, promovendo abaulamento local.
Posteriormente erode a parede posterolateral do seio maxilar, com invasão dos espaços bucal, mastigatório e fossa pterigopalatina direitos, mantendo contato com os músculos pterigóides lateral e medial e temporal, e erode o platô pterigóide deste lado. Invade o seio esfenoidal direito, erodindo a sua parede anterior. Não há sinais de comprometimento do forame redondo e canal do nervo vidiano deste lado.
Superiormente erode o assoalho orbitário, invadindo o canal do nervo infraorbitário, e invade a órbita, mantendo íntimo contato com o ventre do músculo reto inferior. Invade o seio etmoidal direito, com erosão da lâmina papirácea e invasão da órbita, comprimindo o ventre do músculo reto medial e promovendo proptose. Há ainda comprometimento do ducto nasolacrimal, com invasão do saco lacrimal. Há aparente insinuação incipiente para o segmento inferior do seio frontal direito.
Inferiormente erode o processo alveolar da maxila direita, com invasão da mucosa jugal, promovendo abaulamento na cavidade oral, e invade o músculo bucinador.
Medialmente invade a fossa nasal direita, com obliteração da sua luz, com erosão das conchas e de parte da metade direita do palato duro. Comprime e remodela o septo nasal, desviado para esquerda.
Lateralmente invade o espaço mastigatório, mantendo contato com o aspecto anterior do músculo masseter.
Lesão expansiva / infiltrativa, vegetante, ulcerada, com realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas hipoatenuantes, compatíveis com necrose / liquefação, localizada na região malar direita, com comprometimento das regiões nasal e palpebral inferior homolaterais, medindo cerca de 4,0 x 3,2 x 4,0 cm (CC x AP x LL).
Superiormente íntimo contato com a pálpebra inferior direita, obliterando os planos musculoadiposos pré-septais. Não há sinais de extensão pós-septal. Superomedialmente mantém íntimo contato com o canto medial do olho homolateral, obliterando os planos musculoadiposos nesta topografia. Nota-se sinais de extensão para o saco lacrimal direito, bem como há realce assimétrico da mucosa do canal nasolacrimal direito, não sendo possível afastar a possibilidade de comprometimento do mesmo.
Medialmente infiltra os planos musculoadiposos da região nasal direita e mantém íntimo contato com o processo frontal da maxila direito e com a pirâmide nasal, porém sem sinais de erosão óssea ou cartilagínea.
Posteriormente, nota-se extensão para os planos musculoadiposos da região malar direita e mantém íntimo contato com a parede anterior do seio maxilar homolateral, porém sem sinais de erosão óssea.
LESÃO FIBRO-ÓSSEA
Volumosa formação expansiva insuflativa comprometendo a maior parte do osso maxilar esquerdo, de densidade heterogênea apresentando áreas internas hiperatenuantes e amorfas algumas com atenuação em “vidro fosco”, determinando adelgaçamento das paredes do antro maxilar, bem com áreas de rupturas corticais em sua porção anterior. Nota-se obliteração da gordura do subcutâneo adjacente por tecido com densidade de partes moles e impregnação pelo contrastre endovenoso, determinando abaulamento na região malar esquerda, que poderá ser mais bem avaliada por estudo de RM. Medialmente, oblitera o infúndibulo e determina discreto efeito compressívo sobre o ducto nasolacrimal e concha nasal inferior desse lado. Inferiormente envolve o processo alveolar, com sinais de erosão da raiz posterior do molar remanescente.
A lesão determina ainda desvio superior do assoalho orbital esquerdo, envolvendo o canal do nervo infraorbital correspondente com discreta redução de seu calibre. Posteriormente oblitera parcialmente a gordura retroantral esquerda, com pequeno deslocamento posterior do processo pterigóide e de suas lâminas, porém sem sinais de invasão dessas estruturas. Os forames palatinos maior e menor se encontram com aspecto habitual.
O conjunto dos achados acima mencionados favorece a possibilidade de lesão de natureza fibroóssea.
Permanece sem alterações relevantes a volumosa formação expansiva insuflativa comprometendo a maior parte do osso maxilar esquerdo, apresentando sinal heterogêneo nas diferentes sequências, destacando-se focos com marcado hipossinal que devem resultar das áreas hiperatenuantes de permeio a lesão, evidenciadas no estudo tomográfico de referência.
A lesão abaula a região malar esquerda e determina adelgaçamento das paredes do antro maxilar, bem com áreas de rupturas corticais em sua porção anterior, obliterando os planos gordurosos adjacentes, porém sem sinais de invasão dos planos músculo-adiposos nesta topografia.
Medialmente, oblitera o infúndibulo e determina discreto efeito compressívo sobre o ducto nasolacrimal e concha nasal inferior desse lado. Inferiormente envolve o processo alveolar, com sinais de erosão da raiz posterior do molar remanescente. Promove ainda desvio superior do assoalho orbital esquerdo, envolvendo o canal do nervo infraorbital correspondente com discreta redução de seu calibre. Posteriormente oblitera parcialmente a gordura retroantral esquerda, com pequeno deslocamento posterior do processo pterigóide e de suas lâminas, porém sem sinais de invasão dessas estruturas. Os forames palatinos maior e menor se encontram com aspecto habitual.
Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce heterogêneo da lesão acima mencionada.
O conjunto dos achados acima mencionados favorece a possibilidade de lesão de natureza fibro-óssea. Entretanto, a erosão da raiz posterior do molar remanescente superior esquerdo permite incluir a possibilidade de lesão oriunda do epitélio odontogênico, de provável natureza cementtal, como principal diagnóstico diferencial.
LARINGOCELE
Formações saculares de conteúdo gasoso nos espaços paralaríngeos e evidente comunicação com a via aérea através de defeito nas membranas tireohioideas.
PARALISIA DE PREGA VOCAL
Achados compatíveis com paralisia de prega vocal esquerda neste contexto clínico, caracterizados por redução volumétrica desta prega vocal com alargamento assimétrico do ventrículo laríngeo homolateral, leve rotação medial da cartilagem aritenóide esquerda, bem como deslocamento medial da prega ariepiglótica deste lado com dilatação do respectivo recesso piriforme.
Imagem compatível com aneurisma do arco aórtico, que poderá ser mais bem avaliado por estudo dirigido, a critério clínico.
PAPILOMATOSE
Achados compatíveis com múltiplos pequenos pólipos junto à superfície das pregas vocais e vestibulares, determinando discreta redução luminal da laringe nestas topografias, determinando espessamento destas estruturas. Após administração endovenosa do meio de contraste iodado nota-se realce homogêneo destas formações polipóides. Este conjunto de achados não é específico, não sendo possível afastar a possibilidade de papilomatose laríngea, no contexto clínico apropriado. Também neste contexto, não é possível afastar a possibilidade de associação com lesão de natureza neoplásica.
CEC PREGA ARIEPIGLOTICA
Formação expansiva/infiltrativa com coeficientes de atenuação de partes moles e epicentro presumido na prega ariepiglótica direita.
Anteriormente a lesão invade a epiglote a direita, bem como a prega faringoepiglótica homolateral. Ha invasão da gordura do espaço pre-epiglótico, aparentemente sem invasão da base da língua. Posteriormente a lesão invade a musculatura cricofaríngea e a area pos-cricóide, sendo aparentemente restrita pela fascia pre-vertebral, obliterando o sulco traqueo-esofágico direito.
Medialmente ultrapassa o plano mediano no nível da laringe supraglotica, invadindo a prega ariepiglotica esquerda, determinando acentuada redução da coluna aérea nesta topografia.
Lateralmente a lesão invade a lamina direita da cartilagem tireoide, o seio piriforme e a membrana tireo-hioidea homolaterais, sem planos de clivagem com a musculatura estriada anterior do pescoço a direita.
Superiormente apresenta extensão incipiente a mucosa da parede lateral direita da orofaringe.
Inferiormente a lesão invade a prega vocal direita e o espaco paraglotico homolateral, notando-se esclerose da aritenoide direita, que deve resultar de processo reativo a presença tumoral ou invasão direita. Ha ainda invasão da prega vocal esquerda, com obliteracao da coluna aérea da laringe glotica. A lesão estende-se a mucosa da laringe infra-glotica a direita.
Apos a injeção EV do meio de contraste iodado, a lesao apresentou realce heterogêneo, delimitando-se areas císticas centrais compatíveis com necrose/liquefação.
TU PREGA VOCAL
Pequena formação expansiva / infiltrativa acometendo o segmento anterior da prega vocal direita, com espessamento local e intenso realce predominantemente mucoso. Anteriormente a lesão estende-se à comissura anterior, com espessamento da mesma. Posteriormente a lesão não alcança a cartilagem aritenóide direita. Lateralmente não há extensão ao espaço paraglótico direito. Medialmente a lesão ultrapassa o plano mediano de forma incipiente, com extensão ao segmento mais ventral da prega vocal esquerda. Superiormente não apresenta extensão aparente ao segmento supraglótico da laringe e inferiormente não apresenta sinais de extensão subglótica. Mede cerca de 1,3 x 0,5 cm no plano axial.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, não sendo possível afastar a possibilidade de pequena lesão de natureza neoplásica, no contexto clínico apropriado.
Formação expansiva / infiltrativa com coeficientes de atenuação de partes moles com origem presumida na prega vocal esquerda, associada à esclerose e irregularidade da cartilagem aritenóide homolateral, que pode resultar de invasão tumoral.
Superiormente, estende-se pelo ventrículo laríngeo, prega vestibular e prega ariepiglótica à esquerda, obliterando a gordura do espaço paraglótico homolateral. Notam-se sinais de extensão para a epiglote, bem como oblitera a gordura pré-epiglótica com sinais de comprometimento da prega faringoepiglótica esquerda.
Inferiormente, estende-se à mucosa que reveste o segmento da laringe subglótica em sua parede anterolateral esquerda, até o nível da cartilagem cricóide, que se apresenta esclerótica em seu contorno posterior esquerdo podendo resultar de invasão ou processo inflamatório relacionado ao tumor. Não há sinais de extensão aos anéis traqueais.
Medialmente, acomete as comissuras anterior e posterior, com sinais de invasão das pregas vocal e vestibular direitas, determinando obliteração quase total da coluna aérea da laringe, com lúmen residual de 0,6 x 0,2 cm no plano axial.
Lateralmente, invade a lâmina esquerda da cartilagem tireóide, com sinais de comprometimento da musculatura estriada anterior do pescoço homolateral.
Anteriormente, invade a incisura e a porção anterior da lâmina direita da cartilagem tireóide, com sinais de comprometimento da musculatura cervical anterior infrahióidea.
Posteriormente, desloca medialmente a cartilagem aritenóide esquerda, bem como determina alargamento do espaço entre as cartilagens tireoide e aritenoide esquerdas, sem nítidos planos de clivagem com a musculatura cricofaríngea e com área pós-cricóide, porém sem sinais de comprometimento da musculatura pré-vertebral.
Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado a lesão apresentou intenso realce heterogêneo.
O conjunto de achados acima mencionados é compatível com lesão neoplásica transglótica com maior eixo à esquerda.
TRAQUEOSTOMIA
Traqueostomia com interposição de cânula.
ESTENOSE TRAQUEAL
Sinais de redução do calibre traqueal que se inicia ………………., com extensão inferior por cerca de ……………….. e calibre mínimo de ………………
Estenose traqueal subglótica:
– Diâmetro pré-etenose:
– Menor diâmetro:
– Diâmetro pós-estenose:
– Distância das cordas vocais:
– Distância da carina
– Extensão da estenose:
– Distância das pregas vocais à carina:
– Diâmetro da carina:
– Diâmetro do brônquio fonte direito:
– Diâmetro do brônquio fonte esquerdo:
NASOFARINGE
Aumento volumétrico das tonsilas faríngeas (adenóides) determinando redução da coluna aérea da nasofaringe, achado habitual para a faixa etária.
CISTO DE TORNEALDT
Obs.: Presença de cisto de Tornwaldt na parede posterior da rinofaringe à direita.
OROFARINGE
Aumento volumétrico das tonsilas faríngeas (adenoides), determinando redução da coluna aérea da rinofaringe.
Aumento volumétrico das tonsilas palatinas, determinando redução da coluna aérea da orofaringe.
Aumento volumétrico das tonsilas palatinas e linguais, determinando redução da coluna aérea da orofaringe e obliteração das valéculas respectivamente.
Aumento volumétrico das tonsilas faríngeas (adenoides) e palatinas, determinando redução da coluna aérea da rino e orofaringe respectivamente.
Sinais de doença peri / endodôntica dos elementos dentários remanescentes da arcada superior. Notam-se diminutas áreas de descontinuidade óssea do assoalho do antro maxilar direito, podendo corresponder a fístulas oroantrais, no contexto clínico apropriado.
DEISCÊNCIA MILOHIOIDE
Deiscência do músculo milo-hióideo à direita com insinuação da glândula sublingual para o espaço submandibular adjacente.
A glândula sublingual direita insinua-se pela deiscência do músculo milo-hióide até a região submandibular homolateral.
ESPESSAMENTO DO COMPLEXO UVULOPALATAL
Espessamento complexo uvulopalatal determinando redução do calibre da coluna aérea da orofaringe ao nível do palato mole.
AMIGDALITE COM COLEÇÃO
Aumento volumétrico das tonsilas palatinas, as quais apresentam aspecto estriado de realce pelo meio de contraste iodado, compatível com alterações de natureza inflamatória, determinando redução luminal da orofaringe. Entretanto, não foram evidenciadas imagens compatíveis com coleções de permeio às tonsilas palatinas, detectáveis por este método.
Achados compatíveis com coleção ocupando o espaço parafaríngeo direito, estendendo-se inferiormente aos espaços sublingual e submandibular homolaterais, promovendo deslocamento medial da tonsila palatina direita e contribuindo para redução luminal da orofaringe. Esta coleção não apresenta cápsula definida, medindo cerca de 3,5 x 2,2 x 1,6 cm, mantendo contato com a glândula sublingual e deslocando inferiormente a glândula submandibular direita, determinando abaulamento local da face.
O processo inflamatório estende-se ao espaço cervical anterior direito, com densificação de seus planos gordurosos, porém sem evidências de outras coleções nesta topografia.
A glândula submandibular direita apresenta dimensões discretamente aumentadas e contornos rombos, compatível com sialoadenite por contiguidade neste contexto. Alterações semelhantes, porém menos intensas são também observadas na glândula sublingual homolateral.
Nota-se tênue densificação do espaço retrofaríngeo / perigoso desde a transição da naso com a orofaringe até o nível da área pós-cricóide, porém sem sinais de densificação da gordura mediastinal superior.
Nota-se edema do tórus tubário e da parede lateral direita de toda a faringe, com redução das dimensões da fosseta de Rosenmüller e do óstio da tuba auditiva homolaterais.
Linfonodos aumentados em número, alguns de dimensões também aumentadas, por vezes com perda de seus hilos gordurosos nas cadeias submandibulares, jugulares internas superiores, médios e inferiores, bem como nas cadeias espinais acessórias, de aspecto reacional neste contexto. Os linfonodos são maiores e mais numerosos nas cadeias cervicais direitas.
Acentuado aumento volumétrico da tonsila palatina direita, a qual apresenta realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, delimitando áreas hipoatenuantes mal definidas, algumas delas exibindo fino realce periférico, medindo em conjunto 3,5 x 2,3 x 3,2 cm (CC x AP x LL), nos maiores eixos transversos, destacando-se a maior medindo cerca de 1,0 cm no seu interior determinando, em conjunto, redução luminal da orofaringe nesta topografia. Tais achados são compatíveis com processo inflamatório / infeccioso agudo, com provável coleção/abscesso no seu interior no contexto clínico apropriado.
Superiormente estende-se ao palato mole à direita, determinando espessamento do mesmo. Nota-se também extensão para a parede lateral da rinofaringe, com obliteração da fosseta de Rosenmüller. Lateralmente há obliteração parcial e densificação da gordura do espaço parafaríngeo direito.
Tonsila palatina esquerda de dimensões aumentadas e realce homogêneo pelo meio de contraste iodado, sem evidências de coleções detectáveis ao método, contribuindo também para a redução luminal da orofaringe nesta topografia.
Tênue densificação do espaço retrofaríngeo / perigoso da nasofaringe ao plano do osso hióide. Entretanto, não há sinais de coleção nesta topografia, bem como sem sinais de densificação dos planos gordurosos do espaço visceral ou do mediastino superior.
Linfonodomegalias nos níveis IB e II bilaterais, notadamente à direita, bem como retrofaringea direita, o maior deles jugular interno superior direito, medindo 2,1 x 1,7 cm, nos maiores eixos transversos. Outros linfonodos proeminentes, porém de dimensões habituais, nos níveis V, de aspecto reacional, neste contexto.
Discreto aumento volumétrico da tonsila palatina esquerda. Destaca-se imagem compatível com coleção sem realce periférico significativo pelo meio de contraste iodado no segmento lateral da tonsila palatina esquerda, medindo cerca de 1,7 x 0,9 cm no plano axial, deslocando lateralmente o espaço parafaríngeo homolateral, o qual se apresenta parcialmente obliterado e com seus planos gordurosos densificados.
Achados compatíveis com coleção laminar acometendo o espaço retrofaríngeo / perigoso desde a transição da nasofaringe com a orofaringe, até o nível do mediastino superior, onde há densificação dos planos gordurosos locais.
Imagem compatível com coleção periamigdaliana à esquerda, apresentando realce capsular irregular pelo meio de contraste, medindo cerca de 2,2 x 1,5 x 1,5 cm nos maiores eixos. Tal coleção determina abaulamento da parede lateral esquerda da orofaringe, e se associa a espessamento do palato mole, com discreto desvio contralateral da úvula, sem extensão significativa à rinofaringe, e espessamento assimétrico da parede lateral direita da orofaringe.
Promove ainda obliteração da gordura do espaço parafaríngeo e do espaço submandibular deste lado e espessamento da parede lateral esquerda da oro e hipofaringe, até a região do seio piriforme deste lado, bem como base da língua à esquerda, bem como epiglote e prega faringoepiglótica à esquerda. Há discreta densificação da gordura pré-epiglótica e paraglótica deste lado, e determina também densificação da gordura do espaço retrofaríngeo/perigoso em todo o pescoço, sem evidências de extensão ao mediastino.
DISPLASIA CEMENTAL
Espessamento cortical difuso da mandibula e maxila com multiplos focos nodulares hiperdensos nos processos alveolares, envolvendo as raizes dentarias, com componentes hipoatenuantes associados, que se insinuam para o interior dos seios maxilares e abaulam os contornos da mandibular. Destaca-se aumento volumétrico do corpo mandibular a esquerda que apresenta-se preenchido por material com atenuação de partes moles e realce ao meio de contraste iodado, mantendo íntimo contato com canal do nervo alveolar inferior homolateral. Nota-se ainda área de descontinuidade da cortical na face vestibular nesta topografia. Não há sinais de reação periosteal ou reabsorção de elementos dentários.
Este conjunto de achados não é específico, devendo-se considerar como principal hipotese a de lesões múltiplas de natureza odontogenica, dentre elas displasia cemento-óssea periapical. As alterações comprometendo o angulo e ramo ascendete esquerdos da mandibula pode representar alteraçoes sequelares de eventual manipulacao cirurgica associado a lesoes cementoósseas, não sendo possível descartar a possibilidade de processo inflamatorio / infeccioso associado. Correlacionar com dados clinicos e laboratoriais.
ABSCESSO ODONTOGÊNICO
Coleção líquida laminar, com bolhas gasosas de permeio, junto à face vestibular da porção esquerda do corpo da mandíbula, na altura dos pré-molares e primeiro e segundo molar deste lado e envolvendo o forame mentoniano Mede cerca de 2,9 x 1,6 x 0,5 cm. Há densificação dos planos musculoadiposos adjacentes, com extensão para a região submandibular, com espessamento do complexo platisma / fáscia cervical superficial e abaulamento local.
Nota-se extensão para o músculo masseter e bucinador à esquerda, determinando espessamento dos mesmos. Nota-se obliteração do espaço parafaríngeo esquerdo.
O terceiro molar inferior esquerdo está incluso no processo alveolar da mandíbula, de curso oblíquo e com a coroa desviada medialmente, mantendo contato com o colo do molar adjacente. Achados compatíveis com cisto periapical relacionada às raízes do segundo molar inferior esquerdo que mantém contato com o canal do nervo alveolar e nota-se tênue descontinuidade da cortical lingual adjacente. Notam-se sinais de osteíte condensante junto aos molares.
Sinais de doença periodôntica no terceiro molar inferior esquerdo com reabsorção do processo alveolar ao redor do colo e do segmento superior das raízes deste elemento dentário, com afilamento da cortical lingual adjacente. Achados compatíveis com coleção exibindo realce capsular pelo meio de contraste iodado, medindo cerca de 3,0 x 2,0 x 0,9 cm nos seus maiores eixos, adjacente à face lingual do processo alveolar no nível do terceiro molar inferior esquerdo, favorecendo a possibilidade de abscesso odontogênico neste contexto, localizado no espaço sublingual esquerdo, promovendo deslocamento medial desta glândula salivar. A glândula sublingual esquerda apresenta dimensões aumentadas e intenso realce pelo meio de contraste, compatível com sialoadenite por contiguidade.
O processo inflamatório densifica os planos adiposos do assoalho bucal, dos espaços submandibulares e submentoniano, bem como do subcutâneo adjacente, sendo tais alterações mais evidentes à esquerda, observando-se também densificação da gordura dos espaços mastigador e parafaríngeo homolaterais. Há espessamento do complexo platisma / fáscia superficial nestas topografias, com discreto abaulamento local.
Linfonodos aumentados em número, porém mantendo dimensões e demais características tomográficas preservadas nas cadeias submandibulares, submentoniana, jugulares internas superiores, médias e inferiores, bem como nas cadeias espinais acessórias e supraclaviculares, sendo maiores e mais numerosos à esquerda, de aspecto reacional neste contexto.
Achados compatíveis com doença peri e endodôntica no primeiro molar inferior direito com reabsorção do processo alveolar ao redor de suas raízes e formação de pequenos cistos periapicais. Este elemento dentário apresenta erosão parcial de sua coroa, sendo que o cisto periapical relacionado à sua raiz posterior rompe a cortical lingual do processo alveolar adjacente.
Achados compatíveis com coleção de limites mal definidos, medindo cerca de 1,5 x 1,4 x 0,5 cm nos seus maiores eixos, exibindo realce capsular pelo meio de contraste iodado, localizado no espaço sublingual direito, adjacente à face lingual do processo alveolar no nível da rotura cortical acima mencionada. Tal coleção circunda a face lingual e inferior do corpo mandibular adjacente, obliterando os planos músculo-adiposos regionais, determinando deslocamento do músculo milo-hióideo. O conjunto de achados favorece a possibilidade de abscesso odontogênico neste contexto. As glândulas sublingual e submandibular direitas apresentam dimensões aumentadas e intenso realce pelo meio de contraste, compatível com sialoadenite por contiguidade.
O processo inflamatório densifica os planos adiposos do assoalho bucal, dos espaços submandibulares, cervicais anteriores e submentoniano, bem como do subcutâneo adjacente, sendo tais alterações mais evidentes à direita, observando-se também densificação da gordura dos espaços bucal, mastigador e parafaríngeo homolaterais. Há espessamento do complexo platisma / fáscia superficial nestas topografias, com discreto abaulamento local, com aparente extensão à pele, não sendo possível afastar a possibilidade de fístula neste contexto.
Linfonodos aumentados em número, alguns de dimensões também aumentadas, por vezes com perda de seus hilos gordurosos nas cadeias submandibulares, submentoniana, jugulares internas superiores, médias e inferiores, bem como nas cadeias espinais acessórias e supraclaviculares, sendo maiores e mais numerosos nas cadeias cervicais direitas.
HEMANGIOMA UVULOPALATAL
Imagem nodular ovalada, circunscrita, com isossinal em T1 e hipersinal em T2, medindo cerca de 3,2 x 3,0 x 1,8 cm nos seus maiores eixos, com aparente base de implantação no segmento inferior do palato mole à direita, apresentando crescimento exofítico inferior, mantendo amplo contato com a tonsila palatina homolateral, sem nítidos planos de clivagem com a mesma, reduzindo a luz da orofaringe nesta topografia. Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se intenso realce homogêneo de toda a lesão. Destacam-se ainda pequenos flow-voids de permeio, compatível com estruturas vasculares.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, não sendo possível afastar as possibilidades de lesão de natureza vascular ou mesmo de natureza neoplásica com intensa vascularização, dentre as hipóteses diagnósticas.
CEC OROFARINGE
Lesão expansiva e infiltrativa de origem presumida na parede posterolateral esquerda da orofaringe, com realce intenso e predominantemente homogêneo pelo meio de contraste, medindo cerca de 5,8 x 3,2 cm nos maiores eixos.
Anteriormente invade o assoalho bucal e a língua oral à esquerda, com extensão também pela mucosa jugal até a região do trígono retromolar deste lado, onde se observa contato com o ramo mandibular, porém sem sinais de erosão óssea.
Posteriormente, invade a parede posterior da orofaringe, oblitera os planos musculoadiposos do espaço retrofaríngeo/perigoso deste lado e mantém contato com conglomerado linfonodal à esquerda.
Superiormente, determina espessamento e realce heterogêneo das paredes posterior e lateral da rinofaringe, também com comprometimento do espaço retrofaríngeo neste nível, obliterando as fossetas de Rosenmüller. Compromete também o palato mole à esquerda, com extensão até o nível da úvula, e se estende para a mucosa que reveste o teto da cavidade oral à esquerda, notando-se discreto alargamento assimétrico do canal palatino maior deste lado, que pode representar disseminação perineural.
Inferiormente envolve o corno maior esquerdo do osso hioide, estendendo-se pela parede lateral da orofaringe até a região da prega faringoepiglótica homolateral, com sinais de invasão da epiglote deste lado.
Lateralmente oblitera o espaço parafaríngeo esquerdo e mantém contato com conglomerados linfonodais necróticos deste lado, porém não se observa comprometimento significativo do espaço mastigatório.
Conglomerados linfonodais com realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas centrais de necrose/liquefação, nos níveis II e III bilaterais, bem como IV e V esquerdos e retrofaríngeos laterais, o maior medindo 4,5 x 3,4 cm nos maiores eixos transversos. Promovem obliteração completa da luz da artéria carótida intera esquerda no seu segmento supra-hioideo e da veia jugular interna em todo o pescoço, com sinais de invasão destas estruturas vaculares. Mantêm contato sem nítidos planos de clivagem com a face medial do músculo esternocleidomastoideo esquerdo, com sinais de invasão no segmento médio, e determinam abaulamento local da região adjacente ao ângulo da mandíbula deste lado.
CEC TONSILA
Formação expansiva / infiltrativa com coeficientes de atenuação de partes moles e realce intenso e heterogêneo pelo meio de contraste iodado, com origem presumida na fossa tonsilar esquerda.
Anteriormente, a lesão apresenta extensão para a base da língua à esquerda, bem como extensão incipiente para o segmento posterior da língua oral, obliterando parcialmente o espaço sublingual, sem sinais de englobamento do feixe vasculonervoso. Nota-se contato da lesão com o músculo milo-hioide homolateral, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo
Lateralmente invade os músculos pterigóides medial e lateral esquerdos, bem como o espaço parafaríngeo homolateral, e mantém contato com o ramo da esquerdo da mandíbula e oblitera o forame mandibular, porém sem sinais de destruição óssea ou de alargamento do canal do nervo alveolar inferior homolateral. Esclerose óssea do processo e lâmina lateral pteriogoide à esquerda que pode representar alteração inflamatório reacional, não sendo possível afastar a possibilidade de extensão lesional.l
Superiormente infiltra o palato mole até a úvula, bem como se nota espessamento da parede lateral esquerda da rinofaringe e do toro tubário que pode estar relacionado a extensão da lesão.
Inferiormente infiltra a parede lateral esquerda da orofaringe, bem como as pregas glossoepiglótica e faringoepiglótica homolateral, e as margens livre e fixa da epiglote, obliterando a valécula esquerda e o espaço pré-epiglótico. Nota-se espessamento com realce assimétrico da prega ariepiglótica esquerda, da parede lateral da hipofaringe deste lado com obliteração do seio piriforme homolateral, denotando extensão da lesão.
Posteriormente infiltra as paredes posteriores da orofaringe e hipofaringe, bem como os músculos pré-vertebrais homolaterais, e mantém contato com ramos da artéria carótida externa esquerda, sem nítidos planos de clivagem com os mesmos.
Medialmente, não há sinais de extensão para o palato mole ou paredes posteriores da orofaringe e hipofaringe.
Lesão expansiva e infiltrativa de origem presumida na fossa tonsilar esquerda, exibindo realce heterogêneo pelo meio de contraste, com irregularidade de seus contornos, podendo estar relacionada a ulcerações, medindo cerca de 4,0 x 1,7 x 3,2 cm nos maiores eixos.
Anteriormente infiltra o pilar anterior da tonsila e a base da língua homolateral, com sinais incipientes de extensão à língua oral à esquerda.
Posteriormente invade o pilar posterior da tonsila e se estende até o aspecto lateral esquerdo da parede posterior da orofaringe. Não há sinais de extensão ao espaço retrofaríngeo.
Superiormente infiltra o palato mole à esquerda, sem extensão contralateral, bem como determina discreta extensão à parede lateral esquerda da rinofaringe.
Inferiormente determina espessamento da parede lateral da orofaringe até a altura da epiglote, sem sinais de comprometimento da prega faringoepiglótica à esquerda, epiglote e espaço pré-epiglótico.
Lateralmente determina discreta obliteração dos planos adiposos do espaço parafaríngeo esquerdo sem sinais de comprometimento para a musculatura do espaço mastigador.
Medialmente, não há sinais de extensão para a orofaringe ou cavidade oral direita.
Formação expansiva / infiltrativa com intenso realce pelo meio de contraste iodado e origem presumida na fossa tonsilar esquerda. Superiormente infiltra o palato mole até a úvula, sem sinais de extensão contralateral ou para a rinofaringe. Inferiormente apresenta-se restrita à orofaringe. Valéculas, pregas glossofaríngeas e prega glossoepiglótica de aspecto habitual. Anteriormente mantém contato com a base da língua esquerda, porém sem sinais definitivos de comprometimento da mesma. Anteriormente e lateralmente infiltra a parede lateral da orofaringe até a região do trígono retromolar, mantém contato com o músculo pterigóide medial esquerdo, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo, bem como o ramo da mandíbula, sem sinais de erosão óssea e oblitera parcialmente a gordura do espaço parafaríngeo homolateral. A lesão mantém contato menor que 180180 graus com a artéria carótida interna esquerda, sem sinais definitivos de invasão do espaço carotídeo. Posteriormente infiltra a parede posterior da orofaringe, porém sem sinais de extensão ao espaço retrofaríngeo / perigoso. Medialmente determina redução da coluna aérea da orofaringe resultante do aumento volumétrico da tonsila palatina esquerda em decorrência da infiltração pela lesão. Não há sinais de extensão para a orofaringe contralateral.
Conglomerado linfonodal no nível II esquerdo, com realce periférico pelo meio de contraste, delimitando áreas centrais de necrose / liquefação, compatível com metástase nodal da lesão neste contexto clínico. O conglomerado mantém contato com a margem anterior do músculo esternocleidomastóideo homolateral, porém sem evidências de comprometimento do mesmo, bem como determina compressão e deslocamento posterior da veia jugular interna esquerda que tem opacificação habitual. Observam-se ainda outras linfonodomegalias no nível IIB esquerdo com características semelhantes. Linfonodos aumentados em número com intensa impregnação pelo contraste endovenoso, porém permanecendo com dimensões preservadas nos níveis III e V esquerdos e II direito.
CEC LÍNGUA
Formação expansiva e infiltrativa na borda lateral da hemilíngua esquerda, com atenuação de partes moles e contornos irregulares, apresentando realce heterogêneo pelo contraste, com área de ulceração local.
A lesão se estende ao assoalho bucal, por onde se estende para a mucosa jugal na região do trígono retromolar deste lado, mantendo contato com a face anterior do ramo mandibular. Não há sinais significativos de extensão contralateral, para a base da língua ou demais planos musculoadiposos.
Lesão expansiva e infiltrativa de origem presumida na hemilíngua oral direita, exibindo realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando área central de necrose/liquefação e medindo cerca de 6,1x 2,5 x 4,0 cm nos maiores eixos.
Anteriormente, invade a hemilíngua oral direita até o terço anterior, notando-se de irregularidade de seu contorno que pode ulceração na face lateral da mesma no contexto clínico apropriado.
Posteriormente infiltra a base da hemilíngua homolateral, sem planos de clivagem com a fossa tonsilar.
Lateralmente, mantém contato com o músculo milo-hioide.
Medialmente promove deslocamento do feixe neurovascular da hemilíngua e do músculo genioglosso homolateral, sem evidências de extensão a língua contralateral.
Inferiormente oblitera o espaço sublingual esquerdo, notando-se discreta ectasia ductal e na glândula submandibular direita.
Superiormente, apresenta-se restrita à língua.
Conglomerado linfonodal com realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas centrais de necrose/liquefação, localizado na cadeia jugular interna superior à direita, medindo cerca de 2,5 x 1,9 x 3,2 cm.
Linfonodos aumentados em número, alguns perda de seus hilos gordurosos nas cadeias jugulares internas médias e inferiores e superior esquerda.
CEC TRÍGONO
Lesão de aspecto expansivo e infiltrativo comprometendo o trígono retromolar à esquerda que apresenta impregnação pelo contraste endovenoso. Os artefatos de origem dentária prejudicam parcialmente a análise desta topografia. A lesão descrita estende-se lateralmente para as faces ou oclusão em lingual da mandíbula à esquerda, associado a erosão óssea da cortical lingual adjacente da mandíbula Superiormente, não há sinais definitivos de extensão à maxila, porém com os artefatos descritos prejudicam parcialmente esta análise. Medialmente, a lesão descrita compromete a base da língua e a língua oral, bem como oblitera discretamente o espaço sublingual homolateral. Inferiormente, há sinais de comprometimento do músculo milo-hioide e mantém contato com a glândula submandibular homolateral. Não há sinais de extensão à rafe mediana ou a língua contralateral. Anteriormente, a lesão estende-se até a altura do primeiro molar inferior esquerdo. Posteriormente, a lesão compromete a base da língua, bem como a porção anterior da fossa tonsilar. Nota-se contato da lesão descrita com o músculo pterigóide medial, que oblitera parcialmente o espaço parafaríngeo homolateral. Superiormente, a lesão aparentemente está restrita à fossa tonsilar.
PÓS OP CEC LÍNGUA
Sinais de manipulação cirúrgica na borda lateral da hemilíngua esquerda. Nesta topografia, no entanto, observa-se tecido irregular com realce predominantemente homogêneo pelo meio de contraste que pode resultar de alterações fibrocicatriciais ou mesmo de recidiva / remanescente lesional, no contexto clínico apropriado. Nota-se tecido com discreto efeito expansivo e realce homogêneo pelo meio de contraste iodado na topografia do trígono retromolar esquerdo, não sendo possível afastar a possibilidade de lesão de natureza residual / recidivada neste contexto.
HIPOFARINGE
CEC PREGA ARIEPIGLOTICA
Formação expansiva / infiltrativa com coeficientes de atenuação de partes moles e epicentro presumido na prega ariepiglotica esquerda.
Superiormente a lesão se estende atraves da mucosa da hipofaringe e orafaringe infratonsilar a esquerda, sem sinais de comprometimento tonsilar. Inferiormente a lesão se estende através da mucosa ate nÍvel dos ventrículos laríngeos.
Anteriormente a lesão, se estende para a epiglote e oblitera a gordura pre-epiglotica a esquerda.
Posteriormente a lesão se estende para hipofaringe, invadindo o seio piriforme e promovendo obliteração parcial do mesmo, estando aparentemente limitada pelo fascia pre vertebral.
Medialmente a lesão estende-se através do plano mediano no nivel da laringe supraglotica e envolve a prega ariepiglotica direita.
Lateralmente a lesão invade a lamina esquerda da cartilagem tireoide, queapresenta-se esclerotica, e a membrana tireohioide, sem planos de clivagem com a musculatura estriada anterior do pescoço a esquerda.
Apos a injeção EV do meio de contraste iodado, a lesão apresentou realce heterogêneo, delimitando-se áreas císticas centrais compatíveis com necrose / liquefação.
CEC SEIO PIRIFORME
Lesão expansiva e infiltrativa com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, delimitando áreas de necrose / liquefação, originada no seio piriforme direito.
Anteriormente invade a prega ariepiglótica direita, com consequente invasão da gordura paraglótica deste lado e extensão para a prega faringoepiglótica e epiglote, com grande perda de substância destas. Há invasão da gordura pré-epiglótica e envolvimento do corno direito do osso hioide, com erosão deste. Invade a base da língua à direita, por onde se estende para o terço posterior do assoalho bucal deste lado e pequena extensão para a base da língua à esquerda com consequente invasão da parede lateral esquerda da orofaringe e prega ariepiglótica deste lado.
Posteriormente se estende para a parede posterior do seio piriforme, com invasão do espaço retrofaríngeo e em íntimo contato, sem planos de clivagem, com a musculatura pré-vertebral.
Superiormente invade a parede lateral direita da orofaringe, com extensão até o nível do palato mole, com invasão deste até a úvula, porém sem extensão contralateral. Há pequeno comprometimento da gordura do espaço parafaríngeo neste nível.
Inferiormente invade a laringe glótica, principalmente à direita, com grande invasão da prega vocal direita e da comissura anterior, com pequena extensão para a prega vocal contralateral. Há também invasão da gordura paraglótica adjacente. Destaca-se pequeno espessamento da parede lateral direita da laringe subglótica, que pode representar extensão da lesão. Envolve a lâmina direita da cartilagem tireoide, heterogênea, e compromete a musculatura pré-tireoidiana deste lado e mantém discreto contato com o aspecto mais superior do lobo tireoidiano direito. Há também invasão do espaço tireoaritenoideo direito, alargado e obliterado, e pequeno comprometimento da hipofaringe à direita. Nota-se esclerose da cartilagem aritenóide direita e discreto do aspecto superior do arco posterior da cricoide, que denota comprometimento pela lesão.
Lateralmente ultrapassa o limite da membrana tireohioidea, com invasão dos planos gordurosos adjacentes, e apresenta contato com o conglomerado linfonodal adjacente.
Conglomerado linfonodal com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, delimitando extensa área de necrose / liquefação, localizado nos níveis II, III e VA direitos, associado à densificação dos planos gordurosos ao redor, que denota extravasamento extracapsular, e invade o músculo esternocleidomastóideo e os planos gordurosos adjacentes, também deslocando medialmente as estruturas do espaço carotídeo, com obliteração da veia jugular interna neste nível. Mede cerca de 5,3 x 3,8 cm nos seus maiores eixos transversos.
Outros linfonodos aumentados em número e com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado são caracterizados nas demais cadeias cervicais bilaterais, inespecíficos.
O segmento caudal da veia jugular interna direita, após o conglomerado linfonodal acima descrito, apresenta discreto conteúdo hipoatenuante, que pode estar relacionado a pequeno componente de trombo ou mesmo extensão da lesão.
Formação expansiva / infiltrativa com realce irregular pelo meio de contraste iodado, com origem presumida no seio piriforme direito.
Superiormente estende-se da prega ariepiglótica direita à prega faringoepiglótica homolateral, bem como à porção fixa da epiglote, com sinais de extensão incipiente para a linha mediana e para o lado contra-lateral nesta topografia, e ainda à parede lateral da hipofaringe e obliterando discretamente o espaço pré-epiglótico, porém sem sinais de comprometimento das valéculas ou orofaringe.
Inferiormente infiltra a falsa prega vocal, o vestíbulo laríngeo e a porção posterior da prega vocal homolaterais, junto a cartilagem aritenoide.
Anterior e lateralmente infiltra e ocupa o espaço paraglótico direito, mantendo contato com a cartilagem tireóide adjacente.
Posterior e medialmente estende-se à parede posterior da hipofaringe, cruzando a linha mediana nesta topografia, com aparente infiltração da prega ariepiglótica contralateral. Não há sinais de comprometimento da transição entre a hipofaringe e o esôfago proximal ou da região subglótica.
Tais achados sugerem a possibilidade de lesão de natureza neoplásica de alta agressividade, dentre os diagnósticos diferenciais.
Nota-se, ainda, formação expansiva com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, delimitando áreas centrais hipoatenuantes que podem corresponder à necrose / liquefação, localizada lateralmente e em íntimo contato com o espaço carotídeo direito, medindo cerca de 5,2 x 2,8 x 2,9 cm (CC x LL x AP), apresentando componentes supra e infra-hióides, que, em associação à lesão laríngea, deve corresponder a conglomerado linfonodal da cadeia jugular interna direita (nível II e III), relacionado à extensão nodal do processo neoplásico. Tal conglomerado ganglionar apresenta contornos irregulares, que pode representar disseminação extra-nodal com contato com o músculo esternocleidomastóideo direito, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo, notadamente no nível do osso hióide. Medialmente desloca para a esquerda as artérias carótidas comum e carótida interna direitas, (contato <180 graus) obliterando ligeiramente a gordura do espaço parafaríngeo homolateral. Superiormente se estende até próximo ao lobo profundo da parótida , sem sinais de extensão para o mesmo. Anterior e inferiormente desloca anteriormente a glândula submandibular direita, obliterando o plano gorduroso interposto, porém sem sinais de infiltração glandular. Posteriormente desloca a veia jugular interna direita, estreitando-a no nível de C3, porém sem sinais definitivos de trombose a montante.
CEC HIPOFARINGE/ESÔFAGO PROXIMAL
Lesão expansiva e infiltrativa originada na transição da hipofaringe e esôfago, com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, com delimitação de áreas de necrose/liquefação.
Superiormente invade toda a hipofaringe, com extensão para os seios piriformes, notadamente o direito.
Inferiormente se estende por todo o segmento cervical do esôfago.
Anteriormente invade a traqueia e a laringe nos seus segmentos glótico e subglótico, com obstrução da coluna aérea local, notando-se amplas erosões do arco posterior da da cartilagem cricoide e nos aspectos mais posteroinferiores das lâminas da cartilagem tireoide, e compromete os aneis traqueais iniciais. Há também invasão das bandas ventriculares e pregas ariepiglóticas, notadamente a direita.
Posteriormente invade o espaço retrofaríngeo e a músculo pré-vertebral.
Lateralmente invade os lobos tireoidianos e oblitera os sulcos traqueoesofágicos.
PERFURAÇÃO ESOFÁGICA
Acentuado espessamento circunferencial das paredes do esôfago cervical com obliteração dos planos adiposos adjacentes, destacando-se áreas de enfisema paraesofágico e de permeio aos espaços perigoso / retrofaríngeo.
Achados compatíveis com extensa coleção no espaço retrofaríngeo / perigoso, se estendendo desde a nasofaringe até o nível do espaço visceral, na altura dos lobos tireoidianos, com focos gasosos de permeio. Esta coleção oblitera os planos adiposos regionais e determina deslocamento anterior das estruturas da faringe e da laringe, bem como do segmento cervical da traqueia.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de perfuração do segmento cervical do esôfago, com consequente processo inflamatório associado.
O processo inflamatório estende-se inferiormente, densificando a gordura dos sulcos traqueoesofágicos e do mediastino superior, porém sem evidências de outras coleções nestas topografias.
Achados compatíveis com extenso edema de todo o espaço mucoso faríngeo e da mucosa da laringe, determinando acentuada redução luminal da orofaringe, com obliteração das valéculas e dos recessos piriformes. Destaca-se também espessamento concêntrico da mucosa do segmento cervical da traqueia, que também deve resultar de alterações de natureza inflamatória neste contexto.
O processo inflamatório determina obliteração dos planos adiposos da região anterolateral do pescoço, com espessamento do complexo platisma / fáscia superficial, com reticulação da gordura subcutânea do hemipescoço esquerdo, com abaulamento local. O processo inflamatório também determina aumento volumétrico e alteração dos coeficientes de atenuação da glândula parótida esquerda, compatível com parotidite por contiguidade, também associada a abaulamento local.
Formação expansiva e infiltrativa com atenuação de partes moles e realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado localizada no …………
Após a injeção do meio de contraste iodado a lesão apresentou realce heterogêneo, delimitando áreas hipoatenuantes de permeio compatíveis com necrose/liquefação.
Espessamento e densificação da pele e do tecido subcutâneo na região ……………… do pescoço, compatível com alterações actínicas.
LINFONODOS
Linfonodomegalias coalescentes com características metastáticas e atenuação heterogênea são observadas nos níveis …………….
Após a injeção do meio de contraste iodado nota-se realce heterogêneo das linfonodomegalias, delimitando áreas hipoatenuantes de permeio, compatíveis com necrose/liquefação.
Linfonodomegalias coalescentes com características metastáticas, caracterizadas por atenuação heterogênea e realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas hipoatenuantes de permeio, compatíveis com necrose/liquefação, são observadas nos níveis …………….
Linfonodos aumentados em número, mantendo as suas características tomográficas habituais, nos níveis ……………
Linfonodos de dimensões aumentadas, porém mantendo suas características tomográficas habituais, nos níveis ……………
Linfonodos aumentados em número, alguns de dimensões também aumentadas, por vezes com perda dos hilos gordurosos, nos níveis ………………….., o maior com cerca de ………………. nos seus maiores eixos transversos.
ABSCESSO LINFONODAL
Achados compatíveis com volumosa coleção com origem presumida a partir de um linfonodo abscedado ocupando as cadeias jugulares internas superior e média esquerdas, com realce capsular grosseiro e septos internos, medindo cerca de 5,3 x 4,2 x 4,0 cm nos seus maiores eixos, determinando abaulamento local. Promove deslocamento anterior da glândula submandibular esquerda, mantendo amplo contato com a parede medial do músculo esternocleidomastóideo homolateral, sem nítidos planos de clivagem com o mesmo, que apresenta aumento de suas dimensões e realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, compatível com miosite associada. Medialmente mantém contato com o sistema carotídeo esquerdo, sem a caracterização da opacificação da veia jugular interna homolateral, que pode estar comprimida ou mesmo trombosada nesta topografia.
Notam-se outros linfonodos de dimensões aumentadas, apresentando pequenas áreas centrais de necrose / liquefação, situados nas cadeias jugulares internas superiores e médias, bem como na cadeia espinal acessória esquerdas.
Linfonodos aumentados em número, alguns sem a caracterização de seus hilos gordurosos, por vezes de dimensões aumentadas nas cadeias submandibulares, jugulares internas superiores, médias e inferiores, espinais acessórias e nas fossas supraclaviculares, sendo maiores e mais numerosos à esquerda.
Nota-se densificação dos planos gordurosos dos espaços submandibular, submentoniano, cervical anterior, carotídeo, cervical posterior e da fossa supraclavicular à esquerda.
Destaca-se também densificação da gordura subcutânea, com espessamento da pele e da fascia superficial/músculo platisma.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de alterações de natureza inflamatória, no contexto clínico apropriado.
TB GANGLIONAR
Linfonodomegalias nas cadeias jugulares internas superior, média e inferior, espinal acessória e supraclavicular esquerdas, algumas delas coalescentes, com realce periférico pelo meio de contraste iodado, delimitando áreas centrais hipoatenuantes, compatíveis com necrose / liquefação, destacando-se os maiores conglomerados nas cadeias jugular interna superior esquerda e supraclavicular homolaterais. Notam-se outras linfonodomegalias com centro de necrose / liquefação nas cadeias axilar e pré-peitoral direitas.
Linfonodos aumentados em número, alguns de dimensões também aumentadas, nas cadeias mediastinais, os quais serão descritos no relatório do estudo dirigido realizado no mesmo dia.
O conjunto de achados acima mencionado, embora inespecífico, sugere a possibilidade de doença granulomatosa, no contexto clínico apropriado.
Linfonodomegalias por vezes coalescentes, com perda das suas características habituais e realce heterogêneo pelo meio de contraste, delimitando áreas hipoatenuantes de permeio, compatíveis com necrose/liquefação, nas cadeias jugulares internas superiores, médias e inferiores, espinais acessórias, visceral e supraclaviculares, bem como na cadeia retrofaríngea direita, determinando abaulamentos locais. O maior linfonodo mede cerca de 3,4 x 2,8 cm no plano axial, situado na transição entre as cadeias jugulares internas superior e média direitas. Linfonodos com características semelhantes são também vistos no mediastino, onde serão mais bem avaliados através do estudo tomográfico dirigido do tórax, realizado no mesmo dia.
Os linfonodos acima mencionados comprimem as veias jugulares internas, obliteram os planos adiposos e mantêm amplo contato com a face medial dos músculos esternocleidomastóideo, bem como com a face posterior das glândulas submandibulares, com discreto deslocamento anterior das mesmas.
O conjunto de achados acima descrito favorece a possibilidade de doença inflamatória crônica granulomatosa específica, no contexto clínico apropriado.
LINFOMA
Linfonodos aumentados em número, a maioria de dimensões também aumentadas e sem a caracterização de seus hilos gordurosos, exibindo realce predominantemente homogêneo pelo meio de contraste iodado, sem áreas de necrose / liquefação detectáveis por este método, situados nas cadeias submandibulares, submentoniana, jugulares internas superiores, médias e inferiores, retrofaríngeas, espinais acessórias, supraclaviculares e visceral. O maior linfonodo mede cerca de 4,0 x 2,5 cm no plano axial, ocupando as cadeias jugulares internas média e inferior esquerdas, comprimindo a veia jugular interna adjacente, mantendo amplo contato com a face medial do músculo esternocleidomastóideo e determinando discreto abaulamento local.
Linfonodomegalias com características semelhantes e tendendo a coalescência são também identificadas no mediastino superior, determinando acentuada compressão da veia braquiocefálica esquerda e discreta compressão da veia cava superior. Entretanto, as linfonodomegalias mediastinais poderão ser mais bem avaliadas através do estudo tomográfico dirigido do tórax, a critério clínico.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de doença linfoproliferativa, dentre as possibilidades diagnósticas.
DERMOIDE
Lesão expansiva de limites bem definidos e contornos regulares, com isossinal em T1 e hipersinal em T2, sem impregnação significativa pelo agente de contraste, medindo 1,7 x 1,6 x 1,2 cm, localizada adjacente ao contorno lateral da sutura frontozigomática esquerda. Determina abaulamento cutâneo e remodelamento ósseo (“atrofia de pressão”)adjacente, com sinais de restrição à livre movimentação das moléculas de água.
ID: Lesão expansiva na topografia da sutura frontozigomática esquerda, que deve corresponder a cisto de inclusão dérmica (dermóide / epidermóide).
CISTO DE FENDA
Formação expansiva com coeficientes de atenuação heterogêneos e discreto realce ao meio de contraste iodado, medindo 3,0 x 2,0 x 1,9 cm nos maiores eixos, localizada na região cervical posterior esquerda, deslocando a glândula submandibular anteriormente, a glândula parótida superiormente, o músculo esternocleidomastóideo lateralmente e as estruturas do espaço carotídeo medialmente. Tal formação provoca discreta compressão extrínseca e redução luminal da veia jugular interna. Associam-se densificação dos planos adiposos locais e espessamento do complexo fáscia superficial / platisma nestas topografias. Glândula submandibular esquerda apresentando realce heterogêneo ao meio de contraste iodado, podendo representar processo inflamatório (sialoadenite) por contiguidade.
O conjunto de achados não é específico, mas as possibiliades de cisto de segunda fenda branquial associado a processo inflamatório / infeccioso e linfonodomegalia devem ser consideradas entre os possíveis diagnósticos diferenciais.
NERVO OLFATÓRIO
Alteração de sinal dos bulbos e tratos olfatórios em toda a extensão ao longo das goteiras olfatórias, que pode decorrer de alterações glióticas sequelares.
SEDANO
Achados compatíveis com fissura incompleta da asa nasal esquerda, determinando alargamento e deformidade do vestíbulo nasal homolateral. Não foram encontradas alterações ósseas associadas, detectáveis por este método.
GOLDENHAR
Achados compatíveis com microssomia hemifacial direita caracterizada por:
Redução das dimensões da órbita direita com hipoplasia do osso maxilar e da asa maior correspondente do esfenoide.
O arco zigomático direito apresenta-se hipoplásico, porém contínuo.
Hipoplasia da hemimandíbula direita, notando-se retificação da cavidade articular e eminência temporal e acentuada redução das dimensões da cabeça mandibular, irregular. O conjunto de achados determina desvio do mento para a direita.
Redução das dimensões da glândula parótida direita, que se apresenta parcialmente lipossubstituída.
Fosseta cutânea à direita, no nível da bochecha, associado a trajeto linear hiperatenuante através dos planos superficiais, não sendo possível afastar a possibilidade de seio / fístula de remanescente branquial.
Observa-se superiormente outra fosseta de menores dimensões, que também pode corresponder à remanescente branquial.
Achados compatíveis com microssomia hemifacial esquerda caracterizada por:
Redução das dimensões da órbita esquerda com certa hipoplasia do osso maxilar correspondente.
O arco zigomático esquerdo apresenta-se espessado, de aspecto incompleto em seu segmento posterior.
Hipoplasia da hemimandíbula esquerda, notadamente do côndilo e do colo mandibulares homolaterais, notando-se superfície mandibular rasa e tubérculo articular hipodesenvolvido. Associadamente nota-se acentuada hipertrofia do processo coronóide esquerdo, que se estende até o nível da escama temporal correspondente, margeando-a lateralmente.
O conjunto de achados acima mencionado determina desvio do mento para a esquerda.
Descontinuidade da porção mediana e posterior do palato duro, sem a caracterização do vômer por este método.
Redução das dimensões da glândula parótida esquerda, que se apresenta parcialmente lipossubstituída, notando-se trajeto linear hiperatenuante através da mesma, com aparente extensão aos planos dérmicos, não sendo possível afastar a possibilidade de sinus oriundo do primeiro arco branquial, no contexto clínico apropriado.
SD PERRY ROMBERG (HEMIATROFIA FACIAL ASSOCIADA A ESCLERODERMIA)
Sinais de manipulação cirúrgica da hemiface direita, caracterizados por enxerto de pele e tecido subcutâneo deste lado, com grande quantidade de componente gorduroso, sem a caracterização de realces anômalos, que se estende para a região submandibular.
Redução de volume das glândulas salivares à direita, porém mantendo intensidade de sinal normal.
Redução das dimensões dos músculos mastigatórios direitos, bem como hipoplasia da hemimandíbula deste lado e da maxila, inclusive do seio maxilar deste lado, que pode decorrer da doença de base.
Infradesnivelamento do assoalho orbitário direito.
GORLIN GOLTZ
Múltiplas lesões císticas, predominantemente multiloculadas, de aspecto insuflativo, localizadas no corpo, na região mentoniana e no ramo direito da mandíbula, bem como nos ossos maxilares, exibindo mínimo realce periférico interno pelo meio de contraste iodado endovenoso. As lesões apresentam padrão de crescimento predominantemente longitudinal e expandem a medular óssea, determinando afilamento cortical, de contornos lisos e bem definidos, bem como deslocamento caudal do canal do nervo alveolar inferior direito. A maioria das lesões apresenta-se relacionada a elementos dentários inclusos. Na maxila, promovem remodelamento do assoalho dos antros maxilares, apresentando focos de calcificação de permeio. No ramo mandibular direito, a lesão estreita o forame mandibular. Nesta topografia localiza-se a maior das lesões císticas, determinando descontinuidades ósseas focais, com realce periférico interno pelo meio de contraste iodado, sendo associada a exuberante reação periosteal do tipo laminar, com aparente coleção de permeio ao músculo masseter direito, que poderá ser confirmada através de estudo de ressonância magnética dirigido da face, a critério clínico. A reação periosteal determinada pela lesão favorece a possibilidade de alteração inflamatória óssea crônica do ramo direito da mandíbula, no contexto clínico apropriado. Estes achados são compatíveis com múltiplos queratocistos odontogênicos.
Como achados adicionais observam-se sinais de prognatismo, tênue hipoplasia mediofacial, calcificações da foice do cérebro e da tenda do cerebelo. Tais achados são compatíveis com síndrome de Gorlin-Goltz.
ABSCESSO ESPAÇO MASTIGATÓRIO
Houve aumento do extenso processo inflamatório acometendo o espaço mastigador direito.
As três coleções descritas no estudo de referência apresentam tendência à coalescência, exibindo realce periférico e múltiplos septos internos, com focos gasosos de permeio, acometendo a fossa infratemporal, a musculatura pterigóidea, o músculo masseter e o músculo temporal, bem como a gordura bucomassetérica à direita, estendendo-se medialmente a porção lateral da tonsila palatina direita, com aumento de seu volume em comparação com estudo de referência, determinando redução luminal da orofaringe. Estas coleções medem em conjunto cerca de 6,6 x 5,2 x 4,8 cm nos seus maiores eixos, determinando abaulamento local. Houve o aparecimento dos extensos sinais de miosite do segmento suprazigomático do músculo temporal direito, com formação de outra coleção de permeio, que mede cerca de 2,5 x 0,8 cm no plano axial, contribuindo para o abaulamento local.
Nota-se acentuação dos sinais de miosite em todos os músculos do espaço mastigador direito, caracterizada por aumento volumétrico e realce heterogêneo dos mesmos.
Houve acentuação da densificação dos planos adiposos dos espaços bucomassetérico, bucal, da fossa infratemporal, do espaço parafaríngeo, do espaço submandibular e do assoalho bucal direitos, bem como do espaço submentoniano, destacando-se reticulação do subcutâneo e espessamento do complexo platisma / fáscia superficial da hemiface direita, com abaulamento local mais evidente que no estudo de referência.
O processo inflamatório estende-se inferiormente, de forma mais intensa, densificando os planos adiposos do hemipescoço direito, do subcutâneo, dos espaços cervicais anteriores e do espaço visceral, com densificação discreta do subcutâneo da fúrcula esternal e dos planos gordurosos mediastinais superiores, porém sem evidências de outras coleções nestas topografias. O processo inflamatório determina achados compatíveis com parotidite e sialoadenite submandibular direitas, com discreto aumento volumétrico destas glândulas e intenso realce pelo meio de contraste iodado, de forma mais evidente quando comparadas ao estudo de referência.
O processo inflamatório apresenta extensão às regiões frontal, zigomática, periorbital, nasal e malar direitas, com densificação dos planos músculo-adiposos e aumento volumétrico destas regiõeslocal, porém sem sinais de extensão do processo inflamatório a região pós-septal da órbita direita.
Nota-se discreta obliteração do espaço retrofaríngeo / perigoso desde a nasofaringe até o nível do segmento inferior das fossas tonsilares.
Linfonodos aumentados em número, alguns de dimensões também aumentadas, por vezes com perda de seus hilos gordurosos nas cadeias retrofaríngeas, submandibulares, submentoniana, jugulares internas superiores, médias e inferiores, bem como nas cadeias espinais acessórias, de aspecto reacional neste contexto. Os linfonodos são maiores e mais numerosos nas cadeias cervicais direitas e apresentaram discreto aumento de suas dimensões em comparação com o estudo referência.
HEMANGIOMA
Formação nodular com coeficientes de partes moles e calcificações e focos de impregnação no seu interior, medindo cerca de 2,5 x 2,2 cm nos maiores eixos do plano axial localizada na região submandibular direita. Medialmente, a lesão descrita determina deslocamento da glândula submandibular, sem planos de clivagem com a mesma. Superiormente, a lesão mantém contato com o corpo da mandíbula, sem evidências de erosão óssea, bem como sem planos de clivagem com o músculo masseter. As características não são específicas, porém a possibilidade de lesão de origem vascular pode ser considerada no diagnóstico diferencial.
Formação expansiva de contornos lobulados com hipossinal em T1, marcado hipersinal em T2 e intenso realce ao meio de contraste paramagnético localizada nos planos gordurosos da região occipital, determinando abaulamento local. Tal formação mede 4,0 x 2,4 x 2,3 cm nos maiores eixos, está em íntimo contato com os músculos trapézios e semi-espinhal da cabeça, sem nítidos planos de clivagem.
O conjunto de achados acima descrito favorece a possibilidade de lesão de natureza vascular.
LINFANGIOMA
Formação expansiva multicompartimental, multicística e multisseptada, acometendo os espaços parotídeo, bucal, mastigador, parafaríngeo, retrofaríngeo / perigoso, sublingual, submandibular, carotídeo, cervical anterior e cervical posterior direitos, determinando abaulamento local. Os cistos apresentam sinal heterogêneo nas diferentes sequências, sugerindo material hiperproteico ou mesmo hemorrágico em diferentes estágios da degradação da hemoglobina. Esta formação expansiva ultrapassa o plano mediano no nível da musculatura estriada anterior do pescoço, ocupando também o espaço submentoniano, bem como o espaço cervical anterior, carotídeo e submandibular esquerdos, também determinando discreto abaulamento nestas topografias.
A formação expansiva acima mencionada mantém contato de aproximadamente 180 graus com a artéria carótida comum, com o bulbo e com a bifurcação carotídea à direita, infiltrando a região da tuba auditiva, com consequente otomastoidopatia inflamatória direita. Não há nítidos planos de clivagem da lesão com os planos músculo-adiposos dos espaços cervicais acima mencionados. Após a administração endovenosa do gadolínio nota-se realce capsular e septal da formação expansiva acima mencionada.
O conjunto de achados acima mencionado é compatível com malformação vascular linfática, no contexto clínico apropriado.
TRAUMA
Fratura cominutiva com desalinhamento dos fragmentosfragmento comprometendo todas as paredes dos seios maxilares, alguns deles deslocados para o interior das cavidades, associada a espessamento mucoso e material hemático no interior. Associa-se extensão para o processo alveolar da maxila à esquerda e para o palato duro deste lado, e com extensão da fratura aos canais palatinos maior e menor deste lado.
Fraturas cominutivas com desalinhamentos nos ossos nasais, processos frontais dos ossos maxilares, ossos lacrimais e lâmina perpendicular do etmoide. Há pequena fratura da espinha nasal anterior.
Fraturas desalinhadas nos processos e lâminas pterigóides, principalmente à esquerda.
Fraturas nos tetos orbitários, principalmente à esquerda, com mínimo desalinhamento ósseo, com formação de coleções que devem corresponder a hematomas, principalmente à esquerda, onde se observa compressão do músculo oblíquo superior deste lado.
Fraturas nos assoalhos orbitários, com comprometimento dos canais dos nervos infra-orbitários, principalmente à direita, e associam-se densificação dos planos gordurosos extraconaisextracoan inferiores e pequena coleção que deve corresponder a hematoma à direita.
Fraturas desalinhadas das lâminas papiráceas, principalmente à direita, onde se observa insinuação da gordura extraconal ínfero-medial na direção do seio etmoidal deste lado, porém sem comprometimento significativo da musculatura ocular extrínseca.
Fraturas dos arcos zigomáticos, com pequeno desalinhamento à esquerda, bem como do osso zigomático direito.
Fraturas das fóveas etmoidais, com extensão ao longo do plano esfenoidal, com comprometimento dos seios esfenoidais e extensão à esquerda para a parede anterior do canal carotídeo junto ao seu segmentooftálmico, sendo necessária correlação com o estudo de angiotomografia computadorizada das artérias intracranianas.
Fraturas nos aspectos ântero-inferiores dos seios frontais, discretamente desalinhadas.
Glândula ………. apresentando imagem com atenuação cálcica de permeio ao parênquima, compatível com sialolitíase.
Glândula ………. apresentando imagens com atenuação cálcica de permeio ao parênquima, compatíveis com sialolitíase.
Glândulas ………. apresentando imagens com atenuação cálcica de permeio ao parênquima, compatíveis com sialolitíase.
Sinais de ectasia ductal intraglandular na ………………..
Cálculo na topografia do segmento …………… do ducto …………………, com sinais de ectasia ductal à montante.
Glândula parótida ……………. aumentada, apresentando intenso realce pelo meio de contraste iodado, compatível com processo inflamatório, determinando abaulamento da região pré-auricular deste lado.
Glândula parótida ……………. aumentada, com atenuação heterogênea, apresentando intenso realce pelo meio de contraste iodado, compatível com processo inflamatório, determinando abaulamento da região pré-auricular deste lado.
Glândula submandibular ……………. aumentada, apresentando intenso realce pelo meio de contraste iodado, compatível com processo inflamatório, determinando abaulamento nessa topografia.
Glândula submandibular ……………. aumentada, com atenuação heterogênea, apresentando intenso realce pelo meio de contraste iodado, compatível com processo inflamatório, determinando abaulamento nessa topografia.
Glândulas ……………… apresentando intenso realce meio de contraste iodado, compatível com alterações inflamatórias induzidas por radioterapia.
Glândulas parótidas de dimensões aumentadas, com realce heterogêneo pelo meio de contraste iodado, delimitando-se algumas áreas císticas de permeio.
Tireoide com coeficientes de atenuação heterogêneos que poderá ser mais bem avaliada por estudo ultrassonográfico direcionado.
Heterogeneidade difusa, aumento volumétrico e realce irregular da glândula parótida direita. O conjunto de achados não é especifico, contudo o diagnóstico diferencial deve incluir a possibilidade de processo inflamatório imunomediado, granulomatoso, infeccioso ou infiltrativo de outra natureza. Correlacionar com dados clínico e/ou estudo anatomopatológico.
LITÍASE
Glândulas parótidas discretamente assimétricas, sendo a esquerda menor, com pequeno foco calcificado, menor que 0,2 cm, na topografia do segmento proximal do ducto parotídeo esquerdo que se encontra dilatado, podendo corresponder a pequeno cálculo no contexto clinico da paciente. Nota-se lipossubstituição parcial da parótida direita.
Cálculo na topografia do segmento distal do ducto submandibular principal direito, com cerca de 1,5 cm, com sinais de ectasia ductal a montante.
Sinais de ectasia ductal intraglandular submandibular direita com lipossubstituição e redução volumétrica desta glândula.
PÓS OPERATÓRIO
Glândula parótida direita não caracterizada. O leito cirúrgico apresenta-se parcialmente obliterado por tecido caracterizado médio sinal em T1 e T2 e discreta impregnação pelo contraste endovenoso, porém não associado a efeito expansivo. Este tecido apresenta novamente menores dimensões em relação ao estudo de referência que favorece a possibilidade de corresponder a tecido fibrocicatricial e alterações pós-tratamento
TUMOR PAROTÍDEO
Formação expansiva e infiltrativa com realce heterogêneo após a administração endovenosa do meio de contraste iodado e áreas de necrose / liquefação de permeio, aparentemente originada na cauda da parótida direita, que determina erosão do ramo mandibular deste lado.
Anteriormente oblitera os planos musculoadiposos do espaço sublingual e submandibular direitos, onde são mais evidentes as áreas de necrose / liquefação, não se caracterizando as glândulas, provavelmente invadidas. Compromete a hemilingua direita e o assoalho bucal, com sinais de invasão dos músculos genioglosso, hioglosso e milo-hioide direitos, além de comprometer o feixe vasculo-nervoso deste lado.
Superiormente e anteriormente invade o ramo mandibular direito, com extensas áreas de erosão e invasão do canal do nervo alveolar inferior, obliterando o forame mandibular. Há ainda invasão do espaço mastigatório direito, comprometendo os músculos masseter e pterigóide medial.
Lateralmente nota-se comprometimento dos planos gordurosos adjacentes, bem como densificação dos planos subcutâneos e espessamento da pele, que pode decorrer de linfangite carcinomatosa.
Medialmente mantém contato com o ramo direito do osso hióide, sem sinais de erosão. Invade o aspecto inferior do espaço parafaríngeo e envolve as estruturas do espaço carotídeo deste lado, com obliteração da veia jugular interna. A artéria carótida interna está deslocada medialmente, tortuosa e com trajeto retrofaríngeo, com redução discreta do seu calibre. Mantém contato com a topografia da tonsila palatina direita, porém artefatos locais de movimentação prejudicam a sua avaliação. Há obliteração parcial da gordura do espaço cervical posterior direito.
Posteriormente compromete o lobo superficial da glândula parótida, heterogênea, sem planos de clivagem com a margem anterior do músculo esternocleidomastoideo.
Inferiormente nota-se densificação da gordura pré-epiglótica à direita e obliteração do seio piriforme deste lado, que pode corresponder à extensão lesional.
Nódulo misto (sólido-cístico), de contornos lobulados, localizado na cauda da glândula parótida esquerda, com componente predominantemente cístico, com septações internas, medindo cerca de 3,4 x 3,0 x 3,0 cm nos seus maiores eixos, determinando abaulamento local. Após a administração endovenosa do meio de contraste iodado nota-se realce predominantemente capsular grosseiro e septal desta lesão, que apresenta pequeno nódulo sólido mural em seu componente ínfero-medial, medindo cerca de 1,0 cm.
O conjunto de achados acima mencionado não é específico, mas favorece a possibilidade de lesão de natureza neoplásica primária da glândula parótida esquerda. Admite-se como principal diagnóstico diferencial a possibilidade de cisto branquial de primeira fenda infectado, no contexto clínico apropriado.
Lesão expansiva hipoatenuante localizada no segmento superficial da glândula do terço inferior da parótida esquerda, com discreta impregnação ao contraste iodado, medindo cerca de 2,0 x 1,6 x 1,4 cm nos maiores eixos. Tal formação apresenta contornos regulares, está em íntimo contato com o ramo da veia retromandibular e inferolateralmente oblitera o tecido celular subcutâneo, determinando abaulamento local. Superiormente, posteriormente, medialmente e anteriormente está restrita à glândula parótida. Associa-se outro nódulo circunscrito, com realce intenso e heterogêneo ao meio de contraste, medindo 1,1 x 0,9 cm no plano axial, localizado posterosuperiormente à lesão supracitada, também restrito ao segmento superficial da parótida esquerda.
Os achados não são específicos, porém podem representar lesões expansivas primárias da glândula parótida.
PARATIREOIDE
Imagem cística com aparente realce capsular pelo meio de contraste paramagnético, no sulco traqueoesofágico direito, medindo cerca de 1,2 x 0,6 cm no plano axial, não sendo possível afastar a possibilidade de lesão de natureza paratireoidiana, dentre as hipóteses diagnósticas.
TIREOPATIA
Glândula tireoide com atenuação heterogênea, que poderá ser melhor avaliada por estudo ultrassonográfico dirigido.
Glândula tireoide apresentando-se difusamente hipoatenuante, compatível com hipofunção glandular.
NÓDULO TIREOIDEANO
Glândula tireoide apresentando formação nodular hipoatenuante no ………….., medindo cerca de ………….., que poderá ser melhor avaliada por estudo ultrassonográfico dirigido.
Glândula tireoide apresentando múltiplas formações nodulares hipoatenuantes, a maior medindo cerca de ………….., que poderão ser melhor avaliada por estudo ultrassonográfico dirigido.
BOCIO MULTINODULAR
Glândula tireoide de dimensões aumentadas, contornos rombos e bem definidos, com atenuação heterogênea, destacando-se múltiplas formações nodulares hipoatenuantes e calcificações grosseiras de permeio ao parênquima, compatível com bócio multinodular.
Glândula tiroide de dimensões aumentadas, contornos rombos e bem definidos, com atenuação heterogênea, destacando-se múltiplas formações nodulares hipoatenuantes e calcificações grosseiras de permeio ao parênquima, compatível com bócio multinodular.
Glândula tireoide de dimensões aumentadas, contornos lobulados e intensidade de sinal heterogênea, à custa de nódulos sólidos. Destaca-se volumosa formação expansiva, de contornos lobulados e limites regulares no lobo esquerdo da glândula tireóide, caracterizada por hipossinal predominantemente homogêneo em T1, exceto por algumas áreas irregulares de hipersinal, que podem corresponder à hemorragia, depósito de material colóide. A formação apresenta sinal heterogêneo, predominantemente alto em T2, e impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético, medindo cerca de 7,1 x 3,7 x 3,9 cm. A lesão apresenta extensão superior até o nível do osso hióide, sem sinais de comprometimento do mesmo. Inferiormente estende-se através do espaço visceral até o nível de T1, insinuando-se inferiormente até transição cervicotorácica, localizada 0,7 cm acima da fúrcula esternal. Medialmente cruza a linha mediana no nível da cartilagem cricóide e mantém contato com o lobo direito da tireóide, porém mantendo planos de clivagem com o mesmo. Lateralmente oblitera a gordura do espaço cervical anterior esquerdo e mantém contato com o músculo esternocleidomastóideo homolateral, porém sem sinais de comprometimento do mesmo. Anteriormente desloca a musculatura estriada bilateral do pescoço e o complexo platisma / fáscia cervical superficial, porém sem sinais de comprometimento destas estruturas, determinando abaulamento da região cervical anterolateral esquerda. Posteriormente insinuas-e no sulco traqueoesofágico e mantém contato com o esôfago cervical, bem como com a artéria carótida comum esquerda e com a veia jugular interna homolateral, porém sem sinais de invasão destas estruturas. Não há sinais de compressão significativa sobre a traquéia.
PAROTIDITE BENIGNA DA INFÂNCIA
Glândulas parótidas apresentam intensidade de sinal heterogênea, destacando-se pequenas formações ovaladas caracterizados por hipersinal em T2, menores que 0,3 cm, sem nítida impregnação pelo contraste endovenoso, compatíveis com pequenas formações císticas de permeio ao parênquima glandular. Não há sinais de dilatação do ducto principal das glândulas parótidas.
PÓS OP TIREOIDECTOMIA
Glândula tireoide não caracterizada. Nota-se tecido com atenuação de partes moles ocupando a loja dos lobos tireoideanos com tênue realce pelo meio de contraste iodado, que pode corresponder a tecido fibrocicatricial relacionado ao procedimento cirúrgico ou lesão recidivada / residual.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DA MANDÍBULA E DA MAXILA (DENTAL SCAN)
MÉTODO:
Exame realizado com técnica multislice, com cortes axiais de alta resolução, sem a injeção endovenosa do meio de contraste iodado, com posteriores reformatações multiplanares direcionadas para o estudo do processo alveolar da maxila/mandíbula.
ANÁLISE:
Elemento dentário incluso localizado no segmento anterior do hemicorpo mandibular direito, inferiormente aos elementos dentários 43 e 44. Este dente apresenta orientação oblíqua, com afilamento da cortical da face lingual da mandíbula junto à sua coroa e raiz tortuosa, em forma de gancho, e toca a face medial do canal do nervo alveolar inferior homolateral no nível do forame mentoniano.
Área de esclerose óssea ao redor das raízes posterior do dente 37 e anterior do dente 38, que pode representar displasia cemental.
Material de tratamento endodôntico no canal do dente 46 e nas coroas dos dentes 37, 38, 46 e 47.
Ausência do dente 36 com reabsorção do processo alveolar local.
Cisto periapical relacionado às raízes do dente 46, com ruptura da cortical na face vestibular do rebordo alveolar da mandíbula e esclerose ao redor relacionado a osteíte condensante.
Forames mandibulares e mentonianos com aspecto habitual.
Canais dos nervos alveolares inferiores com calibre preservado.
O III molar inferior direito apresenta-se incluso no processo alveolar, em situação oblíqua e com a coroa voltada anteromedialmente, mantendo contato com a face posterior do colo e das raízes do II molar adjacente. O III molar inferior direito corresponde às reformatações ortogonais 22-42, sendo que suas raízes mantêm contato com a parede superolateral do canal do nervo alveolar inferior, determinando redução de seu calibre e desvio inferomedial do mesmo nesta topografia.
O III molar inferior esquerdo apresenta-se incluso no processo alveolar, em situação oblíqua e com a coroa voltada anteromedialmente, mantendo contato com a face posterior do colo e das raízes do II molar adjacente. O III molar inferior esquerdo corresponde às reformatações ortogonais 141-156, sendo que suas raízes mantêm contato com a parede superolateral do canal do nervo alveolar inferior, determinando redução de seu calibre e desvio inferomedial do mesmo nesta topografia.
O canino inferior esquerdo apresenta-se desviado anteriormente, correspondendo às reformatações 101-105.
O forame mentoniano direito corresponde à reformatação ortogonal 69 e o forame mentoniano esquerdo corresponde à reformatação ortogonal 111.
Não há evidência de lesões líticas, blásticas ou traços de fratura.
Material de tratamento endodôntico localizado nos canais radiculares dos incisivos superiores esquerdos, bem como no segundo pré-molar contralateral.
Achados compatíveis com pequeno cisto periapical relacionado ao incisivo central superior esquerdo, correspondendo a reformatação ortogonal número 63.
Sinais de enxerto ósseo no processo alveolar da maxila bilateral, bem como parafusos metálicos localizados na topografia dos incisivo lateral e primeiro pré-molar superiores direitos, os quais não são caracterizados.
Os primeiro e segundo molares superiores direitos não são caracterizados, correspondendo as reformatações ortogonais números 18 a 26. A altura do processo alveolar da maxila neste nível varia de 0,4 a 0,6 cm e a espessura transcortical é de aproximadamente 0,3 a 0,4 cm.
O primeiro pré-molar superior direito não é caracterizado, corresponde as reformatações ortogonais 34 a 41. A altura do processo alveolar da maxila nestes níveis é de 1,5 cm e a espessura transcortical é de aproximadamente 0,3 cm.
O incisivo lateral superior direito não é caracterizada, corresponde as reformatações ortogonais números 49 a 53. A altura do processo alveolar da maxila neste nível é de 1,6 cm e a espessura transcortical é de aproximadamente 0,4 cm.
Os pré-molares e primeiro e segundo molares superiores esquerdos não são caracterizados, correspondendo as reformatações ortogonais números 79 a 99. A altura do processo alveolar da maxila nestes níveis varia de 0,3 a 0,7 cm e a espessura transcortical é de aproximadamente 0,2 a 0,7 cm.
Materiais de tratamento endodôntico obliterando os canais radiculares do primeiro molar, do segundo pré-molar e do incisivo central superiores direitos, bem como do incisivo lateral e do primeiro molar superiores contralaterais.
Notam-se diminutos cistos periapicais relacionados à raiz lingual do primeiro molar superior e à raiz vestibular do segundo pré-molar superior direitos, correspondendo às reformatações ortogonais 22 e 34, respectivamente.
O terceiro molar superior direito corresponde às reformatações ortogonais 05-13.
O colo e a coroa do segundo molar superior esquerdo não são caracterizados, notando-se apenas os remanescentes radiculares deste elemento dentário, correspondendo às reformatações ortogonais 102-107. A altura do processo alveolar mede cerca de 0,5 cm, com espessura transcortical de aproximadamente 0,8 cm neste segmento.
O terceiro molar superior esquerdo corresponde às reformatações ortogonais 108-118.
Não há evidência de lesões líticas, blásticas ou traços de fratura.
Achados compatíveis com torus mandibular (variação anatômica).
Material de tratamento endodôntico obliterando os canais radiculares do primeiro molar inferior direito.
O terceiro molar inferior direito corresponde às reformatações ortogonais 23-33, sendo que as suas raízes mantêm contato com a parede superomedial do canal do nervo alveolar inferior, porém sem deslocamento significativo do mesmo.
A coroa do primeiro molar inferior esquerdo não foi caracterizada, correspondendo às reformatação ortogonais 118-127. Notam-se cistos periapicais relacionados aos remanescentes radiculares deste elemento dentário, com osteíte condensante no processo alveolar adjacente. A altura do processo alveolar varia de 1,3 a 1,5 cm, com espessura transcortical de 0,8 cm neste segmento.
O terceiro molar inferior esquerdo corresponde às reformatações ortogonais 139-149, sendo que suas raízes mantêm contato com a parede superior do canal do nervo alveolar inferior, porém sem deslocamento ou afilamento do mesmo.
O forame mentoniano direito corresponde à reformatação ortogonal 64 e o forame mentoniano esquerdo corresponde à reformatação ortogonal 109.
Não há evidência de lesões líticas, blásticas ou traços de fratura.
Materiais de tratamento endodôntico obliterando os canais radiculares do primeiro molar, do segundo pré-molar e do incisivo central superiores direitos, bem como do incisivo lateral e do primeiro molar superiores contralaterais.
Notam-se diminutos cistos periapicais relacionados à raiz lingual do primeiro molar superior e à raiz vestibular do segundo pré-molar superior direitos, correspondendo às reformatações ortogonais 22 e 34, respectivamente.
O terceiro molar superior direito corresponde às reformatações ortogonais 05-13.
O colo e a coroa do segundo molar superior esquerdo não são caracterizados, notando-se apenas os remanescentes radiculares deste elemento dentário, correspondendo às reformatações ortogonais 102-107. A altura do processo alveolar mede cerca de 0,5 cm, com espessura transcortical de aproximadamente 0,8 cm neste segmento.
O terceiro molar superior esquerdo corresponde às reformatações ortogonais 108-118.
Não há evidência de lesões líticas, blásticas ou traços de fratura.
Material de restauração dentário no incisivo medial superior esquerdo (reformatações ortogonais 119-129)
Terceiros molares superiores presentes, com aspecto preservado.
Formação expansiva com atenuação heterogênea, com aspecto lamelar, denso, associado a ruptura das corticais nas faces vestibular e lingual do hemicorpo esquerdo da mandíbula, com elevação periosteal, que apresenta acentuado espessamento e esclerose. A lesão promove abaulamentos inferior do espaço sublingual, medial do assoalho bucal e lateral da região anterolateral direita da face.
Há envolvimento das fossas alveolares do segundo pré-molar e primeiro e segundo molares inferiores direitos, envolvendo as raízes destes elementos dentários. Promove deslocamento anterior do canal do nervo alveolar inferior direito, com redução significativa da sua amplitude. A lesão mede cerca de 3,7 x 3,6 x 3,0 cm e está nas reformatações ortogonais 40-82.
Esclerose reacional do restante do hemicorpo mandibular direito.
Raízes dos terceiros molares inferiores relacionadas aos canais dos nevos aleolares inferiores, tocando a sua face medial, porém sem sinais de ruptura da cortical ou promover alteração do calibre.
Achados compatíveis com cistos pericoronarianos relacionados aos terceiros molares inclusos.
O cisto pericoronariano direito corresponde às reformatações ortogonais 29-49, envolvendo também as raízes do segundo molar adjacente, determinando remodelamento do canal do nervo alveolar inferior, que apresenta discreto deslocamento caudal, porém sem áreas de deiscência com a formação cística.
O cisto pericoronariano esquerdo corresponde às reformatações ortogonais 140-149, mantendo contato com a raiz do segundo molar adjacente, determinando remodelamento do canal do nervo alveolar inferior, que também apresenta discreto deslocamento caudal, porém sem áreas de deiscência com a formação cística.
Os terceiros molares apresentam situação oblíqua, com as coroas voltadas anteriormente. O terceiro molar direito corresponde às reformatações ortogonais 16-39 e o esquerdo às reformatações ortogonais 144-167.
Forame mentoniano direito: reformatação ortogonal 66.
Forame mentoniano esquerdo: reformatação ortogonal 114.
Observa-se discreta reabsorção óssea perirradicular do incisivo central inferior esquerdo.
Não caracterizamos os incisivos central e lateral inferiores direitos. Destaca-se a presença de diminuto fragmento radicular apical no leito do incisivo lateral inferior direito.
Não há significativa reabsorção óssea do processo alveolar nesta topografia, com altura de até 2 cm de espessura transcortical de 0,7 cm.
Os terceiros molares inferiores estão parcialmente inclusos ao processo alveolar da mandíbula, sem anomalias radiculares, cujos ápices mantém relação com o contorno superior e medial dos canais dos nervos alveolares inferiores adjacentes, sem estenose ou deslocamento dos mesmos.
Forame mentoniano direito: reconstrução transversal 66.
Forame mentoniano esquerdo: reconstrução transversal 122.
Eventuais mensurações poderão ser realizadas diretamente nos filmes em escala 1:1.
O restante do exame não demonstra alterações significativas.
Achados compatíveis com síndrome do incisivo central maxilar mediano associado a estreitamento da abertura piriforme.
Imagem compatível com torus palatino (variação anatômica).
Imagem compatível com cisto periapical relacionado à raiz do incisivo lateral superior direito.
Achados compatíveis com cisto periapical relacionado a raiz vestibular do primeiro molar inferior direito, associado a descontinuidade da cortical óssea adjacente e discreta obliteração dos planos gordurosos. Sinais de osteíte condensante da mandíbula direita, junto ao segundo pré-molar e os molares inferiores.
Dois dentes inclusos supranumerários bilateral, entre os primeiros e segundo pré-molares inferiores, com alargamento dos espaços entre estes, sem manter contato com o canal do nervo alveolar inferior.
Terceiros molares superiores e inferiores inclusos.
As raízes dos terceiros molares inferiores apresentam-se tortuosas, em íntimo contato com a porção inicial dos canais dos nervos alveolares.
Insinuação das raízes dos terceiros molares superiores para o interior dos antros maxilares.
Morfologia globosa, contornos pouco irregulares e dimensões discretamente aumentadas. Ecotextura glandular difusamente heterogênea, sobretudo à [ ].
Ao mapeamento colorido observa-se vascularização aumentada de ambas as glândulas submandibulares. Ausência de lesões focais no presente estudo.
ID: Sinais ultrassonográficos de sialoadenite submandibular, principalmente à [ ].
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