Localizado no sudeste de Tocantins, Almas é um dos Municípios mais antigos do Estado, os primeiros moradores tendo chegado em 1734 com o português Manoel Rodrigues de Araújo, que procurava jazidas de ouro. Outro português, Bernardo Homem, viria a se estabelecer na região em 1820 para dedicar-se à exploração do ouro, empregando mão-de-obra escrava em grande escala. Após o fim da fase do garimpo, forasteiros chegaram ao povoado em busca de melhores condições de vida, atuando na agricultura e pecuária, atividades que hoje formam a base da economia de Almas. Na época, porém, era um povoado, tendo sido elevado à categoria de município em 1958.
Em 2020, a população estimada de Almas foi de 6.979 pessoas, menor do que o registrado no censo de 2010, no qual sua densidade demográfica era de somente 1,89 habitantes por quilômetro quadrado. Ainda em 2010, o IDHM apresentado foi de 0,636, e em 2017 o PIB per Capita foi acima de 20 mil reais, ficando em 31º entre os 139 municípios tocantinenses.
Tratando da educação, a taxa de escolarização dos 6 a 14 anos é de 94,4% conforme registrado em 2010, e a nota do IDEB foi de 4.5 nos anos iniciais e, nos anos finais, 4.6: a 25ª mais alta do estado.
Campos Lindos foi fundado em 1889 pelo então governador José Wilson Siqueira Campos, que escolheu o lugar devido principalmente à potencialidade econômica dos solos e a beleza paisagística. O município, hoje com uma estimativa de 10 mil habitantes, é o quarto maior PIB agropecuário de Tocantins. Apesar disso, apresentou um IDHM de apenas 0,544 no censo de 2010. No mesmo ano, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos era de 92,8%, ficando entre as 10 menores do Estado.
Em 2017, suas notas no IDEB para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental foram, respectivamente, 4.2 e 3.7.
Uma das cidades mais antigas do Tocantins. Surgiu por volta de 1750 como um povoado, habitado por lavradores, pecuaristas e mineradores vindos do nordeste, centro-oeste e sudeste do Brasil. Sua origem é marcada pelo conflito entre recém-moradores e índios das aldeias locais, muitos dos quais foram violentamente capturados e evangelizados à força por padres e jesuítas.
Foi criado oficialmente como distrito em 1854, sob o nome São José do Duro, sendo elevado à categoria de vila em 1884. Mais tarde, em 1938, passou a ser um município e finalmente recebeu o nome de Dianópolis.
Apresentando uma população estimada de pouco mais de 22 mil habitantes em 2020, Dianópolis tem um IDHM considerado alto, tendo apresentado 0,701 em 2010. A taxa de contabilizada no mesmo ano foi de 97,4%. Em 2017, suas respectivas notas no IDEB foram 5.3 e 4.3, para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental.
O local onde hoje se encontra Pedro Afonso era inicialmente chamado de “Travessa dos Gentios”, e era habitado exclusivamente por silvícolas. Após a chegada do reverendo Frei Rafael Taggia em 1845, o lugar foi marcado pela catequização de índios. Chegou à categoria de vila em 1903, com o nome Vila de São Pedro Afonso, e foi elevado a município em 1937, quando passou a se chamar somente Pedro Afonso. Um dos maiores fatores de seu desenvolvimento se deu a partir de 1910, com a febre da borracha na região do Araguaia.
Hoje, segundo a estimativa de 2020, Pedro Afonso tem uma população de mais de 13 mil pessoas. Seu IDHM registrado em 2010 foi de 0,732 e, em 2017, teve a sexta maior nota do IDEB entre os municípios tocantinenses para os anos iniciais do ensino médio, 6.0, e a 13ª para os anos finais, 5.0. Sua taxa de escolarização em 2010 era de 97,4%.
O município de Porto Nacional, que faz parte da Região Metropolitana de Palmas, capital do estado, tem cerca de 53 mil habitantes segundo a estimativa do IBGE. É conhecido como a capital da cultura e da aviação no Tocantins, seu centro histórico tendo sido tombado em 2008 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nos últimos anos tem se tornado um polo atrativo para a expansão do agronegócio.
Em, 2010, apresentou um IDHM de 0,740 e uma taxa de escolarização de 98,3% dos 6 aos 14 anos de idade. Em 2017 seu PIB per capita foi por volta de 4.700 reais, o quarto mais alto do Tocantins, enquanto a nota no IDEB foi de 5.4 nos anos iniciais e 4.1 nos finais, ficando respectivamente em 27º e 75º lugar no estado.
Santa Rosa do Tocantins originou-se de uma fazenda de engenho estabelecida na região em 1880. Ao longo de sua história, foi um povoado e um distrito do município de Natividade, do qual foi desmembrado em 1988, ganhando assim a categoria de cidade.
Sua população é de 4.846 pessoas segundo a estimativa de 2020. No censo de 2010, apresentou um IDH de 0,595. A taxa de escolarização registrada foi de 97%. Em 2017, suas notas no IDEB foram, respectivamente, 4.7 e 4.3 nos anos iniciais e finais do ensino médio.
Para saber mais:
No livro Avanços do Plano Nacional De Educação no MATOPIBA. 1. ed. Juiz de Fora: Gestão e Avaliação da Educação Pública, 2020. v. 6. 325p. Disponível em https://sites.google.com/view/cerradoscentronortebrasil/divulgação/ebook.
Taís Dayane Fiori. O ensino superior na fronteira agrícola dos Cerrados do Centro-Norte do Brasil. 2019. 1 recurso online (182 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/335825. Acesso em 20/01/2020. No Capítulo I , subtítulo 1.4.2 Tocantins, página 54
Emily Tuany Souza Rosário. Conjuntura da Educação Infantil - Meta I do Plano Nacional de Educação no Plano Estadual e nos Planos Municipais do Estado de Tocantins. 2018. Curso (Pedagogia) - Universidade Estadual de Campinas. TCC. Orientador: Sandra Fernandes Leite. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=001080928&opt=4. Acesso em 17.09.2019