O atual município surgiu inicialmente como uma fazenda de produção agrícola, chamada Fazenda Barcelona, localizada à margem esquerda do Rio Parnaíba, onde antes habitavam os índios Tapuias. Suas terras foram doadas para a igreja local em 1866, momento a partir do qual a povoação se desenvolveu, tornando-se em 1871 um distrito com o nome Vitória do Alto Parnaíba, subordinado ao município de Loreto, do qual seria desmembrado em 1881, ao ser elevado à categoria de vila. Passou a ser um município em 1943, quando foi denominado Alto Parnaíba.
Segundo a estimativa de 2020, sua população é de pouco mais de 11 mil pessoas. No censo de 2010, esta era de 10.766, com uma densidade demográfica de somente 0,97 habitantes por quilômetro quadrado. Ainda em 2010, apresentou um IDHM de 0,633 e taxa de escolarização de 95,1%. Em 2017, suas respectivas notas do IDEB para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental foram 5.2 e 3.8.
O que viria a se tornar a cidade de Balsas começou com o Porto das Caraíbas, no Rio Balsas, na época o ponto de melhor acesso às fazendas do município de Riachão. Uma casa de comércio foi aberta no local, com interesse movido pelo movimento de viajantes no porto, seguida de outras moradias, o que deu origem à povoação. Foi elevada a vila em 1892, sob o nome Santo Antônio de Balsas, e a cidade em 1918. Seu nome seria mudado para somente Balsas em 1943.
Balsas é o décimo município mais populoso do Maranhão, com 95.929 habitantes segundo a estimativa de 2020, mais de 12 mil a mais que o contabilizado no censo de 2010, quando a cidade tinha uma densidade demográfica de 6,36 habitantes por quilômetros quadrados. Seu IDHM no mesmo ano foi de 0,687, e a taxa de escolarização 94,4%. Suas notas no IDEB registradas em 2017 foram 4.6 para os anos iniciais do ensino fundamental e 3.9 nos finais.
A atual cidade surgiu de uma coletoria criada pelo senador Benedito Pereira Leite, erguida para coletar tributos dos produtos agrícolas da região, que eram escoados através dos rios Parnaíba e Balsas. A localidade, inicialmente chamada de Foz do Balsas, foi elevada a vila em 1913, e a município em 1919, quando seu nome foi alterado para homenagear o senador que o havia originado. No entanto, foi extinto em 1933, tornando-se um distrito de Nova Iorque, do qual seria desmembrado dois anos depois, passando a ser novamente um município.
Benedito Leite tem, segundo a estimativa de 2020, 5.638 habitantes, a sétima menor do estado. Seu IDHM registrado em 2010 foi 0,546, considerado baixo. No mesmo ano, sua taxa de escolarização entre 6 e 14 anos estava em 97,5%. Em 2017, sua nota o IDEB foi 4.1 para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Para os anos finais, porém, foi 4.4, a sétima mais alta do Maranhão.
A história do município tem início em 1809, quando os piauienses Manoel Coelho Paredes e Elias Ferreira Barros se fixaram na região. Porém, a abandonaram no ano seguinte por pressão de Pinto Magalhães, que afirmava que as terras pertenceriam ao príncipe. Magalhães deu ao lugar o nome de “São Pedro de Alcântara” e se estabeleceu nele, onde ficou até 1816. Após a sua saída, Ferreira Barros retornou ao então povoado. O nome Carolina foi dado em 1823, em homenagem ao primeiro nome da Imperatriz Leopoldina.
A localidade foi elevada à categoria de vila em 1831, quando passou a compor o estado de Goiás. Esteve então no centro de uma disputa entre Goiás e Maranhão, retornando a este em 1854. Foi classificado como município cinco anos depois.
Carolina tem cerca de 24 mil habitantes segundo a estimativa de 2020. Seu PIB per capita foi o 23º maior do estado em 2018. Seu IDHM, segundo registrado em 2010, é de 0,634. No mesmo ano, a taxa de escolarização era 95,1%. Suas respectivas notas no IDEB, nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, foram 4.6 e 3.6.
Porto Franco começou em 1854 com agricultores vindos de Boa Vista que se instalaram na região. Passou por grande desenvolvimento entre 1858 e 1878 e foi elevado à categoria de vila em 1919, elegendo seu primeiro prefeito no mesmo ano e sendo desmembrado do município de Imperatriz. Passou a ser uma cidade em 1938.
O município tem cerca de 24 mil habitantes segundo a estimativa de 2020. Em 2010, apresentou um IDHM de 0,684 e taxa de escolaridade de 97,7%. Em 2017, sua nota no IDEB para os anos iniciais do Ensino Fundamental foi 5.9, a segunda mais alta do Maranhão. Já nos anos finais, 4.8, ficando em primeiro lugar no estado.
A história desse município começa em 1890, em terras na ribeira do rio Neves, onde o povoamento foi iniciado por Faustino Trindade e Sabino Bezerra. Cinco anos depois houve a chegada de Sipriano Taveira, que construiu a igreja de São Raimundo Nonato.
Com o seu desenvolvimento, São Raimundo do Rio Neves, como era chamado na época, tornou-se um dos principais centros comerciais do alto sertão maranhense. A sua população era composta por comerciantes, vendedores ambulantes, fazendeiros e lavradores. O nome São Raimundo das Mangabeiras veio quando foi elevado a vila, devido ao grande número de mangabeiras na região. Em 1925, passou a ser um distrito de Loreto, chegando à categoria de município em 1948.
São Raimundo das Mangabeiras tem 18.980 habitantes segundo a estimativa de 2020. Em 2010, apresentou um IDHM de 0,610 e taxa de escolaridade de 98,2%. Suas notas no IDEB para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental foram 5.5 e 4.4, ficando respectivamente em terceiro e sétimo lugar no Maranhão.
Para saber mais:
No livro Avanços do Plano Nacional De Educação no MATOPIBA. 1. ed. Juiz de Fora: Gestão e Avaliação da Educação Pública, 2020. v. 6. 325p. Disponível em https://sites.google.com/view/cerradoscentronortebrasil/divulgação/ebook.
Taís Dayane Fiori. O ensino superior na fronteira agrícola dos Cerrados do Centro-Norte do Brasil. 2019. 1 recurso online (182 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/335825. Acesso em 20/01/2020. No Capítulo I , subtítulo 1.4.1 Maranhão, página 40.