Conta-se que há muitos anos atrás, na costa do Algarve, numa pequena ilha chamada Culatra, habitada por pescadores e suas famílias, que viviam em harmonia com o mar e a natureza ao seu redor.
Certa vez, durante uma noite de tempestade, um grupo de piratas invadiu a ilha em busca de tesouros escondidos. Os moradores, desesperados, tentaram resistir, mas foram rapidamente dominados pelos saqueadores cruéis.
Enquanto os piratas reviravam a ilha em busca de riquezas, uma jovem pescadora chamada Mariana escondeu-se nas falésias, observando a destruição que se desenrolava diante de seus olhos. Determinada a salvar sua comunidade, Mariana rezou para os deuses do mar em busca de ajuda.
Sua súplica foi ouvida, e das profundezas do oceano emergiu um poderoso ser marinho, conhecido como o Guardião das Águas. Com sua imensa força e poder, o Guardião confrontou os piratas, lançando-os de volta ao mar com ondas gigantescas e trovões estrondosos.
Assustados e derrotados, os piratas fugiram da ilha, deixando para trás apenas destroços e arrependimento. Mariana, reconhecida como heroína, foi celebrada como a salvadora da ilha, e o Guardião das Águas jurou proteger Culatra e seus habitantes para sempre.
Desde então, diz-se que a ilha da Culatra é abençoada pelo Guardião das Águas, e os pescadores locais honram sua proteção oferecendo-lhe preces e oferendas.