Fotografo porque, no instante que a relação entre aquele pequeno universo e eu é criada, algo transpassa a tela do celular. Então eu clico. E é uma sensação que caminha por algum lugar entre a pele e os ossos. É sentimento e é físico. Tentar capturar esse momento com o olhar mais focado no micro. O máximo que os meus olhos de 35 anos e a lente de um Iphone 7 permitem, é uma tentativa de suspender o tempo. Suspender e não congelar. Porque aquele “momento“ segue vivo.Muito provavelmente é arrogância minha tentar registar aquilo que pulsa alheio a mim.É sempre uma tentativa, e nada mais que isso, de capturar aquilo que é tão etéreo, aquilo que se dissipa na tela do celular e em mim. Ao fim, fica sempre o registro e a lembrança daquele sentimento.
Sérgio Luiz Maciel Filho