O Congresso de Estudantes de Geografia é o órgão máximo de deliberações do CEGE, realizado trienalmente e sendo composto por todos os membros do CEGE, com igual direito à voz e voto.
Soberano às assembleias, a ele cabe rearticular os estudantes, esmiuçar os debates a partir dos balanços da mobilização do curso e perspectivas no movimento estudantil, e por fim, encaminhar votações sobre nossas diretrizes políticas e organizativas para os próximos anos.
O congresso e suas discussões são embasadas por teses, contribuições dos estudantes sobre como deve se dar a sua organização dentro da geografia, e para onde deverão apontar suas ações nos próximos anos.
O surgimento desse órgão deliberativo remonta ao ano de 2007, em que ocorreu a ocupação do prédio da Reitoria da USP durante mais de cinquenta dias, que incitou a deflagração de ações em outras universidades Brasil a fora e tinha como mote uma "universidade livre", sobretudo das ações que estavam sendo tomadas pelo governo do estado.
A ocupação passou por momentos tensos, principalmente no tocante aos pedidos de reintegração de posse e a possibilidade de ação da Tropa de Choque, mas teve um saldo positivo, abrindo portas para avanços nas políticas de acesso, permanência e formação, além de alguma democratização no Conselho Universitário.
Segundo o Prof. Dr. Manoel Fernandes “[durante a greve de 2007] os estudantes ensinaram aos professores como fazer política.”¹
FAIXA NA TORRE DO RELÓGIO PEDE UMA "UNIVERSIDADE LIVRE".
FAIXAS PEDEM O ANULAMENTO DE ATOS DO ENTÃO GOVERNANDOR JOSÉ SERRA.
Ainda no ritmo da greve de 2009, ano em que a PM voltou informalmente ao campus à pedido da reitora Suely Vilela, e da escolha de Grandino Rodas para a reitoria, foi realizado o II Congresso em 2010, que teve papel importante nas mobilizações e articulações que culminaram na ocupação da Reitoria em 2011.
A ocupação de 2011 foi o estopim de um conjunto de ações que estavam se deflagrando, com destaque para a assinatura do acordo que permitiu o retorno da PM ao campus. A greve fortaleceu os laços de organização política, mesmo sem atingir seu objetivo.
Um adendo: Grandino Rodas, ex-reitor, é parente dos donos da empresa de ônibus Grandino, que presta péssimos serviços nos trabalhos de campo.
TROPA DE CHOQUE CERCA O CRUSP DURANTE AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE
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O ano de 2013, e 2014 também, foi marcado por grandes movimentações estudantis na USP, que almejavam a eleição direta dos três setores na escolha dos reitores. Nesse ano foi realizado o III Congresso, que definiu a autogestão (que já estava sendo construída devido a impossibilidade de eleições em meio à greve) como modelo para o CEGE.
Para além das questões mais gerais da USP, nesse ano ganhou força a mobilização de estudantes da EACH por melhorias urgentes no campus Capital Leste, em que faltavam salas de aulas e toda a comunidade convivia com o perigo constante de um terreno contaminado.
FAIXA NA TORRE DO RELÓGIO PEDE "DIRETAS JÁ" PARA REITORIA DA USP
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A luta dos três setores da USP contra o desmonte da universidade e a defesa da sede do SINTUSP formaram o pano de fundo do IV Congresso, realizado em 2016, que aprovou a continuidade da autogestão no CEGE.
Nesse ano, estavam em pauta a terceirização massiva da operação dos bandejões do campus Capital, do HU e do HC. Os hospitais ficaram de fora, mas os bandejões foram terceirizados (com exceção do Central). Além dessas questões, estavam em pauta o reajuste salarial digno aos trabalhadores da USP.
EM FRENTE A REITORIA, TRABALHADORES APROVAM A GREVE
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Em meio à mobilização estudantil contra os ações genocidas, ecocidas e de desmonte do Estado, capitaneados pela dobradinha BolsoDória, os estudantes da geografia realizaram o V Congresso. Nesse momento de forte necessidade de articulação política contra a ascensão fascista, o corpo estudantil aprovou a volta do modelo gestionário, bem como homenageou nosso colega Filipe como patrono do CEGE.