Vivemos uma das maiores crises da história do nosso país. Com o aprofundamento da política do golpe de 2016 e suas medidas antipovo, nosso país está voltando para uma condição de miséria, fome e desemprego. Já são quase 30% dos jovens brasileiros desempregados, - com uma parcela muito maior de jovens que se formam mas não encontram trabalho na sua área - e mais da metade das nossas casas convivem com a insegurança alimentar.
Esse projeto, que vem sendo aprofundado por este governo civil-militar de Bolsonaro, responde ao mais alto escalão das elites brasileiras e americanas. Interessados nas riquezas naturais do nosso país, e em baratear ao máximo os custos com mão de obra no terceiro mundo, temos convivido com uma tentativa permanente de um núcleo duro fascista em consolidar o fim dessa democracia (que nunca foi plena para nós estudantes, mulheres, negros, moradores das periferias e trabalhadores em geral).
E só não vivemos um cenário ainda mais grave pela resistência que tem conseguido fazer o movimento popular do nosso país. É urgente massificarmos ainda mais as manifestações, convidar e convencer todos aqueles que vem sentindo na pele o resultado dessa política genocida do governo Bolsonaro. Nós, futuros e futuras geógrafos(as) precisamos articular as nossas reivindicações específicas com a derrubada do governo Bolsonaro. Não nos falta emprego no mercado por causa do nosso curriculo, mas sim pelo desmonte dos órgãos de planejamento, gestão ambiental e institutos como o IBGE. Não nos faltam dados para nossas pesquisas por que Bolsonaro é incompetente, mas o desmonte do IBGE, do Censo e todos os outros instrumentos de levantamentos de dados faz parte da necessidade de controlar a compreensão do quão grave é a situação que vivemos. E ainda, não falta verba para permanência, pesquisa e extensão nas universidades por acaso do destino! As empresas estão a anos dentro da nossa universidade via fundações de apoio, e são grandes patrocinadoras desse governo, só esperando a sua fatia do processo de privatização da USP!
Vamos para a rua derrubar o governo Bolsonaro e sua política anti povo! Vamos para a rua defender nossa universidade, o direito à comida na mesa, ao trabalho para todos e o fim do genocídio que vem acontecendo no Brasil.
Qual é o ponto de encontro? em frente da Marisa da Av. Paulista
Qual é o horário? 15h30
Quem procurar? Galera do CEGE ou da Atlética da FFLCH (um monte gente de laranja na frente da fachada rosa da Marisa, não tem erro)
Reforçando a articulação crescente entre as entidades, a FFLCH estará em bloco nesse ato, que contará também com a presença da Atlética da FFLCH. Caso se concretize o Bloco da USP no ato, iremos nos incorporar ao mesmo.
O CEGE estará distribuindo máscaras PFF2, como nos últimos atos, mas também estaremos distribuindo camisetas com a arte da calourada do ano passado. Vale ressaltar que as camisetas podem apresentar defeitos de fabricação.
Pedimos, caso seja possível, que seja pago um valor simbólico de três reais pela camiseta. Dois terços desse valor serão destinados à compra de materiais e máscaras para os próximos atos.
Independente de pegar ou não uma camiseta, pedimos que contribua com o caixa da entidade fazendo uma doação de qualquer valor pelo PIX do CEGE (cege2@usp.br).
É urgente derrotamos o projeto fascista e genocida do bolsonarismo, que, deliberadamente, atrapalha o processo de vacinação, e já matou mais de 510 mil brasileires. Além disso, as últimas revelações da CPI escancaram o fato de que o governo e sua base LUCRAM diretamente em cima das mortes do povo. Também somos contra o Marco Temporal e o PL 490, que visam entregar as terras indígenas ao agronegócio e às mineradoras, e nos solidarizamos às lutas que os povos indígenas tem travado por todo o país para barrar esses retrocessos.
Concentração no Parque Trianon, às 15h. Use máscara e tire o Bolsonaro. Se possível, vá com uma camiseta da geografia. Faça um PIX de qualquer valor para cege2@usp.br. Nos ajude a comprar PFF2 e tire Bolsonaro.
As manifestações a favor do governo bolsonaro e contra a democracia não pararam de acontecer nem em meio a crise epidêmica do novo coronavírus que nos afeta. Quase todos os domingos, senão todos, eles estavam em suas carreatas, com carros de som ou a pé nas diversas capitais do país. Seus atos, com ênfase em São Paulo, ostentam símbolos neonazistas, principalmente os ligados ao Pravii Sektor, partido neonazista ucraniano que ganhou espaço em seu país a partir de 2014.
Além desses atos, temos evidentes demonstrações e falas fascistas do presidente e de seus aliados, que inclusive impulsionaram tentativas de apoio a ações como o “acampamento dos 300” e, como dito em reunião ministerial, de armamento de aliados, criando aparatos para-militares a favor do governo. Para deixar ainda mais evidente o caráter desses governos, temos as tentativas estadunidenses de enquadramento de grupos antifascistas em organizações terroristas. A quem interessa a criminalização do movimento antifascista? Quem ataca antifascista é o quê?
Quem não está nas ruas, está em casa tentando proteger-se da ameaça do novo coronavírus, mas mesmo assim, mesmo em casa, não consegue estar em segurança. Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil temos visto mais nítida e descaradamente as políticas genocidas do Estado para com a população negra. “Balas perdidas”, ações policiais próximas a escolas, assassinato à sangue frio e o não investimento em infraestrutura de saúde são algumas dessas políticas e ações que têm encontrado, majoritariamente, corpos negros. Vale lembrar que, só no Brasil, em pesquisa exigida pela Coalizão Negra por Direitos ao Ministério da Saúde, até 7 de abril, 32% dos óbitos por COVID-19 eram de pessoas pardas e pretas.
A solução para essa política racista e assassina é a justiça. Mas, para que a justiça seja feita e funcione é necessário que haja fogo. É necessário que essas instituições queimem, que essas políticas queimem. As ações que incendeiam e dizimam essas políticas vão muito além de manifestações presenciais, compreendendo nossas práticas cotidianas, que devem ser ampliadas e fortalecidas, principalmente agora, nesse contexto pandêmico.
Em muitos momentos na história não houve tempo de ter medo e agora não pode ser diferente. Entretanto, isso se apresenta como uma contradição neste momento: quebrar o isolamento social para ir a uma manifestação ou não? Como lutar neste momento? Como se colocar frente a isso? São dúvidas que também nos incomodam e nos agitam, visto o momento em que vivemos, de uma pandemia que ainda não chegou em seu pico - e que avança e afeta principalmente as periferias.
Sabemos que os governos Bolsonaro e Dória estão desmobilizando a quarentena, e para a maioria da população pobre o distanciamento social já não é garantido como direito há muito tempo. Os atos expressam revolta e um limite onde somos obrigados a arriscar nossas vidas, saindo às ruas, para lutar pela vida. Por isso é importante ponderar, saber que inevitavelmente estamos diante de riscos, mas que a situação nos demanda algum tipo de reação.
Diante disso, convidamos a todos a uma assembleia extraordinária neste sábado às 14h, para que possamos colocar em debate a conjuntura, nossas formas de organização e combate daqui em diante.
O link estará sendo enviado por e-mail. Para receber, basta inscrever-se na lista de e-mails do CEGE em https://groups.google.com/g/cegecomunica.
Nós, estudantes de Geografia da USP, estaremos no ato pelo Fora Bolsonaro do dia 29/05. Nos encontraremos no MASP às 15:00 pra formar o bloco da Geografia. Entendemos que é um momento difícil para se realizar mobilizações de rua, mas sabemos que é impossível superar a pandemia com um genocida no poder.
Para quem não puder ir no ato, participe pelas redes sociais! Use plaquinhas, hashtags, divulgue! Isso também vai ser importante. Para quem vai no ato leve álcool em gel, use máscaras e mantenha o distanciamento! O CEGE vai estar distribuindo máscaras PFF2, que são mais adequadas para esse momento de maior exposição.
Para quem não puder ir no ato, participe pelas redes sociais! Use plaquinhas, hashtags, divulgue! Isso também vai ser importante. Para quem vai no ato leve álcool em gel, use máscaras e mantenha o distanciamento! O CEGE vai estar distribuindo máscaras PFF2, que são mais adequadas para esse momento de maior exposição.
Suspeita quer possa estar com Covid-19? Apresentou sintomas? Teve contato com alguém infectado nas últimas duas semanas? Fique em casa e apoie o ato de maneira virtual, com plaquinhas e hashtags.
Dê preferência às máscaras PFF/N95. Não tem PFF2? O CEGE estará distribuindo. Precisa comer ou tomar uma água? Mantenha distância dos espaços com mais gente.
Pegou em algum objeto? Passe álcool em gel. Vai trocar/trocou/ajeitou a máscara? Passe álcool em gel. Encontrou com algum colega? Ofereça álcool em gel.
Não vai ser fácil, mas tente sempre manter aquela distância segura das demais pessoas. Mantenha um ritmo constante para evitar aglomerações. Tem alguém muito colado em você? Não fique acanhado e peça que mantenha distância.
Se possível, evite os transportes que sabe que podem estar mais cheios. Nada de colar num #after com os colegas. Melhor ir para casa e manter-se seguro. Bote a roupa toda para lavar, tome um bom banho e tome os devidos cuidados com sua PFF2. AVISE OS COLEGAS QUE CHEGOU EM CASA.
Saia de casa com seu telefone carregado e, se possível, leve um carregador portátil. Não fique sem formas de se comunicar. Se perdeu no meio do ato? Entre em contato com algum colega do bloco da geo. Tá na hora de ir embora? Avise alguém do bloco da geo que está indo para casa.
Atente-se aos seus pertences e documentos. Ative a verificação de duas etapas nos apps que tem em seu telefone. Desative a função de reconhecimento fácil e não retire a máscara.
A Geousp vai estar em um bloco no ato. Não fique sozinho, cola com a gente e evite se separar do bloco ou dos colegas.
Perdeu algum colega de vista? Mande uma mensagem para encontrar essa pessoa. Precisa de ajuda? Chame algum colega do bloco