No dia de ontem, durante nossa Assembleia de Curso, recebemos a triste notícia do falecimento de um colega de curso, Ricardo Lima da Silva, que estava no sexto ano de geografia. Manifestamos nossos sentimentos aos familiares e colegas mais próximos.
Solidarizamo-nos com esse momento de luto e disponibilizamos, em parceira com a FFLCH e com o Escritório de Saúde Mental, espaços de acolhimento para àqueles que precisem, em especial aos colegas que residem no CRUSP.
ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA E COLEGAS DA GEO NO CRUSP
Ao contrário do protocolo da USP, o CEGE têm acolhido e dialogado com a família de Ricardo, que nesse momento lida com a dor do luto e com a revolta do silenciamento imposto pela instituição. Além disso, oferecemos, em parceria com a FFLCH e com o ESM/USP, acolhimento psicológico aos colegas mais próximos e moradores do CRUSP.
INTERMEDIAÇÃO DO DIÁLOGO COM A INSTITUIÇÃO
O CEGE tem atuado no intermédio do diálogo entre a família de Ricardo e a instituição (DG, FFLCH e USP). Ademais, compartilhamos o relato da família acerca do ocorrido com todas as comissões de direitos humanos e correlatas atuantes na USP.
ASSESSORIA DE IMPRENSA PARA A FAMÍLIA
Junto com os colegas da mobilização cruspiana, temos estruturado uma comunicação oficial entre a família e os órgãos de comunicação e imprensa. A Assessoria inclui o apoio a organização de documentos e relatos que está sendo organizada por colegas cruspianos.
Não esqueceremos nossos irmãos
Aproveitamos para convidar toda a comunidade da Geografia e da USP para homenagear nosso colega em um Cortejo pelo campus, que acontecerá amanhã (27/05), às 15h30, com concentração na Praça do Relógio.
Ato por todos que se foram: USP, a culpa é sua!
No dia que marca um mês do falecimento de nosso colega Ricardo, estudantes estarão em ato em memória a todos que se foram por culpa da USP.
Esse ato, chamado com muita revolta e indignação, para reivindicar políticas efetivas de saúde mental e permanência, reformas e manutenção do CRUSP e pelo Fora PM da USP!
Traga sua indignação, cartaz, PFF2 e álcool em gel. No encontramos às 14h na Ágora do Crusp. Marque presença e compartilhe: https://fb.me/e/1dKdE6fLs
Para não esquecermos: um ano da morte de nosso colega Ricardo Lima
Num dia como hoje, Ricardo Lima da Silva, aluno desta universidade, morador do CRUSP, morreu. Por que Ricardo morreu? Pelo RACISMO da USP, pela NEGLIGÊNCIA da SAS, pela INDIFERENÇA dos docentes, pela CONIVÊNCIA da reitoria e pelo DESCASO com o CRUSP. Nunca mais calaremos! Tua memória estará sempre viva, como garantia de existência do CRUSP.
O ato proposto pelo CEGE e pel'O Comunal envolve a colagem de cartazes pelo campus que suscitem a memória do ocorrido com Ricardo. O material colado pode ser encontrado ao final dessa página.
De antemão avisamos que esse relato é profundo e pode impactar pessoas mais sensíveis. A formatação do relato preserva a estrutura do mesmo enviada através do direct do Instagram.
Olá vi a postagem de vocês relacionada ao falecimento do meu irmão Ricardo, ele terá uma homenagem da qual acho digno e merecida porém nós não fomos informados sobre... só sei porque vi aqui... O falecimento do meu irmão não é um fato isolado dessa faculdade pelo histórico basta pesquisar e ver que suicídio é mais comum por aí do que se imagina, esse lugar adoeceu a mente do meu irmão e tudo que queríamos é entender em que momento isso ocorreu e não percebemos.
Agradeço pelas lindas palavras dirigidas a ele afinal ele era isso e muito mais. Nós estamos destruídos com essa tragédia e conforta saber que ele era querido, mas peço que se atentem talvez o tal programa de saúde mental n esteja funcionando tão bem assim pois os alunos de vocês no geral estão adoecidos Durante o funeral do meu irmão ouvi relatos absurdos de alguns alunos que foram lá prestar uma última homenagem
Gostaria de dizer somente coisas boas mas infelizmente não vejo como, estamos sem entender não sei se leram o e-mail disparado por ele minutos antes de se atirar acredito que se viram é impossível não se indignar claro é nitidamente um relato de alguém com a mente totalmente perturbada mas gente se ele procurou ajuda porque não fizeram nada como não enxergaram que ele não estava bem é difícil entender compreender e aceitar pois a todo instante nos perguntamos porque não fizemos nada? porque permitimos que ele retornasse a faculdade? Porque? Ou seja nada adianta se remoer dessa forma nada vai devolver a vida dele novamente não é? Pelo amor de Deus que a morte do meu irmão não seja em vão cuidem da saúde mental dos seus alunos, muitos deles assim como Ricardo preto pobre periférico se veem obrigados a estudar a mais do que o necessário para estar sempre no equiparados aos estudantes de classes mais altas com melhores oportunidades de estudo
Sofrem preconceito sofrem bullying
Geram gatilhos muito dolorosos
Cuidem da saúde mental dos seus alunos com especial atenção aos que assim como meu irmão vieram de origem humilde
Olha é difícil pois as informações vão chegando meu irmão escreveu relatos fortes pesados, como eu falei mesmo que ele tivesse qualquer problema psicológico do qual afirmo nunca foi constatado pois até então ele por mais introspectivo que fosse, sossegado com as convicções dele ele jamais MEU IRMÃO JAMAIS TIRARIA A PRÓPRIA VIDA se ele não estivesse com o estado neurológico completamente abalado, por tudo que li e por tudo que vem chegando a mim através de relatos de alunos dessa instituição
Meu irmão foi negligenciado
Não deram a ele a oportunidade de ser tratado da maneira certa
Não informaram a família
Pois se eu soubesse do mínimo
Que ele estava passando
Eu teria ido buscar ele
Nem que fosse arrancado a força
Ele pediu ajuda
E ngm deu ouvidos ao que ele falava
Deram fama de louco
Isolaram meu irmão
Sem nem se preocupar em quão dolorido estava sendo pra ele
Passar toda essa confusão mental
Só
Ele sempre nos dizia que estava tudo bem vc entende?
Pra nós estava tudo bem
Era o que ele dizia
Meu Deus
Ele sofreu preconceito racial estrutural sócio econômico
Tem alunos que falaram e falaram absurdos a mim
Ontem durante o velório
De coisas que nós jamais se quer imaginávamos
Ele tirou a vida em forma de protesto para que algo seja feito e é isso que tem que ser feito meu irmão não volta mais a vida dele novamente jamais teremos aqui de volta mas vcs podem fazer pelos alunos que ainda estão aí
Volto a repetir cuidem da saúde mental dos seus alunos
Outras pessoas aí tem essa mesma tendência ao suicídio
Se nada for feito
Vcs continuarão a perder vidas
Para a loucura
Para a opressão
Para o maldito racismo
Maldito preconceito
Observem
Se organizem
Valorizem as mentes brilhantes que vocês tem aí
Dói muito imaginar o quanto ele possa ter sofrido calado
Eu sei que na carta dele são relatos de alguém completamente fora da realidade
Porém o que foi feito para que a mente do meu irmão chegasse a esse estado
É horroroso
Só peço encarecidamente não permita que essa morte caia no esquecimento através dessa tragédia podemos plantar sementes e colher lindas flores e frutos no futuro
Vidas podem ser salvas e mentes podem ser curadas
Óbvio no que eu puder caminharei junto com vocês
Mas darei um retorno sobre isso, em todo caso eu super autorizo [a divulgação desse relato]
Não tenha dúvidas
Pode ler
Pode gritar
Tudo q falei e volto a afirmar
Acabaram com a saúde mental do meu irmão
Nesse lugar
Geraram gatilhos pesados
Meu irmão foi exposto
Foi negligenciado
NEPEN USP
No dia 25 de maio, em meio ao racismo da Universidade de São Paulo, o universitário Ricardo Lima da Silva se suicidou. Ele tinha apenas 31 anos, era estudante de Geografia e morador do Conjunto Residencial da USP (CRUSP). De acordo com os relatos de seus amigos próximos, a forma pela qual Ricardo era tratado pelos seus colegas de turma e também pelos docentes impactou diretamente na sua saúde mental, o que, infelizmente, não é uma situação isolada, pelo contrário, estudantes negros e negras da Universidade de São Paulo sabem bem o quanto a violência material e simbólica está presente em toda a estrutura dessa universidade, desde a ausência de corpos negros (especialmente entre discentes e docentes), passando pelas bibliografias das disciplinas, formadas majoritariamente por homens e mulheres brancos/as, europeus e heterossexuais, pela desqualificação das pesquisas com a temática racial, até a ausência de um verdadeiro estudo a respeito das desigualdades que envolvem nós negros e negras da USP. [leia a íntegra aqui]
CONEEG
Neste dia 29 de maio, a Confederação Nacional de Entidades de Estudantes de Geografia (CONEEG) lamenta e presta solidariedades aos familiares e amigos de Ricardo Lima, estudante de Geografia da USP que infelizmente partiu.
Compartilhamos as fotos do cortejo organizado pelo CEGE em memória de Ricardo, na última quinta-feira. Que lembremos de nossos irmãos e irmãs sempre. E que a luta por mais assistência estudantil seja ainda mais debatida em nossos cursos, unidades e universidades.
#RicardoPresente
CEGEO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Nós nos solidarizamos com o falecimento do colega Ricardo. Desejamos força aos familiares e amigos do Ricardo, nesse momento tão triste
GFAUD - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
O GFAUD e toda a comunidade FAU se solidariza com essa perda tão triste... Nossos sentimentos à família de Ricardo e seus colegas de turma. Lutaremos sempre pela saúde física e mental dos estudantes muita paz a todxs
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
É com profundo pesar que informamos o falecimento, no dia de ontem, do aluno do Departamento de Geografia da USP, Ricardo Lima da Silva. Aproveitamos para informar que em respeito à família e aos amigos do estudante, as aulas estarão suspensas nesta quarta-feira (26) [a suspensão foi estendida até o dia 28/05].
Ademais, a Chefia do DG e a Diretoria da FFLCH convidam a todos para fazermos uma reflexão sobre a perda do nosso querido aluno Ricardo Lima da Silva.
Hoje, 26 de maio, às 17h | Link: meet.google.com/yzu-vgsp-vys
NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA
Na última terça-feira, 25 de maio de 2021, faleceu Ricardo Lima da Silva, estudante de Geografia da Faculdade de Filosofia, Legras e Ciências Humanas (FFLCH/USP) e morador do Conjunto Residencial da USP (CRUSP). Ricardo era um jovem negro, cursava a última disciplina do curso neste semestre. Chegou à FFLCH depois de ter passado pelo curso de economia, na UFRJ.
Esta triste notícia desperta novamente preocupação em relação às difíceis condições da moradia estudantil da USP, bem como às estruturas de apoio aos estudantes durante a atual pandemia.
É dever de toda a comunidade universitária examinar e buscar aprimorar as condições de moradia e de permanência de estudantes no CRUSP, que há anos vêm sendo objeto de reclamações de moradores e de órgãos da comunidade uspiana e que, sem dúvida, foram agravadas no presente momento.
O Núcleo de Estudos da Violência manifesta seu pesar e solidariedade aos familiares, amigas e amigos de Ricardo. Às 15h30 do dia de hoje, quinta-feira, haverá um cortejo em sua memória, na Praça do Relógio, respeitando as orientações de distanciamento social.
USP MULHERES
O Escritório USP Mulheres lamenta profundamente o falecimento de estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, expressa suas condolências às famílias e solidariedade à Faculdade e aos Departamentos de origem desses alunos.
Tendo atuado conjuntamente com a Superintendência de Assistência Social da USP na elaboração e divulgação do Protocolo de Atendimento para casos de violência de gênero contra mulheres na Universidade, o Escritório USP Mulheres coloca-se à disposição para contribuir com as iniciativas de orientação e acolhimento a serem destinadas à comunidade universitária.
PPG - MUDANÇA SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA
Enviamos especialmente para a família, amigos, moradore(a)s do CRUSP, colegas, funcionários(as) e docentes da Geografia e da FFLCH a nossa solidariedade e desejo de que tenham acolhimento neste momento em que a perda e o luto se apresentam tão doloridos.
Junto com nosso carinho e pesar registramos também que é preciso que façamos uma análise crítica dos contextos de vulnerabilidade enfrentados por nossos estudantes na moradia estudantil e na Universidade.
Marcadores sociais da diferença e questões interseccionais, como classe, raça, gênero, geração precisam sair de nossas teses, dissertações e livros e buscar a espaços no cotidiano da vida universitária de modo que as diferenças deixem de ser desigualdades. O racismo estrutural permeia todas as instituições, inclusive a USP, e precisa ser visibilizado para ser transformado.
Para além desta reflexão, guardaremos com carinho a memória do estudante Ricardo, traduzida nas belas palavras da doutoranda do ProMuSPP Jacqueline Jaceguai que, por ter o privilégio de conviver com Ricardo, nos representa nesta singela homenagem que deixamos para ele.
Ricardo – texto de Jacqueline Jaceguai (Doutoranda do ProMuSPP)
Ricardo era um rapaz que se destacava pela sua inteligência contumaz, tinha um senso crítico apurado diante das questões sociais, políticas e do avanço científico. Como estudante negro entendia muito bem como o racismo nos consome e aniquila a nossa existência. Participou do “novembro negro” na EACH em 2019 e fez excelentes contribuições junto às mesas de debate formadas por lideranças do movimento negro. Salientou o quão difícil é vencer a invisibilidade social, descrédito científico e a pobreza diante do racismo estrutural vivido em todos os espaços, inclusive no espaço universitário.
Nas relações interpessoais, sempre foi prestativo, solidário e preocupado com o bem estar coletivo. Em momentos delicados tinha uma saída inusitada para situações difíceis e, com grande dose de bom humor e leveza de espírito, pensava formas de enxergar o mundo através de lentes que vão para além do entendimento pragmático que a academia insiste em nos enquadrar.
Assim, como tantos outros estudantes pretos, Ricardo era um jovem sonhador que buscava um mundo melhor. As agruras sociais e as injustiças sempre foram pontos de atenção para ele, e por isso aproximava-se das pautas e reivindicações importantes da comunidade a qual pertencia e representava.
Nosso amigo Ricardo partiu.
Nós, que estamos na universidade, sabemos que a defesa da permanência de pretos pobres dentro da universidade sempre será um ato político, assim como a ausência dos mesmos será pauta de reivindicação! Seguiremos para além do imediato, na luta por políticas de permanência estudantil, qualidade de vida e bem-estar social voltadas para a comunidade preta, pobre e historicamente negligenciada. Ao Ricardo desejamos que “Olorum o receba de braços abertos” e aos que ficam desejamos que as dores sejam curadas e seguimos na certeza de que a luta por dias melhores não será em vão.
PROJETO DEMOCRACIA, ARTES E SABERES PLURAIS - IEA USP
A equipe do projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais (Dasp), vinculado à Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, divulgou hoje homenagem ao bolsista Ricardo Lima da Silva, morto no dia 25 de maio. Ele era estudante do curso de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e participou, no Dasp, do censo sociocultural e econômico das comunidades vizinhas aos campi da USP na capital (Butantã e USP Leste). A seguir, a mensagem divulgada pelo projeto.
Ao Ricardo, nosso maior carinho
Com grande tristeza, encaramos a morte do nosso querido Ricardo Lima da Silva. Têm sido dias duros e difíceis. Também foi preciso um tempo para poder voltar às memórias e aos lugares de convívio. É difícil resumir a potência do Ricardo, mas queremos deixar um registro para celebrar um pouco das suas qualidades e da nossa convivência. Ricardo sempre foi uma pessoa de inteligência aguçada, com observações sensíveis e contextualizadas do contemporâneo.
No projeto em que atuou no IEA-USP, o censo em comunidades vizinhas à USP, sempre foi uma pessoa comprometida. Realizou com afinco o trabalho de campo e, muitas vezes, manifestou prazer na interação com o cotidiano das favelas. Participava ativamente dos encontros relacionados ao trabalho e sempre se mostrou cooperativo com a equipe. Ele gostava de ressaltar a potência e o valor político do projeto e de seus colegas. Tinha sonhos de mudar o Brasil e, certa vez, propôs ao grupo organizar um coletivo de militância para além das atividades acadêmicas.
Com talento para a escrita, elaborou ensaios e relatos de campo ao longo do projeto. No livro "Narrativas Periféricas: entre pontes, conexões e saberes plurais", em que descreve com precisão e leveza a viagem de campo ao Rio de Janeiro para conhecer o conjunto de favelas da Maré e os projetos sociais ali desenvolvidos, se definiu como “graduando em Geografia e viciado em perceber e descrever a existência e a ação da entropia em absolutamente todos os lugares, seja numa cidade, seja na mente”.
Como futuro geógrafo, enfatizava a sua admiração por alguns professores e, ainda, o seu grande interesse por temas relativos à geopolítica.
Dizia que seu TGI (Trabalho de Graduação Individual) seria sobre a presença Nikkei no futebol, estudando aspectos socioespaciais e culturais e seus reflexos nas práticas esportivas.
Fã de jogos, animes e séries, tecia analogias entre cultura pop e temas sociais e dava boas dicas de entretenimento eletrônico.
Do amigo, fica a nossa saudade e essas boas lembranças. Ricardo vive!
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
Linkamos abaixo o pronunciamento oficial da Direção da FFLCH, unidade da USP em que Ricardo estudava. Acesse o vídeo em youtu.be/StcGGSI7UUo
Em meio ao racismo institucional, aluno negro tira a própria vida na USP
Na última terça-feira (25), o jovem Ricardo Lima da Silva se suicidou em meio ao racismo e negligência da Universidade de São Paulo (USP). Morador do Conjunto Residencial da USP – CRUSP, Ricardo procurou ajuda por diversas vezes dentro da Universidade e o que ouviu foram comentários que negligenciaram a sua dor. [leia a íntegra aqui]
Os inumeráveis da USP (Edição 516)
Ricardo Lima da Silva cursava o sexto ano de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH) e era morador do Conjunto Residencial da USP (CRUSP). Seu falecimento prematuro mobilizou colegas, professores e funcionários em torno da discussão sobre saúde mental, acesso e permanência estudantil na Universidade. [leia a edição 516 aqui]
POR RESPEITO À DIVERSIDADE NA USP
Sociedades e instituições democráticas cujos princípios se assentam sobre direitos humanos, valores republicanos e inclusão da diversidade buscam continuamente melhoria desses parâmetros, os quais são entendidos como parte incontornável do processo civilizatório. A tardia adoção de políticas afirmativas de cunho sócio racial trouxe aos campi da USP um contingente de estudantes negros jamais visto nessa instituição. [leia a íntegra e assine a petição aqui]
Estudantes farão ato em homenagem a estudante da USP que cometeu suicídio na pandemia
O estudante universitário Ricardo Lima da Silva, que cursava Geografia na USP e era morador do sucateado CRUSP (habitação estudantil na Cidade Universitária), cometeu suicídio nesta terça (25). [leia a íntegra aqui]
Estudantes da USP farão ato-cortejo em memória de jovem que se suicidou no CRUSP
Ato-cortejo em memória do estudante que se suicidou será hoje (27) às 15h30 com concentração na Praça do Relógio na USP. Jovem negro e morador do CRUSP, Ricardo Lima da Silva foi mais uma vítima fatal do adoecimento psicológico que aflige a juventude especialmente na pandemia. [leia a íntegra aqui]
"Jovem demais, negro demais...": violência e suicídio na USP
Crônica de uma trabalhadora da USP sobre o suicídio de mais um jovem negro da moradia estudantil. "Escrevi esse texto triste e violento, talvez ele só fizesse sentido se lido para o Reitor, pra alta e fria burocracia da USP. Mas não quero falar com essas pessoas. Elas não se constrangem com nada." [leia a íntegra aqui]
Cortejo homenageia aluno da Geografia
Moradoras e moradores do Conjunto Residencial da USP (Crusp) promoveram nesta quinta-feira (27/5) um cortejo pelo câmpus da Cidade Universitária do Butantã em homenagem ao estudante R.L.S. A concentração estudantil ocorreu às 15h30min na Praça do Relógio e foi realizada sob a chamada “Não esqueceremos nossos irmãos”. [leia a íntegra aqui]
Aluno comete suicídio na USP e coletivos denunciam negligência e racismo
O estudante de Geografia Ricardo Lima da Silva se suicidou em 25 de maio dentro da Universidade de São Paulo (USP). Morador do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), o jovem sofria com o bullying dos colegas e com o racismo institucional, inclusive por parte dos docentes, de acordo com o portal Geledés. [leia a íntegra aqui ou aqui]
Carta dos docentes negras e negros da USP: Pelo direito á diversidade na USP!
Docentes negras e negros da Universidade de S. Paulo lançaram carta à administração da USP denunciando o racismo institucional na universidade. A carta intitulada “PELO RESPEITO À DIVERSIDADE NA USP” avalia que o caso da morte do estudante Ricardo Lima da Silva no CRUSP (Conjunto Residencial da USP) no dia 26 de maio não foi um fato isolado, mas fruto da “inequívoca existência do racismo institucional na USP, da ausência efetiva de políticas públicas para superar o racismo, a falta genuína de interesse em um verdadeiro acolhimento de pessoas negras na universidade”. [leia a íntegra aqui]
Suicídio de três estudantes nos últimos dois meses acende alerta na USP
O suicídio de três estudantes da USP nos últimos dois meses acendeu alerta para que a instituição reforce ações de apoio aos seus quase 60 mil alunos, incluindo cuidados com a saúde mental e medidas de acolhimento social, financeiro e pedagógico. [leia a íntegra aqui]
Vítima de racismo, estudante negro se suicida em residência estudantil da USP
São Paulo - O estudante Ricardo Lima da Silva morreu, no dia 25 de maio, após cair do prédio em que morava no Conjunto Residencial da USP - CRUSP. Segundo familiares e amigos, ele era vítima de racismo e 'bullying' por parte dos professores e de outros alunos. O suicídio ocorreu depois de o universitário pedir ajuda à instituição de ensino e não receber. [leia a íntegra aqui]
Por que sonho de diploma na USP resultou no suicídio de um jovem negro?
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio representa 1,4% das mortes em todo o mundo, a segunda causa entre jovens de 15 a 29 anos. Para cada evento consumado, outras vinte vítimas têm algum tipo de ideação sobre o assunto ou atentam contra a vida. O Brasil lidera o ranking dos países com maior taxa de depressão e ansiedade na América Latina, e o índice de suicídios de estudante nas universidades do Brasil – e do mundo -, além de crescente, tem alcançado dimensão de tragicidade. [leia a íntegra aqui]
O orçamento da miséria na USP
Diante deste cenário: aumento de alunos ingressantes por cotas e as tristes consequências da pandemia, que no dia 25 de maio de 2021, um estudante da USP e morador do Conjunto Residencial da USP tirou sua própria vida. Ricardo Lima da Silva era estudante do curso de Geografia e morreu em meio a esse cenário que oprime e que adoece. Como não adoecer? A resposta a isso, inclusive, foi mobilizada por ex-moradores do Crusp e atuais estudantes moradores, pois as mobilizações da SAS e da universidade foram e continuam sendo nulas. [leia a íntegra aqui]