O vape ou pod, como são chamados os cigarros eletrônicos, estão ganhando cada vez mais espaço entre os jovens e adolescentes no Brasil. Para enfrentar esse mal que parece seduzi-los, as melhores ferramentas são a informação e o diálogo. Mas, será que estamos preparados para esse novo desafio?
Mas, como saber se meu filho está fumando vape (cigarro eletrônico)? Há mudanças em seu comportamento? A sua fumaça tem cheiro? Onde eles conseguem comprar? … Essas e outras perguntas passam pela cabeça dos pais, que se preocupam, e com razão, com esse novo “modismo” que circula entre os adolescentes. Para ajudar com essa questão, preparamos este informativo que reúne as mais recentes informações sobre o tema.
Cigarro eletrônico, também conhecido como vape, pod, e-pipe, e-cigarette, e-cigar ou tabaco aquecido, é um dispositivo com o formato de um cigarro convencional ou caneta, que contém uma bateria e um depósito onde é colocado um concentrado de nicotina, solventes, glicerina vegetal e aromatizantes.
Os cigarros eletrônicos são pequenos e podem ser facilmente escondidos em estojos, bolsos… Por isso demandam uma atenção por parte dos pais. Diferentemente do convencional, o modelo eletrônico não utiliza fogo, uma vez que funciona a bateria, e é apresentado em diferentes formatos, como pen-drive e caneta. Além disso, a formulação inclui aditivos para saborizar a fumaça e mascarar os efeitos danosos do consumo.
O vape é proibido no Brasil desde 2009, conforme Resolução RDC nº 46, da Anvisa. A proibição abrange a comercialização, importação, propaganda, fabricação, distribuição, armazenamento, transporte e até mesmo a propaganda dos cigarros eletrônicos.
O que dizem os especialistas?
Pesquisas recentes publicadas em diferentes revistas científicas internacionais, indicam que os usuários de vape, entre os jovens, são, prioritariamente, adolescentes entre 12 e 17 anos, sendo o pico de seu uso aos 14 anos.
➡️ ️Um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com adolescentes já havia mostrado que, aos 13 anos, 16% dos adolescentes já utilizaram vape. Aos 15 anos, este percentual sobe para 32%. No Brasil, segundo o IBGE, quase 17% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já disseram ter experimentado o cigarro eletrônico.
➡️ Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Sydney, questões emocionais são um gatilho que acaba contribuindo para o uso ainda mais frequente dos vapes pelos adolescentes. Aparentemente, essa conexão pode surgir de uma série de fatores que se interligam, como propensão genética, gatilhos sociais ou do ambiente, além do uso de cigarros eletrônicos como válvula de escape para sentimentos negativos.
Os principais riscos do consumo do cigarro eletrônico são:
Surgimento de câncer
Doenças respiratórias e cardiovasculares, como infarto, morte súbita e hipertensão arterial.
Possibilidade de contrair a doença pulmonar chamada Evali, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os principais sintomas são tosse, dor torácica e dispneia, além de dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, febre, calafrios e perda de peso.
Problemas de saúde bucal.
Dependência de nicotina e consequente tabagismo.
Recomendações
Educação e prevenção - é fundamental educar os adolescentes sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos e promover a prevenção do tabagismo em geral.
Regulamentação - é importante que o governo regulamente a produção, comercialização e propaganda de cigarros eletrônicos para proteger a saúde dos adolescentes.
Suporte psicológico - adolescentes que usam cigarros eletrônicos e estão enfrentando problemas de saúde mental devem ter acesso a tratamento e suporte psicológico.
Comunicação aberta - é importante que pais, familiares e educadores estabeleçam uma comunicação aberta com os adolescentes sobre o uso de cigarros eletrônicos e outros comportamentos de risco.
As intervenções preventivas, realizadas pela família e escola, podem se concentrar em melhorar o suporte ao bem-estar emocional, ensinar estratégias de enfrentamento saudáveis e abordar os fatores de risco que contribuem tanto para o uso de cigarros eletrônicos quanto para os problemas de saúde decorrentes de seu uso.
Este e outros temas fazem parte da “👨👩👦👦 Escola de Pais MS”, um espaço dedicado ao compartilhamento de informações e reflexão sobre assuntos relacionados à educação e que estão presentes em nosso dia a dia, há mais de 40 anos.
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