Hoje, grande parte da vida social acontece também nas mídias digitais. Elas se tornaram o começo, o meio e, muitas vezes, o fim das nossas interações com o outro. São um território que influencia como enxergamos o mundo e a nós mesmos — e no qual, cedo demais, crianças e adolescentes acabam entrando.
Nessa página vamos conhecer como a Cidadania Digital pode nos ajudar a construir uma relação mais saudável com o mundo digital.
Será que é possível ensinar as crianças a terem um relacionamento mais saudável com as telas? É justamente aí que entra a cidadania digital. Falar sobre esse tema vai muito além de ensinar regras de bom comportamento na internet.
É ajudar crianças e adolescentes a lembrarem que, por trás das telas, existem pessoas reais, e que suas ações possuem consequências. Podemos dizer que cidadania digital é sobre como vivemos em comunidade, só que no ambiente virtual.
Vamos continuar essa conversa?
A foto escolhida, a legenda escrita, o comentário deixado... tudo isso vai construindo uma identidade digital. Pensar sobre as redes a partir da cidadania digital é justamente isso: aprender a estar nesse espaço com consciência, sem perder a si mesmo.
Mas e quando essa identidade digital começa cedo demais?
Cada vez mais, vemos meninas e meninos querendo — ou sendo levados a — crescer rápido demais. Perfis criados por adultos, falas ensaiadas, opiniões que não nasceram delas, mas que soam como se fossem. Esse fenômeno tem nome: adultização.
Vamos refletir sobre como a cidadania digital também passa por reconhecer o que expomos na internet e por lembrar que as redes sociais não foram feitas para crianças?
Na pressa, muitas vezes deixamos de checar o que lemos e acabamos compartilhando sem pensar.
Esse ritmo acelerado também aparece em outros cantos do mundo digital. Nos jogos online, por exemplo, é fácil perder a noção da hora. E quando o tempo de tela passa dos limites, o que era diversão pode afetar o sono, os estudos e a convivência com a família.
No fundo, tanto nas redes quanto nos jogos, o desafio é o mesmo: aprender a pausar. Afinal, o excesso (de tempo, de estímulos e de informação) pode nos fazer agir sem pensar.
Vamos refletir sobre como a cidadania digital é também sobre saber usar a tecnologia com equilíbrio, consciência e responsabilidade?
- e que nossas palavras, ações e escolhas digitais têm impacto real, tanto no outro quanto em nós mesmos.
Tudo o que fazemos na internet — as fotos que postamos, as pesquisas que fazemos, as curtidas e os comentários — compõe uma espécie de histórico da nossa presença online. Ele pode abrir portas, facilitar conexões e oportunidades, mas também expor informações pessoais ou deixar registros dos quais talvez a gente se arrependa depois.
Cuidar do que falamos, postamos e compartilhamos é um ato de responsabilidade — com os outros e também com a nossa própria segurança.
A Cidadania Digital trata justamente disso: reconhecer que, por trás de cada tela, há uma pessoa; e que cada gesto online deixa uma pegada.
Este e outros temas fazem parte da “👨👩👦👦 Escola de Pais MS”, um espaço dedicado ao compartilhamento de informações e reflexão sobre assuntos relacionados à educação e que estão presentes em nosso dia a dia, há mais de 40 anos.
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