Dou por mim, neste início de ano, a sentir-me um pouco perdido em mim mesmo. Sem um rumo, assaltado por uma nostalgia que vai ficando mais forte à medida que os dias passam por mim. Seja qual for o caminho que esteja pela frente (pre) sinto-o com o último caminho que a vida me reserva. Estreito, ou largo, será o derradeiro de muitos que fui percorrendo em que me dei tantas vezes sem que houvesse retorno evidente. Caminhos que me trouxeram tantas e ricas vivências mas que comportaram também outras tantas desilusões. Não culpo ninguém por elas, pelas desilusões. Elas existem porque as expectativas, que eram minhas e não de mais ninguém, eram, provavelmente, demasiado altas. Porque, nas encruzilhadas, terei seguido os caminhos errados. As opções foram sempre minhas e com elas terei de lidar neste momento em que espero pelo caminho derradeiro. Qualquer que ele seja. Sonhei utopias, abracei outras tantas...quando a realidade me bateu e "caí da burra abaixo" pude verificar, tantas vezes espantado, que a vida não era feita de utopias mas de uma realidade bem dura e diversa dos sonhos. Uma realidade feita de traições, de mentiras, de meias verdades, que magoam...a maior parte das feridas cicatrizaram, outras estão bem vivas porque são directamente proporcionais às expectativas em que elas foram, em mim, geradas! Por estes dias invade-me uma tristeza grande esperando, com a serenidade possível, o caminho, esse novo caminho, o derradeiro caminho que a vida me colocará nos, poucos, dias por andar!...