Aqui é que a "porca" torce o rabo. Porque algumas destas estórias envolvem pessoas que "já cá não estão". Temos um hábito, muito português, de transformar os mortos em boas pessoas, e de lhes darmos um último aceno de simpatia, indo muitas vezes aos velórios fazendo por esquecer que na verdade eram uns sacanas. Tenho para mim que um sacana vivo, quando morre, continua a ser um sacana. Aliás, como escreveu Jorge de Sena, Portugal é um país de sacanas. Felizmente que alguns já morreram. É desta forma que olho as coisas e aqui não iria ser diferente. Sei que corro riscos. Porque a sacanice é subjectiva. O que é para mim não é para outros. Contudo aqui neste lugar estou a falar de mim e não dos outros. Por isso, correndo o risco de ferir algumas susceptibilidades contarei essas estórias a par de outras que envolveram gente boa e tantas outras que até nos podem fazer sorrir. Vamos lá, então, às estórias que, uma vez mais, não estão por ordem cronológica. Serão aqui "pespegadas" à medida que me for lembrando delas..