A cerveja no Brasil
No Brasil, a cerveja demorou a chegar, pois os portugueses temiam perder o muito com a venda de seus vinhos. O hábito de beber cerveja começou nos tempos de D. João VI, época em que a Colônia Inglesa importava a bebida da Europa e, até o final do século passado, o Brasil ainda importava a bebida. Em 1836, o Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, dá a primeira notícia sobre fabricação comercial de cerveja no Brasil.
1853 – Bohemia
Em 1853, a cerveja Pilsen chega ao Brasil através do alemão Henrique Kremer, que fundou a Cervejaria Bohemia. Esta tinha uma produção local que conseguia atender Petrópolis e a cidade do Rio de Janeiro, mesmo enfrentando dificuldades na aquisição da matéria prima e toda a escassez tecnológica para a produção de instrumentos em território brasileiro, além da falta de mão de obra especializada.
1885 – Nasce a Antarctica
A Companhia Antarctica Paulista foi fundada no bairro da Água Branca, em São Paulo, como uma fábrica de gelo. Na verdade, o cervejeiro alemão Louis Bücher, possuía uma pequena cervejaria desde 1868, mas, foi em 1888, com a Antarctica, que criaram a primeira cervejaria com tecnologia de baixa fermentação do país. Em 1904, Antarctica se une a Bavária, que possuía uma cervejaria maior e mais moderna na Móoca (SP). Nessa época, se produzia Pilsen, Munchen e Export no local. Em 1921, a antiga sede da Antarctica é vendida ao “Palestra Itália”, hoje Palmeiras, criando o Parque Antártica.
1888 – Brahma
Entre 1880 e 1920, o começo da industrialização no Brasil e a chegada de imigrantes, novas cervejarias abrem as portas. É neste fluxo que, chega ao Brasil, o suíço Joseph Villiger. Ele acostumado com as cervejas europeias e inconformado com a má qualidade, resolveu começar seu próprio negócio, trazendo o que havia de mais moderno no velho mundo. É aqui que nasce a Brahma Chopp.
1920 - 1930: A expansão da cerveja brasileira
O período da 1ª Guerra Mundial causou uma drástica diminuição da importação, o que permitiu um excelente crescimento para as cervejarias brasileiras. Entre 1920 e 1930, houve uma valorização das marcas brasileiras, o que impulsionou o crescimento de marcas como Brahma, Antarctica, Adriática e Companhia Cervejeira Paulista.
1967 – O ano redondo
Em 1967 a Cervejaria Rio Claro, que produzia a Caracu, patenteou no Brasil a Skol, sob licença da fábrica dinamarquesa Carlsberg, que três anos antes lançou a marca na Europa. E foi em 1978 que a Cervejaria Brahma compra a Cervejaria Rio Claro, se tornando dona das marcas Caracu e Skol.
1982 – Kaiser
A Kaiser foi lançada em Minas Gerais, no dia 22 de abril de 1982, por Luiz Otávio Possas Gonçalves. Suas campanhas de marketing ficaram conhecidas nos anos 90, através de seu protagonista, o ator José Valien, o Baixinho da Kaiser.
1989 – Schincariol
Em 1989, a Schincariol foi fundada em 1939, onde iniciou suas atividades produzindo o refrigerante Itubaína com sabor tutti-frutti. Somente no ano de 1989 que a Schincariol entrou no mercado cervejeiro.
1993 – Itaipava
Em 1993, um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno. Um ano depois nascia a cerveja Itaipava.
2000 – Surge a ambev
Em 2000, Antarctica se junta a Brahma, criando a ambev. Até esta data a então Companhia Cervejaria Brahma e a Antarctica Paulista eram concorrentes entre si, ambas as Cervejarias tinham no mercado as principais marcas, que estavam entra as mais vendidas no país. O surgimento da nova empresa impulsionou o setor de bebidas brasileiro, possibilitou a entrada no mercado de novas marcas tanto da Ambev como da concorrência, ampliou a quantidade de produtos e com preços acessíveis. A ambev conseguiu também reduzir muito o custo logístico de distribuição, pois começou a utilizar sistema de distribuição das antigas empresas, que tinham uma grande cobertura em todas as regiões do país.
Com o passar dos anos a ambev começou a fazer aquisições e fusões com empresas ao redor de todo o mundo, trazendo para o Brasil diversas novas marcas já conhecidas no mundo. A concorrência também começou a fazer o mesmo, aquecendo cada vez mais o mercado cervejeiro, quem ganhou com isso foram os consumidores, que passaram a ter novas opções de escolha.