Perda de entes queridos
A experiência da perda de um ente querido é umas das mais dolorosas e marcantes que vivenciamos ou vivenciaremos. É um desafio existencial que estamos submetidos. Por isso, precisamos desenvolver a percepção e compreensão desse fenômeno.
Se entendermos que tudo termina com a morte, uma profunda tristeza se instaura em nosso ser, e o imenso vazio nos invade.
Isso acontece porque aceitamos em nossas vidas falsas ideias propagadas pelo materialismo. A concepção de que tudo termina com a morte, tornou-se uma espécie de crença.
A ausência das pessoas que amamos, é motivo de dor. Entretanto, nossas dores podem ser agravadas ao escolhermos ideias equivocadas sobre a vida. Quanta dor essas falsas crenças provocam.
A proposta Espírita é a investigação dos fatos, dos fenômenos da vida. No Espiritismo a questão da fé, é algo mais do que acreditar, é a possibilidade de averiguar a transcendência da vida.
Quando a vida espiritual deixa de ser uma hipótese, e se transforma em uma realidade, mudamos nosso entendimento, mudamos nossa vida, mudamos nosso ser.
O enfrentamento da morte depende dos propósitos que escolhemos para a vida. Existe uma relação entre o significado que atribuímos à vida, os sentimentos e pensamentos que cultivaremos quando a pessoa amada partir desse mundo.
Quando refazermos nossa interpretação da vida, voltada para o Espírito, conforme Jesus nos apresentou, alcançamos novos sentimentos e novas formas de viver e pensar. Não é simplesmente seleção de ideologias ou teorias. É a comprovação da realidade espiritual, é o desvelar do real fluxo da vida.
Ao alcançarmos essa confirmação, então essa verdade será nossa inspiração para a vida presente. Reformulando nossos conceitos, práticas e pensamentos.
Quando alcançamos essa verdade, sentiremos a saudade, mas teremos a certeza do reencontro.
Um novo significado, um novo ser, uma nova vida em Cristo, Jesus.
Autor : Paulo José de Souza