Precisamos reconfigurar nossa fé. Abandonar a ideia da condenação eterna.
Se viemos de Deus, para Ele voltaremos.
Somos obras, portanto temos uma aliança eterna com o Supremo Autor.
Muitos tentam corromper a sublime lição do perdão do irmão da cruz, ao difundirem a teologia da
perdição eterna.
Alcançar o Reino de Deus depende das boas obras e não de batismo, como muitos defendem, pois se
reconhece o cristão por suas obras.
Aceitar um juízo final é petrificar a justiça divina, é ofender a máxima do perdão vivida por Jesus, “Pai,
perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, “setenta vezes sete”.
A Boa Nova veio trazer esperança e redenção.
A existência de um local de tormento perpétuo (inferno, lago de fogo), no qual não é mais possível o
resgate, a restauração e a redenção do espírito, contradiz e diminui a misericórdia infinita e o amor
absoluto anunciado pelo príncipe da paz.
Se Deus é perfeito, Ele não erra. Impossível, portanto, a existência de um reduto de imperfeições (inferno,
lago de fogo). Para Deus nada se perde.
Todos comparecemos ante a justiça celestial, colheremos aquilo que plantarmos. Sofremos pelo mal que
fizermos, mas sempre com a possibilidade de restauração. Somos filhos da luz.
Será que seríamos felizes, estando na bem-aventurança, sabendo que um dos nossos se encontra no
degredo, na relegação eterna?
Se um ente querido, antes da morte física não encontrou o caminho do cristo, pela reencarnação ele terá
a nova oportunidade para chegar ao Pai Maior.
Guardemos a esperança e a certeza de que não existem dois destinos, dois futuros para o espírito. Todos
alcançaremos o Reino de Deus. Por isso, um dia reencontraremos nossos amados, mesmo que não
tenham se convertido ou vivido o evangelho nesta vida.
A morte é uma ilusão. O espírito é eterno.
O Espiritismo revela-nos uma alvorada de esperança.
Autor: Paulo José de Souza 02/11/2013