O nascimento extraordinário e fantástico de Jesus narrado nos Evangelhos traz muitas divergências e dúvidas. As interpretações literais, ao pé da letra, produzem dogmas e entendimentos incoerentes com a lei biológica, que também é uma Escritura Sagrada de Deus escrita diretamente na natureza.
Os chamados milagres não podem alterar as leis que regem a natureza – a lei biológica – pois, assim como as leis eternas anunciadas pelo Cristo elas também foram promulgadas pelo Criador.
O dogma da Concepção Virginal, para alguns é um atestado do poder de Deus, uma bússola de fé, entretanto para outros abre caminho da incredulidade, pois a crivo da razão a leis físicas e as leis espirituais-morais não podem se contradizer, pois estão sobre o mesmo regimento do Criador.
Ao sedimentarmos nossa Fé em Jesus dentro desse entendimento, abrirmos portas para interpretações incompatíveis com vivência e a missão do Cristo.
Muitas correntes partem dessa premissa e afirmam que Jesus não possuiu um corpo de carne, assim como o nosso. Uns dizem que ele tinha um corpo fluídico, um corpo sutil. Ainda argumentam que Jesus não teria sofrido, se sacrificado em nome do perdão e da misericórdia. E dessa forma tentam diminuir o magnífico trabalho do Mestre das Alturas para conduzir os Espíritos à maturidade espiritual.
Outra corrente apoia a concepção sobre-humana de Jesus, e continuam a distanciar ciência e religião. Existem muitas pessoas que ainda se limitam a acreditarem em muitas teorias, interpretações, dogmas sem fazerem um pequeno estudo, sendo assim creem em interpretações superficiais e limitadas, mas isso não é importante se pela convicção que adquiram conseguem ser pessoas melhores, vivendo os ensinos do Nazareno.
Autor: Paulo José de Souza