Nossos Mortos Vivem
Se hoje é dia de chorar por quem já partiu do mundo físico. Também é dia de rejubilar, se atingimos a certeza da continuidade da vida.
A morte, quase sempre, desperta saudade, solidão e medo. Podemos desenvolver diversas formas de entender e viver esses sentimentos. A fé consistente é capaz de revolucionar nossos pensamentos sobre esse evento.
Quando Jesus disse que seu Reino não era deste mundo, ele não disse palavras ao acaso, não procurou desenvolver teorias de crença ou sentenças falsas. Ele veio anunciar a realidade espiritual.
Saber que somos seres imortais, em processo de aprimoramento. Saber que nossos entes que partiram em mortes prematuras, assassinatos, suicídios, acidentes terão uma Vida Espiritual, faz uma enorme diferença quanto vivenciamos a experiência do luto.
Talvez para muitos a realidade espiritual seja uma teoria de crença, um sistema de ideias, sem comprovação fática, uma invenção da religião, mas todos aqueles que elevam suas dúvidas ao extremo e permitem-se estudar, pesquisar e analisar sem precondição, alcançam a fé consistente, por descobrirem que existem muitos mais evidências do Ser do que do Não-Ser depois da morte física.
Desenvolver a fé é algo complexo, pois se somos diferentes cada um tem sua maneira de consolidar sua convicção, e vive em contextos diversos, assim sendo os meios de comprovação da realidade espiritual são personalíssimos, não pare na dúvida, prossiga na busca que a evidências virão.
Saber do reencontro da vida espiritual, nos dá esperança e consolação. Saber que somos seres transcendentes nos dá resistência e resiliência para enfrentarmos os momentos adversos da vida e nos dá propósito para convergirmos para causas superiores.
Autor: Paulo José de Souza. 02 de Novembro de 2018.