O critério para essa escolha foi se as obras estavam presentes nos programas PNBE e/ou PNLD. O PNBE, Programa Nacional Biblioteca da Escola, criado em 1997, fez parte de uma iniciativa governamental que visava a formação de novos leitores nas escolas e a reestruturação das bibliotecas escolares. O programa teve como objetivo fornecer a acessibilidade à cultura e incentivar à leitura nos alunos e professores com o auxílio da distribuição de acervos contendo obras de literatura, de pesquisa e de referência. Posteriormente, em 2017, o PNBE foi reformulado e inserido no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), passando a se chamar Programa Nacional do Livro e do Material Didático. (RIBEIRO, 2021)
O trágico amor de Otelo e Desdêmona, envolvido pelas intrigas do traiçoeiro Iago, surge com toda força nesta HQ intensa e dramática. Uma história que irá te envolver da primeira à última página!
Aparece no acervo do Ensino Fundamental e Ensino Médio do ano de 2013 do PNBE.
Otelo foi representado em Londres pela primeira vez em 1604, há quatrocentos e dez anos! Dificilmente terá ocorrido um ano em que esta peça, em algum lugar do mundo, não tenha sido representada. No Brasil, segundo exaustiva pesquisa de Celuta Gomes e Thereza Aguiar, a primeira exibição de Otelo de que se tem registro ocorreu em 1837, com a direção de João Caetano, que também fez o papel de Otelo. Desde então, até nossos dias, ainda segundo as duas pesquisadoras, esta tragédia é oferecida ao público brasileiro praticamente cada ano. Mas não nos fartamos de Shakespeare? Que ingrediente secreto haverá em suas obras que nos leva a vê-las ou lê-las mais de uma vez, embora saibamos perfeitamente como será o fim? Em geral, dificilmente lemos um romance ou vemos um filme pela segunda vez, raras vezes pela terceira. Em seu antológico Shakespeare no Brasil (1961), Eugênio Gomes cita o caso de um cidadão inglês, Gordon Crosse, que, no decurso de trinta e quatro anos, assistiu a todas as trinta e sete peças reconhecidas como do cânone shakespeariano na primeira metade do século XX. Assistiu a Hamlet por vinte e nove vezes! A outras peças, assistiu cinco, seis, dez vezes! Foi ao teatro ver Shakespeare, em Londres, por mais de quinhentas vezes , conforme pormenorizado registro que fez na obra que publicou em 1953, Shakespearean Playgoing.
Otelo é um nobre mouro e soldado de fortuna cujo valor o elevou ao posto de general. O herói da tragédia shakespeariana é chamado a enfrentar o impossível e a morrer sem esperança e recompensa - o ciumento mouro estrangula a inocente Desdêmona. Todas as épocas e todos os homens encontram a sua imagem refletida no espelho universal de Shakespeare. Os ecos de sua paixão e de sua poesia ressoam no nosso espírito - e assim será até o fim dos tempos.
Em Veneza, Otelo, um general mouro a serviço do Estado, conquista Desdêmona, uma jovem, filha de um nobre local. Após enfrentar a ira do pai e defender-se com sucesso contra a acusação de tê-la "enfeitiçado", ele parte a Chipre em companhia da esposa para combater o inimigo turco/otomano. Lá, seu alferes, o manipulador Iago, consegue paulatinamente instilar na mente do mouro a suspeita de que Desdêmona o traiu. Otelo é a tragédia em que Shakespeare estudou os mecanismos da imaginação, da paixão e do ciúme. Em nova tradução de Lawrence Flores Pereira, que recria a linguagem grandiosa de Otelo e a prosa nefasta de Iago, esta nova edição é acompanhada de uma longa introdução e notas contextuais do tradutor, bem como de um ensaio de W. H. Auden.
A tragédia de Otelo, o mouro de Veneza, gira em torno do relacionamento desastroso e trágico entre Otelo e Desdêmona. O nome das personagens reflete suas características principais. Do germânico antigo, Otelo significa “riqueza”, “opulência”; do grego, Desdêmona significa “desafortunada”. O paralelismo fica claro, quando tais nomes são utilizados na peça de Shakespeare: a desafortunada veneziana Desdêmona é morta pelo nobre mouro Otelo.