O critério para essa escolha foi se as obras estavam presentes nos programas PNBE e/ou PNLD. O PNBE, Programa Nacional Biblioteca da Escola, criado em 1997, fez parte de uma iniciativa governamental que visava a formação de novos leitores nas escolas e a reestruturação das bibliotecas escolares. O programa teve como objetivo fornecer a acessibilidade à cultura e incentivar à leitura nos alunos e professores com o auxílio da distribuição de acervos contendo obras de literatura, de pesquisa e de referência. Posteriormente, em 2017, o PNBE foi reformulado e inserido no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), passando a se chamar Programa Nacional do Livro e do Material Didático. (RIBEIRO, 2021).
De Macbeth não há ocorrências nos anos de 1998, 1999, 2001, 20202, 2003, 2005, 2006,2008, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2018, 2020.
OLIVEIRA; JOSIMAR FERNANDES DE; VIANA, ARIEVALDO. AMBIÇÃO DE MACBETH E A MALDADE FEMININA. SÃO PAULO: CORTEZ EDITORA E LIVRARIA LTDA, 2008.
Desde as primeiras criações literárias, os sentimentos humanos são inspiração para as mais complexas tramas, com desfechos trágicos ou felizes, que revelam muito sobre quem somos, o que queremos ou como agimos. Exatamente para falar sobre a ambição e a busca pelo poder, Shakespeare criou a história de Macbeth. Arievaldo Viana traz todos os episódios com o tecido da poesia, tornando-a ainda mais atraente para os jovens leitores.
Essa versão está presente na PNBE de 2009 conta com 25.788 exemplares, com o código 16416L1814. Escrito por Arievaldo Viana e Josimar Fernandes de Oliveira com 36 páginas.
GODOY, MARCELA; SHAKESPEARE, WILLIAM; VASCONCELLOS, RAFAEL. MACBETH. 2. ED. SÃO PAULO: NEMO, 2021.
A obra Macbeth, da autoria de Marcela Godoy e Rafael Vasconcellos, consiste em uma adaptação da obra homônima de William Shakespeare, que integra a Coleção Shakespeare em Quadrinhos. O livro traz a conhecida história de Macbeth, líder do exército do Rei Duncan da Escócia, que estava em guerra contra a Noruega. Com o final do conflito, no caminho de volta ao reino, Banquo e Macbeth encontram três bruxas que fazem profecias, entre as quais a de que este seria rei. A materialização de tal profecia é acompanhada por dor, luto, violência e remorso, temas que garantem até hoje a vitalidade dessa narrativa clássica. A adaptação da tragédia shakespeariana segue a sequência narrativa do original. Foi realizada uma condensação da história, com a supressão de alguns excertos descritivos. Os recursos do graphic novel (romance gráfico) permitem que a narrativa ganhe agilidade, pois imagens e texto verbal são articulados de modo a possibilitar um adensamento dos significados. Nesse sentido, o projeto gráfico utiliza ilustrações que dialogam diretamente com o texto verbal, mas sem recair em simplificações. Como exemplo disso, nota-se que, em cenas de morte, as imagens revelam o clima sombrio e trágico da história, não apelando a representações explícitas e gratuitas de violência. Ao aliar o texto verbal às imagens para recontar um clássico shakespeariano, os autores conseguiram condensar temas complexos, como a ganância e a sede de poder que levam à perdição, bem como a lealdade, a ética e a justiça.
Aparece no acervo da PNLD de 2021 com obra disponível em formato digital, código 0663L21612130IL na categoria Objeto 5 - Obras literárias - Ensino Médio.
A presença na BNCC: Nessa perspectiva, a obra permite a reflexão sobre a condição humana, contempla a ampliação do repertório cultural dos jovens e possibilita o incremento da linguagem, que, embora atualizada, é própria do período histórico representado. Os paratextos permitem que estudantes e professores tenham uma visão do contexto histórico da obra original, das particularidades do gênero graphic novels em uma perspectiva interdisciplinar e intertextual. O livro, que atende aos preceitos legais e ao que preconiza a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, possibilita o diálogo com outras formas de expressão artística, como o cinema e a pintura, revelando a influência de Shakespeare ao longo do tempo. Além disso, os paratextos trazem propostas atuais, como a criação de fanzines e a utilização das TICs, contemplando a pesquisa, o debate e a ampliação cultural dos alunos.
Materiais de apoio: A obra vem acompanhada ainda de videotutoriais tanto para o professor quanto para o estudante, com duração entre 5 e 10 minutos cada. Assim, trata-se de uma leitura recomendável a estudantes do Ensino Médio pelas temáticas abordadas e potencialidades literárias. O Material Digital do Professor, em PDF, apresenta propostas de atividades alinhadas à BNCC, aprofundamento sobre temas da narrativa, sugestões de referências complementares e bibliografia comentada.
SHAKESPEARE, WILLIAM. A TRAGÉDIA DE MACBETH. TRADUÇÃO DE ALDA PORTO. [S.I.]: MARTIN CLARET, 2018.
A tragédia de Macbeth (1605) faz parte da fase de maturidade de William Shakespeare. É sua única peça que relaciona os fatos da situação histórica da Inglaterra do século XVI. Com a mestria de traduzir seu tempo, Shakespeare narra uma história pautada no regicídio ― o assassinato de um regente. A partir desse tema central, tratado com imensa poética, Shakespeare relaciona fatos, versa sobre os modos e aspirações da sociedade da época e, com sua sagacidade mordaz, narra uma história com base em fatos reais. A tragédia de Macbeth apresenta e desenvolve eloquência do maior dramaturgo da literatura e foi integralmente reconhecida no século XVII, graças a Rowe, Pope e Samuel Johnson que produziram edições deste grande clássico na época.
Tradução em prosa.
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH REI LEAR. [S.I.]: W.M JACSON, 1964
Tradução em prosa e versos decassílabos (alexandrinos).
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH. TRADUÇÃO DE BARBARA HELIODORA. RIO DE JANEIRO: NOVA FRONTEIRA, 2015.
Uma das peças mais famosas de William Shakespeare, Macbeth foi escrita por volta de 1606 e desde então teve diversas montagens e foi adaptada para o cinema, para a televisão, entre outras esferas artísticas. Em dezembro de 2015, a obra ganha uma nova versão cinematográfica pelas mãos do diretor Justin Kurzel. O filme é protagonizado pelos talentosos atores Michael Fassbender e Marion Cotillard. MACBETH é considerada uma das peças mais sombrias de William Shakespeare. E o que faz dela uma obra tão inquietante é, ao mesmo tempo, o que lhe imprime vigor e fascinação: o tratamento dramático do mal, do tipo de mal que nasce da ânsia pelo poder. Macbeth é um general do exército escocês muito estimado por sua bravura, mas, após ouvir um presságio de três bruxas dizendo que ele seria o novo monarca, acaba traindo seu rei. Influenciado pela esposa, Lady Macbeth, o personagem dá livre curso à sua ambição, mas paga um alto preço por isso. Esta edição de Macbeth que a Nova Fronteira traz ao público foi traduzida por Barbara Heliodora, que, além de tradutora, foi crítica teatral, ensaísta e professora. Barbara foi umas das maiores especialistas na obra de William Shakespeare no Brasil, e suas traduções das peças do autor inglês são elogiadas pela crítica e pelo público.
O apaixonante deste texto de Shakespeare é o clima de envenenamento moral dentro de uma atmosfera intensamente surreal. Nele, Lady Macbeth convence seu marido Macbeth a assassinar o rei para tomar o seu lugar, mas não podia imaginar as terríveis consequências que isso iria trazer.
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH. TRADUÇÃO DE BEATRIZ VIÉGAS-FARIA. PORTO ALEGRE: L&PM POCKET, 2020.
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH. TRADUÇÃO DE BEATRIZ VIÉGAS-FARIA. PORTO ALEGRE: L&PM E-BOOK, 2020.
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH. TRADUÇÃO DE BEATRIZ VIÉGAS-FARIA. PORTO ALEGRE: L&PM, 2000.
Tradução de Beatriz Viégas-Faria em Prosa.
A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco – faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado.
Macbeth é um general do exército escocês muito apreciado pelo seu monarca, o rei Duncan, por sua lealdade e seus préstimos guerreiros. Um dia, ele e Banquo, outro general, são abordados por três bruxas, que fazem os seguintes vaticínios: Macbeth será rei; Banquo é menos importante, mas mais poderoso que Macbeth; e os filhos de Banquo serão reis. Macbeth não compreende as confusas palavras das aparições, mas elas calam fundo dentro de si. Ele relata o estranho encontro para a mulher, Lady Macbeth – uma das mais perfeitas vilãs da literatura –, que, ambiciosa, exerce seu poder sobre o marido, levando-o a cometer o gesto fatal de traição ao rei que desencadeará a tragédia dos dois e uma reviravolta na corte.
Macbeth faz parte da chamada “fase trágica” de Shakespeare e, juntamente com Rei Lear, foi escrita durante a maturidade do dramaturgo, entre 1605 e 1606.
SHAKESPEARE, WILLIAM. MACBETH. TRADUÇÃO DE CARLOS ALBERTO NUNES. SÃO PAULO: EDITORA PEIXOTO NETO, 2017.
Macbeth, uma das mais famosas e impactantes tragédias de William Shakespeare, narra a história de um general do rei Duncan da Escócia cujo espírito é abalado por uma estranha profecia: no retorno de uma batalha, o general encontra três bruxas que o saúdam como thane de Cawdor e rei da Escócia. Embora descrente das palavras dessas misteriosas criaturas, Macbeth é condecorado com o título profetizado como recompensa pelos serviços prestados à coroa. Quando a ambiciosa lady Macbeth fica a par dos acontecimentos, ela procura exercer seu poder sobre o marido a fim de persuadi-lo do pertencimento daquilo que lhe foi predestinado. Apesar dos dilemas que enfrenta por sua bondade latente que lhe freava os ímpetos de grandeza, Macbeth decide fazer valer o seu destino e subir ao trono a qualquer custo.
Tradução de Carlos Alberto Nunes em Prosa e versos decassílabos heroicos.
Rafael Raffaelli também assina a A tragédia de Macbeth, igualmente bilíngue em inglês e português e também publicada pela EdUFSC. O tradutor, por sinal, não economiza nos adjetivos para qualificar a obra escrita em cinco atos: “Densa, enigmática, estranha, sinistra”.
Supostamente escrita entre 1605 e 1606, há pistas de que tenha sido feita de encomenda para ser representada na corte do rei James I, que unificou as coroas da Inglaterra e da Escócia ao suceder Elizabeth I. James patrocinou a tradução da Bíblia para a língua inglesa e era um estudioso da demonologia, tendo pessoalmente interrogado algumas bruxas escocesas entre 1590 e 1591.
Cabe ao tradutor de Shakespeare, diz Raffaelli, optar, antes de tudo, por uma edição na qual seu trabalho se baseará. “No caso específico de Macbeth, as diferenças entre as várias edições modernas decorrem principalmente da pontuação e da grafia e da interpretação de determinadas linhas”, diz Raffaelli. “Cada tradução de William Shakespeare envolve um projeto específico”.
MACBETH é considerada pela crítica como uma das mais importantes obras de William Shakespeare. Supõe-se que tenha sido escrita entre 1605 e 1606 e que sua primeira encenação ocorreu em 1606. O texto base para todas as edições modernas é o Primeiro Fólio (F1), publicado em 1623, com prováveis interpolações de outros autores, em especial Thomas Middleton, que é considerado o adaptador da peça.
Atribui-se a Middleton a inclusão, em 1609, da cena 3.5 e da fala de Hécate em 4.1, além de duas canções extraídas da peça The Witch (A Bruxa) de sua autoria. Essas inserções devem-se antes a razões práticas – o interesse popular pelo tema das bruxas e o emprego do aparato técnico disponível nos novos teatros privados da época –, do que a razões estéticas ou de conteúdo. Apesar de Macbeth não se constituir numa peça histórica, seu protagonista foi de fato uma figura da história escocesa que reinou por 17 anos, de 1040 a 1057. Para montar o enredo de sua peça Shakespeare apoiou-se principalmente nas Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda (1577, 1587), compiladas por Raphael Holinshed e outros, mas também nas obras anteriores de Hector Boece, Scotorum historiae (1526, 1575), e de George Buchanan, Rerum Scoticarum história (1582). Há evidências de que tenha sido feita de encomenda para ser representada na corte do Rei Jaime I, que unificou as coroas da Inglaterra e Escócia ao suceder a Elizabeth I. O monarca escocês patrocinou a tradução da Bíblia (Vulgata) para a língua inglesa e era um estudioso da demonologia, tendo pessoalmente interrogado algumas bruxas escocesas entre 1590 e 1591. Além disso, Jaime I supostamente seria descendente de Banquo, um dos principais personagens da peça.
A tragédia ultrapassa a caracterização psicológica e questiona a ambivalência entre o Bem e o Mal, segundo a simbologia gnóstica e em consonância com os provérbios ingleses “fair without but fool within” e “fair face foul heart”. As próprias Bruxas, já na abertura, enunciam: “fair is foul, foul is fair”. O oximoro “fair-foul” comporta várias possíveis antinomias em português: bem-mal, belo-feio, verdadeiro-falso, justo-injusto e outras. Esses termos polissêmicos são repetidamente empregados ao longo da peça, quase sempre relacionados à oposição fora-dentro. São igualmente notáveis as repetidas duplicações, referindo-se ao par antitético “fair-foul”, e as menções aos múltiplos de três, caracterizando a ação das Bruxas e da deusa tripartite Hécate. O emprego de metáforas reiteradas referindo-se à relação das vestimentas com o poder, mas também à economia, à medicina e à biologia – em especial à zoologia e à botânica –, conectam as cenas segundo a progressão da trama e explicitam a intimidade de Shakespeare com esses campos de conhecimento. A poção das Bruxas (4.1) é um exemplo soberbo, pois a maioria dos ingredientes de sua receita é composta de animais e plantas endêmicas da fauna e flora das Ilhas Britânicas, acessíveis às bruxas escocesas. Também são numerosas as alusões à Bíblia, sendo as mais relevantes: “ninguém nascido de mulher” – sentença tomada num sentido muito particular, que dá ensejo à dúbia profecia das Bruxas – e “a vida é apenas uma sombra errante”. Outra alusão significativa, agora de cunho político, transparece nas falas do Porteiro ao dialogar com Macduff (2.3): a “doutrina da equivocação” (doctrine of equivocation), como eram jocosamente cognominados à época os sofismas dos jesuítas envolvidos no Complô da Pólvora (Gunpowder Plot) de 1605. Essa mesma cena ilustra com propriedade a teoria dos gêneros dramáticos mistos, mesclando comédia e tragédia, pois a comicidade desbragada do Porteiro é um interlúdio entre o assassinato do Rei Duncan por Macbeth na cena anterior e a descoberta de seu cadáver por Macduff na sequência. 3ª edição da tradução em português de MACBETH, revista e adaptada para leitura em plataformas digitais.
Considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, William Shakespeare não é tão usado na etnologia como na ciência do coração humano. Seu estilo exprime o homem geral por via dos indivíduos e encontra o homem moral através do homem histórico. Assim também a peça Macbeth, escrita provavelmente no ato de 1623, representa um homem do tempo e do espaço, antes de representar o tipo geral do ambicioso triunfante e decaído do fastígio das grandezas pelas tempestades vingadoras da consciência. Além de Macbeth estão entre suas peças mais conhecidas: Romeu e Julieta, Hamlet, A tempestade, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Henrique IV, Henrique V.
Esta edição promove o encontro de três grandes poetas: Bandeira, Shakespeare e Auden. Mestre da prosa e da poesia, Manuel Bandeira também foi um exímio tradutor, especialmente de peças de teatro, como O círculo de giz caucasiano de Brecht e Maria Stuart de Schiller. Neste lançamento da coleção Dramática, Bandeira fez uma primorosa tradução daquela que é, em suas próprias palavras, "a mais sinistra e sanguinária tragédia do autor". O casal de vilões Macbeth e Lady Macbeth, que sujam as mãos de sangue para chegar ao trono da Escócia, foi encarnado pelos maiores atores do cinema e teatro do século XX: Sarah Bernhardt, John Gielgud, Lawrence Olivier, Jean Vilar, Paulo Autran e Tônia Carrero, entre muitos outros reunidos na seleção iconográfica. A montagem de Antunes Filho (Trono de sangue, 1992) aparece na capa e no ensaio fotográfico de Emidio Luisi que ilustra o livro, marcando, ao lado da tradução de Bandeira, a forte presença de Shakespeare entre os melhores artistas brasileiros.