O critério para essa escolha foi se as obras estavam presentes nos programas PNBE e/ou PNLD. O PNBE, Programa Nacional Biblioteca da Escola, criado em 1997, fez parte de uma iniciativa governamental que visava a formação de novos leitores nas escolas e a reestruturação das bibliotecas escolares. O programa teve como objetivo fornecer a acessibilidade à cultura e incentivar à leitura nos alunos e professores com o auxílio da distribuição de acervos contendo obras de literatura, de pesquisa e de referência. Posteriormente, em 2017, o PNBE foi reformulado e inserido no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), passando a se chamar Programa Nacional do Livro e do Material Didático. (RIBEIRO, 2021)
SHAKESPEARE, W. Romeu e Julieta / Macbeth / Henrique V / Sonho de uma Noite de Verão / Júlio César. por Geraldine McCaughrean. Trad. Monica Stahel. Editora Martins Fontes, 2006
Em linguagem simples e fluente, aqui estão algumas das histórias que Shakespeare contou em suas peças. Nelas ele aborda o amor, o heroísmo, o sobrenatural, a sede de sangue, a tristeza insuportável e a alegria arrebatadora, a loucura e a sabedoria, lugares e tempos distantes. São povoadas por personagens que todos nós já encontramos em sonhos doces, em pesadelos e na vida real.
Aparece no acervo do PNBE 2009.
SHAKESPEARE, W. Júlio César. Trad. Beatriz Viégas-Faria. L&MP, 2003.
A tragédia shakespeariana Júlio César, escrita entre 1598 e 1599, é a primeira do autor a tratar da história romana. Produzida ainda no início da carreira do bardo (Shakespeare começou a escrever textos teatrais entre 1590 e 1592), reflete a necessidade, por parte do autor, de buscar na história antiga subsídios para sua compreensão do mundo e do humano. Nessa peça em cinco atos, é retratada a queda de Júlio César - o complô contra ele, o seu assassinato, a traição de Brútus e a fúria indignada de Marco Antônio, seu fiel seguidor, que protagoniza em Júlio César um dos mais célebres monólogos da história do teatro. O texto trata de grandes homens - César, Marco Antônio, Cássio, Brútus, Otávio - da cobiça pelo poder, da natureza psicológica do forte e do fraco, da traição e da lealdade e das ironias da História.
Como para as outras tragédias romanas, o material histórico de Júlio César foi tirado das Vidas Paralelas, de Plutarco. Júlio César é a primeira das grandes tragédias que Shakespeare iria escrever na primeira década do século XVII, e marca uma modificação decisiva na orientação artística do autor, que até então se ocupara com temas inocentes de comédias. Por volta de 1599, após as peças sobre a história inglesa, Shakespeare iniciou com Júlio César o ciclo das tragédias romanas. César, figura particularmente fascinante para os elisabetanos, é assassinado na primeira metade da peça, mas permanece no centro da ação por meio das atitudes e reflexões dos outros personagens. A tragédia fala de ironia, da cegueira do povo, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, e da imensa tensão entre política e moral
Escrita e encenada pela primeira vez em 1599, Júlio César é a mais famosa das tragédias romanas de Shakespeare e uma das obras que tiveram melhor acolhida durante a vida do dramaturgo. Ao recriar a morte do grande ditador no Senado, a peça oferece algumas das melhores cenas da literatura, como o ardiloso discurso de Antônio incitando a plebe à revolta e a briga e reconciliação de Cássio e Bruto diante da notícia da morte de Pórcia, esposa do traidor. Cuidadosamente traduzida e anotada pelo premiado José Francisco Botelho, esta edição conta ainda com um prefácio de Harold Bloom em que o crítico americano joga luz sobre a personagem de Bruto, considerada por ele o primeiro intelectual shakespeariano.
Nesta adaptação André Pereira trás para o leitor o tema da peça, sendo uma ideia difundida apresentada em uma peça literária. Júlio César de William Shakespeare apresenta o dilema da lealdade e também demonstra os lados sombrios da natureza humana, como traição e barbárie. Um dos principais temas das preocupações de Júlio César sobre como distinguir entre heróis e vilões. César e Brutus inadvertidamente competem por ela onde um parece o outro e vice-versa . César se torna um herói por seu desempenho na batalha e por sua maneira humilde de recusar a coroa. Por outro lado, Brutus o considera uma pessoa ambiciosa que não é adequada para ser um herói. O discurso de Brutus depois de matá-lo pinta César como um vilão em vez de um herói. O poder e o uso do poder para estabelecer a tirania sobre o povo é outro tema significativo da peça, Júlio César. Dois personagens tentam provar que César montou uma ditadura tirânica; primeiro Cássio, que usa uma linguagem floreada para provar isso e convence seu público, e então Brutus, que vê que ao obter o poder absoluto, César se tornou um déspota.