RESUMO - Os Construtos de George Kelly
George Alexander Kelly (1905 – 1967), nascido no Kansas (EUA), formou-se em Física e Matemática, fez seu mestrado com ênfase em Sociologia e desenvolveu seu Doutorado em Psicologia.
A teoria mais conhecida de Kelly foi denominada como “Teoria dos Construtos Pessoais”, da qual trata da descrição da personalidade através da análise dos processos cognitivos individuais próprios ou de outro. Para ele, a interpretação de uma ação ou evento é primordial na compreensão da formação de um construto.
Um construto seria a maneira que cada indivíduo observa um determinado fato, similar ao conceito de Modelo Mental desenvolvido por Johnson-Laird. Sendo assim, para entender a construção do conceito alheio sobre si, é fundamental analisar primeiramente seus conceitos e ações e, se possível, modificá-lo, para que a visão do outro sobre você também seja modificada.
George Kelly via cada indivíduo como cientista de si mesmo. Toda experiência que deu certo, tende ser mantida e as demais normalmente são descartadas. Kelly salienta também que toda ação ou fato tende a ser visto com diferentes olhares, variando de pessoa para pessoa. Cada construto é único, porém pode ser alterado a qualquer momento em razão de novas concepções abstraídas.
Com a ajuda de um construto, a pessoa pode prever determinados eventos, podendo prever de maneira correta ou equivocada.
A construção de uma concepção, segundo Kelly, ficou dividida em 11 tipos de estruturas ou princípios, conhecidos como Corolários:
I. Interpretação → “uma pessoa antecipa eventos interpretando suas repetições”;
II. Individualidade → “as pessoas diferem na interpretação dos acontecimentos”;
III. Organização → cada pessoa organiza suas concepções de maneira própria;
IV. Dicotomia → Capacidade de atribuir ao conceito oposto a não participação do mesmo conjunto de idéias;
V. Seleção → Cada indivíduo escolhe uma alternativa de construção de pensamento;
VI. Âmbito → Cada construto é finito e delimita uma característica;
VII. Experiência → A interpretação pode variar de acordo com suas vivências;
VIII. Modulação → Limitação de acordo com o que lhe convém;
IX. Fragmentação → o emprego de subsistemas diversificados, supostamente incompatíveis;
X. Comunalidade → agrupamento de conceitos semelhantes;
Sociabilidade → “Na medida em que uma pessoa compreende os processos de interpretação do outro, pode desempenhar um papel em um processo social que envolve o outro”.
Fontes: