Número de nascidos vivos, por mil habitantes, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.
Expressa a intensidade com a qual a natalidade atua sobre uma determinada população.
A taxa bruta de natalidade é influenciada pela estrutura da população, quanto à idade e ao sexo.
As taxas brutas de natalidade padronizadas por uma estrutura de população padrão permitem a comparação temporal e entre regiões.
Em geral, taxas elevadas estão associadas a condições socioeconômicas precárias e a aspectos culturais da população.
Analisar variações geográficas e temporais da natalidade.
Possibilitar o cálculo do crescimento vegetativo ou natural da população, subtraindo-se, da taxa bruta de natalidade, a taxa bruta de mortalidade.
Contribuir para estimar o componente migratório da variação demográfica, correlacionando-se o crescimento vegetativo com o crescimento total da população.
Subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas relativas à atenção materno-infantil.
Devido à subenumeração de nascidos vivos, o uso de dados derivados de sistemas de registro contínuo está condicionado a correções, frequente em áreas menos desenvolvidas.
A base de dados demográficos utilizada para o cálculo do indicador pode apresentar imprecisões inerentes à coleta de dados ou à metodologia empregada para elaborar estimativas populacionais.
As projeções demográficas perdem precisão à medida que se distanciam dos anos de partida das projeções.
Para comparar taxas entre populações de composição etária distinta, recomenda-se a prévia padronização de suas estruturas. As taxas padronizadas devem ser utilizadas apenas para análises comparativas.
A correlação desse indicador com a fecundidade exige cautela. Além de se referir apenas à população feminina, a taxa de fecundidade não é influenciada por variações na sua composição etária.
Observação: adota-se, no numerador, o número de nascidos vivos informados no Sinasc, desde que igual ou superior a 90% do número de nascidos vivos estimado por métodos demográficos. Sendo inferior, recomenda-se adotar o número estimado (ver indicador do grupo F: razão entre nascidos vivos informados e estimados). Os totais para as regiões e o Brasil combinam os dados diretos e indiretos.
NOTA: Para o cálculo da taxa padronizada de mortalidade, adota-se como padrão a população do Brasil em 2000.
Fontes: Estimativa: IBGE/Projeções demográficas preliminares. Dados Diretos: MS/SVS/Sistema de Informações sobre nascidos vivos.
No período, observam-se valores decrescentes para todas as regiões brasileiras. Os dados padronizados evidenciam as diferenças regionais, sendo que as regiões Norte e Nordeste apresentam os mais elevados níveis de natalidade e as regiões Sul e Sudeste os mais reduzidos.