Formas Animadas
TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO
Formadora: Dulce Pedroso
(Landier e Barret)
Boneco de fio ou marioneta , do termo francês “marionette”, tipo de boneco manipulado por fios ou cabos, conectados a uma estrutura de madeira [cruz]. A manipulação é feita por movimentos e mecanismos da cruz ou manipulando diretamente os fios.
Uma característica da marioneta é a possibilidade de coordenar peso[altura], eixos e pernas do boneco em apenas uma mão que manipula a cruz, deixando livre a outra mão para manipular outros fios e mecanismos. A manipulação de bonecos de fio é uma técnica delicada que requer prática e apurado conhecimento do boneco, seus eixos, mecanismos e possibilidades de movimentos.
Uma marioneta simples pode chegar a ter nove fios: um em cada perna, um em cada mão, um em cada ombro, um em cada orelha (eixo da cabeça) e um na base da coluna, para inclinação do tronco do boneco. Movimentos mais detalhados podem exigir o dobro ou o triplo desse número. As marionetas são capazes de representar praticamente todos os movimentos humanos ou de animais, além de diversas outras possibilidades de articulações específicas a cada boneco.
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Boneco que o manipulador calça na mão. Normalmente, possui corpo de tecido onde o indicador manipula a cabeça e dedos polegar e médio manipulam braços.
Cabeça e mãos podem ser esculpidas ou modeladas em diversos tipos de materiais.
A principal característica da manipulação de bonecos de luva é a agilidade dos movimentos, apesar das limitações de movimentos dos braços do boneco.
Outras variações de manipulação de luva são aquelas em que a mão do manipulador articula a boca do boneco, além dos dedoches e a técnica de luva cruzada.
Fantoche de meia.
Ideias: https://soloinfantil.com/brinquedos/como-fazer-fantoches/
https://www.pinterest.pt/sandravarela923/fantoches/
Mecanismo de manipulação por varas ou hastes, pode ser um objeto acoplado às varas ou bonecos projetados com mecanismos de boca e olhos. No caso de bonecos de figura humana, normalmente, possui uma vara como eixo central e outras duas para os braços.
Na manipulação, pode se obter tanto movimentos bruscos quanto delicados, uma dificuldade pode estar relacionada a sustentar o peso do boneco para que mantenha os eixos, conciliando com a manipulação das varas. Em bonecos mais complexos e pesados pode ser necessário mais de um manipulador para operar todos os mecanismos.
Uma variação do boneco de vara é o tringle, que se caracteriza por ser um boneco com uma vara fixa, normalmente na cabeça e manipulado por cima do boneco. O boneco de tringle possibilita movimentos extremamente rápidos, bruscos e pausados.
Boneco de Manipulação Direta [ Bunraku ]
Inspirado no Bunraku, uma técnica tradicional de Teatro Japonês, o boneco de manipulação direta, originalmente, é manipulado à vista da platéia e sincronicamente por três pessoas, a manipulação se dá pelo contato direto com o boneco.
Um manipulador controla e direciona a cabeça e seus mecanismos enquanto sustenta o peso do boneco pelo quadril, um segundo manipulador manipula os braços e o terceiro os pés. A coordenação entre esses três artistas exige um longo e rigoroso treinamento de manipulação.
Boneco de Balcão
O boneco de balcão é uma variação da manipulação direta, porém, os manipuladores não tocam diretamente no boneco. É manipulado em uma mesa, bancada ou balcão e, normalmente, possui um mecanismo central em suas costas ou cabeça, o que possibilita a coordenação de peso e eixo em apenas uma mão. Mãos e braços do boneco podem ter mecanismos que são articulados pelo cotovelo.
Uma das grandes vantagens do boneco de balcão é a possibilidade de mecanismos da cabeça e do pescoço serem manipulados no interior do boneco, além da manipulação por apenas um ou dois manipuladores.
Boneco de Sombra [ Silhueta ]
Consiste em manipular figuras em focos de luz projetando suas sombras em uma tela. As figuras de sombras são chamadas de silhuetas ou bonecos de sombra, podem ser silhuetas chapadas ou tridimensionais, articuláveis ou não.
Nos teatros tradicionais da China, Índia, Turquia e Grécia as silhuetas são, comumente, figuras planas, recortadas em couro, algum outro material opaco, ou ainda materiais semi-transpartentes como pele de peixe.
Atualmente, diversos grupos desenvolvem pesquisas em Teatro de Sombras, bonecos podem ser criados em acetato, acrílico, gelatinas, papel, etc e as fontes de iluminação utilizadas são diversificadas como velas, lamparinas, lanternas, refletores, projetores de vídeo, dentre outros.
A manipulação de silhuetas pode se dar através de varas perpendiculares como no teatro javanês; com varas em ângulo reto com a tela, como nos teatros chinês e grego; ou por meio de cordões escondidos atrás dos bonecos como nas sombras chinesas, além de outras formas alternativas de manipulação.
Bonecos de sombra podem também ser figuras tridimensionais, com silhuetas planas em ângulo a um eixo. Além da criação de sombras com o próprio corpo humano, o sombrista pode utilizar máscaras e outros aparatos em seu próprio corpo para a projeção de formas, volumes e silhuetas.
Mais textos e referências na página de Teatro de Sombras.
CONSTRUÇÃO TEATRO DE SOMBRAS: "ESTÓRIAS COM SOMBRAS"
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Teatro Negro
Se caracteriza com uma técnica de manipulação não aparente, ou seja, os manipuladores não ficam visíveis para o público. Normalmente, consiste em um cenário em câmara escura e fundo negro e os manipuladores com figurinos completamente em preto, produzindo a ilusão de que bonecos e objetos nao estão sendo manipulados mas sim possuem movimentos próprios.
Diversas técnicas e mecanismos podem ser usadas em conformidade com o Teatro Negro, principalmente no que se refere às técnicas de trabalho com luz negra, à exemplo do Teatro Negro de Praga.
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Kuruma Ningyo
Kuruma Ningyo é um gênero japonês de teatro de bonecos. Diferentemente do Bunraku, um único ator manipula o boneco, trabalhando sentado em uma estrutura em forma de caixa com rodinhas. Esta técnica consiste na união do boneco com um único ator, que manipula à vista do público. Esta caixa em que o ator se desloca é uma espécie de carrinho, denominado Kuruma em japonês, originalmente, possui cerca de 20 x 25 x 15cm e três rodas. O ator trabalha sentado manipulando braços, tronco e cabeça do boneco e seus próprios pés são encaixados no calcanhar do boneco.
Oscar Wilde
Desconhece-se a proveniência da palavra máscara. Alguns acreditam que seja originária do latim antigo (“masca” ou “mascus” que significa “espectro”), do árabe (“maskharah” sinónimo de "palhaço" e de "disfarce" e do verbo sakhira, "ao ridículo"), ou ainda do hebreu (“masecha” que quer dizer “ele zombou, ridicularizou”).
Outra versão refere que a palavra portuguesa “máscara” veio da palavra italiana maschera (o che lê-se quê). Esta palavra expandiu-se por toda a Europa, incluiu-se em muitas línguas como por exemplo no inglês “mask”, ou no polaco “maska”.
Nós utilizamos máscaras de acordo com cada momento, cada situação e cada pessoa e, esta pode ser usada para nos proteger ou para enganar, ou seja, não é só negativo o uso da máscara, ela também nos protege em alguns momentos.
A função da máscara, através do tempo varia, indo do sagrado ao profano, elas podem ser: feias, complexas, belas, cómicas, assustadoras e feitas de variados materiais e também refletem a sociedade atual em que está inserida como um património cultural. Na Ásia, por exemplo, as máscaras chegam a pesar vários quilos, algumas são feitas de metais, madeiras e peles de animais. Na África, região de florestas abundantes, eram esculpidas em madeiras nobres.
A função das máscaras para alguns historiadores é mística, pois representa que quem estiver usando é identificado como um Deus. Na Antiguidade Clássica, seu papel era de incorporar as forças da natureza e das potencialidades dos espíritos, podendo realizar curas e interferir em fenómenos meteorológicos.
Na África negra, a máscara traz a bênção de Yrigué que através de dançarinos mascarados kurumbas fazem gestos circulares sobre a cabeça de seus descendentes. Os gregos e romanos tinham o hábito de pendurar máscaras na frente das casas e árvores como homenagem a divindades, evitando malefícios demoníacos. No teatro japonês as máscaras usadas são as aristocráticas: Gigaku e Noh e as cabeças Bunraku e as máscaras caricaturas Kiogen. Na China também são usadas como adereços teatrais e obedecem a rígidos padrões nas cores preta, vermelho e branco. Já no Brasil são usadas em incontáveis atividades e vivências como no Carnaval, onde aparecem com muita criatividade e liberdade trazendo mitos, desejos, ideais de vida e crítica social. Para o índio a máscara não é obra de arte e, sim, algo que tem uma função mágica, que pode protegê-lo da perseguição de uma entidade extraterrestre.
fonte: https://unisal.br/wp-content/uploads/2016/03/Disserta%C3%A7%C3%A3o_RITA-DE-CASSIA-FOSSALUZA.pdf
A província tem uma festividade de Interesse Turístico Internacional e duas festividades foram declaradas de Interesse Turístico Nacional.
A primeira, e mais importante, é a Semana Santa de Cáceres.
Seguem-se por ordem de importância, a Festa da Cerejeira em Flor e a Jarramplas.
A origem desta celebração não é clara nem documentada; existem diferentes teorias que tentam explicá-lo. Como em todas as tradições em que a origem é difícil de especificar, a lenda é considerada uma explicação para ela.
A lenda diz que Jarramplas era um ladrão que roubava gado; um dia, os habitantes da cidade decidiram puni-lo atirando-lhe vegetais. Atualmente os assistentes atiram-lhe nabos, fornecidos pela Câmara e vizinhos. Por isso foi acrescentada uma armadura de ferro às roupas tradicionais para amortecer os golpes.
"Jarramplas" é um personagem vestido com uma jaqueta da qual pendem uma infinidade de fitas multicoloridas e uma máscara cônica contendo dois chifres e um nariz grande. Tradicionalmente, ele faz um passeio pelas ruas de Piornal tocando pandeiro. O personagem cumpre a procissão como punição por representar um ladrão de gado.
Dois personagens adquirem uma relevância especial;
de um lado, São Sebastião, santo desta festa, a quem se reza, se veste, se leva em procissão, se faz oferendas e pedidos, e a quem se cantam a Rosca e os Alborás;
e do outro, Jarramplas, máscara de inverno, que é punida com o lançamento de toneladas de nabos por Piornalegos e visitantes. Além deles, vale destacar, cada um em seus diferentes papéis rituais, outros grupos sociais como os mayordomos (responsáveis pela organização e despesas da festa), os jarramplas (pessoas que encarnam a máscara), os cantores e o menino que repete, os quintos, as peñas de amigos, etc.
Como máscara, Jarramplas simboliza o "outro detestável", o diabo, o bode expiatório, o pior do passado, o abominável do presente ... Como pessoa, Jarramplas é o herói local todos os anos, o Piornalego disposto a submeter-se um enorme sacrifício físico, por sua comunidade.
Para um Piornalego, ser Jarramplas é o máximo. Na verdade, existe uma lista de espera até 2043 para encarnar o protagonista deste ritual festivo repleto de magia, misticismo e sentimento.
Petição de Oferendas a São Sebastião - Os Jarramplas saem com os Mayordomos para as ruas e visitam algumas casas
Por volta das 12 horas, faz seu primeiro passeio, com sua máscara e pandeiro; É então que os jovens da cidade começam a atirar nele os nabos.
À tarde, depois de comer, ele sai novamente e os arremessos se repetem.
Vestir o Santo ao som dos Alborás (canto coletivo)
À meia-noite os Jarramplas e os habitantes da cidade reúnem-se na praça da igreja, à espera do toque dos 12 sinos; nesse momento ele começa a andar para trás com a cabeça descoberta e tocando tambor, ao som dos Alborás
Procissão em honra de São Sebastião
Sorteio dos andores para entrarem com o Santo na igreja
Durante a missa, canta-se a "Rosca"
Depois da missa o Jarramplas reinicia a sua jornada, batendo o tambor e recebendo milhares de batidas.
O ato dura tanto quanto os Jarramplas perduram. À tarde, ele sai novamente para acabar se escondendo na casa do mordomo até o ano que vem.