ADOLESCÊNCIA
Crescimento e Desenvolvimento
Formadora: Teresa Graça
Formadora: Teresa Graça
Puberdade – dos 10 aos 14 anos
Adolescência – dos 15 aos 19 anos completos
Juventude – dos 19 aos 24 anos
A pré-adolescência é marcada pelo fenômeno da puberdade, quando nasce a intimidade do indivíduo e o despertar do próprio “eu”, quando se reconhece a crise do crescimento físico, psíquico e a maturação sexual. Por outro lado, não há ainda clareza daquilo que se está enfrentando. É a primeira vez que o indivíduo toma consciência de suas limitações e fraquezas, e se sente indefeso por causa delas.
O desequilíbrio emocional também está presente e se reflete na sensibilidade e irritabilidade exageradas. O adolescente não busca sintonia com o universo dos adultos e acaba, muitas vezes, se refugiando no isolamento ou em um grupo de amigos.
Na fase que a OMS chama de adolescência (15 aos 19 anos), a pessoa passa do despertar do “eu” para a descoberta consciente do “eu”, ou da própria intimidade. A introversão tem agora um lugar mais evidente, pois o adolescente médio sente necessidade de viver dentro de si mesmo. Por essa razão, a timidez é tão característica desta etapa. É aqui, por exemplo, que surge a necessidade de amar e a vivência do “primeiro amor”, ainda que ele seja platônico.
Os conflitos internos desta fase são explicados, basicamente, pelo medo da opinião alheia, motivado pela desconfiança em si mesmo e nos outros, mas também por um sentimento de inconformismo e agressividade, provocados pela frustração de ainda não poder responder por si mesmo.
Já na juventude, etapa final da adolescência e início da fase adulta, o indivíduo começa a se compreender e percebe mais claramente a sua integração no mundo onde vive. Apresenta um significativo progresso na superação da timidez e mostra-se menos vulnerável às dificuldades. Não à toa, este período coincide com a época de tomar decisões: futuro, estudos, profissão. O jovem, de fato, começa a projetar a sua vida e estabelece relações mais pessoais e profundas.
Jessica Love
Com uma narrativa verbal muito contida, claramente ampliada pela narrativa visual, este álbum conta a história de Jaime, um menino apaixonado por sereias e com o sonho de se tornar numa também. Com a ajuda e a cumplicidade da avó, companheira de todos os momentos, o Jaime não só realiza o seu sonho como descobre que não é o único a gostar de sereias.
Mònica Peitx
A Bia tem nove anos e está agora a começar essa extraordinária aventura que é … crescer! Ela e os seus amigos vão ajudar-te a descobrir as transformações por que passa o corpo de uma menina durante a famosa puberdade!
Maminhas? Sutiãs? Depilação? Alimentação? Sono? Período? Pensos? Tampões?
A pediatra da Bia responde a todas as suas inquietações em pormenor, para que não lhe escape nada. Crescer é maravilhoso e quanto mais souberes sobre isso, melhor!
Querer perder a vida quando ela está a começar, é um grito de dor que, muitas vezes, ninguém consegue ouvir. Crianças e jovens que pensam em matar-se podem estar a passar por situações complexas de solidão, depressão, bullying, violência familiar, divórcio dos pais, pobreza. São muitos os fatores que promovem e influenciam comportamentos suicidários nesta fase do crescimento, em que se está exposto a todos os riscos e pressões sem capacidade para os enfrentar sozinho. Mas nem sempre há uma explicação lógica.
Entristecem, isolam-se e não sabem pedir ajuda. Os sinais depressivos estão lá, é preciso decifrá-los. Mas não é apenas o que se passa no íntimo dos adolescentes que os pode levar a atos desesperados. Crianças e jovens também sofrem com as dificuldades das famílias. Nos anos de crise, as consultas de pedosiquiatria nos hospitais do SNS aumentaram. Porque esta dor profunda resolve-se com acompanhamento especializado e não apenas com ansiolíticos, antidepressivos ou comprimidos para dormir.
No segundo confinamento as alas de internamento de pedopsiquiatria do país estiveram com lotação máxima.
Tentativas de suicídio, distúrbios alimentares, depressão e ataques de pânico foram as situações que mais chegaram às urgências. Os especialistas de saúde mental dizem que a adolescência foi a mais atingida e alertam para a falta de psicólogos nas escolas portuguesas.