verbo transitivo e intransitivo
divertir-se (com jogos); entreter-se (com brincadeiras infantis)
gracejar; zombar
proceder com leviandade (em relação ao algo)
Já na Grécia se dava importância ao lúdico, Platão (Filósofo) falava da formação moral do cidadão a partir da infância por meio de brincadeiras.
Alguns filósofos como São Tomás de Aquino (1225-1274) e Schiller (1759-1805) entendem o jogo como uma maneira de introduzir o homem na vida em sociedade. Por meio de atividades lúdicas, o homem desenvolve capacidades sociais, morais e estéticas necessárias à sua inserção social.
Brincar é uma forma de expressão da criança.
Freud (1920/1996), a criança brinca ativamente com aquilo que ela vive passivamente. Por isso, a interpretação do brincar da criança é importante, podendo revelar os aspectos do desenvolvimento afetivo-emocional típicos da infância.
Winnicot (1975), o jogo e a brincadeira são atos livres e criativos que emanam do sujeito e não da sociedade, por meio de regras estabelecidas ou de uma organização. Na brincadeira o indivíduo encontra um lugar para operar no mundo. Esse espaço potencial é o espaço do imaginário, do jogo, o qual é preenchido, num primeiro momento, por um objeto transacional, seja ele outro sujeito ou um objeto, ou brinquedo.
Brincar é uma maneira de interpretar e assimilar o mundo.
As crianças, durante os jogos e brincadeiras, estabelecem relações e representações, o que desencadeia o desenvolvimento de capacidades sociais, cognitivas e afetivas na medida em que elas "extrapolam" seu mundo habitual. Ao brincarem, as crianças planejam, criam hipóteses, desenvolvem a imaginação, constroem relações, tomam decisões e elaboram regras de convivência.
Para Piaget (1978), quando a criança brinca, ela assimila o mundo da sua maneira, não havendo compromisso com a realidade. A interação com o objeto independe da natureza deste, sua função advém do significado e sentido atribuído pela criança através do simbolismo. Inicialmente, o jogo se apresenta de maneira solitária, evoluindo para o estágio da representação de papéis, até chegar aos jogos de regras. O brinquedo e o ato de brincar, nesta perspectiva, constituem-se em vínculos importantes na construção do conhecimento. Piaget ainda sugere que a brincadeira livre, mesmo sendo não estruturada, possui regras que conduzem o comportamento das crianças em dados momentos.
O jogo ganhou um significado mais prático, metodológico, surge na sociedade burguesa e industrial com a finalidade de introduzir as crianças no mundo capitalista, do conhecimento, a partir da realidade das mesmas. Ou seja, atividades e situações lúdicas típicas da infância são acolhidas e reestruturadas pela escola para facilitar a introdução de novos conhecimentos às crianças.
Froebel (1782-1852), criador do Kindergarten (Jardim da Infância) foi o primeiro pedagogo a sistematizar uma proposta pedagógica para a educação infantil, concebendo o jogo e os brinquedos como elementos centrais da sua teoria educativa, como um recurso pedagógico privilegiado.
Maria Montessori (1870-1952) também foi uma das educadoras que atribuiu um valor pedagógico e educativo aos jogos infantis.
Freinet (1896-1966) opôs às ideias de Froebel e Montessori, afirmando que a pedagogia do jogo impõe atividades superficiais à criança, isto é, de fora para dentro.
Brougère (1998) procurou defender que é possível a conciliação entre o jogar e o aprender, no contexto educacional, desde que sejam respeitadas as características do jogo como atividade espontânea, não produtiva e incerta.
Brincar é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano. Brincar é coisa séria, porque na brincadeira a criança se reequilibra, recicla suas emoções e sacia suas necessidades de conhecer e reinventar a realidade
Lima Marilene, 2004:5Ao brincar, aprendo a ser humana
Também os adultos devem brincar e na Biodanza® o corpo, o movimento e o contato vinculado com a presença do outro é parte da brincadeira. O “outro” é o brinquedo e permite-nos vivenciar diferentes situações: a possibilidade de poder brincar com alguém, vinculado pelo olhar, pelo tato, pelo afeto. Ter que se vincular e cuidar do “brinquedo”, perceber e ser percebido por alguém, isto sem duvida permitirá que a criança interior tenha uma vivencia profunda de valores e de ética sobre o cuidado da vida. Vivenciar a possibilidade de que o outro possa brincar connosco, entregar-nos a essa relação tão particular de ser um objeto e agente da brincadeira, permite sair do meu mundo, de meu ego para me entregar a uma relação de igual a igual, a uma relação profundamente humana.
SÃO A BASE PARA O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES MOTORAS (ESTAS OBSERVÁVEIS E DEPENDEM DE TREINO)
Conforme a criança vai crescendo a tendência é que as capacidades motoras se desenvolvam,
porém esse desenvolvimento só se dará de forma acentuada se as crianças forem devidamente estimuladas
São as capacidades físicas básicas que dependem do metabolismo energético do organismo.
Força: É a capacidade de vencer uma determinada resistência através de uma contração muscular. Através dela é que conseguimos levantar, saltar, etc.
Velocidade: É a capacidade de realizar as ações vigorosas em um curto espaço de tempo. Essa capacidade só é utilizada, em geral, em atividades intervaladas, onde sempre há um intervalo entre cada ação.
Flexibilidade: É a capacidade de realizar os movimentos articulares na maior amplitude possível sem que ocorram danos as articulações. Ela é específica para cada exercício, um exemplo são os movimentos das danças.
Resistência: É a capacidade de suportar e recuperar-se da fadiga, ou seja, a capacidade de manter o esforço físico em um maior espaço de tempo.
São as capacidades de controle motor e de processos reguladores do sistema nervoso central do corpo. Ou seja, coordenam o sistema muscular e o sistema nervoso para resultar em determinado controle de movimento. As capacidades coordenativas são o alicerce para o domínio de movimentos técnicos.
Orientação espacial - faculdade de se aperceber das modificações espaciais à medida que elas intervêm na execução dos movimentos;
Diferenciação cinestésica - faculdade de controlar as informações provenientes da musculatura, de apenas reter as mais importantes e de dosear a força a empregar;
Reacção - faculdade de analisar rapidamente a situação e de lhe aplicar a resposta motora mais adequada;
Ritmo - faculdade de imprimir uma certa cadência à realização de um movimento ou de “apanhar” essa cadência se ela é dada;
Equilíbrio - faculdade de manter uma posição, mesmo em condições difíceis, ou de a recuperar rapidamente se ela é perturbada
Períodos sensíveis são momentos na vida das crianças em que a aprendizagem ocorre naturalmente; parece que tudo ao seu ser é estimulado a agir num certo sentido. Os períodos são falados precisamente porque correspondem a uma determinada etapa da vida e são chamados sensíveis porque são independentes da vontade.
Isto tem consequências: deixa vestígios positivos nas células cerebrais (isto é, ajuda a criar hábitos) e obtêm-se resultados elevados com um baixo nível de esforço.