Recursos educativos
FICHEIROS
Formadora: Wanda Capelinha
Formadora: Wanda Capelinha
Paulo Freire
FAIXA ETÁRIA E DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
SONS --> PALAVRAS --> GRAMÁTICA
De 0 a 5 meses: escolha livros pequenos cartonados, de pano ou de plástico porque são mais fáceis de manusear. Também é importante apontar as figuras que estão no livro e dizer em voz alta o nome daquilo para o qual o bebê está olhando. Represente com gestos ou voz a figura que estiver indicando e imite os sons que o bebê fizer, observando a sua reação.
De 6 meses a 1 ano: opte por livros com texturas, figuras coloridas, ilustrações de animais e objetos que despertam a atenção. Versões com fotos de bebés são fascinantes e também podem ser usados para a ampliação do vocabulário de escuta. Nesse caso, nomeie cada parte do rosto do bebê (nariz, boca, olhos, testa, queixo) e aponte a parte correspondente no rosto do pequeno leitor. Essa prática ajuda a criança a aumentar o vocabulário e a entender que ilustrações representam coisas reais. Ajude o bebê a virar as páginas fazendo-o interagir com o livro.
De 1 a 3 anos: aposte em textos rimados (poesias, rimas e letras de canções folclóricas) e ricos em repetições. Fábulas em versos também são ótimas alternativas. Invista ainda em livros com muitas ilustrações, possibilitando as práticas da nomeação, descrição de cenas e objetos e construção de enredos a partir das imagens. Livros com gravuras em diferentes formatos e texturas permitem à criança a exploração pelo tato.
De 3 a 6 anos: recorra a livros com histórias mais longas e menos imagens, em especial, contos de fadas e fábulas. Opte por obras de escritores clássicos e consagrados da literatura infantil, direcionando a criança para textos de qualidade. A partir dos 3 anos, ela passa a ter um vocabulário mais amplo. Nessa fase, recomenda-se ler histórias e pedir a colaboração do minileitor para ajudar a recontá-las. “Assim, a criança está consolidando a linguagem e, espontaneamente, permitindo a aquisição de novos conhecimentos”, considera Maria Cristina Natel.
De 6 a 8 anos: ainda com imagens, os livros dessa etapa já têm como característica histórias mais longas, com cenário e personagens definidos em termos de caráter: quem é do bem e quem é do mal. “Nessa idade, é fundamental que as crianças possam fazer idealizações com os heróis, rejeitando os vilões, pois os finais felizes proporcionam sentimento de segurança e apaziguam seus temores, abrindo novas possibilidades de resolução dos conflitos”, explica Maria Cristina.
De 8 a 10 anos: indicam-se livros com histórias estruturadas em começo, meio e fim, cujo enredo apresente uma situação de problema a ser resolvida e aborde temas que valorizem o convívio social, como amizade, respeito às diferenças, cooperação, entre outros.
De 10 a 12 anos: as histórias já podem ter enredos mais densos, com uma linguagem mais elaborada. Diferentes géneros textuais podem compor a literatura dessa faixa etária: contos, crónicas, novelas de aventuras ou sentimentais, mitos, lendas, ficção científica, policial e documentários.
CRECHE
ISBN: 978-972-0-71167-0
Biblioteca do bebé : livros de alto-contraste
JARDIM DE INFÂNCIA
ISBN: 978-989-9071-00-1
ISBN: 978-972-8781-60-6
JARDIM DE INFÂNCIA
Fernando Pessoa
Pia,pia, pia
O mocho
Que pertencia
A um cocho.
Zangou -se o coxo
Um dia,
E meteu o mocho.
Na pia, pia, pia...
***
Levava eu um jarrinho
Pra ir buscar vinho
Levava um tostão
Pra comprar pão
E levava uma fita
Para ir bonita.
Correu atrás
De mim um rapaz.
Foi o jarro pro chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se me a fita...
Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
Pra ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim rapaz
Para ver o que eu fazia.
Nada disto acontecia.
Ruth Rocha
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!
Luísa Ducla Soares
Numa noite escura, escura,
o sol brilhava no céu.
Subi pela rua abaixo,
vestido de corpo ao léu.
Fui cair dentro de um poço
mais alto que a chaminé,
vi peixes a beber pão,
rãs a comerem café.
Construí a minha casa
com o telhado no chão
e a porta bem no cimo
para lá entrar de avião.
Na escola daquela terra
ensinavam trinta burros.
O professor aprendia
a dar coices e dar zurros.
Editora Porto Editora
ISBN 978-972-0-71665-1
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão ,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
...E você, tem alguma coisa para dizer ao Ernesto?
por Luísa Barreto e Sebastião Antunes
ISBN 9789729463792
Histórias para Ler, Ouvir e Contar para todas as idades
Seria muito interessante os brinquedos com peças fáceis de encaixar, estruturas grandes, que não obriguem a realizar movimentos muito rápidos. Devem ser de fácil acesso aos seus recursos, teclas ou funções.
Às crianças com deficiência auditiva podem ser oferecidos a elas os mesmos brinquedos que damos a qualquer criança: bonecas, jogos de mesa, patins, bicicletas… Em função do grau de surdez da criança, podemos escolher brinquedos com efeitos sonoros acompanhados de vibrações, luzes, movimentos. É muito interessante que disponham do controle de volume dos aparelhos auditivos e "phones" de ouvido para adaptá-los ao nível auditivo da criança.
Como nos outros casos, não devemos partir da limitação. Para as crianças com deficiência visual devemos facilitar os jogos e os brinquedos, incorporando efeitos sonoros às peças, assim como texturas fáceis de identificar o tato. Os brinquedos de cores bem vivas e contrastes, sem peças muito pequenas ou com velcro, poderiam ser muito estimulantes.
As escolhas são muito amplas, dependendo do nível. Os brinquedos de uso escolar podem ser uma opção atrativa, já que foram pensados para facilitar a aprendizagem.
O mais importante para a criança com alguma deficiência é que favoreça a inclusão e a socialização através das brincadeiras com outras crianças, assim como a compreensão e o enriquecimento mútuo. É muito complicado criar jogos e brinquedos-padrão para crianças com deficiência para ajustá-los às necessidades específicas e concretas de cada criança em particular.
Rotular caixas com formas, alfanuméricas, etc.
Ensino Pré-braille