O Berçário não é uma arena improvisada no Tártaro, nem uma zona de punição aleatória criada por capricho divino. Ele é um setor isolado do domínio primordial do Tártaro que passou a ser utilizado de forma sistemática após um problema crescente entre os deuses olímpicos: o aumento descontrolado do poder semidivino.
Com o passar dos séculos, as linhagens divinas deixaram de ser raridades heroicas e passaram a representar forças militares, políticas e instáveis demais para serem ignoradas. Semideuses não são humanos comuns E tampouco são deuses plenamente responsáveis. São vetores de desequilíbrio. Quando fortes demais, desafiam ordens. Quando fracos demais, tornam-se desperdício de herança divina.
O Berçário surge como solução pragmática, emergindo do tartaro diretamente para um local aleatório do mapa onde existam muitos semideuses ou mortais poderosos demais, e portanto, uma ameaça contra o tear, o fluxo correto do destino e do tempo.
Além disso, o Berçário produz dados. O comportamento de cada equipe, suas escolhas táticas, sua eficiência sob pressão, tudo é observado e registrado por grandes agentes responsáveis pela administração das defesas na Égide de Avalon. Isso permite que o conselho de mármore identifiquem ameaças potenciais entre o arsenal de monstros que os deuses controlam, antes que elas se tornem incontroláveis caso uma guerra venha a acontecer e coloque a humanidade em uma batalha que não pode travar.