"A erva-baleeira foi a primeira planta da flora brasileira a dar origem a um medicamento fitoterápico desenvolvido inteiramente no país, o Acheflan, considerado um marco histórico para a fitoterapia nacional."
Nome popular: Erva-baleeira, baleeira, Maria Preta, Maria milagrosa
Nome científico: Cordia verbenacea DC.
Sinonímia científica: Cordia curassavica (Jacq.) Roem. & Schult.
Parte usada: folhas
Indicação terapêutica e/ou usos tradicionais:
A erva-baleeira é uma planta medicinal brasileira reconhecida por suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e cicatrizantes.
É amplamente utilizada no tratamento de contusões, feridas, úlceras cutâneas, além de auxiliar em casos de reumatismo, artrite reumatoide, gota, dores musculares, tendinites, dores na coluna, prostatites e inflamações gástricas.
Seu uso é tradicional tanto na medicina popular quanto em formulações fitoterápicas.
Modo de preparo / posologia:
Chá (infusão): 3 g de folhas secas para 150 ml de água fervente.
Pode ser utilizado por via oral (2 a 3 vezes ao dia) ou em forma de compressas e escalda-pés nas áreas afetadas.
Uso tópico: o chá ou extrato pode ser aplicado diretamente na pele, em compressas sobre áreas doloridas ou inflamadas.
Tempo de uso recomendado:
Uso contínuo não deve ultrapassar 15 dias sem orientação de profissional de saúde.
Reações adversas ou contraindicações:
Pode causar alergias cutâneas em pessoas sensíveis. Evitar uso prolongado sem acompanhamento.
Onde é encontrada em Itaipava:
Cresce espontaneamente em áreas de restinga, beira de estrada e terrenos baldios. Também pode ser cultivada em canteiros e hortas medicinais com espaçamento de 2,0 x 2,0 m.
Curiosidade
A erva-baleeira é uma das principais plantas medicinais utilizadas pela indústria fitoterápica brasileira, sendo matéria-prima do medicamento fitoterápico Acheflan®, reconhecido pela Anvisa como anti-inflamatório natural. Sua secagem ideal é feita a 45°C por 36 horas, preservando os princípios ativos que conferem sua ação terapêutica.