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Manuscritos & Outros Papéis

---  D. Maria II  (1834-1853)  --- 

( Atualizado em: 08/06/2024 )

  • D. Maria II, Rainha de Portugal (Postal Ilustrado, Ed. Alemã)

  • D. Maria II, Rainha Constitucional de Portugal (Gravura espanhola)

  • D. Maria II, Rainha de Portugal (Retrato, Ed. Academia Nacional de Belas Artes)

  • Decreto de 14 de outubro de 1834 – Sobre a elevação do Baluarte da Serra do Pilar a Fortaleza, e criação de um monumento

  • Cópia de procuração dada pelo Príncipe Augusto, Duque de Leuchtemberg, ao Duque da Terceira, 9 de Novembro de 1834

  • D. Rafael José Lopes de Andrade, Cônsul de Portugal em Gibraltar — A escuna “Terceira” (e outros 6 documentos)

  • Carta Demissória assinada pelo Governador Temporal do Bispado de Beja, 28 de julho de 1835

  • Ordens do Exército de 4 e 5 de Maio de 1836 - Sobre a nomeação do Rei D. Fernando como Marechal General e Comandante em Chefe do Exército, e nomeações dos seus Ajudantes e Altos Postos do Exército

  • Pedido de concessão da Igreja dos extintos Carmelitas, na cidade da Horta, 1836-40 (4)

  • A Revolução Setembrista, 9 de setembro de 1836

  • Folheto volante de mobilização contra as políticas dos Cabrais

  • Carta régia de D. Maria II, de 26 de setembro de 1836

  • Ordem do Exército de 26 de Julho de 1837 - Sobre as unidades e oficiais envolvidos em revoltas e sedições a favor da Carta de 1826

  • Carta de de 7 de fevereiro de 1839, da Rainha D. Maria II, de nomeação de escrivão e tabelião para o julgado de Mangualde

  • Carta de foro de D. Maria II, de 22 de Abril de 1839, à Sé Catedral de Faro 

  • Carta patente de D. Maria II, de 3 de junho de 1839

  • Carta régia de D. Maria II, de 29 de Janeiro de 1840

  • Ordem do Exército de 14 de Fevereiro de 1843 - Regulamento para a execução do Decreto de 20 de Dezembro de 1842, relativo ao fardamento do Exército

  • Ordem do Exército de 30 de maio de 1846 - Publica a exoneração do Marechal de Campo, 1º Conde da Ponte de Santa Maria, do Comando da Primeira Divisão Militar, nomeando para o lugar o Tenente General Conde das Antas

  • João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun - 1º Conde, 1º Marquês e 1º Duque de Saldanha 

Guerra da Patuleia

    • Ordem do Exército de 8 de Outubro de 1846 - Publica um Decreto que cria novas unidades militares, após o golpe palaciano conhecido por "Emboscada"

    • Ordem do Exército de 11 de Outubro de 1846 - Publica os Decretos que criam novas unidades militares, após o golpe palaciano conhecido por "Emboscada"

    • Ordem do Exército de 24 de Outubro de 1846 - O Rei D. Fernando II é novamente nomeado Comandante em Chefe do Exército  

    • Boletim «Setembrista» de 25 de Outubro de 1846 - Publica notícia do General Conde das Antas. Refere ainda a prisão do Duque da Terceira no Porto

    • Ordem do Exército de 30 de Outubro de 1846 - Publica as demissões e exautoração dos seus Cargos, Postos, Honras, Títulos e Condecorações, dos Tenente General Conde das Antas, Marquês de Loulé, Conde de Mello, Visconde Sá da Bandeira e Barão de Fornos de Algodres

    • Ordem do Exército de 30 de Outubro de 1846 - Noticia parada militar presidida pelo Rei D. Fernando II, Comandante em Chefe do Exército

    • Boletim «Setembrista» de 3 de Novembro de 1846 - Referências à chegada de Sá da Bandeira ao Porto, e que a divisão de operações do Conde das Antas se encontrava perto de Lisboa, etc.

    • Boletim «Setembrista» de 15 de Novembro de 1846 - Referências a Saldanha, Conde do Bomfim, Conde das Antas, Barão de Rendufe, Barão do Casal, e ao pedido de demissão do Duque de Palmela, etc.

    • Boletim «Setembrista» de 17 de novembro de 1846 - Publica um Decreto da «Junta Provisória do Governo Supremo do Reino» de 1 de novembro, publica um ofício de 10 de novembro, do Conde das Antas ao Comandante das Forças do Governo de Lisboa, etc.

    • Proclamação dirigida aos Soldados, Realistas e Patriotas de Portugal - General Reinaldo MacDonell

    • Rascunho de carta dirigida a D. Fernando II, pelo Duque de Saldanha, 1847

    • Rascunho de carta dirigida a D. Maria II, pelo Duque de Saldanha, 1847

    • Ordem manuscrita pelo Marquês de Loulé, 1847

Regeneração

    • Ordem do Exército de 9 de Abril de 1851 - O Rei D. Fernando na qualidade de Comandante em Chefe do Exército comunica que vai pôr-se à frente dos Bravos que terão a glória de sufocar a rebelião 

    • Ordem manuscrita pelo Duque de Saldanha, 1851

    • Carta do Duque de Saldanha, 1852

  • Carta patente de D. Maria II, de 15 de abril de 1852, de nomeação de Cavaleiro da Ordem de Christo

  • João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett - Visconde de Almeida Garrett

  • Almirante Sir Charles John Napier - Grande-Oficial da Torre e Espada e Conde do Cabo de S. Vicente

D. Fernando II

  • Carta de D. Fernando II, de 2 de Fevereiro de 1852, ao Arcebispo de Génova

D. Maria II (Rio de Janeiro, 4 de Abril de 1819 — Lisboa, 15 de novembro de 1853) foi rainha de Portugal de 1826 a 1853. Era filha do Rei D. Pedro IV de Portugal (Imperador do Brasil como D. Pedro I) e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria. Foi cognominada de A Educadora ou A Boa Mãe, em virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos. Dona Maria da Glória era loira, de pele muito fina, olhos azuis como a mãe austríaca. Foi a 31ª Rainha de Portugal e dos Algarves aquando da abdicação do pai de 1826 a 1828 e de 1834 a 1853. 

    In Wikipédia ->    Biografia




Rainha D. Maria II  «Maria II - Reina Const.l de Portugal.»

  •  Rara gravura espanhola.

Retrato da Rainha D. Maria II, por Joaquim Rafael, pertença da Academia Nacional de Belas Artes, em que a Soberana segura o «Decreto para a criação da Academia de Bellas Artes de Lisboa».

Nº 3. Secretaria D’Estado dos Negócios da Guerra em 14 de Outubro de 1834 – DECRETO.

Sobre a elevação do Baluarte da Serra do Pilar a Fortaleza, e criação de um monumento. Refere ainda dezenas de nomeações de militares e respetivas unidades. Curiosa a profusão de licenças para «Tomar banhos de mar» (e estávamos em Outubro !).

157 x 217 mm, 8 pp.

Cópia de procuração dada pelo Príncipe Augusto, Duque de Leuchtemberg, ao Duque da Terceira, para o representar na Cerimónia da Celebração do seu Casamento com a Rainha D. Maria II. Munique, 9 de novembro de 1834. (Texto em francês e português)

“Procuração.

Dada por S. Alteza Real o Principe Augusto, Duque de Leuchtemberg et de Santa Cruz, Principe de Eichstett ao muito illustre Duque da Terceira.

Nos Augusto, Eugenio, Napleon, Duque de Leuchtemberg e de Santa Cruz, Principe de Eichstett, e primeiro Par hereditario do Reino de Baviera, Nomeamos, e escolhemos, pelo presente Acto, para nosso Representante e procurador Especial o muito illustre, e muito excellente Duque da Terceira, Par do Reino de Portugal, marechal do Exercito, Ministro e Secretario de Estado dos negócios da Guerra, ao qual rogamos nos queira representar na Ceremonia da Celebração do nosso Cazamento, que hade fazer-se em Lisboa, em consequencia da Convenção Matrimonial assignada em Munich a de Novembro de 1834, com a Muito Alta, e Muito Poderosa Senhora, Sua Magestade Dona Maria Segunda, Rainha de Portugal e dos Algarves. E o autorizamos consequentemente a receber em nosso Nome, e como se presente fossemos em pessoa, a Real Mão de Sua Magestade na forma prescrita pela Santa Igreja Catholica Apostolica Romana. Nós Promettemos, sobre a nossa honra, haver por bom e valioso tudo o que em nosso Nome for promettido e aceitado pelo nosso illustre Procurador.

Em fé do que, depois de havermos assignado de proprio punho, e sellado com o nosso sello a presente procuração, a fizemos referendar pelo nosso leal amigo o Commisario já encarregado por nós de ajustar e estipular com o Ministro Commissario de Sua Magestade os artigos da Convenção Matrimonial.

Feito e dado em Munich a 9 de Novembro de 1834.

(Sello)

                            Augusto Duque de Leuchtemberg, e de Sta. Cruz

                            O Conde Mejan”

---  Rafael José Lopes de Andrade  -  Cônsul de Portugal em Gibraltar  ---


Requerimento de 1835 do Cônsul Português em Gibraltar, Rafael José Lopes de Andrade, à Rainha D. Maria II. Selo com o Escudo Real de Armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

 230 x 370 mm, 4 pp. manuscritas em português.

Senhora, 

Diz Rafael José Lopes de Andrade, Consul geral de V. Magestade em Gibraltar, que sendo bem notorios aos agentes da usurpação os sentimentos da fidellidade do Supp.te para com V. Magestade, e tendo, por isso, sido uma das primeiras victimas escolhidas para a perseguição, se escapou a ella emigrando da sua patria; e então a sua conducta foi a seguinte. 

Aggregando-se o Supp.te ao deposito dos emigrados de Plymout, foi ali o companheiro fiel dos trabalhos e das fadigas dos portugueses fieis; mas, porque tinha meios de subsistencia, não o quis sêr no soccôrro prestado a estas victimas, reservando assim o que lhe devia pertencer para socorrer outro honrado infeliz que fôsse engrossar as filleiras de V. Magestade (Docum.to nº 1º). 

Depois de varias fortunas, achando-se o Supp.te em Ostende quando d'ali devião embarcar para a Ilha 3ª, muitas praças do Bat.am 5º de Caçadores, e não podendo effectuar-se o embarque, por falta de soccorros pecuniarios, foi o Supp.te quem, não só prestou gratuitamente esses soccorros, mas acompanhou estas praças, e com ellas participou de todo o pêso do serviço, fadigas, e perigos de vida (Docum.to nº 2º). 

Chegado áquella Ilha, ali prestou o Supp.te seus serviços pessoaes, até que foi commissionado para ir a Gibraltar, munido de credito, para haver alguns fundos, e arranjar com elles alguã embarcação de guerra, promovendo a emigração: e não se tendo realisado a acquisição de fundos, nem havendo embarcação alguã, senão a Escuna, ao depois chamada - Terceira - (1), que estava debaixo de palavra dos liberaes hespanhoes, o Supp.te, não só promptificou de si os fundos que lhe falhárão, mas desembaraçou o compromettimento da Escuna, comprando-a, equipando-a, e armando-a. E, não só isto, senão que, não podendo obter bandeira de algum consul estrangeiro para navegar, sollicitou e conseguio de Genova que o Consul Sardo lhe concedesse a sua; concessão esta que, passando a sêr innutil, em consequencia da denuncia do Consul do usurpador sobre a artilharia, armamento, e gente sem passaporte, emfim elle rompeo todos estes riscos, lançou-se aos mares, e atravessou a morte entre o bloqueio da usurpação, e o már adverso, lançando os emigrados na dita Ilha, parte dos quaes salvára das delações do Consul do usurpador em Gibraltar, por intervenção de suas amizades e abonações (Documentos nº 3, e nº 4º). 

Chegada a embarcação ao seu destino em tempo que servio para secundar a expedição e tomada de S. Miguel, depois que o Supp.te ali prestou os serviços pessoaes que são notorios, foi a sua Escuna a primeira embarcação de guerra que, com bandeira bicolôr, entrou nos Portos ingleses, no de Portmout. Aqui acudio um agente da usurpação para comprar e sublevar a tripulação; o que sendo sabido, veio o Supp.te de Londres áquelle Pôrto, e ali descobrio o seductor, e destruio a seducção, salvando a Escuna deste nôvo risco (Documento nº 4º). 

Depois de muitos outros serviços importantes, qual o de ter conseguido em Gibraltar que a Curveta - Isabel Maria -, do usurpador, não fôsse cruzar aos Açôres, e impedir as operações, volvendo à Ilha 3ª, ali teve parte em todos os trabalhos, fadigas, e riscos, até ao embarque da expedicção ao Porto, da qual foi o Supp.te parte. 

Desembarcado ali, supportou todos os riscos d'aquella terrivel campanha, até á libertação desta Cidade, e vinda para ella do Immortal e Augusto Páe de V. Magestade, que o Supp.te acompanhou, e logo depois da sua chegada, foi despachado para Gibraltar. 

Chegado ali, achou-se sem Archivo, sem um só papel pertencente ao Consulado, porque o ex-Consul do Usurpador, Parrella, fugíra para a Hespanha com todo o Cartorio: dispendeo o Supp.te não pequenas sommas para o obter amigavelmente; porem não o tendo conseguido, foi necessario despender outra consideravel somma para montar, como de novo montou a Secretaria, e fazer o serviço, como até agora tem feito, com o seu costumado zêllo e intelligencia ( Officios na Secretª d' Estº respectiva). 

Persuade-se então o Supp.te, Senhora, que , não sendo vulgares os seus serviços, mas talvez sím dos mais extremados, em crize tão memoravel, são elles dignos da Consideração de V. Magestade, para o fim de-os stygmatizar com a distincção que elles tiverão entre os outros e sendo o Supp.te já cavalleiro da Ordem de Christo, parece justo, e por isso P. a V. Magestade a graça de-o Condecorar com uma commenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. 

Lisboa     de Fevº de 1835  

NB. Se dêve alegar mais no Recrimento serca de quatro annos de bons serviços em efectividade como Consul de S. M. em Gibraltar.

 

1) A esquadra de D. Pedro, composta da fragata Rainha de Portugal, da corveta Amélia, da escuna Terceira, dum barco a vapor e de dois transportes Eduard e Tyrian chega a S. Miguel a 22 de Fevereiro de 1832, vinda de Inglaterra, e aporta à Terceira a 3 de Março, onde D. Pedro assume a regência e proclama aos portugueses.  

De Ponta Delgada parte a 27 de Junho a expedição ao continente com os seguintes navios: Rainha de Portugal, 56 peças, fragata D. Maria ll, 48 peças, corveta Amélia, 20 peças, brigues Regência, 16 peças, e conde de Vila-Flor, 16, Liberal, 9, escuna Faial, 15 peças, Graciosa, 11, Terceira, 7, Coquette, 7, Esperança, 7, Eugénia, 10, Prudência, 8 e mais outro navio com 8 peças. Seguem-no 50 transportes com o batalhão de oficiais, o corpo de guias, os regimentos de infantaria 3, 6, 10 e 18, os batalhões de caçadores 2, 3, 5 e 12, o 1.º batalhão de artilharia, o batalhão académico, o batalhão de voluntários da rainha, o batalhão de marinha e o batalhão de atiradores portugueses. O exército liberal desembarca em Pampelido, a 8 de Julho, e no dia seguinte entra no Porto, entretanto evacuado pelas tropas miguelistas.

Carta de 25 de Janeiro de 1834, do Gabinete do Secretário Civil de Gibraltar, de boas vindas ao novo cônsul português Rafael José Lopes de Andrade. 

205 x 325 mm, 2pp.

 Civil Secretary’s Office               

Gibraltar 25.January.1834          

Sir,

            I have received His Excellency the such Governors Commands to acknowledge the receipt of your letter of the 22º instant, inclosing a Document containing His Britannic Majesty’s approval of your appointment as Cônsul General at this place for the portuguese nation, - and having caused the said Document to be registered, (…) to return it herewith. -

His Excellency also directs me to inform you, that he shall have much pleasure in affording you every support in the due discharge of the duties of your affair.

I have the honour to be Sir,                     

 Your most obedient humble servant          

Rafael Jozé Lopes de Andrade, Esq.

Ofício de 6 de Agosto de 1834, do Consulado Geral de Portugal em Gibraltar, para o Ministro d´Estado Agostinho José Freire, a dar conhecimento a «S.M.I.» [Sua Majestade Imperial], o anterior Imperador do Brasil D. Pedro I, na altura reinando em Portugal como Regente em nome de sua filha a futura Rainha D. Maria II, do desaparecimento da Cólera—Morbus naquela Praça.


Consulado Geral em Gibraltar

N. 13

Ill.mo e E.mo Senr.

Tenho a honra de levar À Prezença de Vossa Excellencia para conhecimento de S. M.I. que desde o meo ultimo officio N. 12 dattado de 20 do mez proximo passado, a Cholera-Morbus tem diminuido tão rapidamente nesta Praça, que os boletins sanitários cessarão de apparecer no dis 4 do corrente em consequencia de não ter havido nem hum só cazo de molestia dentro das ultimas 24 horas: e hoje sei com huma certeza quasi official, que o dia 10 do corrente deve ser annunciado em a Chronica de amanhãa como destinado para se cantar o Tedeum , pello feliz desapparecimento da Cholera nesta Povoação, e que no dis seguinte se começaria a expedir nesta Praça Cartas Limpas de Saude. De tudo isto informo hoje mesmo a Commissão da Saude Publica do Reino em officio, que remetto incluso e aberto para o devido Conhecimento de V. Exª. Logo, que eu tenha officialmente a supramencionada noticia immediatam.e pello primeiro Correio terei a honra de o partecipar a V. Exª. como he do meo dever.                 Ds. Gd. a Vª Exª.

Gibraltar 6 de Agosto 1834/

Illmo. e Ex.mo S.or 

Agostinho Joze Freire



P.S. pª. o Ministro d'Estado

Depois de ter fechado este officio pª. Vª. Exª. agora m.mo acabo de receber hum officio do Secretario desta Praça pelo qual se vê que desde 7 do corrente se expedem cartas limpas de saude, e como o correio está a partir nao me dá lugar a mais do que a enviar à Commissão de Saude Publica do Reino ete mesmo officio.

Certificado emitido pelo Cônsul Geral em Gibraltar, em 3 de Novembro de 1834.

Magnífico selo oficial do Consulado Português em Gibraltar com o escudo real de armas e a legenda “Consulado Geral de S.M.F. (Sua Majestade Fidelíssima) A S. D. Maria II em Gibraltar”.


______________________________________________________________

« RAPHAEL JOZÉ LOPES DE ANDRADE, CAVALLEIRO DA ORDEM DE CHRISTO, CONSUL GERAL EM GIBRALTAR, POR SUA MAGESTADE FIDELISSIMA A SENHORA DONA MARIA II. Q.D.G. & c.

Certifico que o Mestre José Antº Ribera do Falucho Hespanhol denominado = Las Animas = que segue viagem pª Tavira,leva a bordo do mmº Barco cinco mil reales de vellon em ouro e prata, à consignação do mmº Mestre.

E por me ser pedido, e para constar onde convier, dou o presente que vai Sellado com o Real Sello deste Consulado Geral . Gibraltar aos três de Novbrº de 1834. »

325 x 210 mm, 1 pp.

Carta de 17 de Janeiro de 1835, do Gabinete do Secretário Civil de Gibraltar, aceitando o substituto do cônsul português Rafael José Lopes de Andrade, durante a sua ausência. 


______________________________________________________________

     Civil Secretary’s Office           

  Gibraltar 17.January.1835      

Sir,

        I have received His Excellency the such Governors Commands to acquaint you, that he approves of your having appointed Mr. António Xavier Lopes d’ Andrade, to conduct your Portuguese Consulate, during your absence.

I have the honour to be Sir,                     

your most obedient humble servant          

Rafael Lopes d’ Andrade Esq.

Portuguese Consul

205 x 325 mm, 2pp. 

Outorga de condecoração a D. Rafael José Lopes de Andrade, Cônsul de Portugal em Gibraltar. Emitida a 31 de Março de 1844, em papel com o timbre da «Secretaria de las Ordens de Carlos III e Isabel a Católica». 

330 x 220 mm, 2 pp.

El Exmo Sõr. Secretario del Despacho de Estado de Real ordem con fecha 16 de Febrero ultimo me dice lo que sigue. 

"La Reyna se há dignado expedir con fecha 7 de este mes el Decreto siguinte. = En atencion á los meritos y recomendables circunstancias que concurren en Don Rafael José Lopes de Andrade, Consul de S. M. Fidelissima en Gibraltar, vengo en concederle Cruz Supernumeraria de la Real y Distinguida Orden Espanhola de Carlos Tercero, libre de Pruebas y gastos por ser extrangero." 

Lo que tengo el honor de transcribir a V. S. con mucho gusto mio y satisfaccion, acompanandole en su consequencia el Real titulo que se le há expedido de Caballero Supernumerario de la Real Y Distinguida Orden Espanhola de Carlos Tercero y, un exemplar de sus Estatutos. 

Con este motivo aprovecho la ocasion que me proporciona el honor de ofrecer a V. S. mi mayor consideracion pidiendo á Dios que su vida m. a. 

Madrid, 31 de Marzo de 1844

Juan Antoine y Layas          

Sõr. Don Rafael José Lopez de Andrade

Carta de 18 de Julho de 1844, do Governador de Gibraltar - Sir Robert Wilson, de despedida ao cônsul português Rafael José Lopes de Andrade. Magnífico selo de Gibraltar com as armas da Rainha Vitória. Selo Real Português dos Arquivos da Embaixada. O General Sir Robert Wilson (1777-1849) foi Governador de Gibraltar de 11 de Outubro de 1842 a 12 de Dezembro de 1848. 

245 x 222 mm, 2 pp.


Manuscrito de Carta Demissória, datada de 28 de julho de 1835, assinada por Augusto Frederico de Castilho Governador Temporal do Bispado de Beja. Atestando de um frade a “... sua vida política me consta que elle he aderente à cauza da legitimidade da Nossa Augusta Rainha e à Carta Constitucional ...”.

Nos tempos da guerra civil entre constitucionais e realistas e no período que lhe sucedeu eram comuns estas cartas que atestavam de que lado estava ou esteve o portador – constituindo um passaporte de aceitação e vida futura.

198 x 298 mm, 2 pp.

Manuscrito (julga-se que cópia antiga ou coeva) com as ordens do Exército Nº 1 e Nº 2, respetivamente de 4 e 5 de Maio de 1836, emitidas do Quartel General no Paço das Necessidades.

Referem a nomeação do Rei D. Fernando como Marechal General e Comandante em Chefe do Exército, bem como as nomeações dos seus Ajudantes e Altos Postos do Exército.

150 x 210 mm, 4 pp.

  • Pedido de concessão da Igreja dos extintos Carmelitas, na cidade da Horta, pela Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo daquela cidade.

Raro manuscrito que dá conta do pedido do «Prior e Mesários da venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo da cidade da Horta», que pretendiam ocupar a «Igreja que foi dos extintos Carmelitas da mesma cidade, com todos os seus pertences e ornamentos», e mais pedem um ou dois sinos de algum dos conventos suprimidos em Lisboa. Com indicação dos «Negócios Eclesiásticos», emanada do Paço da Necessidades, em 6 de junho de 1836, e assinada por Joaquim António de Aguiar (1792-1884) que viria a merecer a alcunha de «Mata-Frades», por ser quem implementou a Lei de 30 de maio de 1834, que extinguia conventos e ordens religiosas. Manuscrito importante para a história dos Açores e do período subsequente à Guerra Civil, nomeadamente da extinção das ordens religiosas.

190 X 260 mm, 4 pp.

Raro manuscrito com ordem da Rainha D. Maria II, para colocar dois sinos à disposição da Irmandade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, da cidade da Horta, em conformidade com um pedido anterior. Com indicação dos Negócios Eclesiásticos, emanada do Paço das Necessidades, em 16 de junho de 1836, e assinada por Joaquim António de Aguiar.

(Dimensões: 195 x 255 mm, 4 pp.)

195 x 255 mm, 4 pp.

Raro manuscrito solicitando ao Conselheiro António José d’Ávila, que indique a quem deverão ser entregues os sinos concedidos pela Rainha à cidade da Horta. Datado de 4 de maio de 1840.

214 x 267 mm, 4 pp.

Raro manuscrito participando ao Conselheiro António José d’Ávila, em resultado da sua informação, que naquela data se expedem as convenientes ordens para serem entregues os sinos concedidos pela Rainha à cidade da Horta. Datado de 9 de maio de 1840.

214 x 267 mm, 4 pp.

Carta isenta de porte do Quartel em Baraçaes, datada de 11.Ago.1836, dirigida ao Comandante da 5ª Companhia do Extº B.N.F d' Óbidos, em Trás do Outeiro. Do S.N.R. Correio Militar.

(Sobre entrega de material de guerra.)

Lista do material de guerra a entregar ao Comissário da Paróquia

Revolução Setembrista -  A Revolução de Setembro de 1836, surgiu com a revolta de parte da população de Lisboa e o pronunciamento da Guarda Nacional a favor da reposição da constituição de 1822. O novo governo, presidido pelo conde de Linhares, era dirigido politicamente por Passos Manuel e Sá da Bandeira. Este período ficou caracterizado por um clima de desordem pública e insegurança o que levou à reorganização dos batalhões da Guarda Nacional, criação dos batalhões de voluntários e à reorganização do Exército em 30 batalhões de Infantaria, 8 regimentos de Cavalaria e 4 de Artilharia e 10 divisões militares territoriais. 

O movimento teve origem em Lisboa, onde em setembro de 1836 desembarcavam os deputados eleitos no Norte, liderados por Passos Manuel. Por essa altura já tinham sido publicados vários folhetos e jornais a pregar a revolução e a atacar o governo cartista, pelo que a população lisboeta, em geral, já tinha tomado conhecimento do que estava prestes a acontecer e acolheu o movimento de braços abertos. Quando os deputados desembarcaram, uma enorme multidão foi ao seu encontro. Pouco depois, gritava-se pela Revolução, pela Rainha e pela Constituição de 1822 e contra o Governo. Isto ocorreu a 9 de setembro. A Rainha e o Governo, sem meios para combater a revolução (já que a Guarda Nacional apoiava também ela própria o movimento), entregou o poder aos representantes do Setembrismo. Eram eles Vitório de Sousa Coutinho, conde de Linhares, Sá da Bandeira e Passos Manuel. Nenhum deles tinha participado na revolução propriamente dita, mas afiguravam-se como os mais brilhantes e populares defensores das ideias setembristas.

Folheto volante de mobilização contra as políticas dos Cabrais – Viva a Carta Constitucional – Viva a Rainha Constitucional – Libertar a Rainha

Carta régia de D. Maria II, escrita no Paço das Necessidades, e datada de 26 de setembro de 1836, c/ selo branco com as armas reais. Nomeando o Cónego Joaquim Manuel Casquinho, para a Comissão de Governador temporal do Bispado de Faro e para Vigário Capitular. Assinada pela Rainha e pelo Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, António Manuel Lopes Vieira de Castro.

233 x 375 mm, 4 pp.

Nº 45. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 26 de Julho de 1837 - ORDEM DO EXÉRCITO.

Relata em detalhe as diversas unidades e os oficiais envolvidos em revoltas e sedições a favor da Carta de 1826, e as unidades e oficiais que permaneceram fiéis à Rainha e se lhe opuseram.

152 x 215 mm, 3 pp.

Carta de nomeação, pela Rainha D. Maria II, de escrivão e tabelião para o julgado de Mangualde, de Bernardo Ribeiro Trovão. Dada no Paço das Necessidades, a 7 de fevereiro de 1839. No mesmo documento se inscreve uma apostilha transferindo por ordem de El-Rei D. Luís I, o mesmo destinatário para idêntico cargo na comarca de Silves.

Documento em pergaminho, com chancela da Rainha. Selos brancos com obreia sobre fitas azul e branco.

257 x 349 mm, 4 pp.

Carta de foro de D. Maria II, Lisboa, 22 de Abril de 1839. De arrematação em hasta pública de umas casas na Rua dos Caetanos, em Lisboa. Com a assinatura autografa da Rainha. 

312 x 224 mm, 4 pp. 

Carta patente de D. Maria II, nomeando Capitão do Regimento de Infantaria nº 7, a António Joaquim Ribeiro, Tenente do Regimento de Infantaria nº 13. Assinada, e selada com o Selo grande das Armas Reais, em Lisboa, 3 de junho de 1839. 

374 x 462 mm, 2 pp.

Carta régia de D. Maria II - Paço das Necessidades, 29.01.1840. De nomeação de Caetano Silvestre de Almeida como escrivão e tabelião de Juízo de Direito da Comarca de Portalegre, com assinaturas autografas da Rainha e de Ministro do Reino António Bernardo da Costa Cabral, político liberal, 1º Conde e 1º Marquês de Tomar. Pergaminho com fita e selo de armas reais. 

Nº 7. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 14 de Fevereiro de 1843 - ORDEM DO EXÉRCITO.

Regulamento [Administrativo] para a execução do Decreto de 20 de Dezembro de 1842, relativo ao fardamento do Exército. Regulamento promulgado no Paço das Necessidades, em 24 de Janeiro de 1843, pelo Duque da Terceira.

151 x 210 mm, 12 pp.

Nº 16. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 30 de Maio de 1846. ORDEM DO EXÉRCITO.

Publica a exoneração do Marechal de Campo, António Vicente de Queirós, 1º Conde da Ponte de Santa Maria do Comando da Primeira Divisão Militar nomeando para o mesmo lugar o Tenente General Conde das Antas.

167 x 222 mm, 1 pp.

---  João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun  -  1º Conde, Marquês e Duque de Saldanha  ---

João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun (Lisboa, 17 de Novembro de 1790 — Londres, 20 de novembro de 1876), 1.º conde, 1.º marquês e 1.º duque de Saldanha, também conhecido por Marechal Saldanha, foi um oficial do Exército Português, no qual atingiu o posto de marechal, diplomata e um dos políticos dominantes do século XIX em Portugal, com uma carreira política que se iniciou na Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) e só terminou com a sua morte em 1876. A sua longa carreira política, e os cargos de relevo que exerceu, fizeram dele o mais importante homem de estado do período da monarquia constitucional portuguesa, influenciando de forma substancial o rumo dos acontecimentos políticos em Portugal ao longo de meio século.

    In Wikipédia ->    Biografia

Carta particular de Juan Álvarez Mendizábal, dirigida ao Marquês de Saldanha, datada julga-se de 13.07.1846(?), dias antes deste chegar a Lisboa (23.07.1846), vindo de Bruxelas, após a Revolução da Maria da Fonte, desencadeada em Abril daquele ano.

133 x 206 mm, 4 pp.

Patuleia, ou Guerra da Patuleia - Guerra civil entre Cartistas e Setembristas na sequência da Revolução da Maria da Fonte. Foi desencadeada em Portugal pela nomeação, na sequência do golpe palaciano de 6 de Outubro de 1846, conhecido pela Emboscada, de um governo claramente cartista presidido pelo marechal João Oliveira e Daun, Duque de Saldanha.

A guerra civil teve uma duração de cerca de oito meses, opondo os cartistas (com o apoio da rainha D. Maria II) a uma coligação contra-natura que juntava setembristas a miguelistas. A guerra terminou com uma clara vitória cartista, materializada a 30 de Junho de 1847 pela assinatura da Convenção de Gramido, mas apenas após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança.

Tropas aplicam vergastadas a um popular durante a Patuleia

Nº 52. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 8 de Outubro de 1846 - ORDEM DO EXÉRCITO.

Publica um Decreto de 7 de Outubro, 24 horas após o golpe palaciano de 6 de Outubro, conhecido como «Emboscada», que prevendo graves alterações da ordem pública – que levariam a nova guerra civil, a da Patuleia, cria a toda a pressa novas unidades militares - como o «Batalhão de Empregados Públicos», «Batalhão de Voluntários Nacionais do Comércio». Nesta Ordem de Serviço publica-se a sua organização e número de efetivos, prevendo-se que os oficiais seriam «Nomeados pelo Governo d’entre as pessoas de mais probidade e abastadas».

145 x 200 mm, 4 pp.

Nº 53. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 11 de Outubro de 1846 - ORDEM DO EXÉRCITO.

Publica um Decreto de 9 de Outubro, apenas 3 dias após o golpe palaciano de 6 de Outubro, conhecido como «Emboscada», que prevendo graves alterações da ordem pública, e «Convindo provêr por todos os meios á manutenção (dessa) Ordem Pública ...» criavam-se a toda a pressa novas unidades militares – como o «Batalhão Nacional das Obras Públicas», o «Batalhão Nacional de Empregados Públicos», os « 1º e 2º Batalhões Nacionais do Comércio». Nesta Ordem de Serviço indicam-se igualmente os oficiais que neles serviam.

167 x 228 mm, 4 pp.

Nº 60. Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, em 24 de Outubro de 1846. ORDEM DO EXÉRCITO (Cartista).

O Rei D. Fernando II é novamente nomeado Comandante em Chefe do Exército (que havia cessado de ser em Setembro de 1836 - dez anos antes), o que era exigido pelas «Actuaes extraordinárias circunstâncias».

168 x 229 mm, 1 pp.

150 x 200 mm, 1 pp.

BOLETIM Nº 10 «Setembrista», Lisboa 25 de Outubro de 1846. 

Publica notícia do General Conde das Antas. Refere ainda a prisão do Duque da Terceira no Porto e a falhada tentativa da sua libertação.

Muito raro panfleto de oposição aos Cartistas e a D. Maria II. Impressos clandestinamente, os impressos originais da época são hoje de grande raridade.

164 x 227 mm, 1 pp.

Nº 3. Quartel General no Paço das Necessidades, em 30 de Outubro de 1846 - ORDEM DO EXÉRCITO (Cartista). 

Publica demissões do Tenente General Conde das Antas, bem como do Marquês de Loulé, Conde de Mello, Visconde Sá da Bandeira e Barão de Fornos de Algodres - Todos exautorados e demitidos dos seus Cargos, Postos, Honras, Títulos e Condecorações – Segundo o Decreto de 27 de Outubro.

162 x 227 mm, 1 pp.

Nº 4. Quartel General no Paço das Necessidades, em 30 de Outubro de 1846 - ORDEM DO EXÉRCITO (Cartista).

Noticia a parada militar presidida pelo Rei D. Fernando II, Comandante em Chefe do Exército, em que o jovem príncipe real D. Pedro (9 anos) se coloca à frente do Regimento de Granadeiros da Rainha, de que era Coronel Honorário, e marcha empunhando a espada de seu avô, D. Pedro IV - «... aquella Espada invencível, debaixo da qual succumbirão sempre os traidores – inimigos do Throno ligitimo, e da Liberdade».

BOLETIM Nº 18 «Setembrista», Lisboa 3 de Novembro de 1846.

Refere a chegada de Sá da Bandeira ao Porto, e que a divisão de operações do Conde das Antas se encontrava perto de Lisboa, etc.

Muito raro panfleto de oposição aos Cartistas e a D. Maria II. Impressos clandestinamente, os impressos originais da época são hoje de grande raridade.

149 x 205 mm, 1 pp.

BOLETIM Nº 25 «Setembrista», Lisboa 15 de Novembro de 1846.

Referências a Saldanha, Conde do Bomfim, Conde das Antas, Barão de Rendufe, Barão do Casal, e ao pedido de demissão do Duque de Palmela, etc.

Muito raro panfleto de oposição aos Cartistas e a D. Maria II. Impressos clandestinamente, os impressos originais da época são hoje de grande raridade.

150 x 200 mm, 1 pp.

BOLETIM Nº 26 «Setembrista», Lisboa, 17 de novembro de 1846.

Publica um Decreto da «Junta Provisória do Governo Supremo do Reino» de 1 de novembro, referindo os seus membros; publica um ofício de 10 de novembro, do Conde das Antas ao Comandante das Forças do Governo de Lisboa. Refere ainda diversos acontecimentos, incluindo os mais caricatos como o de transporte de munições «Por dois camelos que os Srs. Pintos Bastos offereceram para este serviço».

Muito raro panfleto de oposição aos Cartistas e a D. Maria II. Impressos clandestinamente, os impressos originais da época são hoje de grande raridade.

150 x 200 mm, 3 pp.

Proclamação do General Reinaldo MacDonell (Reginald MacDonell), datada de Braga, em 30 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, dirigida aos Soldados, Realistas e Patriotas de Portugal.

387 x 490 mm, 1 pp.

MacDonell, que havia sido general das forças Miguelistas durante as Guerras Liberais, assume durante as lutas civis da Patuleia o comando das forças fiéis à memória do Rei D. Miguel, então já no exílio, forças que resultam da complexa conspiração realista durante e após a Revolução da Maria da Fonte.

Um mês após a presente «Proclamação» que repunha os direitos de D. Miguel I, a 31 de Dezembro, o Barão do Casal, comandando forças cartistas, ataca Braga onde as forças miguelistas lhe dão batalha. As forças cartistas, vencedoras, arrasam a cidade e executam os miguelistas em fuzilamentos sumários.

O próprio General MacDonell, quando se rendia em Vila Pouca de Aguiar, é chacinado à queima-roupa por um sargento de cavalaria cartista.

Rascunho de carta dirigida ao Rei D. Fernando II, escrita pelo Duque de Saldanha em Oliveira de Azeméis (13.03.1847), durante as operações da Guerra da Patuleia, solicitando a nomeação de General para comandar as forçar fiéis à Rainha, e reiterando a convição da necessidade urgente da mediação inglesa no conflito.

Rascunho de carta dirigida à Rainha D. Maria II, escrita pelo Duque de Saldanha em Oliveira de Azeméis (13.03.1847), durante as operações da Guerra da Patuleia, referindo a mediação de países estrangeiros no conflito português.

150 x 206 mm, 4 pp.

---  Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto  -  9º Conde de Vale dos Reis, 2º Marquês e 1º Duque de Loulé  ---

Ordem manuscrita do Quartel-General do Comando Geral da Guarda Nacional, datada de 24 de abril de 1847, do punho e assinada pelo marquês de Loulé. Papel com o timbre da cidade do Porto, em selo branco relevado.



Documento manuscrito assinado pelo marquês de Loulé, em plena Guerra da Patuleia - poucas semanas depois, o próprio marquês de Loulé seria um dos signatários - como derrotado - da Convenção de Gramido, assinada em 30 de junho de 1847.

Regeneração - Período da Monarquia Constitucional portuguesa que se seguiu à insurreição militar de 1 de Maio de 1851 que levou à queda de Costa Cabral e dos governos de inspiração setembrista. Apesar do ministério que resultou do golpe ser presidido pelo marechal Saldanha, o principal personagem da Regeneração foi Fontes Pereira de Melo. Embora não possa ser claramente delimitada no tempo, o período da Regeneração durou cerca de 17 anos, terminando com a revolta da Janeirinha, em 1868, que levou o Partido Reformista ao poder. A Regeneração foi caracterizada pelo esforço de desenvolvimento económico e de modernização de Portugal, a que se associaram pesadas medidas fiscais. 

Nº 11. Quartel General no Paço das Necessidades, em 9 de Abril de 1851 - ORDEM DO EXÉRCITO.

Dois dias depois de «Um General (Duque de Saldanha) ter cometido o inaudito e injustificável atentado de se insubordinar» o Rei D. Fernando na sua qualidade de Comandante em Chefe do Exército põe-se «À frente dos Bravos» que terão «A glória de sufocar a rebelião». 

Saldanha, parte de Sintra a 7 de Abril à procura de apoios militares para iniciar o movimento que ficará para a História como «Regeneração» - Quando tudo já parecia perdido e apenas 20 dias depois, Saldanha sai vencedor e muitos dos bravos comandados por D. Fernando juntam-se às suas forças no Porto. A 13 de Maio desfila em triunfo frente ao Palácio das Necessidades, tendo assumido as funções de Presidente do Governo.

167 x 230 mm, 1 pp.

Ordem manuscrita do Quartel-General no Porto, datada de 29 de abril de 1851, do punho e assinada pelo Duque de Saldanha. Dispensando de funções o Governador Civil do Distrito Administrativo de Braga, e encarregando do cargo o Par do Reino Nicolau d’ Arrochella Vieira Malheiro.

218 x 271 mm, 2 pp.

Carta do Duque de Saldanha, escrita em Lisboa, a 13 de novembro de 1852. Sobre questões de natureza política e eleitoral.

123 x 188 mm, 4 pp.

Carta patente de D. Maria II, datada de 15 de abril de 1852, nomeando a João António da Silva Ribeiro, Reposteiro da Sua Real Câmara, como Cavaleiro da Ordem de Christo. Assinada pela Rainha e pelo Ministro e Secretário d’ Estado dos Negócios do Reino, Rodrigo da Fonseca Magalhães. 

244 x 390 mm, 4 pp.

---   João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett  -  Visconde Almeida Garrett  ---

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (1799-1854), com o título de visconde concedido em 1851, ocupou por breves dias, de 4 de março a 17 de agosto de 1852, o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros – o que torna este documento ainda mais invulgar. Usava assinar J. B. de Almeida Garrett, aqui e já na posse do seu título assina V. de Almeida Garrett. O Conde de Lavradio era D. Francisco de Almeida Portugal (1796-1870).


Raro manuscrito com autógrafo do visconde de Almeida Garrett, em carta ofício dirigida ao Conde de Lavradio, Ministro Plenipotenciário de Portugal, em Londres. Papel timbrado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com data de 26 de maio de 1852.


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (1799-1854), com o título de visconde concedido em 1851, ocupou por breves dias, de 4 de março a 17 de agosto de 1852, o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros – o que torna este documento ainda mais invulgar.

Almeida Garrett usava assinar J. B. de Almeida Garrett, aqui e já na posse do seu título assina V. de Almeida Garrett.

O Conde de Lavradio era D. Francisco de Almeida Portugal (1796-1870).

---  Sir Charles John Napier  -  Grande-Oficial da Torre e Espada, e Conde do Cabo de São Vicente  ---

Sir Charles Napier (1854)

Almirante Sir Charles John Napier (6 de Março de 1786 – 6 de Novembro de 1860) foi um oficial da marinha escoçês que em sessenta anos na Royal Navy combateu nas Guerras Napoleónicas, Guerra Anglo-Amerciana (1814), Guerra da Síria (1840-41) e Guerra da Crimeia (1854), e durante um certo  período comandando a marinha Portuguesa nas Guerras Liberais (1833-34). Em Maio de 1847, assumiu o comando da Frota do Canal, hasteando a sua bandeira no HMS St. Vincent. Inovador no que concerne à construção de navios em ferro, e defensor da reforma dos recursos humanos na Royal Navy, foi ainda activo na política como Membro Liberal do Parlamento e provavelmente o oficial da marinha publicamente mais conhecido no início da Era Vitoriana.    

No dealbar de 1829 foi nomeado para o comando da fragata de 42 canhões, Galatea. O Almirantado autorizou-o a equipá-la com pás propulsoras de seu próprio desenho, movidas por guinchos no deck principal. Efectuou ainda ensaios que provavam que os navios podiam navegar independentemente do vento. O Almirantado, contudo, não adoptou essa inovação.

Em 1832, no início das Guerras Liberais em Portugal, Napier encontrava-se nos Açores, única parcela do território português que ainda lutava pela causa da Rainha D. Maria II de Portugal, contra a usurpação de seu tio, o absolutista D. Miguel. Impressionou de tal modo os líderes constitucionais, em especial o Conde de Vila Flor (melhor conhecido pelo seu título posterior de Duque da Terceira), que estes lhe pediram para assumir o comando da sua pequena armada. Tendo disputado sem sucesso a eleição para o parlamento, por Portsmouth, em Junho de 1832, e depois da Galatea ter sido desactivada, aceitou as suas propostas em Fevereiro de 1833.

Viajando para Portugal com o seu enteado Charles Elers Napier, como ajudante-de-campo, com reforços militares, e sob o disfarce de 'Carlos da Ponza', chegou ao Porto, onde D. Pedro, ex-Imperador do Brasil, pai da Rainha D. Maria, e as forças Liberais se encontravam cercados pelos exércitos de D. Miguel. Assumiu o comando da armada Liberal, sucedendo a George Rose Sartorius. 

Com a armada Napier transportou então o exército Liberal para o Algarve, para abrir uma segunda frente no sul do país. Na viagem de regresso, a 5 de Julho de 1833, destruiu a muito superior armada Miguelista na batalha do Cabo de St. Vicente. Estes dois golpes permitiram aos Liberais capturar Lisboa, que foi abandonada pelos Miguelistas, ainda que o esquadrão de Napier se encontrasse então assolado pela cólera. 

Por pedido da França Napier foi retirado dos quadros da Marinha Britânica. Em contrapartida, D. Pedro nomeou-o Almirante da Marinha Portuguesa, a 10 de Julho. A vitória de Napier, com uma armada em grande parte constituída por marinheiros ingleses, foi vista na Inglaterra como um crédito para a Royal Navy. A vitória e consequentes distinções muito incomodaram o Rei William IV, que não gostava de Napier nem de D. Pedro. 

Em continuação dos seus serviços em Portugal, Napier comandou forças terrestres na bem sucedida defesa de Lisboa, em Setembro de 1833. Por tais serviços foi feito Grande-Oficial da Torre e Espada, e Conde do Cabo de São Vicente, do Nobiliário de Portugal. 

Em 1834, com um pequeno exército constituído na maioria por marinheiros ingleses, reconquistou a região do Minho para a causa constitucional. Após a derrota final de D. Miguel e a morte de D. Pedro pouco tempo depois, Napier sentindo-se frustrado nas suas tentativas de reformar a administração naval de Portugal, regressou à Inglaterra. A sua partida foi acompanhada por um voto de agradecimento de ambas as câmaras do restaurado parlamento português.

Napier disputou por uma segunda vez, sem sucesso, um lugar no parlamento por Portsmouth, na eleição de Dezembro de 1834. Ocupou-se então, até 1836, a escrever uma história da Guerra Portuguesa e da sua participação nela.

    In Wikipédia -> Biografia

Memorando assinado pelo Almirante Charles Napier, a bordo do HMS St. Vincent, Tagus (Tejo), 24 de Outubro de 1847. Solicitando ao Capitão William H. Hall, do HMS Dragon, o seu empenho em fazer cumprir as ordens do Almirantado, relativas à substituição de bebidas espirituosas, por chá e açúcar, e que fosse explicado à tripulação que a mudança seria inteiramente voluntária.

                                                                                                                    St. Vincent, Tagus 24th October 1847

Memo

You will use your best endeavours to carry out the wishes of their Lordships conveyed in the accompanying circular, relative to the substitution of Tea and Sugar, in lieu of Spirits, to any of your crew who may prefer it indistinctly explaining to the crew, that the proposed change is to be entirely voluntary on their part.

                                                                                                                    Charles Napier

                                                                                                  Rear Admiral & Commander in Chief

Captain W. H. Hall "Dragon"

Memorando assinado pelo Almirante Charles Napier, a bordo do HMS St. Vincent, Lisboa, 24 de Novembro de 1847, endereçado ao Capitão Hall, do HMS Dragon. Sobre o encaminhamento dos papéis do artilheiro Henry Stephens, da Marinha Real.

                                                                                                                    St. Vincent, Lisbon 24th November 1847

Memo

You will report to me for their Lordship's information why the usual Statement of Investigation was not forwarded with the papers of gunner Henry Stephens, RM artillery, discharged to Head Quarters with disgrace. The document in question is to be transmitted without delay.

Charles Napier

Rear Admiral & Commander in Chief

Captain Hall "Dragon"

Memorando assinado pelo Almirante Charles Napier, a bordo do HMS St. Vincent, Lisboa, 15 de Janeiro de 1848, endereçado ao Capitão Hall, do HMS Dragon. Sobre despesas incorridas para a passagem do Duque de Saxe Weimar.

                                                                                                                    St. Vincent, Lisbon 15 January 1848

Memo

With reference to yours letter of yesterday in reply to my memo directing you to state the amount of expenses incurred by you for the passage of the Duke of Saxe Weimar & Suite - you will comply with theirs Lordships' directions.

Charles Napier

Rear Admiral & Commander in Chief

Captain William H. Hall

H M S Dragon

Memorando assinado pelo Almirante Charles Napier, a bordo do HMS St. Vincent, Lisboa, 14 de Fevereiro de 1848, endereçado ao Capitão Hall, do HMS Dragon. Determinando que receba o jovem Cadete Naval, Mr. Louis Delacherois, na tripulação daquele navio.

                                                                                                                    St. Vincent, Lisbon 14th February 1848

Demo

It is my direction you receive the young gentleman named in the margin from the "St. Vincent" and bear him as part complement.                                                                                                                    

Charles Napier

Rear Admiral and Commander in Chief

Captain Hall

H M Ship Dragon

Memorando assinado pelo Almirante Charles Napier, a bordo do HMS St. Vincent, Cove of Cork, 16 de maio de 1848. Dando instruções ao Capitão William H. Hall, do HMS Dragon, para que “Os marinheiros supranumerários a bordo do Dragon sejam abonados de salários e alimentação”.

  St. Vincent, Cove of Cork 16th May 1848

Memo

The supernumerary marines on board the Dragon are to be borne for wages and victuals.

Charles Napier

          Rear Admiral and Commander in Chief

Captain William H. Hall

"Dragon"

---  D. Fernando II  ---

( Atualizado em:  19/02/2025 )

Fernando II (nome completo em alemão: Ferdinand August Franz Anton Koháry von Sachsen-Coburg-Gotha; Viena, 29 de outubro de 1816 – Lisboa, 15 de dezembro de 1885) foi o segundo marido da rainha D. Maria II e Príncipe Consorte de Portugal, de 1836 até 1837, altura em que se tornou Rei de Portugal e Algarves por direito de sua esposa. Era o filho mais velho do príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e da sua esposa, a princesa Maria Antónia de Koháry. 

In Wikipédia -> Biografia

Carta assinada pelo Rei Fernando II, de Portugal. Remetida do Palácio das Necessidades, Lisboa, 02.02.1852, endereçada ao Arcebispo de Génova, Cardeal Lambruschini. De saudações e agradecimento pelos votos de Boas Festas recebidos. 

Carta pré impressa ostenta magnífico selo branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o escudo real de armas. 

230 x 360 mm

Ao Illustrissimo Reverendíssimo em Christo Padre Cardeal Lambruschini, Meu como Irmão muito amado.

Illustrissimo e Reverendissimo em Christo Padre Cardeal Lambruschini, Meu como Irmão muito amado. Eu Dom Fernando, por Graça de Deus, Rey de Portugal, e dos Algarves, d’aquém, e d’além Mar, em Africa Senhor de Guiné, e da Conquista, Navegação e Commercio da Ethiopia, Arábia, Pérsia e da Índia etc. Vos Envio muito saudar como aquelle que muito amos e preso. Foi da minha particular acceitação a carta em que me auguraes boas Festas, não somente por ver as expressões dos vossos dezejos, como por augmentar aquelle credito em que tenho as vossas boas qualidades, que estimarei ver remuneradas com as mais sólidas venturas.

Illustrissimo e Reverendissimo em Christo Padre Cardeal Lambruschini, Meu como Irmão muito amado. Nosso Senhor haja a vossa pessoa em sua santa guarda. Escripta no Palácio das Necessidades em 2 de Fevereiro de 1852.

---  Cardeal Luigi Emmanuele Nicolò Lambruschini  ---

Luigi Emmanuele Nicolò Lambruschini (Sestri Levante, 16 de Maio de 1776—Roma, 12 de Maio de 1854) foi um cardeal, arcebispo católico e político italiano. Cardeal Secretário de Estado de 1836 a 1846. 

Lambruschini seguiu a carreira eclesiástica e foi clérigo da Congregação dos Paulistas. Estudou teologia em Génova e Roma, mas foi obrigado a deixar a cidade eterna em 1798, no evento—graças ao exército francês—da República Romana. Lambruschini foi ordenado presbítero a 1 de Janeiro de 1799. 

Terminado o período napoleónico, tornou-se assistente do então Cardeal Secretário de Estado Ercole Consalvi, quando este participou no Congresso de 1815 em Viena. Em 3 de Setembro de 1819, Lambruschini foi consagrado Arcebispo de Génova pelo Cardeal Giulio Maria della Somaglia, e pelo Arcebispo Francesco Bertazzoli (futuro cardeal de S.R.C.). 

Foi nomeado núncio pontifício junto ao governo francês em 1826 (14 de Novembro) até finais da Revolução de 1830, quando regressou a Roma. Em 26 de Junho de 1830 renunciou ao Arcebispado de Génova e foi nomeado cardeal pelo novo Pontífice Gregório XVI, a 30 de Setembro de 1831 (recebendo o título presbiterial de S. Callisto). 

Perfeito da S. Congregação para os Estudos desde 21 de Novembro de 1834, Lambruschini tornou-se, em 12 de Janeiro de 1836, Cardeal Secretário de Estado do Papa Gregório XVI em substituição do Cardeal Tommaso Bernetti, que era alvo da antipatia do Príncipe de Metternich, e ainda a 24 de Janeiro de 1842, cardeal-bispo de Sabina-Poggio Mirteto. Na qualidade de Secretário de Estado Lambruschini foi fiel ao Papa Gregório XVI, do qual compartilhava totalmente a postura conservadora e antiliberal. 

A 1 de Junho de 1846, com a morte do Papa Gregório XVI, como de uso, demitiu-se do cargo de Secretário de Estado. No conclave que se seguiu foi o único verdadeiro “adversário” do Cardeal Mastai Ferretti, que saiu vencedor. 

Em 1847 Lambruschini foi nomeado pelo novo Pontífice, que havia tomado o nome de Pio IX, Perfeito da S. Congregação para os Ritos e Imunidade Eclesiástica. 

Em 11 de Julho de 1847 foi nomeado cardeal–bispo de Porto-Santa Rufina, e ainda sub-decano do Colégio Cardinalício.

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