Em memória do meu amigo Volpato
Falar do Volpato é falar de um grande amigo. Conheci ele por acaso, quando precisei de um programa e o Sadao me apresentou. Mal sabia eu que, a partir daquele dia, iria nascer uma amizade tão forte.
O Volpato era apaixonado por computadores, daqueles que viviam cercados de softwares e máquinas. Quando fui até a casa dele pela primeira vez, conversamos bastante. Lembro bem do escritório: dois TK 3000, um deles cheio de problemas. Fiz alguns testes e logo encontrei o defeito. Ele ficou impressionado com a rapidez, e dali em diante nunca mais deixamos de ser amigos.
Com o tempo, compartilhamos muitas histórias. Quando ele decidiu comprar o seu primeiro PC com Windows 3.0, me chamou para ajudar a escolher e montar. Na época, havia muito micro vindo de contrabando, e ele confiou em mim para orientá-lo. O que sempre me impressionava era a quantidade enorme de softwares que ele reunia, e que generosamente compartilhava com todos, sem nunca pedir nada em troca. Essa era uma das marcas dele: a generosidade.
Volpato foi oficial da FAB, depois engenheiro formado pela UFRGS, mas acima de tudo foi um ser humano especial — educado, íntegro, gentil e inteligente. Um daqueles amigos que deixam saudade para sempre.
Ainda hoje sinto falta das nossas conversas e do jeito simples e verdadeiro com que ele levava a vida.
Valeu, Volpato, por tudo o que você foi e representou. A amizade fica, mesmo com a saudade.