Conheci a Vivi quando ela assumiu o Facilities, uma área que não tinha nada a ver com a sua formação em Administração ou Contabilidade. A antiga gestora de Facilities, Val, tinha sido dispensada, e a responsabilidade da área foi parar nas mãos da Vivi. Ela acarretou duas tarefas Facilites e contabil, um não tinha nada a ver com o outro.
Como ela não tinha experiência na área, vinha me pedir orientação e favores, e eu me dediquei a ajudá-la. A Vivi logo se mostrou uma colega espetacular, nota mil. Era uma grande parceira de trabalho, muito inteligente e com ótimas ideias. Ela tinha a habilidade de fazer com que tarefas difíceis parecessem fáceis, conduzindo tudo com leveza.
A Vivi sabia respeitar os limites de todos, jamais abusava da boa vontade dos colegas e sempre procurava a melhor solução para os problemas. Para alguém sem experiência na área, ela se mostrava muito mais competente do que meu próprio gestor, que parecia ser apenas "um quadro na mesa". A Vivi, por outro lado, colocava a mão na massa e tomava as decisões necessárias.
Trabalhando ao lado dela, acabei fazendo de tudo um pouco, me tornando carpinteiro, pintor, pedreiro, eletricista, montador de divisórias e Drywall, gesseiro, e até limpador de ar-condicionado. Fiz tudo com alegria, pois ela valorizava cada tarefa e cada esforço.
Juntos, reestruturamos o 29º andar, deixando-o mais funcional e bonito. Quando surgiu a tarefa de montar uma nova unidade em outra cidade, a Vivi coordenou tudo de forma tão leve e tranquila que o projeto foi concluído com zero estresse. Eu ficava encantado com a forma objetiva e calma com que ela tomava decisões. Houve um tempo em que eu atendia mais as demandas do Facilities do que as do meu próprio gestor.
A Vivi era tão dedicada e competente que conseguiu uma oportunidade muito melhor, já que não havia espaço para seu crescimento na empresa.
Depois que ela saiu, as duas pessoas que a substituíram não chegavam nem perto do seu nível. Elas faziam as coisas apenas para se aparecer, e não pelo prazer de entregar um bom trabalho. O clima na equipe ficou tenso, e o setor de Facilities perdeu todo o brilho e a leveza.
Com a saída da Vivi, me senti órfão, mas feliz por saber que ela tinha ido para um lugar onde seria mais valorizada. Foi uma época boa de "vale-tudo" (risos), e eu guardo com muito carinho a experiência de ter trabalhado ao lado dela.