Depois que saí da Microdigital, fui trabalhar na JST com meu amigo Sadao, um japonês gente fina de verdade. Lá conheci o Antenor, outro cara incrível, também super gente boa. Eles eram sócios de um laboratório de manutenção de computadores, e para mim foi um choque de realidade: sair de uma montadora como a Microdigital para um laboratório era como trocar de mundo.
Na Microdigital, tudo tinha um pouco de conforto: as placas eram variadas, mas conhecidas, com esquemas elétricos, equipamentos de teste como o Alpha Teste, BIOS de teste tipo IBTE06, documentação de defeitos… dava aquele suporte que facilitava a vida na hora de consertar as placas.
Na JST, era outra história. Placas de todo tipo, muitos fabricantes, muitas sem esquema elétrico, importadas… cada defeito era um desafio, tinha que “desdobrar” cada placa para descobrir onde estava o problema. Era adrenalina pura!
Todo dia eu ia na vila vizinha, na casa do Sadao, e o Antenor, com seu GOL BX branco, passava para nos dar carona. E que caronas! Quantas conversas boas rolavam naquele golzinho… histórias, risadas, truques de conserto, tudo junto. Durante o expediente, eu e o Antenor sempre dávamos um pulo no bar da esquina para tomar café e fumar, só para esfriar a cabeça.