Lembro do tempo da Sepla e daquele chefe tão boa gente: o Genário.
Quando a Repair fechou, fiquei meio perdido, sem clientes de peso. Foi justamente aí que surgiu a Pontual, e o Genário, já em sociedade, me chamou para trabalhar como freelancer. Aceitei de imediato.
Foi nessa fase que conheci a irmã dele, a Ângela. Sempre alegre, ética e profissional, com o mesmo espírito leve do Genário. Ele, por si só, dispensava comentários: generoso, justo, sempre pronto a ajudar. O sócio, no entanto, não compartilhava do mesmo jeito, e logo a sociedade perdeu o fôlego.
Não demorou para o Genário alugar um sobrado e recomeçar, agora sozinho, com a nova Pontual. Uma decisão certeira. Atendê-los foi um alívio para mim, pois se tornaram meu maior cliente e me ajudaram a seguir em frente.
Mais tarde, abri a Micromark Eletrônica, ganhei novos clientes, mas a Pontual seguia como carro-chefe. Trabalhar com o Genário e a Ângela foi um tempo muito especial. Quando ele levou a empresa para a Estrada do Campo Limpo, ficou mais difícil chegar, mas ainda assim a Pontual permanecia no centro da minha rotina. Foram seis ou sete meses praticamente dedicados só a eles. Nesse período, conheci também o irmão dele, o Genásio, sempre tão educado.
Aos poucos, minha carteira foi crescendo na região de Pirituba e Lapa, até alcançar Osasco. Naturalmente, reduzi minha presença na Pontual, e o Genário acabou contratando outro técnico. Mas entre nós nunca faltaram respeito e amizade.
Soube que hoje o Genário é professor. Tenho certeza de que é um dos melhores.
Apesar da distância do tempo e dos quilômetros, o carinho e a admiração continuam intactos.
Do chefe, colega, parceiro, amigo e cliente…
Genário, foi uma grande honra ter cruzado o seu caminho.