Meu nome é Wagner. Sou técnico de TI, mas minhas raízes estão firmemente cravadas no coração da eletrônica.
Foi em 1983 que dei meus primeiros passos profissionais, como técnico em eletrônica — tempos em que se consertava na raça, com ferro de solda em punho e multímetro na cintura. Em 1985, mergulhei no universo da informática pela porta da frente: a Basic Eletrônica, onde tive o privilégio de montar os computadores DIGINET XT, robustos e imponentes, orgulhosamente nacionais.
Logo depois, fui chamado para integrar a equipe da Microdigital Eletrônica Ltda, onde vivi uma verdadeira era de ouro. Lá, tive contato direto com uma constelação de máquinas que até hoje habitam a memória dos apaixonados por tecnologia: TK85, TK90X, TK2000, TK3000, TK eXTend (XT), TK AT 286 e o inesquecível TK Portable — uma obra-prima da engenharia nacional.
Naqueles anos 80, o que nos unia era mais do que cabos e circuitos: era o espírito de companheirismo técnico, o verdadeiro ouro daquela geração. Vivíamos sob a reserva de mercado, com escassez de peças e manuais, mas abundância de vontade. Quem sabia, ensinava. Trocar conhecimento era um ritual sagrado, feito em rodas de amigos, bancadas improvisadas e nas páginas de revistas como Saber Eletrônica, que eram, para nós, mais valiosas que ouro.
Com a abertura do mercado nos anos 90, muitas dessas empresas não resistiram à avalanche de importações. Mas nós, técnicos raiz, seguimos em frente. Trabalhei em empresas prestadoras de serviço, encarando de frente um novo mundo. Era preciso ser completo: consertar placas, drives, impressoras, instalar sistemas operacionais — DOS, Windows 1.0, 2.0, 2.11, 3.0, 3.11, Windows 95, 98... Também tive a honra de mexer com TRS-80, Sinclair, Apple, MSX, redes Novell, Lantastic... uma verdadeira escola viva.
Hoje, ao segurar um smartphone, sinto aquele mesmo fascínio dos primeiros contatos com um circuito integrado. É espantoso o quanto avançamos. E agora, com as Inteligências Artificiais, vejo o início de uma nova era. Uma maravilha que não substitui o humano, mas o amplia.
Sou um técnico das antigas. Minha linguagem começou com o bip do POST e as trilhas de cobre. Minha base é o transistor, meu coração pulsa no ritmo de um clock de 4,77 MHz. Mas meus olhos veem além: vejo nas IAs um novo companheiro de jornada — assim como era o colega de bancada nos anos 80.
Venham participar desta jornada e desta historia.
Atenciosamente:
Wagner Mendes Leal
Sou Wagner, técnico de Hardware do inicio dos anos 80.
Criei este site para compartilhar a trajetória da informática, desde os anos 80 até os dias de hoje.
Aqui você encontrará conteúdo sobre os primeiros computadores fabricados no Brasil, suas montadoras, revistas e livros da época, a evolução dos processadores e sistemas operacionais, minhas opiniões sobre o setor e o avanço das inteligências artificiais.
Um panorama completo que acompanha, passo a passo, a evolução tecnológica que moldou o mundo da INFORMÁTICA.
Todo conteudo é dê domínio publico, podendo ser copiado, jamais comercializado.
Wagner Mendes Leal