A Pré-Catequese é o primeiro contacto que as crianças têm com um amigo muito especial que é Jesus. Estas crianças têm 5 e 6 anos, ainda não sabem ler nem escrever, ou seja, as catequeses são muito lúdicas, com jogos, canções, vídeos, desenhos para colorir… Necessito de ser muito criativa para que a mensagem chegue até aos coraçõezinhos deles. Como catequista, admito que, o mais complicado é pensar como é que vou explicar as coisas de maneira a que eles entendam, pois ainda são tão pequeninos…
Ao longo de todo este ano catequético, tive como principal objetivo dar-lhes a conhecer a família e os amigos de Jesus; e fazê-los perceber como o amor de Deus é grande!
Confesso que este ano foi particularmente difícil, tivemos de enfrentar, com muita coragem e responsabilidade, estes tempos de pandemia e todas as restrições impostas. Ainda assim, não baixamos os braços e readaptamo-nos. Com o recurso às novas tecnologias da comunicação e com o apoio imenso dos pais, não precisamos de suspender as catequeses, apenas nos privamos da presença física dos nossos catequizados.
Na incerteza do que a pandemia nos faz experimentar, experimentamos mais uma vez, a certeza de não estarmos abandonados pelo amor de Deus. Ele capacita-nos com dons e talentos para vivermos ousada e criativamente este tempo…
Olá a todos, nós somos do 9º ano de catequese e a pedido do Padre Vítor estamos a escrever uma notícia onde vamos falar um pouco deste ano que está a terminar, apesar destes últimos tempos terem sido difíceis devido à pandemia, todos nós tentamos que o ano corresse da melhor forma.
Tendo em conta a situação pandémica que estamos a passar, tivemos que ultrapassar vários desafios, que não eram comuns nas nossas vidas. Na catequese, passamos do presencial para o online, o que no início foi difícil para todos, porém com o tempo acabamos por nos adaptar. Não só passamos muito tempo isolados nas nossas casas como também muitas empresas faliram o que causou muito desemprego.
Mas não podemos pensar só no lado negativo, também houve alguns aspetos positivos que nos fizeram crescer enquanto pessoas e mostraram-nos que nem tudo na vida é fácil e apesar de tudo que possa acontecer devemos sempre tentar arranjar solução para os nossos problemas e estar preparados para qualquer imprevisto lidando com ele da melhor forma.
Com isto, todos nós, nestes últimos tempos, aprendemos a dar valor às coisas mais simples da vida porque no fim são elas as mais importantes. Para que tudo isto melhore devemos tomar os devidos cuidados que nos são sugeridos e com isto voltar à normalidade.
Este ano terminámos o 8º ano de catequese, um ano diferente do que costumamos, por causa da pandemia que estamos a enfrentar, o ano foi muito diferente e por um lado especial.
A catequese este ano foi dividida em 2 partes, online e presencial, parte presencial foi mais interativa, agradável e interessante, a parte online foi mais educativa, mas, a maior parte, achou menos interessante.
Como este mesmo problema da pandemia os catequistas sempre tentaram dar o máximo por nós nunca deixado a nossa fé se apagar mesmo quando não podíamos ir à eucaristia e não nos lembrávamos de Deus.
Neste ano também falámos sobre o tema da família, “Família Amoris Laetitia” referindo também a igreja doméstica, realizando e apresentando um trabalho sobre a mesma e tendo uma catequese com o senhor padre e aprendendo um pouco mais sobre o que devemos fazer em casa. O problema este ano na questão da família foi o convívio.
Na questão escolar, este ano foi melhor que o de 2019/2020, visto que a escola estava melhor preparada e tivemos o 3º período presencial e, embora a utilização de máscaras, o ano foi mais seguro e mais divertido.
Trabalho de Mariana, Clara, Matias, Hugo
2020 foi um ano de desafios diários e de constante aprendizagem e adaptação a nível mundial. O covid-19 e as suas consequências ficarão para sempre marcados. Após um ano e meio, mais o menos, recolhemos os testemunhos das crianças e dos pais do 3ºano de catequese.
Começamos pelas crianças:
“Não gosto de usar mascara. Não gosto de estar separada dos meus amigos. Para mim o Covid é um vírus malvado.” Matilde
“Eu fiquei triste porque não pude fazer o meu aniversário com os meus amigos. O Covid é um vírus horroroso.” Gabriel A.
“Eu não gostei de ficar em casa, porque não pude ver os meus amigos nunca. Que o covid morra e a vida seja como era. O covid é um vírus e não nos deixa sair de casa é chato e é uma porcaria.” Carolina
“No confinamento tinha aulas online e o computador tinha sempre uma avaria. Para mim o Covid é uma praga e um monstro.” Leonor
“Eu gostava de viver como antes. Eu fico triste por usar mascara, por não ver os meus amigos, e porque muitas pessoas estão a morrer. O Covid é um vírus muito mau que pode matar temos que ter cuidado e não andar muito fora.” Jéssica
Alguns pais deixaram também os seus testemunhos.
“Senti e ainda sinto a falta dos abraços, dos sorrisos, dos aconchegos, dos beijinhos, do toque humano e acima de tudo... do calor humano e aconchego nas despedidas dos nossos entes queridos mais próximos!” Zeza
“Não foi fácil estar confinado, viver com medo, afastados de tudo e todos que amamos. Mas, com tudo isto apercebemo-nos que tantas vezes nos esquecíamos de abraçar, de beijar, de dizer o quanto gostamos de alguém, de dizer "eu amo-te" a quem amamos. Com isto tudo apercebemo-nos que as coisas mais simples nos fazem imensa falta. Que toda esta dor que sentimos hoje, passe rapidamente, e se transforme em amor.” Dalila
“A pandemia chegou! Com ela chegou o medo, a angústia, a tristeza, a ansiedade e a incerteza de um amanhã desconhecido.... Deu-nos uma lição de vida.... Aprendemos a valorizar o que realmente é importante e devolveu-nos o tão desejado tempo que não tínhamos.... Mostrou-nos que somos fortes e temos capacidade de adaptação... Que esta lição de vida, seja para nós, um sinal de paz, entreajuda, amizade e muito amor para sempre.” Filipa
“O confinamento...resume se há nossa liberdade! O "covid" tirou-nos a possibilidade de ir e vir de fazer o que temos vontade, de sair, divertir com os amigos e não ficar obrigados a ficar dentro de nossas casas com acesso restrito a pessoas e lugares! Liberdade..ser dona da minha realidade é permitir sentir tudo(dor,prazer ,alegria tristeza, medo e coragem)e nao ser refém desses sentimentos. É encarar de frente e escolher como desejo relacionar com as pessoas aqui e agora sem máscaras .... Este período que vivemos afecta os nossos hábitos e a nossa mentalidade !!Tive medo não foi fácil... “ Bela
De repente….
De repente! A notícia chegou!
Roubando liberdades, todos afastou.
De repente o certo virou incerto,
E com ele todos os projetos,
Que na gaveta guardou.
O mundo ficou perdido,
mas à janela, procurou sentido,
Por entre cânticos e oração.
E de repente percebeu que estava cego,
E o “ de repente” que roubou toda a gente,
Trouxe afinal a todos, o que sempre lhes faltou!
Agora o mundo viu,
Agora o mundo sabe,
Agora o mundo sente,
Que em todos os “de repente”
Só o teu amor prevalece,
E une toda a gente,
Num só coração. Martinha Silva
Dando por terminado este ano, decidimos fazer uma reflexão acerca deste percurso. Apesar dos constrangimentos inerentes à pandemia, conseguimos agendar as nossas reuniões periódicas, inicialmente semanais. Nestes momentos fazíamos a reflexão das leituras do próprio Domingo que nos ajudava a entender melhor a Palavra de Deus. Com o agravamento da pandemia, as reuniões começaram a ser feitas por zoom, forma que usamos para manter a ligação do grupo à distância. Em conversa, tivemos a ideia de, com a ajuda do Padre Vítor, dinamizar a página da Paróquia e criar a rubrica ”11 de João”, cujo intuito era dialogar com os restantes paroquianos por meio de momentos reflexão e de formação, que acabou por ainda não se ter realizado.
Por outro lado, a não concretização do Sacramento do Crisma deixou-nos desmotivados para continuar. A nível escolar, as alterações horárias e de trabalho reduziram o nosso tempo livre dificultando a conciliação com as reuniões.
E chegou ao fim mais um ano catequético. Ano este, carregado de grandes desafios para os quais nos tivemos de readaptar e reinventar o melhor que nos foi possível.
Este ano orientamos um novo grupo, bem mais pequenino; 3 meninas e 3 meninos, um grupo muito unido, dinâmico e sempre disponível para aprender e colaborar em todas as atividades. Foi muito gratificante e motivador, para nós catequistas, sentir todo o grupo sempre bastante feliz e entusiasmado para a catequese.
As catequeses dadas num formato online, onde os pais por vezes estavam presentes, eram um motivo de alegria para todos. Pais sempre muito empenhados em ajudar para que tudo corresse pelo melhor. Este modo de catequese foi lecionado através de vídeos, leituras da bíblia, com sua interpretação e, principalmente, compreender qual a mensagem transmitida e a ideia que ficava retida por eles.
Posteriormente com a possibilidade das catequeses presenciais, as dinâmicas foram ainda mais motivadoras. Tendo por base a Festa do Credo para a qual era notório o entusiasmo e motivação, aproveitamos para lhes lançar o desafio de aprenderem e aprofundarem esta oração da declaração da Fé em casa junto da família. Com isto sentimos realmente a aproximação da família à catequese e todo o seu envolvimento nas atividades. As catequeses decorreram muito bem, com o aprofundamento dos temas com o recurso à Bíblia, apresentações PowerPoint e posters de apoio. Com o bom tempo que se fez sentir nos últimos tempos aproveitamos para realizar as catequeses ao ar livre o que pensamos ter sido muito benéfico para todos, e aí, ainda se revelou mais a vontade de todos os meninos participarem na catequese.
Pais da Barbara
Este ano de pandemia trouxe à nossa família momentos de ansiedade, exaustão, incertezas, receios….mas, o amor, união e a nossa fé, transformaram os nossos dias melhores. Tentando superar os nossos dias com confiança e força, primando sempre os tempos de qualidade por estarmos todos juntos em casa. Agradecendo cada dia, por estarmos com saúde no conforto do nosso lar, podendo desfrutar do nosso meio envolvente (jardim, horta e monte).
Na escola o trabalho foi muito exigente e a carga horária muito extensa, o tempo livre era muito escasso, impossibilitando as crianças de brincarem, de se sentirem livres, sentindo-se por vezes ofegantes.
Na catequese, todos os sábados correram muito bem, dando preferência às sessões presenciais.
Existe uma grande harmonia entre o grupo, crianças e catequistas.
Pais do Gonçalo (5.º ano) e do Dinis (7.º Ano)
Ao longo do último ano, os desafios para a nossa família foram muitos! Um tempo diferente, mais isolado fisicamente da família, amigos e alunos, mas mais conectados com um mundo virtual, global, com novas circunstâncias e realidades. Foi um tempo e é um tempo estranho e novo, mas que certamente nos marcará a todos, neste mundo onde “crescemos” como pessoas porque aprendemos a ser mais tolerantes, a valorizar a vida humana na sua fragilidade, a dar importância à amizade e às relações e a diversificamos a nossa forma de comunicar com os outros.
Como cristãos, a igreja desafiou-nos sempre nesta jornada de muitas formas: pelas propostas de atividades da catequese da paróquia para serem realizadas em família; pela catequese semanal dos nossos filhos, alegre na mensagem, atenta e orientada com muito carinho pelas catequistas; pelas missas que acompanhava-mos, em família, ao Domingo (quando as portas da igreja ainda estavam fechadas); pelo convite do Papa Francisco a ler e refletir a Encíclica Fratelli Tutti; e pelo acompanhamento dos preparativos do Encontro Mundial das Famílias e da Jornada Mundial da Juventude. Tudo em conjunto, “obriga-nos” a refletir, a dar o nosso melhor e a fazermos o caminho, caminhando!
Crescermos com o outro e para o outro, valorizando a dádiva da vida que é para nós, enquanto família, uma mensagem deste tempo de aprendizagem, de construção, de reinvenção e de renovação pessoal. Temos para nós também que “O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”, como refere o Papa Francisco no segundo capítulo da Exortação Apostólica Amoris Laetitia.
Certamente, este foi um tempo diferente, mas um tempo de aconchego, de colo e de proximidade. A nossa casa, tal como muitas outras, foi escola, foi recreio, foi lugar de risos e choro, mas, na essência, foi o sítio onde gostámos sempre muito de estar…
Neste texto vamos expor o balanço da catequese do 4º ano feito na ultima catequese que contou com a presença dos pais, dos catequizandos e dos catequistas.
O covid trouxe, não só desafios pessoais e profissionais, mas também um enorme desafio de fé. Não no sentido de a questionarmos, mas na forma como a vivemos e transmitimos. A catequese foi, de facto, reinventada e conseguimos fazer uso das novas tecnologias para serem o nosso aliado nesta fase. As crianças estão já, muito por conta desta pandemia, familiarizadas com o uso das tecnologias e os encontros online passaram a fazer parte da sua vida (e da nossa).
O 4º ano de catequese durante o período de confinamento optou por catequeses online, nas quais contou com a presença dos pais que mesmo com algumas limitações informáticas demonstraram grande empenho e esforço para que fosse assegurada a catequese para os seus filhos.
No fundo, mais do que catequese programada para o 4º ano, fizemos catequese familiar, envolvendo ativamente os pais (primeiros e únicos garantes da fé) nesta caminhada que se revelou muito enriquecedora para todos. Conseguimos, ainda que à distância, fazer algumas atividades, nas quais todos se envolveram e onde foi notório o empenho e colaboração da família.
Foi realçado pelos pais e catequistas o esforço que as crianças fizeram.
Nesta altura de confinamento tinham aulas online todo o dia e ainda conseguiam manter a concentração necessária para dar resposta aos desafios próprios da catequese, não só quando estávamos em catequese online, mas também ao longo da semana com atividades, onde os catequizandos realçaram a troca de cartas com o Sr. Pe. Victor e a construção do cantinho da oração.
As crianças disseram que foi um ano muito diferente dos anteriores e o que gostaram mais nas catequeses online foi ter a presença dos pais porque se sentiram mais apoiados, mas, preferem as catequeses presenciais.
Os pais também preferem catequese presencial e realçaram que com as catequeses online aprenderam muito e tiveram a possibilidade de estarem mais por dentro do que se faz na catequese podendo assim, auxiliar os filhos e sentirem-se mais envolvidos na catequese.
O balanço é muito positivo, porque se conseguiu ultrapassar muitas dificuldades que pareciam impossíveis de ultrapassar. Tivemos desafios e inovações que com o esforço de todos se conseguiram superar e assim conseguimos manter o entusiasmo e a vontade de continuar a missão de conhecer Jesus e leva-Lo aos outros.
Esperamos não voltar a repetir pelos mesmos motivos, mas foi uma experiência muito enriquecedora