ANTÓNIO PEDRO

1909-1966

A sua ação cultural extravasou as especializações disciplinares: criou pintura, cerâmica, dramaturgia, poesia, litografia, cenografia, e trabalhou para jornais, revistas, rádio e televisão [...] A sua produção pictórica é forjada a partir da década de 30, e encontra-se marcada pela sua vivência e experiência em Paris[...] Durante a estadia de dois anos na capital francesa assina o manifesto do «Dimensionismo», de 1934, juntamente com Marcel Duchamp, Robert Delaunay, Wassily Kandinsky, Joan Miró, Francis Picabia, Jean Arp e Alexander Calder, e expõe os seus poemas «dimensionais» no Salon des Surindépendants (1935). No ano seguinte, já em Portugal, realiza a sua primeira exposição individual, 20 Poemas Dimensionais e outros Desenhos, na Galeria UP, um espaço dedicado à arte moderna que António Pedro fundou em Dezembro de 1932.

Com António Dacosta e a escultora britânica Pamela Boden (1905-1981) realiza, em Novembro de 1940, uma exposição de pintura na Casa Repe, onde explora propostas ligadas ao surrealismo. [...] Integra o Grupo Surrealista Português, fundado em 1947, e colabora na 1ª Exposição Surrealista de 1949. António Pedro manteve, ainda assim, reservas significativas em relação ao movimento surrealista. [...] A par da importância que atribui ao sonho e aos dados irracionais como fonte de inspiração, defende a preponderância da qualidade formal e da perícia técnica no ato criativo [...]

🔗 Centro de Arte Moderna Gulbenkian