HELENA ALMEIDA

1934-2018

A partir de 1975, Helena Almeida começa a explorar outras disciplinas como o desenho, a fotografia e o vídeo, encarando-os como meios para perceber a relação do corpo do autor com o espaço da obra. O corpo da artista torna-se o suporte da sua arte, passando a ser sujeito e objecto, não sob a forma de auto-retrato, o rosto aparece muitas vezes oculto, mas sim no sentido de «habitar a pintura», de se colocar dentro do seu trabalho, de ser a sua obra. Em 1977 na exposição Alternativa Zero (exposição marcante na arte contemporânea portuguesa) apresenta uma série de fotografias com elementos anexos à imagem, criando, desta forma, a ilusão da obra sair do seu lugar e entrar no espaço do observador. [...] Nos anos 90 a artista começa a utilizar a fotografia como meio de eleição para a criação artística, no registo de atos performativos, num espaço determinado – o estúdio que era de seu pai, o escultor Leopoldo de Almeida –, em que tenta ultrapassar os limites do seu próprio corpo. Os seus trabalhos ganham escala e cor – azul, vermelha ou negra, sempre carregada de significação – que pinta nas suas fotografias. Helena Almeida reconhece o seu trabalho como pintura, utilizando a fotografia como médium para apresentar o resultado do seu trabalho artístico. - Joana Simões Henriques

🔗 Centro de Arte Moderna Gulbenkian