MANUELA MARQUES
1959-...
O [seu] percurso é um dos mais singulares e internacionais da fotografia portuguesa. [...] Possuindo uma técnica e um rigor estético notáveis, aborda a matéria experimental da fotografia em muitas das suas dualidades. Entre uma realidade pulsante e um idealismo verista, uma conceção cartesiana do mundo e um último olhar sublime, transcendental e romântico, e ainda entre a mimesis artística do lugar e a imitação da natureza pela arte. Tem mostrado o seu trabalho de fotografia e vídeo regularmente em várias instituições tanto em França como internacionalmente. Recentemente apresentou exposições individuais no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, em Cellier, Reims, França (2017); no Aurillac Museum, França, e no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Portugal (2016); no Château d' Eau, Toulouse, França; no Centre Régional de la Photographie du Nord-Pas-de-Calais, France, e na Fundação Calouste Gulbenkian, Paris (2014). Em 2011, na sequência de uma exposição em que combinou a fotografia e a vídeo instalação no Museu Coleção Berardo, Lisboa, foi distinguida com o prémio BESPhoto, 2011. Neste mesmo ano, o seu trabalho foi apresentado na Estação Pinacoteca, São Paulo. Em 2019 realizou exposições no Lodève Museum (França), La-Roche-sur-Yon (França), no Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas (Açores) e no Centre D' Art-Domaine de Kerguéhennec (France). Está representada em várias coleções nacionais e internacionais. - Emília Tavares