MARTHA COOPER

1943-...

Celebrada globalmente como a decana dos fotógrafos de graffiti, a longa carreira da fotógrafa americana Martha Cooper não se tem limitado a este campo. [...] Procurando usar a câmara como uma ferramenta para o trabalho de campo, Cooper tem vindo a documentar temas que geralmente passam despercebidos à maioria das pessoas – da cultura da tatuagem tradicional no Japão às subculturas juvenis urbanas. Na década de 1970, Cooper começou a trabalhar como fotojornalista no New York Post. Durante as suas deslocações diárias na cidade ao serviço do jornal, começou a fotografar cenas de rua com crianças, com ênfase na criatividade e imaginação com que usavam o espaço público e nas brincadeiras que desenvolviam longe do olhar dos adultos. Foi neste contexto que contactou pela primeira vez com o fenómeno do graffiti, que então estava a eclodir [...] Tendo conquistado a confiança dos writers, Cooper viria a documentar os anos dourados do graffiti no metro de Nova Iorque, entre o final da década de 1970 e meados da década seguinte. [...] Mas o olhar perceptivo de Cooper não se limita ao sujeito ou à obra em si. Para a fotógrafa, igualmente importante, ou mais ainda, é o contexto em que estes ocorrem, as particularidades da cultura e a comunidade.

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