A arte ajuda-nos a realizar uma tarefa de importância central nas nossas vidas:
manter as coisas que amamos quando elas deixam de existir.
Alain de Botton e John Armstrong - Art as Therapy, 2013
📸 José Fernando Vasco, 2004
Alain de Botton e John Armstrong - Art as Therapy, 2013
📸 José Fernando Vasco, 2004
EM DESTAQUE
RICARDO CRUZ-FILIPE
A sua relevância reside no cruzamento sofisticado de diferentes linguagens visuais. Utilizou a fotografia não como mero auxiliar de desenho, mas como base conceptual: representava o registo do "que foi", enquanto a pintura subsequente introduzia a subjetividade, o obscurecimento e a ficção, numa evocação da nostalgia, ausência e mistério. Ao velar e desvelar rostos e paisagens através de finas camadas de cor ou texturas, transformou a pintura num ensaio visual sobre o esquecimento, o desgaste do tempo e as lacunas da memória histórica e pessoal. As suas obras pretendem comentar a História da Arte e forçar o espetador a questionar o modo como olhamos para as imagens clássicas. A composição é marcada por um controlo absoluto do espaço e o uso de dípticos, trípticos e de faixas verticais ou horizontais que cortam a imagem, introduz uma ordem matemática que contrasta com o dramatismo das formas e da luz.