JORGE MOLDER

1947-...

Como primeira premissa do seu trabalho fotográfico, destaca-se o seu desdobramento em séries, nas quais os títulos assumem um especial papel evocativo, definindo e organizando esses universos de pesquisa. Começará a recorrer à auto-representação, enquanto processo, nos anos 80 com a série Autoportraits de 1979-87 [...] Na década de 90, o problema e a ambivalência da auto-representação atingirá novas vertigens, suscitadas pela série The Secret Agent (1991), quando o artista começa a explorar a criação de personagens e entidades distintas, imersas em episódios ficcionados. Autores como Samuel Beckett, Joseph Conrad, Lucian Freud, Magritte, Francis Bacon, Pistoletto, serão algumas das influências mais expressivas nestes trabalhos. Ao longo da sua abrangente produção fotográfica, Molder explorará amplamente as potencialidades da fotografia a preto e branco, mas não deixará ainda assim de convocar a cor, em dimensões especificas, tais como as polaroids, as fotografias digitais, e o registo vídeo. Jorge Molder foi o representante português na Bienal de S. Paulo em 1994 e da Bienal de Veneza em 1999, um momento marcante no seu reconhecimento internacional. [...] Desde 1990, Jorge Molder esteve também ligado à Fundação Calouste Gulbenkian, tornando-se em 1993, o diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, cessando em 2009 essa função. [...] - Catarina Crua

🔗 Centro de Arte Moderna Gulbenkian