GEORGES BRACQUE
1882-1963
Braque acreditava que um artista experimentava a beleza "... em termos de volume, de linha, de massa, de peso, e através dessa beleza interpreta a impressão subjectiva..." Descreveu "os objetos despedaçados em fragmentos... [como] uma forma de me aproximar do objeto... A fragmentação ajudou-me a estabelecer o espaço e o movimento no espaço".
[Depois da sua fase fauvista], adotou uma paleta de cores monocromática e neutra, acreditando que tal paleta enfatizaria o tema. Embora Braque tenha iniciado a sua carreira a pintar paisagens, em 1908 descobriu, juntamente com Picasso, as vantagens de pintar naturezas-mortas. Braque explicou que "começou a concentrar-se nas naturezas-mortas, porque na natureza-morta tem-se um espaço táctil, diria quase manual... Isto respondia ao desejo que sempre tive de tocar nas coisas e não apenas de as ver... No espaço táctil mede-se a distância que o separa do objecto, enquanto no espaço visual se mede a distância que separa as coisas umas das outras. Foi isso que me levou, há muito tempo, da paisagem à natureza-morta".
[...] O interesse inicial de Braque pelas naturezas-mortas foi reavivado durante a década de 1930. Durante o período entre guerras, Braque exibiu um estilo cubista mais livre e descontraído, intensificando o uso da cor e uma representação mais solta dos objetos. No entanto, ainda se manteve comprometido com o método cubista da perspetiva simultânea e da fragmentação. [...] Braque prosseguiu no estilo cubista, produzindo naturezas-mortas e composições figurativas luminosas [...] À data da sua morte, em 1963, era considerado um dos grandes nomes da Escola de Paris e da arte moderna.