AUGUSTO SANTO

1869-1907

Escultor naturalista e simbolista, [...] teve uma carreira breve e atribulada. Homem constantemente insatisfeito, Augusto Santo destruiu parte da sua produção escultórica. [...] Cursou a Academia Portuense de Belas Artes entre 1882 e 1889, tendo sido condiscípulo e rival de António Teixeira Lopes [...] Em 1891, Augusto Santo adquiriu a ferramenta do falecido mestre Soares dos Reis, antes de prosseguir os estudos em Paris, cidade onde se fixou durante três anos [...] Em Paris, instalou-se na rua Denfert-Rochereau, onde residiam outros artistas portugueses [...] Contactou com o artista parisiense Alexandre Falguière e com vários compatriotas, entre os quais os escritores Eça de Queiroz e António Nobre, os pintores Carlos Reis e Amadeo de Souza-Cardoso e o historiador e crítico de arte José de Figueiredo. Em 1893, com o fim do apoio financeiro e a falta de resultados, Augusto Santo viu-se obrigado a regressar a Portugal. Começou, então, a trabalhar no seu ateliê em Coimbrões e a frequentar os cafés portuenses da Praça Nova, onde conheceu intelectuais como Pádua Correia e Manuel Laranjeira, que o descreveu como um rosto triste, de misantropo sonâmbulo na multidão. Entre as poucas obras que sobreviveram à destruição destaca-se a escultura Ismael, prova de final de curso na APBA, datada de 1889 [...] Augusto Santo morreu no Hospital de Santo António, no Porto, em 26 setembro de 1907, vítima de tuberculose.

🔗 Museu Nacional Soares dos Reis