ERNST KIRCHNER
1599-1690
Ernst Ludwig Kirchner foi uma força motriz do grupo Die Brücke que floresceu em Dresden e Berlim antes da Primeira Guerra Mundial, e passou a ser visto como um dos mais talentosos e influentes expressionistas alemães. Motivado pelas mesmas ansiedades que dominaram o movimento como um todo – medos sobre o lugar da humanidade no mundo moderno, os seus sentimentos perdidos de espiritualidade e autenticidade – Kirchner teve atitudes conflitantes em relação ao passado e ao presente. Admirador de Albrecht Dürer, reviveu a antiga arte da xilogravura e viu-se na tradição alemã, mas rejeitou os estilos académicos e inspirou-se na cidade moderna.
Após a guerra, a doença levou- o a estabelecer-se em Davos, na Suíça, onde pintou muitas paisagens e, por fim, viu-se excluído da arte alemã dominante. Quando os nazistas chegaram ao poder no início da década de 1930, ele também foi vítima da sua campanha contra a “Arte Degenerada”. Deprimido e doente, suicidou-se.
[...] A abordagem expressionista da pintura por Kirchner representou uma forte reação contra o Impressionismo que dominava a pintura alemã quando este surgiu. Para ele, isto simbolizava uma reação contra a civilidade austera da vida burguesa. Sempre negou ter sido influenciado por outros artistas, mas Henri Matisse e Edvard Munch foram claramente importantes na formação do seu estilo. O Fauvismo foi particularmente significativo na direção da sua paleta, incentivando-o a utilizar áreas planas de cor contínua, muitas vezes sem mistura, e formas simplificadas.