Presidente de Rotary International
Governador do Distrito 1970
Presidente do Rotary Club de S. João da Madeira
18.06.2011 - C.P.
Realizou-se hoje à tarde, no Auditório do Museu da Chapelaria, um Seminário subordinado ao tema “A Ética e os negócios”. O orador principal foi o Dr. Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo e convidado do Distrito Rotário e do Rotary Club de S. João da Madeira. Como é sabido, o Dr. Mário Frota é detentor de um vasto currículo académico e cívico, em particular na área do direito do consumo.
Na mesa encontrava-se, além do orador principal, o Governador do Distrito 1970, companheiro Armindo Carolino, o past-Governador companheiro Álvaro Gomes, o vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Dr. Ricardo Figueiredo e o presidente-anfitrião, companheiro Fernando Laranjeira, do Rotary Club de S. João da Madeira.
Findas as apresentações e a saudação às bandeiras, usou da palavra o Governador de Distrito, para realçar a importância do tema e lembrar que esta seria o último evento distrital, antes do fim do ano rotário.
Seguidamente, o Presidente Fernando Laranjeira saudou os presentes, na mesa e na assistência, lembrando que a ética está no fundamento do movimento rotário, sendo portanto inteiramente pertinente a escolha deste tema.
O primeiro orador foi o Dr. Ricardo Figueiredo que abordou o tema na sua perspectiva mais actual. A globalização, o “choque de culturas” e a própria complexidade da cadeia produtiva tornam a dimensão ética dos negócios uma questão multifacetada, na qual o empresário português tem que encontrar pontos de equilíbrio. A procura desenfreada de matérias-primas e a actual crise financeira foram dois exemplos recentes em que a dimensão ética foi esquecida ou posta em causa.
O orador principal, Dr. Mário Frota, começou por enaltecer o excepcional valor da amizade, que está na raiz do próprio Rotary e que se opõe obviamente à predação que algumas vezes toma conta do mundo dos negócios. Começou por fazer uma leitura etimológica, semântica e filosófica das palavras ligadas a este campo, como “ética” e “moral”, para depois entrar na “casuística” do tema. Infelizmente não lhe faltaram exemplos, desde as “leituras estimativas” de contadores, às decisões arbitrárias de algumas empresas de telecomunicações. Com uma oratória impressiva e convincente, o Dr Mário Frota deixou em todos os presentes um forte alerta para a necessidade de cada um fazer valer os seus direitos, sobretudo os consumidores, que são normalmente o elo mais fraco da cadeia.
Esta iniciativa rotária atingiu plenamente os objectivos a que se propunha e deixa no ar a necessidade de se continuarem a discutir outras dimensões da ética, porque elas assumem particular importância no difícil momento que a sociedade portuguesa atravessa.
Têm estado entre nós cinco companheiros do Grupo IGE do Distrito 5930 de South Texas, a saber: Alan Johnson, responsável pelo grupo, Kathryan Chacra, Nick Consiglio, Robie Ramirez e Cristobal Sanchez.
O programa Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE), da Fundação Rotária, possibilita a empresários e profissionais, entre os 25 e os 40 anos de idade, participar em intercâmbios culturais e profissionais no estrangeiro, por período de quatro a seis semanas. A iniciativa oferece subsídios para que equipes entrem em contacto com a cultura e as instituições de outros países, observem o exercício de suas profissões, estabeleçam contactos pessoais e profissionais e troquem ideias.
Os intercâmbios de quatro semanas incluem cinco dias de observação profissional, realização de 15 a 20 apresentações em Rotary Clubs, participação em cerca de 10 a 15 eventos sociais, participação em conferências distritais, actividades culturais e excursões e de três a quatro horas livres por dia com as famílias anfitriãs.
A estes companheiros, o Rotary Club de S. João da Madeira procurará prestar todo o apoio no desenvolvimento das suas tarefas.
Welcome felows of IGE!
Por: Júlio Oliveira
Nova Orleães recebeu-nos bem à maneira do golfo do México com temperaturas elevadas. O calor abafado desdobrava-se planície fora. Olhamos, expectantes, tentando adivinhar uma cidade destruída pelo furacão katrina, pelas águas do rio Mississipi, mas a recuperação tinha sido fantástica, mau grado alguns edifícios mais antigos, sobretudo nos subúrbios, que ostentavam as marcas da catástrofe.
Depressa deixámos as malas no hotel e corremos ao centro de congressos onde podíamos ser atendidos em português, num dos postos de atendimento e inscrição. Assim fizemos e 15 minutos depois já entrávamos no salão principal da conferência. Foi um choque verdadeiro. Eram milhares e milhares de rotários de todo o mundo que enchiam o espaço, enquanto actuavam artistas ( também rotários) no palco, fazendo tempo para a hora do início da sessão de abertura. O ambiente era de festa e continuou todo o tempo nos largos halls e pavilhões de confraternização rotária. Era uma amálgama de gentes de todo o planeta que se provocavam mutuamente em conversa risonha, afável, procurando conhecer-se e trocando cartões de visita. Tiravam-se fotos e mais sorrisos, apertavam-se mãos. E, claro, cada um verificava o programa de reuniões onde diferentes temas eram debatidos, escolhendo este ou aquele outro, de acordo com as sensibilidades próprias ou afinidade nas tarefas rotárias desempenhadas. E aí, companheiros, percebíamos porque é que o movimento rotário internacional nunca parou de crescer desde há 105 anos. As palavras mais repetidas, vezes a fio, eram solidariedade, ajuda, apoio ao desenvolvimento e melhoria das condições de vida, em contraponto com miséria, doença, ignorância, fome. Os projectos em curso por todo o mundo subdesenvolvido (e não só) eram muitos, a generosidade rotária media-se em trabalho, dedicação e doações com muitos zeros. Claro que se aproveitou a oportunidade para diversos contactos institucionais pelo presidente e secretário do clube, companheiro Laranjeira e companheiro Sá.
Sentimo-nos pequeninos, mas o entusiasmo de servir agigantou-se enchendo-nos o peito de orgulho rotário. E quando a bandeira de Portugal foi exibida soltámos um grito que ombreou com a vozearia em aplauso das grandes representações presentes.
Claro que Nova Orleães é a capital mundial do jazz. À noite, depois do jantar, havia ainda tempo para nos perdermos por um sem número de espaços onde grupos de jazz davam largas a improvisos notáveis ou nos deliciavam com toadas que perduram, forte, na memória de todos os melómanos e que languidamente ecoavam pelas ruas, até ao Mississipi.
S. João da Madeira, 13 de Junho de 2011
J.O- Rotary Club de S.João da Madeira
O nosso Club esteve, mais uma vez, representado no evento "Cidade no Jardim", promovido pela Câmara Municipal de S. João da Madeira. Esta realização é um ponto de encontro das colectividades do concelho e não podia deixar de ter a presença do Rotary. O nosso stand localizava-se ao lado do da Universidade Sénior do RCSJM e foi um excelente ponto de encontro dos companheiros entre si, dos seus amigos, e da população em geral, para além de se constituir numa montra de várias actividades rotárias. De destacar a presença assídua dos jovens do Rotaract que quiseram marcar a sua identificação e a sua colaboração com o Club.
Decorreu, no passado dia 31 de Maio, no Centro Coordenador de Transportes, uma Palestra promovida pelo nosso Rotary Club, subordinada ao tema em epígrafe. O palestrante foi o Dr. Fernando Pinto, médico cardiologista no Hospital de S. Sebastião e Presidente Eleito da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.
Na mesa, além do Palestrante, encontravam-se o Presidente e o Secretário do RCSJM, companheiros Fernando Laranjeira e Fausto Sá, e um convidado vindo do outro lado do Atlântico, o Presidente do R.C. de S. José dos Campos, no Brasil.
A Palestra foi muito participada e muito esclarecedora, tanto durante a exposição apresentada pelo Dr. Fernando Pinto, como durante o período de perguntas e respostas.
A grande mensagem que ficou foi a da necessidade de acompanharmos atentamente a nossa saúde, sobretudo no que diz respeito às doenças cardíacas, porque estas são inimigos silenciosos a necessitarem de vigilância redobrada.
O RCSJM cumpriu assim mais etapa do seu desígnio de promover o bem estar e a saúde da comunidade em que se integra. Bem vindas serão mais iniciativas deste género.
CP
VOG - 5 de Fevereiro de 2011
Salão dos Bombeiros Municipais de S. João da Madeira