Presidente de Rotary International
Governador do Distrito 1970
Presidente do Rotary Club de S. João da Madeira
2 de junho de 2012
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Espetáculo de solidariedade, da iniciativa do Rotary Club de S. João da Madeira, visando a recolha de fundos para aquisição de cadeira elevatória para criança incapacitada. O novo espetáculo "Canções Portuguesas Infantis e de Embalar" tem por base as canções infantis e de embalar que fazem parte da nossa memória musical.
Temas de sempre como "Fungágá da Bicharada" ou "Eu vi um sapo", intercaladas com recordações recentes como: "Fantasminha Brincalhão", ou "Maria Bailarina" farão parte da recriação que este jovem grupo fará em palco, sempre com uma componente cénica associada.
Um espetáculo para toda a família!
O projeto musical CANTO NOSSO nasceu em finais de 2010, com o objetivo de recriar o cancioneiro tradicional e popular português, com arranjos originais e contemporâneos. É composto por um grupo de amigos (20 elementos entre músicos, vozes e equipa técnica) que além da sua participação musical nos espetáculos, têm organizado iniciativas culturais e desportivas na freguesia onde estão inseridos (Milheirós de Poiares, concelho de Sta. Maria da Feira). Atualmente, o grupo encontra-se também a desenvolver um projeto inovador na área da percussão e teatro/animação de rua. É desde o início de 2012, parte integrante da associação "Abraçar Milheirós de Poiares".
Cerca de meia centena de convivas juntaram-se no passado dia treze de abril, num hotel da cidade, para comemorar o 49º aniversário do Rotary Clube de S. João da Madeira (RC-SJM). Na mesa de honra estiverem, além da Presidente do Clube, Drª Susana Silva, representantes de vários clubes rotários, da Junta de Freguesia, o Dr. Flores Santos Leite, membro fundador do RC-SJM e o rotário mais antigo deste clube e ainda o presidente dos jovens rotários (Rotaract), João Lima.
A parte final do jantar foi destinada aos discursos e às cerimónias de aniversário e momento privilegiado para o intensificar dos laços entre os convivas, para a troca de experiências.
O primeiro orador da noite foi o Dr. Flores Santos Leite, que traçou um breve historial dos 49 anos do Rotary Club de S. João da Madeira, evocando figuras como Gil da Silva, o presidente-fundador e Marcelino Chaves, figura proeminente do movimento Rotário Internacional e do panorama científico nacional. Nessa alocução, foram ainda referidos episódios da vida do clube, com os seus “altos e baixos, alegrias e tristezas”, mas mantendo sempre o rumo do companheirismo e do serviço à comunidade, que esteve na sua génese.
Na qualidade de velho amigo de muitos elementos do Rotary Clube, o Dr. Magalhães dos Santos dirigiu também breves palavras de apreço pelo trabalho do clube rotário e referiu episódios da sua vida, nomeadamente alguns em que se cruzou com Marcelino Chaves.
Usaram ainda da palavra um representante dos dez clubes rotários presentes: Armando Magalhães, Presidente do Rotary Club do Porto, clube padrinho do RC SJM; o Assistente do Governador, Simões Pinto, do Rotary Club de Estarreja, ambos para dar os parabéns ao Clube aniversariante e para lembrarem o seu vasto historial, tanto ao nível do movimento rotário, como no âmbito da comunidade em que está inserido. Foram recordadas ações como os projetos da Universidade Sénior, da Sopa Solidária e das Bolsas de Estudo e formulados votos de “longa vida ao clube rotário de S. João da Madeira”.
A terminar o convívio, a Presidente do Clube salientou o caráter “quase familiar” deste encontro, como que a ganhar forças para a comemoração dos 50 anos do Club, que se completam no próximo ano, já sob o mandato da nova Presidente, que será a Engª Deolinda Nunes. Seguidamente leu um poema de autoria de Ernesto Rodrigues, companheiro do Rotary Club de Felgueiras, oferecido por José Rocha, representante do RC de Felgueiras. Além disso, como o dia 13 de abril é considerado o “Dia do Beijo”, leu ainda um curioso texto sobre a lenda que está na origem da efeméride.
A finalizar, o fundador Flores Santos Leite, a Presidente do Clube e o Presidente dos jovens rotários, João Lima, procederam à partilha do bolo de aniversário, a que se seguiu o tradicional brinde com champanhe. O passado, o presente e o futuro uniram-se assim na evocação de um clube que já deu, e continuará a dar, valiosos contributos ao movimento rotário e à comunidade sanjoanense.
A Comissão de Relações Públicas do RC SJM
Celestino Pinheiro
31/03/2012
O que aconteceu na noite de 30 de Março nos Paços da Cultura não foi o fenómeno biológico da simbiose, “associação recíproca de dois ou mais organismos diferentes que lhes permite viver com benefício”, mas foi, sem dúvida, o mesmo fenómeno nas suas vertentes musical e social.A ideia partiu do Rotary Clube de S. João da Madeira que, de há alguns anos a esta parte, atribui bolsas a jovens sanjoanenses com dificuldades económicas, mas com provas dadas nos estudos. Com o agudizar da crise, torna-se necessário encontrar formas alternativas de financiamento dessas bolsas, para que elas se possam manter. A simbiose de 30 de março, na sua vertente social, juntava quase duas centenas de pessoas solidárias com os nossos estudantes, permitindo assim o benefício mútuo: uns por ajudarem, outros por serem ajudados.
Mas havia também a simbiose musical, aquela que dava título ao programa da noite: a associação de um músico sérvio, também diretor de orquestra, – Alexander Caric – com um grupo de amigos músicos, unidos numa banda a que deram o nome de “Lucky Charm”: Pedro Andrade, na guitarra, Marco Silva, na percussão, Roberto Andrade, vocalista, todos com a ajuda ocasional do Alexandre Gomes, no saxofone.
Foi Alexander Caric, a solo, quem começou por tomar conta do palco, explicando as suas raízes sérvias, com largas ramificações na música italiana e, mais recentemente, na música portuguesa. Depois de um ensaio de flauta e da “canção do tempo livre”, italiana, até à “andorinha”, portuguesa, foi um desfiar de palavras e sons vocálicos, acordes de viola e bandolim, aliados a pequenas percussões, que prenderam e encantaram o público. Era uma música diferente, com uma forte marca experimental e criativa, aquela que prendeu e surpreendeu a plateia durante quase uma hora. A meio da sua última canção, o Alexander exclamou: “Mas eu estou aqui a cantar sozinho e estão ali quatro pessoas que sabem tocar e cantar!”
Os Lucky Charm não se fizeram rogados, entraram pelo palco, algo intimidados por aquele “batismo sérvio”, mas dispostos a aceitar o desafio. E que bem que o fizeram, logo no acompanhamento da canção do Alexander! Depois, no desfiar do seu reportório - música dos anos 60, Jorge Palma, Beatles… - foram ficando mais seguros, captando o apoio e a participação do público e terminaram e beleza, com muitas palmas… Uma das suas canções teve ainda o sublinhado de um par de dançarinos, a Catarina e o Gustavo, que deu mais um sentido artístico às simbioses precedentes.
No final, a presidente do Rotary Club, Drª Susana Silva, manifestava a sua alegria por ver alcançado o propósito do encontro e coroou as simbioses da noite com as rosas da gratidão. “Obrigado a todos: músicos, dançarinos e público.”
Salvato Trigo defende ética na comunicação
A noite de 10 de fevereiro juntou no auditório do Museu da Chapelaria algumas dezenas de pessoas, para ouvir o Dr. Salvato Trigo, professor universitário e membro de Rotary, falar de “Ética e Comunicação”, o tema da palestra.
A sessão foi aberta pela Presidente do Rotary Club de S. João da Madeira, companheira Susana Silva, a que se seguiu a apresentação do orador, feita pela Presidente-eleita, Deolinda Nunes, traçando as linhas gerais da biografia de Salvato Trigo. Como a apresentadora reconheceu, seria impossível transmitir em pormenor as múltiplas facetas biográficas do orador, tal a sua quantidade e variedade: Reitor da Universidade Fernando Pessoa, professor universitário da área das Línguas e Literaturas, com incursões na reflexão filosófica sobre a ética, entusiasta e incentivador dos estudos relacionados com a nova realidade da Comunicação Social…
O currículo de Salvato Trigo correspondeu bem ao conteúdo da palestra: começando na distinção dos conceitos de “facto” e de “evento”, pilares de toda a dissertação, o orador zurziu implacavelmente uma certa “comunicação social voyeurista” que se alimenta de eventos, muitas vezes fabricados, e que esquece completamente a sua função pedagógica e ética. “O poder ético da comunicação social está enfraquecido, porque esta passou a ser um negócio”. A Comunicação Social podia desempenhar neste país um papel inestimável de incentivo ao debate, de esclarecimento profundo dos factos, dos fenómenos e das instituições, mas, infelizmente, fica-se pelo superficial e pelo “que vende”.
Que poderia, então, debater a Comunicação Social? O papel da escola, o papel e a função dos vários poderes, os fundamentos do “estado social”… tanta coisa! Infelizmente, ficamo-nos por uma informação fulanizada, centrada em eventos e de que, frequentemente, anda arredada a verdade.
Seguiu-se o período de perguntas e respostas e, como não podia deixar de ser, a erudição e a variedade temática “desatou a língua” a muita gente, que gostaria de ficar a noite inteira a ouvir as respostas de Salvato Trigo, agora num registo mais humorado e exemplificativo, a focar novos temas, de uma forma sempre original e certeira nos seus alvos.
Foi uma bela noite de reflexão:obrigado, companheiro Salvato Trigo!
Foto: http://portugalcriativo2011.wordpress.com/oradores/
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No dia 19 de janeiro de 2012 realizou-se a Visita oficial do Governador do Distrito 1970, António Goes Madeira, ao Rotary Club de S. João da Madeira, com jantar no Hotel WR.
“O meu trabalho é uma gota de água no oceano mas sem essa gota de água, com certeza que o oceano seria mais pequeno”
Foi com esta frase de Madre Teresa de Calcutá que António Goes Madeira, governador de um dos dois distritos rotários portugueses, o 1970, sublinhou a importância dos projetos que milhares de voluntários levam a cabo no país, sob a égide de Rotary. O governador, no culminar da sua visita oficial ao clube de S. João da Madeira, na passada 5ª feira, dia 19, discursou perante uma sala com 21 clubes presentes e mais de cem companheiros e convidados. Exemplificou, como um grande projeto de continuidade, as 27 Universidades Sénior do distrito, onde, após 12 anos de atividade, 3000 alunos, enquadrados por 500 voluntários, “dão mais anos à vida e mais vida aos anos”
A erradicação mundial da poliomielite, objetivo de um trabalho começado em 1985, com 251,6 milhões de dólares angariados, 50 dos quais da Fundação Bill Gates, continua a ser a mais longa e notável iniciativa de Rotary. António Goes Madeira anunciou a aproximação da conclusão do projeto, uma vez que, na Índia, em 2011, não foi detetado qualquer novo caso da doença.
Para além da “sopa solidária” – projeto do Rotary Club de S. João da Madeira – das lojas sociais e da colaboração com o Banco Alimentar Contra a Fome, o governador elogiou projetos inovadores, de outros clubes do distrito, como o “pista”, do RC do Porto, dirigido aos jovens sobredotados de famílias carenciadas, o de apoio a mães adolescentes, acolhidas em residências, ou da reflorestação de áreas montanhosas ardidas, com milhões de sementes de árvores, espalhadas de helicóptero.
O sanjoanense Fernando Laranjeira governador indicado para 2014-2015
António Goes Madeira enalteceu o trabalho e o prestígio do Rotary Clube de S. João da Madeira, lembrando que já deu 2 governadores ao distrito – Nuno Argel de Melo e Marcelino Chaves – e irá dar um terceiro, no ano rotário 2014-2015: Fernando Laranjeira.
Para além dos 21 clubes presentes, o Governador enfatizou a admissão de 5 novos companheiros de uma só vez, dando-lhes as boas vindas à família rotária. Foram eles: os casais Manuela e Mark Andrew Gay e Celeste e Manuel Pereira, assim como Luís Mateus.
Após a visita à fábrica de calçado Armando Silva, o Governador afirmou que não imaginava as voltas que um sapato dá, até ser concluído e que, doravante, passaria a ter mais respeito pelos que envergava nos seus próprios pés. Apresentou os cumprimentos ao senhor Presidente da Câmara Municipal e, de seguida, acompanhou o clube local na entrega de uma cadeira de rodas elétrica a Maria Deolinda Costa, jovem avó com 5 netos, a qual amenizou o padecimento de que sofre, com a mobilidade proporcionada por Rotary, mediante várias iniciativas para angariação de fundos que custeiem o veículo, nomeadamente na próxima noite de “fado solidário”, a ter lugar nos Paços da Cultura no próximo dia 27, pelas 21:30.
Antes da habitual reunião de trabalho com o conselho diretor do clube visitado, que precedeu o jantar festivo, o Governador António Goes Madeira e a esposa Isabel inteiraram-se, na Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira, da execução do projeto “sopa solidária”, no qual, com o apoio da Junta de Freguesia, uma equipa de voluntárias confeciona e distribui diariamente 25 sopas e fruta a idosos carenciados, que vivem sós. O Governador confraternizou com as senhoras que, com grande esforço, perseverança e entusiasmo, mantêm esta iniciativa de pé, deixando-lhes palavras de forte incentivo.
A Presidente do Rotary Clube de S. João da Madeira, Susana Silva, no seu discurso, acompanhou o Governador na alusão ao fantástico trabalho social dos rotários – comparando-o aos contos de fadas –, desde 1905, quando foi fundado, em Chicago, o primeiro clube, por Paul Harris. Reforçou a dádiva de si sem pensar em si, que tem levado pelo mundo um combate sem tréguas, pela paz e compreensão mundial, pela educação, pela saúde, pela dignidade humana, explicitando a seguinte afirmação do Presidente de Rotary Internacional, o indiano Kalyan Banarjee: "se você ajudar o barco do seu vizinho a cruzar o rio, você verá que também alcançou a outra margem" E “para ajudar o barco do vizinho a cruzar o rio”, anunciou a dádiva de 2000 dólares para o combate à polio, através da atribuição de dois títulos Paul Harris – um financiado pelo clube sanjoanense e o outro pelo seu membro e futuro Governador, Fernando Laranjeira. Seguiram-se a entrega de prendas de boas-vindas ao casal visitante, por parte do clube, da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, dos Bombeiros Voluntários e do pintor Jorge Miguel, também ele rotário sanjoanense.
A Presidente encerrou o evento, com a expressão do dever cumprido, ciente de que “outros príncipes e princesas ficam-se pelo seu reduto, mas procurando contribuir para melhorar o mundo, ajudando de diversas formas os que estão perto e os que estão longe. O que importa mesmo é que todos eles, ou nós, neste caso, príncipes e princesas deste reino, estejamos a trabalhar para as mesmas causas, para um dia podermos acabar de contar aos nossos filhos ou netos da maneira mais bonita a mais bela história de todas: "...e os homens e as mulheres, as crianças e os idosos viverão felizes para sempre!"”
A Comissão de Relações Públicas do Rotary Clube de S. João da Madeira
O humorista sanjoanense Pedro Neves deu o mote cómico, os guitarristas deram a música e os fadistas deram a voz. Com estas doações, mais a presença do público que se deslocou aos Paços da Cultura na noite de 27 de janeiro, se fez uma noite solidária, alegre e participada. Desde cedo se estabeleceu um ambiente de empatia entre todos os intervenientes, começando nas gargalhadas abundantes motivadas pela veia cómica do Pedro Neves e continuando-se depois na arte fadista de José Guerreiro, Teresa Oliveira e Ângelo Oliveira, acompanhados à guitarra por Francisco Dias e à viola por Victor Morgado. De destacar que todos os artistas intervenientes participaram a título gracioso.
Como é sabido, as receitas obtidas por este espetáculo destinaram-se ao apoio à obra social do Rotary Club de S. João da Madeira, revertendo para a compra de uma cadeira de rodas elétrica.
Quando, no fim do espetáculo, a Presidente Susana Silva entregou aos artistas ramos de flores, sublinhados pelos fortes aplausos da assistência, percebeu-se melhor que o objetivo tinha sido alcançado, porque o que estivera verdadeiramente no palco e na assistência fora a velha máxima de Rotary: “Dar de si, antes de pensar em si.”
O repasto foi confecionado, como habitualmente, por uma equipa de cozinheiras da Universidade, comandada pela Presidente Susana Silva, e constou de sopa, arroz de pato e sobremesas, sobretudo as da época: leite-creme, rabanadas, aletria… e o mais que se possa imaginar. Tudo ótimo, por sinal.
Quando os apetites iam estando saciados, o convívio foi interrompido pelo surgimento da exuberante figura do Pai-Natal, com um saco a rebentar de prendas, para distribuir à pequenada. A tarefa era tão árdua, que foi necessário contratar um ajudante, por sinal muito competente. Conclusão: não sobraram prendas e ninguém ficou sem prenda. Além disso, levaram ainda para casa as excelentes recomendações do Pai-Natal, de “comer a sopinha toda”, de “obedecer aos pais”, “ ou de “fazer os deveres escolares”, enfim, aqueles conselhos que não custam nada e que fazem sempre muito bem.
Terminada a “operação Pai-Natal”, chegou o momento das despedidas, cada um a regressar aos seus lares, reconfortados pelos sentimentos de amizade e de solidariedade que haviam sido a marca da noite e que são também a marca de Rotary.
Boas Festas e Feliz Ano Novo!
Com a devida vénia, transcrevemos do Jornal "Labor" a seguinte notícia relativa a uma atividade do RC S. João da Madeira.
Decorreu no passado dia 22, terça-feira, nas instalações da Casa das Associações, uma apresentação da obra "Baú dos Tesouros - Sabedoria e Espiritualidade na Narrativa Tradicional", que contou com a presença do autor, professor Luís Filipe Mateus, residente na cidade. Durante a sessão foram lidos trechos da obra e destacados os objetivos da edição da mesma no contexto dos valores dominantes na sociedade atual.
A parte final do evento foi marcada por um período de perguntas e respostas durante o qual se processou o diálogo entre o autor e alguns elementos do público.
A próxima apresentação deste livro decorrerá no dia 10 de dezembro, sábado, pelas 16h30 na Biblioteca Municipal de Espinho. Relembra-se aos leitores eventualmente interessados que o livro só poderá ser adquirido na livraria e papelaria Sanjoanense. (In Jornal Labor, 24/11/2011)
O Rotary Club de S. João da Madeira, por iniciativa da sua atual presidente, Drª Susana Silva, está a desenvolver um projeto de apoio a idosos e pessoas que vivem sós e que não conseguem assegurar a refeição da noite. O Projeto tem a designação de “Sopa Solidária”, e consiste no fornecimento diário da refeição da noite, constituída por sopa, pão e uma fruta. Além da Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira, onde são confecionadas as refeições por voluntárias desta instituição, tem-se destacado o apoio da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, que forneceu as marmitas e tem disponibilizado apoio monetário para transportes e alimentos.
Neste momento estão a ser entregues refeições a vinte e quatro pessoas, indicadas pela Rede Social, coordenada pela Câmara Municipal. O projeto conta ainda com o apoio do núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa e de muitos cidadãos anónimos que têm oferecido alimentos.
As refeições são distribuídas em marmitas, por equipas de voluntárias que se renovam diariamente. Estão envolvidas no projeto cerca de vinte voluntárias que se encarregam da confeção das refeições, da organização das marmitas, da sua distribuição, recolha e lavagem.
Tudo indica que o projeto poderá ser mantido durante todo o ano, uma vez que a próxima presidente do Rotary Club de S. João da Madeira, Drª Deolinda Nunes, já manifestou a sua vontade de lhe dar seguimento. Espera-se que também a Junta de Freguesia e outras entidades locais se disponibilizem para prestar o indispensável apoio a este projeto, dada a sua elevada relevância social.
Comissão de Relações Públicas do Rotary Club de S. João da Madeira
(Mais fotos na página "Sopa solidária")
Também a imprensa local se fez eco desta iniciativa do Rotary Club de S. João da Madeira. Aqui deixamos as ligações para os dois jornais locais, onde poderão ser encontradas mais informações:
Jornal "Labor" - http://www.labor.pt/index.asp?idEdicao=309&id=16125&idSeccao=3313&Action=noticia
Em baixo: Duas das equipas que asseguram a "Sopa solidária".
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A Homenagem ao Profissional, atividade anualmente promovida pelo Rotary Clube de S. João da Madeira e pelo movimento rotário em geral, teve este ano como destinatário o gestor da Viarco, José Miguel Vieira Araújo, licenciado em Marketing e Relações Públicas e grande impulsionador de um projeto inovador que tenta fazer renascer das quase-cinzas aquela empresa emblemática da cidade e do país.
A figura deste jovem profissional reuniu à sua volta cerca de seis dezenas de amigos, familiares e admiradores. Entre os presentes encontravam-se naturalmente, muitos rotários sanjoanenses e também convidados de clubes vizinhos. Após as cerimónias rotárias, deu-se início ao jantar, no fim do qual tomaram a palavra vários oradores para enaltecer a figura do homenageado. O Companheiro Jorge Miguel, responsável pelos Serviços Profissionais do RC SJM, apresentou as razões e o historial do convite feito para a homenagem, numa decisão tomada por unanimidade em reunião do corpo social e fundamentada, “não no que possa acontecer no futuro, mas no exemplo de coragem e de criatividade” demonstrado pelo José Miguel.
O Companheiro Josias Gil, antigo professor do homenageado, teceu um forte elogio às suas qualidades e obra, sublinhando o caráter subversivo da gestão que empreendeu na Viarco, face aos modelos habituais, ao arriscar a fusão com a arte, a economia e a cultura, tornando assim a Viarco num exemplo inovador, com potencial de futuro, na linha das novas experiências de Workart que estão a acontecer no mundo global. Enalteceu o facto desta estratégia, apesar de arriscada, proporcionar à comunidade enormes benefícios, criando ainda um espaço próprio de competitividade acrescida.
Seguidamente, num breve improviso, o Companheiro Hugo Silva fez uma emocionada incursão pelos tempos de juventude que ambos viveram, terminando com um voto de felicidades na concretização dos sonhos do Zézé, como carinhosamente lhe chamou. O Vereador Dr. Rui Costa enalteceu o “caminho da criatividade” encetado pela Viarco, que deverá integrar brevemente um projeto municipal de turismo industrial, alargando a realidade museológica atualmente existente. O Companheiro Simões Pinto, assistente do Governador do Distrito Rotário 1970, António Goes Madeira, lembrou a vocação de Rotary, “uma organização de profissionais”, de que o homenageado era um bom exemplo. Recordou também os seus tempos de infância e juventude, dos lápis “Viarco”, cuja empresa criadora lhe surgia agora como Fénix renascida, pelas mãos de José Miguel e da sua família, nomeadamente de sua esposa, Ana Maria, que o acompanha nesta caminhada. “Este é também um projeto de família”.
O último orador foi o homenageado. Determinação e sentimento, realismo e loucura, foram antónimos que se uniram harmoniosamente no discurso de José Miguel Vieira Araújo. Falou o empresário perseverante, falou o artífice visionário, falou alguém que traçou um caminho e um rumo e vai tentar alcançar o que está para além dos limites. “Exijam os nossos lápis em todos os locais onde isso for possível!”. Toda a realidade empresarial da Viarco se construirá no “casamento” da gestão com a arte e a cultura – “Museu do Lápis, abertura da fábrica às escolas e aos artistas, promoção de eventos culturais”. “O que vai salvar o mundo é a Arte!”, foram as palavras da sua convicção final.
Aplaudido de pé, José Miguel, justificava plenamente a escolha de Rotary. E para confirmar essa escolha, o Companheiro Jorge Miguel ofereceu ao homenageado um retrato de sua autoria, propositadamente em tons sépia, para simbolizar a história da Viarco e representar o ambiente fabril de uma empresa com uma história de muitas décadas. Os momentos finais foram ainda de mais homenagens, desta vez da Junta de Freguesia e dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, que quiseram assim juntar a sua voz ao público louvor de José Miguel Vieira Araújo Riobom dos Santos, o Profissional do Ano 2011.
A Presidente Susana Silva encerrou a sessão, com a plena satisfação de ter dado cumprimento a uma justa decisão do Rotary Club de S. João da Madeira. Votos de boa sorte ao José Miguel Vieira Araújo, à sua família, e ao sonho que todos acalentam – uma Viarco sólida, criativa e plural.
29/10/2011
Em junho passado, publicávamos, nesta página, a triste notícia do desaparecimento da roda de bronze que definia a existência do marco rotário de S. João da Madeira. Nessa altura, além de lamentarmos o roubo ignóbil, dizíamos que o marco com a sua roda permaneceria sempre assim na nossa memória e brevemente voltaria a ficar como estava antes. Pois bem, chegou a hora de dar a boa notícia a todos os rotários, em particular aos sanjoanenses e aos seus amigos: o marco rotário de S. João da Madeira voltou a ter a roda dentada que simboliza o movimento rotário. Trata-se de uma roda em xisto negro, retirado das entranhas da terra, no nosso vizinho e amigo concelho de Arouca, e trabalhado por mãos do artista Michael Sweeny. Ao dinamismo e à determinação do Companheiro Fernando Laranjeira e da Presidente Susana Silva e ao apoio de todos os rotários sanjoananses se deve este ato de justiça que foi a recolocação da roda no lugar de onde nunca devia ter desaparecido.A roda dentada: um pouco de HistóriaO emblema oficial de Rotary é o Distintivo Rotário. A roda foi o símbolo do Rotary logo no seu começo. O primeiro desenho da roda foi feito por Montague Bear, um rotário de Chicago, entalhador, que projetou uma simples roda de comboio, com alguns traços em redor para dar a perspetiva de movimento. A roda foi projetada para transmitir a ideia de "Civilização e Movimento". Nessa altura, a maioria dos primeiros clubes colocavam, nas suas publicações e papel timbrado, o desenho da roda de engrenagem, com vários formatos.
Finalmente, em 1922, foi deliberado que todos os Rotary Clubes deveriam adotar o símbolo, que passaria a ser de uso exclusivo dos rotários. Assim, em 1923, a atual roda de engrenagem, com 24 dentes e seis raios, foi adotada como símbolo pela então "Associação do Rotary International". Nessa altura, um grupo de engenheiros opinou que uma roda de engrenagem era mecanicamente impossível e que, portanto, seria necessário que a mesma contivesse, no centro, um rasgo de chaveta. Consequentemente, em 1923, o rasgo de chaveta foi anexado, e o símbolo, como é hoje conhecido, foi adotado como emblema oficial do Rotary International.
Celestino Pinheiro
22/10/2011
Os 24 dentes da nossa roda DENTADA representam às 24 horas do dia onde cada rotário deve viver o Rotary na ação e no pensamento.
Os 6 raios representam as qualidades essenciais do rotário em relação à:
FAMÍLIA – Ser bom chefe de família
AÇÃO – Cumprir os deveres de cidadão
AMIZADE – Cultivar a capacidade de fazer e manter amigos
PROFISSÃO – Ter ética profissional, agindo sempre de acordo com os princípios rotários
RELIGIÃO – Respeitar normas e princípios religiosos
INSTITUIÇÃO – Manter a integração no movimento rotário, cooperando sempre.
Autor: Josias Gil
Publicado em "O Regional", de 21/10/2011
Acerco-me do edifício e aparece uma ruína, escalavrada, escura, silenciosa... Ainda haverá por ali vida?... Apreensivo, procuro uma entrada. Os olhos estremecem na pichagem preta da parede: Viarco. Ao lado, um pórtico escuro que atravesso… tudo me faz recuar um século e subo uma escada exígua de madeira que me transporta a um estreito vestíbulo com guiché e porta de vaivém. Pergunto pelo doutor José Vieira – sei que usa este nome mas ignoro ainda a recusa do qualificativo académico. Que aguarde um pouco pois saíra com uma reportagem da SIC. Aprecio o gráfico didático afixado na parede, sobre o fabrico dos lápis; admiro o emaranhado de arames com motor e chave amarrada a fazer de excêntrico, numa ponta, com papel nas outras – afinal, uma escultura que desenha… – e caio numa cadeira com o livro do Viarco Express nas mãos. Leio os desenhos e os sentimentos dos artistas para com estes lápis, os únicos a serem fabricados em Portugal. José Miguel Vieira Araújo Riobom dos Santos, 37 anos, licenciado em Marketing e Relações Públicas, é o empresário do ano 2011, homenageado pelo Clube Rotário de S. João da Madeira. O nome José Vieira pegou-se-lhe na escola e guardou-o para a vida social, embora o mude consoante as circunstâncias. Nunca em jovem teve projetos de vida; andava de mota, tocava guitarra e, só quando há 11 anos se estreou na Viarco como estagiário, é que descobriu que o curso até tinha muito a ver consigo... Uma vez na fábrica da família, a doença do primo António Araújo proporcionou-lhe participar na gerência, com o tio Manuel Guilherme. Fechou então os livros de marketing na gaveta… “As cartas ainda eram escritas à máquina, tudo tinha parado no tempo e a produção de chapéus dava prejuízo” A solução mais tentadora seria rentabilizar os ativos, encerrando a fábrica, vendendo os terrenos e usando a marca com fins exclusivamente comerciais. Mas, desde logo, José Viera – que acredita na criação e na produção como base de toda a atividade – mostrou fibra de empreendedor, propondo a contratação de um especialista para recuperar a chapelaria. A proposta saiu-lhe vencida entre os sócios, que decidiram pelo encerramento, em 2001, separando a Vieira Araújo da Viarco. Assim se viu José Vieira, responsável por uma pequena fábrica de lápis, velha, com máquinas, instalações e produtos obsoletos, confrontado com um mercado altamente concorrencial e profissionalizado, de marcas conceituadas, com produtores internacionais de um incomparável potencial. Ainda por cima, o nome Viarco estava a apagar-se, os clientes vagamente falavam nele…
Daved Barry, o dinamarquês, professor internacional de Estética Organizacional e de Art & Management, afirmou em Serralves que a arte tenta não resolver problemas mas sim ver o que tem o problema de interessante. Ora, foi esta a atitude de José Vieira, que dele fez um empresário inovador e transformou a Viarco num case study da relação entre a arte e a gestão empresarial. Estou certo que Barry gostaria de o conhecer.
José Vieira olhou para a estupefação dos visitantes perante a fábrica, com outros olhos. Ela não era só um local de produção, era também afetividade, história e arqueologia industrial. Chama as escolas, presta serviço pedagógico; chama os artistas, produz Workart; chama os clientes, apresenta-lhes produtos inovadores; preserva o património, é pioneiro na execução do conceito de indústria criativa em S. João da Madeira, e pretende oferecer à comunidade um museu do lápis e um local onde a cultura acontece. Transforma as fraquezas em forças, tirando partido dos velhos equipamentos e processos de fabrico, indo ao encontro de necessidades específicas, para as quais os concorrentes não dão respostas. Reconstrói e adapta máquinas na sua serralharia e convida artistas para inventar e experimentar novos produtos, como é o caso do extraordinário Artgraf XL. Esta barra de grafite, que risca e pode ser trabalhada com água, nasceu do pedido de um escultor, com dificuldade em desenhar na rugosidade da pedra.
“Criámos a área de negócio que explora a afetividade dos produtos e dos desenhos antigos, mas não queremos viver da afetividade. Desenvolvemos produtos diferenciados. Somos das empresas mais ativas em termos de ID (investigação e desenvolvimento). Aproveito as dificuldades para inventar novos produtos para novas funções e a recetividade é fantástica, essencialmente na exportação!. Os equipamentos velhos são também equipamentos de experimentação”
Questionado sobre o suposto patenteamento destas inovações, respondeu: “A vantagem em sermos pequenos é que os grandes não dão por nós e, quando nos copiarem já iremos mais à frente e o facto até pode ser uma vantagem no marketing: ser copiado por um grande...”
Mas quem é este jovem visionário, que transformou uma velha fábrica numa Workart, que põe a arte a desafiar o local de trabalho – e vice-versa –, como experimentação e como intervenção, que está a fazer com que a Viarco rasgue fronteiras e definições entre a economia e a cultura? Afinal, quem é este criativo, para quem o lápis está para a expressão humana, tal como a roda para o movimento?
“O gozo do trabalho é mais ou menos 50% do nosso salário” , e esse gozo ele retira-o sobretudo da parte criativa. “Quem não tem cão caça com um gato; quem não tem gato pode sempre tentar caçar com um rato, ou, no limite, pode ser agricultor ou pescador” – atirou, num discurso assertivo e fluente, de olhos vibrantes pelo entusiasmo da descoberta das insuspeitas forças dentro de todas as fraquezas. “O facto de não sermos ricos nem contaminados pela ganância, e sermos pequenos como empresa, com um projeto original, dá-nos a possibilidade de construirmos o nosso próprio modelo. Uma empresa não é um instrumento de acumulação de riqueza de uma pessoa mas de promoção de bem-estar numa comunidade, obtendo os ganhos em proporção”
Este jovem empresário alternativo, que nunca considerou o que quereria ser quando fosse grande e sempre viveu numa radical adaptabilidade às circunstâncias, questionado sobre como perspetiva o futuro, responde: “Eu não perspetivo nada. Se perspetivar alguma coisa, vou chegar à conclusão que o nosso modelo de civilização acabou. Ainda por cima exportámos o nosso modo de vida para países muito maiores, como a China, a Índia, ou o Brasil. Quando eles também entrarem em rotura, as consequências serão incalculáveis!” – E porque chegámos a esta situação? “Nunca tivemos tanto conhecimento e tanto poder, mas há uma coisa que o ser humano nunca foi capaz de fazer: entender-se com o outro. Não compreendo como é que as pessoas não são capazes de partilhar; como é que, com tudo isto, os ricos são cada vez mais ricos e os pobres mais pobres… Ainda não arranjámos nenhum modelo alternativo…”
Aqui a indignação toma a dianteira e José Vieira, que também não compreende “como temos governantes para se sentarem à mesa e discutirem o chalalá…”, surpreende: “Quanto mais gente séria conheço mais gosto dos malucos. Os criativos conseguem fazer com certos recursos, o que as pessoas sérias não conseguem” – E não seria possível fazer o mesmo na política? “Tenho muitas dúvidas, mas é muito desejável! Há demasiadas pessoas sensatas que não querem meter-se nos partidos. Então, talvez seja a altura de criar o MAP” – E o que é o MAP?!... “Malucos ao poder. Existem valores transversais a toda a civilização ocidental, facilmente defensáveis por qualquer pessoa. Com base na defesa desses valores, o MAP suscitaria que toda a gente se inscrevesse como militante dos partidos políticos, para diluir o efeito dos que já lá estão... O cidadão comum tem de ser subversivo!”
Este homem enérgico, que é “contra a ganância” e se considera com “ideias que são claramente de direita e ideias que são claramente de esquerda”, esclarece: “A subversão é a parte apetitosa da vida. Eu não tenho tabus acerca de nada e gosto de pôr em palavras aquilo que as pessoas às vezes têm medo de ter em pensamento” Então, talvez o segredo da volta que está a dar à Viarco e da volta que a Viarco lhe deu à vida esteja no poder que tem exercido, de ir um pouco mais além: pondo em ação o que põe em palavras. A família reconhece-o, os amigos reconhecem-no, o mercado reconhece-o, a sociedade reconhece-o… e o rotary homenagea-o. Parabéns, José Vieira!
Josias Gil
07/09/2011
No passado dia 6 de Setembro, pelas 21.30h., realizou-se na sede do clube uma reunião destinada a apresentar os nossos bolseiros e a fazer um pequeno balanço da situação dos seus cursos. Foi também uma oportunidade para a a Presidente e a Secretária do Club, respectivamente professoras Susana Silva e Joana Mesquita, recordarem os fundamentos do projeto, o seu modo de funcionamento e os seus objectivos. Foi recordado que algumas das bolsas atribuídas resultam de protocolos entre o Rotary Club e outras entidades, pessoas e empresas, que em nós confiam a gestão dos montantes em causa.
Neste momento estão a ser atribuídas sete bolsas, não se sabendo, ainda, se no presente ano será possível atribuir alguma bolsa nova.
No final verificou-se um breve convívio, que permitiu a troca de impressões entre entre os rotários, os bolseiros e seus familiares, para que todos se ficassem a conhecer um pouco melhor e fossem renovados os votos de sucesso nos estudos e na vida pessoal e profissional.
Bom ano a todos!
Numa sala cheia, no passado sábado, 23, de manhã, na Universidade Sénior, o Dr. António Santos, médico dermatologista e membro da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), convidado do Rotary Club de S. João da Madeira, protagonizou uma sessão de esclarecimento, sobre os cuidados a ter com a vigilância e monitorização da pele e os protetores solares, respondendo às dúvidas apresentadas pelo público presente. Apontou as características dos chamados sinais, ou nevos, distinguindo entre os que, sendo falsos nevos e não passando de lesões benignas, não constituem perigo de degeneração e os verdadeiros nevos. Entre estes, mostrou os vários tipos, ensinando a identificar e monitorizar os que requerem mais atenção e até um eventual cuidado médico, de modo a evitar um possível cancro da pele. Ver o corpo todo ao espelho e fotografar a pele para identificar a evolução do aspeto dos sinais, foi vivamente aconselhado.
A relação com o sol, tema central da palestra, sempre focada em exemplos concretos, constituiu fator de alerta para os perigos da exposição da pele, mesmo fora da praia, explicando que as cargas solares se vão acumulando ao longo da vida, agravando o risco e levando a que uma em cada cinco pessoas possam ter contraído ou vir a contrair cancro cutâneo. Falou dos diferentes tipos de cancro da pele e respetivas causas e deu conselhos práticos, afirmando que o mais importante é, em primeiro lugar a atitude face ao risco, seguida pelo vestuário e então vem, sim, o protetor solar.
Os presentes ficaram a saber interpretar as informações publicitadas sobre os índices de proteção e a utilizar os protetores e até os óculos de sol, com maior segurança. Um dos aspetos focados foi o facto de a proteção contra raios UVB não ser suficiente, pois são os UVA, que podem provocar o cancro, os quais são utilizados nos solários, afirmando que estes estão para a pele, como o tabaco para os pulmões. Afirmou ainda, o Dr. António Santos, que usar óculos de sol sem filtros protetores de raios UV, pode ser mais perigoso do que não os usar.
Após um diálogo franco, descontraído e muitíssimo esclarecedor, a APCC, através do Dr. António Santos, distibuiu camisolas e bonés de algodão, nas cores que melhor filtram os raios solares: azul e laranja, como exemplo do tipo de vestuário a utilizar. E assim o Rotary Club de S. João da Madeira prestou mais um útil serviço à comunidade, ajudando-a a proteger-se contra um flagelo que resulta de desconhecimento e de erros de comportamento, acumulados durante décadas.
A Comissão de Relações Públicas do Rotary Club de S. João da Madeira
Por comp. Fausto Sá
17/07/2011
O fim de semana de 15 e 16 de Julho foi escolhido pelo Rotary Club de Gaia, para reactivar momentos de companheirismo entre os dois Clubes geminados, (Gaia e Betanzos- Corunha).
A visita iniciou-se com a saída de Vila Nova de Gaia, de autocarro, pelas 08h00 de Sábado, com Companheiros de Gaia, Braga, São João da Madeira e vários Past-Governadores de vários Clubes. Chegados a Betanzos pelas 12h30 e após termos deixado as malas nos hotéis, seguimos de imediato para os barcos (dois) para um passeio turístico, ao longo das margens do rio que banha a cidade, onde foi servido o almoço a bordo.
No Domingo tivemos uma visita guiada à cidade, monumentos e museu, seguida de missa, ao meio dia, numa das Igrejas. O Almoço/convívio foi servido no Hotel São Roque tendo terminado cerca das 17h00 locais. Terminado o almoço e depois da fotografia do grupo, regressamos a Vila Nova de Gaia tendo chegado a nossas casas pela 21h30.
Numa das últimas noites, desapareceu a roda dentada que serve se símbolo ao Rotary Internacional e que estava no Marco Rotário à saída de S.João da Madeira. Tudo indica que se trata de um roubo, pois recentemente desapareceu também, em Oliveira de Azeméis, uma estátua de bronze. Qualquer informação que possa ser útil à descoberta dos autores de tão ignóbil acto deve ser fornecida à polícia, a quem já foi apresentada a respectiva queixa.
O Rotary Club de S. João da Madeira, organização que se dedica a contribuir para o bem comum, não pode deixar de manifestar a sua repugnância por esta acção, cujos autores manifestam assim a sua dupla condição de malfeitores: no desprezo pelos bens alheios e no desrespeito por um ideal absolutamente contrário ao acto que praticaram.
RC SJM
Por: Josias Gil
29/06/2011
(Para ler todo o texto, clique na seta à direita)
Susana Silva, a novel presidente do Rotary Club de S. João da Madeira, para o ano 2011-2012, sintetiza uma arreigada sensibilidade social, herdada do pai – o rotário Engº Teixeira Pinto – com o pragmatismo britânico do lado da mãe.
Licenciada em anglísticas, pela Faculdade de Letras do Porto, Susana tem a nostalgia dos 5 anos em que foi professora, abandonando a carreira quando o sogro lhe pediu para ajudar na empresa da família. A profunda satisfação em corresponder a esse apelo, aliada ao prazer imenso na disponibilidade para as duas filhas, atenuou-lhe a persistente mágoa do abandono da profissão para que estava vocacionada.
Mulher de causas próximas, onde sinta que pode intervir, faz o que tem de ser feito, sem hesitar, não se atribuindo a si mesma grande tempo para prévias ponderações. “Estou sempre lá para o que for preciso e não me importo, não me importo nada se não sou retribuída. Não vou dizer que não gosto que as pessoas reconheçam o meu trabalho, mas não estou à espera que me agradeçam. O reconhecimento que me agrada é a sensibilização dos que beneficiam da minha boa vontade.”
Apesar de ser filha de um antigo e extraordinário rotário, só aderiu ao movimento no dia 1 de Maio de 2005, “dia muito especial, em que foi homenageado o companheiro Marcelino Chaves e inaugurado o marco rotário em S. João da Madeira. Eu disse que só aderia quando as minhas filhas saíssem de casa e fossem para a Faculdade… Então aí houve um vazio. Estava a sentir que me faltava qualquer coisa de essencial.”
Viveu toda a sua infância nas minas do Pintor, administradas pelo pai, em ambiente de liberdade e total comunhão com a natureza, de onde colheu um subtil traço de rebeldia e de resistência às convenções. “Eu acho que não era tão rebelde assim, em relação às acusações que o professor do liceu, Dr. Albérico Costa me fazia… Até havia algumas asneiras que nem tinha sido eu a fazer…” E, após uma breve pausa, Susana conclui: “Se calhar sou rebelde, de facto...”
Mas, se não é rebelde, é pelo menos muito avessa à injustiças sociais. “Não consigo aceitar que haja alguém que passe mal, passe fome, esteja sozinho e não tenha assistência, precise de medicamentos e não tenha dinheiro para os comprar…”
Então, e o que pode o Rotary Club de S. João da Madeira fazer para travar esse combate?
“A Câmara Municipal forneceu-me uma lista de pessoas que vivem sós, e não conseguem cozinhar ou obter alimentos. Quando a li, fiquei extremamente angustiada!: Uma pessoa de 86 anos a viver sozinha… até uma invisual… no centro da cidade, mesmo ao pé de nós, um indivíduo de 46 anos que vive só sem capacidade de se alimentar… e são tantos os casos!”
Assim surgiu o principal marco do seu próximo mandato como presidente rotária: a criação de uma parceria entre a Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira e a Cruz Vermelha, para cozinhar e servir ao domicílio sopa, com pão e fruta, de modo a socorrer essas pessoas que a sociedade tem esquecido e cujo sofrimento se torna insuportável, para a sensibilidade desta mulher de causas próximas. Sabe que o vai fazer, sabe que consegue mobilizar os meios para o fazer. Contudo aflige-se com o receio de que a cadeia de solidariedade se rompa e essas pessoas voltem a ser abandonadas. Mas também, para essa preocupação já encontrou resposta, encarando a possibilidade de uma institucionalização da ação social, no âmbito da Universidade Sénior, a partir da avaliação da experiência, no próximo ano.
A prioridade da presidência será pois voltar o clube para o exterior. “Os próprios alunos da Universidade Sénior queixam-se que os rotários não aparecem em lado nenhum…” Eis um forte argumento para a nova presidente do clube rotário sanjoanense. Susana foi e é a primeira responsável pela existência desta instituição sénior, na cidade de S. João da Madeira. “A Universidade é a menina dos meus olhos. Eu acho que já não consigo viver sem isto.”
E o que de melhor encontrou na Universidade? “Foi a alegria nas pessoas! Quando chegamos a Setembro, ouvir dizer: ‘que bom, a Universidade já vai abrir!’ Isso é das melhores coisas que podemos ouvir! Deus me dê saúde para isto continuar.”
Foi esse o grande projeto da sua vida? “O grande projeto da minha vida foram as minhas filhas. São as duas uma maravilha! Muito diferentes uma da outra.”
Susana sente-se realizada, mas com um ligeiro senão: “Só me faltou aquele bocadinho de ser professora…”
E, aos 54 anos, com tanta juventude, tem ainda algum outro grande projeto para a sua vida? “Não. Acho que deixei de fazer esse tipo de projetos quando morreu a minha mãe. Tudo o que tinha planeado nessa altura, aos 20 anos, esvaiu-se… Sabe o que é de repente sentir o chão a fugir debaixo dos pés? Foi a morte da minha mãe que me fez deixar de sonhar.”
E assim, uma mulher que desaprendeu de sonhar e se alimenta de comandar a vida ao alcance da própria mão, preenchendo, com atos concretos de amor ao próximo, os vazios de uma extraordinária sensibilidade, só poderá projetar a ação de rotary até ao âmago da excelência. E todos daí colherão benefícios: de S. João da Madeira à Humanidade, da mão humana à alma do Mundo.
Do Rotary Club de SJM - Fernando Laranjeira para Susana Silva
Do Rotaract Club SJM, de Ricardo Laranjeira para João Lima.
O dia 4 de Julho de 2011 ficou a marcar mais uma transmissão anual de tarefas no RC S. João da Madeira, dos companheiros Fernando Laranjeira para Susana Silva e do Rotaract, de Ricardo Laranjeira, para João Lima. A reunião decorreu no Hotel WR e contou com a presença de numerosos rotários, familares e convidados.
O Programa foi organizado da seguinte forma:
Recepção e Tesouraria
Momento do Protocolo
Saudação às Bandeiras
Apresentação Rotária.
Transmissão de Tarefas do Rotaract.
Momento do Presidente cessante.
Transmissão de Tarefas do Rotary Club.
Serviço de Jantar.
Intervenções.
Momento da nova Presidente.
Momento do Governador.
Encerramento.
A companheira Susana com o colar de Presidente
Duas companheiras e amigas: Susana Silva e Joana Mesquita.
Por: Celestino Pinheiro
07/07/2011
O dia 4 de Julho de 2011 ficou a marcar mais uma transmissão anual de tarefas no RC S. João da Madeira, dos companheiros Fernando Laranjeira para Susana Silva. Estiveram presentes os Clubes Rotários de Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, Estarreja, Sever do Vouga, Murtosa e Espinho.
Após a recepção, a apresentação do protocolo pelo companheiro José Rocha, a saudação às bandeiras e a apresentação Rotária, deu-se início à cerimónia, com a transmissão de tarefas do Rotaract, de Ricardo Laranjeira para o novo Presidente, João Lima.
Na intervenção que se seguiu, o presidente cessante, Fernando Laranjeira, começou por fazer um breve historial do RC de S. João da Madeira, lembrando as duas grandes vertentes da sua actividade: por um lado, a sua colaboração a nível distrital, nacional e internacional para o movimento rotário, por outro, a sua implantação no tecido social sanjoanense, através de projectos como a Universidade Sénior, a Bolsa de Material Ortopédico, o Projecto de Saúde Oral, as Bolsas de Estudo e tantos outros. O companheiro Fernando Laranjeira lembrou que, excepcionalmente, este era o seu segundo mandato á frente dos rotários de S. João da Madeira, mas que, no seu mandato anterior, em 2005/06, fora possível concretizar o sonho da Universidade Sénior, para o qual contribuíram, nessa época, muitos outros companheiros, dos quais destacou a companheira Ana Margarida Azevedo. Fernando Laranjeira caracterizou o ano que termina como um ano de intensa actividade pessoal e do club, ao nível do relacionamento institucional com Rotary nacional e internacional. Destacou, por exemplo, a presença de quatro elementos do RC SJM na Convenção de Nova Orleães, onde foi o club português mais representado e ainda a recente presença de uma delegação do IGE entre nós.
O momento seguinte foi a transmissão do colar, cerimónia com um elevado valor simbólico, porque nesse colar constam os nomes de todos os presidentes desde a fundação do RC SJM. A partir desse momento, a nova presidente assumiu o seu lugar na mesa da Presidência. O presidente cessante impôs ainda as insígnias à Presidente Eleita, companheira Deolinda Nunes e entregou, à guarda do companheiro Jorge Miguel, o título de Sócio Honorário do RC SJM destinado ao pintor e rotário brasileiro Rocha Maia, grande amigo do nosso club.
Seguiu-se o agradável e eficiente serviço de jantar, momento oportuno para os convivas trocarem impressões, experiências e pontos de vista, gerando um saudável ambiente de confraternização que está na matriz do nosso movimento.
Durante o período reservado a intervenções, foram oradores o companheiro João Lima, do Rotaract, falando dos projectos dos jovens rotários sanjoanenses, o companheiro Alcides Sá Esteves, do RC de Estarreja, em representação dos Clubes presentes, que enalteceu o papel do RC de S. João da Madeira enquanto “club-âncora” do norte, os companheiros Júlio Oliveira e Joana Mesquita, do RC de S. João da Madeira e, finalmente, o Senhor Vereador Dr. Ricardo Figueiredo, em representação do Senhor Presidente da Câmara Municipal. O Sr. Presidente da Junta de Freguesia ofereceu também uma recordação à novel presidente, desafiando-a à participação da Universidade Sénior nas iniciativas da Junta de Freguesia.
A estas intervenções seguiu-se uma surpresa: a entrada do Coro da Universidade Sénior, para homenagear a nova Presidente e Directora da instituição. Foi uma intervenção bem-disposta que provocou o riso geral da assistência, porque as quadras começavam por caracterizar a visada de forma algo “assustadora”, para depois dizer que tudo aquilo era mentira e que estávamos em presença de um ser humano com um coração grande e bondoso.
Na intervenção que se seguiu, a nova Presidente, Susana Silva, definiu-se como “mulher de poucas palavras”, que gosta sobretudo de acções, por isso, tentaria fazer da intervenção ao nível social uma das grandes vertentes do seu mandato. Referiu, nomeadamente, a intenção de levar a cabo, com voluntários da Universidade Sénior, um projecto que consiste na distribuição de sopa às pessoas idosas, que vivem sós e impossibilitadas de se alimentarem. Manifestou ainda a intenção de prosseguir com os projectos já em desenvolvimento, nomeadamente a Saúde Oral e as Bolsas de Estudo. Apresentou, seguidamente, o novo Conselho Director, cuja composição pode ser consultada na secção respectiva.
Usou finalmente da palavra o Governador-Assistente, companheiro Simões Pinto, que, depois de enaltecer o papel do Rotary Club de S. João da Madeira e de enaltecer a renovação geracional a que se está a proceder, leu uma mensagem do Governador do Distrito 1970, António Goes Madeira, lembrando os grandes princípios do movimento rotário e desejando à nova Presidente e a toda a sua equipa as maiores felicidades no cumprimento do seu programa para o ano rotário que ora se inicia.
Terminava desta forma mais um momento alto na vida do Rotary Club de S. João da Madeira, um momento que confirmou a absoluta certeza e confiança no aprofundamento da acção rotária em S. João da Madeira.
Felicidades para a Presidente e para a sua equipa!