Ano rotário de 2012/13 - 50º aniversário
PRESIDÊNCIA DE DEOLINDA NUNES
PRESIDÊNCIA DE DEOLINDA NUNES
Sakuji Tanaka
Presidente de Rotary International 2012-2013
Teresinha Fraga
Governadora do Distrito 1970
Deolinda Nunes
Presidente do Rotary Club de S. João da Madeira
Os cinquenta anos do Rotary Club de S. João da Madeira foram comemorados através num almoço festivo que decorreu durante a tarde do passado dia 13 de abril. O clube rotário sanjoanense foi fundado no dia 8 de abril de 1963 por um grupo de 27 profissionais de várias áreas, cujos nomes foram lidos pela presidente do clube, Deolinda Nunes, no seu discurso de encerramento.
O próprio local onde decorreu o evento, a Torre da Oliva, não deixa de ser emblemático para o clube, uma vez que o seu primeiro presidente, Gil da Silva, pertencia aos quadros daquela empresa. O almoço foi animado pela harpista sanjoanense Joana Ribeiro, aluna da Escola Profissional de Música de Espinho, que interpretou várias peças, a última das quais muito aplaudida pelos presentes.
Durante a manhã, alguns dos convidados tiveram a oportunidade de participar numa visita ao Museu da Chapelaria, onde a Drª Alexandra Alves teve a arte de encantar os visitantes com a riquíssima história do espólio museológico.
Após a receção na Torre da Oliva, os convidados puderam visitar uma exposição fotográfica alusiva aos 50 anos do clube e escolher os vários artigos promocionais ali à venda, nomeadamente copos, flâmulas, polos e uma brochura com a cronologia das ações do clube
As duas centenas de convivas, entre rotários de cerca de trinta clubes de várias zonas do país, convidados, amigos, entidades oficiais iniciaram depois o almoço, durante o qual puderam ver desfilar a memória do clube, através de muitas intervenções evocativas do momento.
Entre essas intervenções, além da atribuição de títulos “Companheiro de Paul Harris”, o fundador de Rotary, a doadores da Rotary Foundation, foram igualmente atribuídos dois prémios escolares a jovens estudantes sanjoanenses. O primeiro desses prémios – Prémio Fundadores - Augusto Serra" - da Fundação Rotária Portuguesa – foi atribuído a Francisca Gouveia Brás, de nove anos, aluna da EB1 de Carquejido, afetada por uma doença grave mas que tem demonstrado uma grande perseverança e criatividade na forma como tem encarado a vida. O Presidente da Fundação, Diamantino Gomes, destacaria a importância da atribuição de bolsas e prémios escolares, enquanto incentivo aos jovens, para que superem as dificuldades e vejam reconhecido o seu mérito. Em seguida, falaria a Francisca que, muito emocionada, agradeceu aquele prémio à Fundação Rotária, enquanto incentivo para continuar a lutar pelos seus objetivos. A professora Célia Graça, que acompanha diariamente a Francisca, traçou o seu perfil e destacou a sua persistência, bem patente no seu envolvimento na publicação do livro “Uma noite mágica”, em conjunto com a sua médica, Drª Helena Homem de Melo. Seria precisamente esse livro a oferta de aniversário que a Francisca entregou à presidente do clube.
Mais tarde, viria ainda a ser atribuído outro prémio escolar – o Prémio Cinquentenário –à aluna Cristiana Oliveira, do 12ºano da Escola Secundária Serafim Leite. Este prémio resultou da conjugação de dois fatores: os excelentes resultados escolares da aluna e a elaboração de um trabalho sobre Marcelino Chaves, um dos fundadores e figura emblemática do clube. O prémio foi entregue pelo filho de Marcelino Chaves, Engº Luís Chaves. A professora Paula Gaio, da direção da escola, realçou as qualidades da aluna e enalteceu o facto de ela ter aceitado o desafio de elaborar o trabalho sobre Marcelino Chaves.
Durante a cerimónia, que se prolongou pela tarde, usaram igualmente da palavra Rui Sequeira, do RC de Matosinhos, em representação dos clubes rotários presentes, que utilizou a metáfora da harpa para caraterizar a forma de trabalhar dos rotários “a melodia da harpa resulta da harmonia das várias cordas; uma corda sozinha de nada valeria”. Falou em seguida o vereador Rui Costa, em nome do Presidente da Câmara, para sublinhar a dedicação do clube às causas sociais, “mesmo quando essa ação é desenvolvida discretamente”. Seguidamente, o Presidente da Junta de Freguesia entregou à presidente um diploma de mérito, em reconhecimento pelos serviços prestados pelo clube. Também Filipe Dias, representante distrital do Rotaract, organização juvenil rotária, após uma intervenção em que salientou o papel dos jovens neste movimento, ofereceu ao clube o livro “Pequenos gestos grandes corações”, cujas receitas de venda que se destinam a apoiar causas sociais.O Rotary Clube do Porto, clube-padrinho do RC de S. João da Madeira, que há cinquenta anos patrocinou a entrada dos sanjoanenses no movimento rotário internacional, fez-se representar pelo seu presidente, Gonçalo Guedes Rodrigues , que se mostrou “orgulhoso pelo afilhado” e evocou o percurso do clube, bem como o nome de dois dos seus membros mais ilustres: Argel de Melo e Marcelino Chaves.
Recordando que ainda há dois fundadores vivos, Hamilton Figueiredo e Flores Santos Leite, a presidente chamou este último ao uso da palavra. Flores Santos Leite, um dos vinte e sete pioneiros do clube, começou por dizer que era “uma violência falar de 50 anos em apenas dez minutos”. Seguidamente, explicou as razões que estiveram na origem do clube, enumerou dificuldades vencidas, pontos altos e pontos baixos, evocou as figuras marcantes, lembrando que a designação de Fernando Laranjeira para Governador Rotário no ano de 2014/15 é um claro sinal do mérito do profissional Fernando Laranjeira e do clube que, pela terceira vez, vai dar a um governador ao movimento rotário.O outro fundador ainda vivo, Hamilton Figueiredo, impossibilitado de estar presente por razões de saúde, fez-se representar pelo seu filho, Ricardo Figueiredo, que apresentou as saudações de seu pai e o desejo “que continue este projeto iniciado há 50 anos, pelo vosso sentido de serviço público, pelo exemplo que dão, mantenham a vossa autenticidade”.
Os momentos seguintes foram precisamente dedicados à evocação das duas figuras, provenientes do clube e que já haviam desempenhado o cargo de Governador: Marcelino Chaves e Argel de Melo. Foi Madureira Pires quem assumiu a responsabilidade de explicar as muitas razões pelas quais a figura de Marcelino Chaves assume uma dimensão única no movimento rotário nacional e internacional. “Foi tudo em Rotary, fez tudo em Rotary, só lhe faltou desempenhar um cargo”; mais tarde viria a explicar que “Marcelino só não foi presidente de Rotary Internacional, porque era proveniente de um país pequeno e, por isso, com um movimento rotário com menos dimensão. Madureira Pires terminou a sua intervenção com um expressivo voto de “Parabéns ao Rotary Club de S. João da Madeira””
Seguiu-se a homenagem a Argel de Melo, outra destacada figura do RC de S. João da Madeira, já desaparecida, primeiro Governador do distrito 1970 e fundador da revista “Portugal Rotário”. Foi Lopes Cardoso quem se encarregou de fazer uma evocação emotiva do seu formador e inspirador, lendo nomeadamente um texto da autoria de Argel de Melo em que este explicava os fundamentos da sua adesão e do seu posicionamento em Rotary.
Usou também da palavra o presidente dos jovens do Rotaract sanjoanense, Ricardo Laranjeira, que lembrou o 9º aniversário do clube juvenil e agradeceu ao Rotary Club todo o apoio que dele tem recebido, formulando também os seus votos de parabéns.
Seguiu-se um momento de entrega de prendas, oferecidas ao clube por várias personalidades, como Álvaro Gomes, do RC Ovar, Manuel Cardona do RC de Vila Real e Rui Amandi, do RC de Vila Nova de Gaia, com uma coletânea de textos de Marcelino Chaves. Também o pintor sanjoanense Armando Tavares dirigiu uma mensagem ao clube, presenteando-o com um quadro de sua autoria.
Todas as personalidades que usaram da palavra, bem como outros convidados, receberam uma flâmula de cabedal, evocativa dos 50 anos do clube.
A penúltima oradora foi a Governadora do Distrito 1970, Teresinha Fraga, que enalteceu o trabalho do clube ao longo dos cinquenta anos que transcorreram desde o dia 8 de abril de 1963, incentivando os rotários sanjoanenses a continuarem na senda que vêm trilhando, com a sua “forma particular de fazer Rotary”. Agradeceu a disponibilidade de alguns rotários sanjoanenses que a auxiliaram na sua tarefa de governadora, nomeadamente a Fernando Laranjeira e sua esposa e a Hugo Silva. Lembrou finalmente que o lema rotário para 2012/14, “A Paz através do Servir” encaixava plenamente no espírito do clube. Seguidamente ofereceu à presidente do clube, Deolinda Nunes, para ser lida por esta, uma carta do Presidente de Rotary International, o japonês Sajuki Tanaka, em que se felicitava o clube aniversariante, lembrando simultaneamente os grandes princípios que regem o movimento rotário internacional.A última interveniente foi a presidente Deolinda Nunes que começou por homenagear os 27 pioneiros do clube, lembrando também aspetos e figuras determinantes da sua vida, a capacidade de superar momentos conturbados, a vocação solidária que se materializa em iniciativas como a Universidade Sénior e o voluntariado que nela se funda, a Sopa Solidária, a bolsa de material ortopédico, o Projeto de Saúde Oral junto das crianças, as bolsas de estudo a estudantes carenciados e tantas outras iniciativas que marcaram a vida do clube ao longo de cinquenta anos. Lembrando que se trata de um clube sólido e ativo, terminou com um apelo, “olhemos para o futuro com confiança!”
E como não há aniversário sem bolo, seguiu-se a cerimónia do corte do bolo, o entoar do “parabéns a você” e o brinde da praxe: Longa Vida ao Rotary Club de S. João da Madeira!
A CIRP do RC de S. João da Madeira
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O Rotary Club de S. João da Madeira levou a cabo, no passado dia 28 de março, mais um espetáculo de música e de dança, “Da banda… ao cabaret”, cujo objetivo era o de angariar fundos para as onze bolsas de estudo com que o clube apoia alunos sanjoanenses carenciados, mas com provas dadas nos estudos. Perante o auditório dos Paços da Cultura completamente cheio, a primeira parte do espetáculo foi preenchida com a banda “Lucky Charm” constituída por Pedro Andrade e João Duarte, nas guitarras, este último também vocalista, Marco Silva na percussão, Alexandre Gomes no saxofone e Roberto Andrade, vocalista e animador.
Tratando-se de um grupo de amigos, que se reúne ocasionalmente para tocar as suas músicas preferidas, essencialmente reportório dos anos 60, a banda brilhou pelo entusiasmo, pelo à vontade e pela boa disposição com que contagiou o público. Este, por sua vez, retribuiu com muitas palmas e com acompanhamentos vocálicos de elevada qualidade, quando a tanto foi solicitado. Refira-se que esta foi a segunda vez que a banda atuou num espetáculo promovido pelo Rotary Club, facto que deve ser salientado, num tempo em que a palavra “solidariedade” adquire uma dimensão particularmente relevante.
A segunda parte foi do “cabaret”, quatro dançarinas e quatro dançarinos a colocarem em palco enérgicas doses de magia e de talento, evocando o ambiente típico dessas salas de espetáculo, e todo um imaginário que vai de Lizza Minelli, Berlim dos anos 30, a Paris e Chicago. O grupo é composto pelos pares Catarina Silva e Gustavo Costa; Nyna Ferreira e João Gomez; Raquel Castro e Bruno Marcelino; Cátia Amaral e Hugo Soares. Muitos aplausos também para os dançarinos.
A organização do espetáculo contou com o apoio de “Simbioses - animação de eventos”, empresa da qual faz parte a maioria dos intervenientes da noite.
No final, a presidente do Rotary Club, Deolinda Nunes, agradeceu ao público a sua adesão massiva e enumerou algumas das causas em que está envolvido o movimento rotário, nomeadamente o combate à poliomielite e, no caso sanjoanense, a projetos como a Sopa Solidária e as bolsas de estudo, às quais se destinavam os fundos angariados no espetáculo. Seguidamente, agradeceu encarecidamente aos músicos e dançarinos que deram corpo ao espetáculo e chamou-os ao palco para receberem uma última salva de palmas, com que o público, de pé, retribuiu as quase duas horas de diversão, que vingaram plenamente o desconforto da noite chuvosa que envolvia os Paços da Cultura.
A CIRP do Rotary Club de S. João da Madeira
As comemorações dos cinquenta anos do Rotary Club de S. João da Madeira deram o seu primeiro passo na tarde do dia 23 de março, com um encontro de várias gerações de rotários sanjoanenses. O objetivo era o de promover o convívio entre os rotários, os seus amigos e as suas famílias, enquanto se lembravam as velhas histórias do clube e as vicissitudes por que passou ao longo destes cinquenta anos.
As cerca de três dezenas de convivas juntaram-se nas instalações da Universidade Sénior, sob a orientação da presidente Deolinda Nunes, que foi dando a palavra aos membros do clube de diversas gerações, em particular a todos aqueles que já desempenharam as funções de presidente.
O primeiro orador foi o companheiro Flores Santos Leite, membro fundador do clube que, num tom muito informal, contou algumas histórias da fundação e dos anos que se lhe seguiram, destacando o papel do clube em áreas socialmente relevantes e no estabelecimento de relações internacionais enriquecedoras da sua própria experiência. A empresa “Oliva” onde trabalhava o presidente-fundador, Gil da Silva, foi um dos polos aglutinadores do clube, mas os anos posteriores à fundação não foram fáceis, chegando mesmo a correr-se o risco de extinção, evitada com uma forte crença na tolerância e na amizade, temperadas com algum bom senso.
Usaram seguidamente da palavra outros anteriores presidentes e rotários, Vargas Cruz, Ana Margarida Azevedo, a primeira mulher a ser admitida no clube e a primeira a desempenhar também o cargo de presidente, Joana Mesquita, Magalhães dos Santos, Fausto Sá, Josias Gil, e Jorge Miguel. A evocação de Marcelino Chaves e de algumas das saborosas “histórias” que ele contava, foram outros momentos marcantes da tarde.
No final, usou da palavra o anterior Governador do distrito 1970, Goes Madeira, membro do RC de Viseu e sócio honorário do clube sanjoanense. Goes Madeira fez uma esclarecedora retrospetiva do movimento rotário português que, em 1940, contava apenas com cinco clubes, marcado por alguma hostilidade do regime e da própria Igreja, mas que, graças à força do seu ideal, conseguiu sobreviver e multiplicar-se, até chegarmos ao ponto em que estamos. Assinalou o fim da hostilidade da Igreja, quando o Cardeal Montini, ele próprio irmão de um rotário, e já no papel de papa Paulo VI, dirigiu um discurso aos rotários italianos, em 1965. O orador acabou por definir o movimento rotário como “um espaço de individualidade, de humanidade e de liberdade”.
Convívio, espírito de união, convicção nos ideais, foram estas as notas marcantes de uma tarde cheia de histórias e de História. E a História de S. João da Madeira também passou por ali.
Na noite de 2 de março de 2013, o Rotary Club de S. João da Madeira levou a cabo mais uma iniciativa destinada à angariação de fundos para as bolsas de estudo. Tratou-se de espetáculo musical de variedades, nos Paços da Cultura, em que atuaram três grupos, cada um deles representando géneros e propostas musicais muito específicos.
O espetáculo foi apresentado pela doutora Susana Silva, responsável pelos serviços à comunidade do clube rotário, que explicou o desafio lançado ao Dr. Gil Milheiro, o elemento aglutinador das boas vontades de que se fez o espetáculo.
A abrir, duas jovens, a Bruna e a Andrea, ofereceram aos presentes versões de canções de Rui Veloso, Marisa, Pedro Abrunhosa e ainda adaptações de grupos estrangeiros. De salientar o talento vocálico das duas jovens, de 16 e 17 anos, que fizeram uma aposta musical já com alguma consistência e que pretendem desenvolvê-la e aprofundá-la. Particularmente apreciada foi a versão de “Chuva”, aplaudida calorosamente pela assistência, duplamente rendida: à qualidade da interpretação e ao gesto do grupo que não hesitou em apoiar a iniciativa.
Tomou depois o palco o Dr. Gil Milheiro, para ler poemas de Magalhães dos Santos e apresentar uma surpresa: a sua atuação ao piano seria acompanhada pela voz e pela viola de Fernando Ribeiro, do grupo “Gente d’Alma Portuguesa”. “A Maria já tem nome” uma canção dedicada à mulher e “Nesta feira à chuva” com músicas do próprio Gil Milheiro e letras de José Sottomayor, e “Boas vindas” esta com letra de Magalhães dos Santos e música de Fernando Ribeiro, foram alguns dos temas mais aplaudidos do grupo, que terminou com “Canção de embalar” de Zeca Afonso. Desta atuação ficou o talento, o calor humano e a força do gesto solidário da presença de ambos, que o público compensou com fortes aplausos.
Para a terceira parte do espetáculo estava reservada a atuação de um duo: o José Pedro Comes, de nove anos, e seu pai, José Gomes, cada um deles com o seu acordeão diatónico. O som da concertina encheu então a sala, onde, por diversas vezes, ecoaram os “bravo!” de entusiasmo, a aplaudir versões de fados e viras e de outros temas bem conhecidos. A noite não podia terminar de melhor forma, sobretudo quando o Pedro tomou conta do espetáculo, numa interpretação a solo que pôs em evidência o seu talento de jovem artista. Particularmente tocantes foram as palavras finais de José Gomes: “Fizemos 240 quilómetros, mas, por esta causa, faríamos de boa vontade quatrocentos ou quinhentos”.
No final, de pé, o público premiou com uma intensa salva de palmas todos os que haviam contribuído para a magia da noite. Em nome da presidente do Rotary Club, a Dr.ª Susana Silva transformaria em palavras, acompanhadas de rosas, o imenso agradecimento pelo contributo dado por todos os presentes.
Recorde-se que o clube rotário financia atualmente onze bolsas de estudo a outros tantos jovens sanjoanenses economicamente carenciados. Por essa razão, no próximo dia 28 irá decorrer, no mesmo espaço, mais um espetáculo de música e dança, também ele destinado a esse objetivo.
Realizou-se, no passado dia 16 de fevereiro, nas instalações da Biblioteca Municipal, a cerimónia de entrega do “Prémio Marcelino Chaves”, atribuído pelo Rotary Club de S. João da Madeira, aos três melhores alunos de Física e Química A (11º ano) das Escolas Secundárias de S. João da Madeira. A sala encontrava-se cheia com elementos do movimento rotário, professores e membros das direções das escolas, amigos e familiares dos premiados, também eles presentes:
Em 1º lugar: Mariana Vieira da Silva, da E. S. Oliveira Júnior, com 20 valores de classificação final, na disciplina de Física e Química; em 2º lugar: Cristiana Oliveira, da E.S. Serafim Leite, com 19 valores; em 3º lugar: João Tiago Silva, da E. S. João da Silva Correia, com 19 valores.
A cerimónia foi dirigida pela presidente dos rotários sanjoanenses, Deolinda Nunes, estando também presentes na mesa a Governadora do distrito rotário, Teresinha Fraga, o vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Rui Costa, e o Presidente da Fundação Rotária Portuguesa, Diamantino Gomes.
Ana Margarida Azevedo, em representação do clube e a convite da sua presidente, fez o elogio do patrono do prémio, Engª Marcelino Chaves, pondo em destaque a sua figura “grande obreiro do ideal rotário”, nomeadamente em campanhas humanitárias como a do combate à Poliomielite e como impulsionador do clube rotário sanjoanense, enaltecendo também o seu perfil humano e profissional, enquanto homem de ciência.
Usaram seguidamente da palavra todos os membros da mesa, para destacar o mérito do prémio, enquanto incentivo ao estudo aturado, e o mérito dos premiados que se destacaram pelos resultados alcançados, merecedores, por isso, de calorosas felicitações. O presidente da Fundação Rotária Portuguesa, Diamantino Gomes, aludiu ao papel desempenhado pela Fundação a que preside no apoio a alunos carenciados e referiu que estes prémios são também muito importantes, não só pela ajuda monetária que representam, mas também pelo reconhecimento aos alunos e pela marca que lhes deixam, tendo acrescentado que acompanha sempre, com muita emoção, estes eventos pois, ele próprio recebeu, em jovem, o apoio de Rotary para os seus estudos. A governadora Teresinha Fraga, para além dos elogios aos premiados, pais e professores, referiu a importância e valor para a sociedade de todas as profissões, sejam elas quais forem, desde que sejam desempenhadas com paixão e com profissionalismo. Foram ainda referidos aspetos como a importância da escola, dos professores, das famílias e das comunidades educativas, que proporcionam a estes alunos as condições para que eles possam alcançar bons resultados.
Procedeu-se depois à entrega de prémios, sublinhada com salvas de palmas. Seguiu-se uma breve alocução do representante da direção da Escola Secundária Oliveira Júnior, a que pertence a aluna classificada em primeiro lugar e agraciada com o prémio no valor de 750€. O professor Alexandre Gomes transmitiu a satisfação dos docentes por terem a oportunidade de ver os seus alunos assim premiados, porque essa é a maior recompensa do seu trabalho.
A sessão foi encerrada pela presidente do Rotary Club de S. João da Madeira, Deolinda Nunes, que expressou o seu voto final de parabéns aos alunos premiados. Lembrou ainda que o prémio Marcelino Chaves é um prémio anual dirigido aos alunos que concluem o 11º ano da disciplina de Física e Química A, em cada ano letivo, nas escolas secundárias de S. João da Madeira, o qual não só reforça e reconhece publicamente a qualidade do seu trabalho como homenageia um dos portugueses que mais contribuíram para a afirmação do ideal rotário em todo o mundo: o Engº Marcelino Chaves .
João Xará, presidente do clube oliveirense, na sua intervenção, chamou a atenção para a mensagem do presidente do Rotary Internacional, para a política de desenvolvimento empreendida pela governadoria, para as metas e objetivos que cada rotário deve prosseguir e para os reparos e sugestões, importantes no crescimento de cada um em Rotary. João Xará referiu o momento de pujança que o seu clube, com 35 anos, está a atravessar, refletindo-se tanto na admissão de três novos sócios, como no orçamento do corrente ano, superior a 100 mil euros, dos quais 60 mil para o projeto Casa da Mónica.
Deolinda Nunes, presidente do clube sanjoanense, após ter dado as boas vindas à governadora Teresinha Fraga e ao seu marido Diamantino Gomes, assim como a todos os presentes, expressou a honra e a alegria pela VOG do 50º aniversário do clube a que preside. Evocando o fundador do movimento, Paul Harris, salientou que Rotary é união, é companheirismo, é amizade, mas é, acima de tudo, Solidariedade! Através desta solidariedade, Rotary semeia a Paz independentemente das raças, das convicções politicas ou religiosas. Deolinda Nunes referiu o impacto da obra solidária de Rotary por todo o mundo, tanto mais surpreendente quanto os seus 1,2 milhões de membros são pouco mais do que 0,01% da população global. Enunciando o lema do corrente ano, A Paz através do Servir, concluiu que É esta a inspiração que nos deixa a vida e obra de Paul Harris : pouco a pouco, à medida das nossas capacidades, mas com persistência, continuemos a ser embaixadores da boa vontade, disseminando a tolerância, a amizade e a harmonia, contribuindo desta forma para a Paz à nossa volta.
Na sua alocução final, a governadora Teresinha Fraga traçou uma panorâmica sobre os projetos locais e internacionais de Rotary, destacando a importância que eles assumem em tempo de crise. Destacou, em particular, os projetos comunitários dos dois clubes visitados, nomeadamente a Sopa Solidária e a Universidade Sénior em S. João da Madeira e o projeto Casa da Mónica, em Oliveira de Azeméis. Anunciou ainda a indigitação do governador para o ano rotário de 2015/16, António Vaz, do RC de Coimbra.
O past-governador Diamantino Gomes, falando na qualidade de cônjuge da governadora, realçou a importância do projeto cônjuges, que permitiu a aquisição de várias cadeiras de rodas a distribuir por clubes rotários do distrito 1970. Foram ainda oradores no período que se seguiu ao jantar, os presidentes dos dois clubes Rotaract, organização juvenil do movimento rotário, o vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Rui Costa, e o representante da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, os quais realçaram o papel dos clubes rotários nas respetivas comunidades.
Procederam-se ainda à entrega dos habituais donativos para a fundação de Rotary Internacional, à admissão de novos rotários e rotaractistas, à entrega de títulos honoríficos e à troca de lembranças. A governadora Teresinha Fraga, foi distinguida com um retrato pintado pelo artista e rotário sanjoanense Jorge Miguel, recebendo ainda a oferta de uma bijuteria da autoria de Manuela Gay, também membro do clube local.
Em noite de tempestade e depois do jantar, rotários sanjoanenses falaram de alimentação. No passado dia 18 de janeiro, na Casa das Associações, a oradora convidada, a nutricionista drª. Ana Leonor Perdigão, membro do Conselho Geral da respetiva ordem e responsável pela área alimentar da Nestlé Portugal, desenvolveu com os presentes um diálogo sob o tema “nutrição – mitos e realidades”.
A importância do pequeno almoço e da distribuição dos alimentos por 5 ou seis refeições diárias, de modo a ir para a mesa sem fome, a comparação das gorduras alimentares, conselhos sobre a ingestão de água, de vinho, de café, de leite, de cereais integrais, de fruta. de sal, de açúcar e tudo o mais que os interessados entenderam por bem perguntar rechearam a noite de vendaval com uma saborosa e saudável prosa gastronómica,
No final, sentia-se na sala algum alívio, sustentado na reconhecida autoridade científica e técnica da palestrante, ao garantir que tudo tem os seus benefícios, desde que consumido com moderação e no momento certo. Por exemplo: 3 ou 4 cafés por dia só fazem bem, assim como as coisas doces, desde que, na totalidade, não se ingira mais do que 50 gramas de açúcar por dia. A ovelha negra parece ter sido mesmo o sal, cuja redução no pão teve de ser imposta por lei e, na cozinha, ajudada pelas ervas aromáticas.
Em resposta a uma das muitas perguntas vindas da plateia, a Dr.ª Ana Leonor Perdigão enunciou as únicas 5 marcas de café que, em Portugal fornecem descafeinado processado por água, sem produtos químicos. E quem deveras quis saber quais eram essas marcas teve de vencer a tempestade e estar lá, naquela noite, naquela palestra…
E assim, mais uma vez se cumpriu a prova quádrupla do Rotary: tudo o que ali se disse e aconteceu é a verdade, é justo e benéfico para todos os interessados e criará boa vontade e melhores amizades.
A CIRP do RC de SJM
Decorreu, no passado dia 15 de dezembro, nas instalações da Universidade Sénior, o tradicional almoço de Natal dos Rotarinhos. Esta foi uma oportunidade de a família rotária se juntar à volta da mesa, para lembrar a quadra e os valores a ela subjacentes: a solidariedade, a amizade e o companheirismo. No final, o Pai Natal distribuiu pelos rotarinhos presentes, e por alguns ausentes, as habituais prendas natalícias que também ajudam a dar significado ao momento que celebramos.
O Rotary Club de S. João da Madeira esteve, mais uma vez, presente na oferta de temas da atualidade, para debate na comunidade sanjoanense. Na passada dia 19 de outubro, o Dr. José Fontes, da Associação Nacional de Jovens Empresários, apresentou, no auditório do Museu da Chapelaria, um palestra intitulada Empreendedorismo – da ideia ao negócio.
Perante a presença de um público de várias idades e experiências profissionais, o palestrante dirigiu-se diretamente aos jovens questionando a sua atitude face à prática do empreendedorismo, enquanto iniciativa de criação do próprio negócio, baseado numa boa ideia mas sobretudo na atitude para a promover junto de potenciais parceiros ou investidores. José Fontes criticou fortemente uma tendência nacional para rejeitar o risco. Comparou-a com o que se passa nos Estados Unidos da América, onde a primeira questão de um jovem, ao acabar a sua formação, é: “como vou criar o meu negócio?”. Pelo contrário, o português, em semelhante situação, pensa: “como vou arranjar um emprego?” – “São culturas diferentes” – disse. Sublinhou ainda que nos Estados Unidos, arriscar e falhar é perfeitamente natural. Há muitos empresários que vão à falência e arrancam para novos negócios sem problema.
José Fontes aconselhou os portugueses a globalizarem-se, indo ao encontro do mercado onde as suas ideias têm condições para vencer. Para isso, deverão aliar à enorme capacidade portuguesa para o improviso, resolvendo problemas com escassos recursos, a característica norte-americana do gosto pelo risco e ainda a alemã da organização e da responsabilidade.
O palestrante garantiu que não basta ter boas ideias, é essencial o seu promotor ter uma atitude pró-ativa, sabendo impor-se, enquanto pilar fundamental do projeto de negócio.
“Devemos aproveitar o tempo para trabalhar, inovar e fazer melhor. Sejam visionários e nunca desistam de um sonho!” declarou José Fontes, incentivando os presentes a contrariarem a tendência dominante em Portugal. Terminou mostrando um vídeo de Nick Vujicic, cuja grave deficiência física, não é obstáculo para a concretização de objetivos surpreendentes. “É mentira pensar que não és capaz! È mentira pensar que não vales nada!” afirma Vujicic, secundado por José Fontes ao dizer que só não consegue quem, caindo, desiste de se levantar.
A CIRP do RC de SJM
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Sob o tema "Felicidade nas organizações", decorreu, na passada sexta feira, 14 de setembro de 2012, na Casa das Associações, mais uma palestra da iniciativa do Rotary Club de S. João da Madeira. Sérgio Almeida – vice-presidente da Associação Portuguesa de Coaching e presidente do Rotary Club de Arouca – foi o orador convidado por Deolinda Nunes – a primeira responsável dos destinos do clube sanjoanense, no corrente ano rotário. Diversificada audiência encheu a sala e o palestrante mais uma vez revelou notáveis dotes de comunicador, beneficiando um tema, já de si cativante, numa noite de alegre e profícuo convívio.
Sérgio Almeida, entre curiosas informações – tal como a adoção, há 30 anos, no Butão, de um índice de felicidade (FIB), para medir a riqueza do país; ou a substituição da expressão hightec por hightouch – defendeu um conceito de felicidade que se traduz em resultados, tanto na produtividade das empresas, como no incremento de uma consciência de realização pessoal e social. A partir do conceito de salário emocional, aconselhou a trocar o princípio: “o segredo é a alma do negócio”; por estoutro: “ a alma é o segredo do negócio”. Alertou os presentes de que a felicidade de cada um não decorre do sucesso que os outros lhe projetam. Pelo contrário: o estado de felicidade é que garante o sucesso das próprias realizações . “É preciso alimentar os nossos sonhos. O pior que nos pode acontecer é desistir de uma ideia, de um sonho, de um objetivo.” – afirmou o orador motivacional e especialista em coaching. Num diálogo recheado de peripécias exemplares, desafiou os presentes a arriscarem uma atitude de mudança, permitindo alargar as suas área de conforto, através da exploração de novas experiências e da consequente redução das zonas de pânico e do medo de falhar perante o desconhecido.
“O chefe transpira e o líder inspira” Tanto uma liderança, balanceada na valorização das 3 competências: técnica, pessoal e de relação; como uma comunicação, ponderada entre a expressão corporal (55%), tom de voz (38%) e palavras (7%), relativamente aos resultados alcançados pelo destinatário , são fatores essenciais para passarmos dos sonhos às metas concretizáveis, focados em soluções, ao invés de nos focarmos nos problemas.
“As metas não são mais do que sonhos com prazos e é mais importante a direção que tomamos, do que a velocidade” Assim, a nossa visão das coisas tudo pode mudar, tal como na história, com que Sérgio Almeida envolveu a assistência: Na construção de um convento, um operário sentia-se infeliz, por se ver a si mesmo como um mero empilhador de pedras, enquanto um seu colega estava feliz, porque se sentia um dos construtores do convento…
A CIRP do RC de SJM
Aspeto da sala.
(Industrial e artista plástico)
NOTA DE IMPRENSA
No passado dia 16, o Rotary Club de S. João da Madeira realizou no salão nobre dos Bombeiros Voluntários o jantar de homenagem ao empresário sanjoanense e artista plástico Armando Tavares de Almeida. Familiares, amigos, admiradores do homenageado, autoridades civis e rotárias, assim como representantes de algumas coletividades locais proporcionaram casa cheia, com a moldura humana e institucional adequadas à solenidade no reconhecimento do profissional do ano, eleito pelos rotários desta cidade.
O coro da Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira abriu uma noite de alegria com a jovialidade das vozes cantando o hino da terra e algumas intemporais canções românticas. Estava adicionado o fermento da amizade ao clima fraterno partilhado pelos convivas. Armando Tavares de Almeida, homem discreto e pouco dado às luzes da ribalta, via-se que estava feliz, apesar de ainda nada saber sobre as palavras que viriam a ser-lhe dirigidas, no decorrer da cerimónia.
Saudadas as bandeiras e feitas as apresentações à tradicional maneira rotária, a presidente do clube sanjoanense, Deolinda Nunes, abriu a sessão. Enunciou os princípios da ética que os rotários de todo o mundo procuram incrementar na prática quotidiana, pelas suas vidas e também através do reconhecimento de cidadãos exemplares, que o movimento, ano após ano, homenageia “enquanto evidente exemplo da excelência profissional e de altos padrões éticos”, como é o caso do Sr. Armando Tavares de Almeida, “um exemplo de profissional, de homem de cultura e de cidadão atento, sempre presente, denotando simpatia extrema e denodada dedicação à sua terra, à sua família, aos seus amigos e a todos os sanjoanenses”
O responsável pelos serviços profissionais do clube, o empresário e pintor Jorge Miguel, após a leitura da biografia do homenageado, proferiu palavras de grande emoção. Relatou o modo como conheceu as superiores qualidades de Armando Tavares de Almeida, refletidas nos seus filhos, de quem fora colega na escola e, posteriormente, nas suas obras, as quais aprecia com o olhar privilegiado de quem partilha a mesma arte. Jorge Miguel enfatizou o papel único e decisivo dos quadros pintados pelo autor, sobre S. João da Madeira desaparecida, verdadeiras histórias visuais, com cenas, personagens, objetos, locais, e as respetivas explicações do autor. Armando Tavares, além de proporcionar aos mais novos o conhecimento do que era a sua terra, ainda marca todas as instituições e momentos memoráveis da comunidade sanjoanense com as obras alusivas que produz e vai oferecendo. Acresce ao carater edificante da obra, as mensagens de exaltação das coisas boas da vida, veiculadas nos mais diversos símbolos saídos da imaginação e mestria do pintor.
De seguida, Jorge Miguel ofereceu ao homenageado o respetivo retrato, de sua autoria. Após a troca de algumas lembranças, seguiram-se vários discursos de enaltecimento do homenageado, relatando peripécias passadas, que ilustram as suas qualidades: Josias Gil, José da Silva Pinho, Ismaelino Matos Sousa, Júlio Oliveira, Luis Rainho, presidente do Lions Clube de S. João da Madeira e Miguel Ângelo Almeida, filho do homenageado foram os respetivos oradores.
Armando Tavares de Almeida, sempre muito sensibilizado, no seu estilo contido, abraçou um a um e agradeceu ao Rotary, aos que o brindaram com a sua amizade e presença e ainda a todos os que o ajudaram na vida, evocando com profunda emoção a sua já desaparecida esposa: Maria Correia. O pintor retribuiu o clube com um quadro da sua autoria, alusivo à obra rotária: um intenso abraço entre um pobre petiz, meio desnudo, e o seu cão, a simbolizar a incondicional entrega solidária aos que nada têm a não ser o amor e uma fidelidade sem limites. A conhecida frase rotária “dar de si sem pensar em si” ficou sobejamente patente nas imagens do quadro.
Após as intervenções da Governadora do Distrito rotário, Teresinha Fraga, do Presidente da Junta de Freguesia, Carlos Coelho e do Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e sócio honorário do clube sanjoanense, Manuel Castro Almeida, a Presidente, Deolinda Nunes, visivelmente satisfeita, congratulou-se pelo modo como decorreu o evento, agradecendo e desejando a todos um bom regresso a suas casas.
A CIRP do RC de SJM
Armando Tavares de Almeida nasceu em S. João da Madeira, a 23 de Junho de 1931, frequentou as escolas do Parque e da Quintã até à 4ª classe. Desde muito novo, o desenho foi a sua forma de registo do que o rodeava e que mais o marcava, ao ponto de ser castigado por utilizar as paredes do recreio da escola.
Dos 11 aos 20 anos, trabalhou em farmácia e em calçado. Foi aluno de pintura do mestre Alves da Silva. Na vida militar (1952-1954), foi radiotelegrafista no Batalhão de Telegrafistas em Lisboa, Foz do Douro e na Base Aérea da Ota, onde, nas horas vagas, iniciou a pintura a óleo, tendo então realizado várias exposições.
Em 1956, foi um dos sócios fundadores e gerente da Fábrica de Calçado Flama, em S. João da Madeira, unidade em laboração ininterrupta desde essa data, continuando a ter um papel ativo em todos os setores da empresa.
Sócio fundador da Associação Portuguesa de Artes Marciais e praticante durante 13 anos. Durante sete anos, frequentou a Escola Inglesa. Paralelamente, ligado ao comércio de antiguidades durante 18 anos. Criou uma galeria de arte em S. João da Madeira, a qual possuía uma exposição permanente. Efetuou viagens de estudo por quase toda a Europa.
Pinta a óleo, sobre tela, com pincel ou espátula, não se submetendo a uma corrente rígida, apesar de apresentar um maior pendor naturalista, com incursões no abstracionismo simbolista, o qual é “…um espaço apaixonante a percorrer…”
Participou em diversas exposições, tanto coletivas como individuais, encontrando-se os seus quadros representados em diversas coleções particulares e instituições públicas, no país e no estrangeiro, tendo sido galardoado com uma Menção Honrosa, em 2003, na 23ª Exposição de Pintura do Casino do Estoril.
Convidado a ilustrar vários livros e outras publicações, concluiu em 2004 a pintura de oito murais na esquadra da PSP de S. João da Madeira e duas telas para os gabinetes de psicologia da mesma corporação. É da sua autoria o desenho do painel de azulejos, presente no quartel operacional das Travessas, dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira. Em 2006, elaborou dez murais nas instalações da fábrica de calçado Flama, em homenagem a todos os sanjoanenses, assinalando a comemoração do 50º aniversário da empresa.
Destaca-se na sua obra um conjunto de mais de uma centena de quadros com temos retrospetivos da cidade de S. João da Madeira, no século XX, setenta dos quais se encontram reproduzidos em coleções de postais, sendo intenção do pintor continuar com esta “…mini história ilustrada de S. João da Madeira”.
Dia 23/3/2013, pelas 16 horas, na nossa Universidade Sénior, vamos dar início às festividades com um lanche onde queremos contar Histórias da Nossa História.
Dia 13/4/2013, pelas 12h 30m, na Torre da Oliva, almoço comemorativo dos nossos 50 Anos, com a presença da nossa Governadora Teresinha Fraga.
Dia 15 de Junho, passeio/caminhada pela erradicação da Pólio, início e local ainda a definir, terminando com um almoço piquenique nos jardins da Câmara Municipal.
Dias 19 e 20 de Outubro, pelo início da tarde, no Salão Nobre dos Bombeiros, festival de angariação de fundos para uma causa concreta e local, com a intervenção de várias associações da nossa cidade.
Fevereiro/ Março de 2014, dia e local a definir, uma palestra com uma figura pública de eleição.
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Caro Companheiro Governador do Distrito 1970, António Goes Madeira, e na sua pessoa, cumprimento todos os presentes.
Começo por agradecer a todos a vossa presença neste momento tão importante da vida do nosso clube, em que renovamos o nosso compromisso com o ideal Rotário e com a Comunidade onde estamos inseridos.
Quero igualmente agradecer, de forma muito especial, à presidente cessante, companheira Susana Silva, por todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano. E passo de imediato à apresentação dos restantes membros do Conselho Diretor e comissões, que me irão acompanhar neste ano rotário que agora se inicia.
Presidente eleito/vice presidente – António Cunha
Secretario - Fausto Sá
Tesoureiro – Júlio Oliveira
Diretor de protocolo – Fernando Laranjeira
Comissão de Administração do Clube – António Cunha
Comissão de Imagem e Relações Públicas – Josias Gil
Comissão de Projectos Humanitários – Susana Silva
Comissão de Desenvolvimento do Quadro Social – Fernando Laranjeira
Comissão da Fundação Rotária Internacional – Raul de Castro
Delegados à Fundação Rotaria Portuguesa – Raul Mota
Delegado ao Portugal Rotário – Celestino Pinheiro
Delegado ao Rotaract Clube – Mª do Céu Silva
Caros companheiros e companheiras, é para mim um privilégio ter a oportunidade de servir o nosso clube e, com a vossa ajuda, levar a cabo os projectos que temos e que esperamos que tragam um pouco mais de alegria à nossa volta e com ela, contribuir para semear a paz, fazendo jus ao lema que o Presidente de Rotary Internacional, Sakuji Tanaka, escolheu para o nosso ano – Paz Através do Servir. Daremos continuidade ao projeto da Sopa Solidária: com a colaboração dos nossos Voluntários da Universidade Sénior e da Junta de Freguesia, continuaremos a distribuir a refeição noturna entregando-a em casa daqueles que, por razões diversas (idade, dificuldades locomotoras, de visão ou outras) não têm condições de se deslocar. E teremos como objetivo alargar o número de utentes deste serviço gratuito. IIgualmente o projeto de Saúde Oral, que tem abrangido as crianças do ensino básico, irá prosseguir, alargando a faixa etário do público-alvo.
Nos tempos que correm, em que as famílias vêm os seus rendimentos, por vezes já escassos a serem diminuídos, não podemos deixar de olhar para aqueles que começam a prescindir de cuidados de saúde, essenciais à manutenção de uma qualidade de vida aceitável. Por isso, estamos a preparar, mais uma vez com o apoio da Junta de Freguesia, o lançamento de uma “Farmácia Solidária”, que visa apoiar os mais carenciados na compra de medicamentos. Com estes três projetos - Sopa Solidária, Saúde Oral e Farmácia Solidária – procuramos ajudar a cobrir as necessidades básicas de sobrevivência: Alimentação e Saúde! Pensamos que estes são fatores essenciais para que as pessoas se possam sentir um pouco mais felizes e com uma vida mais “normal”. E, companheiros, isto é também ter Paz, Paz no Lar e Paz na Comunidade !
Mas os avanços da humanidade não se fazem sem Educação e, por isso, nos projetos deste ano reservamos um lugar muito especial para apoiar quem pretende estudar e desenvolver-se, bem como aqueles que se destacam pelo seu esforço. Assim, as bolsas de estudo a conceder - no ano que agora termina apoiámos 11 bolseiros – continuarão a ser uma das nossas prioridades, mantendo o numero atual como o nosso objetivo mínimo.
Por último, iremos dar início à atribuição de um prémio anual ao aluno das escolas de S. João da Madeira que se evidencie pelo seu mérito. Com este prémio, pretendemos também homenagear e perpetuar a memória de um companheiro do nosso clube que se destacou pelas suas elevadas qualidades pessoais e tanto fez pelo Movimento Rotário : o nosso companheiro Marcelino Chaves. Por isso, este prémio será designado como “Prémio Marcelino Chaves”.
Companheiras e companheiros, a noite já vai longa. Termino, dizendo-vos a todos que cada pequeno projeto que levamos à pratica é um pequeno sonho que realizamos e mais uma gota de alegria que espalhamos à nossa volta. E como dizia o poeta, é o Sonho que comanda a vida.
Conto convosco.
Uma delegação do nosso clube, composta por sete pessoas, esteve presente na Convenção Rotária Internacional, que se realizou em Banguecoque, capital da Tailândia, entre os dias 6 e 9 de maio. Dessa presença, aqui deixamos um breve testemunho fotográfico.