Por Elisa Schiefferdecker
Chegou a informação, à reportagem do jornal Estadão que uma onça pintada estava cercada pelo fogo na margem de um afluente do rio São Lourenço, no Pantanal de Mato Grosso. Ciceroneados pelo “piloteiro” Vandir Gracia, a equipe vai em busca do animal, juntamente com uma rede formada por moradores, voluntários, biólogos e donos de pousadas. Depois de quarenta e cinco minutos de viagem rio acima, a equipe avista a onça deitada, na margem esquerda do rio. O animal tenta se levantar, caminha, mas logo desiste, pois as patas estavam em carne viva.
A operação para retirar a onça pintada de seu habitat é delicada e perigosa, mesmo ela estando dormente. Após algumas tentativas para fazê-la ir para um local específico na beira do rio, onde um veterinário dispararia uma zarabatana com tranquilizantes, a operação deu certo. O animal pesa em torno de 100 quilos e a equipe se apressa para colocá-lo, ainda dormente, numa jaula. O animal é transportado rio abaixo até uma pousada há margem da estrada Transpantaneira e dali foi levada de helicóptero para um centro veterinário na Universidade Federal de Mato Grosso.
Essa reportagem é do dia 11 de setembro e este animal teve sorte de ter tido a atenção da comunidade local que se empenhou para salvá-la, diferente de tantas outras espécies que foram cercadas pelo fogo e não tiveram essa sorte. Infelizmente, neste ano as queimadas castigaram muito o território pantaneiro e não tiveram o devido apoio e atenção do governo para minimizar os efeitos ao ecossistema.