Por Diane Marques
As primeiras histórias em quadrinhos foram criadas em 1895, pelo artista americano Richard Outcault. A linguagem das HQs, a qual conhecemos atualmente, foi inaugurada nos jornais de Nova York, por exemplo, o jornal New York World ,com uma tirinha de Outcault, chamada ”The Yellow Kid”. A história é sobre um menino que usa um pijama amarelo e vivia no beco de Hogan, na cidade de Nova Iorque. Ela fez tanto sucesso que acabou sendo disputada por jornais de renome da época.
A representação das histórias por meio de imagens já era utilizada desde os primórdios da humanidade, nos registros rupestres dos homens das cavernas, os quais contavam - por meio de desenhos sequenciados - a sua luta pela sobrevivência.
As HQs, mesmo sendo um tipo de narração de arte sequencial, se manifestam de inúmeras maneiras; são elas:
as tirinhas, que normalmente têm apenas uma página e poucos quadrinhos;
cartoons, desenhos com características exageradas, também chamados de caricaturas;
mangás, desenhos japoneses que têm sua leitura feita de trás para frente;
gibis, os quais usam a base dos cartoons, porém, em sua maioria, são direcionados ao público infantil; e
comics, que são utilizados nos Estados Unidos e no Canadá.
No Brasil, a primeira revista em quadrinhos foi o Tico-Tico, em 1905, a qual foi feita pelo Renato de Castro. Porém, o primeiro gibi colorido publicado no Brasil surgiu apenas em 1960, ”A turma do Pererê”, produzida pela editora Abril e com história e ilustrações do artista Ziraldo.
E, finalmente, na década de 60, surgiu a história em quadrinhos mais famosa do Brasil, a Turma da Mônica, feita por Maurício de Souza. A história, aliás, fez tanto sucesso que - hoje - ela é publicada em mais de 40 países.
Felizmente, as HQs têm ganhado cada vez mais força, demonstrando que grandes histórias podem ser contadas por meio da arte sequencial.